Jorge Trabulo Marques - Jornalista - Informação e análise
Imagem da CPLP
” Sao Tome's
government will further stifle dissent – Diz o relatóriodaOxford
Analytica Daily Brief - , que dá nota negativaàs "tentativas de amordaçar o judiciário e sufocar a oposição. O
caso Rosema é analisado, detalhadamente, como um exemplo da mordaça do Governo sobre a
justiça, o que releva o desprestígio e a falta de credibilidade e de confiança,
tanto a nível interno, como no plano internacional
Governo do gabonês Patrice Trovoada
prossegue o caminho do desespero e desemprego – Amordaçando a justiça, a
Televisão e a rádio, atirando as tropas ruandesas contra o Povo e os deputados
da oposição no Parlamento – Comprometendo e sufocando cada vez mais o futuro da
Pátria Santomense.\Sao Tome's government will further stifle dissent - Oxford
Analyti
Refere o relatório que "Trovoada
tentará por todos os meios disponíveis permanecer no poder além de
Outubro e querer evitar a partilha da administração com partidos que
já oretiraram do cargo duas vezes (em 2008 e 2012). No entanto, com o descontentamento popular crescente, e após o fim da
polémica liderança do MLSTP / PSD, a oposição tem agora uma chance credível de
acabar com a maioria absoluta da ADI"- Sublinha o relatório da OXOFORD ANALYTICA, publicado no passado dia 20
Frisando que "a insatisfação popular está em crescendo
com o estilo autoritário do Primeiro Ministro Patrice Trovoada eo fracasso do governo em cumprir suas promessas
eleitorais", trazendo a lume "as alegações de manipulação de instituições judiciais", que têm levado "a
uma crescente defensiva por parte do governo”, que culminaria “com o ministro
da Defesa, em 20 de Junho, alegando ter
frustrado uma tentativa de assassinato contra Trovoada”, ao mesmo tempo que anunciava
“a detenção de dois suspeitos: o
deputado do MLSTP / PSD Gaudêncio Costa e Sargento do Exército Ajax Managem" - Pormenores emSao Tome's government will further stifle dissent
XI Jogos da CPLP sem
Guiné-Bissau
Os XI Jogos
Desportivos da CPLP realizam-se de 21 a 28 de Julho de 2018, em São Tomé, com
cinco modalidades desportivas – futebol, basquetebol 3x3, taekwondo, voleibol
de praia e atletismo, incluindo provas para portadores de deficiência.
As autoridades de
São Tomé e Príncipe vão acolher mais de 690 pessoas, entre atletas, juízes,
apoio médico e demais delegações, como técnicos e dirigentes, vindos de Angola,
Brasil, Cabo Verde, Guiné Equatorial (pela primeira vez), Moçambique, Portugal
e Timor-Leste.
"A Guiné Bissau
como país membro da CPLP tem direito próprio de estar nos jogos. A ausência
deveu-se ao próprio país não ter aderido aos jogos. De momento é tudo o que
posso informar sobre a ausência de República da Guiné-Bissau", acrescentou Tomé Santos”- Não foi explicado o motivo mas facilmente
se depreende que o apelido Trovoada não deixou saudades em Bissau, pelo que não
terá havido vontade politica para que os representantes deste país – mesmo no
plano desportivo – viessem, apertar as mãos a quem tanto os ostracizou. XI Jogos da CPLP sem Guiné-Bissau - São Tomé e Príncipe - RFI
"Miguel Trovoada queria -
disse bem, QUERIA!!! - permanecer como representante do SG da ONU na
Guiné-Bissau...mas com residência em São Tomé e Príncipe ONDE SE PREPARA PARA
SE CANDIDATAR às próximas ELEIÇÕES PRESIDENCIAIS (o filho dele, Patrice,
nascido no Gabão, é o atual primeiro-ministro de STP). Serão, por assim dizer,
uma espécie de Putin/Medvedev - sucedem-se nos cargos a cada eleição...
O Governo guineense
ouviu, agradeceu a proposta...mas recusou liminarmente o presente envenenado.
Faça boa viagem, com ou sem turbulência mas desapareça do nosso campo de visão.
Vá ser presidente naqueles dois armazéns de cacau perdidos no oceano!!!29 de abril de 2016 "
Promiscuidade sem o menor pudor
MARIA DO CARMO TROVOADA NA AGENDA POLITICA DA ESCOLHA DO TIO MIGUEL
O mesmo jogo voltou afazer para chefiar a equipa de observadores nas eleições presidenciais de Angola, se bem que agora com outra divulgação 23/08/2017Miguel Trovoada: ″Há uma grande calma″ | Mediateca – Todo o ... As
declarações de Miguel Trovoada, não foram tonadas públicas , nas Ilhas,
porque também se desconhecia da existência dessa grosseira cumplicidade
MISSÃO IDÊNTICA PARA COM ANGOLA – DANDO MAIS UMAS LECAS A GANHAR AO TIO E BOAS OPORTUNIDADES DE INFLUÊNCIAS POLÍTICAS FUTURAS, ONDE
O APELIDO TROVOADA TEM SIDO OLHADO COM DESCONFIANÇA PELO MPLA – À
exceção de Manuel Vicente, com quem os jogos de corrupção, não olham a
meios.
Para
que, o jogador Patrice Trovoada, apoiante da UNITA, enquanto lhe
interessou - tal como fez com a China de Taiwan - , pudesse vir a
contar com boas alavancas politicas, em Angola, é também, a mesma Maria
do Carmo Trovoada, que volta a nomear o tio Miguel Trovoada, para vai chefiar a missão de observadores da CPLP, em Angola nas eleições de 23 de Agosto passado
Grupo liderado por Miguel Trovoada, dia 16 de Agosto, A pedido de envio de observadores- A
CPLP decidiu participar nas eleições angolanas com o envio de
observadores, em resposta a um pedido expresso formulado à organização
pelo Presidente da República de Angola, José Eduardo dos Santos. Igual
pedido já fora endereçado à União Europeia (UE),
União Africana (UA), Comunidade de Desenvolvimento dos Estados da
África Austral (SADC) e à Comunidade Económica dos Estados da África
Central (CEAC).
Carmo Silveira adiantou: "pensamos que tudo vai correr bem".
Acredita que as eleições angolanas podem "correr num clima de paz, de
tranquilidade, e que os angolanos possam eleger os seus novos num clima
de perfeita liberdade e tranquilidadeAngola: Miguel Trovoada vai chefiar missão de observação eleitoral em Angola
ATÉ ONDEVAI O DESPUDOR DOS MARAJÁS DA FAMÍLIA TROVOADA
EM MENOS DE DOIS ANOS -
QUASE CEM MILHÕES DOADOS PARA GOVERNANTES FAZEREM DESAPARECER, TAL COMO
FIZERAM COM EMPRÉSTIMOS SIMULADOS E A COMPRA DE BARCOS OU QUE FORAM
ABANDONADOS OU LEVARAM SUMIÇO DESCONHECIDO
Em 02/09/2016 - O
novo programa estratégico de cooperação entre Portugal e São Tomé e
Príncipe dedica 57,5 milhões de euros para projetos a desenvolver até
2020. Depois vieram mais uns milhões dos contribuintes portugueses sob
outros pretextos, somando quase cem milhões; dez milhões de euros para
apoiar o investimento; 1,5 milhões de euros para combate; 1.4 milhões
para custear o apoio da Marinha portuguesa; mais quase meio milhão para
os jogos da CPLP, previstos para o período junho, pouco antes das
eleições legislativas e autárquicas, entre outros.
QUASE MEIO MILHÃO DE EUROS DE PORTUGAL PRÁ PROMOÇÃO DA CAMPANHA ELEITORAL DO REGIME, NAS LEGISLATIVAS E AUTÁRQUICAS - DEPOIS DE QUASE UMA CENTENA DE MILHÕES EM MENOS DE DOIS ANOS
"Uma cooperação recheada de mais-valias, de profissionalismos, de
zelo, uma cooperação de afetos dada a forma singular como interagimos e nos
relacionamos", explicou Carlos Stock.
Jorge Trabulo Marques - Jornalista e investigador - Informação e análise
Governo desvia as comemorações
da Praça da Independência,receando manifestações
hostis à sua ditadura,para a modesta
cidade de Guadalupe, capital do distrito de Lubata, onde lhe seria mais fácil
reprimir qualquer manifestação hostil à sua comédia- Naturalmente, bem longe do entusiasmo que,
as comemorações do 12 de Julho, têm suscitado em anos passados
Refere o Téla Nón, que a cerimónia “contou com muito
fraca presença do público, as forças militares e para-militares encheram a
principal estrada que atravessa a cidade de Guadalupe, para o Presidente da
República Evaristo Carvalho, passar revista às forças.
“No seu discurso
de 8 páginas, “o Chefe de Estado
enalteceu os ganhos que o país tem registado graças à acção do actual governo,
que goza de estabilidade política e governativa, conquistada nas urnas em
Outubro de 2014.
Exactamente no dia 7 de
Outubro próximo, o povo volta a exercer o poder político. O Presidente, disse
no acto central dos 43 anos da independência nacional que «tudo farei
para que o maior número de observadores externos dos mais diversos quadrantes
políticos e geográficos estejam presentes no nosso país, de modo que a
tradicional credibilidade e realidade das nossas eleições não sejam distorcidas
ou de alguma forma, postas em causa», frisou Evaristo Carvalho” https://www.telanon.info/politica/2018/07/12/27391/lobata-foi-palco-do-43o-aniversario-de-uma-obra-inacabada/
Manuel Pinto da Costa, no 12 de Julho de 1975
Naturalmente, que, comobservadores da confiança do
regime e com as mesas de voto, sob controlo absoluto e a justiça açaimada: - Basta
lembrar que, na fraudulenta eleição presidencial, que elegeu Evaristo de Carvalho, a CPLP,
presidida por Maria do Carmo Trovoada, quem esta impostora foi chamar para
liderar a chefia dos Observadores da CPLP, foi o seu tio Miguel Trovoada, único
presidente da República que agora compareceu a esta encenação, mais para atemorizar o
povo, com as forças militares em grande parada, de que para o tranquilizar quanto ao
seu futuro.
PATRICE TROVOADA –
TAMBÉM BOTOU FIGURA – Vá lá que desta vez até por justa razão - Refere ainda o Téla Nón que, no mesmo acto central o
governo através do Primeiro-ministro Patrice Trovoada, homenageou 3 figuras
são-tomenses ligadas a cultura, nomeadamente os músicos Felício Mendes e Zezito
Mendes.
Nélia Xavier,
filha de Nuno Xavier Dias, o engenheiro que declarou a independência de São
Tomé e Príncipe no dia 12 de Julho de 1975, enquanto Presidente da Assembleia
Constituinte, também recebeu homenagens do Estado são-tomense, em honra ao seu
pai”
ALMIRANTE ROSA COUTINHO E NUNO XAVIER A VOZ DAS DUAS FIGURAS QUE PROTAGONIZARAM A HISTÓRICA ASSINATURA DA INDEPENDÊNCIA DE S. TOMÉ E PRÍNCIPE - - NENHUMA DELAS É VIVA
Neste video - Além das palavras históricas de Nuno Xavier e Rosa Coutinho, em 12 de Julho de 1975, a breve entrevista que registei do Almirante Rosa Coutinho, por ocasião do funeral de Salgueiro Maia - Um dos capitães de Abril
Na breve entrevista, que então me concedeu, em 4 de Abril de 1992, na sequência das declarações que procurava recolher das várias personalidades, Rosa Coutinho, não deixou de fazer rasgados elogios ao militar que tão cedo a morte colheria:
"Todos nós que fizemos a Revolução de Abril, consideramos Salgueiro Maia, um dos nossos, vemos, portanto, o seu falecimento como uma perda significativa. É evidente que os capitães de Abril irão morrendo: é pena que, no caso de Salgueiro Maia, e de outros, tenha sido tão cedo. Mas recordá-lo-emos sempre, como um homem muito digno! Um homem de grande coragem moral e física! Um homem de isenção exemplar. Um homem que nunca procurou honrarias, que nunca procurou benefícios pessoais e, cuja atitude, como Capitão de Abril, perdoará para a história: um homem com grande capacidade de sacrifício, não apreciando a Ribalta nem militar nem política
Sim, tanto Rosa Coutinho, como Nuno Xavier Daniel, então Presidente da Assembleia Constituinte, assassinado a 11 de junho de 1976, e de cuja fatalidade não há registo de pormenores, como o Almirante Rosa Coutinho, falecido, aos 84 anos, em 2 de Junho de 2005, já não fazem parte dos vivos - Porém, de ambos, ficam as imagens da histórica assinatura, na que era então a Praça de Portugal e passou a ser conhecida com a Praça da Independência.
SAUDAÇÃO ESPECIAL - Da filha do Eng. Nuno Xavier - Saúdo todos os são-tomenses neste dia
especial, o dia que celebra a independência e o nascimento da República
Democrática de São Tomé e Príncipe. (...) O meu pai era um
fervoroso defensor da democracia. Era um homem que tratava toda a gente por
igual. Era, como dizem os seus colegas da Força Aérea, um “homem bom”.
Generoso, amigo de ajudar, defensor da cultura e das tradições da terra que o
viu nascer..https://www.telanon.info/suplemento/opiniao/2018/07/14/27409/a-proposito-do-dia-12-de-julho/
Foi a 12 de julho de
1975, que o antigo primeiro presidente da Assembleia Constituinte, Nuno Xavier,
ao lado de Rosa Coutinho, oficial da Marinha portuguesa, proclamou a
independência do arquipélago são-tomense na Praça do mesmo nome no coração da
cidade capital, São Tomé.
Outra das figuras
histórias, que documentam as imagens do memorável acontecimento, como não podia
deixar de ser, é de Manuel Pinto da Costa, líder do Movimento para a Libertação
de São Tomé e Príncipe (MLSTP), então já nas vestes da República Democrática de
STP.
Na verdade, embora
a independência de São Tomé e Príncipe não tenha na sua génese uma luta armada,
como aconteceu em outros Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa Angola,
Guiné-Bissau e Moçambique, nem por isso deixou de constituir o corolário da resistência de um povo a uma
colonização que manteve no arquipélago um regime de exploração esclavagista,
quando, oficialmente, Portugal tinha abolido a escravatura em 1869.
"A nossa luta
de libertação foi uma luta contra a exploração do homem pelo homem: ela não teria
sentido se não servisse para destruir os males deixados pelo colonialismo.
Temos de modificar as estruturas de produção, temos de criar bases que
respondam às necessidades materiais e espirituais do nosso povo",
proclamou Pinto da Costa, no discurso da independência.
TODAVIA. HOJE, MAIS DE QUE NUNCA, AS ILHAS VERDES DO EQUADOR,
VIVEM A MAIS GRAVE CRISE PÓS
INDEPENDÊNCIA.
43 anos depois,
quando a esmagadora maioria da população
são-tomense vive abaixo do limiar da pobreza, num pais onde o ordenado mínimo é
de 40 euros mensais ea média das
pensões é de uma esmola de 20 euros, excetuando alguns avanços das áreas da educação e da
saúde, facilmente se conclui que as promessas da independência estão ainda
muito à quem de se cumprirem – E, mais preocupante ainda: é que, os ganhos que
foram averbados com a instauração do multapartarismo, estão hoje ensombrados
por um regime opressor, altamente corrupto e ditatorial
DADOS BIOGRÁFICOS DE ROSA
COUTINHO
António Alva Rosa
Coutinho, natural de Celorico da beira, onde nasceu em 14 de Fevereiro de 1926
— faleceu, em Lisboa, a 2 de junho de 2010, vitima de doença prolongada
Oficial da Armada, passou
grande parte da sua carreira naval a bordo — e, a partir de um certo momento,
no comando — de navios hidrográficos.
No período do 25 de Abril
de 1974, era capitão de fragata e foi um dos elementos da Armada designados
para integrar a Junta de Salvação Nacional (JSN); data de então a sua promoção
a Vice-Almirante. Nos primeiros meses da nova situação, a sua actuação foi
discreta; chegou a coordenar o Serviço de Extinção da PIDE-DGS e Legião
Portuguesa.
Em finais de Julho, após
a demissão do último Governador-Geral de Angola, General Silvino Silvério
Marques, Rosa Coutinho foi chamado a substituí-lo, na qualidade de Presidente
da Junta Governativa de Angola. Confirmado membro da JSN, após os
acontecimentos de 28 de Setembro de 1974, ganhando a qualidade de
Alto-Comissário em Angola, a partir de Outubro, Rosa Coutinho permaneceu no
território até à assinatura dos Acordos de Alvor (Janeiro de 1975) entre o
Estado Português e os três movimentos de libertação - Frente Nacional de
Libertação de Angola (FNLA), Movimento Popular de Libertação de Angola (MPLA) e
União Nacional para a Independência Total de Angola (UNITA). A sua actuação em
Angola é normalmente vista como favorável ao MPLA. Defendeu a integridade
territorial de Angola contra o separatismo de Cabinda apoiado pelo Zaire
SALGUEIRO MAIA - Fernando
José Salgueiro, nasceu em Castelo de Vide, no dia 1 de julho de 1944Faleceu no
dia 4 de Abril de 1992 – Tinha então a patente de tenente Coronel – Foi um dos
um dos capitães do Exército Português que liderou as forças revolucionárias da
Revolução de 25 de Abril de 1974, que marcou o final da ditadura
A sua morte,
aos 50 anos, foi então muito sentida, tanto por camaradas de armas, que o
haviam acompanhado na madrugada daquela histórica data, como por várias
personalidades, e também pelos portugueses, em geral, que compreenderam a
importância do 25 Abril, como caminho aberto à liberdade, ao fim da guerra
colonial e aos ideais democráticos
O seu corpo esteve em câmara ardente na capela da
Academia militar, junto à qual registei para a então Rádio Comercial-RDP,
breves declarações, de várias personalidades, militares e civis, acerca da sua
memória, incluindo um general, cujo nome, já não me ocorre, assim como do
Almirante Rosa Coutinho, de Mário Soares, Hermínio Martinho, do então PRD e
António Roque Gameiro OUTROS PORMENORES DO APONTAMENTO QUE REGISTEI NOUTRO DOS MEUS SITES, ACERCA DA MORTE DE UM HOMEM CORAJOSO,
HONRADO E HONESTO – UM DOS SÍMBOLOS DA REVOLUÇÃO DO 25 DE ABRIL
“Um dos homens responsáveis pela democracia
em Portugal e um do símbolos dos capitães de Abril – Um dos militares que
arriscou a própria vida e nunca se arrependeu dessa sua ação meritória
Um homem honrado honesto, com brio, um
apatriota e é com muita mágoa que se vê perder uma camarada que ainda estava na
flor da vida “ – Palavras de um general, cujo nome me não ocorre
Rosa Coutinho - Todos nós que fizemos a
Revolução de Abril, consideramos Salgueiro Maia, um dos nossos, vemos,
portanto, o seu falecimento como uma perda significativa. É evidente que os capitães
de Abril irão morrendo: é pena que, no caso de Salgueiro Maia, e de outros,
tenha sido tão cedo. Mas recordá-lo-emos sempre, como um homem muito digno! Um
homem de grande coragem moral e física! Um homem de isenção exemplar. Um homem
que nunca procurou honrarias, que nunca procurou benefícios pessoais e, cuja
atitude, como Capitão de Abril, perdoará para a história: um homem com grande capacidade
de sacrifício, não apreciando a Ribalta nem militar nem política
Mário Soares – Senti imenso a morte do
Tenente-Coronel, Salgueiro Maia: além de tudo o mais era um amigo dele mas fui
sempre um admirador: foi um militar íntegro! Foi um herói do 25 de Abril! Participou
no 25 de Novembro! Foi um combatente da liberdade. Devemos-lhe muito! Portugal, hoje, democrático e pluralista,
deve muito à ação pessoal de Salgueiro Maia e, por isso, todos nós portugueses,
se devem inclinar sobre a sua morte, que representa uma grande perda para o país foi, digamos, um Campeão da Liberdade
Herminio Martino - Salgueiro Maia era um amigo
especial e uma amigo particular: pela sua postura na vida, pela sua integridade,
pela grande dignidade, com que se comportava e conduzia toda a sua vida, eu
penso que ele é merecedor do maior respeito e admiração dos portugueses: pela
coragem e determinação, com que conduziu a sua vida, penso que lhe devem muito:
não só os portugueses, em geral, como o regime democrático, em que hoje
felizmente vivemos
António Roque Gameiro - Não era pessoa de criar o mais pequeno conflito,
fosse com quem fosse; em cada um com quem se relacionava, era uma amigo Era uma
honestidade muito grande e não se aproveitou de nada
Salgueiro Maia condecorado em gesto de "reparação histórica"
EXPRESSO - Se fosse vivo, o capitão de Abril Fernando Salgueiro
Maia, faria 72 anos esta sexta-feira. Por causa de uma deslocação oficial, o
Presidente da República antecipou a condecoração a título póstumo e a Grã-Cruz
da Ordem do Infante foi entregue ontem à viúva do rosto mais conhecido da
Revolução dos Cravos
Marcelo diz que este é um
gesto de “reconhecimento da pátria portuguesa”, porque nunca é tarde para uma
“reparação histórica”. A condecoração foi entregue a Natércia Salgueiro Maia,
viúva do capitão de Abril, que se sentiu “reconfortada” com o gesto do PR.
Natércia recordou que o marido viveu momentos de “mágoa e tristeza
pela forma como era tratado. Algumas vezes ouvi-o desabafar: Tratam-me como se
eu fosse um traidor à Pátria, então, que me julguem. Infelizmente, o meu marido
já não está entre nós. Por ele, sinto-me reconfortada pela decisão do senhor
Presidente em lhe atribuir esta condecoração”. Agradeceu o gesto do PR
considerando-o extensivo a todos os “implicados no 25 de Abril”, expressão que
o marido gostava de utilizar.Marcelo condecora Salgueiro Maia
Biografia
Fernando José Salgueiro, natural de Castelo de Vide, 1 de julho de 1944, tendo
falécio em Lisboa, 4 de abril de 1992), foi um dos capitães do Exército Português que
liderou as forças revolucionárias durante a Revolução de 25 de Abril de 1974,
que marcou o final da ditadura.
Filho de um ferroviário, Francisco da Luz
Maia, e de sua mulher, Francisca Silvéria Salgueiro, frequentou a Escola
Primária em São Torcato, Coruche, fixando-se subsequentemente em Tomar;
concluiu o ensino secundário no Liceu Nacional de Leiria (hoje Escola
Secundária Francisco Rodrigues Lobo), ingressando, em outubro de 1964, na
Academia Militar, em Lisboa. Acabado o curso, Salgueiro Maia foi colocado na
Escola Prática de Cavalaria (EPC), em Santarém, para frequentar o tirocínio. Na
mesma instituição, ascendeu a comandante de instrução e integrou uma companhia
dos comandos na Guerra Colonial. Depois da revolução, viria a licenciar-se em
Ciências Políticas e Sociais, no Instituto Superior de Ciências Sociais e
Políticas, em Lisboa
Em 1973 iniciam-se as reuniões
clandestinas do Movimento das Forças Armadas e, Salgueiro Maia, como Delegado
de Cavalaria, integra a Comissão Coordenadora do Movimento. Depois do 16 de
Março de 1974 e do Levantamento das Caldas, foi Salgueiro Maia, a 25 de Abril desse
ano, quem comandou a coluna de blindados que, vinda de Santarém, montou cerco
aos ministérios do Terreiro do Paço forçando, já no final da tarde, a rendição
de Marcelo Caetano, no Quartel do Carmo, que entregou a pasta do governo a
António de Spínola. Salgueiro Maia escoltou Marcelo Caetano ao avião que o
transportaria para o exílio no Brasil. Na madrugada de 25 de Abril de 74,
durante a parada da Escola Prática de Cavalaria (EPC), em Santarém, proferiu o
célebre discurso: Meus senhores, como todos sabem, há diversas modalidades de
Estado. Os estados socialistas, os estados capitalistas e o estado a que
chegámos. Ora, nesta noite solene, vamos acabar com o estado a que chegámos! De
maneira que, quem quiser vir comigo, vamos para Lisboa e acabamos com isto.
Quem for voluntário, sai e forma. Quem não quiser sair, fica aqui! Todos os 240
homens que ouviram estas palavras, ditas de forma serena mas firme, tão
característica de Salgueiro Maia, formaram de imediato à sua frente. Depois
seguiram para Lisboa e marcharam sobre a ditadura.[1] [2] A 25 de Novembro de
1975 sai da EPC, comandando um grupo de carros às ordens do Presidente da
República. Será transferido para os Açores, só voltando a Santarém em 1979,
onde ficou a comandar o Presídio Militar de Santarém. Em 1984 regressa à EPC. Excertos de Salgueiro Maia – Outros elementos também
em Biografia de Salgueiro Maia (