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terça-feira, 14 de julho de 2026

Vidência, ocultismo, magia, encantamentos, telepatia e transparência- O esoterismo mais de que um conceito ou pensamento filosófico é uma maneira de agir e dar sentido à vida.


Vidência, ocultismo, magia, encantamentos, telepatia e transparência. Peregrino da luz me confesso, aqui onde o silêncio se perde no alto das graníticas fragas, Minha pose ou postura exibida, não é mera ficção ou fingimento, mas simplesmente, uma maneira de poder conviver e partilhar com a harmonia, energia e  tranquilidade da Mãe-Natureza e de modo diferente. .O esoterismo - mais de que um conceito filosófico ou doutrinário -  é uma maneira de agir e dar sentido à vida



Sou daqueles que, cedo desiludidos dos templos e dos sacrários construídos por mãos profanas,  decidiriam voltar-se para a Mãe-Natureza, ao coração da Terra, à luz que emana da abóbada celeste no coração do dia ou no coração das trevas, contemplar a Lua, as estrelas, os mares que são o azul reflectido dos céus e a origem de todas as espécies , admirar os astros longínquos que irradiam claridade e nos iluminam, são a razão e o sentido da vida, e, por conseguinte, sou dos que aprenderam, desde criança, a ver na beleza dessas imagens a verdadeira presença divina, tornando-se nos seus legítimos apóstolos ou na genuína representação desses deuses, em si próprios.


Recebi educação católica, foram esses os meus primeiros passos. E até andei dois meses no seminário, em Mogofores, até que fui expulso, devido a uma bebedeira de medronhos e quando, em confissão, revelei os rituais que praticara em criança. 
Admiro Cristo como Homem mas não o imagino um Deus Absoluto. Ou um Seu Enviado à Terra. Filhos de Universo e de um Deus Maior somos todos nós. São os oceanos, os continentes, todos os seus vivos e corpos aparentemente inertes. É, no fim de contas, aquilo a que, no meu modesto ponto de vista, resumo como sendo a Inteligência Universal.


A oportunidade de poder exibir ou desenvolver a inata e adquirida mediunidade, radiestesia, a telepatia,
faculdades com que me deparei desde meus dias de criança., quando por aqui
saltitava de fraga em fraga atrás do rebanho das ovelhas, sempre que minha mãe
me mandava a levar a marmita do almoço ao pastor José Rebaldo
Mas, nesses dias, por alguns destes pastos alcantinados, não era o José Júlio, mas seu pai

.
Num tempo em que nos ensinavam na catequese
as histórias dos três pastorinhos, em Fátima, que se dizia testemunharem o
aparecimento de uma imagem angélica e sobrenatural e de rosto virtuoso e
feminino Razão pela qual, acreditando que pudesse poder vir a desfrutar desse
espantoso milagre, frequentemente me ajoelhava por detrás de certas pedras, que
se me aparentavam com figuras místicas ou então, me debruçava, de mãos postas e
unidas, orando e cantando as orações, que lá me eram ensinadas, sim, postado à
frente de imagens de barro, que eu próprio fazia junto ao ribeiro da Quinta do
Muro, nos Areais, sobranceira ao maravilhoso Vale da Ribeira Centeeira, onde
meus pais eram caseiros


Faculdades essas, então desenvolvidas, que,
ao longo da minha vida, me têm permitido, por várias vezes, não só me acautelar
dos perigos, tanto em aventuras a Terra como no mar, sim, como recordar bem o
passado mais antigo e ancestral.
Razão pela  qual, ao poder incorporar e encarnar o papel
de vidente, por vezes, poder até adivinhar o futuro e os momentos do presente:
- pronunciando simplesmente esta expressão purificadora e terapêutica : “Vida
do Universo! Força Criadora! Me liberte dos maus encontros e maus fluidos! E me
conduza por bons caminhos, livre de perigos, com plena tranquilidade e
harmonia.






Pois, tal como é reconhecido, .os homens
primitivos cultivavam faculdades que lhe permitam desenvolver inteligentemente
instintos perdidos ou já esquecidos; a clarividência ou vidência extralúcida
que lhe permitiam interpretar pelo subconsciente os acontecimentos benéficos ou
nefastos à liberdade da sua existência.

Sim, porque, o verdadeiro milagre da vida
humana, não é tanto o de poder navegar pelos mares, onde, aliás, já me perdi
mas sobrevivi ao longo de 38 dias e noites a fio ou de aprender a voar pelos
ares dos grandes espaços . É saber caminhar e dar passos seguros em pontos da
terra que nos possam conduzir ou encaminhar à senda da mais positiva,
purificadora e pacifica espiritualidade .




Peregrino da luz me confesso, herdeiro de
intuição mística e poética! De todo rendido, desde criança, também aos
ensinamentos aprendidos em noturnos rituais de uma irmandade Wicca, no Solar do
Vale-Cheinho, arredores da minha aldeia, especialmente, com a interpretação dos
sonhos, a sabedoria de enfrentar os riscos e os maravilhosos prodígios da
intuição e da levitação .- Ou de afastar e expurgar pragas, maus olhados e
Sei por experiência que a sua voz interna
nunca nos engana. Pois só a sua linguagem subtil ou clamorosa nos encaminhará
para o amago da nossa mais recuada ancestralidade e existência

                                        Jorge Trabulo Marques - Peregrino da Luz




25ª DIA
25ª DIA "Sinto-me muito cansado, cheio de sede.  
Estou sem água das chuvas..  
Mas vai-se aguentando com paciência...  Vai-se aguentando!..."

(...)Sim,  leve e doce é  o silêncio neste dia de calma!...
Todavia,  grande é a dor e o tormento,
nestas longas horas solitárias!...
Nestes longos momentos de  ausência
e de infinito cansaço da minha alma!..



Se ao  menos, em todos os pontos do imenso círculo,
 que se estende a perder vista à minha volta
se escancarassem  todas as janelas do mundo?!...
Se abrissem todas as portas dos recantos da Terra?!...
- Para que eu, de tão longe, pudesse  ver- vos....
 – ó remota e tranquila  aldeia donde  nasci!... –
alcandorada e de asas abertas, como ave branquinha,
pousada  nas graníticas  quebradas
do longínquo planalto!...

– Oh, como eu gostaria  de te  ver e que tu me visses
 também a mim, com os teus próprios olhos,  sempre abertos
 à Terra inteira  e perpétuamente voltados
 ao  imenso Universo!!..

- Sim, estou arredado de tudo!... Ninguém  sabe onde estou!...
Ainda se ao menos pudesses imaginar  o caminho por onde eu ando
- ó amável saudade! -  ou pudesses adivinhar  o errático destino
que eu trilho e para aonde eu vou?!... – Oh, acredita!..
 Já me sentiria  muito  feliz!...Mesmo que algum tornado
me fizesse  desaparecer no meio do seu torvelinho!!.. 
– oh, testemunho querido do meu berço!
-  Tenho a certeza  que, nesse crucial  momento,
eu  não estaria tão sozinho!. Creio que os vossos olhos
estariam tão turvos de sal e  rasos do mar como os meus!...


(...)Descansa coração, angustiado!... Descansa!..
Sê paciente, acalma-te!... Não desesperes!...
Afinal não é isto o que tu procuras?
Não é isto o que tu queres?!...
Não foi esta a missão a que te impuseste?!...
- Transcende-te e ultrapassa os limites do impossível!
Não é este o teu sonho?!.. Oh, sim... aproxima
as tuas batidas  com as do coração dos anjos
e, tal como eles, torna-te invisível!...
-Eu sei... Eu sei!...coração amigo!...
No fundo é o que tu desejas... e  tens conseguido!...
Sim, não vês que o vínculo que há em ti
entre o passado e o presente
é o mesmo que a distância
que vai agora de ti ao futuro?
...inexistente!...

domingo, 12 de julho de 2026

51º aniversário de São Tomé e Príncipe De Parabéns! Há 51 anos nascia uma nação e um tempo novo – Meus votos de que este dia seja coroado de algria e possa trazer as melhores prosporidades ao povo pacifico e hospitaleiro das Ilhas Verdes do Equador

Jorge Trabulo Marques - Jornalista

51º aniversário de São Tomé e Príncipe De Parabéns!  Há 51 anos  nascia  uma  nação e um tempo novo  – Meus votos de que este dia seja coroado de algria e possa trazer as melhores prosporidades  ao povo pacifico e hospitaleiro das Ilhas Verdes do Equador 

Em 12 de julho de 1975, nascia uma nova nação no coração do Golfo da Guiné. Sobre duas pequenas ilhas de origem vulcânica, moldadas pelo Atlântico e cobertas por uma das mais extraordinárias florestas tropicais do planeta, erguia-se um país chamado São Tomé e Príncipe. Depois de séculos de colonização, um povo inteiro via abrir-se, pela primeira vez, a possibilidade de decidir o seu próprio destino.

O Movimento de Libertação de S. Tomé e Príncipe e o Governo Português acordam em que a independência de S. Tomé e Príncipe seja proclamada em 12 de julho de 1975 e o ato da declaração oficial da independência do Estado de S. Tomé e Príncipe coincidirá com o da investidura dos representantes eleitos do povo de S. Tomé e Príncipe e terá lugar na cidade de S. Tomé, com a presença ou a representação do Presidente da República Portuguesa, para o efeito da assinatura do instrumento solene da transferência total e definitiva da soberania

UM BRINDE A S. TOMÉ E PRÍNCIPE
Presidente Carlos Vila Nova - Quer pacificar a política no seu país - Prometeu unir mais o povo de que dividi-lo . E, pelos vistos, é o que tem procurado fazer depois de ter demitido, Patrice Trovoada. Um conflituoso PM, nascido no Gabão, apontado como autor de sucessivas encenações golpistas do Estado para mandar derrubar e matar adversários políticos e se perpetuar no poder



Pese algumas contrariedades, desilusões ou erros cometidos pelos seus governantes, a generalidade dos santomenses (naturalmente, que incluindo os habitantes da irmã ilha do Príncipe) continuam a fazer do seu 12 de Julho o dia da Grande Festa - Vivido sem constrangimentos ou hesitações, Vivido da forma mais exuberante, porque, esse mesmo Povo, continua também a acreditar que não há dinheiro algum que pague a liberdade, que é, no fundo, a concretização do sonho libertador do 25 de Abril, transformado em liberdade

– O mesmo sonho que libertou o Povo Português do jugo de uma prolongada ditadura de cariz colonial e fascista . – Permitindo que a democracia fosse instaurada e que as suas antigas colónias – neste caso, duas pequenas ilhas, colonizadas ao longo de 500 anos, pudessem ascender à sua independência e comandar os seus próprios destino


Nas comemorações do dia 12 de Julho, em 2015, tive a honra e o prazer de me associar

Manuel Pinto da Costa, cofundador da nacionalidade santomense, o 1º Presidente de STP, afirmava nas cerimónias da Praça da Independência, - 

-Manuel Pinto da Costa - "O mundo mudou e São Tomé e Príncipe soube acompanhar essa mudança e ser pioneiro em África na transição pacífica e tranquila do monopartidarismo"  
Uma das distintas figuras,  com quem tive a honra e a grata satisfação  de dialogar, antes da independência de S. Tomé e Príncipe e de quem, com igual simpatia e cordialidade, me despedi ao deixar esta maravilhosa Ilha para tentar a travessia oceânica, numa frágil piroga, de S. Tomé ao Brasil 

Manuel Pinto da Costa  -Presidente do seu país, de 1975 até 1991 e de 2011 até 2016. - Licenciado em Economia pela Universidade de Berlim-Leste, onde também se doutorou

O cofundador da Nacionalidade Santomense, continua  acreditar  nas potencialidades do seu pais - Reconhece que “São Tomé e Principe tem um enorme desafio,  de um pais no Golfo da Guiné, potencialmente rico , com muitas possibilidades!... Não tem que ter necessariamente petróleo!..Temos uma situação geográfica invejável  no mundo de hoje" - . Palavras da honrosa entrevista que me concedeu, na sua residência. em Maio de 2019



Eu não tenho ambições de liderar nada mas estou disponível a dar o meu contributo naquilo em que possa ser útil. - Primeira parte de uma interessante  e honrosa entrevista que, 
Manuel Pinto da Costa, me concedeu, aquando da minha deslocação a São Tomé,  a convite da Associação de jornalistas de STP, para a participar  no  Dia Mundial da Liberdade de Imprensa, em 3 de Maio de 2019 .  
https://canoasdomar.blogspot.com/2020/06/manuel-pinto-da-costa-o-ex-presidente.html


JORNALISMO PROFISSÃO DE ALTO RISCO  EM SÃO TOMÉ E PRÍNCIPE - NO SALAZARISMO  
Os Jornalistas são os primeiros a exporem-se aos perigos e a  sofrerem a ira da intolerância e ódio popular, os bodes-expiatórios das guerras e conflitos . Em S. Tomé, certos colonos, só não me lincharam, talvez por milagre, tendo sido forçado  abandonar a Ilha de canoa  de S. Tomé para a Nigéria, ao longo de 13 dias - Claro que  não foi da população nativa que partiram as agressões e ameaças. Aliás, foi no seio desta que eu fui protegido 


Muitos foram os meus artigos censurados,  devolvidos ao autor, mesmo tendo em conta as loas que obrigatoriamente tinha de   dedicar à propaganda colonial, pois de outro modo era impensável escrever uma linha. Contudo, nem assim logrei captar a confiança do regime ditatorial, ao ponto de me ter sido instaurado um inquérito, que obstou a minha admissão nos quadros do então Emissor Regional de STP, da EN, onde trabalhava como ténico-operador, devido a um artigo por mim publicado na revista Semana Ilustrada.  

Tenho ainda o documento dessa iníquia represália. Cheguei a São Tomé, tal como saí: sem nada nos bolsos.Todavia, possuidor de uma experiência de vida, que não há dinheiro algum que ma pague

sexta-feira, 10 de julho de 2026

S.Tomé e Principe, em festa 11 e 12 O arquipélago das Ilhas Verdes do Equador, tornou-se independente em 12 de julho de 1975


Jorge Trabulo Marques - Jornalista 

S.Tomé e Principe, em festa 11 e 12.Comemora  os 51 anos de independência - O arquipélago das Ilhas Verdes do Equador, tornou-se independente  em 12 de julho de 1975, sob a bandeira do Movimento de Libertação de São Tomé e Príncipe (MLSTP), após 505 anos sob domínio português.


DESCOBERTAS DAS DUAS ILHAS - No reinado de Afonso V são descobertas duas ilhas de rochas vulcânicas por João de Santarém e Pêro Escobar.

A lha de S. Tomé, assim denominada por ter sido achada no dia 21 de Dezembro de 1470, dia do apóstolo S. Tomé - No mês seguinte, em 17 de Janeiro de 1471, é descoberta a ilha a que denominaram como "Ilha de Santo Antão". Visando incentivar o seu povoamento, em 1502 tornou-se uma donataria, denominada como "Ilha do Príncipe", sendo-lhe introduzida a cultura da cana-de-açúcar.
Fora nomeada ilha do Príncipe por D. João II de Portugal. O rei tanto adorava o seu único filho e herdeiro Afonso, Príncipe de Portugal (1475) que, em sua homenagem, designou como "Príncipe" a ilha mais pequena do arquipélago de São Tomé e Príncipe. Em 1573 a donataria reverteu à posse da Coroa Portuguesa.

Se a descoberta ainda foi feita no reinado de D. Afonso V, o povoamento começou já com D. João II no trono de Portugal, que ali introduziu também o sistema das capitanias. Os donatários das ilhas e vassalos do rei levaram grupos de povoadores constituídos por filhos de judeus, artificies, alguns fidalgos, degredados e escravos negros, importados do continente africano, os únicos que conseguiam adaptar-se ao clima equatorial, húmido e quente. As doenças tropicais dizimaram grande parte dos primeiros colonos.

Com a introdução do cultivo da cana-de-açúcar, a criação de gado e o comércio de escravos, S. Tomé prospera rapidamente tornando-se, no século XVI, o maior exportador de açúcar em África. Alvo de constantes ataques dos navios corsários de franceses e de holandeses, o arquipélago, pela sua posição geográfica, transforma-se num ponto de escala na rota marítima para a Índia e na rota do trafico de escravos entre o continente africano e o Brasil.

"O tchiloli baseia-se num texto escrito por volta de 1540 por Baltazar Dias, um dramaturgo cego, madeirense da escola de Gil Vicente (1465-1536).      Danço- Congo - Dança dramática representada em São Tomé e Príncipe tem uma     origem e surgimento desconhecidos – “é provável que, ao contrário de várias outras manifestações culturais santomenses, não tenha sido trazida de fora ou visivelmente influenciada pelas outras culturas, mas sim, criada pelos ilhéus.” Com o seu caráter original e “foco nos movimentos e falas, nas piadas de bobos, no ritmo dos tambores”,

Danço- Congo - Dança dramática representada em São Tomé e Príncipe tem uma origem e surgimento desconhecidos – “é provável que, ao contrário de várias outras manifestações culturais santomenses, não tenha sido trazida de fora ou visivelmente influenciada pelas outras culturas, mas sim, criada pelos ilhéus.” Com o seu caráter original e “foco nos movimentos e falas, nas piadas de bobos, no ritmo dos tambores”,   "

11 de Julho de 2015 

Meus Parabéns e votos para que sejam vividos momentos felizes e ultrapassadas as crispações partidárias em prol do futuro do pacífico e bom povo são-tomense








NACIONALIZAÇÃO DA ROÇAS

José Freet Lau Chong – As pessoas pensavam que éramos malucos. Mas naquela altura não havia outra saída

António Tomaz Medeiros – “Os santomenses eram bons funcionários, bons escriturários”, mas não tinham experiência nenhuma das roças”
“Vivi com alegria e mágoa: alegria porque, no fundo, era o que eu queria. Mágoa, por não poder estar presente.




40 anos depois da independência - José Freet Lau Chong – “O Resultado poderia ser melhor”  - O então Ministro da Informação, Justiça e Trabalho, e comissário Político, confessa-se um pouco desiludido, com algum individualismo e egoísmo, dos novos tempos; diz que “as pessoas já não se interessam pelo bem-estar do próximo. Quanto ao passado,  reconhece que se cometeram alguns erros, nomeadamente no plano do desenvolvimento económico, e aponta as razões: porque “não tínhamos experiência, dentro da governação, não tínhamos quadros competentes; - por exemplo no domínio da agricultura.  Apesar tudo, houve progressos: primeiro, porque ficámos livres, porque podemos falar e resolver os nossos problemas. E, segundo, porque, no plano da educação e formação de quadros, também se fez muita coisa.




José Freet - Em Novembro de 2014 - Junto à sua casa para lhe oferecer a cópia da mensagem que me salvou de ser enforcado na famigerada cadeia Black Beach 





"MENSAGEM DO POVO DA REPÚBLICA DEMOCRÁTICA DE SÃO TOMÉ E PRÍNCIPE, PARA O POVO BRASILEIRO" - Que não chegou ao destino  mas continua perfeitamente actualizada.


Em meados de Outubro,  pouco tempo   depois da Independência e após a escalada do Pico Cão Grande, deixaria São Tomé a bordo do pesqueiro Hornet para ser largado numa piroga na Ilha de Ano Bom, 180 Km a sul da linha do Equador, a fim de tentar a travessia atlântica - com uma mensagem redigida por José Fret Lau Chong que então desempenhava as funções de ministro da Informação, Justiça e Trabalho – cargo que ocupou entre 1975 e 1976 – a qual dizia, entre outras palavras, o seguinte: "Salientamos o espírito aventureiro que preside à iniciativa do Camarada  Jorge Marques, que, depois de uma viagem experimental , e bem sucedida de S. Tomé à Nigéria, também de canoa, propõem-se avançar, desta feita, mais significativamente, programando o percurso S. Tomé- Brasil."

"A recente independência  nacional de S. Tomé e Príncipe, e a consequente libertação do nosso povo do domínio colonial português, reforça a afinidade dum passado histórico comum com o Povo Brasileiro, e daí, a razão de ser de uma irmandade que importa  reviver, sempre que possível, para se reforçar. 

Assim, aproveitando a travessia  atlântica do camarada Jorge Trabulo Marques, que servindo-se de uma simples canoa, vai percorrer  o mar, de S. Tomé ao Brasil, evocando a rota por que, na era retrógrada, os escravos eram conduzidos  para as plantações  da cana do açúcar, o povo de S. Tomé e Príncipe, representado pela sua vanguarda revolucionária,  o MOVIMENTO DE LIBERTAÇÃO DE SÃO TOMÉ E PRÍNCIPE (MLSTP), saúda fraternal e calorosamente, o povo irmão do Brasil" - Excerto

Não lograria  atravessar o oceano Atlântico, acabando, porém, por viver uma das maiores provações da minha vida - tanto no mar como em Terra - Após 38 dias à deriva, desde Ano Bom a Bioko (ex-Fernando Pó), onde fui encarcerado na famigerada prisão black Beach, por suspeita de espionagem e dali entrar vivo mas sair cadáver. O que só não sucedeu, graças à mensagem do MLSTP, dedicada ao Povo Brasileiro, que esperava ler quando alcançasse a maravilhosa terra do maior país de expressão portuguesa. - Mais pormenores em bioko à vista - ilha do “diabo”