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terça-feira, 11 de agosto de 2026

Museu do Côa- PR António José Seguro :"Há 30 anos, preservámos o Côa. Agora temos de preservar e criar futuro para as pessoas que fazem do interior de Portugal a sua casa. Não pode haver um país do litoral e um país do interior. Há só um Portugal”, frisou

 

Museu do Côa- PR António José Seguro :"Há 30 anos, preservámos o Côa. Agora temos de preservar e criar futuro para as pessoas que fazem do interior de Portugal a sua casa. Não pode haver um país do litoral e um país do interior. Há só um Portugal”, frisou


O Presidente da República assinalou, na tarde de segunda-feira, 10, tendo descerrado uma placa alusiva à efeméride, abrilhantada com a participação de uma peça de teatro “As Bacantes” de Eurípedes com a companhia Filandorra – Teatro do Nordeste

Seguro repetiu o apelo já deixado durante a manhã, durante uma viagem de comboio na Linha do Douro: “deem uma oportunidade ao interior”.

À chegado ao Museu do Côa, Seguro falou com o foscoense Dr. José Lebreiro que trazia um cartaz preso às costas onde se lia: “Promessas… comboio tás a vê-lo?”, referindo já conhecer a causa da reativação da Linha do Douro entre o Pocinho e Barca d´Alva.
Antes tinha passado pela Pousada da Juventude de Vila Nova de Foz Côa, cuja obra lançou enquanto secretário de Estado da Juventude, durante o Governo de António Guterres.

“Começo por dizer-vos que as causas em que acreditamos valem a pena. Há trinta anos, eram poucos os que, olhando para este vale, imaginavam que hoje estaríamos aqui. É evidente que foi preciso mais do que acreditar. Porém, se não acreditássemos que isto era possível, então nada mais seria possível”, afirmou António José Seguro, num discurso no Museu do Côa, onde hoje se celebrou o 30.º aniversário do Parque Arqueológico do Vale do Côa.





Seguro acrescentou que “olhar para este vale não é um pormenor, é um exercício de contemplação da humanidade, como o é toda a cultura e todo o nosso trabalho com o património, seja imaterial ou edificado”.

Hoje, segundo o Presidente da República, o museu do Côa e o auditório António Guterres são uma realidade, o parque já recebeu mais de 400 mil visitantes desde a sua abertura e Vila Nova de Foz Côa “entrou no mapa das referências culturais”.

Por isso, frisou que falar deste parque é “referir um trabalho em construção permanente”, porque acredita “no papel da cultura como cimento das comunidades e dos territórios”.

“Ou seja, para falarmos claro, não basta falarmos dos 30 anos de vida do parque arqueológico, nem dos 20 mil anos que contemplamos e nos contemplam, se não tivermos uma visão integrada do território e da coesão territorial”, salientou.

A criação deste parque, desta fundação e deste Museu é a prova, para António José Seguro, “de que é possível, fora dos circuitos dominantes, manter instituições importantes e memoráveis”.

João Paulo Sousa, presidente da Fundação Côa Parque, no discurso de 30 anos do Parque Arqueológico do Vale do Côa, destacou a importância de uma visão integrado território e da coesão territorial, afirmando que não basta apenas falar dos 30 anos de vida do parque arqueológico, mas também dos 20 mil anos que contemplamos e nos contempla

«Hoje, o território continua a revelar a sua verdadeira dimensão, com mais de 1.600 rochas, espalhadas por 104 sítios arqueológicos. Só em 2026, 69 rochas foram descobertas em seis sítios diferentes», indicou.

Também na celebração dos 30 anos do PAVC, o presidente da Câmara de Vila Nova de Foz Côa, Pedro Duarte, sublinhou que o reconhecimento do Vale do Côa pela UNESCO como Património Mundial da Humanidade foi "a afirmação de um território extraordinário».

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