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quarta-feira, 25 de fevereiro de 2026

Giestas floridas - Chãs- de Foz Côa - Na minha aldeia e arredores - Oh, alegria de quem aqui vive, depois de rude invernia da terra!

Oh, alegria de quem aqui vive, depois de rude invernia da terra!

Em ridente aldeia envolvida por giestas e amendoeiras floridas!
Após a lavragem das vinhas, da poda e da apanha das oliveiras!
Quando a abençoada luz do Sublime, lhe antecipa a Primavera!
Nos ares celestiais, rescendem perfumes que vivificam, inebriam
em milagrosa dádiva, que ressoa a sagrada luz do sol e da lua!
Que, em cada novo dia, o mensageiro das alturas, lhe propicia!
Iluminando do alto do seu arco, sua cabeleira, ébrio e inspirado,
rodando de oriente a ocidente, sua grinalda de cabelo dourado!
Oh, sim! A aldeia vai-se desertificando, as vidas envelhecendo
a renovação de novas gerações, paralisada, não se vai fazendo!





Vindo o Estio e o Outono, traz a doçura da uva, o sabor do fruto!
Jorge Trabulo Marques, filho da aldeia de Chãs, Vila Nova de Foz Côa

terça-feira, 24 de fevereiro de 2026

Embaixada da Guiné Equatorial condecora diplomatas portugueses Membro CPLP desde 23-07-2014-Descoberta pelo navegador português Fernando Pó, em 1471/2, cedida a Espanha em 1777, pelo Tratado de San Ildefonso, a troco de disputas territoriais na América do Sul e negócios de escravos.

                                                       Jorge Trabulo Marques - Jornalista- Video com imagens do evento e outras da Guiné Equatorial - Um lindo país da CPLP a visitar 

Embaixada da Guiné Equatorial condecora diplomatas portugueses  . Membro CPLP  desde 23-07-2014-Descoberta pelo navegador português Fernando Pó, em 1471/2, cedida a Espanha em 1777, pelo Tratado de San Ildefonso, a troco de  disputas territoriais na América do Sul e negócios de escravos. - Com a presença de 67 convidados, entre os quais , o Monsenhor José António Teixeira Alves Conselheiro da Nunciatura Apostólica



A Embaixada em Lisboa condecorou diplomatas portugueses que contribuíram para sua integração  No seu discurso reconheceram que  “ a integração traz vantagens: com a integração produzem-se mudanças: mesmo que elas demorem  - E assim o provam as imagens que registei em 2017, naquele maravilhoso pais de África,

Designadamente, condecorações a  Luís Álvaro Campos Ferreira, atual Secretário-Geral da UCCLque foi  Secretário de Estado dos Negócios Estrangeiros e Cooperação (2013-2015 no XIX e XX Governo Constitucional. O Embaixador António Martins da Cruz, que  foi Ministro dos Negócios Estrangeiros e Conselheiro Diplomático do Presidente da República, com uma intensa experiência diplomática em vários países e na NATO/OTAN, sendo agora o Chairman da Oeiras Valley Investment Agency (OVIA membro fundador do Instituto Internacional de Macau; o Representante do Dr. Luís Amado Homenageado · Ex-Ministro dos Negócios Estrangeiro; 

E também  a angolana, Maria de Fátima Monteiro  Jardim, Secretária Executiva da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), para o biénio 2025–2027.

 O cabo-verdiano Miguel Monteiro, que  recentemente tomou posse, como novo diretor-geral do Secretariado Executivo da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), na sede da organização, em Lisboa - Além de outras personalidades e membros da embaixada.

GUINÉ EQUATORIAL - MEMBRO DA CPLP - Há mais de uma década

A Guiné Equatorial é membro de pleno direito da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) desde 23 de julho de 2014, oficializada na X Cimeira em Díli. A adesão, que ocorreu após o país prometer reformas (incluindo a abolição da pena de morte), tem sido reconhecida  como  - pese a hipocrisia das más línguas, que, falam não pelo conhecem, mas pelo que lhes interessa dizer. 

Pela corneta de uma tal oposição,  que veio vociferar que .  "A adesão da Guiné-Equatorial põe em risco a reputação da CPLP" Depois de congeminar várias tentativas de golpes de Estado, com apoios externos a troco de promessas da entrega das explorações perolíferas

A CPLP foi criada em 17 de julho de 1996 por Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, Portugal e São Tomé e Príncipe. No ano de 2002, após conquistar independência, Timor-Leste foi acolhido como país integrante. Em 2014, Guiné Equatorial tornou-se o nono membro da organização, apesar da controvérsia gerada em torno dessa adesão. A população de seus países membros soma aproximadamente 270 milhões de pessoas.

VATICANO FEZ-SE REPRESETAR 

Uma  das distintas presenças foi a do  Monsenhor José António Teixeira Alves Conselheiro da Nunciatura Apostólica  - Pois a a  Guiné Equatorial tem mais de 90% de cristãos, segundo um censo de 2015. Desde a sua independência de Espanha, em 1968, a Guiné Equatorial – país membro da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP)



Estive em Malabo, em Julho de 2017, na Ilha de Bioko e em Bata, na parte continental, uma semana - Andei por onde quis e me apeteceu; usei a Internet à vontade e sem restrições

País ao qual tive o privilégio de voltar, com o apoio do Embaixador Tito Mba Ada, depois de ali ter acostado, em finais de Nov de 1975, numa frágil piroga, 38 dias após ter sido largado na Ilha de Ano Bom, em consequência de uma fracassada tentativa de travessia oceânica pela antiga rota da escravatura
.
Calvário dramático, esse, que prosseguiria ainda em terra pelo então regime opressor de Francisco Macias Nguema, visto ter sido tomado como espião e condenado à forca

Felizmente, uns dias depois,  libertado, graças à compreensão e humanismo do seu sobrinho Teodoro Obiang Nguema Mbasogo,, que, viria assumir a Presidência, pelo então corajoso  "Golpe da Liberdade"uma revolta militar ocorrida a 3 de agosto de 1979  E a dar um novo rumo de progresso e liberdade ao país que o viu nascer.



Ao contrário do que dizem as más linguas, não vi gente a pedir nas ruas nem barracas mas bairros sociais mas rostos sorridentes e alegres..


É sabido que há noticias regularmente com essa história dos direitos humanos, em cumplicidade com uma oposição, fora do pais, que promete hipotecar a exploração do petróleio e outras riquezas naturais a troco do trepar ao poder.

E assim o documentam as imagens que tive o prazer de registar em 2017, naquele maravilhoso pais de África, cujas ilhas - já habitadas-  foram descobertas por navegadores portugueses à luz da civilização europeia

PALAVRAS DO EMBAIXADOR TITO MBA ADA - Que antecederam o almoço de convivio e de confraternização - Em que foram condecorados, além de membros da sua  equipa e de outras personalidades:

Em 2024. O Governo da Guiné Equatorial celebrou, em 30 de julho de 2024, em Malabo, o 10.º aniversário da sua adesão como membro de pleno direito à Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP)

Como naquela efeméride, os principais diplomatas portugueses, que colaboraram na sua integração, não puderam estar presentes, decidiu o Embaixador Tito Mba Ada, ele o iniciador da adesão do seu país  à CPLP,  promover um almoço de  convívio e de confraternização, num dos salões do Hotel Tivoli, junto à Expo num hotel da Expo, com a finalidade de os condecorar com singulares distinções.

"Se a montanha não vai a Maomé, vai Maomé à montanha" – Esta a explicação, que começou por fazer,  Tito Mba Ada, Embaixador da República da Guiné Equatorial junto da CPLP desde Setembro de 2014, e junto da República Portuguesa desde Setembro de 2016. Nascido em Nsok-Nsomo, em 6 de Fevereiro de 1964, casado com Nathalie Nchama Mba, e é pai de seis filhos.

Hoje vamos fazer a entrega de condecorações a uns amigos . A Guiné Equatorial integrou-se nesta Comunidade, há mais de 10 anos, foi em 2014- Começou por 

A todos os amigos, que estiveram apoiando, encorajando  a Guiné Equatorial. Nesta caminhada encontramos também pessoas destacadas: todos trabalharam. Mas alguns destacaram-se com o seu trabalho, com a sua dedicação – E, por isso, queríamos reconhecer  aos meus colaboradores:

Tive a honra de ser o 1º habitante da Guiné Equatorial – Sim, a ele se ficou a dever a  iniciativa

Nesta caminhada encontramos também pessoas destacadas: todos trabalharam. Mas alguns destacaram-se com o seu trabalho, com a sua dedicação – E, por isso, queríamos reconhecer  aos meus colaboradores:

Tive a honra  de ser o 1º habitante da Guiné Equatorial na CPLP. Quando cheguei não sabia dizer obrigado. E como criar uma missão permanente e esse trabalho foi feito com uma equipa que me acompanhava dia a dia. Hoje gostaria de reconhecer esse trabalho

E também tive a sorte: a equipa do secretariado: algumas coisas devem ser reconhecidas, como o novo embaixador da CPLP, deu-me muito apoio à equipa de pessoal para executar a missão

DE SEGUIDA TOMOU A PALAVRA  -Luís Álvaro Campos Ferreira, atual Secretário-Geral da UCCLque foi  Secretário de Estado dos Negócios Estrangeiros e Cooperação (2013-2015 no XIX e XX Governo Constitucional.

Começou por sublinhar: que "não foi  por reconhecimento politico mas como reconhecimento diplomático  pelo trabalho desenvolvido nessa altura da integração da Guiné Equatorial

Não foi  um trabalho fáci.Havia uma enorme vontade, principalmente dos países africanos, com Angola à cabeça, que isso acontecesse E haviam fortes ressegas históricas para que ligam Portugal á Guiné equatorial, que, anal atura, o Presidente Obiang, me transmitiu  de uma forma muito peculiar e até afetuosa

Haviam pois andicapes: o primeiro  e o segundo era  língua: eram muitos seculos de colonização espanhola  e língua era o castelhano e não o português e havia que fazer esse trabalho e esse trabalho foi feito  e foi entregue e teve sucesso

Hoje a pena de morte não existe era para nos um a questão decisiva. Por isso, eu acreditei sempre que era possível chegarmos a bom porto .

Eu, quando passei pelo Ministério dos Negócio Estrangeiros,, com ajuda de embaixadores mais velhos, como o embaixador lima, que está aqui hoje, sempre entendi que o diálogo é melhor que o isolamento e que as  pontes, mesmo que não sejam pontes perfeitas , são melhores que os muros que criamos

E por isso a integração traz vantagens: coma integração produzem-se mudanças: mesmo que elas demorem, sõ mais fáceis   quando há integração. E quando a integração  é feita numa comunidade como a nossa: que tem princípios. Tem valores, tem história

Por isso quem faz parte dessa comunidade assume esse compromisso e faz esse projeto comum

Evidente que as coisas não se constroem num dia :as coisas não se mudam por decreto: há hábitos, há costumes .. E há novos princípios e há novos valores e comportamentos, fruto de estares nesse grupo e isso acontece com todos nós, que estamos nesta comunidade

Por isso achamos , que, na economia, nos direitos humanos  , ninguém deve ficar para trás

O padrão é aqueles que exigem o máximo pelo próximo: a religião, a raça, a crença politica. O respeito pelo pensamento diferente : pela fé diferente. Pela cultura diferente: o saber  viver na pluralidade: isso não implica que não haja um chão comum

E é exatamente a liberdade, a tolerância e fraternidade  e a solidariedade que todos temos-

Hoje sou   secretário-geral, entre outras funções da união das cidades de língua portuguesa: uma das melhores concretizações da lusofonia, onde acontece muita cooperação económica, muita cooperação cultural! Muita ajuda e troca de ideias   Porque a vida hoje acontece em muitas cidades: as cidades têm gente! E gente que é pessoa São as pessoas que fazem a existência e fazem o quotidiano  e se constrói  o progresso e o desenvolvimento.

A CPLP reúne os países que têm o português como língua oficial. Além de Cabo Verde, fazem parte do grupo Angola, Brasil, Guiné-Bissau, Guiné Equatorial, Moçambique, São Tomé e Príncipe e Timor-Leste.

A sua criação começou a ser preparada na década de 1980 e o primeiro encontro de chefes de Estado ou de Governo dos países de língua portuguesa teve lugar em 1989, na cidade de São Luís, no Maranhão (Brasil). No entanto, a organização só foi oficialmente instituída em 1996, em Lisboa.

Entre os objetivos previstos no estatuto da CPLP está a promoção do entendimento político e da cooperação nos domínios social, cultural e económico. Outro objetivo central é a concertação para uma atuação conjunta nos fóruns internacionais.

 OUTRO DOS ORADORES -  Embaixador António Martins da Cruz, que  foi Ministro dos Negócios Estrangeiros e Conselheiro Diplomático do Presidente da República, 

Ensinaram-me. então jovem diplomata,  que as condecorações não se pedem, não se recusam não se agradecem : de qualquer maneira eu vou romper essa regra que me ensinaram à 55 anos

Senhor Embaixador, vou-lhe agradecer: Vou lhe pedir que transmita ao Presidente Obiang esta condecoração.

Nós estamos  - e a presença da Senhora Secretária da CPLP – leva-me a dizer duas palavras só: nós estamos numa altura difícil em que estamos a redefinir a Ordem Mundial: não sabemos o que vai acontecer amanhã mas sabemos que não vai ser igual a ontem

O espaço da língua portuguesa, são uma prioridade portuguesa. Mas são uma prioridade portuguesa, sobretudo por causa de África


E eu acho que, África, é o continente do futuro . eu vivi em três países africanos: dois como diplomata e um a exercer outras funções. E acredito no futuro de África. E a CPLP   .é um investimento: nós devemos a CPLP  a Angola – Angola, criou o grupo dois cinco, onde estavam so cinco países de língua portuguesa, que tiveram as suas independência: a Guiné Bissau, em 73 e os outros em 75.

Pois,, Angola, aceitou os cinco mais um entrou Portugal . E só depois é que veio o Brasil. E seguiu-se, como sabem, Timor. E, em boa hora, a Guiné Equatorial: como sabem, ligada por laços históricos a Portugal. E também ligada,  a um país, que já estava na CPLP , a São Tomé,  de língua portuguesa, que tem importância histórica e até linguística  com a Guiné Equatorial

Eu penso que a CPLP  - e neste caso a África – tem que desenvolver mais a vertente económica: a CPLP funciona muito bem na coordenação política: não só política externa mas de várias politicas  com as reuniões periódicas que faz; acentuar a vertente económica seria excelente, não só  para o futuro da CPLP, como para todos nós.

Como nós não conhecemos o que vai ser o mundo de amanhã, sabemos o seguinte: temos uma  porta-forma  que existe, que funciona na coordenação politica, temos que saber agora aproveitá-la agora para o futuro: para o desenvolvimento económico.

E eu penso, que, a Guiné Equatorial, que é também  na região um exemplo de desenvolvimento económico,  tem uma contribuição impotente, no seu impulso  à própria CPLP- 

E é com estas palavras, Sr Embaixador, que lhe agradeço, mais uma vez, esta distinção  quis honrar o meu amigo Luís Santos Ferreira e eu próprio. E eu penso que esta reunião que se quis fazer, reunindo aqui, tantas personalidades importantes da diplomacia, da economia e das universidades, é uma oportunidade importante, também,  para, em Portugal, chamarmos atenção da importância que devemos dar ao seu pais. E para a importância que a Guiné Equatorial tem no nosso relacionamento e como um dos dinamizadores da CPLP

O ALMOÇO DE CONVIVIO, CONFRATERNIZAÇÃO E HOMENAGENS  _Organizado pelo  Embaixador Tito Mba Ada contou com a presença de 65 convidados, distribuídos por dez mesas.

Do Monsenhor José António Teixeira Alves Conselheiro da Nunciatura Apostólica; Maria de Fátima Jardim Secretária Executiva da CPLP; Dom Duarte Pio S.A.R. Duque de Bragança; Embaixador António Martins da Cruz Homenageado · Ex-Ministro dos Negócios Estrangeiros; Dr. Luís Campos Ferreira Homenageado · Ex-Secretário de Estado dos Negócios Estrangeiros; Representante do Dr. Luís Amado Homenageado · Ex-Ministro dos Negócios Estrangeiro; Miguel Pedro Sousa Monteiro Director-Geral – CPLP;  

Stella Pinto Novo Zeca Embaixadora da República de Moçambique; Juliano Féres Nascimento Representante Permanente do Brasil na CPLP; Esterline Gonçalves Género Embaixador da Rep. Democrática de S. Tomé e Príncipe; Evaristo Malheiros Dias da Silva Representante Permanente de Angola na CPLP;  Laura Soares Abrantes Representante Permanente de Timor-Leste na CPLP; António Lima Representante Permanente de Portugal na CPL;  Miguel Pedro Sousa Monteiro Director-Geral – CPLP

Embaixador Artur Silva Embaixador da República da Guiné-Bissau;  Florêncio Papelo Embaixada da República de Moçambique; Moises Mba Sima Nchama Conselheiro · Embaixada da Guiné Equatorial;  Raimundo Carreiro Embaixador da República Federativa do Brasil; Filomena Lopes Embaixada da República de Cabo Verde  Dionísia Demba

Mário Simões CE-CPLP; Dr. António Saraiva Presidente · Cruz Vermelha Portuguesa; Higor Esteves CE-CPLP; Linda Pereira CE-CPL; Eng.a Sandra Caldas CEO; Pedro Alexandre CEO

Carlos Rodrigues CEO; Luís Amaral Diretor Comercial · MT Consulting; Abílio Fernandes; Júlio Vilão CEO; João Moura CEO; Isabel Leitão Gala Prémios Lusofonia; Nuno Santos Embaixada da Guiné Equatorial

Presidente · Instituto do Mundo Lusófono Isabelle de Oliveira;João Gonçalves Consultor; Prof. Doutor Mário Monte Diretor · Centro de Investigação em Direitos Humanos · Univ. Minho; Prof. Iris de Brito ISCSP · Universidade de Lisboa; Luzia Moniz Presidente · PADEMA; Hugo Pinto Neolimpe

Mário Mendão Secretariado Executivo da CPLP; Miguel Levy Secretariado Executivo da CPLP; Ivan Njinga Secretariado Executivo da CPLP; Erick Chipenda Secretariado Executivo da CPLP;

 Philip Baverstock Secretariado Executivo da CPLP; Arlinda Cabral Secretariado Executivo da CPLP

Lidia Meda Embaixada da Guiné Equatorial; Dra. Leonor Vieira Advogada; Engo Miguel Ricardo Rodrigues Convidado; Dr. Luís Archer Convidado; Dr. Nuno Miguel Viana Convidado;  Raquel Leitão Gala Prémios Lusofonia; Jorge Trabulo Marques

Ano Bom - Graciano Mikue Embaixada da Guiné Equatorial; Luz Micaela Convidada;Eugenio Ngumu Osa Convidad; Pedro Mauricio Okomo Convidado;Vanilla Karr Convidada;Marcelo Costa Convidado

Vera Vieira Secretariado Executivo da CPLP; Flávio Fernandes Embaixada da Guiné Equatorial; Pedro Pereira Embaixada da Guiné Equatorial; Margarida Teigas Directora de Exportação Nutriben; Regina Martins Embaixada da Guiné Equatorial;Jean François Calvet Piloto Pedro Cardoso Servirecord

Papa Leão XIV visita à Guiné Equatorial na próxima viagem a África--Ao pais onde existem as mais belas igrejas de África e tem mais de 90% de cristãos. Onde adorei voltar 42 anos depois de condenado à forca, após 38 dias à deriva numa canoa por suspeita de espionagem – Encontrei um pais completamente diferente, creio que dos mais desenvolvidos de África : não vi bairros de barracas mas bairros sociais.



Depois de Angola, agora é a vez de a Guiné Equatorial confirmar que a visita do Papa Leão XIV ao continente africano irá passar por este país membro da CPLP.l
O Papa Leão XIV visitará a Guiné Equatorial na sua viagem a África em 2026, a primeira no continente desde a sua eleição, anunciou o Governo de Malabo

De recordar, que,, na manhã do dia 28/06-2025, o Papa Leão XIV recebeu em audiência no Palácio Apostólico o presidente da República da Guiné Equatorial, Teodoro Obiang Nguema Mbasogo. O único pontífice a visitar a Guiné Equatorial foi João Paulo II, em fevereiro de 1982 como parte de uma viagem apostólica à África Ocidental.
Principais aspetos da visita de 1982:

ASPECTOS HISTÓRICOS 

A Guiné Equatorial é independente da Espanha desde 12 de outubro de 1968. A proclamação da independência marcou o fim de séculos de presença espanhola na região, que abrangia a antiga colónia da Guiné Espanhola (Rio Muni e Fernando Póo). Francisco Macías Nguema foi o primeiro presidente

A Guiné Equatorial, localizada na África Central, é constituída por uma parte continental (Rio Muni) e uma região insular composta principalmente pelas ilhas de Bioco (anteriormente Fernando Pó, onde fica a capital Malabo), Ano Bom (Annobón), CoriscoElobey Grande e Elobey Pequeno

"O país atualmente chamado de Guiné Equatorial está situado na costa Oeste de África, um pouco a norte do Equador, e daí o nome de Equatorial. É um dos menores países do continente africano, e a parte continental, conhecida por Rio Muni, faz fronteira, a norte, com Camarões, a sul e a leste, com o Gabão, a oeste, com o Golfo da Guiné e, portanto, com o Oceano Atlântico. Confrontando com a costa marítima do Rio Muni, encontram-se as ilhas de São Tomé e Príncipe, que não fazem parte deste país.

"Fernando Pó, o navegador português que, em 1471/2, aportou à ilha, agora chamada de Bioko, verificou que já era habitada. No entanto, como a desenhou nos mapas de navegação, esta ficou com o seu nome durante séculos. Serviu de entreposto no comércio de escravos durante anos e teve imensos colonizadores, portugueses, holandeses, franceses e, finalmente, ingleses que, com a desculpa de controlar o comércio de escravos, roubavam navios, entrepostos, feitorias, etc., em benefício do comércio inglês. As ilhas que constituem a actual Guiné Equatorial não tiveram alteração desde que Espanha tomou posse delas. Mas, no referente à parte continental, chamada de Rio Muni ou Mbini, só em 1900 ficou definida, pelo convénio Franco Espanhol dessa data.

Inicialmente, em 1777, pelo Tratado de San Ildefonso, Portugal cedia a Espanha no Golfo da Guiné as ilhas já mencionadas, e a exploração do litoral continental entre os Cabos Formoso e o Lopez. Este acordo foi ratificado pelo Tratado d’El Pardo, de 1778, o qual constituiu a base jurídica da presença espanhola no continente africano, nas latitudes da Guiné equatorial.

O comércio era permitido nas costas e nos rios interiores, principalmente para o tráfico de escravos, de ouro, marfim e plantas exóticas que não existiam na Europa. A área por onde os espanhóis se podiam expandir nas acções de comércio, entre a foz do Niger (Cabo Formoso) e a foz do Ougwe (Cabo Lopes Gonçalves), em 1777, é visível na figura 13. Diz o Tenente-coronel João José de Sousa Cruz

 

sábado, 21 de fevereiro de 2026

Travessia de Canoa de São Tomé ao Príncipe - Tornado à vista e a contas com a PIDE-DGS

 
Jorge Trabulo Marques


Naquela 3ª noite, antes do tornado, adormeci e virei-me com a canoa: “Pronto! Chegou a minha hora! Acabou-se!” Pensei que ia morrer: quando, uma massa de água, se ergueu, como uma vasta muralha e se abateu repentina e pesadamente sobre mim, enrolando-me com a minha canoa, em sucessivas voltas, aturdindo-me o cérebro, enchendo-me de zumbidos e atravessando-me o corpo de arrepios que pareciam farpas


Ao mesmo tempo que uma espécie de surdo clamor, um misto de marulhar de água, um soar de vento, me ecoava e vibrava pelos ouvidos, ferindo-me quase os tímpanos, seguido por um ecoar ainda mais forte e intenso: uma espécie de grito estridente e agudo que parecia querer furar-lhe a fina membrana, rebentar de violência o canal auditivo, como um aviso fatal, um sinal impregnado de extortor e morte, enquanto, por outro lado, um sabor acre a maresia me entupia as narinas, me irritava a garganta e me provocava uma tosse convulsa e sufocadora, e de novo meu cérebro regurgitava de imagens, com uma sequência ainda mais nítida e vigorosa que a anterior

Entretanto, depois que me senti desembaraçado dos envolventes remoinhos das vagas e, ao relançar o olhar para todos os lados, não vi , pela primeira vez, sinais da minha a canoa, mais se me acentuou a certeza de que ia morrer

Contudo, e mau grado a tragédia que tão claramente se me desenhava, posso dizer que não me apavorei nem cruzei os braços ; pelo contrário, nunca, como naqueles momentos, me senti tão forte, profundamente calmo e sereno.

Nada me atemorizava: nem o mar selvagem e deserto em que nadava, se mostrava já bárbaro e cruel; nem a abóbada pesada e sombria que se erguia por cima da minha cabeça – qual cúpula imensa de uma sepultura eterna! – voltava a parecer-me que iria desabar sobre mim e fechar-me no mais completo abandono para que imediatamente me sepultasse.

Nem a imagem purpurina e desmaiada da própria morte, que antes já tivera a impressão de ver figurada no meio daquele cenário catastrófico e aterrador, me assombrava e apavorava.

Nem tão pouco os vultos fosforescentes do plâncton e de outros fantasmas marinhos, que por ali luziam e relampejavam, sinais tenebrosos de uma outra vida que não se compadecia de mim ou desejaria facilitar-me a coexistência. Paradoxalmente, nada disso me dava agora uma visão de medo ou de destruição.

Tudo girando como que à volta do mesmo eixo, era ao mesmo tempo, como que feérico e sombrio, ruidosamente suave e uniformemente compacto e vazio.

Dir-se-ia que a nítida comunhão com o perigo, ao invés de me fazer desesperar, me colocava de certa maneira fora de mim e longe dali.

Como tal, dispus-me aceitá-lo, desafiando-o, assim como se apresentava, com a gravidade e a importância de todos os riscos e receios que se me opusessem, nadando a parte incerta, nadando por entre demoníacas vagas e os espectrais fantasmas da noite.

Mas, maldito gozo! Terrível Gozo disfarçado de luto cintilante!
Ainda bem que não o desfrutei por muito tempo!

Da experimentação do gozo far-me-ia, certamente, passar ao delírio e, posto que me conduzisse a esse ponto, oferecer-me-ia, inevitavelmente a atração irresistível da magia do abismo, o qual, por seu turno, não me perdoaria a ousadia , como que por efeito de centrípeta sucção, naturalmente que depressa me arrastaria no meio da mais asfixiante e vertiginosa agonia para o momento derradeiro e crucial do fim da minha vida.

Mais uma vez a sorte estivera ao meu lado ou ou a minha boa estrelinha, fiel condutora naquelas horas de tão escuro abandono, ao despontar talvez por entre uma súbita abertura daquela massa de nuvens me faz, chamar com o seu brilho à realidade e alterou o curso da minha vida para o seu verdadeiro destino: um destino que, estaria escrito, não podia findar-se ingloriamente por ali
Depressa me liberto dessa espécie de torpor em que parecia deixar-me envolver e recupero o movimento e a vida!

Sim, uma coisa e outra, pois era o final do caminho para a morte em que acabava de sair e escapar

Felizmente, tudo aconteceria também muito rápido. Se tivesse que relembrar, nesse preciso instante, os pensamentos e as imagens que me acudiram igualmente, ao cérebro, durante aquele tumulto que ficava para trás, talvez tivesse tido a impressão de que tudo se passara na sequência de um único impacto.

Sim, de um momento para o outro, como que num súbito despertar, volto a ver-me agarrado à canoa, abraçando-me de seguida ao casco, pronto a retomar fôlego e prosseguir a minha luta.

Felizmente, lá consegui voltar a encavalitar-me nela e continuar a minha aventura noite fora , graças a um segundo remo que tinha como suplente, amarrado à borda do casco da frágil canoa, até poder acostar à praia da Roça Sundy na Ilha do Príncipe-

O meu regresso foi de avião para São Tomé, mas com a PIDE-DGS, a repressora policia fascista à minha espera e a enviar-me para o escuro calabouço, onde fui barbaramente espancado por julgarem que eu me havia metido na canoa para me ir juntar aos MLSTP, sediado no Gabão"

Com esta afronta e justificação: És amigos dos pretos! Seu cabrão! Ias-te juntar aos terroristas no Gabão!!! .

Felizmente, graças a intervenção de pessoa amiga, lá me libertaram ao fim de duas semanas, tendo ainda como prémio uma pesada coima da capitania dos portos por ter feito a travessia sem a sua autorização.

Estes alguns pormenores do meu relato, que vim a poder descrever em cinco edições da revista angolana Semana Ilustrada, visto o chefe de redação se encontrar nessa altura em S. Tomé, quando fui libertado dos calabouços da PIDE-DGS, o que me possibilitou, a partir daí, também ficar seu correspondente, iniciar a carreira jornalística, graças aos textos desta minha aventura, a que viriam a seguir-se mais duas, em 1975: uma de S. Tomé à Nigéria, 13 dias e outra depois, de Ano Bom a Bioko 38 dias, na Guiné Equatorial.

Relato esse, que, anos mais tarde, também pude vir a recordar, em cinco edições do suplemento do vespertino Diário Popular e no jornal Ecôa. Além da revista Século Ilustrado e do jornal O Tempo.

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sexta-feira, 20 de fevereiro de 2026

Travessia de Canoa de S. Tomé à ilha do Príncioe -Interrogo as trevas e o silêncio: só vejo, sombras e mar revolto! - Fev. 1970



Navegar em frágil canoa em noite equatorial onde "Os Lusíadas: Canto V" se inspirou e cantou: "Sempre enfim para o Austro a aguda proa. No grandíssimo gólfão nos metemos, Deixando a serra aspérrima Leoa, Co'o cabo a quem das Palmas nome demos

Interrogo as trevas e o silêncio: só vejo, sombras e mar revolto!
Sonâmbulo abandono o meu: minha estranha forma de vida!
Noite e mar sombrio! Num contínuo movimento incessante!
De imparável delírio e mobilidade! Estridulas ressonâncias!
Mas, sinal de vida, só na aparência se mostra apagada!
Sim, porque, à superfície deste manto ondulante e denegrido,
que, continuamente me arrasta e me evolve, pela noite a fora
não cessam de ecoar murmúrios infindos, o constante ressoar
- tumultuoso e vibrante, que, de forma agora mais disfarçada -
terá dentro de si e até ao mais fundo do maior e invisível abismo,
o gérmen da fecundidade, vibrátil de permanência efervescente!



De uma vida marinha ou fantasmagórica! – Que à minha volta
não cessa de se manifestar e sob as mais diversas formas:
pois a presença de tubarões ou de baleias, é vital semente
tanto sob a luminosa perpendicularidade do astro solar
como em noite cerrada, se manifesta constantemente
em vultos de um ondular monstruoso e luminescente!
Além do espetacular plâncton luminoso, ou bioluminescente,
e até das espécies voadoras que na piroga veem cair ou pousar

Ergo minha fronte ao alto. Soergo-me! Gesticulo e respiro
a calmaria ou a ventania que sopra do insondável espaço!
Curvo-me e debruço-me, sentado sobre o frágil tronco escavado,
em que navego! - Descendo e subindo a vertente de cada vaga!
Aspirando! Respirando, todo este sabor agridoce da maresia
que tão depressa me acalma, como me oprime e agonia!
Ao mesmo tempo, que gesticulo e grito!

Sozinho e do mais fundo do meu peito e do meu coração! -
Num momento curto mas com instantes de alívio!
Num enorme grito não de revolta mas de explosão!
Para quebrar, pelo menos, por um único momento
o profundo mutismo em que o sono me oprime e ameaça
Mais do que a ondulação do tapete negro do mar!
Por força de me agarrar a tão constante silêncio
poder adormecer e juntamente me voltar e arrastar!

Aliás, este, meu presságio, viria mesmo a se confirmar
- em plena noite escura de mar equatorial-
Porém, tão sufocante e dramático, foi esse tormento
que ensombrou os meus pulmões e a minha mente
que agora nem o quero recordar.


Por isso, o importante era nunca desesperar.
Buscando, em cada esticão da corda ou remada
o sôfrego temperamento de um maior fôlego de energia!
Em demanda da infinita vitalidade que só o mar sabe dar!
Que tanto pode tranquilizar como martirizar- E me permita
transpor qualquer barreira do assombroso e espesso manto
escuro que até mim vem ressoando num continuo derramar
de augúrios e presságios: infinidade ecos irreconhecíveis,
que, umas vezes, dão sinais de serenidade
outras de me ameaçam aterrorizar!

Buscando ainda maior fôlego que me permita
transpor o invisível infinito do horizonte!
Sim, abro meus braços, corda da escota da vela, numa das mãos
E vela na outra e aspiro, sôfrego, a vitalidade da noite e do mar!
Um cheiro a maresia, de frescura e transcendente suavidade!
Invade-me o peito , faz-me sentir e rejubilar
um profundo sentimento de serenidade!
No entanto, o vento não cessa de uivar!
Perpassa-me e ecoa pelos meus ouvidos
com finos e vibráteis acordes do seu soluçar!

Sim, escura é a noite e, também, sombrios os caminhos
Que se me abrem à minha volta pela indefinida toalha líquida
E também escuros os caminhos que me conduzirão a Deus”
Mesmo assim, vou indo a navegar! Com o soar do mar!
Com o mar que brame, com o imparável vozear do mar!...
Sou o cavaleiro desconhecido, cavalgando e sonhando acordado!
Debaixo do teto de uma abóboda celestial infinita, escuríssima!
Remando e velejando à superfície de ondulante noite equatorial