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quarta-feira, 11 de fevereiro de 2026

Escritora Lídia Jorge distinguida com o Prémio Pessoa 2025 e Ordem de Santiago

                                          Jorge Trabulo Marques - Jornalista 


A escritora, Lídia Jorge, é a personagem distinguida com o Prémio Pessoa 2025 e de seguida condecorada, pelo Presidente da República, com a Ordem de Santiago, numa cerimónia, que decorreu ao começo da noite, na Culturgest, em Lisboa, dia 10 de Fev do corrente ano.




Conheço o percurso literário de Lídia Jorge, desde o principio dos anos 80, então, como repórter da RDP-Rádio Comercial, tendo tido o prazer e a honra de entrevistar em várias ocasiões. Pelo que achei que não devia faltar a mais este importante episódio na sua vida Sim, desde o lançamento do seu 1º livro romance O Dia dos Prodígios –


Aqui deixo, pois, além de algumas das imagens de mais uma distinção na sua longa, nobre e profícua carreira literária, , aproveitando para recordar o registo de algumas das palavras que proferiu no lançamento A Noite das Mulheres Cantoras , em 2011, Na FNAC, em Lisboa –

Com pena minha, não pude registar em condições, minimamente O Presidente da República, que discursou antes, salientou o "envolvimento mais direto" de Lídia Jorge "com a realidade política e social portuguesa", a seu convite, como conselheira de Estado e nas últimas comemorações do 10 de Junho. "O que quero assinalar não é que Lídia Jorge tenha assumido nestes anos essa posição atenta e interventiva, mas que a sua atenção e intervenção foram reconhecidas pelo Presidente", declarou.

Reencontro com Libano Monteiro antigo colega da RDP-Rádio Comercial


Boa parte do que se diz hoje acerca de Lídia Jorge tem a ver com o prolongamento e diversificação do seu projeto literário. Mas com Lídia Jorge assistimos, sobretudo, a uma reiteração e densificação -- infelizmente sem continuidade evidente nas gerações posteriores -- do lugar do escritor enquanto cidadão, enquanto alguém que se preocupa e nos diz: preocupem-se", acrescentou.


Lídia Jorge distinguida com o Prémio Pessoa 2025- Meus Parabéns. Conheço o seu belo percurso desde os anos 80. Lídia Jorge, uma das figuras centrais da literatura portuguesa contemporânea e Doutora Honoris Causa pela Universidade de Aveiro, é a vencedora do Prémio Pessoa 2025. Considerado a mais importante distinção atribuída em Portugal, o Prémio Pessoa reconhece anualmente personalidades portuguesas que se tenham destacado na vida científica, artística ou literária.

Na edição deste ano, o Júri destacou a “escrita criativa” de Lídia Jorge, capaz de evocar “momentos históricos decisivos da vida portuguesa do último século”, reafirmando o papel da autora como uma das vozes mais influentes da cultura portuguesa contemporânea.

Segundo o júri, trata-se de um romance de uma rara maturidade discursiva, um hino à leitura, à literatura e ao poder transformador de ambas na vida do humano.

Em 2022, Lídia Jorge venceu por unanimidade o Grande Prémio de Romance e Novela 2022 da Associação Portuguesa de Escritores (APE), com a obra “Misericórdia”.

Segundo o júri, trata-se de um romance de uma rara maturidade discursiva, um hino à leitura, à literatura e ao poder transformador de ambas na vida do humano.

De recordar, que, Lídia Jorge, em junho de 2022, também recebeu o Prémio Vida Literária Vítor Aguiar e Silva, como reconhecimento de “personalidade de invulgares méritos e reconhecimento na atividade cultural” – A cerimónia da entrega decorreu, em Braga, segundo foi então anunciado pelo município.

Em declarações ao DN, sublinhou: “Esqueçam a ideia de que um romance sobre a velhice é um deserto narrativo, em que apenas se conjuga o verbo esperar. Ou de que aos seus protagonistas só resta despertar a compaixão do leitor. Em Misericórdia, de Lídia Jorge, Maria Alberta é uma das residentes no lar Hotel Paraíso, mas se a noite a assusta e o corpo lhe fraqueja, nem por isso a abandonam o prazer, o sonho, a curiosidade e até um certo tom despótico que usa na relação com a filha. Sobre si mesma, ela dirá: "Mas eu tenho este feitio, quero demais, mando demais, amo demais alguma coisa que não alcanço, e quando não a atinjo, procuro desesperadamente transformar o que existe de modo o objeto defeituoso da realidade inalcançável." Acompanham-na um leque de personagens, entre pessoas cuidadas e seus cuidadores, que desfazem qualquer ideia maniqueísta que se possa ter sobre estes espaços. São pessoas reais, contraditórias nas suas pulsões, vivências, medos e anseios. Como Lídia Jorge há muito nos habituou nos seus livros, também Misericórdia suscita a reflexão sobre o momento que vivemos e o modo como a condição humana a ele reage. E como acontece às personagens deste romance, também desta conversa em torno dum livro se partiu para a vida toda


            


Em declarações ao DN, sublinhou:  “Esqueçam a ideia de que um romance sobre a velhice é um deserto narrativo, em que apenas se conjuga o verbo esperar. Ou de que aos seus protagonistas só resta despertar a compaixão do leitor. Em Misericórdia, de Lídia Jorge, Maria Alberta é uma das residentes no lar Hotel Paraíso, mas se a noite a assusta e o corpo lhe fraqueja, nem por isso a abandonam o prazer, o sonho, a curiosidade e até um certo tom despótico que usa na relação com a filha. Sobre si mesma, ela dirá: "Mas eu tenho este feitio, quero demais, mando demais, amo demais alguma coisa que não alcanço, e quando não a atinjo, procuro desesperadamente transformar o que existe de modo o objeto defeituoso da realidade inalcançável." Acompanham-na um leque de personagens, entre pessoas cuidadas e seus cuidadores, que desfazem qualquer ideia maniqueísta que se possa ter sobre estes espaços. São pessoas reais, contraditórias nas suas pulsões, vivências, medos e anseios. Como Lídia Jorge há muito nos habituou nos seus livros, também Misericórdia suscita a reflexão sobre o momento que vivemos e o modo como a condição humana a ele reage. E como acontece às personagens deste romance, também desta conversa em torno dum livro se partiu para a vida toda. https://www.dn.pt/cultura/lidia-jorgea-imortalidade-da-esperanca-15368934.html

 

 Nascida em 1946, no Algarve, Lídia Jorge estreou-se com a publicação de “O Dia dos Prodígios”, em 1980, um dos livros mais emblemáticos da literatura portuguesa pós-revolução.

Em 1988, “A Costa dos Murmúrios” abriu-lhe as portas para o reconhecimento internacional, tendo sido posteriormente adaptado ao cinema por Margarida Cardoso.

“O Vento Assobiando nas Gruas” (2002) aborda a relação entre uma mulher branca com um homem africano e o seu comportamento perante uma sociedade de contrastes. A obra venceu o Grande Prémio de Romance e Novela da APE em 2003.

Entre muitas outras, Lídia Jorge escreveu ainda obras como “O Vale da Paixão”, “Combateremos a Sombra”, “Os Memoráveis” ou “O Livro das Tréguas”, a sua estreia na poesia.

À autora foram atribuídos alguns dos principais prémios nacionais, alguns deles pelo conjunto da obra, como o Prémio da Latinidade, o Grande Prémio da Sociedade Portuguesa de Autores ou o Prémio Vergílio Ferreira.

No estrangeiro, venceu a primeira edição do prémio Albatross da Fundação Günter Grass, o Grande Prémio Luso-Espanhol de Cultura e o Prémio FIL de Literatura em Línguas Românicas de Guadalajara, entre outros. https://observador.pt/2023/04/28/lidia-jorge-vence-premio-vida-literaria-vitor-aguiar-e-silva/

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