Operação Imergente: Justiça a funcionar? PJ invade sede do PS - Justiça fascista ao serviço da politica capitalista: operação idêntica em Espanha - Justiça tem mais poder que os eleitos pelo Povo e, aos partidos que não são da sua escola, invade a sede das suas instalações como se estivesse a fazê-lo aos esconderijos de uma corja de bandidos, tal como foram os do BPN e outros sacadores, libertos de quaisquer amarras, ao ponto de os juízes os dispensarem de irem a Tribunal e o processo acabar aquivado..
Referem noticias, que o assessor de José Luís Carneiro e a mulher, estão entre os 5 detidos
NOVA ENCENAÇÃO GROSSEIRA E HUMILHANTE - Tal como aquela que fez com que, Marcelo, filho do ministro Colonial, Baltazar Rebelo de Sousa, demitisse um Governo de maioria absoluta e abrisse as portas ao seu partido e amigos.
NA ATUALIDADE - ULTRA-LIBERALISTA SELVAGEM - OS GOLPES DE ESTADO ORGANIZAM-SE NAS SECRETARIAS E NÃO PELA FORÇA DAS BALAS
Mega operação Imergente, alheia à Mega fraude do BPN Envolveu cerca de 400 inspetores. Quando o PS está distanciado, nas sondagens, perante um Governo incapaz, a política volta a escrever uma página satírica
Justiça portuguesa não é diferente da fascista-Trumpista ou da Franquista de Espanha :Trump age contra jornalistas e a media que lhe desagrada nos EUA Na batalha para ter o controle da imprensa, presidente barra profissionais de coberturas, ofende críticos e quer acabar com o sigilo de fontes jornalísticas, incluindo processos legais e proibição de entrada na Casa Branca por um antagonismo musculado aos jornalistas e meios de comunicação que escrutinam o Governo
Mega operação Imergente, alheia à Mega fraude do BPN Envolveu cerca de 400 inspetores. Quando o PS está distanciado, nas sondagens, perante um Governo incapaz, a política volta a escrever uma página satírica
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P.G.R. FAZ TUDO PARA PROTEGER LUÍS MONTENEGRO 52 anos após a ‘Revolução dos Cravos’: Amadeu Guerra defende que jornalistas não têm legitimidade para consultar averiguação da Spinumviva
MONTENEGRO 10 AJUSTES DIRETOS, É PM?!
Faturou 679 mil euros em dez contratos por ajuste direto com as câmaras de Espinho e Vagos Entre Fevereiro de 2014 e Janeiro de 2022, a sociedade de advogados de que o presidente do PSD era sócio faturou 679 mil euros em dez contratos por ajuste direto com os municípios de Espinho e de Vagos .Quase metade dos presidentes de câmara do PSD em fim de ciclo já tem emprego novo - público
COINCIDÊNCIAS? OU CONVENIÊNCIAS POLÍTICAS? A unidade da Guarda Civil especializada em crimes de corrupção entrou, na manhã desta quarta-feira, na sede central do Partido Socialista ...Operação Imergente: PJ fez buscas na sede do PS e em juntas de Lisboa. Assessor de José Luís Carneiro e a mulher entre os 5 detidos.
A Procuradoria-Geral da República (PGR) defende que um jornalista não tem “interesse directo, pessoal, legítimo e constitucionalmente protegido”, nem que invoque a sua função de fiscalização ao poder político, para aceder à alegada averiguação preventiva do caso Spinumviva, empresa familiar criada pelo primeiro-ministro, Luís Montenegro.
Na resposta ao Tribunal Administrativo de Lisboa, por via de uma intimação do PÁGINA UM, a PGR sustenta não ter personalidade jurídica para ser réu e que os documentos nem são administrativos, estando sob sigilo por via de uma directa interna feita à medida este ano.
Diz Montenegro, a que a “Operação Imergente”, que visa câmaras municipais e juntas de freguesias do PS e levaram a buscas na sede do partido, são sinónimo de instituições “a funcionar”.-Para ele está funcionar para se escapar de mostrar as negociatas e está bem protegido:
Amadeu Guerra defende que jornalistas não têm legitimidade para consultar averiguação da Spinumviva A (PGR) defende que um jornalista não tem “interesse directo, pessoal, legítimo e constitucionalmente protegido”, nem que invoque a sua função de fiscalização ao poder político, para aceder à alegada averiguação preventiva do caso Spinumviva, empresa familiar criada pelo primeiro-ministro, Luís Montenegro.
Quando o PS está distanciado, nas sondagens, perante um Governo incapaz, a política volta a escrever uma página satírica — tão ilustrada pela realidade que dispensa caricatura. eis nova mega-encenação da Polícia Judiciária (PJ) e do Ministério Público denominada "Operação Imergente". Esta ação envolveu cerca de 400 inspetores e incluiu buscas na sede nacional do Partido Socialista (PS), no Largo do Rato, em Lisboa, além de autarquias em Lisboa, Mafra, Oeiras e Coimbra.
Tanto o Director da PJ, como o Procurador do MP; foram nomeados pelo Governo de Luis Montenegro, além da recondução do Juiz Carlos Alexandre para liderar a Comissão de Combate à Fraude no Serviço Nacional de Saúde (SNS). Com mandato de três anos e um salário de 6100 euros por mês, magistrado vai analisar desperdícios e ilícitos financeiros e criminais. Objetivo é poupar 800 milhões de euros
Na tomada de posse, o novo responsável máximo da PJ , Carlos cabreiro, disse estar "imensamente grato pelo desafio" e pelo "voto de confiança" do Governo.vincando a “honra e privilégio pessoal” que disse sentir ao assumir o cargo
Justiça da Escola Salazarista-Cavaquista ressuscita, adia, arquiva ou abafa: Caso BPN adiado e arquivado. Sócrates, ressuscitado em todos os atos eleitorais. A bancarrota do BPN motivou a nacionalização do banco e a injeção de perto de cinco mil milhões de euros, a maior parte dos quais provenientes da Caixa Geral dos Depósitos ou por esta caucionados. E deu origem a 18 inquéritos, depois de sucessivos adiamentos, acabou arquivado.
Este um titulo de noticia: BPN adiado para depois das presidenciais 19 de Janeiro de 2011
O Folhtim Sócrates, arrasta-se há vários anos, sobre diversos titulos. O último denominado Operação Marquês, foi "ressuscitado" por um "lapso de escrita" e "artimanhas do sistema judicial", buscando reverter decisões, suspender sessões e unificar processos secundários para anular o julgamento principal, apesar dos recursos.
Operação Marquês: Relação anula decisão do juiz Ivo Rosa na "mini" pronúncia a José Sócrates- (( e não desistem de o perseguir)
Tribunal da Relação declara nula a decisão de Ivo Rosa e manda o processo regressar ao tribunal de instrução criminal para ser proferida nova decisão instrutória, relativamente a estes factos
Juiz Ivo Rosa foi seguido e teve as contas devassadas- Uma denúncia anónima, com “descritas inconsistências”, foi usada para abrir um processo-crime e quebrar os sigilos bancário e fiscal. E terá servido para aceder à faturação telefónica detalhada e à localização do telemóvel para seguir e vigiar o então juiz de instrução Ivo Rosa.
Ministério Público assegurou que as diligências efetuadas no âmbito da investigação ao juiz Ivo Rosa, entre 2021 e 2024, respeitaram os direitos, liberdades e garantias previstos na lei e não incluíram interceções telefónicas.
O juiz Ivo Rosa afirma que foi investigado em quatro processos ao longo de três anos. Porém, esclarece que "nunca" tomou conhecimento formal da existência dos referidos inquéritos" e nunca foi notificado ou informado do arquivamento dos mesmos"
Marques Mendes ataca Ivo Rosa. Este juiz "é um perigo à solta 11/04/2021 — Ex-líder do PSD e conselheiro de Estado critica duramente decisão do juiz de instrução Ivo Rosa sublinhou uma "ideia de impunidade", mostrando que os "fortes e poderosos se safam sempre".
Marques Mendes ataca Ivo Rosa. Este juiz "é um perigo à solta ..11/04/2021 —Marques Mendes, no espaço habitual de comentário na SIC, teceu duras críticas ao juiz Ivo Rosa após a decisão instrutória sobre o processo Operação Marquês. , mostrando que os "fortes e poderosos se safam sempre"
Operação Marquês: Supremo decidiu impedir o juiz desembargador Rui Rangel de tomar qualquer decisão no âmbito da 'Operação Marquês', segundo o acórdão a que agência Lusa teve acesso., por considerar existir motivo sério e grave, adequado a gerar desconfiança sobre a imparcialidade do magistrado judicial"
JUSTIÇA ESTILO SALAZARISTA - BPN - A FRAUDE DO SÉCULO ARQUIVADA.Folhetim Sócrates retomado em período eleitoral -Propaganda subsidiária ativada para depois das eleições a cortarem
Ministério Público arquiva processo contra Dias Loureiro e Oliveira e Costa - Ou és do nosso regime ou estás queimado.
Tribunal mantém decisão de juiz de negar a Sócrates acesso a escutas telefónicas - O Tribunal da Relação de Lisboa rejeitou um recurso do ex-primeiro-ministro José Sócrates contra a decisão do juiz do Tribunal Central de Instrução Criminal Carlos Alexandre de lhe negar o acesso a escutas telefónicas da Operação Marquês
Justiça portuguesa arquiva caso dos submarinos
18 de dezembro 2014 - Na Alemanha e na Grécia houve condenações a penas de prisão por corrupção por parte da Ferrostaal. Em Portugal, o processo foi arquivado.
.Ministério Público diz que desapareceu «grande parte» dos elementos referentes ao concurso público de aquisição
O Ministério da Defesa não sabe onde está «grande parte» da documentação do concurso público de aquisição dos submarinos, como os registos das posições que a antiga equipa ministerial de Paulo Portas assumiu na negociação
Os arguidos no caso dos submarinos não vão ser acusados e julgados, tendo o caso sido arquivado
CDS satisfeito com arquivamento do caso dos submarinos
Centristas mostram agrado por arquivamento e defendem o presidente do partido, Paulo Portas.
Recorde-se que Paulo Portas fotocopiou 61 mil documentos quando saiu do ministério em 2005
Ministério Público reconhece que documentação do concurso público de aquisição dos submarinos não está na Defesa e desconhece-se o seu paradeiro.
MP arquivou suspeitas na venda do Pavilhão Atlântico ao genro de Cavaco -Durante quatro anos de investigação, a PJ queixou-se da falta de meios e o Ministério Público não ouviu nenhum dos intervenientes no negócio: Luís Montez, Ricardo Salgado, Maria Luís Albuquerque, Assunção Cristas e Zeinal Bava.
Ministério Público arquiva processo contra Dias Loureiro e Oliveira e Costa - O ex-ministro e ex-deputado do PSD e o antigo presidente do BPN e ex-secretário de Estado estavam indiciados pelos crimes de burla qualificada, branqueamento e fraude fiscal qualificada
O Ministério Público justifica, numa comunicação publicada no portal da internet, o despacho de arquivamento com o não ter sido possível identificar, "de forma conclusiva, todos os factos suscetíveis de integrar os crimes imputados aos arguidos" Ver menos
Jorge Trabulo Marques- Premiado este ano com o corte do subsídio de mértio cultural,
que recebia há mais de 20 anos
Dia Mundial de África 25 de Maio 2026 - Recordo a minha minha vida de escravo na Roça Uba Budo, em 1963 e a aventura pela Rota dos Escravos, em finais de 1975, que saldaria num naufrágio de 38 dias à deriva numa canoa
AVENTURA DE CANOA PELA ROTA DOS ESCRAVOS.. No dia em que fui largado ao mar, do pesqueiro Hornet, junto à Ilha de Ano Bom, mal imaginava que iria viver uma das mais dramáticas situações de sobrevivência, ao longo de 38 dias, por náufragos nas vastas superfícies oceânicas
São Tomé e Príncipe e os meus dias de escravo nas roças, em finais de 1963 – Video de 2014 - A nacionalização das roças ocorreu a 30 de setembro 1975 – Data histórica, assinalada com feriado nacional alusivo ao dia em que, os feudos coloniais- onde fui empregado de mato - passaram a pertencer ao novo país independente após o 12 de Julho
Não tenho saudades do tempo da chibatada. Fui desterrado para a zona da cobra preta por me ter recusado a tratar o trabalhador por tu e ao velho estilo colonial. De sublinhar que o ambiente na cidade e nos meios urbanos, era diferente da rudeza brutal dos feudos roceiros, era mais fraternal. Havia outra convivência - Daí ter-se que se pedir autorização ao feitor-geral ou no escritório - mesmo ao domingo- para o empregado de mato, o apelidado cafuso lá se deslocar.
Aliás, foi das roças que partiu o chamado Massacre do Batepá, em Fevereiro de 1953, 10 anos antes de ali trabalhar.
Neste vido - Recordo meus dias de escravo na Roça Uba-Budo e Ribeira-Peixe da Companhia Agrícola Ultramarina
Jorge Marques .Em Ferão Dias .
A escravatura foi a maior das barbaridades ao longo dos tempos. Foi sempre um comportamento cruel e desumano onde quer que se expandisse. Não só em África, como em todas as partes do mundo. Mas houve lugares onde a mesma se transformou num tenebroso interposto comercial - foi o caso da Ilha de são Tomé.
Ilhas tão maravilhosas, como as de São Tomé e Príncipe. De facto, estes dois belíssimos paraísos verdes, não mereciam que a escravatura, uns milénios ou séculos após o seu primitivo povoamento por povos da costa africana, ali assentasse arraiais. E escravizasse quem já ali vivia pacificamente, mas também os muitos milhares de africanos, que, arrebatados das suas aldeias, para ali foram transportados e obrigados a trabalhar à força. Por outro lado, encontrando-se a Ilha de S. Tomé, numa situação geográfica privilegiada, em relação ao Golfo e ao Equador, cedo deu lugar a que, a par da escravidão nas suas plantações, se transformasse numa autêntica plataforma de embarque e desembarque de escravos..
O que se passou ao longo dos cinco séculos de colonização, foram, pois, arbitrariedades sobre arbitrariedades, que ficariam no esquecimento.
Desde o inicio das primeiras plantações da cana do açúcar que a escravatura, para ali importada, foi acrescida com constantes navios de escravos.. A terra era fértil e o clima quente e húmido, favoreciam o desenvolvimento da sacarose. O produto poderia não ser da melhor qualidade, dadas as dificuldades da sua conservação, porém, as colheitas eram abundante e a cobiça e ambições ainda maiores. Havendo, por isso, necessidade de mão-de-obra escrava. E foi o que sucedeu: - com absoluto desprezo para as vidas desses pobres desventurados. Carrada após carrada de porões atulhados de barcos negreiros,que ali aportavam. Uns, para os depositarem, outros para ali depois os transportarem para as Américas
Em 1781, 132 africanos escravizados foram lançados vivos ao mar de um navio negreiro britânico chamado Zong para morreram afogados. Eles estavam doentes e, na visão do capitão da embarcação, representavam uma ameaça à sua margem de lucro — ao passo que a perda do que ele considerava na época sua "mercadoria" poderia ser compensada com o pagamento .
Os responsáveis pela atrocidade, conhecida como Massacre de Zong, acabaram impunes, apesar dos esforços de ativistas do movimento abolicionista britânico para que fossem julgados por homicídio.
NÃO ESQUEÇO AQUELES DIAS TORMENTOSOS DE NÁUFRAGO E OS S0FRIMENTOS DOS MILHARES DE ESCRAVOS EM PURÕES SOFUCANTES E ATULHADOS.
Meu colchão é côncavo estreito e duro - Muito desconfortável.
Não me permite sequer abrir os braços, mal posso respirar.
Pior ainda quando estendo e cubro a canoa com o toldo de plástico.
Meu coração, quase sufoca, possuído pelas sombras do oceano noturno.
Mesmo assim, meus olhos, cegos de cansaço, perdidos num horrível vazio sonoro e escuro,
não cerram as pálpebras, não cedem à continuada afronta que os amarra mergulha e sobressalta!
Vão abertos, em persistente vigília e alerta! - Não param de sondar
os ruídos, os marulhos! - E, quando estes ressoam no casco
ainda mais os intrigam e assustam - Arregalados,
perscrutam e devassam a penumbra absoluta -Porém,
nada enxergam do que vai dentro ou lá fora - Vão cegos
mas não desistem!- Nesta horrenda dança de vida ou morte, são eles e os meus ouvidos, o mais íntimo sonar,
desta minha inarrável errância marítima
lgures no Golfo da Guiné, 25 de Novembro de 1975
À medida que as forças me vão fraquejando, são mais os pensamentos que me assolam de que as palavras que expresso para o meu diário. Embora com os olhos pregados nos contornos de terra à vista, assim vai decorrer mais um dia perdido no mar, sem todavia a poder alcançar. Mais propenso a pensar de que a expressar as minhas emoções ou observações para o modesto gravador, que religiosamente guardo num simples contentor de plástico, que em terra servira de caixote de lixo – Estou completamente desligado do resto do mundo. A bússola permite-me saber a direcção que tomo mas não sei onde estou. Vou ao sabor dos ventos e das correntes. Que nem sempre me levam pelo melhor rumo.
Nos meus treinos
O remo improvisado, continua a ser pouco ou nada eficaz. Não posso comunicar seja com quem for. Senão com a vontade de Deus. E também não tenho a certeza se me vê ou se me ouve. Mas eu existo, e, a bem dizer, sou um náufrago. E o drama que vai no coração de quem anda perdido no mar, é intraduzível em palavras - Aqui ficam, pois, as que foram faladas (para o diário) e alguns dos pensamentos que ficaram guardados na minha memória.
O meu objectivo era a travessia do Atlântico, pela corrente equatorial, seguindo a antiga rota dos escravos. Pretendia evocar esses tempos ignominiosos e lembrar ao mundo que a escravatura, ainda não tinha acabado – Continuava (e continua) a existir sob várias formas. Pretendia, igualmente, reforçar a minha teoria, já testada em duas viagens marítimas anteriores, que as canoas eram capazes de fazer longas viagens e de terem servido de transporte para os primeiros povoadores das ilhas de Ano Bom, São Tomé e Príncipe Bioko ( a ex-Fernão Pó) . Com a posterior divulgação de antigos mapas, entretanto localizados em velhos museus e bibliotecas, ficou-se a saber que, antes dos europeus, ali terem desembarcado, as ilhas já tinham nomes e constavam nalguns desses mapas.
O dia 25 de maio é considerado o Dia de África porque foi neste dia, em 1963, que se criou a Organização de Unidade Africana (OUA), na Etiópia, com o objetivo de defender e emancipar o continente africano.
Este dia recorda a luta pela independência do continente africano, contra a colonização europeia e contra o regime do Apartheid, assim como simboliza o desejo de um continente mais unido, organizado, desenvolvido e livre.
A data é celebrada em vários países de África e pelos africanos ao redor do mundo. Em países como o Gana, o Mali, a Namíbia, a Zâmbia e o Zimbabwe, o Dia da África é um feriado
Em Lisboa, as comemorações do Dia Mundial de África (25 de maio) estendem-se ao longo da semana com o evento Sem Margem - Semana de África da ULisboa, que decorre de 25 a 30 de maio. Este programa multidisciplinar apresenta exposições, moda, ciência, debates e música em vários polos universitários Sem Margem
O evento principal de encerramento acontece no Pavilhão de Portugal (Parque das Nações) no dia 30 de maio
AOS ESCRAVOS - DESUMANIZADOS E AFOGADOS
.
Lívidos de angústia,
esmagados pelo terror,
esfomeados e esfarrapados,
sedentos de compaixão e de amor,
e, ainda por cima, oh! pobres desgraçados,
acorrentados e lançados vivos ao mar!...
Acreditai irmãos!..Se nesta mesma hora - ainda de escombros! -,
o vosso espírito vagueia por este odioso mar de assombro,
e me estais vendo e ouvindo, acreditai-me que as lágrimas
que agora choro, são também as vossas!
- É ainda o eco alarmante,
claro e nítido, incessante,
daquela hora grave - maldita !
Que vos roubou as vidas!
Vindo dos insondáveis espaços!
Vindo do fundo das trevas! Vindo do tumulto do mar!
Vindo do fundo dos abismos e da superfície
lívida e contorcidas das águas!
Ainda reverberando em ecos de estranha violência!
Bramindo fatídicos sons de álgida insensível crueza.
Errando e ecoando por um céu denso, raiado e negro,
que se desfaz em húmida fuligem,
em novelos de denso fumo
e parda nuvem negra!....
O preconceito de superioridade europeia sobre os outros povos, em particular os africanos e ameríndios, levou a que se duvidasse da sua humanidade. Este um dos argumentos que justificou que fossem capturados, deslocados, comercializados e explorados como escravos em África, na América e na Europa.
"O caso mais famoso de matança de escravos num navio negreiro deu-se em Setembro de 1781, a bordo do Zong, de Liverpool, que largou de São Tomé com um carregamento de quatrocentos e quarenta escravos e dezasseis tripulantes.Uma calmaria imobilizou o barco , que se viu a braços com uma epidemia que matou sete tripulantes e sessenta negros. A maioria dos sobreviventes ficou tão debilitada pela disenteria que seria duvidoso que alguém desse alguma coisa por eles na Jamaica. Em 29 de Novembro, já à vista das Índias Ocidentais, o capitão Luke Collingwood informou os seus oficias de que só havia duzentos galões de água, o que não chegava até ao fim da viagem. Se os escravos morressem de sede ou de doença, os prejuízos recaíam sobre os armadores do navio e sobre ele. Mas, se fossem deitados ao mar, o seguro pagaria a indemnização legal.
O imediato manifestou o seu total desacordo, afirmando que havia água suficiente e que talvez chovesse.Porém, o capitão Collingwood fez orelhas moucas a todos os pedidos de clemência que lhe fizeram, «mandou apartar centro e trinta e dois escravos e obrigou a tripulação, por turnos, a atirá-los ao mar.O primeiro "fardo", cinquenta e quatro escravos, foi lançado aos tubarões nesse mesmo dia. A 1 de Dezembro foi borda fora mais um grupo de quarenta e dois. Nessa noite choveu bastante e apararam água suficiente para todos até ao porto. Mas o capitão tinha o seu plano estabelecido e, uma semana depois, mais vinte sete negros foram manietados e obrigados a andar em frente, no convés, até caírem ao mar. Dez saltaram de moto próprio, sem necessidade de "auxílio dos marinheiros".
«A 22 de Dezembro, o Zong chegou a Kingston. Luke Collingwood vendeu os seus escravos.Alguns, que ninguém quis comprar, abandonou-os no molhe. Lá morreram de fome e sede. No último dia da sua estada em Kingston mandou a maioria da tripulação para terra. Então, de surpresa, mandou levantar ferro, acusando os marinheiros de deserção. Assim evitava pagar-lhe quase um ano de soldo. Collingwood gabava-se de enganar os compradores dos seus escravos atacados de disenteria, pelo simples processo de mandar o médico tapar os cus dos doentes com estopa".
"Quando chegou a Liverpool, Luke Collingwood reclamou à companhia de seguros trinta libras por cada um dos centro e trinta e dois escravos que tinha mandado deitar ao mar." - Transcrito directamente do livro ÉBANO- De autoria de .Alberto Vázquez-Figueroa
MAS A ESCRAVATURA NÃO ACABOU - E CONTINUA NA ACTUALIDADE SOB OUTRAS FORMAS..
No passado partiam os bracos atulhados de escravos, atirados impiedosamente ao mar e hoje? Paradoxalmente, campos pejados de abandono e fome, ante a mais incrivel e fria indiferençal - Além de bairros sem água poével e em condições de extrema dureza .Não sómente em África mas noutras paragens asiáticas.
PRIMEIRA BARBARIDADE DA COLONIZAÇÃO COMEÇOU POR SE ENVIAREM CENTENAS DE CRIANÇAS JUDIAS, ARRANCADAS AOS LARES MATERNOS.
«No ano de 1493, em Torres Vedras, deu el-rei a Álvaro de Caminha, cavaleiro de sua casa, a capitania de ilha de S. Tomé, de juro e de herdade, com cem mil réis de renda cada ano, pagos na casa da Mina. E porque os judeus castelhanos, que de seus reinos se não saíram nos termos limitados os mandou tomar por cativos, segundo a condição da entrada, e lhes tomou os filhos e filhas pequenos, que assim eram cativos, e os mandou tornar todos cristãos, e com dito Álvaro de Caminha os mandou todos à dita Ilha de S. Tomé, para que sendo apartados dos pais e suas doutrinas, e de quem lhes pudesse falar na lei de Moisés, fossem bons cristãos, e também para que crescendo e casando se pudesse com eles povoar a dita ilha, que por esta causa em diante foi em crescimento. Crónica del rei D. João II, de Garcia de Resende, cap.CLXXIX. Em 1522 foi incorporada nos bens da coroa
Jorge Trabulo Marques - Jornalista - Reportegam com video do evento - Nao perca
Festival do Nascimento de Buda, em Lisboa,2026 com apelos à Paz. O
repórter associou-se e registou, belíssimos momentos de espiritualidade, de
beleza, musicalidade. A Praça da Alameda
D. Afonso Henriques, em Lisboa, junto à Fonte Luminosa,
transformou-se, nos dias 23 e 24 de Maio 2026, num espaço de celebração,
reflexão e cultura.
A iniciativa é promovida pela Associação Buddha's Light (BLIA Lisboa),
com o apoio das juntas de freguesia do Areeiro, de Arroios e de Penha de
França.
O
Aniversário de Buda é considerado um importante evento cultural e espiritual do
budismo, que comemora o nascimento de Siddhartha Gautama, e é reconhecido pelas
Nações Unidas como um festival religioso e cultural internacional pela paz. A
celebração também serve como uma oportunidade para disseminar os profundos
valores de compaixão, sabedoria e humanismo do budismo na comunidade.