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domingo, 23 de agosto de 2026

Fui náufrago 38 dias. Meu abraço solidário aos dois pescadores mexicanos resgatados 5 dias à deriva no oceano Pacífico dentro de uma caixa térmica, a cerca de 241 km da costa de Chiapas.

 Jorge Trabulo Marques - Jornalista e antigo Navegador Solitário em pirogas no Golfo da Guiné

Fui náufrago 38 dias. Meu abraço solidário aos dois pescadores mexicanos resgatados 5 dias à deriva no oceano Pacífico dentro de uma caixa térmica, a cerca de 241 km da costa de Chiapas.

Dois homens, Daniel Guerrero Martínez, de 53 anos, e José Luis Pórtelas, de 32 anos, estavam desaparecidos desde 14 de agosto, quando saíram para pescar a bordo da embarcação “Camaronera” Correio Braziliense Correio Braziliense



A Marinha mexicana percorreu por mar e pelo ar uma vasta área do Oceano Pacífico, acabando por encontrar os dois homens a flutuar dentro de uma grande caixa térmica de pesca, a cerca de 240 quilómetros da costa de Chiapas, um estado no sul do México que faz fronteira com a Guatemala

NÃO O ESQUEÇO MEU DRAMA -
Também eu conheci esse drama - Não esqueço esses 38 longos dias e noites e o sofrimento de todos os náufragos que passaram por esse extremo abandono- Nomeadamente, os pescadores das canoas de S. Tomé e Príncipe, quando os tornados os arrastam e perdem a sua ilha de vista

O remo improvisado, continua a ser pouco ou nada eficaz. Não posso comunicar seja com quem for. Senão com a vontade de Deus. E também não tenho a certeza se me vê ou se me ouve. Mas eu existo, e, a bem dizer, sou um náufrago. E o drama que vai no coração de quem anda perdido no mar, é intraduzível em palavras - Aqui ficam, pois, as que foram faladas (para o diário) e alguns dos pensamentos que ficaram guardados na minha memória

Algures no Golfo da Guiné, 25 de Novembro de 1975


À medida que as forças me vão fraquejando, são mais os pensamentos  que me assolam de que as palavras que expresso para o meu diário. Embora com os olhos pregados nos contornos de  terra à vista, assim vai decorrer mais um dia perdido no mar, sem todavia a poder alcançar. Mais propenso a pensar de que a expressar as minhas emoções ou observações  para o modesto gravador,  que religiosamente guardo num simples contentor de plástico,  que em terra servira de caixote de lixo – Estou completamente desligado do resto do mundo. A bússola permite-me saber a direcção que tomo mas não sei onde estou. Vou ao sabor dos ventos e das correntes. Que nem sempre me levam pelo melhor rumo.

Nos meus treinos 
 O remo improvisado, continua a ser pouco ou nada eficaz. Não posso comunicar seja com quem for. Senão com a vontade de Deus. E também não tenho a certeza se me vê ou se me ouve. Mas eu existo, e,  a bem dizer, sou um náufrago. E o drama que vai no coração de quem anda perdido no mar, é intraduzível  em palavras - Aqui ficam, pois,  as que foram faladas (para o diário) e alguns dos pensamentos  que ficaram guardados na minha memória. 

Estou completamente desligado do resto do mundo. A bússola permite-me saber a direção que tomo mas não sei onde estou. Vou ao sabor dos ventos e das correntes. Que nem sempre me levam pelo melhor rumo.


A minha canoa mantém-se imperturbável...
Está totalmente alheia à grande incerteza
e aos muitos fantasmas que me povoam a alma...
À inquietude que absorve o meu coração.
E voga pelo negrume varrido da noite
como se nada tivesse a temer!...
É admirável a sua altiva galhardia!
Parece conduzida por uma estranha força
que a leva a um ponto preciso da vastidão!..

Mas, oh Deus! Eu queria dormir!...
Necessitava de descansar, adormecer!...
Cair em sono agora e acordar ao amanhecer!
Ser como o rude barqueiro,
que ao fim de uma longa jornada,
dura e sem descanso,
encosta o seu barco à margem e dorme...
embalado pelo sussurrar da ramagem que o envolve!...
Mas aqui, é o mar a bramar! a bramar!...
É o mar sem fim e sem fundo!...
Não há margens, nem portos de abrigo!..

É a noite eterna!... É um outro mundo!..

Meu colchão é côncavo estreito e duro - Muito desconfortável.
Não me permite sequer abrir os braços, mal posso respirar.
Pior ainda quando estendo e cubro a canoa com o toldo de plástico.
Meu coração, quase sufoca, possuído pelas sombras do oceano noturno.
Mesmo assim, meus olhos, cegos de cansaço, perdidos
num horrível vazio sonoro e escuro,
não cerram as pálpebras, não cedem
à continuada afronta que os amarra
mergulha e sobressalta!

Vão abertos, em persistente vigília e alerta! - Não param de sondar
os ruídos, os marulhos! - E, quando estes ressoam no casco
ainda mais os intrigam e assustam - Arregalados,
perscrutam e devassam a penumbra absoluta -Porém,
nada enxergam do que vai dentro ou lá fora - Vão cegos
mas não desistem!- Nesta horrenda dança de vida
ou morte, são eles e os meus ouvidos,
o mais íntimo sonar,
desta minha inarrável errância marítima



.


AOS NÁUFRAGOS DE TODOS OS TEMPOS.

Eu, humilde navegante e aventureiro,
em viagens sob azuis de além mar,
e em águas erguidas em revolta,
ou em podres calmarias de inquietar,
aqui vos evoco, vos recordo,
como quem conhece a ânsia da partida
e, depois, em noite infinda, em noite morta,
apenas tem por companhia mar e céu
em negro mar de véu e tristeza infinita,
enfim, a cruel certeza de quem não volta!

Náufragos! Dos tempos idos e da actualidade
de odisseias ignoradas e esquecidas!
Heróis sem nome, sem pátria e sem fronteiras,
que do fluxo e refluxo das marés fizestes as vossas veias!...
Viajantes transitórios do mar passado e do mar actual!
Gente tisnada e crespada por mil sóis, ventos uivantes,
diluvianas chuvadas!
.
Gente a quem a imensidade incerta devolveu a inocência
mas cuja sorte a condenou ao suplício da mais atroz morte!
Gente limpa de olhos e de alma de tanto olhar o mar e o céu!
- Todavia, gente que a ira das tormentas e a audácia da aventura
fizeram com que a fundura do abismo fosse a própria sepultura!...

Irmãos! Aqui vos evoco e me vergo em turbado pranto
evocando o plangente canto de poetas marinheiros
trinando a dolente lira de tão triste ventura e negro fadário
Que, em infindável rosário de mares estranhos, medonhos, irados,
vosso corpo vivo arremessaram, sorveram, para sempre sepultaram!

Aqui vos recordo com lágrimas de dor e mágoa pura
por tão absurdo golpe e duro sofrer - por tanta desventura!...
Não, não venho dizer-vos outros versos! Versos a valer?!...
Estes, perderam-se-me no mar! - Ficaram-me por lá todos!
Além disso, senti-os demais para agora os poder dizer!
Senti-os no interior das trevas nas muitas coisas tristes que não vi
ou vagamente descobri, mas profundamente senti! - Senti-os
também nas muitas alegrias, que intensamente vivi
e claramente vi com olhos de ver!

Tão pouco, venho acalentar
vossas tão martirizadas almas - Não!
Porque, agora, o que as vossas almas mais querem,
é que a memória não se apague, é paz e descanso eterno!
- Bastou-vos o percurso lúcido através da voragem
daquele rouco e tumultuoso inferno!
Aliás, de versos, também, cada alma,
por si e à sua maneira, os viveu
a transbordar de mar e do céu!
















Na verdade, venho elevar as mãos aos céus ...
E rezar as piedosas preces
que não pudestes terminar! - As
mesmas orações que, por tão sentidas
e sofridas, estampadas ficaram para a eternidade
no frio desvario do vosso último olhar
quando o abismo já vos sorvia e fundia!
Mas que, as longínquas estrelas do Universo,
atentas e vigilantes no seu contínuo cismar,
imersas no seu radioso brilho,
até hoje, puderam guardar.


Vou, pois, concentrar-me
no intransponível centro da imensa abóbada
que, embora desmoronando-se, em diluídas formas,
permaneceu impassível, surda e silenciosa
nos confins longínquos do amortalhado céu,
onde, ainda agora, sob os vultos do brumoso manto,
ecoam, penso eu, sumidos brados, ecos dispersos,
vagidos e gritos do vosso exaurido pranto

Vou pois escutar-vos e rezar!...
...por todas as vidas que a fúria e o desamor do mar
em fundas entranhas iradas, asfixiou e engoliu!!
E também agradecer ao Deus Criador,
com exaltado reconhecimento e fervor,
de alma e corpo escancarados, tal como,
então, perdido, no mar vogava, Louvando-O,
Bendizendo-O, em salmos esparsos
ou simples palavras soltas e  ditas,
apenas pelo surpreendente milagre - Oh Olhar Divino!
de me levares a terra firme e ainda hoje estar vivo!
.


Partida da piroga para ser carregada a bordo do pesqueiro americano Hornet, onde seria pintada de azul e vermelho pelos marinheiros, com vista a reforçar a sua resistência.  E ser largada a sul de Ano Bom, na corrente equatorial. O que não aconteceu. O comandante deixou-me junto a esta ilha e um pouco  a Norte, colocando-me neste  perturbador dilema: ou ficava a trabalhar a bordo e deitava a canoa borda fora ou íamos os dois - Optei por irmos os dois, por não abandonar a minha canoa. À noite surgiu a tempestade, tendo perdido quase tudo.  Acabei por viver a situação de um náufrago - Na verdade, também era o que pretendia,  um dos objectivos dessa minha aventura era juntamente reforçar as de teses de .Alain Bombard, o náufrago voluntário .. Por isso, aqui dedico estes versos a todos quantos sofreram o mais absoluto abandono e solidão do mar .Mais deles perdidos para sempre



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sexta-feira, 21 de agosto de 2026

Castro do Tapadão - Muxagata e Castro do Curral da Pedra - Chãs - De Foz Côa - Fortificações da Idade do Ferro e do Bronze, desprezadas que convém preservar para melhor entender a origem e a identidade dos povos que aqui viveram e se fixaram

 

 Castro do Tapadão - Muxagata e Castro do Curral da Pedra - Chãs - De Foz Côa  -Fortificações da Idade do Ferro e do Bronze, desprezadas que convém preservar para melhor entender a origem e a identidade dos povos que aqui viveram e se fixaram

Castro do Curral da Pedra - Chãs


O Castro do Curral da Pedra, situado próximo de Chãs (Vila Nova de Foz Côa), é um sítio arqueológico pré-histórico notável situado num afloramento granítico conhecido como Quebradas-Tambores. Esta área é rica em vestígios arqueológicos e fica perto de núcleos de arte rupestre do Vale do Côa, como a Ribeira dos Piscos e Penascosa.
Tal como é reconhecido por investigadores, Chãs, um adjectivo feminino, denuncia bem a morfologia plana e lisa, de um planalto seco de campos e baldios. Em tempos, seria conhecida por Torre, indício de uma eventual vigia medieval, entretanto perdida. A meio caminho de dois dos núcleos principais da arte rupestre do Côa, Santa Comba e Ervamoira, partilha com freguesias vizinhas uma história semelhante.
Ribeira dos Piscos

Visita ao Castro do Tapadão, de Muxagata - Foz Côa. Erguido num dos pontos mais altos e belos da margem direita da Ribeira dos Piscos, Não perca as imagens que tenho para lhe mostrar na companhia de Agostinho Soares e esposa 

Trata-se de um sítio arqueológico de interesse regional inserido numa zona rica em vestígios da Idade do Ferro, da romanização e da proximidade ao Parque Arqueológico do Vale do Côa. Lamentável que o Parque Arqueológico o ignore, tal como Castro do Curral da Pedra, no alto do maciço da Mancheia- Tambores. freguesia de Chãs. Continuam a olhar mais para antiguidade de que para espantosa monumentalidade megalítica do neolítico   e início da Idade do Cobre, fase em que surgiram as primeiras muralhas e a sedentarização

O Neolítico foi o período mais revolucionário da humanidade porque o ser humano passou de nómada recoletor a produtor sedentário através da agricultura e da domesticação de animais. Este estilo de vida está profundamente ligado à arquitetura megalítica, que marcou a paisagem com grandes monumentos de pedra para rituais e culto dos mortos.

O percurso recomendável e mais acessível é o que vai da aldeia das Chãs em direção a Quinta de Ervamoira, em piso empedrado/terra batida e revela a paisagem profunda do Vale do Côa. Pelo caminho, destacam-se as vinhas




Sim, sítios há em que a natureza fala e é benéfica, edifica as suas cúpulas e consagra os seus templos ao Grande Espírito Universal; noutros, pelo contrário, é muda e hostil, avara e maléfica. Aquelas pedras, a que me refiro, são um prodígio de generosidade! Autêntico milagre do inanimado silencioso para o animado vibrátil e etéreo musical. Que, as aves, tão bem entendem e conhecem! Pois, quantas vezes, não são atraídas pelo misterioso fascínio e musicalidade dessas mesmas pedras! E para quê?...

Apenas para repousarem, fazerem, ali, os seus ninhos, e se protegerem dos depredadores? Ou, por exemplo, ali pousarem ainda, porque a intuição as chama por uma razão mais profunda e misteriosa?!... Eu inclino-me, também, para esta segunda hipótese:

Todo o concelho de Vila Nova de Foz Côa é possuidor de um importantíssimo património arqueológico e histórico, a começar pelas gravuras rupestres do Vale do Côa - A freguesia de Chãs, a que pertence, é um dos exemplos: tanto na área xistosa da margem esquerda do Rio Côa, no termo do qual foi descoberto o fabuloso núcleo das gravuras paleolíticas da Quinta da Barca, como na zona granítica, quer mesmo onde se situa a própria aldeia, como nalguns dos seus arredores, apresentam vestígios das várias civilizações pré-históricas."

De facto, tal como temos referido, a avaliar pelos vestígios arqueológicos, já estudados, o maciço dos Tambores, mancheia e quebradas é um importantíssimo livro aberto da pré-história: sobranceiro a um dos mais belos e férteis vales da hidrografia do Vale do Côa, ali se refugiaram povos muito antigos, nomeadamente do neolítico, calcolítico, da idade do ferro e do bronze, que, aproveitando os naturais abrigos, as cavernas abertas nos enormes megálitos, as concavidades e grutas dos encastelados afloramentos, ali implantaram os seus acampamentos, valendo-se de grotescas lascas e pedras soltas, de cujas construções ainda prevalecem abundantes vestígios

 

MACIÇO DOS TAMBORES - CHÃS

SETE ALINHAMENTOS 


No Maciço dos tambores, até à presente data, foram descobertos sete alinhamentos: Pedra da Cabeleireira de Nª Senhora, atravessada pelos raios solares do nascer do sol nos Equinócios; a Pedra  do Solstício, alinhada com o pôr do sol do Solstício do Verão; "As Portas do Sol, alinhada com o nascer do sol  do Solstício do Inverno e o pôr do sol do Verão;  Pedra Phallus Impudicus, alinhada com o nascer do sol do Solstício do Inverno ;a Pedra da Ursa Maior com as sete fossetes, alinhada com os Equinócios e com simbologia ou enquadramento com  Ursa Maior e a Pedra Caranguejo,  atravessada pelos raios solares do pôr do sol dos equinócios

Espantoso achado, encontrado nos Tambores  – pelo autor deste site – Denota faltar-lhe uma parte e a ponta - J. Leite de Vasconcelos, em Religiões da Lusitânia, designa um parecido, de troféu



Na anta da Cunha·Baixa (Mangualde), a que me referi a cima, Pág.71, encontrei um objecto de granito, com a conformação indicada na figura 73: o objecto tem de comprimento 1m,20 e de maior largura om,20, apresentando ao longo uma serie de sulcos feitos com toda a regularidade; estava deitado à entrada da camara. Não me parece fácil determinar precisamente o uso d'este objecto. Nunca vi outro igual, conquanto tenha encontrado dentro das antas pedras mais ou menos compridas e irregulares, que talvez lá não fossem postas sem especial intuito I. Num livro do sr. Joly s vem o desenho de um objecto que represento na fig. 74, o qual não deixa de ter alguma parecença com o de cima, embora  talvez seja muito menor, e de outra substância; o A. denomina-o registe-se de  comptes, Inclino-me a crer que o objecto Cunha-Baixa representa um troféu, designado os sulcos



 



Esta extraordinária imagem,  configurando uma gigantesca esfera terrestre ou a esplendorosa configuração de um enorme globo solar  projectando os seus dourados raios, a poente, foi registada, pela primeira vez, cerca das 20.45 horas do dia 21 de Junho de 2003 e poderá repetir-se,  todos os anos,  ao fim do dia mais longo do ano e à mesma hora, caso as condições atmosféricas o permitam.  - Vista da face sul para Norte, prefigura um busto masculino, enquanto do lado  oposto, faz lembar um perfil feminino.

A partir do ponto onde o sol então se pôs ( e  voltará a pôr-se) começa o Verão e, de igual modo,  a grande estrela-fiel inicia o movimento aparente da sua declinação para o Hemisfério Sul – E, até atingir esse ponto extremo, no Solstício do Inverno, distam vários quilómetros: ou seja, desde o ponto do horizonte, onde ele se vai pôr, em  perfeito alinhamento com a crista do esférico bloco e o centro do pequeno círculo que se encontra cavado, a alguns metros a oriente, na mesma laje da sua base de apoio.

solstício 2008

Ergue-se sobranceiro ao aprazível vale da Ribeira Centieira, num ponto tal que, à primeira vista, apesar da sua brutal grandeza, parece que,  só com um simples empurrão, alguém o poderia fazer  resvalar até ao fundo da escarpada encosta Fica a curta distância  do Santuário Rupestre da Cabeleira de Nossa Senhora.  Visto, perpendicularmente, em direcção ao pôr-do-sol no solstício, assume a forma redonda. Observado, porém, noutro ângulo, deforma-se e  toma a forma de um busto feminino, de perfil a norte e, masculino, de perfil a sul  


PEDRAS QUE NÃO SÃO APENAS PEDRAS - TÊM HISTÓRIA E TRANSMITEM ENERGIA - SITUAM-SE EM LUGARES ESPECIAIS DA TERRA, TAL COMO O TRIÂNGULO DE FÁTIMA, SÃO LOCAIS DE CURA -

Os calendários solares,  ali existentes, fazem parte dos chamados alinhamentos sagrados, com a mesma orientação de muitas igrejas da antiguidade, ou,  recuando ainda mais no tempo, tal como outros observatórios pré-históricos, que ainda perduram em várias partes do mundo - São locais de cura, atravessados por  linhas ou energias geodésicas  especiais, que os saberes e a experiência de antigas civilizações, que viviam em estreita ligação com a Natureza, escolheram para seu benefício próprio e, ali,  se dirigirem às suas divindades. De referir que as duas vertentes do vale são atravessadas pela falha sísmica do “graben" de Longroiva, nome de antiga vila de origem celta ,a que a freguesia de Chãs, já pertenceu, e  onde existe uma das mais antigas estâncias termais do país.

 PEDRA DA CABELEIRA DE Nª SENHORA . ALINHADA COM O NASCER DO SOL NOS EQUINÓCIOS



O enorme penedo está orientado no sentido nascente-poente e possui uma gruta em forma de semi-arco, com cerca da 4,5 metros de comprimento, que é iluminada no seu eixo no momento em que o Sol se ergue no horizonte, proporcionando uma imagem verdadeiramente invulgar

quinta-feira, 20 de agosto de 2026

Meu tributo de Memória e saudade ao fotojornalista santomense Inter Mamata. De S. Tomé e Príncipe, onde o jornalismo não tem sido devidamente apoiado




Jorge Trabulo Marques - Jornalista e fotojornalista 

O clima de insatisfação não se limita apenas à questão financeira, está associado ao atraso na migração do analógico ao digital essencialmente na TVS, no apetrecho dos órgãos com meios técnicos adequados às novas exigências e na melhor dignificação da classe.

Falta de apoios estruturais: O sindicato e as associações locais denunciam a ausência de incentivos e subvenções regulares que permitam aos profissionais exercer sem pressões económicas Perante o agravamento do descontentamento, os profissionais dos órgãos estatais de comunicação social defendem de forma firme e unânime, que a taxa audiovisual passe a ser integrada diretamente nos salários dos trabalhadores dos órgãos, numa tentativa de evitar os atrasos, garantir transparência e assegurar maior estabilidade financeira dos funcionários dos órgãos públicos de comunicação social. 


Meu tributo de Memória e saudade ao fotojornalista santomense  Inter Mamata. O Dia Mundial da Fotografia - Ocorre a 19 de Agosto -Visa homenagear a história, a ciência e a arte da fotografia - Fizemo-lo ontem em templos-do-sol e recordamo-lo hoje em canoas do mar lembrando o exemplar fotojornalista santomense António Amaral Aguiar Afonso - Conhecido por  Inter Mamata 

“A luta continua até à porta do cemitério! Não se pode deixar o “samba morrer” - Palavras proferidas em Janeiro de 2020, no Hospital do Barreiro, em 2020 – A cuja visita  me referi em http://canoasdomar.blogspot.com/2020/01/inter-mamata-reporter-fotografico.html

E onde viria a falecer, dois anos depois de sucessivas observações e tratamentos naquela unidade hospitalar


Sim, o 3º dia do ano 2023, foi o último dia da vida de Inter Mamata - Uma referência heroica e exemplar do jornalismo e fotojornalismo de S. Tomé e Príncipe -

De seu nome António Amaral Aguiar Afonso, vulgarmente conhecido por Inter Mamata, faleceu no hospital do Barreiro, onde vinha sendo assistido, desde janeiro de 2020, em consequência de doença prolongada -

Imagens e alguns registos da voz de um  perfil exemplar na comunicação social, nas maravilhosas ilhas de S. Tomé e Príncipe, que aqui recordo, num misto de saudade e profunda mágoa, que tive oportunidade de  registar nos variadíssimos encontros e diálogos, tanto em S. Tomé, como em Portugal, país onde se encontrava desde  Dezembro de 2019 para aqui apresentar uma exposição fotográfica, um conjunto de 35 fotografias, no salão nobre do G7, depois de a ter apresentado no Centro Cultural Português e no Centro Cultural do Brasil, em S.Tomé





Inter Mamata foi um exímio amante e profissional da comunicação social, facto sobejamente demonstrado na sua entrega e trabalhos realizados, seja como fotojornalista da Agência STP-Press, ou como repórter de alguns órgãos de comunicação social, principal da Rádio Jubilar.   -Diz o  um comunicado do Sindicato dos Jornalistas, com o qual atualizamos esta postagem, divulgado pelo jornal Téla Nón - Pormenores em  https://www.telanon.info/sociedade/2023/01/03/39541/sindicato-dos-jornalistas-nota-de-pesar/

Quando o visitámos, num daqueles dias em que esteve internado, ele confessava-nos sentir-se melhor, tendo-nos afirmado que “A luta continua até à porta do cemitério! Não se pode deixar a “samba morrer” – Confiante de que  pudesse  regressar, em breve ,  ao amado país, pelo qual se tem batido, através das suas exposições fotográficas, para que a UNESCO reconhecesse seu  o património etnográfico e arquitetónico de S. Tomé e Príncipe, que foi justamente este o motivo que o trouxera a Portugal para apresentar a  exposição fotográfica,  um conjunto de 35 fotografias, no salão nobre do G7 + na capital portuguesa, uma organização internacional, intergovernamental,  depois de a ter apresentado no Centro Cultural Português e no Centro Cultura do Brasil, em S. Tomé,.

Jornalista e repórter fotográfico, natural da Ilha da ilha Bioko( ex-Ferando Pó), mas desde criança em S. Tomé, seu pais adotivo e sua terra muito querida – É uma figura muito estimada e muito popular nas Ilhas Verdes do Equador. Com um notável currículo jornalístico –

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Inter-Mamata iniciou a sua carreira de jornalismo em 1980 no antigo Jornal Revolução, tendo depois passado por quase todos os órgãos da Comunicação Social nacionais, incluindo serviços especiais para outras Rádios e Jornais nacionais e estrangeiros.
Atingiu o auge da carreira em exposições de fotografias, quer a nível nacional como além-fronteiras, levando a imagem de São Tomé e Príncipe para os quatro cantos do mundo.

49 anos de profissão e 43 de comunicação social, estes os anos dedicados à fotografia de S. Tomé e Príncipe, pelo repórter António Amaral, mais conhecido por Inter-Mamata, uma referência na fotografia e no jornalismo em S. Tomé Príncipe: sem dúvida, a sensibilidade e a humildade de um talentoso fotojornalista, que, tem feito da sua vida, um verdadeiro sacerdócio em prol da divulgação, através da imagem fotográfica, não só dos acontecimentos mais importantes do seu país, como do património paisagístico, artístico, cultural, religioso e  histórico – Ele está sempre onde o momento ou o instante deve ser perpetuado   – 

Procurando estar  sempre onde o momento ou o instante deve ser perpetuado Depois de a ter apresentado um conjunto de 35 fotografias, no Centro Cultural Português e no Centro Cultura do Brasil, em S. Tomé, o repórter sénior da Agência de Notícias STP-Press, quis também apresentar a mesma exposição, no salão nobre do G7 + na capital portuguesa, uma organização internacional, intergovernamental, que tem por objetivo promover a entreajuda de alguns dos países mais vulneráveis do mundo, com a sua sede europeia em Lisboa.

A referida exposição,  inaugurada no dia 21 de Dezembro de 2020, ou seja, na data em que se comemoravam quase cinco séculos e meio após a chegada dos navegadores portugueses, à Ilha de S Tomé, por João de Santarém e Pero Escobar, terminaria  no dia 3 dsquele mês, constituída por um conjunto de fotografias que mostravam a arquitetura, o folclore e demais aspectos do património cultural de São Tomé e Príncipe.

Conhecia-o desde os princípios da década 70, na altura em que, com outros jovens santomenses, entre os quais, também o Constantino Bragança, que também haveria de me acompanhar na escalada do Pico Cão Grande.  semanalmente colaboravam na distribuição da revista, angolana, Semana Ilustrada, da qual  era o seu correspondente, que, segundo ele, acabaria de o motivar para abraçar a carreira do jornalismo – Sendo, além de fundador da Rádio Jubilar, jornalista e repórter fotográfico da Agência RTP-Press e colaborador do Téla Nón

Foi ele que testemunhou o meu agradecimento ao Presidente da Guiné Equatorial, na Cimeira da CPLP no Centro Cultural de Belém, em 2008, numa reunião da CPLP, por me ter poupado de ser condenado à forca na prisão Black Beach (Espanhol: Playa Negra, na capital de Malabo, uma das cadeias mais sinistras de África, onde havia sido encarcerado por suspeita de espionagem, quando ali aportei após os meus 38 longos e penosos dias à deriva numa piroga - 


Felizmente, acabaria por acreditar na minha versão e de me poupar a tão horrível morte.