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quinta-feira, 20 de agosto de 2026

Meu tributo de Memória e saudade ao fotojornalista santomense Inter Mamata. De S. Tomé e Príncipe, onde o jornalismo não tem sido devidamente apoiado




Jorge Trabulo Marques - Jornalista e fotojornalista 

O clima de insatisfação não se limita apenas à questão financeira, está associado ao atraso na migração do analógico ao digital essencialmente na TVS, no apetrecho dos órgãos com meios técnicos adequados às novas exigências e na melhor dignificação da classe.

Falta de apoios estruturais: O sindicato e as associações locais denunciam a ausência de incentivos e subvenções regulares que permitam aos profissionais exercer sem pressões económicas Perante o agravamento do descontentamento, os profissionais dos órgãos estatais de comunicação social defendem de forma firme e unânime, que a taxa audiovisual passe a ser integrada diretamente nos salários dos trabalhadores dos órgãos, numa tentativa de evitar os atrasos, garantir transparência e assegurar maior estabilidade financeira dos funcionários dos órgãos públicos de comunicação social. 


Meu tributo de Memória e saudade ao fotojornalista santomense  Inter Mamata. O Dia Mundial da Fotografia - Ocorre a 19 de Agosto -Visa homenagear a história, a ciência e a arte da fotografia - Fizemo-lo ontem em templos-do-sol e recordamo-lo hoje em canoas do mar lembrando o exemplar fotojornalista santomense António Amaral Aguiar Afonso - Conhecido por  Inter Mamata 

“A luta continua até à porta do cemitério! Não se pode deixar o “samba morrer” - Palavras proferidas em Janeiro de 2020, no Hospital do Barreiro, em 2020 – A cuja visita  me referi em http://canoasdomar.blogspot.com/2020/01/inter-mamata-reporter-fotografico.html

E onde viria a falecer, dois anos depois de sucessivas observações e tratamentos naquela unidade hospitalar


Sim, o 3º dia do ano 2023, foi o último dia da vida de Inter Mamata - Uma referência heroica e exemplar do jornalismo e fotojornalismo de S. Tomé e Príncipe -

De seu nome António Amaral Aguiar Afonso, vulgarmente conhecido por Inter Mamata, faleceu no hospital do Barreiro, onde vinha sendo assistido, desde janeiro de 2020, em consequência de doença prolongada -

Imagens e alguns registos da voz de um  perfil exemplar na comunicação social, nas maravilhosas ilhas de S. Tomé e Príncipe, que aqui recordo, num misto de saudade e profunda mágoa, que tive oportunidade de  registar nos variadíssimos encontros e diálogos, tanto em S. Tomé, como em Portugal, país onde se encontrava desde  Dezembro de 2019 para aqui apresentar uma exposição fotográfica, um conjunto de 35 fotografias, no salão nobre do G7, depois de a ter apresentado no Centro Cultural Português e no Centro Cultural do Brasil, em S.Tomé





Inter Mamata foi um exímio amante e profissional da comunicação social, facto sobejamente demonstrado na sua entrega e trabalhos realizados, seja como fotojornalista da Agência STP-Press, ou como repórter de alguns órgãos de comunicação social, principal da Rádio Jubilar.   -Diz o  um comunicado do Sindicato dos Jornalistas, com o qual atualizamos esta postagem, divulgado pelo jornal Téla Nón - Pormenores em  https://www.telanon.info/sociedade/2023/01/03/39541/sindicato-dos-jornalistas-nota-de-pesar/

Quando o visitámos, num daqueles dias em que esteve internado, ele confessava-nos sentir-se melhor, tendo-nos afirmado que “A luta continua até à porta do cemitério! Não se pode deixar a “samba morrer” – Confiante de que  pudesse  regressar, em breve ,  ao amado país, pelo qual se tem batido, através das suas exposições fotográficas, para que a UNESCO reconhecesse seu  o património etnográfico e arquitetónico de S. Tomé e Príncipe, que foi justamente este o motivo que o trouxera a Portugal para apresentar a  exposição fotográfica,  um conjunto de 35 fotografias, no salão nobre do G7 + na capital portuguesa, uma organização internacional, intergovernamental,  depois de a ter apresentado no Centro Cultural Português e no Centro Cultura do Brasil, em S. Tomé,.

Jornalista e repórter fotográfico, natural da Ilha da ilha Bioko( ex-Ferando Pó), mas desde criança em S. Tomé, seu pais adotivo e sua terra muito querida – É uma figura muito estimada e muito popular nas Ilhas Verdes do Equador. Com um notável currículo jornalístico –

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Inter-Mamata iniciou a sua carreira de jornalismo em 1980 no antigo Jornal Revolução, tendo depois passado por quase todos os órgãos da Comunicação Social nacionais, incluindo serviços especiais para outras Rádios e Jornais nacionais e estrangeiros.
Atingiu o auge da carreira em exposições de fotografias, quer a nível nacional como além-fronteiras, levando a imagem de São Tomé e Príncipe para os quatro cantos do mundo.

49 anos de profissão e 43 de comunicação social, estes os anos dedicados à fotografia de S. Tomé e Príncipe, pelo repórter António Amaral, mais conhecido por Inter-Mamata, uma referência na fotografia e no jornalismo em S. Tomé Príncipe: sem dúvida, a sensibilidade e a humildade de um talentoso fotojornalista, que, tem feito da sua vida, um verdadeiro sacerdócio em prol da divulgação, através da imagem fotográfica, não só dos acontecimentos mais importantes do seu país, como do património paisagístico, artístico, cultural, religioso e  histórico – Ele está sempre onde o momento ou o instante deve ser perpetuado   – 

Procurando estar  sempre onde o momento ou o instante deve ser perpetuado Depois de a ter apresentado um conjunto de 35 fotografias, no Centro Cultural Português e no Centro Cultura do Brasil, em S. Tomé, o repórter sénior da Agência de Notícias STP-Press, quis também apresentar a mesma exposição, no salão nobre do G7 + na capital portuguesa, uma organização internacional, intergovernamental, que tem por objetivo promover a entreajuda de alguns dos países mais vulneráveis do mundo, com a sua sede europeia em Lisboa.

A referida exposição,  inaugurada no dia 21 de Dezembro de 2020, ou seja, na data em que se comemoravam quase cinco séculos e meio após a chegada dos navegadores portugueses, à Ilha de S Tomé, por João de Santarém e Pero Escobar, terminaria  no dia 3 dsquele mês, constituída por um conjunto de fotografias que mostravam a arquitetura, o folclore e demais aspectos do património cultural de São Tomé e Príncipe.

Conhecia-o desde os princípios da década 70, na altura em que, com outros jovens santomenses, entre os quais, também o Constantino Bragança, que também haveria de me acompanhar na escalada do Pico Cão Grande.  semanalmente colaboravam na distribuição da revista, angolana, Semana Ilustrada, da qual  era o seu correspondente, que, segundo ele, acabaria de o motivar para abraçar a carreira do jornalismo – Sendo, além de fundador da Rádio Jubilar, jornalista e repórter fotográfico da Agência RTP-Press e colaborador do Téla Nón

Foi ele que testemunhou o meu agradecimento ao Presidente da Guiné Equatorial, na Cimeira da CPLP no Centro Cultural de Belém, em 2008, numa reunião da CPLP, por me ter poupado de ser condenado à forca na prisão Black Beach (Espanhol: Playa Negra, na capital de Malabo, uma das cadeias mais sinistras de África, onde havia sido encarcerado por suspeita de espionagem, quando ali aportei após os meus 38 longos e penosos dias à deriva numa piroga - 


Felizmente, acabaria por acreditar na minha versão e de me poupar a tão horrível morte. 

domingo, 16 de agosto de 2026

Cacau de Tomé e Príncipe –“Ilhas do Chocolate” ‘’prestes a conquistar a Indicação Geográfica Protegida para o Ouro castanho’ - batizado ‘alimento dos deuses’

 Cacau de Tomé e Príncipe –“Ilhas do Chocolate” ‘’prestes a conquistar a Indicação Geográfica Protegida para o Ouro castanho’ - batizado ‘alimento dos deuses’ , onde esta cultura chegou a ser o maior produtor mundial no final do século XIX e início do século XX. Tendo o arquipélago conquistado o famoso apelido de "Ilhas do Chocolate" ou "Reino do Cacau" graças ao solo vulcânico rico e ao clima perfeito.


O anúncio coincide do cacau das ilhas Verdes do Equador, coincide com a recente classificação de seis antigas roças coloniais como Património Mundial da UNESCO, muitas delas historicamente ligadas à produção de cacau, reforçando a projeção internacional de um dos produtos mais emblemáticos de São Tomé e Príncipe.

O registo internacional poderá ser atribuído ainda este ano, tornando o país o primeiro em África a beneficiar deste reconhecimento.- Refere a imprensa local

“Com essa indicação geográfica, os transformadores de cacau em chocolate terão de garantir uma quantidade mínima de cacau de São Tomé e Príncipe nas suas composições”, afirmou Cristino Fonseca, Coordenador do Projeto Transição Verde.

Para os promotores da iniciativa, a certificação permitirá distinguir o cacau são-tomense no mercado internacional, valorizando as suas características únicas e reforçando a competitividade do setor.
“Hoje, um chocolateiro pode comprar cacau da Costa do Marfim ou do Brasil e afirmar que o seu chocolate foi produzido com cacau de São Tomé e Príncipe. Com esta indicação, isso deixará de ser possível, pois terá de provar a origem. Assim estaremos a proteger o que é nosso”, sublinhou Cristino Fonseca.

A Indicação Geográfica é um instrumento de grande relevância no domínio da propriedade intelectual.

Desde o início de 2024 que o mercado internacional registou uma valorização do preço do cacau que atingiu 131,90%, equivalentes a 5455 dólares por tonelada. É considerada a maior subida do preço das matérias-primas, «incluindo as categorias de energias e metais», explica o a matéria-prima com maior aumento de preço desde início do ano, a larga distância das variações para outras commodities agrícolas (como algodão, café e sumo de laranja) ou da energia (gasolina reformulada e barris de petróleo das variedades norte-americana e europeia).º

quarta-feira, 12 de agosto de 2026

Ministro Fernando Alexandre, sacode culpas do capote?! Escândalo de 70 ajustes diretos, em 2015, forçaram sua demissão de Secretario de Estado


 Ministro da Educação, Ciência e Inovação, Fernando Alexandre, esteve na Assembleia da República  para prestar esclarecimentos sobre os problemas e falhas no processo de digitalização e classificação eletrônica  dos exames nacionais, assumindo o impacto no sistema educativo - Mas, pelos vistos,  deixou mais dúvidas de que certezas - Assim o atesta o seu currículo

Ministro Fernando Alexandre, sacode culpas do capote?! Escândalo de 70 ajustes diretos, em 2015, forçaram sua demissão de Secretario de Estado Adjunto do Ministério da Administração Interna do Governo Constitucional, de Pedro Passos Coelho. Era líder Parlamentar Luís Montenegro, que o veio a reconduzir em 2024 como Ministro da Educação, Ciência e Inovação

Está na hora do ministro ir embora": centenas de estudantes pedem demissão de Fernando Alexandre

Mais de 200 alunos e professores estudantes fizeram-se ouvir no Ministério da Educação e mostraram-se descontentes com as medidas tomadas pelo governante. https://sicnoticias.pt/pais/educacao/2026-07-24-video-esta-na-hora-do-ministro-ir-embora-centenas-de-estudantes-pedem-demissao-de-fernando-alexandre-088d5db1

2015 - Corrupção no MAI força saída de governante Demissão de Fernando Alexandre seguiu-se a interrogatório do Ministério Público – para explicar como consentiu 70 obras públicas por ajuste direto. Sem concursos.

 A versão oficial passou por motivos pessoais; especulou-se sobre "divergências profundas" com a ministra Anabela Rodrigues. Mas o que levou à demissão do secretário de Estado adjunto da Administração Interna, Fernando Alexandre, foi o escândalo de corrupção no ministério – em que nas barbas daquele governante foram celebradas dezenas de adjudicações para obras públicas, num valor de 5,9 milhões de euros, sem concursos públicos. Tudo feito por ajuste direto.  https://www.cmjornal.pt/exclusivos/detalhe/corrupcao_no_mai_trama_secretario_de_estado


O secretário de Estado demissionário assumiu funções em abril de 2013, em substituição de Juvenal Silva Peneda, então envolvido na polémica dos contratos swap. Tem 43 anos, é economista de formação e professor universitário.  https://expresso.pt/politica/divergencias-com-a-ministra-fazem-baixa-na-administracao-interna=f921092

E ASSIM VAI A LIDERANÇA ULTRA-LIBERALISTA DE MÃOS-DADAS A JOGADAS PRIVADAS

Fernando Alexandre, na disputa entre a reitoria da Universidade Nova de Lisboa e a Nova SBE está a gerar perplexidade. O governante foi dirigente do Instituto Mais Liberdade — think tank fundado por Carlos Guimarães Pinto, Adolfo Mesquita Nunes e Carlos Moreira da Silva — entre 2022 e Março de 2024, estrutura que integra vários professores da faculdade defensores da sua autonomização ou privatização, levantando dúvidas sobre eventuais conflitos de interesse.

Ministro abre inquéritos para fugir às responsabilidades, dizem professores 11 de agosto 2026 –

Fenprof e Movimento Escola Pública criticam Fernando Alexandre que terá tentado com a manobra “desviar a atenção do caos”. Afirma-se ainda que é um “insulto” culpar os professores depois de tudo o que fizeram. Professores indignados com inquérito a escolas por envio tardio de provas e reapreciações

A decisão do ministro da Educação de abrir um inquérito às escolas por irregularidades nos pedidos de reapreciações é recebida com grande indignação e contestação entre os professores, que acusam Fernando Alexandre de tentar responsabilizar as escolas por um problema que resulta de falhas da própria tutela.

"Mais uma vez, o ministro deixa claro que a sua imagem de marca é fugir às responsabilidades", critica José Feliciano, secretário-geral da Federação Nacional de Professores (Fenprof). Para o dirigente, os atrasos registados este ano nos exames constituem "provavelmente um dos maiores problemas que o sistema educativo viveu nas últimas décadas


terça-feira, 11 de agosto de 2026

Museu do Côa- PR António José Seguro :"Há 30 anos, preservámos o Côa. Agora temos de preservar e criar futuro para as pessoas que fazem do interior de Portugal a sua casa. Não pode haver um país do litoral e um país do interior. Há só um Portugal”, frisou

 

Jorge Trabulo Marques


Prestei o meu apoio desde a descoberta das gravuras, em cujos achados também colaborei, tendo publicado dezenas de artigos no ECÔA e feito largas centenas de fotografias.

Em 10 de agosto de 1996, o então primeiro governo de António Guterres inaugurava formalmente, e com toda a pompa e circunstância, o primeiro parque arqueológico português, assegurando uma virtual proteção legal ao que já então constituía o complexo de arte rupestre do Vale do Côa.

A arte do Côa foi classificada como Monumento Nacional em 1997 e, em 1998, como Património da Humanidade, pela Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (UNESCO).


Museu do Côa- PR António José Seguro :"Há 30 anos, preservámos o Côa. Agora temos de preservar e criar futuro para as pessoas que fazem do interior de Portugal a sua casa. Não pode haver um país do litoral e um país do interior. Há só um Portugal”, frisou


O Presidente da República assinalou, na tarde de segunda-feira, 10, tendo descerrado uma placa alusiva à efeméride, abrilhantada com a participação de uma peça de teatro “As Bacantes” de Eurípedes com a companhia Filandorra – Teatro do Nordeste

Seguro repetiu o apelo já deixado durante a manhã, durante uma viagem de comboio na Linha do Douro: “deem uma oportunidade ao interior”.

À chegado ao Museu do Côa, Seguro falou com o foscoense Dr. José Lebreiro que trazia um cartaz preso às costas onde se lia: “Promessas… comboio tás a vê-lo?”, referindo já conhecer a causa da reativação da Linha do Douro entre o Pocinho e Barca d´Alva.
Antes tinha passado pela Pousada da Juventude de Vila Nova de Foz Côa, cuja obra lançou enquanto secretário de Estado da Juventude, durante o Governo de António Guterres.

“Começo por dizer-vos que as causas em que acreditamos valem a pena. Há trinta anos, eram poucos os que, olhando para este vale, imaginavam que hoje estaríamos aqui. É evidente que foi preciso mais do que acreditar. Porém, se não acreditássemos que isto era possível, então nada mais seria possível”, afirmou António José Seguro, num discurso no Museu do Côa, onde hoje se celebrou o 30.º aniversário do Parque Arqueológico do Vale do Côa.












Seguro acrescentou que “olhar para este vale não é um pormenor, é um exercício de contemplação da humanidade, como o é toda a cultura e todo o nosso trabalho com o património, seja imaterial ou edificado”.

Hoje, segundo o Presidente da República, o museu do Côa e o auditório António Guterres são uma realidade, o parque já recebeu mais de 400 mil visitantes desde a sua abertura e Vila Nova de Foz Côa “entrou no mapa das referências culturais”.

Por isso, frisou que falar deste parque é “referir um trabalho em construção permanente”, porque acredita “no papel da cultura como cimento das comunidades e dos territórios”.

“Ou seja, para falarmos claro, não basta falarmos dos 30 anos de vida do parque arqueológico, nem dos 20 mil anos que contemplamos e nos contemplam, se não tivermos uma visão integrada do território e da coesão territorial”, salientou.

A criação deste parque, desta fundação e deste Museu é a prova, para António José Seguro, “de que é possível, fora dos circuitos dominantes, manter instituições importantes e memoráveis”.

João Paulo Sousa, presidente da Fundação Côa Parque, no discurso de 30 anos do Parque Arqueológico do Vale do Côa, destacou a importância de uma visão integrado território e da coesão territorial, afirmando que não basta apenas falar dos 30 anos de vida do parque arqueológico, mas também dos 20 mil anos que contemplamos e nos contempla

«Hoje, o território continua a revelar a sua verdadeira dimensão, com mais de 1.600 rochas, espalhadas por 104 sítios arqueológicos. Só em 2026, 69 rochas foram descobertas em seis sítios diferentes», indicou.

Também na celebração dos 30 anos do PAVC, o presidente da Câmara de Vila Nova de Foz Côa, Pedro Duarte, sublinhou que o reconhecimento do Vale do Côa pela UNESCO como Património Mundial da Humanidade foi "a afirmação de um território extraordinário».

segunda-feira, 10 de agosto de 2026

Presidente António José Seguro. De Regresso às gravuras que defendeu - Hoje nas comemorações dos 30 anos do Parque Arqueológico do Côa

 Jorge Trabulo Marques - Jornalista

Presidente António José Seguro. De Regresso às gravuras que defendeu Hoje nas comemorações dos 30 anos do Parque Arqueológico do Côa - O Presidente da República, António José Seguro, vai presidir a sessão comemorativa dos 30 anos do Parque Arqueológico do Côa, nesta próxima segunda-feira, 10 de agosto, no Museu do Côa, em Vila Nova de Foz Côa. A sessão começa pelas 17h30 com a receção às entidades convidadas e visita ao Museu do Côa, seguindo-se a sessão comemorativa com o descerrar de uma placa alusiva ao momento. Pelas 18h30 vai ser inaugurado o mural “Que reflexo do Côa ficou em ti?” e pelas 19 horas é apresentada a peça de teatro “As Bacantes” de Eurípedes com a companhia Filandorra







sábado, 8 de agosto de 2026

Vindimas Douro em risco. Vale do Côa, bom vinho mas fraco apoio à viticultura Avança a desertificação o envelhecimento da população - E a mão-de-obra é maioritariamente externa - Vinda dos país africanos de expressão portuguesa e árabes - É que nos tem valido para que o abandono não seja ainda mais expressivo.



Jorge Trabulo Marques - Jornalista - Natural da Freguesia de Chãs - V. N. de Foz Côa



Vale do Côa nas Primeiras Vindimas Durienses na 1ª quinzena de Agosto As imagens divulgadas neste vídeo, documentam as primeiras vindimas do Douro. Foram registadas em meados de Agosto 2014, na Quinta da Ervamoira e nas Quinta das Trecadas. Numa área mais alta e que se estende por várias encostas da margem direita da Ribeira dos Piscos, ao lado do caminho que que faz a ligação ao Côa à freguesia de Chãs.

As vindimas no Douro decorrem habitualmente entre o final de agosto e o mês de outubro, marcadas pela apanha manual ou mecânica das uvas nos socalcos vinhateiros classificados. Esta a época crucial para o Vinho do Porto e vinhos DOC Douro aliada à tradição milenar da pisa a pé nos lagares de granito a fortes desafios económicos e de escoamento de produção enfrentados pelos produtores da região Já não é a vindima de outro tempo: - das cestas e dos cestos.
E também dos cantares, que se ouviam por entre a folhagem ou depois da jeira terminada.
Além disso, a mão-de-obra é maioritariamente transportada de várias freguesias de Foz Côa e dos concelhos vizinhos - Mas, entretanto, é praticamente preenchida por imigrantes

Vinhas do Douro em risco. Vale do Côa, bom vinho mas fraco apoio à viticultura Avança a desertificação o envelhecimento da população - E a mão-de-obra é maioritariamente externa - Vinda dos país africanos de expressão portuguesa e árabes .



Quinta da Ervamoira


 Os produtores antecipam dificuldades para a campanha vitivinícola e exigem medidas do Governo que garantam que as uvas sejam pagas a preços justos, defendendo um valor na ordem de 1 euro por quilograma.

A intranquilidade marcou os testemunhos apresentados durante o plenário de viticultores, que preveem uma vindima marcada por profundas desigualdades de oportunidades na Região Demarcada do Douro.
Segundo os produtores, nos últimos anos, a importação de mosto concentrado de Espanha e de aguardente de França tem criado sérias dificuldades ao escoamento das uvas produzidas na região duriense, contribuindo para a redução do preço pago por cada pipa de vinho, equivalente a 550 litros.

Mais um dia de regresso às minha raízes ancestrais, à antiga quinta cerealífera de Santa Maria, onde nasceu o meu pai, Manuel da Quinta e todos os seus irmãos e irmãs, com o mesmo apelido e que dantes pertenceu ao termo de Chãs, mas que, desde a década 70, foi vendida a Ramos Pinto, anexada ao termo de Muxagata e passada ao cultivo exclusivo de vinha, cujas colheitas são ecoadas pela minha aldeia, através de um dos mais maravilhosos cenários de vinhas, olivais, amendoais e figueiras carregadas de figos, por uma calçada à portuguesa de cerca de 6 Km.
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Na verdade, já por estas encostas, debruçadas sobre a margem esquerda do Vale do Côa, com as de Castelo Melhor, de fronte na outra margem, se colhem saborosos cachos de uvas , que depois são transportados para a Quinta dos Bons Ares, onde vão fermentar para deliciosos vinhos generosos ou vinhos de mesa

Mas também a beleza do cenário que liga esta quinta a Muxagata, ao caminho parcialmente usado para a visita do tesouro paleolítico às gravuras dos Piscos, não fica atrás, com a sua singularidade e especial encanto. - À freguesia onde nasceu a minha avó Maria Morgado e as suas irmãs.

Os viticultores queixam-se de que as uvas estão a ser pagas abaixo dos custos de produção, enquanto os encargos com a atividade continuam a aumentar.

Por esse motivo, vão voltar a manifestar-se para exigir ao Governo medidas concretas que garantam a sustentabilidade económica da viticultura duriense.

No ano passado, a quebra da produção acabou por contribuir para o escoamento das uvas produzidas na região. O que levou o IVDP a autorizar uma produção de 76 mil pipas este ano; um aumento de mil pipas relativo ao ano de 2025.

Viticultores do Douro exigem concretização imediata de medidas para escoamento das uvas a preços justos e sem medidas que assegurem o futuro da Região Demarcada do Douro. Gastam-se milhares de euros em festarolas e despreza-se agricultura

Foz Côa é mais do que gravuras: é também a terra de quem a trabalha. Tal como sublinha O Prof.. Olímpio Sobral, as gravuras rupestres são, sem dúvida, um motivo de orgulho, trouxeram projeção, visitantes e criaram algumas oportunidades de emprego, para alguns. Mas Foz Côa não pode ser vista apenas como um destino turístico ou como uma paisagem de pedra gravada há milhares de anos.

Foz Côa é também a terra de homens e mulheres que, geração após geração, cuidaram das suas vinhas, dos deus amendoais, dos seus olivais e das suas terras. São os pequenos viticultores que mantêm viva uma identidade agrícola única, mas que hoje enfrentam dificuldades cada vez maiores para sobreviver.

Enquanto se celebra o património que trouxe reconhecimento internacional ao concelho, muitos produtores locais sentem que o seu próprio trabalho permanece esquecido. O preço pago pela uva, os custos de produção, a burocracia, as dificuldades de comercialização e a falta de renovação geracional tornam cada vez mais difícil continuar a cultivar a terra.

A paisagem que encanta quem visita Foz Côa não nasceu apenas das gravuras. Foi também moldada pelo esforço dos agricultores, pelo trabalho das famílias que construíram socalcos, trataram das vinhas e preservaram um território que hoje todos valorizam.

O Alto Douro conhecido principalmente pela produção de vinho do Porto e pela sua paisagem classificada como Património Mundial da UNESCO engloba concelhos das sub-regiões do Douro Vinhateiro, Douro Superior e parte do Trás-os-Montes:

Murça Sabrosa Santa Marta de Penaguião Peso da Régua Mesão Frio Carrazeda de Ansiães Torre de Moncorvo Freixo de Espada à Cinta Vila Nova de Foz Côa Armamar Lamego Tabuaço


O Alto Douro é uma região de enorme valor cultural, histórico e económico, sendo um dos territórios mais emblemáticos de Portugal.

Historicamente, o comércio do vinho do Porto esteve fortemente associado a empresas britânicas. No século XVII, mercadores ingleses começaram a importar grandes quantidades desse vinho, e o Tratado de Methuen, em 1703, fortaleceu ainda mais essa relação comercial. Empresas britânicas como a Croft, fundada em 1588 ( Por meados do século XVII, a firma Thompson’s tinha começado a importação de tecido para Portugal. Desde a assinatura do Tratado de Windsor em 1386, que Inglaterra e Portugal tinham sido parceiros comerciais muito próximo