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domingo, 15 de março de 2026

S. Tomé e Príncipe. Descolonização. Pres. do Instituto Trabalho, pressionou Governador a expulsar o jornalista ou ele se demitia: Por o jornalista Jorge Trabulo Marques, o ter desmascarado: mais ao serviço do roceiros de que em defesa dos pobres escravizados trabalhadores contratados

S. Tomé e Príncipe. Descolonização. Pres. do Instituto Trabalho, pressionou Governador a expulsar o jornalista ou ele se demitia: Por o jornalista Jorge Trabulo Marques, o ter desmascarado: mais ao serviço do roceiros de que em defesa dos pobres escravizados trabalhadores contratados 

DEPOIS DO 25 DE ABRIL - O Presidente do Instituto de Trabalho, pressionou Governador a expulsar-me: ou ele se demitia: Por o jornalista Jorge Trabulo Marques, o ter desmascarado: mais ao serviço do roceiros de que em defesa dos pobres escravizados trabalhadores contratados

Mas, a revolução do 25 de Abril de 1974, estava na rua e trocou-lhe as voltas - Passei a poder escrever o que antes me estava vedado, porém, só Deus sabe as represálias e agressões de que fui alvo

Cópia do Arquivo da Presidência da República Democrática de STP


Incumbe-se Sua Excelência o Encarregado do Governo de solicitar, nos termos do art, 414, do E.F.U., a transcrição seguinte comunicado na Revista da mui digna direcção de V. Exa, como mesmo destaque e na mesma página em que a noticia foi publicada;

Sob o título: “Nós e o Presidente do Instituto de trabalho” e assinado por Jorge Trabulo Marques, publica o número 366 da revista “SEMANA ILUSTRADA”, um artigo me que se produzem várias afirmações que põem em causa a actuação do actual Presidente do Instituto do Trabalho e Acção Social desta província



Preso e torturado pela PIDE- Após a minha travessia de canoa de São Tomé ao Principe Depois da minha 1ª viagem de 40 milhas, ida e volta, da Baía Ana Chaves ao Padrão dos Descobrimentos e por duas razões:

Por outro lado, queria prestar a minha singela homenagem - não à colonização, de que também fora vítima (principalmente na Roça) mas à heroicidade e temeridade desses bravos navegadores, cujas façanhas, tanto alimentaram o meu imaginário, desde criança e que haviam sulcado, aqueles mesmos mares, a bordo da suas frágeis caravelas. Além de que, só indo ali, arvorando um tal propósito, poderia ser autorizado.- .São Tomé e Príncipe... São Tomé e Príncipe - Wikipédia,

Havia-me preparado, longamente, na arte de navegar nas pirogas dos pescadores daquela linda Ilha. Navegava de praia em Praia e afasta-me para o largo. Voltava a canoa de costado para o ar e empinava-me novamente nela. 

Não é fácil esquecer-me dessa minha primeira travessia oceânica, entre as duas Ilhas: apanhei um grande susto e quase me ia afogando mas não esmoreci: de pé ou sentado, sobre uma das travessas, lá naveguei, noite adentro, à vela e a remos, algo perturbado e não sabendo bem para que ponto do horizonte me dirigir: seguia o instinto. A piroga era muito estreita, não podia desistir, não podia deixar de remar ou velejar. Não podia adormecer, sob pena de voltar a cair de lado e de me virar no mesmo remoinho. 

.A embarcação era demasiado minúscula e, deixada à deriva, podia desequilibrar-me e mergulhar nas águas. E foi o que aconteceu, quando o sono fora mais forte de que a minha resistência e me surpreendeu.
Mas felizmente lá me livrei daquele rodopiante sorvedouro. Lá recuperei o anterior domínio e me fiz de novo à escuridão das águas. Largara à meia-noite da Baía Ana Chaves, disfarçado de pescador para não ser reconhecido - pois sabia que as autoridades, não me autorizariam a meter-me nessa aventura. 

Tanto assim, que ao regressar a São Tomé, seria preso pela PIDE (policia do regime) e severamente punido com uma pesada coima. De resto, para navegar, desde a baía da cidade até ao Padrão da Espraínha (Água Ambô, junto à Ponta Figo), praia onde terá aportado, João de Santarém e Pero Escobar, foi o cabo das arábias! Fiz o percurso no dia em que se comemoravam os 500 anos: mas o Capitão dos Portos, só muito a custo, me concedeu autorização.

IMPEDIDO DE SER ADMITIDO NOS QUADROS DA EMISSORA NACIONAL, três meses antes do 25 de Abril - Onde era operador do ERSTP, a termo precário - Por ter criticado o Diretor de Turismo, na Revista Semana Ilustrada, de Luanda - Um telegrama, enviado para a Emissora Nacional, a pedido Diretor dos Serviços Técnicos, inviabilizara a minha admissão no quadro

RECEANDO  QUE  PUDESSE SER ADMITIDO - A INFORMAÇÃO TEVE MESMO DE SER ENVIADA  DE URGÊNCIA VIA TELEGRAMA - Este o teor:


"REPARTICAO DOS SERVIÇOS GERAIS DA EMISSORA NACIONAL LISBOA

VIRTUDE DE SUMÁRIO INQUÉRITO SOBRE PROCEDIMENTO OPERADOR JORGE LUIS MARQUES. REFERIDO NSI 1929 12 CORRENTE FECAEEE PELO VEXA NÃO CONSIDERAR AQUELE OPERADOR PARA INCLUSAO ARTIGO  19/0


Em S. Tomé, após o 25 de Abril, só não me lincharam, talvez por milagre - Mas não foi da população nativa que partiram as agressões e ameaças. Aliás, foi no seio desta que eu fui protegido.

O povo é por natureza pacífico. Em São Tomé e Príncipe, não existia criminalidade, senão esporadicamente e mais do foro passional. Os maiores problemas, com que a colonização portuguesa nas ilhas, teve de se  bater, foi com os corsários franceses e holandeses.


AS BRUTAIS PERSEGUIÇÕES E SELVÁTICAS AGRESSÕES FÍSICAS DE ALGUNS COLONOS



Vindas de 
indivíduos que ainda hoje se gabam no Facebook das sórdidas patifarias, que me fizeram  
Um dia, umas centenas de colonos das roças,  deixaram aquelas propriedades e foram-se manifestar ao Governador Pires Veloso  - Ao abandonarem o Palácio, vendo-me junto à esplanada do Restaurante Palmar, desataram correr atrás de mim, munidos dos seus machins.

.. SE ME APANHASSEM,  TERIA SIDO DEGOLADO E DESFEITO!...  

Mesmo assim, quando corria à sua frente, ainda levei com uma pedra na cabeça e e outra nas costas - 
TIVE QUE ME REFUGIAR, EM CASA DE UM SANTOMENSE: dos pais do Constantino Bragança, que, tendo assistido à perseguição, se deslocou à noite ao local para me colher no seu modesto casebre, algures no mato: Sr. Jorge! Pode descer, que os brancos foram todos para o quartel da Polícia Militar e do Cinema Império e venha para a minha casa"



 
A minha casa ficou irreconhecível, num monte de destroços. Como não me apanharam lá no seu interior,  deixaram-me à porta  o laço da prometida forca de corda. Pelos vistos, em qualquer parte do mundo, os jornalistas são sempre as primeiras vítimas. É neles que descarregam todos as iras e ódios. Ainda hoje, ao escrever estas linhas, se me toldam os  olhos, tal os maus momentos por que passei. Ao meu modesto carro, por duas vezes, lhe furaram os pneus à navalhada.- Não me importo de ser confrontado com os elementos  da natureza mais hostil, mas ser  atingido pelo ódio humano é mil vezes pior!...Não é medo é um sentimento de profunda tristeza e revolta.

A liberdade de expressão, ainda não era bem aceite: a mentalidade colonial, reinante, não ia mudar de um dia para o outro. Por isso, caso não viesse a contar com a compreensão e o apoio do então Alto-Comissário, Pires Veloso, estou certo que tinha sido expulso para Portugal, tal como foram alguns revolucionários do MLSTP

Segundo dados da ONU, 55 jornalistas e profissionais da comunicação foram assassinados no ano passado 2021 

A CENSURA QUE EU CONHECI ANTES DO 25 DE ABRIL - OS TEMPOS DO LIBERALISMO SELVAGEM JÁ A RECUPERARAM -Mais fotiscada e radical

Longe vão os dias da censura e dos cidadãos serem presos, perseguidos ou mal tratados por exprimiram as suas ideias

No entanto, atualmente, quer as televisões, jornais, rádios e redes sociais, estão inteiramente sob controlo do grande capital, dos seus lóbis: A liberdade de expressão, está na sua boca e nas suas mãos.

Fui testemunha daqueles opressivos tempos e volto  de novo a senti-la no condicionamento, tanto na generalidade dos média, como nas redes sociais 

SEMANA ILUSTRADA – O ÓRGÃO DA IMPRENSA ESCRITA - DO EXTERIOR – QUE MAIS PÁGINAS DEDICOU A S. TOMÉ E PRÍNCIPEANTES E DEPOIS DO 25 DE ABRIL

Sou Jornalista, desde 1970, então correspondente da Semana Ilustrada, a revista angolana, que mais falou destas ilhas, antes e durante o período revolucionário, após o 25 de Abril, cuja liberdade de expressão me haveria de custar barbaras agressões por parte de alguns colonos, ao ponto de ter abandonar S. Tomé de canoa para a Nigéria

Nunca nenhuma revista ou jornal dedicara tanto espaço nas suas páginas, como a Revista Semana Ilustrada - A Semana Ilustrada, era muito apreciada e popular, nas Ilhas Verdes do Equador, tanto pelos santomenses, que a chegaram até a homenagear, como pela comunidade portuguesa – Esta só nos deixou de apoiar, quando passamos a publicar artigos das manifestações pró-independência e dos massacres do Batepá


Os jornalistas são sempre as primeiras vítimas, os bodes-expiatórios da ira popular, das guerras e conflitos 

-Em diversas regiões do mundo, todos os anos vários jornalistas são capturados, assassinados ou mantidos prisioneiros, com destaque para os países onde vigoram regimes ditatoriais.




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Uma informação não domesticada constitui uma ameaça” 04 jan 2012 O consultor político do Presidente da República, Fernando Lima, considera que "uma informação não domesticada constitui uma ameaça com a qual nem sempre se sabe lidar" e reconhece que a mediatização afecta o trabalho dos governantes."Controlar o fluxo noticioso numa época de grande competição informativa é de vital importância para o êxito de qualquer iniciativa no plano político", diz Fernando Lima https://rr.pt/informacao_detalhe.aspx?fid=27&did=45302.

Imagens de Maio de 2019 





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