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quarta-feira, 7 de janeiro de 2026

Ricardo Espírito Santo- De abençoado a incriminado, enquanto teve dinheiro financia a compra do Pavilhão a Luis Montês, genero de Cavaco e campanha à presidência, férias a Marcelo no Brasil e outras milionárias jogadas – Agora o Tribunal Constitucional confirma a pena de oito anos de prisão a Ricardo Salgado e dá por concluído o processo

                                                   Jorge Trabulo Marques - Jornalista 

Ricardo Espírito Santo - De abençoado a incriminado Tribunal Constitucional torna definitiva pena de oito anos de cadeia -E porquê? Porque se acabou a mama do BES


Enquanto teve dinheiro ao Pavilhão a Montês, campanha a Cavaco, férias a Marcelo no Brasil e outras milionárias jogadas – Agora o Tribunal Constitucional confirma a pena de oito anos de prisão a Ricardo Salgado e dá por concluído o processo -

.Marcelo Rebelo de Sousa. “Continuei a privar com Ricardo Salgado”Em entrevista ao Expresso, o candidato presidencial defende que “a família não tem um papel a desempenhar em termos políticos” Ao contrário do que disse em 2015, Marcelo fez mesmo um parecer para Salgado:

09/09/2014 — ... compra do Pavilhão Atlântico pelo consórcio liderado por Luís Montez ... financiada pelo BES Investimento.  Acabou arquivado

15 FEVEREIRO, 2019 Justiça investiga financiamento ilegal da campanha de Cavaco. Quem são os gestores do BES envolvidos? Revista Sábado conta que dez gestores do BES/GES - incluindo Ricardo Salgado, Amílcar Morais Pires e Ricciardi - financiaram a campanha presidencial de Cavaco Silva em 2011. E que depois uma entidade do banco lhes devolveu o dinheiro. A justiça suspeita que se trata de um esquema de financiamento ilegal da campanha, que não pode ser financiada por empresas, e já abriu um inquérito

Cavaco Silva garantiu que “os portugueses podiam confiar no banco” apenas 13 dias antes da queda do BES Marcelo, comentador , garantia a estabilidade do banco e tranquilizava os clientes, apesar da crise, assegurando que os portugueses não seriam lesados

Passos Coelho, então Primeiro-Ministro, em 2014, assegurava aos depositantes e ao mercado que o Banco Espírito Santo (BES)

Todos os cidadãos têm a mesma dignidade social e são iguais perante a lei” diz a Constituição da República. Por isso, não vejo razões para que Pinto Monteiro tenha necessidade de afirmar o que, em princípio, deve ser óbvio para todos os cidadãos e está consagrado como um dos seus direitos fundamentais. Cabe ao Poder Judicial fazer respeitar as leis. Não faz mais que o seu dever e a sua obrigação

Por exemplo, uma notícia do jornal "O Independente", a escassos dias das eleições legislativas, divulgou um documento da Polícia Judiciária que mencionava José Sócrates, então líder da oposição, como um dos suspeitos, por alegadamente ter sido um dos subscritores daquele decreto-lei quando era ministro do Ambiente.

Deixem, pois, Srs. Magistrados de serem a cara da notícia, remetam-se aos vossos gabinetes e mostrem trabalho! Deixem de se empenhar nesse tipo de mediatismo - Em que, ao mesmo tempo, que desfazem uma dúvida, dão azo a que se levante outra. Deixem de querer mostrar-se justos, céleres e isentos! Façam mas é por merecê-lo!

Era bom que a separação dos poderes fosse escrupulosamente respeitada e o bichinho da política não afectasse essa independência. Mas, pelos vistos, mesmo entre os diversos poderes, fica-se com a ideia de que outros poderes mais altos se levantam.

A direita em Portugal é anti-democrática ( tal como a franja comunista com a qual se identifica em muitas das suas atitudes), pelo que, a única via, de conquistar o poder é a arma da calúnia e da guerrilha. Que usa e abusa a seu belo prazer através dos media, cujo controlo é total. Onde está um único jornal que não seja da mesma família política?!... Portugal deve ser dos poucos países da Europa onde isso acontece. Onde a liberdade de escolha é mais do que dirigida e condicionada.


Não quero com isto dizer que não tenhamos bons juizes: há-os e muito competentes! Pois, também, muitos são os que se deverão esforçar no silêncio ou na clausura dos seus gabinetes para estudarem os processos, com minúcia conventual, e preferirem sentenças justas e adequadas. 
Mas a verdade é que a lei confere-lhes privilégios muito especiais. Não podem ser responsabilizados pelas suas decisões. 
Não vejo outra profissão onde isso aconteça. Ou seja, são irresponsáveis - E até há quem acrescente: intocáveis. Podem errar que ninguém lhes pode assacar responsabilidades. Pelo que posso deduzir, é seguramente uma classe de mentes privilegiadas.

E aí daqueles que ousem afrontá-los. Não tarda que um certo espírito corporativista se faça manifestar entre as fileiras. José Sócrates teve a coragem de mexer com o poder judicial (com as férias judiciais) e com outros poderes instituídos e o resultado salta  à vista

Marcelo Rebelo de Sousa sobre Sócrates: "Só morto é que se cala" Para Marcelo, José Sócrates está a servir-se da praça pública para se defender. - Diz uma das raizes do fascista Baltazar Rebelo de Sousa, último Ministro do Ultramar, . que serviu o regime de Salazar e de Caetano

Quem faz esta afirmação odiosa, não fica atrás do nazismo de Hitler ou de Mussolini. O filho do ditador Baltazar Rebelo de Sousa, que serviu o regime de Salazar e Cateano, desde 1955 até à sua queda, não esqueceu a escola fascista, opressora e agressiva, onde cresceu e prosperou à fartazana.

Para Marcelo, Sócrates estar fora da prisão significava ser o centro de todas as atenções. Ele preferia-o enjaulado para trepar à vontade à Presidência."

COLEGAS E AMIGOS PRÁS BOAS OCASIÕES. Luís Montenegro, queria Amade

Amadeu Guerra na PGR desde 2018 e recusou nome proposto por grupo do PSD do Norte ·O PGR, Amadeu Guerra estava há quatro anos na reforma, foi a escolha pessoal de Montenegro, com quem trabalhou na Comissão de Acesso aos Documentos Administrativos

OUTROS ARQUIVAMENTOS - Ministério Público arquiva processo sobre declaração de rendimentos de Montenegro 12/04/2025 —

.A Câmara Municipal de Lisboa arquivou, em apenas quatro dias (em abril de 2025), o processo relativo às obras de junção de dois apartamentos da família de Luís Montenegro num único duplex, declarando-as isentas d



Nos tempos que passam, a realidade de ontem, já não é de hoje e muito menos será a de amanhã. A concorrência económica é cada vez mais feroz e ausente de escrúpulos! - Avaliada unicamente por uma informação transformada em mera mercadoria.

É um facto que os “media” em Portugal estão nas mãos da direita - diga-se CDS e PSD. Acho que não é novidade para os cidadãos mais atentos. Tal como também não será muito difícil depreender que, hoje em dia, alguém seja admitido nalguns dos órgãos da comunicação social, controlada pelos principais grupos económicos, que não passe pelo crivo da confiança desses partidos. Há realmente ainda bons jornalistas nas redacções que dificilmente aceitarão vender a alma ao diabo, mas, pelos vistos, para estes, vai sendo, cada vez mais, um trabalho árduo e heróico.


Mas a opinião que eu tenho é a de que o panorama nos canais públicos da RDP e RTP, não é melhor. Se eu disser que estão enxameados por gente da confiança dos partidos da direita., acho que não digo nenhuma mentira

A GRANDE MAIORIA DOS ELEITORES, QUANDO VAI ÀS URNAS, NÃO PENSA PELA SUA CABEÇA; PENSA PELOS COMENTÁRIOS E PELAS NOTÍCIAS QUE VIU NAS TELEVISÕES OU LEU NOS JORNAIS - É UM TELEDIRIDO



O SEU VOTO É O VOTO DOS GRANDES SENHORES DOS MEDIA - Aliados inseparáveis dos partidos que defendem o liberalismo selvagem e advogam a entrega total dos bens públicos à ganância insaciável dos privados.

As diferenças, entre a ditaduras de partido único e a chamada democracia pluralista, cada vez mais se esbatem. A tendência é para uma crescente Berlusconização a nível global - Cada vez mais fica patente que a democracia - nos chamados países livres ou democrático - já deu o que tinha a dar - É fenómeno que pertence ao passado. Hoje quem dita as leis é o grande capital, coadjuvado pelas alavancas do seus impérios mediáticos. Eles é que ditam as regras. O Zé Povinho consome o que lhe põem. Engolem as telenovelas e as informações que lhe impuserem! – A verdade que nos quiserem impor

Justiça Arquiva o caso Spinumviva à empresa da familia do PM Montenegro.. Mas que transparência de Governo e de Justiça é esta? Depois de limitar a consulta da declaração de rendimentos e de ter travado o acesso a mais de 50 imóveis à Entidade para a Transparência, alegando proteção de dados pessoais e segurança, não querendo expor os detalhes das propriedades dos seus familiares à vista de todos, ei-lo de novo prendado com a prometida prenda natalícia

O Procurador-Geral da República, Amadeu Guerra, disse que a decisão sobre a averiguação preventiva ao caso Spinumviva deverá estar concluída antes do Natal. Falou mesmo numa eventual “Prenda de Natal”.

Cavaco não pode ver Sócrates nem pintado” Marcelo “Sócrates só morto é que se cala. Ele é como é”" Querem-no julgar ou amortalhar? “No seu espaço de comentário semanal na TVI,

Cavaco Silva, enquanto Primeiro-Ministro, classificou o Procurador-Geral da República, Cunha Rodrigues, como uma "força de bloqueio"  -Mas o que lhe sucedeu, não lha impôse até cirou uma escola da confiança. 

22 Junho 2024 O antigo procurador-geral Cunha Rodrigues critica o abuso no recurso a escutas telefónicas. Considera que o silêncio da Justiça está a ser instrumentalizado pelo poder político.

Cavaco Silva, chamou “força de bloqueio” ao então procurador-geral, Cunha Rodrigues

                            Abreu Advogados assessora tripulantes de cabine da TAP nas negociações com o Estado 26.05.2021 A Abreu Advogados assessorou ainda a realização da Assembleia Geral Extraordinária do SNPVAC, uma das maiores a ser realizada remotamente em Portugal, através do apoio na área de societário, a cargo dos sócios Martim Menezes e Paulo de Tarso Domingues. https://abreuadvogados.com/noticias/abreu/abreu-advogados-assessora-tripulantes-de-cabine-da-tap-nas-negociacoes-com-o-estado/

Marques Mendes prometeu privatização da Lusa a Pinto Balsemão

28 de março 2017 Francisco Pinto Balsemão entrou no capital da Lusa com a promessa de privatização a curto prazo desta agência pública de informação, uma garantia que lhe terá sido dada por Marques Mendes em 2000, antes do governo PSD/CDS liderado por Durão Barroso assumir funções.https://www.esquerda.net/artigo/marques-mendes-prometeu-privatizacao-da-lusa-pinto-balsemao/47833



 

terça-feira, 6 de janeiro de 2026

S. Tomé e Príncipe –Ano 2026.Seja de Navegação Segura. Sem conciliação nacional não há paz, duradoura justiça e progresso social

                                              Jorge Trabulo Marques - Jornalista e investigador

S. Tomé e Príncipe –Ano 2026.Seja de Navegação Segura. Sem conciliação nacional não há paz, duradoura justiça e progresso social – Meus votos de que os diferentes grupos sociais, políticos e étnicos cheguem acordos, promovam o diálogo e a inclusão, combatam a corrupção, garantam direitos e liberdades, e promovam a justiça e o desenvolvimento para todos, transformando feridas passadas em um futuro comum e estável, algo fundamental para evitar conflitos futuros

O ex-Presidente Manuel Pinto da Costa - O principal dinamizador da fundação do Movimento de Libertação de São Tomé e Príncipe O defensor do diálogo interpartidários e nos conflitos mundiais - Nomeadamente o da Ucrânia. “As armas não vão resolver nada!... “Tem que haver diálogo entre as partes!” - Declarou-me, em Portugal, em Fevereiro de 2023








Manuel Pinto da Costa, apesar dos problemas de saúde, com que se tem deparado, sendo, pois, o único, ainda vivo, dos dirigentes dos movimentos de libertação do jugo colonial, vem seguindo atentamente e com preocupação a situação política, social e económica do seu pais

Foi um dos rostos do MLSTP, com quem tive o prazer de dialogar, antes da independência de S. Tomé e Príncipe e de quem, com igual simpatia e cordialidade, me despedi ao deixar esta maravilhosa Ilha para tentar a travessia oceânica, numa frágil piroga, de S. Tomé ao Brasil, que resultaria numa duríssima odisseia de 38 dias, por via de um violenta tempestade.

Nas comemorações dos 40 anos da independência, no 12 de Julho de 2015, declarava: Não podemos fazer da nossa história um alibi permanente para a situação em que o país se encontra nem justificação para que São Tomé e Príncipe não arranque em direção ao progresso.

Temos de ser capazes de assumir os erros cometidos com humildade porque todos os cometeram e a, partir daí, ultrapassar o passado, encarar com realismo o presente e construir, com esperança, o futuro.

segunda-feira, 5 de janeiro de 2026

António José Seguro na Guarda. Meu distrito – Seguro de paixões e convicções pela saúde, bem-estar e futuro dos portugueses: andei perdido 38 dias no mar e gostaria de me sentir ao menos seguro em terra

Jorge Trabulo Marques - Reportagem em terras do meu distrito

Desejaria não voltar a sentir a mesma insegurança de vida que senti sozinho no alto mar - Por isso mesmo, sinto que o único candidato que me oferece confiança, é António José Seguro, à Presidência da República - Já me bastaram os longos dias, os infinitos momentos de incerteza e de ansiedade vividos solitariamemte no mar a bordo de uma piroga santomense


Presidenciais - Em António José Seguro - Quero mais segurança em terra do que aquela que enfrentei no mar.

O seu nome e perfil inspira-me confiança . Seguro de paixões e convicções pela saúde, bem-estar e futuro dos portugueses, das populações.

Ambos somos do mesmo distrito, um dos mais envelhecidos de Portugal e há que lhe devolver alguma esperança - Bem como a um pais, com seu património comercial, rural e industrial, desde as águas à eletricidade, cada vez mais oferecido à fuga externa da divisa, em mãos alheias do liberalismo selvagem, por isso mesmo, mais descaracterizado e empobrecido - E sem descurar a proteção aos mais idosos e àqueles que mais vergam a espinha, seja qual for a sua origem étnica. E as palavras de José seguro, desde a defesa das gravuras do Vale do Côa, que lhe tenho ouvido ou lido, sempre me inspiraram inteira confiança

Pois não esqueço, aqueles longos dias e noites de três aventuras em frágeis pirogas, há mais de 50 anos. Palavras, como estas: " Não vejo nada!… Nem aves, tão pouco... Nem peixes!... Apenas os tubarões, azuis e os martelos, continuam em volta...Mais nada!... A água tem uma cor escura!...Não sei que dizer mais... Esperar, até quando?!.. Esta ânsia!... Quando eu posso pisar terra firme?!...Quando?!...

Estou à mercê do mar, dos ventos, das correntes, das trovoadas!... Sou para aqui aquilo que os ventos e as correntes quiserem. Sinto-me absolutamente desprezado neste momento!

Não esquecer os brutais cortes dos troikianos 

Tal como já foi referido pelo jornal "O Interior“ , José Seguro, foi abraçado e cumprimentado carinhosamente por dezenas de guardenses, que não esqueceram “o Tó Zé” que foi líder da Federação do PS da Guarda no final da década de 1990 e eleito deputado nas legislativas de 1999.

Continua a ser militante da secção do PS local com o número 8.546. «Sinto-me em casa. É indescritível, é muita emoção, muito carinho e muito apoio e, sobretudo perceber que estas relações de amizade e relações políticas têm 30 anos e mantiveram-se ao longo deste tempo. Isto quer dizer que a maneira como se faz política perdura, quando as pessoas a fazem com honestidade, proximidade e sinceridade. É isso que eu quero levar para a presidência da republica», disse o candidato a O INTERIOR antes de se dirigir aos apoiantes.


As primeiras palavras do discurso foram dirigidas ao diretor de campanha no distrito, Ernesto Gonçalves, do qual recebeu um “cobertor de papa” de Maçainhas, e frisou que «a maior proteção que temos que fazer não é apenas protegermo-nos das intempéries, é sobretudo protegermo-nos contra os extremismos que crescem em Portugal e na sociedade portuguesa».

Depois, dirigindo-se ao mandatário distrital, José Prata, disse que «esta já não é uma candidatura apenas minha, é uma candidatura de todos os portugueses que são democratas, progressistas e humanistas. E nós precisamos no nosso país de melhor democracia, de mais e melhor progresso e muito mais humanismo».


António José Seguro, Portugal precisa de se unir e que «a unidade nacional também é garantir que há menos desigualdades, que somos um país mais coeso. É inaceitável que o interior de Portugal continue a ser tratado como um Portugal de segunda, que as pessoas que vivem no interior continuem a ser abandonadas e discriminadas pelo Estado. Há muitas pessoas que continuam a olhar para este território como um fardo, eu olho para o interior como uma oportunidade.

Aqui há condições, potencialidades e talento para fazermos do interior de Portugal uma região mais desenvolvida e mais próspera». Jornal O Interior – Assim o voltou a demonstrar no chão que o viu nascer num almoço de convívio e de presença com centenas de apoiantes.


Sempre que se aproximam as eleiçoes, sóu alvo de atos censórios. Esta quiestão tem de ser debatida no Parlamento Europeu - Sim, lamentavelmente a censura do facebook nao me permite partilhar. Segundo a Carta dos Direitos Fundamentais da União Europeia, o Artigo 11º, relativo à Liberdade de Expressão e Informação, refere;

1. Qualquer pessoa tem direito à liberdade de expressão. Este direito compreende a liberdade de opinião e a liberdade de receber e de transmitir informações ou ideias, sem que possa haver ingerência de quaisquer poderes públicos e sem consideração de fronteiras.

Ora, perante a evidência de reiterados actos de censura pós-publicação, a Empresa Facebook pratica abusivamente a censura e suspensão de publicações e contas pessoais, sem praticar o contraditório adequado, sem identificar o autor da censura e sem fundamentar as decisões de censura, relativamente a conteúdos que integram em pleno a liberdade de opinião, a transmissão de informações públicas ou ideias temáticas, quando contrárias a certa narrativa politica.

sábado, 3 de janeiro de 2026

Vasco Graça Moura nasceu a 3 de Jan.1942 Porto Recordo a memória do escritor, poeta e tradutor português, falecido em 2014.- Ao lado da pintora Graça Morais, na inauguração de uma exposição intitulada “A Máscara e o Tempo”, que contara ainda com a presença de Júlio Pomar, a em Novembro de 2009,


                                                          Jorge Trabulo Marques - Jornalista

 Vasco Graça Moura nasceu a 3 de Jan.1942 Porto Recordo a memória do escritor, poeta e tradutor português, falecido em 2014.- Ao lado da pintora Graça Morais, na inauguração de uma exposição intitulada “A Máscara e o Tempo”, que contara ainda com a presença de Júlio Pomar, a em Novembro de 2009, na Rua da Academia das Ciências, na galeria Rattom, na qual foi apresentado um conjunto de 42 trabalhos, que visavam mostrar "uma grande reflexão sobre o tempo longo e lento do campo

Mas o autor de "Uma Carta no Inverno" e da "Morte de Ninguém", partiu em desacordo com o Acordo Orográfico, que classificou como o Cadáver Adiado – Antes disso, esteve na exposição “A Máscara e o Tempo” de Graça Morais

Graça Morais nasceu a 17 de Março de 1948 no Vieiro, pequena localidade de Trás-os-Montes. O local que a viu nascer e crescer torna-se determinante para as vivências da artista, revelando-se um local de memórias e eternos retornos na sua obra plástica.

 
Dizia a pintora transmontana, Graça Morais a propósito dessa sua mostra,  que  As pessoas, quanto mais envelhecem, mais o tempo lhes parece veloz. E então ficam com medo de morrer. Um destes desenhos é a cabeça da minha mãe, que é uma pessoa que eu adoro (eu desenho muito a minha mãe). Fazer estes desenhos é uma forma de a agarrar, de a prender, de deixar um testemunho de uma pessoa que é natural que vá desaparecer daqui a uns tempos. A transformação daqueles rostos com tubérculos é o tempo que se nota nas marcas que deixa nas suas caras. Quando as pessoas envelhecem numa relação normal com o tempo, as caras das pessoas velhas já não são caras, são vegetais, estão cheias de experiência.in Graça Morais, pintora-perdiz ...  

A TRANSITORIEDADE E A TRANSFORMAÇÃO DA VIDA   No fundo, é também de algum modo o objetivo desta  minha singela evocação: refletir a temporalidade e a transformação da vida – Sim, porque, no fundo, o percurso de Vasco Graça Moura, desde o poeta,  romancista,  dramaturgo,  cronista, tradutor, ensaísta,  crítico literário,   político, o gestor, o intelectual,  em todas essas facetas, refletia  isso mesmo:  uma constante preocupação sobre a vida – Tal como foi dito, no DN, por ocasião da sua morte, “Além de um criativo de excepção, VGM foi um intelectual interveniente, que respondeu aos desafios que a vida lhe facultou com trabalho, rigor, empenho e independência intelectual. Irrequieto quando não truculento, cruzou a acção com a contemplação, a intervenção com as torres de marfim. Gostava de provocar intelectualmente e de ser provocado. Sabia dizer sim ao serviço público, do mais mediático ao mais anónimo, não se desviando da visão humanista que perfilhava da vida da pólis e da cultura." - InVasco Graça Moura: um criativo multímodo - Opinião - DN





“Vasco Graça Moura, um portuense como nós, tinha na voz, mas sobretudo na palavra, a sinceridade, o sentimento e a profundidade quanto baste, para merecer que o assinalemos neste local de letras, de palavras e que não queremos esquecido em nenhum dia do ano. É a homenagem dos portuenses, à palavra de um portuense”, do presidente da Câmara do Porto vieram depois. Rui Moreira, por ocasião da primeira Feira do Livro do Porto a Vasco Graça Moura –Público.

SONETO DO AMOR E DA MORTE

quando eu morrer murmura esta canção
que escrevo para ti. quando eu morrer
fica junto de mim, não queiras ver
as aves pardas do anoitecer
a revoar na minha solidão.

quando eu morrer segura a minha mão,
põe os olhos nos meus se puder ser,
se inda neles a luz esmorecer,
e diz do nosso amor como se não

tivesse de acabar, sempre a doer,
sempre a doer de tanta perfeição
que ao deixar de bater-me o coração
fique por nós o teu inda a bater,
quando eu morrer segura a minha mão.


Vasco Graça Moura, in "Antologia dos Sessenta Anos"

Notas biográficas

"Personagem polifacetada da vida cultural portuguesa (Foz do Douro, 3 de Janeiro de 1942 — Lisboa, 27 de Abril 2014). Poeta, romancista, ensaísta, tradutor, foi secretário de Estado de dois Governos provisórios, desempenhou funções directivas na RTP, na Imprensa Nacional e na Comissão para as Comemorações dos Descobrimentos Portugueses. Em 1999, foi eleito deputado ao Parlamento Europeu. Para ele, a poesia "é uma questão de técnica e de melancolia", crescendo d' A Furiosa Paixão pelo Tangível através de uma densa rede metafórica que combina a intertextualidade, relacionada especialmente com Camões, Jorge de Sena, Dante, Shakespeare e Rilke, objectos privilegiados de estudo deste autor, e uma tendência ironicamente discursivista assente na agilidade sintáctica. É autor de três ensaios sobre Camões: Luís de Camões: Alguns Desafios (1980), Camões e a Divina Proporção (1985) e Sobre Camões, Gândavo e Outras Personagens (2000). Em 1996, a sua obra foi reunida em volume. Dos títulos deste autor, podemos salientar Concerto Campestre, os romances Quatro Últimas Canções (1987) e Meu Amor Era de Noite (2001), os livros de poesia Uma Carta no Inverno, que lhe valeu o prémio da APE, e Poemas com Pessoas (ambos de 1997). Recebeu o Prémio Pessoa em 1995 e a medalha de ouro da Comuna de Florença em 1998, ambos atribuídos à sua tradução da Divina Comédia de Dante.

O advogado que passou a escritor (e político)

"Poeta, ensaísta, romancista, dramaturgo, cronista e tradutor de clássicos, Vasco Graça Moura nasceu no Porto, na Foz do Douro, em 1942, licenciou-se em Direito, pela Universidade de Lisboa, e chegou a exercer a advocacia, de 1966 a 1983, até a carreira literária se estabelecer em pleno.
Na altura, apenas a poesia definia a sua expressão, com títulos como "Modo mudando", estreia nas Letras, em 1962, a que se seguiram títulos como "Semana inglesa" e "O mês de dezembro". Mas Vasco Graça Moura era também o jurista, o gestor e o político.
Em 1974, após o 25 de Abril, aderiu ao Partido Popular Democrático, atual PSD, tendo assumido a secretaria de Estado da Segurança Social do IV Governo Provisório, liderado por Vasco Gonçalves. A experiência governativa duraria pouco mais de cinco meses, de março a agosto de 1975, e não voltaria a repeti-la.
Antes, foi diretor da RTP (1978), administrador da Imprensa Nacional-Casa da Moeda (1979-1989), cuja política de edição literária dinamizou, foi presidente da Comissão Executiva das Comemorações do Centenário de Fernando Pessoa (1988) e da Comissão Nacional para as Comemorações dos Descobrimentos Portugueses (1988-1995), para a qual coordenou a revista Oceanos. – Excerto de o Expresso