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domingo, 28 de junho de 2026

São Tomé e as Festas de São Pedro. Padroeiro dos pescadores – Mas é celebrado em 31 de Janeiro- na Baía Ana de Chaves, junto à pequena ermida, sendo considerada a primeira grande festa do ano - Além de São Tomé, que deu o nome à Ilha, é o santo mais popular no arquipélago

Jorge rTrabulo Marques - Jornalista

São Tomé e as  Festas de São Pedro. Padroeiro dos pescadores – Mas é celebrado em 31 de Janeiro- na Baía Ana de Chaves, junto à pequena ermida,  sendo considerada a primeira grande festa do ano - Além de São Tomé, que deu o nome à Ilha, é o santo mais popular no arquipélago 

Um pouco de música flogá e Tchiloli – imagens e ao Vivo - Recordações desta maravilhosa ilha, que tanto amo!

As tradicionais festas dos chamados santos populares, celebram-se, em Junho, mas, na Ilha de S. Tomé, a principal festa de S. Pedro, decorre, no dia 31 de Janeiro – Dia em que, a imagem - da pequena ermida, em forma de uma vela, situada, na praia do mesmo nome, na Baía Ana de Chaves - é levada numa procissão ao longo da avenida da marginal e é recebida pelas canoas, engalanadas, que depois vão a percorrer o tranquilo estuário, que lhe fica fronteiro – Pretexto para o povo festejar um dos mais venerados apóstolos, bíblicos, e também dar largas à sua folia, ao “flogá” –- “Uma das manifestações artísticas considerada das mais representativas e criativas do povo são-tomense é o tchiloli. Representado em festas religiosas, o tchiloli é um teatro de rua, com origem nos antigos autos-da-Fé, onde se representa um dilema moral e cuja duração pode ser de cinco a seis horas”

De seu  nome original era Simão, mas Jesus lhe chamou de Cefas (Rocha, do grego Petros), cuja tradução é Pedro, e o instituiu como líder da Igreja: “Tu és Pedro e sobre esta pedra edificarei a minha Igreja” (Mt 16:18).

A tradição bíblica católica considera São Pedro como o primeiro Papa. O martírio de São Pedro ocorreu em Roma, sendo crucificado de cabeça para baixo na Colina Vaticana, provavelmente no ano de 64 d.C


Escrevia eu na Revista Semana Ilustrada, de Luanda, da qual era seu corespondente, que   " devoção  a São Pedro, está  há muito  enraizada  no povo de S, Tomé  Mas, é principalmente nas vilas ou povoações ribeirinhas que a crença a este santo popular assume  maior 'fervor e religiosidade

Sendo,  São. Pedro o padroeiro  dos Pescadores, é pois natural  que, numa Ilha como a de  São  Tomé, onde o mar está ligado a grande parte da população,  aqui o popular santo se venere com certo ardor· e singularidade. E é realmente o que acontece. Sobretudo, na povoação do Pantufo, a escassos quilómetros  da cidade de S, Tomé, que as festividades a S, Pedro.,  assumem características muito especiais  - Mais imagens e pormenores à frente 

A FESTA  DE SAO PEDRO, EM SÃO TOMÉ - TEM UM CALENDÁRIO DIFERENTE -  NA BAÍA ANA DE CHAVES - Realiza-se a 31 de Janeiro,  festa de São Pedro - É a primeira grande festa do ano
A celebração ao   padroeiro dos pescadores da Baía Ana de Chaves,  junto à sua ermida na Baía Ana de Chaves,  é  considerada a primeira grande festa do novo ano, com uma moldura humana de milhares de pessoas, que se concentram junto ao local onde se ergue uma capelinha em honra do dito santo popular e se estende ao longo da avenida marginal, na praia de S- Pedro, com gente vinda de todos os pontos da cidade da ilha e da cidade, mas especialmente dos bairros circundantes,   Budo-Budo, São João Davargem, Ponte Graça, Potó-Potó, Atrás do Cemitério, Okuei-Del-Rei - Três dias de arromba, com música a rodos dos conjuntos típicos da terra ou apresentada por discotecas móveis, onde os DJ, dão largas à sua agilidade e imaginação, com os sons mais mexidos e frenéticos das últimas novidades
A DEVOÇÃO A SÃO PEDRO, EM SÃO TOMÉ  QUE EU TESTEMUNHEI
Dizia eu:  "Vale pois a pena ir a esta festa. Já nos tinham dito que era, de facto, acontecimento digno de ser apreciado. Mas, sinceramente, tudo o que observámos   transcendeu o que julgávamos ir ver Na verdade as pessoas não se limitam, unicamente, a incorporarem- se na procissão, que, após a 'missa solene em honra a este santo popular , percorre, vagarosamente e com muita pompa  e devoção  nos dois sentidos, a principal artéria da povoação Festejam-no também no mar.

Finda a procissão na rua, outra cerimónia, esta então muito característica, vai começar na praia. É o cortejo das canoas. São os pescadores que, nas suas frágeis  embarcações, coloridamente enfeitadas de andalas e bandeiras, vão levar o seu  São Pedro para o mar. É uma imagem mais pequenina. A outra, a maior, ficará. nó andor, voltada para o mar. Para aquele mesmo mar, onde, diariamente, buscam, com muito suor e sacrifício, e não raras as vezes com risco das próprias vidas, o pão de cada dia, E é aí onde eles  o vão festejar O sacerdote também vai, numa canoa maior e  propositadamente preparada. Leva consigo o santíssimo  sacramento e, entre outras  canoas que em redor  da que o leva voltejam., vai percorrer uma parte daquele  imenso azul ·por onde os bravos homens dos dongos partem diariamente  para às suas  fainas da pesca.


E é entre muita alegria, muito entusiasmo, exteriorizado. através de cânticos e toque de tambores, que podemos admirar tão singular como inédita manifestação  religiosa.
Entretanto, na praia, o espetáculo não é menor. Aí é mais das mulheres dos pescadores e da maior parte de toda aquela gente que vive debruçada sobre aquela praia da simpática  povoação do Pantufo. Enquanto as canoas, lá fora, voltejam  de um:. Ledo para -o outro, quase num verdadeiro malabarismo de equilíbrio, aqui, na praia, as mulheres e raparigas, entram vestidas e calçadas  à água  e dão  largas A sua natural alegria e fé religiosa

Porém, após o regresso do sacerdote do mar, a festa é ainda mais· calorosa e movimentada. Nessa altura,  o entusiasmo  é ainda maior e dura algumas horas. A noite é  um bocado diferente. Têm  os divertimentos  e as exibições de folclore. Há bailes,   ou fundões como são conhecidos, ao sabor dos conjuntos típicos  danço  congo e tbciloli. Em suma, há . a continuação  de uma festa como em todas as festas de carácter  religioso, onde sobressai um bocado de tudo: de significado religioso e sentido pagão.  Mas é sobretudo na sua essência uma verdadeira e demonstração  de aculturação  euro-africana. E, neste caso, de presença lusa. Vale pois a pena, por tudo isto; pelo seu tipicismo e peculiaridade, observar de perto  meie esta singular tradição  da boa gente de São Tomé.



sábado, 27 de junho de 2026

Com o Embaixador do Brasil José Carlos de Araújo Leitão - Entrega da cópia da mensagem, em 2015, que me salvou do corredor da forca da prisão Black Beach (Playa Negra), Bioko, Guiné Equatorial, em Deze de 1975, destinada a saudar o Povo Brasileiro pelo então MLSTP, meses depois do seu país ter ascendido à independência Graças à intercepção do então comandanteTeodoro Obiang Nguema Mbasogo

  .Jorge Trabulo Marques - Jornalista e antigo navegador solitário em pirogas de S. Tomé

Recordando meu encontro com o Embaixador do Brasil em São Tomé e Príncipe, José Carlos de Araújo Leitão, em 2015, em S. Tomé,  a quem confiei a entrega da mensagem que me salvou do corredor da morte na Guiné Equatorial, em dezembro de 1975 –que era destinada a saudar o povo Brasileiro, na minha tentativa de travessia oceânica de canoa ao Brasil

Na manhã do dia 4 de Dezembro, quando menos esperava, um carcereiro chegou à porta da minha cela, algemou-me e ordenou-me que o acompanhasse - Senti logo um embate no meu coração, que não deveria ser levado para melhor destino - Mal transpus a cela, sou imediatamente agarrado por outro guarda, tendo à minha frente o Comissário da Cadeia, que já me tinha torturado com infindáveis interrogatórios para me conduzirem ao sítio das execuções.


Sucedeu, porém, que, por um feliz acaso, talvez milagroso (pelos vistos, a sorte protege os audazes), soa o telefone no corredor da morte - Era o então o Comandante Teodoro Obaing Nguema Mbasongo, atual Presidente da República da Guiné Equatorial, sobrinho do todo poderoso, Francisco Macías Nguema, a ordenar ao Comissário da Prisão para ser conduzido à presença, ao gabinete do então supremo comandante das policias e das forças armadas, que me recebeu, inicialmente de forma austera e desconfiada: com estas palavras: " O que se passa contigo?!... Porque te meteste num canuco e o que vieste aqui fazer?!.. Lamento mas tenho que cumprir as ordens de Sua Excelência e tenho de o executar hoje!...

Respondi-lhe que era um náufrago e para me soltarem as algemas e lhe mostrar a mensagem do MLSTP, que trazia no bolso atrás das minhas calças - Como estava carimbada, não duvidou da sua autenticidade e, ao sentar-se na sua cadeira de vime(enquanto eu ia permanecendo sempre de pé e à sua frente) me passou a questionar de forma mais descontraída e simpática

A MENSAGEM do MSLTP, QUE ME SALVOU A VIDA - Que se destinava ao povo Brasileiro, assinada por José Fret Lau Chong, ministro da Informação, Justiça e Trabalho …., aproveitando a travessia atlântica do camarada Jorge Trabulo Marques, que servindo-se de uma simples canoa, vai percorrer o mar, de S. Tomé ao Brasil, evocando a rota por que, na era retrógrada, os escravos eram conduzidos para as plantações da cana do açúcar, o povo de S. Tomé e Príncipe, representado pela sua vanguarda revolucionária, o MOVIMENTO DE LIBERTAÇÃO DE SÃO TOMÉ E PRÍNCIPE (MLSTP), saúda fraternal e calorosamente, o povo irmão do Brasil" 

EMBAIXADOR JOSÉ CARLOS LEITÃO, FINALMENTE O PORTADOR DA "MENSAGEM DO POVO DA REPÚBLICA DEMOCRÁTICA DE SÃO TOMÉ E PRÍNCIPE AO POVO BRASILEIRO" -  QUE NÃO CHEGOU AO DESTINO


Com muita pena minha, não pude atravessar o oceano e a  mensagem que me acompanhava, tomou também comigo outro rumo. No entanto, já me dei por feliz  ao poder fazê-lo 40 anos mais tarde: não em terra brasileira mas num espaço que é como se fosse o de uma casa brasileira, sim, fazendo  a honrosa entrega da mesma mensagem, a uma mui distinta figura,  digno portador, na sua qualidade do mais alto  representante da  Nação Brasileira em S. Tomé e Príncipe -  Pude entregá-la ao Sr. Embaixador . José Carlos de Araújo Leitão, que me recebeu no salão nobre da embaixada do Brasil em S. Tomé 

Em meados de Outubro,  pouco tempo   depois da Independência e após a escalada do Pico Cão Grande, deixaria São Tomé a bordo do pesqueiro Hornet para ser largado numa piroga na Ilha de Ano Bom, 180 Km a sul da linha do Equador, a fim de tentar a travessia atlântica - com uma mensagem  redigida  por José Fret Lau Chong que então desempenhava as funções de ministro da Informação, Justiça e Trabalho – cargo que ocupou entre 1975 e 1976 – a qual dizia, entre outras palavras, o seguinte: 

"Salientamos o espírito aventureiro que preside à iniciativa do Camarada  Jorge Marques, que, depois de uma viagem experimental , e bem sucedida de S. Tomé à Nigéria, também de canoa, propõem-se avançar, desta feita, mais significativamente, programando o percurso S. Tomé- Brasil."
"A recente independência  nacional de S. Tomé e Príncipe, e a consequente libertação do nosso povo do domínio colonial português, reforça a afinidade dum passado histórico comum com o Povo Brasileiro, e daí, a razão de ser de uma irmandade que importa  reviver, sempre que possível, para se reforçar. 



Assim, aproveitando a travessia  atlântica do camarada Jorge Trabulo Marques, que servindo-se de uma simples canoa, vai percorrer  o mar, de S. Tomé ao Brasil, evocando a rota por que, na era retrógrada, os escravos eram conduzidos  para as plantações  da cana do açúcar, o povo de S. Tomé e Príncipe, representado pela sua vanguarda revolucionária,  o MOVIMENTO DE LIBERTAÇÃO DE SÃO TOMÉ E PRÍNCIPE (MLSTP), saúda fraternal e calorosamente, o povo irmão do Brasil" - Excerto


Em Novembro de 2014 - Junto à residência   de José Fret Lau Chong para lhe oferecer a cópia da mensagem que, de algum modo, me salvou de ser enforcado na famigerada cadeia black Beack, a mando do então ditador Francisco Macías Nguema , por suspeita de espionagem

DEPOIS DE 38 DIAS DE  NAUFRÁGIO, NOS CORREDORES DA MORTE

 
Ao cabo de 38 penosos dias, ao sabor das vagas, num simples madeiro escavado, acabo por acostar à Ilha de Bioko (ex-Fernando Pó), onde sou tomado por espião e encarcerado numa cela da Cadeia Central para ser executado, já que este era o destino de quem ali era condenado: entrar vivo e sair cadáver.

  Felizmente, é a mensagem, autenticada pelo MLSTP, que havia sido escrita para saudar o Povo Brasileiro - admitindo que pudesse fazer a travessia até ao Brasil - que    me vai salvar a vida. Mesmo assim, dada a  persistente desconfiança do então Presidente Macias, que nem depois de  enviar o seu barbeiro pessoal (o santomense, Sr. Bandeira) se convencera, nem da veracidade da referida mensagem, nem dos meus argumentos,   quem  acaba por ordenar a minha soltura é o seu sobrinho, o então comandante das Policias e das Forças Armadas, o atual Presidente Teodoro Obiang Nguema Mbasogo, a quem fico a dever a vida



quinta-feira, 25 de junho de 2026

S. Tomé e Príncipe – Eleições presidências em 19 de Julho 2026. Dois rostos dos cinco candidatos, mais representativos, na corrida à presidência Inscritos 142.296 eleitores nos cadernos eleitorais para votarem nas eleições presidenciais previstas para 19 de Julho


Jorge Trabulo Marques - Jornalista 


S. Tomé e Príncipe – Eleições presidências em 19 de Julho. Dois rostos dos cinco candidatos, mais representativos, na corrida à presidência Inscritos 142.296 eleitores nos cadernos eleitorais para votarem nas eleições presidenciais previstas para 19 de Julho 2026

O Tribunal Constitucional são-tomense admitiu definitivamente cinco dos seis candidatos às eleições presidenciais de 19 de Julho. Segundo um edital do Tribunal Constitucional, foram admitidas as candidaturas do ex-primeiro-ministro Jorge Bom Jesus, do líder parlamentar da ADI, Nito D’Abreu, do actual Presidente são-tomense, Carlos Vila Nova, e dos juristas Miques João Bonfim e Eugénio Tiny.

Jorge Trabulo Marques - Jornalista - Além de ter contribuído para a dinamização e divulgação da descolonização de S. Tomé e Príncipe, Tive a honra e o prazer de partilhar bons momentos com as principais figuras da presidência e da governação de S. Tomé e Principe.



Recandidatura de Carlos Vila Nova, do quianto Presidente da República de São Tomé e Príncipe, dedicou grande parte da sua vida profissional ao setor do turismo, antes de entrar para a política, como ministro de governos da Ação Democrática Independente (ADI) - Preocupado em melhorar a imagem do país.

Vila Nova nasceu em Neves, município do distrito de Lembá, litoral norte da Ilha de São Tomé. Ele se formou em engenharia de telecomunicações pela Universidade de Oran, na Argélia, em 1985, e voltou a se tornar chefe do departamento de informática da Diretoria de Estatística do Governo. Em 1988, deixou o serviço público para se tornar gerente de vendas do Hotel Miramar, então o único hotel do país. Foi promovido a Diretor do Hotel Miramar em 1992. Em 1997, tornou-se Diretor do hotel Pousada Boa Vista, e também fundou sua própria agência de viagens Mistral Voyages. Vila Nova continuou na indústria do turismo até entrar na política em 2010.

Vila Nova serviu como Ministro das Obras Públicas e Recursos Naturais no gabinete de Patrice Trovoada de 2010 até que o governo perdeu a sua maioria em 2012. Foi nomeado Ministro das Infraestruturas, Recursos Naturais e Ambiente na época do governo da Ação Democrática Independente de Trovoada, que recuperou a maioria em 2014. Em 2018, Vila Nova foi eleito para a Assembleia Nacional. Ele foi indicado como o candidato da ADI para as eleições presidenciais de 2021.



O ex-primeiro-ministro são-tomense, Jorge Bom Jesus que se define como tendo "percurso político ascendente", incluindo experiência governativa e cívica, e quer "colocar todo este manancial de experiência, de conhecimento e saberes ao serviço" do país. nasceu na localidade de Conceição, localizada no distrito de Água Grande, na ilha de São Tomé, a 26 de julho de 1962

Jorge Lopes Bom Jesus nasceu a 26 de julho de 1962, em Conceição, distrito de Água Grande, em São Tomé e Príncipe. Nomeado primeiro-ministro em 30 de novembro de 2018 por decreto do Presidente Evaristo Carvalho,

Na juventude rumou para a Europa onde formou-se em literatura francesa e portuguesa, com mestrado em língua portuguesa e especialização em literatura africana pela Universidade de Toulouse, na França. Na Faculdade de Letras da Universidade do Porto concluiu as especializações em pedagogia do francês como língua estrangeira e pedagogia da língua portuguesa. Ainda possui PhD em administração pública pela Universidade de São Tomé e Príncipe.

Sua carreira profissional inclui os cargos de assessor do Ministro da Cultura e Informação, Diretor Geral de Educação e Treinamento, Secretário Geral da Comissão Nacional para a UNESCO, Diretor de Planejamento e Inovação Educacional, diretor da Biblioteca Nacional de São Tomé e Príncipe, Diretor da Escola de Formação de Professores e Educadores (EFOPE; atual Instituto Superior de Educação e Comunicação da Universidade de São Tomé e Príncipe), Presidente da Aliança Francesa e vários anos como professor.

Entre 2008 e 2010, sob o governo de Rafael Branco, foi Ministro da Educação e Cultura e de 2012 a 2014 atuou como Ministro da Educação, Cultura e Ciência no governo de Gabriel Costa. Membro da Comissão Política do MLSTP-PSD desde de 2006, Jorge Bom Jesus foi eleito vice-presidente do partido em 2011, quando Aurélio Martins era presidente.





terça-feira, 23 de junho de 2026

Solstício do Verão 21-06-2026- Celebrado no Stonhenge Portiguês- Chãs - com revelações inéditas de Júlio Meirinhos, ex-Coordenador do PROCOA-PPDR - Da salvaguarda das gravuras do Côa, inserido no Programa de Desenvolvimento de Vale do Côa

Há videos ainda apor editar nesta postagem- Não deixe de voltar

Jorge Trabulo Marques - Jornalista, natural da freguesia de Chãs, organizador e dinamizador das celebrações dos equinócios e solsiticos nesta sua aldeia do concelho de V. N de Foz Côa



Solstício do Verão 21-06-2026- Celebrado no Stonhenge Portiguês- Chãs - com revelações inéditas de Júlio Meirinhos, ex-Coordenador do PROCOA-PPDR - Da salvaguarda das gravuras do Côa, inserido no Programa de Desenvolvimento de Vale do Côa

Não deixe de ver os videos ainda a editar, nesta postagm, das intervenções de Júlio Meirinhos, Albertino Melo, Olimpio Sobral e José lebreiros, Não perca as suas palavras. Por motivos técnicos, não me foi possivel editá-los já

Outro dos neus blogues mais voltado às celebrações



Desta vez não foi possível contemplar esta imagem .Com o sol a brilhar todo o dia mas toldado por espessas nuvens ao despedir-se do dia maior do ano. Mesmo assim, foi de muita alegria, cconvívio e fraternidade

Junto ao altar do santuário da Pedra da cabeleira de Nº Sªa , cuja gruta é atravessada pelos raios do nascer do sol nos equinócios



O dia era de intenso calor: mesmo assim a iniciativa constituiu um grande sucesso, nas palavras sublinhadas pelos participantes e convidados –Júlio Meirinhos, Líder do PROCOA da salvaguarda das gravuras do Vale do Côa:

Uma figura bem conhecida em toda a região duriense e no pais. Possuidora de um prestigiado currículo, que ficou ainda conhecido como mentor da chamada Lei do Mirandês, a segunda língua oficial em Portugal, após a aprovação da lei na Assembleia da República, em 17 de setembro de 1998, que conferiu este estatuto ao idioma falado no Nordeste Transmontano, a que nos referiremos nos vídeos das suas intervenções.
Ambos nos empenhamos na defesa das gravuras do Vale do Côa- Isto, porque, naquele período polémico, o executivo camarário, apostava mais na construção da barragem.


Júlio Santana Meirinhos, foi o mais jovem presidente de Câmara do país: a de  Miranda do Douro, a terra onde cresceu e se fez homem. Ex-deputado pelo PS e ex-governador civil de Bragança

.Cidadão honorário do Município de Miranda do Douro – Grau Ouro Agraciado pelo Estado Português com o grau de Comendador da Ordem Nacional do Infante D. Henrique. Eleito o “Melhor.Autarca do ano de 1986” – Prémio Telex de Prata – AN Membro do Comité das Regiões em Bruxelas

OUTRA DESTACADA PRESENÇA - Albertino Melo, natural de Viseu, Diretor Geral no sistema financeiro, atualmente consultor internacional, em Luxemburgo, tendo sido o mais jovem dos Presidentes eleitos do Académico de Viseu, que liderou ao longo de vários anos, desportista, consultor e viajante por muitas terras: que já nos deu o prazer da sua presença, há uns 4 anos, num percurso desta aldeia à Ervamoira, e com o qual também já nos reencontramos, em Lisboa, numa visita diplomática

Em vídeos a editar, teremos, pois, igualmente o prazer de destacar as palavras proferidas por Júlio Meirinhos, Albertino Melo , Olímpio Sobral e José Lebreiro.


O nosso abraço, pois, a todos os peregrinos, que nos deram o prazer da sua presença e de se associar a esta significativa e tradicional celebração, que temos organizado e realizado, desde há mais de duas ´décadas, visando não esquecer mas perdurar, a herança do património megalítico, especialmente dos alinhamentos sagrados dos equinócios.

Num evento que voltou a afirmar-se como um importante momento de valorização do património histórico, cultural e paisagístico do concelho de Foz Côa, da região e do país.- Pese o facto, de tanto a autarquia local, como do Município, não se terem feito representar e nem nos terem prestado qualquer tipo de apoio

À exceção de Olímpio Sobral. Membro da Assembleia do PS, que destacou a importância da dinamização de eventos no âmbito do solstício, salientando o potencial destas iniciativas para a valorização cultural da freguesia.

Tendo sublinhado, que “ É de inteira justiça destacar e agradecer o extraordinário empenho, dedicação e persistência de Jorge Trabulo Marques, cuja ação tem sido determinante na divulgação e promoção dos equinócios e solstícios em Chãs.

Agradecemos igualmente a presença de todos os participantes que, com o seu interesse e entusiasmo, contribuíram para o sucesso desta celebração.

Uma palavra de reconhecimento ao Dr. José Lebreiro, presença constante nestes eventos e profundo conhecedor do património da nossa região, cuja participação muito enriquece estas iniciativas, Técnico Superior Principal da Reitoria da Universidade de Coimbra -Dedicado e generoso peregrino dos Templos dos Sol, aldeia de Chãs – V. N. de Foz Côa,

O nosso agradecimento também ao Dr. Célio Alves, pela sua presença e pelo apoio demonstrado a esta celebração.
Dirigimos ainda um especial agradecimento ao Dr. Albertino Melo, personalidade de reconhecido mérito e prestígio, cuja participação muito honrou este encontro.

Uma referência particularmente especial ao Dr. Júlio Meirinhos, figura ímpar da vida pública portuguesa e transmontana, que exerceu diversos cargos de elevada responsabilidade, entre os quais os de Governador Civil de Bragança, Presidente do Agrupamento de Municípios da Terra Fria Transmontana, Presidente do Conselho da Região da Comissão de Coordenação da Região Norte e Presidente da Região de Turismo do Nordeste Transmontano.

Merece igualmente especial destaque o seu papel como Coordenador do PROCOA – Programa de Desenvolvimento Integrado do Vale do Côa, contribuindo decisivamente para a valorização, promoção e desenvolvimento de um território hoje reconhecido internacionalmente pelo seu património arqueológico e cultural.

O seu percurso de serviço público, a sua dedicação ao desenvolvimento regional e a defesa dos interesses das populações foram reconhecidos pelo Estado Português com a atribuição do grau de Comendador da Ordem Nacional do Infante D. Henrique, entre muitas outras distinções.

A sua presença nesta celebração constituiu uma enorme honra para a nossa aldeia e um motivo de orgulho para todos os presentes.
A todos os que participaram e contribuíram para o sucesso desta celebração, o nosso sincero agradecimento.

Foi ainda proferido um discurso no local pelo membro da oposição na Assembleia de Freguesia, que agradeceu a presença de todos os participantes e dirigiu uma saudação especial aos ilustres visitantes que nos honraram com a sua presença, contribuindo para o prestígio e significado desta celebração:

Boa tarde a todos.
Como membro da Assembleia de Freguesia, é com muito gosto que me associo a esta celebração do Solstício de Verão, um momento que nos convida a olhar para as nossas raízes, para a nossa história e para a riqueza do património que herdámos dos nossos antepassados.

Quero começar por agradecer o empenho, a dedicação e a persistência de Jorge Trabulo Marques na divulgação e promoção dos eventos dos equinócios e dos solstícios. Ao longo dos anos, o seu trabalho tem contribuído para dar a conhecer a nossa aldeia e o seu património a um público cada vez mais vasto, projetando Chãs muito para além das suas fronteiras e despertando o interesse de visitantes, investigadores e meios de comunicação social.


Dirijo uma saudação muito especial ao Senhor Comendador Júlio Meirinhos, nosso convidado de honra, personalidade de grande relevo na região e no país, cuja ação foi determinante na valorização e defesa do património do Vale do Côa. A sua presença é para nós uma grande honra.

Saúdo igualmente o Senhor Albertino Melo, figura de referência da nossa região, cujo percurso profissional e humano muito prestigia as nossas terras. É um privilégio contarmos hoje com a sua presença.

O Solstício de Verão assinala o dia mais longo do ano e marca o início do verão. Desde tempos remotos, este momento era celebrado pelos povos antigos, que observavam atentamente os ciclos da natureza e do céu. Aqui, neste local privilegiado, podemos contemplar o pôr do sol alinhado com esta impressionante pedra, testemunho de uma herança ancestral que continua a despertar fascínio e admiração.


Da mesma forma, a Pedra da Cabeleira de Nossa Senhora é um local emblemático onde se assinalam os equinócios, reforçando a singularidade do património arqueológico, paisagístico e cultural da nossa aldeia. Estes lugares ligam-nos à memória dos povos que aqui viveram e recordam-nos a importância de preservar e valorizar este legado para as gerações futuras.

Não posso deixar de manifestar o nosso pesar pelo facto de esta iniciativa não ter contado com o apoio da Câmara Municipal nem da Junta de Freguesia, bem como por não ter sido integrada na programação do Côa Culto. Consideramos que eventos desta natureza, que promovem o património, a identidade local e a projeção do território, merecem maior reconhecimento e valorização por parte das entidades responsáveis.

Neste dia especial, que marca o início do verão, agradeço a presença de todos quantos aqui se reuniram para celebrar a natureza, a cultura e a identidade da nossa terra.
Desejo-vos uma excelente celebração, um feliz verão e momentos de agradável convívio.
Muito obrigado pela vossa presença.
Bem-hajam. todos

Também Sofia Janeiro;Nuno Marques;Nelson Nascimento;Angélica Hervanandez; Octaviana; João Pinto Janeiro;Filipe Vasconcelos; Maria Luiza;Diego Filipe Nunes - Estes alguns dos nomes que nos ocorre também lembrar