Jorge Trabulo Marques - Jornalista, fotojornalista, investigador e coordenador dos eventos, desde 2002
Equinócio do Outono 23-09-2023- A celebrar nos Templos-do-sol, em Chãs, de Foz Côa, às 08 horas em cujos amplos e purificadores espaços, Fernando Assis Pacheco - Poeta e Jornalista - abriu seus braços um mês antes de partir para eternidade.
Foi em Outubro de 1995. Estava-se em plena polémica das gravuras. Encontrei-o a meio da tarde desse dia, em Foz Côa, e já de regresso do Vale do Côa, para onde fora destacado, em reportagem, pela revista Visão.
Embora visivelmente cansado da jornada, saudou-me com um ar de muita satisfação e alegria, parecendo não dar por perdido o esforço da sua missão, cujo contentamento acentuou ainda mais quando me perguntou se eu era daqui. Respondi-lhe que era natural de uma aldeia que também tinha bonitas gravuras, no seu termo, as da Quinta da Barca, junto ao Côa, e uma fragas muito curiosas, nas proximidades, que gostaria que visitasse.
-Mais tarde, em 2001, quando ali descobri os alinhamentos solares com o nascer e pôr-do-sol, no ciclo das estações do ano, batizei a dita pedra de Pedra dos Poetas, elegendo o caprichoso altar como um local de peregrinação e evocação poética, tendo passado ali a ler poemas alusivos ao sol e às estações do ano ou ao espírito sensível dos inspirados pela Natureza ou pelas Musas
Fernando Assis Pacheco nasceu em Coimbra, 1 de fevereiro de 1937, cidade onde se licenciou em Filologia Germânica e onde viveu até iniciar o serviço militar, em 1961. Na juventude, foi ator de teatro
A celebração principal vai decorrer no santuário rupestre da Pedra da Cabeleira - Espelho solar de Hórus - A lembrar o antigo símbolo da mitologia egípcia, que a lenda cristã batizou de Pedra da Cabeleira de Nª Sra, como tendo ali deixado os cabelos gravados, na gravura escura existentes, quando ali se abrigou na sua fuga para o Egito
A próxima celebração do Equinócio do Outono, é dia 23, com momentos poéticos e evocação à memória do Dr José Azeredo Perdigão, 37 anos na presidência da Fundação Gulbenkian, bem como de sua esposa Madalena Maria Madalena de Azeredo Perdigão, outro rosto, Criativo, Dinamizador, Tutelar e Mítico da Gulbenkian - Uma das maiores e mais importantes fundações da Europa e do mundo
A voz de José Azeredo Perdigão - Tributo à sua memória do jornalista que o entrevistou e o que vai recordar na celebração do equinócio do Outono, dia 23 do corrente, às 08 horas, num dos alinhamentos sagrados dos templos-do-sol, em chãs, de V. N. de foz Côa. quatro dias depois de passarem 130 anos do seu nascimento
Fundação Gulbenkian - Azeredo Perdigão – 1896-1993 Recordando a voz e o homem na 1ª pessoa –“Administração da Fundação Gulbenkian, absorve-me toda a minha atividade... Hoje a minha vida é esta cadeira, onde estou sentado” - “Eu não sou velho, sou antigo!... Que é uma coisa diferente.
Associe-se à maravilha do Olho de Hórus no Equin
CASTRO DO CURRAL DA PEDRA - Que se ergue nas proximidades, poderá ter-se chamado a povoação de Izeda - Nome porventura derivado deÍsis (ou Isidis, na sua forma latina) tida originalmente como a deusa da maternidade, da magia, da cura e da proteção.
É recordado por Joaquim Trabulo, filho do irmão de minha mãe, Acácio Trabulo, no seu livro"Por Veredas do Vale do Côa - Roteiros de Chãs, acerca da origem da chamada Pedra da Cabeira de Nª Sra, cuja gruta em forma de semiarco é atravessada pelos raios solares do nascer do sol no 1º dia dos Equinócios do Outono e da Primavera, " que o lugar do santuário rupestre parece conter uma certa magia e um certo segredo! (...)
"Sabemos que no antigo Egipto do concelho de Longroiva, que abrangia esta zona até ao Côa, existiu uma povoação chamada Izeda. Nas inquirições de D. Dinis, a descrição do julgado de Longroiva diz o seguinte: "Dizem as testemunhas de Longronha e Muxagata e Izeda e outros lugares que o herdamento do Temple tragem tudo por honra" (...) Ora, Pinho Leal, no seu dicionário Corográfico, diz que "Ized"a (...) também pode ser derivada de Isidis e cujo culto se propagou por quase todo o mundo, sendo também adoptado pelos Suevos"
Isis chegou a ser considerada no mundo romano a imagem da deusa universal; e em sua honra celebraram-se mistérios iniciáticos e grandes festas públicas. Para os egípcios era a deusa da fertilidade e os gregos compararam-na a Frodite, a protetora do amor. Isis casou com Osiris, seu irmã, tendo resultado desse casamento um filho - Hórus, o terceiro membro da trindade egípcia."
O maciço dos Tambores, a curta distância da aldeia de Chãs, de Vila Nova de Foz Côa, uma vez mais vai ser o cenário evocativo para assinalar a celebração do Equinócio do Outono Em cerimónia simples, mas de expressivo simbolismo, pendor místico e histórico, frente ao portal do antigo altar sacrificial do santuário rupestre, conhecido por Pedra da Cabeleira de Nossa Senhora, com belos momentos de poesia, bem-dizendo e festejando os dias da estação mais nostálgica do ano. Justamente, no dia em que, a luz se reparte com a das trevas, em que o dia e noite, tem aproximadamente a mesma duração de 12 horas, o que só sucede, e durante todo o ano, na linha do Equador
Esta é a estação marcada por migrações de animais e pelas colheitas e o cair da folha de muitas árvores, recebemo-la hoje no recinto amuralhado do Santuário Sacrificial da Pedra da Cabeleira, localizado numa zona castreja em Chãs, concelho de Vila Nova de Foz Côa.
O enorme penedo está orientado no sentido nascente-poente e possui uma gruta em forma de semi-arco, com cerca da 4,5 metros de comprimento, que é iluminada no seu eixo no momento em que o Sol se ergue no horizonte, proporcionando uma imagem invulgar
Castro do Curral da Pedra
Está situado no lugar de Quebradas-Tambores, num rochoso planalto sobre o Vale da Ribeira de Piscos, em cujo curso se situam alguns dos principais núcleos de gravuras rupestres classificados como Património da Humanidade. Mas o fenómeno poderá começar a ser visto de véspera, a 21, Domingo – Oportunidade excelente para principiar bem um santo dia. Num local agreste mas encantador - Longe do habitual bulício urbano, em perfeita comunhão com a Natureza e com os olhos postos numa das mais belas imagens solares!!
Alcandorado na vertente do afloramento granítico, e num ponto predominante, existe ainda um outro calendário pré-histórico, conhecido pela Pedra do Sol, apontado ao pôr-do-sol do dia maior do ano. onde decorrem as celebrações do Solstício do Verão, já consideradas como o Stonehenge português.
A primeira referência ao Santuário Rupestre da Pedra da Cabeleira de Nossa Senhora. foi feita por Adriano Vasco Rodrigues, no seu estudo publicado em 1982, sobre a História Remota de Meda., que o classificou como local de culto ou de sacrifícios.
“O MAR DA MINHA TERRA É DE GRANITO” – Diz o poeta, escritor, dramaturgo, jornalista e advogado, Manuel Daniel, natural de Meda, mas que , depois de ter peregrinado por várias partes do pais, dedicado à causa pública, em Pombal, S. João da Pesqueira, Reguengos de Monsaraz, Guarda, nas tesourarias e repartições de Finanças, acabaria por se fixar em Vila Nova de Foz Côa, a cuja cidade se entregaria com grande amor e paixão, como se fosse terra sua, tendo aqui exercido, a par do trabalho da advocacia e do jornalismo e de um intenso gosto pela literatura, que desde bem cedo cultivou, com vários livros publicados nos diferentes géneros literários.
Pedro Daniel - filho de Manuel Daniel
MANUEL DANIEL - HOJE OS OLHOS DO POETA JÁ NÃO PODEM CONTEMPLAR A LUZ DO DIA - ESTÁ COMPLETAMENTE CEGO - Mas nós não o esquecemos de, uma vez mais, ali lermos, com muito gosto, versos de sua autoria, justamente no pequeno altar dos poetas, onde, no solstício de Junho de 2011, ali ergueu a sua voz para se associar à evocação do poeta Fernando Assis Pacheco
Jorge Trabulo Marques - Jornalista - Organizador das celebrações nos alinhamentos sagrados desde 2002
A próxima celebração do Equinócio do Outono, é dia 23, com momentos poéticos e evocação à memória do Dr José Azeredo Perdigão, 37 anos na presidência da Fundação Gulbenkian, bem como de sua esposa Madalena Maria Madalena de Azeredo Perdigão, outro rosto, Criativo, Dinamizador, Tutelar e Mítico da Gulbenkian - Uma das maiores e mais importantes fundações da Europa e do mundo
A voz de José Azeredo Perdigão - Tributo à sua memória do jornalista que o entrevistou e o que vai recordar na celebração do equinócio do Outono, dia 23 do corrente, às 08 horas, num dos alinhamentos sagrados dos templos-do-sol, em chãs, de V. N. de foz Côa. quatro dias depois de passarem 130 anos do seu nascimento
Fundação Gulbenkian - Azeredo Perdigão – 1896-1993 Recordando a voz e o homem na 1ª pessoa –“Administração da Fundação Gulbenkian, absorve-me toda a minha atividade... Hoje a minha vida é esta cadeira, onde estou sentado” - “Eu não sou velho, sou antigo!... Que é uma coisa diferente.
Associe-se à maravilha do Olho de Hórus no Equinócio do Outono 23-09-2026 às 08 horas. Um dos símbolos mais fascinantes da mitologia egípcia - A contemplar num dos altares dos Templos-do-Sol, arredores da aldeia de Chãs. de V. N. de Foz Côa erguido no Maciço dos Tambores, onde termina a Meseta Ibérica e principia o reino do xisto - A que uma lenda cristã, passou a chamar de Pedra da Cabeleira de Nª Sra, por ali ter deixado os cabelos gravados durante a sua fuga para o Egito
Local mágico, pleno de história e de misticismo, dos tais lugares da terra onde a beleza e o esplendor solar podem repetir-se à mesma hora e com a mesma imagem contemplativa de há vários milénios pelos povos que habitaram a área: longe do habitual bulício urbano, em perfeita comunhão com a Natureza e com os olhos postos numa das mais esplendorosas imagens solares
E, se tocar um instrumento musical, não deixe de o levar para melhor sentir - corporal e espiritualmente - a intrínseca beleza do fenómeno astronómico proporcionado pelo nascer do sol no majestoso alinhamento sagrado. Sim, confiantes de que as condições atmosféricas o permitam: as nuvens não ofusquem os raios solares que atravessam o semiarco da sua gruta marca o início do Outono no Hemisfério Norte.
Este é, pois, um dos alinhamentos sagrados, erguidos nas proximidades, das muralhas de um antigo castro, que se situa no ponto mais proeminente do granítico planalto do maciço dos Tambores e Mancheia, no qual termina a Meseta Ibérica e começa o reino do xisto e se localiza um dos principais núcleos de gravuras rupestres classificados como Património da Humanidade. - O Núcleo de gravuras da Ribeira dos Piscos
Poeta João de Deus – Lido e cantado numa câmara de ressonância pré-histórica Por António Ponces de Carvalho, e de sua esposa Filomena
O Dia dos Milagres” Nos Templos do Sol – de Francisco Moita Flores - Solstício do Verão 2016
O monumental megálito do Olho de Hórus, conhecido por Pedra da Cabeleira de Nª Srª, está orientado no sentido nascente poente, possui uma gruta em forma de semiarco, com cerca da 4,5 metros de comprimento, que é iluminada no seu eixo no momento em que o Sol se ergue no horizonte, proporcionando uma imagem invulgar -Situa-se num pardo ermo de um impressionante afloramento granítico, conhecido por Tambores, numa vasta área de abundantes vestígios pré-históricos, entre os quais avulta o Castro do Curral da Pedra
Poeta Manuel Daniel - Equinócio do Outono 20 21
Antigas civilizações, “entendiam que os locais de poder eram curativos, davam vigor, e geralmente é uma experiência particular. Locais especiais nos ajudam a que possamos reconstruir um momento de plenitude, onde nosso espírito se abre, sentindo abarcar o mundo
Ídolos rochosos que transmitem ciência, saberes e misticismo ancestral perdido ou sensivelmente apegado no tempo, mesmo assim perpetuado em majestosos monumentos megalíticos de Pedra - É o que sucede nos maciços dos Tambores e Mancheia, no termo da freguesia de Chãs, concelho de V. N de Foz Côa,
Artista João Canto e Castro.
Olho de Hórus. Símbolo Sagrado do antigo Egito que significa poder, proteção, cura e regeneração. usado como amuleto para afastar o mau-olhado, energias negativas, inveja e doenças. A que a lenda cristã, passou a dar o nome de Pedra da Cabeleira de Nª Srª: porque: "durante a fuga de Nª Srª para o Egito, ao passar pelo maciço dos Tambores, num acalorado dia de Verão, se teria abrigado por debaixo desta lapinha, deste megalítico, .
E, quando, a Virgem Maria se retirou, que os seus cabelos teriam ficado gravados na rocha, aonde tinha encostado a cabeça " No entanto, para o saudoso Prof. Moisés Espírito Santo, o significado deste símbolo de uma pintura rupestre que ali existe no topo de um nicho à entrada do lado direita deste alinhamento sagrado, teria mesmo o significado de símbolo solar.
Entre outras referências do importante estudo que nos ofereceu, disse: "Visitei o monte dos Tambores para observar o calendário rupestre e dei particular atenção aos nomes dos sítios e das pedras que constituíram o calendário. O que vou expor não consta nos livros de História de Portugal onde notamos uma crassa ignorância e uma verdadeira fobia quanto à cultura dos nossos antepassados lusitanos
E, referindo-se, ao Maciço dos Tambores, sublinhou “Tambores «é o nome do monte onde encontramos o calendário rupestre. Tambores é uma corrupção fonética do vocábulo cananita e hebraico tabor que, literalmente, significa «umbigo» e, metaforicamente, «centro da terra, parte mais elevada da terra, umbigo da terra», quer dizer, um monte sagrado. Jerusalém é classificada de «umbigo da Terra» (Ezequiel 38:12).
Também existiu na Palestina (antiga Fenícia) um monte Tabor onde o Antigo Testamento (Juizes, 9:38, Deuteronómio 33:19) situa um santuário hebraico e sobre o qual Jesus se transfigurou perante alguns discípulos (Mateus 17:1-9). O monte dos Tambores, em Foz-Coa, foi um santuário lusitano/fenício ao Sol, como vamos ver” – Excertos das suas palavras.
Equinócio do Outono 23-09-2026 - Momento em que a Terra é iluminada pelo Sol de igual forma no hemisfério sul como no hemisfério norte - , vai ser celebrado, no próximo dia 23, entre as 08.00 e as 08.30 da manhã, frente ao portal de um antigo santuário rupestre, em Chãs, concelho de V. N de Foz Côa, conhecido por Pedra da Cabeleira de Nossa Senhora, com momentos de música, de poesia e uma cerimónia religiosa alusiva à bênção dos frutos
Se quer reviver a mesma imagem que os nossos ancestrais veneravam, o mesmo esplendor solar contemplado pelos povos, que se abrigavam nas cabanas ou por entre as concavidades das rochas, em estreita convivência com a natureza e conhecedores de muitos dos seus segredos, não deixe de estar presente, entre as O8.OO e O8.3O, dia 23, em mais um acto evocativo, no Monte dos Tambores, onde será assinalada a entrada do Equinócio do Outono.
Não tinham relógios nem calendários, como hoje os temos, mas nem por isso deixavam de saber quando uma estação terminava e outra começava. Erguiam enormes blocos ou aproveitam-se de outros já existentes e adaptavam-nos para as suas observações astronómicas. Fazendo deles, além de verdadeiros monumentos, também os seus locais de culto e de cura. Muitos caíram no esquecimento ou foram destruídos. Porém, outros, ainda subsistem em vários pontos do Globo: o mais famoso é Stonehenge e, em Portugal, os templos do sol, no maciço dos Tambores, aldeia de Chãs, onde são celebrados os ciclos do ano e evocados, tempos idos.
Bispo Emérito de S. Tomé e Príncipe, Dom Manuel dos Santos - Equinócio de Outono 2015
Alinhamento da Pedra Carangueijo ao pôr do sol - Nos Equinócios
São conhecidos por alinhamentos sagrados, remontam ao período megalítico e existem em várias partes do mundo, mas sobretudo na Europa. Sendo o mais famoso o Stonehenge. Muitos destas gigantes estruturas estão em perfeito alinhamento com os corpos celestes, especialmente com os Equinócios e os Solstícios - Perpetuam memórias de verdadeiros calendários astronómicos, que antigas civilizações elegeram como especiais locais de culto – No maciço dos Tambores
Durante a ocupação romana da Península Ibérica (Lusiânia e Galécia), os cultos orientais expandiram-se por todo o império. O culto à deusa egípcia Ísis e a Serápis chegou ao atual território português. Vestígios arqueológicos — como inscrições epigráficas, estatuetas e amuletos descobertos em cidades romanas como Olisipo (Lisboa), Bracara Augusta (Braga) e Scallabis (Santarém) — comprovam que as populações locais integraram divindades egípcias nos seus rituais religiosos diários há dois mil anos.
É recordado por Joaquim Trabulo, filho do irmão de minha mãe, Acácio Trabulo, no seu livro"Por Veredas do Vale do Côa - Roteiros de Chãs, acerca da origem da chamada Pedra da Cabeira de Nª Sra, cuja gruta em forma de semiarco é atravessada pelos raios solares do nascer do sol no 1º dia dos Equinócios do Outono e da Primavera, " que o lugar do santuário rupestre parece conter uma certa magia e um certo segredo! (...)
"Sabemos que no antigo Egipto do concelho de Longroiva, que abrangia esta zona até ao Côa, existiu uma povoação chamada Izeda. Nas inquirições de D. Dinis, a descrição do julgado de Longroiva diz o seguinte: "Dizem as testemunhas de Longronha e Muxagata e Izeda e outros lugares que o herdamento do Temple tragem tudo por honra" (...) Ora, Pinho Leal, no seu dicionário Corográfico, diz que "Ized"a (...) também pode ser derivada de Isidis e cujo culto se propagou por quase todo o mundo, sendo também adoptado pelos Suevos"
Isis chegou a ser considerada no mundo romano a imagem da deusa universal; e em sua honra celebraram-se mistérios iniciáticos e grandes festas públicas. Para os egípcios era a deusa da fertilidade e os gregos compararam-na a Frodite, a protetora do amor. Isis casou com Osiris, seu irmã, tendo resultado desse casamento um filho - Hórus, o terceiro membro da trindade egípcia."
(...) O lugar do Santuário Rupestre da Pedra de Nº Sra, que se ergue sobre uma laje de um recinto circular amurado com 150 metros de perímetro, tendo-lhe sido dado o nome de uma lenda cristã, de que "durante a fuga de Nª Srª para o Egipto, ao passarem pelo maciço dos Tambore, num acalorado dia de Verão, descansaram debaixo dessa lapinha. E, quando, a Virgem Maria se retirou, os seus cabelos ficaram gravados na rocha, aonde tinha encostado a cabeça " -Sim, de uma pintura rupestre que ali existe no topo de um nicho à entrada do lado direita deste alinhamento sagrado.
O primeiro dia do Outono, no maciço dos Tambores, pode ainda ser contemplado junto ao altar que eu batizei de Pedra do Caranguejo, que é de facto a configuração que toma um outro megálito, na mesma área, encimado na laje, cuja base é atravessada pelos raios solares do pôr do sol. Uma das anteriores observações, foi presenciada por um grupo de estudiosos e entusiastas pelos chamados lugares de poder, . António Oliveira, Eng Informático; António Filipe , de Coimbra; Leandro Batista, Terapeuta, Teresa, Engª Geotécnica
LUGARES DE PODER, ENERGIA E PURIFICAÇÃO FÍSICA E ESPIRITUAL
SETE ALINHAMENTOS
Este um dos sete alinhamentos existentes no planalto do Maciço dos Tambores e suas vertentes, , sobranceiro ao maravilhoso e férti vale da Ribeira Centeeira, onde termina a Meseta Ibérica da pedra granítica e principia o reino xisto.
Até à presente data, foram descobertos sete alinhamentos: Pedra da Cabeleireira de Nª Senhora, atravessada pelos raios solares do nascer do sol nos Equinócios; a Pedra do Solstício, alinhada com o pôr do sol do Solstício do Verão; "As Portas do Sol, alinhada com o nascer do sol do Solstício do Inverno e o pôr do sol do Verão; Pedra Phallus Impudicus, alinhada com o nascer do sol do Solstício do Inverno ;a Pedra da Ursa Maior com as sete fossetes, alinhada com os Equinócios e com simbologia ou enquadramento com Ursa Maior e a Pedra Caranguejo, atravessada pelos raios solares do pôr do sol dos equinócios
Não são meras obras da Natureza - Mas ancestral herança dos povos que ali se fixaram e de que ainda persistem abundantes vestígios, quer de utensílios, quer de abrigos como das mais variadíssimos sinais da sua presença-
solstício 2008
De facto, a avaliar pelos vestígios arqueológicos, já estudados, o maciço dos Tambores, é um importantíssimo livro aberto da pré-história: sobranceiro a um dos mais belos e férteis vales da hidrografia do Vale do Côa, ali se refugiaram povos muito antigos, nomeadamente do neolítico, calcolítico, da idade do ferro e do bronze, que, aproveitando os naturais abrigos, as cavernas abertas nos enormes megálitos, as concavidades e grutas dos encastelados afloramentos, ali implantaram os seus acampamentos, valendo-se de grotescas lascas e pedras soltas, de cujas construções ainda prevalecem abundantes vestígios -
Ali sepultaram os seus mortos, cultuaram os seus deuses, ergueram sagrados altares, que tanto podiam servir como locais de culto e de sacrifícios, como de espantosos observatórios astronómicos. - Assim o testemunham os vários alinhamentos sagrados, já descobertos - direcionados com o fim e o inicio de cada estação do ano - Assim o testemunha o olhar maravilhado de todos aqueles que têm assistido às nossas festas e celebrações, junto desses mesmos altares.
Jorge Trabulo Marques - Jornalista e dinamizador cultural
Natália Correia nasceu há 103 anos -Vídeos das suas memórias a dez dias do Equinócio do Outono 23-09-26 nos Templos-do-Sol - Chãs- Foz Côa - E de José Azeredo Perdigão e sua esposa Madalena Maria Madalena de Azeredo Perdigão, de reportagens do dinamizador destes eventos - Jorge Trabulo Marques - Figuras incontornáveis da Fundação Gulbenkian - a homenagear na tradicional celebração, que se aproxima., além da já prestada a Natália Correia e outras figuras da cultura portuguesa
A próxima celebração do Equinócio do Outono, é dia 23, com momentos poéticos e evocação à memória do Dr José Azeredo Perdigão, 37 anos na presidência da Fundação Gulbenkian, bem como de sua esposa Madalena Maria Madalena de Azeredo Perdigão, outro rosto, Criativo, Dinamizador, Tutelar e Mítico da Gulbenkian - Uma das maiores e mais importantes fundações da Europa e do mundo
O Dia dos Milagres” Nos Templos do Sol – de Francisco Moita Flores - Solstício do Verão 2016
Natália Correia (1923–1993) foi uma das mais marcantes escritoras e poetas portuguesas do século XX, destacando-se também como uma figura central da intervenção cívica, cultural e política em Portugal. “Quando estou a escrever um poema é um ato de comunhão com o Universo!!... um ato cósmico!... “ Os meus livros são profundamente espiritualistas" –– Diz a autora do poema “Creio nos Anjos que andam pelo Mundo”
Natália Correia. Nasceu há 103 anos. Recordações de entrevistas e cantares de poesia no Botequim da Liberdade- e da homenagem prestada nos Templos do sol-Chãs-Foz Côa. com a leitura dos seus belos versos -
Natália Correia Escritora e Poeta. Voz lendária em Portugal e Botequim da Liberdade
Recordando apontamentos e entrevistas nas noites de caloroso convivo e de boémia do Botequim da Natália Correia, no Largo da Graça, Lisboa, anos 80 – Naquele espaço, as surpresas da noite já faziam parte do cardápio da casa, do habitual convívio e diversão
Entrevistei, por várias vezes, a Natália Correia, tal como muitas outras figuras públicas - até mesmo Amália Rodrigues - Aqui recordo alguns desses apontamentos que fiz para a RDP-Rádio Comercial, antes de Cavaco Silva a ter oferecido, a preço de saldo aos da sua confiança politica: ao grupo liderado por Carlos Barbosa (ligado ao Correio da Manhã
Fundação Gulbenkian - Instituição privada de utilidade pública, criada em 1956 por disposição testamentária do magnata arménio Calouste Sarkis Gulbenkian. Com sede em Lisboa e delegações em Paris e Londres, reconhecida como uma das maiores e mais importantes fundações da Europa e do mundo
FALEI COM ELA NA NOITE EM QUE FALECEU
Natália Correia, mais que uma figura inigualável, continua a ser uma lenda viva – Quem é que, tendo-a conhecido, hoje esquecerá essa figura? Estive à frente dela na noite em que acabaria por falecer. Aliás, era geralmente junto da sua mesa e do Dórido Guimarães, seu fiel amigo e companheiro de todas as horas, que geralmente me sentava
Vendo com ar tão pálido e algo atormentada, enquanto comia uma pequena refeição, um arroz-bife, perguntei-lhe o que se passava consigo. Respondeu-me, com uma das mãos no peito, que se sentia algo afrontada - Pelo que já não esperou pelo fecho do botequim
De um momento para o outro, e depois de ter-se levantado e ido aos anexos do bar, vejo sair amparada a abandonar o Botequim, ante o espanto das pessoas que ali se encontravam. Vou à rua ver o que se passa. Fiquei com a impressão de que teria ido num táxi para sua casa onde acabaria por falecer. Sim, na madrugada de 16 de Março de 1993, acometida por súbito ataque cardíaco, em
À minha pergunta se acreditava na vida para além da morte, na sequência de um inquérito radiofónico, que estava a fazer, respondeu- me com estes seus versos de “
Natália Correia – Poema “O livro dos Mortos” – Declamando e Cantando
Fundação Gulbenkian - ACARTEEntrevista a Maria Madalena de Azeredo Perdigão 1923 – 89 Memória e Voz de um Rosto, Criativo, Dinamizador, Tutelar e Mítico da Fundação Gulbenkian: Decisivo a nível da sua expansão e do meio artístico português e internacional (Figueira da Foz, 28 de Abril de 1923 – Lisboa, 5 de Dezembro de 1989) “Tenho uma grande satisfação do trabalho que faço!...Dá-me uma grande alegria e é com o maior entusiasmo, que eu o realizo!.. – Declarou-me, um ano antes da sua morte, a propósito da 3ª edição dos ENCONTROS ACARTE -
Maria Madalena de Azeredo Perdigão Voz de um Rosto, Criativo e Mítico da Gulbenkian
Vai também ser recordada, tal como com o seu marido, José deAzeredoPerdigão, na celebração do equinócio do Outono, dia 23, às 08 horas, no alinhamento sagrado, no Maciço dos Tambores, aldeia de Chãs- de V. N. de Foz Côa
A voz de José Azeredo Perdigão - Tributo à sua memória do jornalista que o entrevistou e o que vai recordar na celebração do equinócio do Outono, dia 23 do corrente, às 08 horas, num dos alinhamentos sagrados dos templos-do-sol, em chãs, de V. N. de foz Côa. quatro dias depois de passarem 130 anos do seu nascimento
Fundação Gulbenkian - Azeredo Perdigão – 1896-1993 Recordando a voz e o homem na 1ª pessoa –“Administração da Fundação Gulbenkian, absorve-me toda a minha atividade... Hoje a minha vida é esta cadeira, onde estou sentado” - “Eu não sou velho, sou antigo!... Que é uma coisa diferente.
Este é o único registo sonoro do Dr. Azeredo Perdigão, na entrevista concedida em Agosto de 1991 e que o vai homenagear na celebração do equinócio do Outono, dia 23 do corrente, num dos alinhamentos sagrados dos templos-do-sol, em chãs, de V. N. de foz Côa. ou sejam: quatro dias depois de passarem 130 anos do seu nascimento . A entrevista, que me deu a honra e o prazer de me conceder, ficou a dever-se ao excelente relacionamento que mantinha com o Arquiteto Sommer Ribeiro, que, além de Diretor do Centro de Arte Moderna da Fundação Gulbenkian, ali desempenhava importantes funções.– E porquê este raro privilégio? – Nomeadamente, pelo meu papel na divulgação das atividades culturais
José Henrique de Azeredo Perdigão , nascido a 19 de Setembro de 1896, na Casa do Miradouro, em Viseu – Faleceu em Lisboa, 10 de Setembro de 1993 – O homem que conduziu os destinos da mais importante fundação portuguesa, o advogado e o braço direito do milionário Calouste Gulbenkian, desde que escolheu Portugal para seu retiro, devido à guerra que grassava além dos Pirenéus.
Azeredo Perdigão, exemplo de dedicação e de generosidade: uma vida simples, discreta, mas muito intensa e trabalhosa, longe da comunicação social e também um respeitoso distanciamento dos sucessivos governos que conheceu.
Um homem culto, afável e comunicativo. Aliás, as grandes figuras são generosas e despidas de vaidade. Ele era um desses extraordinários exemplos.
O seu diálogo infundia um prazer especial. É justamente a impressão que ainda hoje tenho, sempre que ouço a entrevista que me deu a hora e o prazer de conceder, parecendo-me que ainda o estou a rever atrás da sua enorme secretária, pejada de dossiers e de papéis. Com uma transbordante jovialidade, rara para a sua idade. Já lá vão uns bons anos.
Jorge Trabulo Marques - Jornalista - Antigo repórter da RDP - Rádio Comercial
Entrevistei-a, no Centro de Arte Moderna, nos finais de Julho ou princípios de Agosto, de 1988, a poucos dias da estreia dos ENCONTROS ACARTE – A entrevista, que conservo nos meu vasto arquivo de memórias de um repórter, destinava-se à 24ª Hora da ex-RDP-Rádio Comercial: - Já lá vão quase três décadas, mas é-me difícil esquecer-me desse honroso e gratificante momento, nomeadamente do seu rosto: pois, ao copiar a cassete de um gravador para a digitalizar em vídeo (sim, e tenho pena da parte que se perdeu), até me parece que esse diálogo, foi registado ontem: revejo a sua espontaneidade, a naturalidade dos seus sorrisos, a força interior do seu ânimo e afabilidade, a prontidão e sinceridade nas suas respostas e até o ambiente das vozes que havia em redor.
"Madalena Perdigão desenvolveu um diversificado trabalho em prol da cultura portuguesa durante o período do Estado Novo e de entrada na democracia e na Comunidade Económica Europeia, tendo sido criadora e Directora do Serviço de Música da Fundação Calouste Gulbenkian durante 17 anos (entre 1958 e 1974), local onde fundou a Orquestra, o Coro e o Ballet Gulbenkian, bem como os prestigiados Festivais Gulbenkian de Música. Ao seu currículo juntam-se a presidência da Comissão Orientadora da Reforma do Conservatório Nacional, entre 1971 e 1974, a direcção do Gabinete Coordenador do Ensino Artístico do Ministério da Educação, de 1978 a 1984, a criação e direcção do Serviço ACARTE, de 1984 a 1989, e a criação do Centro Artístico Infantil da Fundação Gulbenkian, entre outros projectos de relevo. https://run.unl.pt/handle/10362/14576
A SINGULARIDADE E A PAIXÃO DE UM PRESIDENTE -
José Henrique de Azeredo Perdigão , nascido a 19 de Setembro de 1896, na Casa do Miradouro, em Viseu – Faleceu em Lisboa, 10 de Setembro de 1993 – O homem que conduziu os destinos da mais importante fundação portuguesa, o advogado e o braço direito do milionário Calouste Gulbenkian, desde que escolheu Portugal para seu retiro, devido à guerra que grassava além dos Pirenéus.
Azeredo Perdigão, exemplo de dedicação e de generosidade: uma vida simples, discreta, mas muito intensa e trabalhosa, longe da comunicação social e também um respeitoso distanciamento dos sucessivos governos que conheceu.
Um homem culto, afável e comunicativo. Aliás, as grandes figuras são generosas e despidas de vaidade. Ele era um desses extraordinários exemplos.
O seu diálogo infundia um prazer especial. É justamente a impressão que ainda hoje tenho, sempre que ouço a entrevista que me deu a hora e o prazer de conceder, parecendo-me que ainda o estou a rever atrás da sua enorme secretária, pejada de dossiers e de papéis. Com uma transbordante jovialidade, rara para a sua idade. Já lá vão uns bons anos.