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segunda-feira, 25 de maio de 2026

Dia Mundial de África 25 de Maio 2026 - Vida de escravo nas Roças em S. Tomé e aventura pela Rota dos Escravos, que se saldaria num naufrágio de 38 dias à deriva numa canoa

 Jorge Trabulo Marques- Premiado este ano com o corte do subsídio de mértio cultural, 
que recebia há mais de 20 anos 

Dia Mundial de África 25 de Maio 2026  - Recordo a minha minha vida de escravo na Roça Uba Budo, em 1963 e a aventura pela Rota dos Escravos, em finais de 1975, que saldaria num naufrágio de 38 dias à deriva numa canoa 

AVENTURA DE CANOA PELA ROTA DOS ESCRAVOS.. No dia em que fui largado ao mar, do pesqueiro Hornet, junto à Ilha de Ano Bom, mal imaginava que iria viver uma das mais dramáticas situações de sobrevivência, ao longo de 38 dias,  por náufragos nas vastas superfícies oceânicas

São Tomé e Príncipe e os meus dias de escravo nas roças, em finais de 1963 – Video de 2014 - A nacionalização das roças ocorreu a 30 de setembro 1975 – Data histórica, assinalada com feriado nacional alusivo ao dia em que, os feudos coloniais- onde fui empregado de mato - passaram a pertencer ao novo país independente após o 12 de Julho
Não tenho saudades do tempo da chibatada. Fui desterrado para a zona da cobra preta por me ter recusado a tratar o trabalhador por tu e ao velho estilo colonial. De sublinhar que o ambiente na cidade e nos meios urbanos, era diferente da rudeza brutal dos feudos roceiros, era mais fraternal. Havia outra convivência - Daí ter-se que se pedir autorização ao feitor-geral ou no escritório - mesmo ao domingo- para o empregado de mato, o apelidado cafuso lá se deslocar.

Aliás, foi das roças que partiu o chamado Massacre do Batepá, em Fevereiro de 1953, 10 anos antes de ali trabalhar.
Neste vido - Recordo meus dias de escravo na Roça Uba-Budo e Ribeira-Peixe da Companhia Agrícola Ultramarina

Jorge Marques .Em Ferão Dias .
A escravatura foi a maior das barbaridades ao longo dos tempos. Foi sempre um comportamento cruel e desumano onde quer que se expandisse. Não só em África, como em todas as partes do mundo. Mas houve lugares onde a mesma se transformou num tenebroso interposto comercial - foi o caso da Ilha de são Tomé.

Ilhas tão maravilhosas, como as de São Tomé e Príncipe. De  facto, estes dois belíssimos paraísos verdes, não mereciam que a escravatura, uns milénios ou séculos após o seu primitivo povoamento por povos da costa africana, ali assentasse arraiais. E escravizasse quem já ali  vivia  pacificamente, mas também os muitos milhares de africanos, que, arrebatados das suas aldeias, para ali foram transportados e obrigados a trabalhar à força.  Por outro lado, encontrando-se a Ilha de S. Tomé,  numa situação geográfica privilegiada, em relação ao Golfo e ao Equador, cedo deu lugar a que, a par da escravidão nas suas plantações, se transformasse numa autêntica plataforma de embarque e desembarque de escravos..

 O que se passou ao longo dos cinco séculos de colonização, foram, pois, arbitrariedades sobre arbitrariedades, que ficariam no esquecimento.

Desde o inicio das primeiras plantações da cana do açúcar que a escravatura,  para ali importada,  foi acrescida com constantes navios de escravos.. A terra era fértil e o clima quente e húmido, favoreciam o desenvolvimento da sacarose. O produto poderia não ser da melhor qualidade, dadas as dificuldades da sua conservação, porém, as colheitas eram abundante e a cobiça e ambições ainda maiores. Havendo, por isso,  necessidade de mão-de-obra escrava. E foi o que sucedeu: - com absoluto desprezo para as vidas desses pobres desventurados. Carrada após carrada de porões atulhados de barcos negreiros,que ali aportavam. Uns, para os depositarem, outros para ali depois os transportarem para as Américas

Em 1781, 132 africanos escravizados foram lançados vivos ao mar de um navio negreiro britânico chamado Zong para morreram afogados.  Eles estavam doentes e, na visão do capitão da embarcação, representavam uma ameaça à sua margem de lucro — ao passo que a perda do que ele considerava na época sua "mercadoria" poderia ser compensada com o pagamento .

Os responsáveis pela atrocidade, conhecida como Massacre de Zong, acabaram impunes, apesar dos esforços de ativistas do movimento abolicionista britânico para que fossem julgados por homicídio.


NÃO ESQUEÇO AQUELES DIAS TORMENTOSOS DE NÁUFRAGO E OS S0FRIMENTOS DOS MILHARES DE ESCRAVOS EM PURÕES SOFUCANTES E ATULHADOS.

Meu colchão é côncavo estreito e duro - Muito desconfortável.
Não me permite sequer abrir os braços,  mal posso respirar.
Pior ainda quando estendo e cubro a canoa com o toldo de plástico.
Meu coração, quase sufoca, possuído pelas sombras do oceano noturno.
Mesmo assim, meus olhos, cegos de cansaço, perdidos 
num horrível vazio sonoro e escuro,
não cerram as pálpebras, não cedem 
à continuada afronta que os amarra 
mergulha e sobressalta!

Vão abertos, em persistente vigília e alerta! - Não  param de sondar
os  ruídos, os marulhos! - E, quando estes ressoam no casco
ainda mais os intrigam e assustam -  Arregalados,
perscrutam e devassam a penumbra absoluta -Porém,
nada enxergam do  que vai   dentro ou lá fora - Vão cegos
mas não desistem!- Nesta horrenda dança de vida 
ou morte, são eles e os meus ouvidos, 
o mais íntimo sonar, 
desta minha inarrável errância marítima




lgures no Golfo da Guiné, 25 de Novembro de 1975

À medida que as forças me vão fraquejando, são mais os pensamentos  que me assolam de que as palavras que expresso para o meu diário. Embora com os olhos pregados nos contornos de  terra à vista, assim vai decorrer mais um dia perdido no mar, sem todavia a poder alcançar. Mais propenso a pensar de que a expressar as minhas emoções ou observações  para o modesto gravador,  que religiosamente guardo num simples contentor de plástico,  que em terra servira de caixote de lixo – Estou completamente desligado do resto do mundo. A bússola permite-me saber a direcção que tomo mas não sei onde estou. Vou ao sabor dos ventos e das correntes. Que nem sempre me levam pelo melhor rumo.

Nos meus treinos 
 O remo improvisado, continua a ser pouco ou nada eficaz. Não posso comunicar seja com quem for. Senão com a vontade de Deus. E também não tenho a certeza se me vê ou se me ouve. Mas eu existo, e,  a bem dizer, sou um náufrago. E o drama que vai no coração de quem anda perdido no mar, é intraduzível  em palavras - Aqui ficam, pois,  as que foram faladas (para o diário) e alguns dos pensamentos  que ficaram guardados na minha memória. 

O meu objectivo era a travessia do Atlântico, pela corrente equatorial, seguindo a antiga rota dos escravos. Pretendia evocar esses tempos ignominiosos e lembrar ao mundo que a escravatura, ainda não tinha acabado – Continuava (e continua) a existir sob várias formas. Pretendia, igualmente, reforçar a minha teoria, já testada em duas viagens marítimas anteriores, que as canoas eram capazes de fazer longas viagens e de terem servido de transporte para os primeiros povoadores das ilhas de Ano Bom, São Tomé e Príncipe Bioko ( a ex-Fernão Pó) . Com a posterior divulgação de antigos mapas, entretanto localizados em velhos museus e bibliotecas, ficou-se a saber que, antes dos europeus, ali terem desembarcado, as ilhas já tinham nomes e constavam nalguns desses mapas.

O dia 25 de maio é considerado o Dia de África porque foi neste dia, em 1963, que se criou a Organização de Unidade Africana (OUA), na Etiópia, com o objetivo de defender e emancipar o continente africano.
Este dia recorda a luta pela independência do continente africano, contra a colonização europeia e contra o regime do Apartheid, assim como simboliza o desejo de um continente mais unido, organizado, desenvolvido e livre.
A data é celebrada em vários países de África e pelos africanos ao redor do mundo. Em países como o Gana, o Mali, a Namíbia, a Zâmbia e o Zimbabwe, o Dia da África é um feriado

Em Lisboa, as comemorações do Dia Mundial de África (25 de maio) estendem-se ao longo da semana com o evento Sem Margem - Semana de África da ULisboa, que decorre de 25 a 30 de maio. Este programa multidisciplinar apresenta exposições, moda, ciência, debates e música em vários polos universitários Sem Margem
O evento principal de encerramento acontece no Pavilhão de Portugal (Parque das Nações) no dia 30 de maio
AOS ESCRAVOS - DESUMANIZADOS E AFOGADOS
.
Lívidos de angústia,
esmagados pelo terror,
esfomeados e esfarrapados,
sedentos de compaixão e de amor,
e, ainda por cima, oh! pobres desgraçados,
acorrentados e lançados vivos ao mar!...

Acreditai  irmãos!..Se nesta mesma hora -  ainda de escombros! -,
o vosso espírito vagueia por este odioso mar de assombro,
e me estais vendo e ouvindo, acreditai-me que as lágrimas
que agora choro, são também as vossas!
- É ainda o eco alarmante,
claro e nítido, incessante,
daquela hora grave - maldita !
Que vos roubou as vidas!

 Vindo dos insondáveis espaços!
Vindo do fundo das trevas! Vindo do tumulto do mar!
Vindo do fundo dos abismos e da superfície
lívida e contorcidas das águas!

Ainda reverberando em ecos de estranha violência!
Bramindo fatídicos sons de álgida insensível crueza.
Errando e ecoando por um céu denso, raiado e negro,
que se desfaz em húmida fuligem,
em novelos de denso fumo
e parda nuvem negra!....

 
O preconceito de superioridade europeia sobre os outros povos, em particular os africanos e ameríndios, levou a que se duvidasse da sua humanidade. Este um dos argumentos que justificou que fossem capturados, deslocados, comercializados e explorados como escravos em África, na América e na Europa. 

"O caso mais famoso de matança de escravos num navio negreiro deu-se em Setembro de 1781, a bordo do Zong, de Liverpool, que largou de São Tomé com um carregamento de quatrocentos e quarenta escravos e dezasseis tripulantes.Uma calmaria imobilizou o barco , que se viu a braços com uma epidemia que matou sete tripulantes e sessenta negros. A maioria dos sobreviventes ficou tão debilitada pela disenteria que seria duvidoso que alguém desse alguma coisa por eles na Jamaica. Em 29 de Novembro, já à vista das Índias Ocidentais, o capitão Luke Collingwood informou os seus oficias de que só havia duzentos galões de água, o que não chegava até ao fim da viagem. Se os escravos morressem de sede ou de doença, os prejuízos recaíam sobre os armadores do navio e sobre ele. Mas, se fossem deitados ao mar, o seguro pagaria a indemnização legal.



O imediato manifestou o seu total desacordo, afirmando que havia água suficiente e que talvez chovesse.Porém, o capitão Collingwood fez orelhas moucas a todos os pedidos de clemência que lhe fizeram, «mandou apartar centro e trinta e dois escravos e obrigou a tripulação, por turnos, a atirá-los ao mar.O primeiro "fardo", cinquenta e quatro escravos, foi lançado aos tubarões nesse mesmo dia. A 1 de Dezembro foi borda fora mais um grupo de quarenta e dois. Nessa noite choveu bastante e apararam água suficiente para todos até ao porto. Mas o capitão tinha o seu plano estabelecido e, uma semana depois, mais vinte sete negros foram manietados e obrigados a andar em frente, no convés, até caírem ao mar. Dez saltaram de moto próprio, sem necessidade de "auxílio dos marinheiros".

«A 22 de Dezembro, o Zong chegou a Kingston. Luke Collingwood vendeu os seus escravos.Alguns, que ninguém quis comprar, abandonou-os no molhe. Lá morreram de fome e sede. No último dia da sua estada em Kingston mandou a maioria da tripulação para terra. Então, de surpresa, mandou levantar ferro, acusando os marinheiros de deserção. Assim evitava pagar-lhe quase um ano de soldo. Collingwood gabava-se de enganar os compradores dos seus escravos atacados de disenteria, pelo simples processo de mandar o médico tapar os cus dos doentes com estopa".


"Quando chegou a Liverpool, Luke Collingwood reclamou à companhia de seguros trinta libras por cada um dos centro e trinta e dois escravos que tinha mandado deitar ao mar." - Transcrito directamente do livro ÉBANO- De autoria de .Alberto Vázquez-Figueroa

MAS A ESCRAVATURA NÃO ACABOU - E CONTINUA NA ACTUALIDADE SOB OUTRAS FORMAS..

No passado partiam os bracos atulhados de escravos, atirados impiedosamente ao mar e hoje? Paradoxalmente, campos pejados de abandono e fome, ante a mais incrivel e fria indiferençal - Além de bairros sem água poével e em condições de extrema dureza .Não sómente  em África mas noutras paragens asiáticas. 

  PRIMEIRA BARBARIDADE DA COLONIZAÇÃO COMEÇOU POR SE ENVIAREM CENTENAS DE CRIANÇAS JUDIAS, ARRANCADAS AOS LARES MATERNOS.

«No ano de 1493, em Torres Vedras, deu el-rei a Álvaro de Caminha, cavaleiro de sua casa, a capitania de ilha de S. Tomé, de juro e de herdade, com cem mil réis de renda cada ano, pagos na casa da Mina. E porque os judeus castelhanos, que de seus reinos se não saíram nos termos limitados os mandou tomar por cativos, segundo a condição da entrada, e lhes tomou os filhos e filhas pequenos, que assim eram cativos, e os mandou tornar todos cristãos, e com dito Álvaro de Caminha os mandou todos à dita Ilha de S. Tomé, para que sendo apartados dos pais e suas doutrinas, e de quem lhes pudesse falar na lei de Moisés, fossem bons cristãos, e também para que crescendo e casando se pudesse com eles povoar a dita ilha, que por esta causa em diante foi em crescimento. Crónica del rei D. João II, de Garcia de Resende, cap.CLXXIX. Em 1522 foi incorporada nos bens da coroa

Festival do Nascimento de Buda, em Lisboa, 2026, com apelos à Paz. O repórter associou-se e registou, belíssimos momentos de espiritualidade, de beleza e musicalidade

                            Jorge Trabulo Marques - Jornalista - Reportegam com video do evento - Nao perca

Festival do Nascimento de Buda, em Lisboa,2026 com apelos à Paz. O repórter associou-se e registou, belíssimos momentos de espiritualidade, de beleza, musicalidade. A  Praça da Alameda D. Afonso Henriques, em Lisboa, junto à Fonte Luminosa, transformou-se, nos dias 23 e 24 de Maio 2026, num espaço de celebração, reflexão e cultura.

A iniciativa é promovida pela Associação Buddha's Light (BLIA Lisboa), com o apoio das juntas de freguesia do Areeiro, de Arroios e de Penha de França.

O Aniversário de Buda é considerado um importante evento cultural e espiritual do budismo, que comemora o nascimento de Siddhartha Gautama, e é reconhecido pelas Nações Unidas como um festival religioso e cultural internacional pela paz. A celebração também serve como uma oportunidade para disseminar os profundos valores de compaixão, sabedoria e humanismo do budismo na comunidade.








domingo, 24 de maio de 2026

V. N de Foz Côa – 13ª Edição Festival do Vinho do Douro Superior 2026 ,- Termina este domingo no ExpoCôa com o anúncio dos vencedores

                                                         Jorge Trabulo Marques - Jornalista- 




Foz Côa – 13ª Edição Festival do Vinho do Douro Superior 2026 ,- Termina este domingo no ExpoCôa com o anúncio dos vencedores  Um dos principais eventos dedicados à viticultura e ao enoturismo na região, de 22 e 24 de maio, com provas e concertos O certame termina este domingo visando destacar . a viticultura e ao enoturismo na região, a excelência dos vinhos do Douro Superior, promovendo provas, encontros com produtores e momentos de divulgação dos produtos regionais, num ambiente que alia tradição, paisagem e identidade loca. Tem, neste domingo, dia 24 de Maio, o seu epílogo., com o anúncio dos vencedores.

Ao longo dos três dias, o programa tem sido preenchido por um conjunto alargado de atividades paralelas. Para além das provas comentadas e concursos, o evento apostou numa programação musical com nomes como Maninho, Pedro Abrunhosa, Daniel Milheiro e Edgar Marques. Com mais de 80 expositores habitualmente presentes, o festival mantém um formato que combina descoberta, prova e convívio. A entrada no recinto é gratuita, sendo apenas necessário adquirir o copo oficial do evento, com um custo simbólico de 2 euros, para participar nas provas de vinho nos stands dos produtores 




Quinta da Ervamoira

O certame é organizado pela Câmara Municipal de Vila Nova de Foz Côa com a produção da ‘Grandes Escolhas’- Além do espaço expositivo, o programa integra o Concurso de Vinhos do Douro Superior, durante o qual “um júri diversificado composto por jornalistas, bloggers especializados, profissionais da restauração, garrafeiras, e distribuição  de vinhos, entre brancos, tintos e vinhos do Porto”

sexta-feira, 22 de maio de 2026

Maestro António Victorino d'Almeida: De Parabéns pelos 86 anos de vida - Um dos maiores pianistas e concertistas portugueses- O que diz do seu 12º Livro "Ensaio Sobre a Surdez" e do seu 1º_ filme para a RTP Contos e Vigários Sobre histórias pitorescas recriadas no submundo lisboeta sobre burlas, falcatruas e vigarices interpretadas por vários atores portugueses

 

Maestro  António Victorino d'Almeida: De Parabéns pelos 86 anos de vida  - Um dos maiores pianistas e concertistas portugueses-  O que diz do seu 12º Livro  "Ensaio Sobre a Surdez" e do seu 1º_ filme para a RTP Contos e Vigários  Sobre histórias pitorescas recriadas no submundo lisboeta sobre burlas, falcatruas e vigarices interpretadas por vários atores portugueses.

Video do repórter Jorge Trabulo Marques, natural de Chãs, freguesia de V. N de Foz Côa, ilustrado também com imagens daqueles belos espaços que desejo que possa ainda poder vir a visitar, nomeadamente a honrar-nos com a sua presença numa das celebrações dos solsticios ou dos Equinócios.
 
Natália Correia - Noites do Botequim, em Lisboa, animadas pelo Maestro Vitorino DÁlmeida - Recordações de uma grande poeta - Vídeo elaborado a partir da cassete de um pequeno gravador, que utilizava como repórter da Rádio Comercial, que pude registar numa das noites inesquecíveis de boémia no Botequim, que tive o prazer de frequentar muitas vezes .

Maestro  António Victorino d'Almeida .Parabéns pelos 86. Diálogos de há e 4 e  40 anos : A Escrita, o Amor e a Música :em memórias de um repórter, com um dos maiores pianistas e concertistas portugueses-  O que diz do seu 12º Livro  "Ensaio Sobre a Surdez" e do seu 1º_ filme para a RTP Contos e Vigários,  E também da entrevista que me concedeu nos anos 80 
Natália Correia - Noites do Botequim, em Lisboa, animadas pelo Maestro Vitorino DÁlmeida - Recordações de uma grande poeta - Vídeo elaborado a partir da cassete de um pequeno gravador, que utilizava como repórter da Rádio Comercial, que pude registar numa das noites inesquecíveis de boémia no Botequim, que tive o prazer de frequentar muitas vezes .

Ensaio Sobre a Surdez" é um livro publicado pelo maestro e compositor português António Victorino d'Almeida em 2019. A obra cruza reflexões autobiográficas com uma profunda análise sobre a perceção musical, a audição e o impacto da degradação auditiva na vida de um músico e na sociedad

Esta obra, que se junta aos doze livros já escritos e publicados pelo compositor desde o romance à autobiografia, passando pela história da música, teve como editor o ex-diretor do JORNAL DAS CALDAS, Jaime Costa, que sugeriu que o “Ensaio Sobre a Surdez” fosse lançado e impresso nas Caldas da Rainha, em Setemro de 2020. 

António Victorino D’Almeida, além de escritor, é ainda pianista, realizador de cinema e de televisão, encenador e comunicador, ou seja, “um verdadeiro homem dos sete ofício

Tal como então foi referido, para o autor do hino da Sociedade Portuguesa de Autores, “era intolerável assistir e ouvir as pessoas reduzirem o seu grau de audição, ouvindo apenas o que está na moda”. Esse fenómeno, segund

o o maestro, é “uma surdez, em que se reflete o inexplicável conforme   um pais onde nascer-se músico ainda significa ser-se a pessoa errada no lugar errado”

António Victorino Goulartt de Medeiros e Almeida, de seu nome completo, nasceu no em Lisboa, no dia 21 de maio de 1940, além de  compositor, maestro, pianista, também é escritor, apresentador e,  esporadicamente a outras actividades, como a realização de programas de televisão sobre música. - Sem dúvida, a par de todas essas facetas, um brilhante comunicador 

Segundo refere a sua biografia, é originário de uma família da alta burguesia, com raízes na aristocracia açoriana, foi marcado pelas referências culturais que o ambiente familiar lhe proporcionou — o seu avô paterno, Achilles d'Almeida, era músico amador, poeta, autor e encenador de peças de  teatro; a mãe, Maria Amélia Goulart de Medeiros, de origem açoriana, fizera uma breve carreira de cantora lírica. A sua primeira sogra, Odette de Saint-Maurice, foi escritora e locutora de rádio. O pai, o advogado Victorino d'Almeida, incentivou António, filho único, a desenvolver o seu gosto pela música.
Com tais ascendentes artísticos, o jovem António Vitorino d'Almeida começou desde muito cedo a aprender música e cedo também se revelou o seu talento extraordinário — aos cinco anos compôs a primeira obra. Com sete anos deu a primeira audição e interpretou obras de Mozart e Beethoven, para além de duas peças de sua autoria. Uma crítica da época, no Século Ilustrado, baptiza o pequeno prodígio de "Antonito" e considera «maravilhoso o seu poder de interpretação». Uma notícia do Diário Popular, de 16 de Abril de 1955, refere o seu primeiro concerto no Conservatório Nacional.

O maestro diria que, apesar da precocidade do seu desempenho artístico, teve uma infância «normal». Victorino d'Ameida frequentou o liceu em simultaneidade com o Curso Superior de Piano no Conservatónio Nacional de Lisboa. Campos Coelho terá sido o professor de música que mais o influenciou. Concluiu o curso com 19 valores e obteve uma bolsa de estudo do Instituto de Alta Cultura para estudar composição em Viena de Áustria, na Academia de Música. Foi aluno do professor austríaco Karl Schiske, e concluiu esta pós-graduação com a mais alta classificação dada por aquela escola: a distinção por unanimidade do júri e consequente prémio especial do Ministério da Cultura da Áustria. Fixou residência em Viena, onde viveu durante duas décadas, sem contudo deixar de fazer visitas regulares ao seu país.
Durante sete anos (1974-1981), foi adido cultural da Embaixada Portuguesa em Viena, cargo que lhe valeu uma condecoração atribuída pelo Presidente da República da Áustria. Em 1989 decidiu entrar na arena política e apresentou a sua candidatura ao Parlamento Europeu como cabeça de lista pelo MPD/CDE, não tendo sido eleito. Victorino d'Almeida leccionou ainda cursos de musicologia na Universidade do Porto e em Tavira.
A sua carreira como concertista entrou algumas vezes em conflito com a actividade de composição e ambas sofrem da dispersão por áreas aparentemente tão distintas como o cinema, a televisão, a escrita e a rádio. Apesar de ter sempre o tempo muito ocupado, privilegia sempre a música, pois considera ser essencialmente um compositor e argumenta que a música é o elo que dá consistência a tudo o que faz. A sua obra é muito vasta, e abrange os mais variados géneros musicais, desde a música a solo, para piano e outros instrumentos, à música de câmara, à música sinfónica e coral-sinfónica, ao "Lied" ou à ópera, além de muita música para cinema ou para teatro e fado, sendo sem dúvida um dos compositores portugueses que mais obra produziu. https://pt.wikipedia.org/wiki/Ant%C3%B3nio_Victorino_de_Almeida