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sexta-feira, 10 de julho de 2026

S.Tomé e Principe, em festa 11 e 12 O arquipélago das Ilhas Verdes do Equador, tornou-se independente em 12 de julho de 1975


Jorge Trabulo Marques - Jornalista 

S.Tomé e Principe, em festa 11 e 12.Comemora  os 51 anos de independência - O arquipélago das Ilhas Verdes do Equador, tornou-se independente  em 12 de julho de 1975, sob a bandeira do Movimento de Libertação de São Tomé e Príncipe (MLSTP), após 505 anos sob domínio português.


DESCOBERTAS DAS DUAS ILHAS - No reinado de Afonso V são descobertas duas ilhas de rochas vulcânicas por João de Santarém e Pêro Escobar.

A lha de S. Tomé, assim denominada por ter sido achada no dia 21 de Dezembro de 1470, dia do apóstolo S. Tomé - No mês seguinte, em 17 de Janeiro de 1471, é descoberta a ilha a que denominaram como "Ilha de Santo Antão". Visando incentivar o seu povoamento, em 1502 tornou-se uma donataria, denominada como "Ilha do Príncipe", sendo-lhe introduzida a cultura da cana-de-açúcar.
Fora nomeada ilha do Príncipe por D. João II de Portugal. O rei tanto adorava o seu único filho e herdeiro Afonso, Príncipe de Portugal (1475) que, em sua homenagem, designou como "Príncipe" a ilha mais pequena do arquipélago de São Tomé e Príncipe. Em 1573 a donataria reverteu à posse da Coroa Portuguesa.

Se a descoberta ainda foi feita no reinado de D. Afonso V, o povoamento começou já com D. João II no trono de Portugal, que ali introduziu também o sistema das capitanias. Os donatários das ilhas e vassalos do rei levaram grupos de povoadores constituídos por filhos de judeus, artificies, alguns fidalgos, degredados e escravos negros, importados do continente africano, os únicos que conseguiam adaptar-se ao clima equatorial, húmido e quente. As doenças tropicais dizimaram grande parte dos primeiros colonos.

Com a introdução do cultivo da cana-de-açúcar, a criação de gado e o comércio de escravos, S. Tomé prospera rapidamente tornando-se, no século XVI, o maior exportador de açúcar em África. Alvo de constantes ataques dos navios corsários de franceses e de holandeses, o arquipélago, pela sua posição geográfica, transforma-se num ponto de escala na rota marítima para a Índia e na rota do trafico de escravos entre o continente africano e o Brasil.

"O tchiloli baseia-se num texto escrito por volta de 1540 por Baltazar Dias, um dramaturgo cego, madeirense da escola de Gil Vicente (1465-1536).      Danço- Congo - Dança dramática representada em São Tomé e Príncipe tem uma     origem e surgimento desconhecidos – “é provável que, ao contrário de várias outras manifestações culturais santomenses, não tenha sido trazida de fora ou visivelmente influenciada pelas outras culturas, mas sim, criada pelos ilhéus.” Com o seu caráter original e “foco nos movimentos e falas, nas piadas de bobos, no ritmo dos tambores”,

Danço- Congo - Dança dramática representada em São Tomé e Príncipe tem uma origem e surgimento desconhecidos – “é provável que, ao contrário de várias outras manifestações culturais santomenses, não tenha sido trazida de fora ou visivelmente influenciada pelas outras culturas, mas sim, criada pelos ilhéus.” Com o seu caráter original e “foco nos movimentos e falas, nas piadas de bobos, no ritmo dos tambores”,   "

11 de Julho de 2015 

Meus Parabéns e votos para que sejam vividos momentos felizes e ultrapassadas as crispações partidárias em prol do futuro do pacífico e bom povo são-tomense








NACIONALIZAÇÃO DA ROÇAS

José Freet Lau Chong – As pessoas pensavam que éramos malucos. Mas naquela altura não havia outra saída

António Tomaz Medeiros – “Os santomenses eram bons funcionários, bons escriturários”, mas não tinham experiência nenhuma das roças”
“Vivi com alegria e mágoa: alegria porque, no fundo, era o que eu queria. Mágoa, por não poder estar presente.




40 anos depois da independência - José Freet Lau Chong – “O Resultado poderia ser melhor”  - O então Ministro da Informação, Justiça e Trabalho, e comissário Político, confessa-se um pouco desiludido, com algum individualismo e egoísmo, dos novos tempos; diz que “as pessoas já não se interessam pelo bem-estar do próximo. Quanto ao passado,  reconhece que se cometeram alguns erros, nomeadamente no plano do desenvolvimento económico, e aponta as razões: porque “não tínhamos experiência, dentro da governação, não tínhamos quadros competentes; - por exemplo no domínio da agricultura.  Apesar tudo, houve progressos: primeiro, porque ficámos livres, porque podemos falar e resolver os nossos problemas. E, segundo, porque, no plano da educação e formação de quadros, também se fez muita coisa.




José Freet - Em Novembro de 2014 - Junto à sua casa para lhe oferecer a cópia da mensagem que me salvou de ser enforcado na famigerada cadeia Black Beach 





"MENSAGEM DO POVO DA REPÚBLICA DEMOCRÁTICA DE SÃO TOMÉ E PRÍNCIPE, PARA O POVO BRASILEIRO" - Que não chegou ao destino  mas continua perfeitamente actualizada.


Em meados de Outubro,  pouco tempo   depois da Independência e após a escalada do Pico Cão Grande, deixaria São Tomé a bordo do pesqueiro Hornet para ser largado numa piroga na Ilha de Ano Bom, 180 Km a sul da linha do Equador, a fim de tentar a travessia atlântica - com uma mensagem redigida por José Fret Lau Chong que então desempenhava as funções de ministro da Informação, Justiça e Trabalho – cargo que ocupou entre 1975 e 1976 – a qual dizia, entre outras palavras, o seguinte: "Salientamos o espírito aventureiro que preside à iniciativa do Camarada  Jorge Marques, que, depois de uma viagem experimental , e bem sucedida de S. Tomé à Nigéria, também de canoa, propõem-se avançar, desta feita, mais significativamente, programando o percurso S. Tomé- Brasil."

"A recente independência  nacional de S. Tomé e Príncipe, e a consequente libertação do nosso povo do domínio colonial português, reforça a afinidade dum passado histórico comum com o Povo Brasileiro, e daí, a razão de ser de uma irmandade que importa  reviver, sempre que possível, para se reforçar. 

Assim, aproveitando a travessia  atlântica do camarada Jorge Trabulo Marques, que servindo-se de uma simples canoa, vai percorrer  o mar, de S. Tomé ao Brasil, evocando a rota por que, na era retrógrada, os escravos eram conduzidos  para as plantações  da cana do açúcar, o povo de S. Tomé e Príncipe, representado pela sua vanguarda revolucionária,  o MOVIMENTO DE LIBERTAÇÃO DE SÃO TOMÉ E PRÍNCIPE (MLSTP), saúda fraternal e calorosamente, o povo irmão do Brasil" - Excerto

Não lograria  atravessar o oceano Atlântico, acabando, porém, por viver uma das maiores provações da minha vida - tanto no mar como em Terra - Após 38 dias à deriva, desde Ano Bom a Bioko (ex-Fernando Pó), onde fui encarcerado na famigerada prisão black Beach, por suspeita de espionagem e dali entrar vivo mas sair cadáver. O que só não sucedeu, graças à mensagem do MLSTP, dedicada ao Povo Brasileiro, que esperava ler quando alcançasse a maravilhosa terra do maior país de expressão portuguesa. - Mais pormenores em bioko à vista - ilha do “diabo” 


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