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domingo, 22 de julho de 2018

S. Tomé e Príncipe - XI Jogos da CPLP –21-28 Julho: sem a Guiné-Bissau, cujo povo certamente não esquecerá tão cedo o desastre da gestão de Miguel Trovoada: do qual "os Guineenses esperavam mais, mas muito mais de um representante especial do Secretário-Geral da ONU no seu País", – Arranque do evento solidário e desportivo dos Povos de Expressão Portuguesa ou com raízes históricas (caso da Guiné Equatorial) Numa altura, em que Oxford Analytica chumba o Governo que acusa de estar a amordaçar a justiça e a sufocar a oposição.



Jorge Trabulo Marques - Jornalista - Informação e análise 
 
Imagem da CPLP

” Sao Tome's government will further stifle dissent – Diz o relatório  da  Oxford Analytica Daily Brief - , que dá nota negativa  às "tentativas de amordaçar o judiciário e sufocar a oposição. O caso Rosema é analisado, detalhadamente, como um exemplo da mordaça do Governo sobre a justiça, o que releva o desprestígio e a falta de credibilidade e de confiança, tanto a nível interno, como no plano internacional 

Governo do gabonês Patrice Trovoada prossegue o caminho do desespero e desemprego – Amordaçando a justiça, a Televisão e a rádio, atirando as tropas ruandesas contra o Povo e os deputados da oposição no Parlamento – Comprometendo e sufocando cada vez mais o futuro da Pátria Santomense.\ Sao Tome's government will further stifle dissent - Oxford Analyti

Refere o relatório que "Trovoada tentará por todos os meios disponíveis permanecer no poder além de Outubro e querer evitar a partilha da administração com partidos que já o  retiraram do cargo duas vezes  (em 2008 e 2012). No entanto, com o descontentamento popular crescente, e após o fim da polémica liderança do MLSTP / PSD, a oposição tem agora uma chance credível de acabar com a maioria absoluta da ADI" - Sublinha  o relatório  da OXOFORD ANALYTICA, publicado no passado dia 20 

Frisando que " a insatisfação popular está  em crescendo com o estilo autoritário do Primeiro Ministro Patrice Trovoada e  o fracasso do governo em cumprir suas promessas eleitorais", trazendo a lume "as alegações de manipulação de instituições judiciais",  que têm levado "a uma crescente defensiva por parte do governo”, que culminaria “com o ministro da Defesa, em 20 de Junho,  alegando ter frustrado uma tentativa de assassinato contra Trovoada”, ao mesmo tempo que anunciava  “a detenção de dois suspeitos: o deputado do MLSTP / PSD Gaudêncio Costa e Sargento do Exército Ajax Managem" - Pormenores em  Sao Tome's government will further stifle dissent



XI Jogos da CPLP sem Guiné-Bissau


Os XI Jogos Desportivos da CPLP realizam-se de 21 a 28 de Julho de 2018, em São Tomé, com cinco modalidades desportivas – futebol, basquetebol 3x3, taekwondo, voleibol de praia e atletismo, incluindo provas para portadores de deficiência.
As autoridades de São Tomé e Príncipe vão acolher mais de 690 pessoas, entre atletas, juízes, apoio médico e demais delegações, como técnicos e dirigentes, vindos de Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné Equatorial (pela primeira vez), Moçambique, Portugal e Timor-Leste.

"A Guiné Bissau como país membro da CPLP tem direito próprio de estar nos jogos. A ausência deveu-se ao próprio país não ter aderido aos jogos. De momento é tudo o que posso informar sobre a ausência de República da Guiné-Bissau", acrescentou Tomé Santos”  - Não foi explicado o motivo mas facilmente se depreende que o apelido Trovoada não deixou saudades em Bissau, pelo que não terá havido vontade politica para que os representantes deste país – mesmo no plano desportivo – viessem, apertar as mãos a quem tanto os ostracizou. XI Jogos da CPLP sem Guiné-Bissau - São Tomé e Príncipe - RFI



"Miguel Trovoada queria - disse bem, QUERIA!!! - permanecer como representante do SG da ONU na Guiné-Bissau...mas com residência em São Tomé e Príncipe ONDE SE PREPARA PARA SE CANDIDATAR às próximas ELEIÇÕES PRESIDENCIAIS (o filho dele, Patrice, nascido no Gabão, é o atual primeiro-ministro de STP). Serão, por assim dizer, uma espécie de Putin/Medvedev - sucedem-se nos cargos a cada eleição...
O Governo guineense ouviu, agradeceu a proposta...mas recusou liminarmente o presente envenenado. Faça boa viagem, com ou sem turbulência mas desapareça do nosso campo de visão. Vá ser presidente naqueles dois armazéns de cacau perdidos no oceano!!!  29 de abril de 2016 "


Promiscuidade sem o menor pudor
MARIA DO CARMO TROVOADA  NA AGENDA POLITICA DA ESCOLHA DO TIO MIGUEL

O mesmo jogo voltou a  fazer para chefiar a equipa de observadores nas eleições presidenciais de Angola, se bem que agora com outra divulgação   23/08/2017Miguel Trovoada: ″Há uma grande calma″ | Mediateca – Todo o ...

As declarações de Miguel Trovoada, não foram tonadas públicas , nas Ilhas, porque também se desconhecia da existência dessa grosseira cumplicidade 




MISSÃO IDÊNTICA  PARA COM ANGOLA – DANDO MAIS UMAS LECAS A GANHAR AO TIO E BOAS OPORTUNIDADES DE INFLUÊNCIAS POLÍTICAS FUTURAS, ONDE O APELIDO TROVOADA TEM SIDO OLHADO COM DESCONFIANÇA PELO MPLA – À exceção de Manuel Vicente, com quem os jogos de corrupção, não olham a meios.

Para que, o jogador Patrice Trovoada, apoiante da UNITA, enquanto lhe interessou  - tal como fez com a China de Taiwan - ,  pudesse vir a contar com boas alavancas politicas, em Angola,  é também, a mesma Maria do Carmo Trovoada, que volta a nomear o tio  Miguel Trovoada, para vai chefiar a missão de observadores da CPLP, em Angola nas eleições de 23 de Agosto passado

Grupo liderado por Miguel Trovoada, dia 16 de Agosto, A pedido de envio de observadores  - A CPLP decidiu participar nas eleições angolanas com o envio de observadores, em resposta a um pedido expresso formulado à organização pelo Presidente da República de Angola, José Eduardo dos Santos. Igual pedido já fora endereçado à União Europeia (UE), União Africana (UA), Comunidade de Desenvolvimento dos Estados da África Austral (SADC) e à Comunidade Económica dos Estados da África Central (CEAC).

Carmo Silveira adiantou: "pensamos que tudo vai correr bem". Acredita que as eleições angolanas podem "correr num clima de paz, de tranquilidade, e que os angolanos possam eleger os seus novos num clima de perfeita liberdade e tranquilidade Angola: Miguel Trovoada vai chefiar missão de observação eleitoral em Angola

ATÉ ONDE  VAI O  DESPUDOR DOS MARAJÁS DA  FAMÍLIA TROVOADA

EM MENOS DE DOIS ANOS - QUASE CEM MILHÕES DOADOS PARA GOVERNANTES FAZEREM DESAPARECER, TAL COMO FIZERAM COM EMPRÉSTIMOS SIMULADOS E A COMPRA DE BARCOS OU QUE FORAM ABANDONADOS OU LEVARAM SUMIÇO DESCONHECIDO

Em 02/09/2016 -  O novo programa estratégico de cooperação entre Portugal e São Tomé e Príncipe dedica 57,5 milhões de euros para projetos a desenvolver até 2020. Depois vieram mais uns milhões dos contribuintes portugueses sob outros pretextos, somando quase cem milhões;  dez milhões de euros para apoiar o investimento; 1,5 milhões de euros para combate; 1.4 milhões para custear o apoio da Marinha portuguesa; mais quase meio milhão para os jogos da CPLP, previstos para o período junho, pouco antes das eleições legislativas e autárquicas, entre outros. 

QUASE MEIO MILHÃO DE EUROS DE PORTUGAL PRÁ PROMOÇÃO DA CAMPANHA ELEITORAL DO REGIME, NAS LEGISLATIVAS E AUTÁRQUICAS - DEPOIS DE QUASE UMA CENTENA DE MILHÕES EM MENOS DE DOIS ANOS

18mar 2015   São Tomé e Príncipe e Portugal assinam novo programa quadro de  cooperação técnico-militar para o triénio 2015/2017 e um protocolo adicional no domínio da fiscalização conjunta de espaços marítimos sob jurisdição são-tomense.
"Uma cooperação recheada de mais-valias, de profissionalismos, de zelo, uma cooperação de afetos dada a forma singular como interagimos e nos relacionamos", explicou Carlos Stock.
S. Tomé 
A oferta das duas embarcações complementa o programa de formação do Instituto Nacional de Socorros a Náufragos à guarda costeira são-tomense. http://24.sapo.pt/noticias/internacional/artigo/sao-tome-e-principe-e-portugal-assinam-novo-programa-quadro-de-cooperacao-tecnico-militar_18991317.html?=/local/setubal
 02/09/2016Novo programa de cooperação Portugal-São Tomé envolve 57,5 .Euro até 2020 - O novo programa estratégico de cooperação entre Portugal e São Tomé e Príncipe dedica 57,5 milhões de euros para projetos a desenvolver até 2020
. O anterior programa de cooperação não tinha a designação “estratégico” e contemplava um montante de 43,5 milhões de euros para o período 2012-2015. https://www.dinheirovivo.pt/economia/novo-programa-cooperacao-portugal-sao-tome-envolve-575-meuro-ate-2020/

MAIS DE QUE NUNCA SE REFORÇA O LAMENTÁVEL FATALISMO

A relação entre corrupção e governação está ainda vinculada à frágil e instável estrutura democrática de São Tomé é Príncipe, o que leva ao nepotismo e à barganha política por apoios, disseram à Lusa vários académicos e investigadores. ".http://www.cmjornal.pt/cm-ao-minuto/detalhe/40-anossao-tome-e-principe-democracia-fragil-alimenta-a-corrupcao-o-nepotismo-e-a-barganha-politica---academicos


sábado, 14 de julho de 2018

Independência de Tomé e Príncipe, 43 anos depois – Almirante Rosa Coutinho e o Engº. Nuno Xavier – Protagonistas da assinatura, ambos já falecidos – O que fora então um grande dia de festa, na praça mais emblemática da capital, agora, em Guadalupe, distrito de Lubata, com a presença de mais militares e paramilitares de que massa popular – Num ato presidido pelo Presidente do Regime, Evaristo Carvalho, que , à semelhança do que já é costume, aproveitou para partidarizar o evento, enaltecendo “os ganhos que o país tem registado graças à acção do actual governo, que goza de estabilidade política e governativa, conquistada nas urnas em Outubro de 2014”


Jorge Trabulo Marques - Jornalista e investigador - Informação e análise

Governo desvia as comemorações da Praça da Independência,  receando manifestações hostis à sua ditadura,  para a modesta cidade de Guadalupe, capital do distrito de Lubata, onde lhe seria mais fácil reprimir qualquer manifestação hostil à sua comédia  - Naturalmente, bem longe do entusiasmo que, as comemorações do 12 de Julho, têm suscitado  em anos passados


Refere o Téla Nón,  que a cerimónia “contou com  muito fraca presença do público, as forças militares e para-militares encheram a principal estrada que atravessa a cidade de Guadalupe, para o Presidente da República Evaristo Carvalho, passar revista às forças.



“No seu discurso de 8 páginas, “o  Chefe de Estado enalteceu os ganhos que o país tem registado graças à acção do actual governo, que goza de estabilidade política e governativa, conquistada nas urnas em Outubro de 2014.



Exactamente no dia 7 de Outubro próximo, o povo volta a exercer o poder político. O Presidente, disse no acto central dos 43 anos da independência nacional que «tudo farei para que o maior número de observadores externos dos mais diversos quadrantes políticos e geográficos estejam presentes no nosso país, de modo que a tradicional credibilidade e realidade das nossas eleições não sejam distorcidas ou de alguma forma, postas em causa», frisou Evaristo Carvalho” https://www.telanon.info/politica/2018/07/12/27391/lobata-foi-palco-do-43o-aniversario-de-uma-obra-inacabada/



Manuel Pinto da Costa, no 12 de Julho de 1975 

Naturalmente, que,  com  observadores da  confiança do regime e com as mesas de voto, sob controlo absoluto e a justiça açaimada: - Basta lembrar que, na fraudulenta eleição presidencial,  que  elegeu Evaristo de Carvalho,  a CPLP, presidida por Maria do Carmo Trovoada, quem esta impostora  foi chamar para liderar a chefia dos Observadores da CPLP, foi o seu tio Miguel Trovoada, único presidente da República que agora compareceu a esta encenação, mais para atemorizar o povo, com as forças militares em grande parada, de que para o   tranquilizar quanto ao seu futuro.


PATRICE TROVOADA – TAMBÉM BOTOU FIGURA – Vá lá que desta vez até por justa razão - Refere ainda o Téla Nón que, no mesmo acto central o governo através do Primeiro-ministro Patrice Trovoada, homenageou 3 figuras são-tomenses ligadas a cultura, nomeadamente os músicos Felício Mendes e Zezito Mendes.

Nélia Xavier, filha de Nuno Xavier Dias, o engenheiro que declarou a independência de São Tomé e Príncipe no dia 12 de Julho de 1975, enquanto Presidente da Assembleia Constituinte, também recebeu homenagens do Estado são-tomense, em honra ao seu pai”



ALMIRANTE ROSA  COUTINHO E NUNO XAVIER A  VOZ DAS DUAS FIGURAS QUE PROTAGONIZARAM A HISTÓRICA ASSINATURA  DA INDEPENDÊNCIA DE S. TOMÉ E PRÍNCIPE - - NENHUMA  DELAS É VIVA






Neste video - Além das palavras históricas de Nuno Xavier e Rosa Coutinho, em 12 de Julho de 1975,  a breve entrevista que registei do Almirante  Rosa Coutinho, por ocasião do funeral de Salgueiro Maia - Um dos capitães de Abril 


Na breve entrevista, que então me concedeu,  em 4 de Abril de 1992,  na sequência das declarações que procurava recolher das várias personalidades,  Rosa Coutinho, não deixou de fazer  rasgados elogios ao militar que tão cedo a morte colheria:  

"Todos nós que fizemos a Revolução de Abril, consideramos Salgueiro Maia, um dos nossos, vemos, portanto, o seu falecimento como uma perda significativa. É evidente que os capitães de Abril irão morrendo: é pena que, no caso de Salgueiro Maia, e de outros, tenha sido tão cedo. Mas recordá-lo-emos sempre, como um homem muito digno! Um homem de grande coragem moral e física! Um homem de isenção exemplar. Um homem que nunca procurou honrarias, que nunca procurou benefícios pessoais e, cuja atitude, como Capitão de Abril, perdoará para a história: um homem com grande capacidade de sacrifício, não apreciando a Ribalta nem militar nem política

Sim, tanto Rosa Coutinho, como  Nuno Xavier Daniel, então Presidente da Assembleia Constituinte,  assassinado a 11 de junho de 1976,  e de cuja fatalidade não há registo de pormenores, como o Almirante Rosa Coutinho, falecido, aos 84 anos, em 2 de Junho de 2005,  já não fazem parte dos vivos -  Porém, de ambos, ficam as imagens da histórica assinatura, na que era então a Praça de Portugal e passou a ser conhecida com a Praça da Independência.


SAUDAÇÃO ESPECIAL  - Da filha do Eng. Nuno Xavier - Saúdo todos os são-tomenses neste dia especial, o dia que celebra a independência e o nascimento da República Democrática de São Tomé e Príncipe. (...) O meu pai era um fervoroso defensor da democracia. Era um homem que tratava toda a gente por igual. Era, como dizem os seus colegas da Força Aérea, um “homem bom”. Generoso, amigo de ajudar, defensor da cultura e das tradições da terra que o viu nascer..https://www.telanon.info/suplemento/opiniao/2018/07/14/27409/a-proposito-do-dia-12-de-julho/

Foi a 12 de julho de 1975, que o antigo primeiro presidente da Assembleia Constituinte, Nuno Xavier, ao lado de Rosa Coutinho, oficial da Marinha portuguesa,  proclamou a independência do arquipélago são-tomense na Praça do mesmo nome no coração da cidade capital, São Tomé.



Outra das figuras histórias, que documentam as imagens do memorável acontecimento, como não podia deixar de ser, é de Manuel Pinto da Costa, líder do Movimento para a Libertação de São Tomé e Príncipe (MLSTP), então já nas vestes da República Democrática de STP. 


Na verdade, embora a independência de São Tomé e Príncipe não tenha na sua génese uma luta armada, como aconteceu em outros Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa Angola, Guiné-Bissau e Moçambique, nem por isso deixou de constituir o  corolário da resistência de um povo a uma colonização que manteve no arquipélago um regime de exploração esclavagista, quando, oficialmente, Portugal tinha abolido a escravatura em 1869.



"A nossa luta de libertação foi uma luta contra a exploração do homem pelo homem: ela não teria sentido se não servisse para destruir os males deixados pelo colonialismo. Temos de modificar as estruturas de produção, temos de criar bases que respondam às necessidades materiais e espirituais do nosso povo", proclamou Pinto da Costa, no discurso da independência.



TODAVIA. HOJE,  MAIS DE QUE NUNCA, AS ILHAS VERDES DO EQUADOR, VIVEM  A MAIS GRAVE CRISE PÓS INDEPENDÊNCIA.



43 anos depois, quando a esmagadora maioria  da população são-tomense vive abaixo do limiar da pobreza, num pais onde o ordenado mínimo é de 40 euros mensais e  a média das pensões é de uma esmola de 20 euros, excetuando  alguns avanços das áreas da educação e da saúde, facilmente se conclui que as promessas da independência estão ainda muito à quem de se cumprirem – E, mais preocupante ainda: é que, os ganhos que foram averbados com a instauração do multapartarismo, estão hoje ensombrados por um regime opressor, altamente corrupto e ditatorial



DADOS BIOGRÁFICOS DE ROSA COUTINHO



António Alva Rosa Coutinho, natural de Celorico da beira, onde nasceu em 14 de Fevereiro de 1926 — faleceu, em Lisboa, a 2 de junho de 2010, vitima de doença prolongada  

Oficial da Armada, passou grande parte da sua carreira naval a bordo — e, a partir de um certo momento, no comando — de navios hidrográficos. 

No período do 25 de Abril de 1974, era capitão de fragata e foi um dos elementos da Armada designados para integrar a Junta de Salvação Nacional (JSN); data de então a sua promoção a Vice-Almirante. Nos primeiros meses da nova situação, a sua actuação foi discreta; chegou a coordenar o Serviço de Extinção da PIDE-DGS e Legião Portuguesa.

Em finais de Julho, após a demissão do último Governador-Geral de Angola, General Silvino Silvério Marques, Rosa Coutinho foi chamado a substituí-lo, na qualidade de Presidente da Junta Governativa de Angola. Confirmado membro da JSN, após os acontecimentos de 28 de Setembro de 1974, ganhando a qualidade de Alto-Comissário em Angola, a partir de Outubro, Rosa Coutinho permaneceu no território até à assinatura dos Acordos de Alvor (Janeiro de 1975) entre o Estado Português e os três movimentos de libertação - Frente Nacional de Libertação de Angola (FNLA), Movimento Popular de Libertação de Angola (MPLA) e União Nacional para a Independência Total de Angola (UNITA). A sua actuação em Angola é normalmente vista como favorável ao MPLA. Defendeu a integridade territorial de Angola contra o separatismo de Cabinda apoiado pelo Zaire

Afastado do CR no novo quadro pós-25 de Novembro, passado à reserva, não tendo mais voltado à ribalta político-militar.” – Fonte https://pt.wikipedia.org/wiki/Ant%C3%B3nio_Rosa_Coutinho





SALGUEIRO MAIA  - Fernando José Salgueiro, nasceu em Castelo de Vide, no dia 1 de julho de 1944Faleceu no dia 4 de Abril de 1992 – Tinha então a patente de tenente Coronel – Foi um dos um dos capitães do Exército Português que liderou as forças revolucionárias da Revolução de 25 de Abril de 1974, que marcou o final da ditadura
 
A sua morte, aos 50 anos, foi então muito sentida, tanto por camaradas de armas, que o haviam acompanhado na madrugada daquela histórica data, como por várias personalidades, e também pelos portugueses, em geral, que compreenderam a importância do 25 Abril, como caminho aberto à liberdade, ao fim da guerra colonial  e aos ideais  democráticos

O seu corpo esteve em câmara ardente na capela da Academia militar, junto à qual registei para a então Rádio Comercial-RDP, breves declarações, de várias personalidades, militares e civis, acerca da sua memória, incluindo um general, cujo nome, já não me ocorre, assim como  do Almirante Rosa Coutinho, de Mário Soares, Hermínio Martinho, do então PRD e António Roque Gameiro

OUTROS PORMENORES DO APONTAMENTO QUE REGISTEI NOUTRO DOS MEUS SITES, ACERCA DA MORTE DE UM HOMEM CORAJOSO, HONRADO E HONESTO – UM DOS SÍMBOLOS DA REVOLUÇÃO DO 25 DE ABRIL

“Um dos homens responsáveis pela democracia em Portugal e um do símbolos dos capitães de Abril – Um dos militares que arriscou a própria vida e nunca se arrependeu dessa sua ação meritória
Um homem honrado honesto, com brio, um apatriota e é com muita mágoa que se vê perder uma camarada que ainda estava na flor da vida “ – Palavras de um general, cujo nome me não ocorre
Rosa Coutinho - Todos nós que fizemos a Revolução de Abril, consideramos Salgueiro Maia, um dos nossos, vemos, portanto, o seu falecimento como uma perda significativa. É evidente que os capitães de Abril irão morrendo: é pena que, no caso de Salgueiro Maia, e de outros, tenha sido tão cedo. Mas recordá-lo-emos sempre, como um homem muito digno! Um homem de grande coragem moral e física! Um homem de isenção exemplar. Um homem que nunca procurou honrarias, que nunca procurou benefícios pessoais e, cuja atitude, como Capitão de Abril, perdoará para a história: um homem com grande capacidade de sacrifício, não apreciando a Ribalta nem militar nem política


Mário Soares – Senti imenso a morte do Tenente-Coronel, Salgueiro Maia: além de tudo o mais era um amigo dele mas fui sempre um admirador: foi um militar íntegro! Foi um herói do 25 de Abril! Participou no 25 de Novembro! Foi um combatente da liberdade. Devemos-lhe muito! 

Portugal, hoje, democrático e pluralista, deve muito à ação pessoal de Salgueiro Maia e, por isso, todos nós portugueses, se devem inclinar sobre a sua morte, que representa uma grande perda para  o país foi, digamos, um Campeão da Liberdade

Herminio Martino - Salgueiro Maia era um amigo especial e uma amigo particular: pela sua postura na vida, pela sua integridade, pela grande dignidade, com que se comportava e conduzia toda a sua vida, eu penso que ele é merecedor do maior respeito e admiração dos portugueses: pela coragem e determinação, com que conduziu a sua vida, penso que lhe devem muito: não só os portugueses, em geral, como o regime democrático, em que hoje felizmente vivemos

António Roque Gameiro  - Não era pessoa de criar o mais pequeno conflito, fosse com quem fosse; em cada um com quem se relacionava, era uma amigo Era uma honestidade muito grande e não se aproveitou de nada

Salgueiro Maia condecorado em gesto de "reparação histórica"

EXPRESSO - Se fosse vivo, o capitão de Abril Fernando Salgueiro Maia, faria 72 anos esta sexta-feira. Por causa de uma deslocação oficial, o Presidente da República antecipou a condecoração a título póstumo e a Grã-Cruz da Ordem do Infante foi entregue ontem à viúva do rosto mais conhecido da Revolução dos Cravos
Marcelo diz que este é um gesto de “reconhecimento da pátria portuguesa”, porque nunca é tarde para uma “reparação histórica”. A condecoração foi entregue a Natércia Salgueiro Maia, viúva do capitão de Abril, que se sentiu “reconfortada” com o gesto do PR.
Natércia recordou que o marido viveu momentos de “mágoa e tristeza pela forma como era tratado. Algumas vezes ouvi-o desabafar: Tratam-me como se eu fosse um traidor à Pátria, então, que me julguem. Infelizmente, o meu marido já não está entre nós. Por ele, sinto-me reconfortada pela decisão do senhor Presidente em lhe atribuir esta condecoração”. Agradeceu o gesto do PR considerando-o extensivo a todos os “implicados no 25 de Abril”, expressão que o marido gostava de utilizar. Marcelo condecora Salgueiro Maia

Biografia

Fernando José Salgueiro, natural  de Castelo de Vide, 1 de julho de 1944, tendo falécio em Lisboa, 4 de abril de 1992),  foi um dos capitães do Exército Português que liderou as forças revolucionárias durante a Revolução de 25 de Abril de 1974, que marcou o final da ditadura.

Filho de um ferroviário, Francisco da Luz Maia, e de sua mulher, Francisca Silvéria Salgueiro, frequentou a Escola Primária em São Torcato, Coruche, fixando-se subsequentemente em Tomar; concluiu o ensino secundário no Liceu Nacional de Leiria (hoje Escola Secundária Francisco Rodrigues Lobo), ingressando, em outubro de 1964, na Academia Militar, em Lisboa. Acabado o curso, Salgueiro Maia foi colocado na Escola Prática de Cavalaria (EPC), em Santarém, para frequentar o tirocínio. Na mesma instituição, ascendeu a comandante de instrução e integrou uma companhia dos comandos na Guerra Colonial. Depois da revolução, viria a licenciar-se em Ciências Políticas e Sociais, no Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas, em Lisboa
Em 1973 iniciam-se as reuniões clandestinas do Movimento das Forças Armadas e, Salgueiro Maia, como Delegado de Cavalaria, integra a Comissão Coordenadora do Movimento. Depois do 16 de Março de 1974 e do Levantamento das Caldas, foi Salgueiro Maia, a 25 de Abril desse ano, quem comandou a coluna de blindados que, vinda de Santarém, montou cerco aos ministérios do Terreiro do Paço forçando, já no final da tarde, a rendição de Marcelo Caetano, no Quartel do Carmo, que entregou a pasta do governo a António de Spínola. Salgueiro Maia escoltou Marcelo Caetano ao avião que o transportaria para o exílio no Brasil. Na madrugada de 25 de Abril de 74, durante a parada da Escola Prática de Cavalaria (EPC), em Santarém, proferiu o célebre discurso: Meus senhores, como todos sabem, há diversas modalidades de Estado. Os estados socialistas, os estados capitalistas e o estado a que chegámos. Ora, nesta noite solene, vamos acabar com o estado a que chegámos! De maneira que, quem quiser vir comigo, vamos para Lisboa e acabamos com isto. Quem for voluntário, sai e forma. Quem não quiser sair, fica aqui! Todos os 240 homens que ouviram estas palavras, ditas de forma serena mas firme, tão característica de Salgueiro Maia, formaram de imediato à sua frente. Depois seguiram para Lisboa e marcharam sobre a ditadura.[1] [2] A 25 de Novembro de 1975 sai da EPC, comandando um grupo de carros às ordens do Presidente da República. Será transferido para os Açores, só voltando a Santarém em 1979, onde ficou a comandar o Presídio Militar de Santarém. Em 1984 regressa à EPC. Excertos de  Salgueiro Maia –  Outros elementos também em Biografia de Salgueiro Maia (