Dia da Marinha - 20 de Maio - Tributo a Vasco da Gama e a Álvares Cabral. Entrevistas ao Almirante Max Justo Guedes e Prof. Luía de Albuquerque – Recordando o Comandante Max Justo Guedes – 1927- 2011 - Considerado o “Ícone da História Naval Brasileira e da História da Cartografia”
Descoberta do Brasil - Almirante Max Justo Guedes – “Ícone da História Naval Brasileira e da História da Cartografia” 1927 – 2011 – Disse que, Pedro Álvares Cabral, quando partiu do Tejo, com uma armada para se dirigir à Índia já tinha conhecimento prévio da existência de terras a sul das descobertas por Colombo
O Dia da Marinha Portuguesa celebra-se nesta data em homenagem a Vasco da Gama, o navegador português que a 20 de maio de 1498 chegou à Índia, ligando a Europa e o médio Oriente pelo mar pela primeira vez na história mundial.
"Os Portugueses foram, sem sombra de dúvida. Pioneiros, definiram uma das mais importantes viragens da história da humanidade. o mundo do conhecimento começou então a alargar-se a limites inimagináveis e o da convivência a quebrar fronteiras pra chegar hoje a todo o planeta em que vivemos: as transformações então operadas foram irreversíveis”
Sem incluir as actividades dos Portugueses dessetempo quaisquer excertos duvidososou pouco credíveis, podemos dizer, com orgulhoque cada um por isso queira sentirque eles foram os primeirose, sem dúvida, os principais artífices de tal alteração. E, se quisermos descer ao pormenor , devemos então aludir à evolução da náutica, de uma arte que era para uma técnica, transformação que eles foram capazesde realizar” – Escreve em “DÚVIDAS NA HISTÓRIA DOS DESCOBRIMENTOS PORTUGUESES
Os Descobrimentos Portugueses Contribuíram Para o Conhecimento do Mundo - Diz Luis de Albuquerque - -Nasceu a 6 de Março de 1917, Lisboa – Faleceu em 22 de Janeiro de 1992 - Entrevistei-o dois anos antes da sua morte. .
ENTREVISTA A MAX JUSTO GUEDES - EM 1989 O DESCOBRIMENTO DO BRASIL Pedro Álvares Cabral, quando partiu do Tejo, com uma armada para se dirigir à Índia, torneando o Atlântico Sul, a oeste, ele já tinha conhecimento prévio da existência de terras ao sul das que, Colombo, havia descoberto
Max Guedes, oficial superior da Marinha de Guerra Brasileira prefigura um caso, em nossos tempos já infelizmente pouco vulgar, de atracção de marinheiro pela História da Marinha ou de temas que a ela intimamente se relacionam. O Descobrimento do Brasil, publicado quando era capitão de corveta, é o segundo passo de uma vida dedicada aos estudos históricos
Os Descobrimentos Portugueses Contribuíram Para o Conhecimento do Mundo - Diz Luis de Albuquerque - -Nasceu a 6 de Março de 1917, Lisboa – Faleceu em 22 de Janeiro de 1992 - Entrevistei-o dois anos antes da sua morte.
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Descoberta do Brasil - Almirante Max Justo Guedes – “Ícone da História Naval Brasileira e da História da Cartografia” 1927 – 2011 – Disse que, Pedro Álvares Cabral, quando partiu do Tejo, com uma armada para se dirigir à Índia já tinha conhecimento prévio da existência de terras a sul das descobertas por Colombo
“Na Marinha, dirigiu o setor de Patrimônio Histórico e Cultural, reorganizou e equipou o Serviço de Documentação Geral da Marinha; promoveu a implantação de museus (Museu do Forte da Barra de Santo António – BA; criou os Navios-Museu; Museu da Caravela – Campinas; Espaço Cultural da Marinha – RJ); propôs e coordenou incontáveis colóquios internacionais, preparou edições críticas e publicou coletâneas que são fundamentais para o conhecimento da história brasileira, como por exemplo, os volumes da História Naval Brasileira. – Excerto Nosso Contra-Almirante Max Justo Guedes (1927-2011 .
MAX JUSTO GUEDES - EM 1989 O DESCOBRIMENTO DO BRASIL Pedro Álvares Cabral, quando partiu do Tejo, com uma armada para se dirigir à Índia, torneando o Atlântico Sul, a oeste, ele já tinha conhecimento prévio da existência de terras ao sul das que, Colombo, havia descoberto
Por isso, a descoberta do Brasil, não foi obra do acaso: "ele não ia aventura a descobrir terras: era uma viagem definitiva. Com tudo planejado; a época de saída absolutamente planejada – Defende, Max Justo Guedes, um dos mais notáveis historiadores da cartografia luso-brasileira,autor de mais de meia centena de estudos e ensaios carto-bibliográficos dispersos em inúmeras publicações, numa breve entrevista que, em Outubro de 1989, honrosamente me concedeu para a Rádio Comercial, por ocasião da reedição da obra “O Descobrimento do Brasil” Um estudo baseado, não apenas nas pesquisas que efectuou, como se navegava na época, mas também na sua experiência marítima "A História das Navegações Portuguesas tem pecado por ter sido escrita, por vezes, por quem desconhecia Arte Náutica - dizia Sacadura Cabral (…) por estranhos às «coisas do mar» como eram quase sempre, cronistas e historiadores . Incapazes de se imaginarem a navegando dentro dos navios antigos. Eles fiavam-se nas versões que corriam, contadas por mareantes românticos, que acrescentavam um «ponto» ao seu «conto». - Não é o caso do Comandante Max Justo Guedes Mais pormenores em https://canoasdomar.blogspot.com/2016/03/descoberta-do-brasil-almirante-max.html
Jorge Trabulo Marques - Jornalista e Investigador
O Dia da Marinha Portuguesa celebra-se nesta data em homenagem a Vasco da Gama, o navegador português que a 20 de maio de 1498 chegou à Índia, ligando a Europa e o médio Oriente pelo mar pela primeira vez na história mundial.
"Os Portugueses foram, sem sombra de dúvida. Pioneiros, definiram uma das mais importantes viragens da história da humanidade. o mundo do conhecimento começou então a alargar-se a limites inimagináveis e o da convivência a quebrar fronteiras pra chegar hoje a todo o planeta em que vivemos: as transformações então operadas foram irreversíveis”
Sem incluir as actividades dos Portugueses dessetempo quaisquer excertos duvidososou pouco credíveis, podemos dizer, com orgulhoque cada um por isso queira sentirque eles foram os primeirose, sem dúvida, os principais artífices de tal alteração. E, se quisermos descer ao pormenor , devemos então aludir à evolução da náutica, de uma arte que era para uma técnica, transformação que eles foram capazesde realizar” – Escreve em “DÚVIDAS NA HISTÓRIA DOS DESCOBRIMENTOS PORTUGUESES
Luís de Albuquerque, falou-me da importância da viagem de Vasco da Gama à India, da chegada de Colombo à América, que considera ter sido descoberta por um acaso, visto o objetivo de Espanha, ser o de procurar avia mais fácil e direta de atingir igualmente a Índia, sem ter que descer ao fundo do continente africano,
Tendo então sido nomeado, Presidente do Conselho cientifico das Comemorações dos descobrimos, previstas para 1998, revelou-me algumas das intenções como se previa assinalar tão importante efeméride, que acabaria por decorrerno Parque das Nações, construído propositadamente para dar expressão a esse importantíssimo evento
O dia da Marinha na perspetiva do Poeta Euclides Cavaco
Luís Guilherme Mendonça de Albuquerque. Nasceu em Lisboa, em 06.03.1917. Licenciado em Ciências Matemáticas (1939) e em Engenharia Geográfica (1940) pela Universidade de Lisboa. Ingressa no corpo docente da Faculdade de Ciências da Universidade de Coimbra em 1941, como assistente do 1.º grupo (Análise e Geometria) da 1.ª secção.
Aprovado por unanimidade no concurso para Professor de cadeiras e cursos anexos de Desenho na Faculdade de Ciências (provido em 11.01.1949).
Em 1959/1960 estuda Métodos Estocásticos na Universidade de Göttingen (Alemanha Federal) com uma bolsa do Instituto de Alta Cultura, seguindo os seminários do Professor Konrad Jacobs. No regresso à Faculdade é-lhe entregue a cadeira de Álgebra; virá a ser um dos impulsionadores da mais tarde chamada Escola Portuguesa de Álgebra Linear, que alcança grande prestígio internacional.
Em 1961 surge a Série de Separatas do Agrupamento de Estudos de Cartografia Antiga da Junta de Investigações do Ultramar (JIU), que é inaugurada pela Secção de Lisboa do Agrupamento com um trabalho de Teixeira da Mota, e pela de Coimbra com o seu estudo Os Almanaques Portugueses de Madrid.
Com a publicação de O Livro de Marinharia de André Pires, em 1963, é lançada a Série Memórias da JIU, fruto do trabalho desenvolvido nas duassecções do AECA.
Aprovado no concurso para Professor Catedrático da Faculdade de Ciências da Universidade de Coimbra (9 de julho de 1966).Exerce então as funções de Secretário da Faculdade de Ciências da sua Universidade até 1968, retomando-as no biénio de 1970-72.
Em 25 de Abril de 1968 foi nomeado Professor Catedrático em comissão de serviço na Universidade de Lourenço Marques (Estudos Gerais Universitários de Moçambique), situação em que se manteve até 1970.
Assume a presidência do Conselho Diretivo da Faculdade de Ciências de maio a setembro de 1974.
Em 1974-76 é Governador Civil do Distrito de Coimbra, único cargo de natureza política que ocupará alguma vez.
De 1976 a 1978 desempenha novamente as funções de Presidente do Conselho Diretivo da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra, e desta última data a 1982 as de Vice-Reitor da Universidade.
Diretor da Biblioteca Geral da Universidade desde 1978 até à data da jubilação.
A partir de 1979 colaborou na criação da Escola Superior de Formação de Professores de Cabo Verde, onde profere vários ciclos de conferências sobre Matemática e História.
Nos anos letivos de 1980-81 a 1982-83 lecionou o seminário "História da Cultura Portuguesa - O Renascimento" na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa. Nos anos subsequentes lecionará outros cursos relativos à temática da sua especialização histórica nesta mesma Faculdade, na Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa, na Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra e na Universidade Autónoma de Lisboa.
Integra a Comissão Consultiva da XVII Exposição Europeia de Arte, Ciência e Cultura (que tem lugar em Lisboa no ano de 1983), dirigindo o núcleo dos Jerónimos desta Exposição e o respetivo catálogo.
Doutor Honoris Causa em História pela Universidade de Lisboa em 1985.
Em 1986 foi Diretor de Estudos Convidado na École des Hautes Études en Sciences Sociales da Sorbonne.
Em 1986 e 1987 publicam-se os dois volumes do Livro de Homenagem intitulado A Abertura do Mundo. Estudos de História dos Descobrimentos Europeus em Homenagem a Luís de Albuquerque.
Jubilação universitária em 1987. Profere a última lição na Universidade de Coimbra e são-lhe dedicadas diversas cerimónias de homenagem em Lisboa e Coimbra.
No ano seguinte é assinado com o Círculo de Leitores o contrato de edição do Dicionário de História dos Descobrimentos Portugueses, que todavia só será publicado como obra póstuma.
Com data de 1989 vem a público o maior projeto editorial que dirigiu: os seis volumes da obra coletiva Portugal no Mundo. Paralelamente publica-se a coleção Biblioteca da Expansão Portuguesa, cinquenta volumes com edições em versão atualizada de fontes, e reedição ou mesmo edição de trabalhos historiográficos sobre a História dos Descobrimentos e da Expansão. Planeia, dirige e coordena ambas as séries, tendo escrito para elas algumas dezenas de textos.
A 2 de junho de 1990 inaugura-se a Exposição "Portugal-Brasil. A Era dos Descobrimentos Atlânticos", na The New York Public Library. É um dos Curadores desta Exposição de grande impacto internacional, e colabora ativamente no Catálogo com a Introdução escrita em parceria com Max Justo Guedes, um ensaio, um apêndice, e a autoria de boa parte das 161 legendas de peças.
Em outubro de 1991 é hospitalizado em consequência de um acidente cardiovascular, de cujas sequelas não se recomporá. Morre em Lisboa, em 22.01.1992, no Hospital de Marinha.