Jorge Trabulo Marques - Jornalista - Natural da Freguesia de Chãs - V. N. de Foz Côa
Vinhas do Douro em risco. Vale do Côa, bom vinho mas fraco apoio à viticultura Avança a desertificação o envelhecimento da população - E a mão-de-obra é maioritariamente externa - Vinda dos país africanos de expressão portuguesa e árabes .
Os produtores antecipam dificuldades para a campanha vitivinícola e exigem medidas do Governo que garantam que as uvas sejam pagas a preços justos, defendendo um valor na ordem de 1 euro por quilograma.
A intranquilidade marcou os testemunhos apresentados durante o plenário de viticultores, que preveem uma vindima marcada por profundas desigualdades de oportunidades na Região Demarcada do Douro.
Segundo os produtores, nos últimos anos, a importação de mosto concentrado de Espanha e de aguardente de França tem criado sérias dificuldades ao escoamento das uvas produzidas na região duriense, contribuindo para a redução do preço pago por cada pipa de vinho, equivalente a 550 litros.
Mas também a beleza do cenário que liga esta quinta a Muxagata, ao caminho parcialmente usado para a visita do tesouro paleolítico às gravuras dos Piscos, não fica atrás, com a sua singularidade e especial encanto. - À freguesia onde nasceu a minha avó Maria Morgado e as suas irmãs.
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Os viticultores queixam-se de que as uvas estão a ser pagas abaixo dos custos de produção, enquanto os encargos com a atividade continuam a aumentar.Por esse motivo, vão voltar a manifestar-se para exigir ao Governo medidas concretas que garantam a sustentabilidade económica da viticultura duriense.
No ano passado, a quebra da produção acabou por contribuir para o escoamento das uvas produzidas na região. O que levou o IVDP a autorizar uma produção de 76 mil pipas este ano; um aumento de mil pipas relativo ao ano de 2025.
Foz Côa é mais do que gravuras: é também a terra de quem a trabalha. Tal como sublinha O Prof.. Olímpio Sobral, as gravuras rupestres são, sem dúvida, um motivo de orgulho, trouxeram projeção, visitantes e criaram algumas oportunidades de emprego, para alguns. Mas Foz Côa não pode ser vista apenas como um destino turístico ou como uma paisagem de pedra gravada há milhares de anos.
Enquanto se celebra o património que trouxe reconhecimento internacional ao concelho, muitos produtores locais sentem que o seu próprio trabalho permanece esquecido. O preço pago pela uva, os custos de produção, a burocracia, as dificuldades de comercialização e a falta de renovação geracional tornam cada vez mais difícil continuar a cultivar a terra.
O Alto Douro conhecido principalmente pela produção de vinho do Porto e pela sua paisagem classificada como Património Mundial da UNESCO engloba concelhos das sub-regiões do Douro Vinhateiro, Douro Superior e parte do Trás-os-Montes:
Murça Sabrosa Santa Marta de Penaguião Peso da Régua Mesão Frio Carrazeda de Ansiães Torre de Moncorvo Freixo de Espada à Cinta Vila Nova de Foz Côa Armamar Lamego Tabuaço
Historicamente, o comércio do vinho do Porto esteve fortemente associado a empresas britânicas. No século XVII, mercadores ingleses começaram a importar grandes quantidades desse vinho, e o Tratado de Methuen, em 1703, fortaleceu ainda mais essa relação comercial. Empresas britânicas como a Croft, fundada em 1588 ( Por meados do século XVII, a firma Thompson’s tinha começado a importação de tecido para Portugal. Desde a assinatura do Tratado de Windsor em 1386, que Inglaterra e Portugal tinham sido parceiros comerciais muito próximo


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