DEPOIS DO 25 DE ABRIL - O Presidente do Instituto de Trabalho, pressionou Governador a expulsar-me: ou ele se demitia: Por o jornalista Jorge Trabulo Marques, o ter desmascarado: mais ao serviço do roceiros de que em defesa dos pobres escravizados trabalhadores contratados
Mas, a revolução do 25 de Abril de 1974, estava na rua e trocou-lhe as voltas - Passei a poder escrever o que antes me estava vedado, porém, só Deus sabe as represálias e agressões de que fui alvo
| Cópia do Arquivo da Presidência da República Democrática de STP |

Incumbe-se Sua Excelência o Encarregado do Governo de solicitar, nos termos do art, 414, do E.F.U., a transcrição seguinte comunicado na Revista da mui digna direcção de V. Exa, como mesmo destaque e na mesma página em que a noticia foi publicada;
Sob o título: “Nós e o Presidente do Instituto de trabalho” e assinado por Jorge Trabulo Marques, publica o número 366 da revista “SEMANA ILUSTRADA”, um artigo me que se produzem várias afirmações que põem em causa a actuação do actual Presidente do Instituto do Trabalho e Acção Social desta província

Preso e torturado pela PIDE- Após a minha travessia de canoa de São Tomé ao Principe Depois da minha 1ª viagem de 40 milhas, ida e volta, da Baía Ana Chaves ao Padrão dos Descobrimentos e por duas razões:
Por outro lado, queria prestar a minha singela homenagem - não à colonização, de que também fora vítima (principalmente na Roça) mas à heroicidade e temeridade desses bravos navegadores, cujas façanhas, tanto alimentaram o meu imaginário, desde criança e que haviam sulcado, aqueles mesmos mares, a bordo da suas frágeis caravelas. Além de que, só indo ali, arvorando um tal propósito, poderia ser autorizado.- .São Tomé e Príncipe... São Tomé e Príncipe - Wikipédia,
Havia-me preparado, longamente, na arte de navegar nas pirogas dos pescadores daquela linda Ilha. Navegava de praia em Praia e afasta-me para o largo. Voltava a canoa de costado para o ar e empinava-me novamente nela.
Não é fácil esquecer-me dessa minha primeira travessia oceânica, entre as duas Ilhas: apanhei um grande susto e quase me ia afogando mas não esmoreci: de pé ou sentado, sobre uma das travessas, lá naveguei, noite adentro, à vela e a remos, algo perturbado e não sabendo bem para que ponto do horizonte me dirigir: seguia o instinto. A piroga era muito estreita, não podia desistir, não podia deixar de remar ou velejar. Não podia adormecer, sob pena de voltar a cair de lado e de me virar no mesmo remoinho. IMPEDIDO DE SER ADMITIDO NOS QUADROS DA EMISSORA NACIONAL, três meses antes do 25 de Abril - Onde era operador do ERSTP, a termo precário - Por ter criticado o Diretor de Turismo, na Revista Semana Ilustrada, de Luanda - Um telegrama, enviado para a Emissora Nacional, a pedido Diretor dos Serviços Técnicos, inviabilizara a minha admissão no quadro
RECEANDO QUE PUDESSE SER ADMITIDO - A INFORMAÇÃO TEVE MESMO DE SER ENVIADA DE URGÊNCIA VIA TELEGRAMA - Este o teor:
O povo é por natureza pacífico. Em São Tomé e Príncipe, não existia criminalidade, senão esporadicamente e mais do foro passional. Os maiores problemas, com que a colonização portuguesa nas ilhas, teve de se bater, foi com os corsários franceses e holandeses.

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Vindas de indivíduos que ainda hoje se gabam no Facebook das sórdidas patifarias, que me fizeram
.. SE ME APANHASSEM, TERIA SIDO DEGOLADO E DESFEITO!...

A liberdade de expressão, ainda não era bem aceite: a mentalidade colonial, reinante, não ia mudar de um dia para o outro. Por isso, caso não viesse a contar com a compreensão e o apoio do então Alto-Comissário, Pires Veloso, estou certo que tinha sido expulso para Portugal, tal como foram alguns revolucionários do MLSTP
Segundo dados da ONU, 55 jornalistas e profissionais da comunicação foram assassinados no ano passado 2021
A CENSURA QUE EU CONHECI ANTES DO 25 DE ABRIL - OS TEMPOS DO LIBERALISMO SELVAGEM JÁ A RECUPERARAM -Mais fotiscada e radical

Longe vão os dias da censura e dos cidadãos serem presos, perseguidos ou mal tratados por exprimiram as suas ideias
No entanto, atualmente, quer as televisões, jornais, rádios e redes sociais, estão inteiramente sob controlo do grande capital, dos seus lóbis: A liberdade de expressão, está na sua boca e nas suas mãos.
Fui testemunha daqueles opressivos tempos e volto de novo a senti-la no condicionamento, tanto na generalidade dos média, como nas redes sociais

Sou Jornalista, desde 1970, então correspondente da Semana Ilustrada, a revista angolana, que mais falou destas ilhas, antes e durante o período revolucionário, após o 25 de Abril, cuja liberdade de expressão me haveria de custar barbaras agressões por parte de alguns colonos, ao ponto de ter abandonar S. Tomé de canoa para a NigériaNunca nenhuma revista ou jornal dedicara tanto espaço nas suas páginas, como a Revista Semana Ilustrada - A Semana Ilustrada, era muito apreciada e popular, nas Ilhas Verdes do Equador, tanto pelos santomenses, que a chegaram até a homenagear, como pela comunidade portuguesa – Esta só nos deixou de apoiar, quando passamos a publicar artigos das manifestações pró-independência e dos massacres do Batepá

Os jornalistas são sempre as primeiras vítimas, os bodes-expiatórios da ira popular, das guerras e conflitos
-Em diversas regiões do mundo, todos os anos vários jornalistas são capturados, assassinados ou mantidos prisioneiros, com destaque para os países onde vigoram regimes ditatoriais.
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Uma informação não domesticada constitui uma ameaça” 04 jan 2012 O consultor político do Presidente da República, Fernando Lima, considera que "uma informação não domesticada constitui uma ameaça com a qual nem sempre se sabe lidar" e reconhece que a mediatização afecta o trabalho dos governantes."Controlar o fluxo noticioso numa época de grande competição informativa é de vital importância para o êxito de qualquer iniciativa no plano político", diz Fernando Lima https://rr.pt/informacao_detalhe.aspx?fid=27&did=45302.








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