Jorge Trabulo Marques - Jornalista Dinamizador Cultural
São Tomé e Príncipe - Ilhas de praias únicas no Mundo - Nas areias do Club Santana, Beach Resort existe um últimos paraísos terrestres Diz Jacques Texier, engenheiro de petróleo, em Angola e antigo oficial da força área francesa, responsável pela sua gestão
As Ilhas Verdes do Equador, já classificadas, como os 20 melhores lugares para visitar em 2020. poderão ser a Terra Prometida para o turismo que queira isolar-se da confusão e ou do bolicio que vai prevalecendo e se espalhando pelo mundo
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Tal como foi tornado público, as luxuriantes e equatoriais ilhas de São Tomé e Principe, seduzem os roteiros turísticos, que procuram lugares exóticos e ainda não conspurcadados pela massificação global, turística e económica. No entanto, somos de opinião que "o enriquecimento de divisas, deverá incidir, sobretudo, no desenvolvimento e exportação dos seus produtos naturais e não esperar que sejam apenas as divisas que entram nos cofres dos hotéis, agências e transportadoras aéreas, as beneficiadas, mais das vezes, escapando-se aos impostos. Mas é desejável que haja todo o cuidado para evitar que, o aparentemente el-dourado turístico, que as suas maiores atrações, se transformem numa arma de dois gumes: pervertendo os seus costumes, descaraterizando, o seu património arquitetónico tradicional e agravando o custo de vida da maioria das populações.
A vida em São Tomé e Príncipe corre muito devagar – “móli-móli! léve-léve! - Até porque há tantas horas de luz como da noite, há tempo de sobra para tudo. O sol nasce cedinho – Por exemplo, durante o mês de março, o nascer do sol oscilou entre as 05.36 – 05.40 e o pôr entre as 17.45 – 17.48. A quem desembarcar no aeroporto da cidade de São Tomé, depara-se-lhe como que um cenário de beleza e tranquilidade, fora deste mundo.
As imagens, que aqui editamos, e algumas delas no video, foram registadas, em Fevereiro de 2016, na visita que ali fez o Primeiro-ministro de Cabo Verde, José Maria Neves, acompanhado pelo seu homólogo, Patrice Trovoada, depois de ter sido recebido pelo Presidente da República, Manuel Pinto da Costa, que ali obsequiou o governante cabo-verdiano, com um almoço
A Ilha de São Tomé, na opinião de Jacques Texier, engenheiro de petróleo, em Angola e antigo oficial da força área francesaconsiderado, é considerado “Um dos últimos paraísos do mundo, que ninguém sabe onde é” – Diz o antigo engenheiro de petróleo, em Angola e ex-oficial da força área francesa – Cérebro da mais bela e harmoniosa unidade turística das ilhas Verdes Jacques Texier, um antigo oficial da Força Aérea Francesa, que, embora considere a França “o país mais bonito do mundo”, se deixou seduzir pelo exotismo encantador de África: - 34 anos em Angola, como engenheiro de exploração petrolífera, e, desde 1988, data em que veio para fundar o Club de Santana, repartindo o seu tempo, ora lá, ora cá, ora regressando a Luanda, onde é Vice-Presidente do Concelho de Administração de importante empresa, ora voltando a S. Tomé, para de novo se deleitar num dos mais surpreendentes recantos na já de si paradísica Ilha Verde do Equador
Sim, e aqui gerir e pernoitar numa das típicas “cabanas” (das três dezenas de bungalows) que se confundem no verde luxuriante da floresta, unidade turística , sobranceira a um extenso mar azul, sobre o qual o conjunto de sedutoras habitações, vai descair suavemente para uma magnifica baía, também ela, outro sonho de verdejantes coqueiros, que pendem e bordejam uma praia de areias douradas e suaves, na qual se estende, até aos confins do horizonte, a imensa superfície de um mar de águas quentes, límpidas e tranquilas
LUGAR IDÍLICO QUE PARA SER DESFRUTADO, TEM O SEU PREÇO…
É um destino turístico dos mais belos e acolhedores de S. Tomé – Claro, que é não é para todas as bolsas – Mas, enfim, para quem o puder fazer e queira passar alguns dias de sonho – ou viver a sua lua de mel – não há outro sítio, mais maravilhoso e sedutor, como este! – Onde tudo parece enquadrar-se numa perfeita hormonia, de sossego e beleza – Até mesmo com a faina dos pescadores, que, um pouco mais à frente da baía, das piscinas e bares, fazem a sua vida normalíssima.
Pudemos ter o prazer de ali desfrutar, uns agradáveis e belos momentos, não na condição de cliente mas na qualidade de jornalista que acompanhava a comitiva do último da visita do Primeiro-Ministro de Cabo Verde, José Maria Neves, a S. Tomé e Príncipe, e que ali foi obsequiado com um almoço oferecido pelo Primeiro-Ministro, Patrice Trovoada – Sem dúvida, num dos mais atraentes e belos empreendimentos turísticos destas Ilhas. "CLUB SANTANA - UM PARAÍSO À SUA ESPERA - SEJA BEM-VINDO
Esta é a a explicação e a sudação, que se pode ler, no portal da Internet, do Club Santana - Um paraíso à sua espera - Situado em Santana, Cantagalo, a 15 km da cidade de S. Tomé, o resort está inserido numa propriedade de Vegetação luxuriante rodeada pela floresta equatorial e integra 31 bungalows com vista sobre o mar. Possui praia privativa e uma variedade de produtos e serviços de qualidade que vão ao encontro de motivações e necessidades distintas - negócios, lazer, praia, natureza… O Club Santana é o local ideal para recolhimento e privacidade estando, contudo, suficientemente perto da Capital e consequente conveniência dos serviços aí disponíveis. Venha conhecer-nos!"
O QUE DIZ QUEM LÁ ESTEVE
"Club fantástico, muito bem enquadrado com a natureza. Um serviço e atenção da equipa de gestão 5 estrelas. Vale bem a pena usufruir da piscina junto á praia ou ficarmos apenas na varanda do bungalow e admirar as vistas..."
"Um verdadeiro paraíso! Resort muito bem enquadrado na natureza e com jardins maravilhosamente cuidados. O acolhimento é de grande profissionalismo e simultaneamente acolhedor. Os bungalows são ótimos. A praia muito sossegada e a nova piscina uma verdadeira maravilha. Os preços são bons em relação à qualidade que apresenta. A não perder os passeios de barco e o mergulho submarino!Club Santana, Beach Resort
Sobreviver 38 dias no mar dos tornados e tubarões - Na noite deste dia 21-10-1975, enfrentava uma tempestade assombrosa a bordo de uma piroga de S. Tomé, munido apenas de uma vulgar bússola, sem meios de comunicação com ninguém
A época das chuvas decorre de Outubro a Maio. Durante a estação das chuvas, São Tomé e Príncipe e toda a região do Golfo da Guiné, experimenta chuvas frequentes, muitas das quais seguidas de tempestades (tornados) e temperaturas mais elevadas.
Por isso, esta seria a pior altura do ano para navegar no Golfo da Guiné. Mas a minha intenção inicial era a de ser largado na corrente equatorial e escapar-me para o oeste, livre dessas inevitáveis tormentas, se a canoa tivesse sido largada um pouco mais a sul
Após uma tarde à vela de ventos e correntes favoráveis, sou então confrontado com um violento tornado, presumo que vindo das costas do sul do Gabão ou do Norte de Angola, que me faz perder o remo principal e despojar da maioria dos alimentos para aliviar o lastro e evitar que a canoa, cheia de água salgada, não se afundasse . Porque, as canoas escavadas em troncos do ocá, como foi esta, só se afundam se tiverem demasiado peso a bordo.
A coragem não é uma reação instintiva e inconsciente mas uma reação extremamente lúcida e consciente, misto de intuição, de serena emoção, sem a qual surge o inevitável e tolhedor desespero e aflição.
E é no confronto das maiores adversidades, que o ser humano, se sobrepõe e pode despoletar as suas mais recônditas capacidades O médico e navegador solitário, Alain Bombard quis demonstrar com a sua aventura que a maior parte dos náufragos morrem mais por desespero de que por falta de recursos naturais que o mar pode oferecer - Era também o que eu pretendia demonstrar e penso que também o demonstrei
Canoa ao mar! Canoa ao mar!... Escapa-te daqui o mais depressa que puderes, senão te roubam!!" Este o último grito do comandante do pesqueiro, que se recusara a largar-me a canoa a sul da Ilha de Ano Bom, na corrente equatorial, que me poderia arrastar para o Brasil
"Jorge! Não vês, como está o mar?!... Vais morrer!!.. Fica connosco” - Estas a palavras que escutei de alguns tripulantes – Mas eu optei por recusar o convite do comandante do pesqueiro, de ficar a bordo a trabalhar e lançar-me na aventura, pois era este o meu propósito quando, em S. Tomé, se comprometeu a largar-me a sul da Ilha de ano Bom na corrente equatorial, através da qual poderia tomar o rumo em direção ao Brasil pela rota dos escravos .
Optei pelo regresso a S. Tomé pelo braço da chamada corrente de Benguela, que, naquela zona do Golfo da Guiné, se subdivide: um dos braços volve a Oeste e outro mantém a mesma direção a Norte
Após ter sido largado na Ilha de Ano Bom, a 180 Km a sul de S. Tomé, pelo pesqueiro Hornet e depois de uma manhã e uma tarde de excelente navegação à vela, de ventos de popa e correntes, eis que sou surpreendido por uma violenta tempestade tropical, que começara a formar-se a sul
Naquele meu primeiro dia, eu apenas me preocupava com as duas pequenas canoas, que, mal viram arrear a minha canoa do pesqueiro, não mais largaram de me perseguir, cada uma ostentado, de quando em quando, uma zagaia, pronta a furar-me e a furtarem-me os mantimentos, visto, naquela altura, a ilha estar quase votada ao esquecimento pelo regime ditatorial de Francisco Macias e apenas dispor uma ligação por ano
Tanto assim, que, quando o barco fundeou ao largo, muitos dos pescadores treparam até ao convés, não apenas para venderem frutos da terra, como para pedir medicamentos, roupas e implorar outros auxílios. Naquele grupo de desesperados, havia um único europeu, um sacerdote, que também para ali foi transportado num pequeno bote para pedir alguns apoios
Eu, pessoalmente, troquei algumas latas de conservas por cocos e bananas, que muito jeito me haveriam de dar nos primeiros dias de naufrágio.
E LÁ IA SOZINHO ORIENTADO PELOS ASTROS
Porém, com o céu a norte, coroado por um azul celeste noturno, completamente limpo e estrelado, eu apenas me fixava numa das estrelas, que era aquela que deveria seguir pelo indicado pela agulha de uma simples bússola, tomando esse rumo, não me preocupando muito com as ameaças que viriam a surpreender-me, quando um enorme vagalhão me fez saltar o tosco leme , que adaptei à popa da canoa, a invadiu e só não a virou, porque, imediatamente corri pela canoa fora para arrear as velas dos dois toscos mastros e os colocar de través de modo a evitar que se pudesse voltar. Ao mesmo tempo, que lancei dois bidões de água potável borda fora, assim como a maior parte dos alimentos para que, a canoa, depois invadida por um enorme vaga, não se afundasse.
NOITE SOMBRIA E TUMULTUOSA
Relâmpagos rasgavam fulgurantemente o negrume da noite e, com o ressoar dos trovões, davam ao ambiente um aspeto verdadeiramente sinistro e ameaçador.
Súbita e inesperadamente achei-me envolvido por um autêntico sorvedouro, indescritível! Cristas brancas rebentavam em todas as direções.
De facto, a ameaça era bem visível para qualquer ponto que volvesse o olhar. O pronúncio de que algo me estava reservado desenhava-se, sucessivamente, com estranha nitidez. E não tardou. que a fúria do vento, aos clarões dos relâmpagos, ao estrepito dos trovões, sucedesse a chuva: uma chuva verdadeiramente diluviana, crepitando em grossas torrentes à minha volta, enquanto o mar avançava, não parava de avançar, vindo em vagas alterosas, vagas enormes, que se elevavam, como vultos negros, vindo em direção da minha frágil embarcação, desfazendo-se, por vezes, em névoas de espuma, ou vergastando-a, sacudindo-a, atirando-a, furtiva e violentamente de um lado para o outro.
Meu Deus! Quem me visse, que imagem mais medonha e triste!... Ia num completo pingão, ensopado em agua das chuvas e em agua do mar!
Vista toldada pela que me era atirada à cara ou me escorria pelos cabelos, lá ia, no entanto, desafiando o desconhecido, firmando-me, obstinadamente, à pequena vara do leme, tentando o impossível: Navegar, navegar, na esperança - mas oh . vã esperança! - de que, à custa da velocidade imprimida pela vela à todo o pano, pudesse vencer os vultos e continuar a sobrepor-me aos tumultuosos remoinhos que se agitavam furiosamente em torno de mim.
Chuva. Mar! Negridão!!...
Frágil, solta, como uma ave louca, subindo e descendo, a ondulante paisagem negra e liquida, a canoa la se ia comportando, mais parecendo voar, voar, do que rendida a uma vela, sulcando as águas, e navegar.
Porem, já num voo demasiado louco, vertiginoso, para manter, por muito tempo, o impacto à mesma bravura, ante o choque, afrontoso, e o galopar das vagas.
Ameaçava, pois, adornar.
E se ela dava sinais de alguma fraqueza, o meu cérebro ainda muito mais vacilava. Sentia-me invadir por uma espécie de vertigem mortal, tal à atração que todos aqueles remoinhos e trevas em movimento exerciam sobre mim.
Por baixo, era o abismo sem fundo.
Na verdade, eu não pensava nisso, nem em todos os perigos em derredor. Ia demasiado preso ao andamento imposto pelo vento.
E foi pena que não tivesse obedecido ao instinto e, contrariamente, me deixasse levar pela vertigem, pela cegueira. No mar as imprudências pagam-se caras. E à coragem - tal como alguém escreveu - "não e uma loucura; é uma tenacidade refletida."
Escusado seria dizer que, por entre tantas ameaças, não continuaria a lutar ou que ficaria inativo: nessa altura, já o meu cérebro trabalhava a cem por cento e o espírito de engenho, de improvisação, funcionava em pleno.
Mas, por causa do meu grande desapontamento com o pesqueiro que não me largara na corrente equatorial, e, assim, com à pressa de chegar a São Tomé e tentar nova sorte, descurei um cuidado fundamental: mal o vento começou à soprar e o tempo piorou, nessa altura, devia ter substituído à vela grande, com que navegava, pôr uma mais pequenina, a chamada vela de tempo, e pôr-me ao leme de capa, como costuma dizer-se em gíria marítima.
Agora era já demasiado tarde. Quando um enorme vagalhão à encheu de agua ( que só por milagre não me varreu no seu torvelinho ), eu abandonei à cana do leme e corri para enrolar ao mastro, sim ,nessa altura, só não se voltou, totalmente, porque a minha estrelinha, la no céu, no céu donde não vinha uma réstia de luz, mesmo assim terá assomado por entre a escuridão e a opacidade das trevas e não me abandonado à fúria dos elementos
Nesse momento, o leme saltou e à canoa ficou atravessada à vaga.
Vendo claramente o perigo em que me encontrava, nem um instante perdi.
Com à energia que o desespero ou o espírito de salvação poderão dar, não só não enrolei a vela ao tosco mastro (um dos paus cortados no mato ).,.como imediatamente o amarrei, transversalmente, sobre à canoa, por forma à garantir-lhe algum equilíbrio.
Nesse entretempo, bidões de água, viveres, parte das coisas perderam-se e algumas também foram lançadas ao mar, por recear que, com o seu peso, quando o interior se transformou numa autentica banheira balançante ,as ondas a adornassem definitivamente.
Apesar da escuridão, da pavorosa agitação que parecia envolver-me, tragar-me, em suma - engolir-me, dissolver-me no meio daquele escarcéu, não cruzei os braços, não me rendi a tão assustadora evidencia: fiz muitas. coisas: por exemplo, para além de balanceiros, feitos com o mastro e dois barrotes que arranquei da cobertura lateral, larguei um dos bidões de plástico, amarrado à uma corda, para funcionar como uma espécie de ancora flutuante. Qualquer marinheiro sabe em que circunstancias deve ser largada e qual à sua função
Todavia, a noite não foi fácil. Não foi nada fácil, meu Deus! E que longa, longa, torrentosa e cheia de ameaças e de incertezas não foi uma tal noitel!l..
Por Jorge Trabulo Marques - Jornalista e investigador - Dinamizador Cultural
Estoril 1985 -Na imagem Francisco Pinto Balsemão , prestando declarações, ao jornalista Jorge Trabulo Marques para a RDP- Rádio Comercial, acerca da exposição de pintura de Isabel Torres, filha do seu grande amigo, César Torres - Ela era ainda muito nova e ele dizia que ia ser uma grande promessa na pintura - e parece que foi. - Mais tarde, , mas já na Redação do Expresso, pronunciar-se-ia para o mesmo repórter, sobre a concessão das televisões a operadores privados.
Francisco Pinto Balsemão. - Faleceu dia 21-10-2025, aos 88 anos Recordo a entrevista, que me concedeu, sobre o concurso dos canais privados das Tvs, na antiga redação do Expresso, fundador do semanário de que se tornaria um dos jornais mais prestigiados do país, especialmente relevante no período de transição .. PM de Portugal entre janeiro de 1981 e junho de 1983
Francisco Pinto Balsemão. - Faleceu dia 21-10-2025, aos 88 anos Recordo a entrevista, que me concedeu, sobre o concurso dos canais privados das Tvs, na antiga redação do Expresso, fundador do semanário de que se tornaria um dos jornais mais prestigiados do país, especialmente relevante no período de transição .. PM de Portugal entre janeiro de 1981 e junho de 1983
A história dos canais de TV privados, em Portugal, desde a aprovação da lei até ao inicio das emissões, teve os seus episódios e protagonistas – Ao recordar-se esse tempo, um dos nomes, que ressalta, imediatamente, sobretudo para quem acompanhou de perto as discussões e as polémicas, à volta desta questão, é o de Francisco Pinto Balsemão – Sem dúvida, o grande pioneiro dos media em Portugal, antes e depois da Revolução de Abril. - Atualmente lidera o grupo mais poderoso da Comunicação Social Portuguesa, ombreando com os mais importantes grupos internacionais.
BALSEMÃO: Defendia, que o grupo mais bem posicionado para a concessão de um canaL privado de televisão, era o que ele liderava
Já lá vão uns anos decorridos, à volta da discussão da nova lei da Comunicação social, que, depois de aprovada, viria a permitir a concessão de canais televisivos a grupos privados.
Na corrida, estava o Grupo liderado por Pinto Balsemão, Proença de Carvalho e a Igreja Católica – As concessões viriam a ser atribuídos, ao Grupo Impresa, de Balsemão, que arranca com as emissões da SIC, em Outubro de 1992, constituindo-se como o 1º canal de televisão privada em Portugal. E à Igreja católica, que, começa as suas emissões, em Fevereiro de 1993, sob a sigla de Televisão Independente ( TVI), que, naquela altura tinha o nome de "4" por ser a 4ª rede nos canais de televisão portugueses
Recordo também a singela homenagem que lhe prestamos na celebração do Equinócio do Outono, em 23-09- 2022 , bem como ao ex-Presidente da CM de Foz Côa, António Gouveia. no alinhamento sagrado do Santuário da Pedra da Cabeleira de Nª Srª, maciço dos Tambores, arredores da aldeia Chãs, de Foz Côa, com simbólicas homenagens a duas personalidades de reconhecido mérito à causa pública e democrática, com profundos laços ao distrito da Guarda, à nossa região: aos exemplares percursos de vida de Francisco Pinto Balsemão e António Gouveia –
Além de celebrarmos a chegada do Outono, o dia em que as trevas da noite se igualam à claridade do dia, com alguns momentos poéticos, abrilhantados pelos sons da viola de arco de João Canto e Castro e de violoncelo João Paulo Dinis, com o apoio do Município de V. N. de Foz Côa, prestadas simbólicas homenagens a a duas personalidades de reconhecido mérito à causa pública e democrática, com profundos laços ao distrito da Guarda, à nossa região: aos exemplares percursos de vida de Francisco Pinto Balsemão e António Gouveia – Independentemente da possibilidade de poderem ou não estar presentes, nem por isso deixaremos de os saudar neste local sagrado.
Dizia, então, que o mérito de Francisco Pinto Balsemão, quer no jornalismo quer na vida empresarial e politica, do antigo Primeiro-Ministro, é publicamente conhecido, pelo que esta nossa iniciativa de ali homenagearmos, o seu nome e o seu exemplar percurso, é mais um gesto simbólico, num lugar muito especial do nosso país e no mesmo mês em que acaba de completar os seus 85 anos.
Sim, porque, lugares há que são uma tentação, um verdadeiro centro de emanações e de eflúvios, propensos ao deleite, ao esquecimento e à sublimação. Um permanente convite, áurea unção e arrebatamento dos sentidos – Este é um desses esplendoroso lugares.
Tal como afirmou o saudoso poeta, Manuel Daniel, natural de Meda, “este, meus amigos, é um ato de iminente cultura popular! Isto é um modo de sentir, aquilo que, de mais vivo e mais puro existe na Terra e pode ser compreendido por todos os homens! “ Palavras proferidas em Setembro de 2020, pouco meses antes da sua partida para a eternidade.
Dirigimos o convite a Francisco Pinto Balsemão, que, amavelmente, teve a gentileza de nos responder com as carinhosas e elogiosas palavras, justificado a sua impossibilidade – Em todo o caso, mesmo na sua ausência ou de alguém em que o possa representar, não deixaremos de ali o saudarmos e lhe desejarmos dias felizes e tranquilos
Caro Jorge Trabulo Marques,
Estou de acordo que agora é tempo de dar lugar à memória e sinto-me honrado e agradecido por me querer incluir na lista das personalidades já homenageadas.
Acontece que, apesar dos 85, a minha agenda está cada vez mais saturada, contra a vontade dos colaboradores mais próximos e amigos que me aconselham a não ir a todas.
É só por isso que não consigo aceitar o seu convite, mas creia que fica registado com a marca de gratidão.
Com os melhores cumprimentos.
O fundador do "Expresso" e da SIC, antigo primeiro-ministro, Francisco José Pereira Pinto Balsemão, tido como muito, muito trabalhador charmoso, educadíssimo, e nada esbanjador, nasceu a 1 de setembro de 1937 em Lisboa é o único filho de Henrique Patrício Pinto Balsemão, nascido em 9 de Setembro de 1897, na freguesia de Alfaiates, no concelho de Sabugal, distrito da Guarda e de Maria Adelaide van Zeller de Castro Pereira, natural de Sintra, 11de Agosto de 1897
Nos últimos anos do Estado Novo, mais precisamente após as eleições legislativas de 1969, torna-se deputado independente à AN pelo círculo da Guarda, berço da família paterna, representando a Ala Liberal, juntamente com José Pedro Pinto Leite, Sá Carneiro, Magalhães Mota, Mota Amaral, Miller Guerra, entre outros, que lutavam pela abertura do regime à democracia. Demitiu-se desse cargo após a saída de Sá Carneiro, em 1973.
Após o 25 de Abril de 1974, ao lado de Francisco Sá Carneiro e Joaquim Magalhães Mota, Pinto Balsemão foi um dos três membros fundadores do Partido Popular Democrático (PPD), actual PSD. Foi deputado eleito à Assembleia Constituinte, de 1975 a 1976, e seu vice-presidente, e à Assembleia da República, eleito em 1979, 1980 e 1985.
Com a vitória da Aliança Democrática nas legislativas de 1979, estreou-se no governo, como Ministro de Estado Adjunto do Primeiro-ministro no VI Governo Constitucional (1980-1981), chefiado por Francisco Sá Carneiro. Com a morte deste, em dezembro de 1980, no trágico Acidente de Camarate, Pinto Balsemão viria a ocupar o cargo de primeiro-ministro do VII Governo Constitucional (1981) e do VIII Governo Constitucional (1981-1983), ainda com o apoio da AD (coligação entre o PSD, o Centro Democrático Social e o Partido Popular Monárquico).
Naturalmente que, a ser atribuída a concessão de canais de televisão a grupos privados, Francisco Balsemão, pese o facto de ter sido primeiro-ministro e co-fundador de um partido, era quem, à partida, reunia mais créditos para chamar a si esse justificado direito e responsabilidade. Este era pois um dos argumentos de peso que jogava a seu favor. Todavia, conquanto os dois Governos de Cavaco, liderados pela AD, obtivessem a maioria absoluta, o processo foi-se arrastando e levou algum tempo a que passasse das intenções à prática.
Nesse interregno – já não nos ocorre em que data precisa – na altura em que trabalhávamos como repórter na Radio Comercial-RDP – pessoalmente tomámos a iniciativa de nos dirigirmos à redação do semanário Expresso, que era ainda ali próximo da rotunda do Marquês Pombal, parta ouvir Francisco Pinto Balsemão, acerca deste candente assunto - O qual prontamente acedeu expor as suas razões..
“O tema da privatizaçãoestá em foco, em termos gerais: não apenas no que respeita à comunicação social. Isso resulta do resultado das eleições, resulta do programa do Governo. E penso que é esse o caminho a seguir, embora com naturais cautelas em relação à organização política do Estado e á intervenção que o Estado terá que ter sempre na economia.
No caso concreto da comunicação social- fico com muita pena não estar presente do debaterecentemente realizado no Clube dos Empresários, pois tinha outro compromissoinadiável - , penso que a privatização da comunicação social é inevitável e é desejada. Quanto aos jornais, não faz qualquer sentido que o Estado tenha jornas: nenhum país europeu, em nenhum país do mercado comum, isso acontece.Quanto à rádio, a privatização já existe, a privatização já existe apesar da lei ainda não estra a ser aplicada e aí há que regulamentar o modo, o exercício dessa privatização.
Quanto á televisão, também penso que, não apenas porque nos países europeus isso está a acontecer mas também é a única maneira de darmos uma resposta em termos culturais e de identidade nacional à invasão das televisões estrangeiras, é realmente a privatização. É haver a possibilidade de canais privados em Portugal.
Portanto, por tudo isto eu sou defensor se que este tipo de medidas sejam tomadas rapidamente. Até aqui não foi possível, na medida em que não havia uma Governo maioritário, uma maioria na Assembleia nesse sentido. Mas, quanto à televisão, todos os partidos apresentaram propostas de lei, tendentes à existência de televisão privada.
Vejo a televisão privada, acima de tudo e como primeira prioridade, através da abertura deum concurso público para a exploração existente, o segundo canal, que é a nossa primeira prioridade,minha e do Grupo Sójornal : empresa proprietária do Expresso e que compreende vários outros jornais e publicações. Como a empresa proprietária do semanário Jornal; empresa proprietárias das revistas Nova Gente, Maria e outras: O Tempo; o Diário de Coimbra; Diário de Aveiro; O Motor. E depois, um segundo grupo, com empresas bem conhecidas em Portugal: como é o caso dos Filmes Castelo Lopes; de Costa do Castelo (filmes); da Valentim de Carvalho, Telecine-Moro e outras.
Este Grupo é um Grupo que se considera competente, porque tem experiência em matéria de comunicação social. E, por isso, julgo que as regras, no caso da televisão, devem atender à experiência no campo da comunicação social dos concorrentes – Excerto da entrevista, parte da qual editada em vídeo.
BALSEMÃO E A TEMPERA DE UM NATIVO SERRA DA ESTRELA
Pinto Balsemão tem a têmpera do granito da Guarda - Seu pai Henrique Patrício Pinto Balsemão nasceu no dia 9 de Setembro de 1897 na cidade mais alta de Portugal - O filho Francisco nasceu em Lisboa no dia 1 de Setembro de 1937 - Tal como seu pai é um nativo virgiano. Ambos nasceram em dias ímpares mas ele prefere o número par. "Quando posso, arranco com os meus projetos num dia 6: o Expresso começou a 6, o PSD foi anunciado num dia 6, a Caras saiu num dia 6. A SIC Notícias só não iniciou as emissões a 6 porque era um sábado. Não sou supersticioso, mas, se puder ser a 6, é."JN - Acho que faz bem - É assim que se contrariam os enguiços: ao número seis só faltam, dois tracinhos: um de cada lado para tomar a forma de cifrão
No dia 6 de Janeiro, dia em que o semanário expresso, completava, 40 anos, Henrique Monteiro, diz que, quando este jornal foi "lançado, em 1973, existia censura prévia, os partidos políticos eram proibidos (apenas um grupo tinha assento no Parlamento), havia guerras em Angola, Moçambique e Guiné para onde eram mandados rapazes de todo o país, o PIB per capita, a preços que podem ser comparados (preços constantes) era metade do valor atual, o número de pessoas empregadas era muito mais baixo (porque havia muito menos empregos e a população ativa era menor), além de que o país"Expresso por mais 40 anos. Parabéns
UM JORNAL QUE COMEÇOU COM ALGUM CHEIRO A MANJERICÃO
Foi através do semanário Expresso que chegaram os primeiros cheiros a manjerico - Antes disso, só se fosse a bosta de boi da censura e da repressão. O cheiro dos cravos, viria um ano depois. - Entretanto, "após sucessivas desilusões, os deputados da Ala Liberal, foram abandonando a Assembleia. Sá Carneiro foi o primeiro, em 1973, com a famosa expressão "É o fim!", seguindo-se-lhe vários outros. Passaram à oposição, nomeadamente através de artigos publicados no jornal Expresso, fundado por Pinto Balsemão em Janeiro de 1973. Os esforços dos "liberais" terão tido o efeito de desacreditar a experiência marcelista junto de largos sectores das classes médias portuguesas"
"Francisco José Pereira Pinto Balsemão (Lisboa, 1 de setembro de 1937) é um empresário português, que foi primeiro-ministro de Portugal entre Janeiro de 1981 e Junho de 1983.
Jurista de formação, foi igualmente dirigente político ativo, até se dedicar exclusivamente à vida empresarial, no setor da comunicação. Pinto Balsemão é fundador e presidente do Grupo Impresa e presidente do Conselho de Administração da SIC, que foi a primeira estação de televisão privada em Portugal.
Francisco José Pereira Pinto Balsemão nasceu a 1 de setembro de 1937 em Lisboa.[1]
Filho de Henrique Patrício Pinto Balsemão (Guarda, 9 de Setembro de 1897 - ?) e de sua mulher (Lisboa, 21 de Maio de 1922) D. Maria Adelaide van Zeller de Castro Pereira (Sintra, 11 de Agosto de 1897 - ?); neto paterno de Francisco Pinto Balsemão e bisneto paterno de Henrique António Patrício; bisneto materno de Rodrigo Delfim Pereira, filho bastardo de Pedro IV de Portugal e da Baronesa de Sorocaba; primo em segundo grau de Teresa, António e Alexandre Patrício Gouveia EXCERTO DEhttps://pt.wikipedia.org/wiki/Francisco_Pinto_Balsem%C3%A3o
Postagem e vídeo editado em 21- 10-2026 Francisco Pinto Balsemão. - Faleceu dia 21-10-2025, aos 88 anos Recordo a entrevista, que me concedeu, sobre o concurso dos canais privados das Tvs, na antiga redação do Expresso, fundador do semanário de que se tornaria um dos jornais mais prestigiados do país, especialmente relevante no período de transição .. PM de Portugal entre janeiro de 1981 e junho de 1983
Postagens a editada no dia do seu aniversário – em 01-09-2022
Parabéns a Francisco Pinto Balsemão - Nasceu em 01-09-1937 – Completa hoje 85 anos o Príncipe do Jornalismo Português - Fundador do semanário Expresso, líder do mais importante grupo de comunicação social em Portugal - Primeiro-ministro entre Janeiro de 1981 e Junho de 1983. Com raízes paternas ao distrito da Guarda – Tencionámos prestar-lhe a nossa singela Homenagem no Equinócio do Outono, dia 23, pelas 08.00, nos Templos do Sol, Chãs. V. N de Foz Côa, com outra personalidade da nossa região – O ex-autarca António Gouveia, 1985-2001 – 16 anos à frente dos destinos da Câmara Municipal de Vila Nova de Foz Côa
Celebração do Equinócio do Outono sexta-feira, 23-09-2022 às 08h nos Templos do Sol , aldeia de Chãs, de Foz Côa ,com homenagens a Francisco Pinto Balsemão e António Gouveia - Cerimónia abrilhantada com sons de viola de arco de João Canto e Castro e de violoncelo por João Paulo Dinis