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domingo, 13 de setembro de 2026

Natália Correia nasceu há 103 anos -Vídeos das suas memórias a dez dias do Equinócio do Outono 23-09-26 nos Templos-do-Sol - Chãs- Foz Côa - E de José Azeredo Perdigão e sua esposa Madalena Maria Madalena de Azeredo Perdigão, de reportagens do dinamizador destes eventos - Jorge Trabulo Marques - Figuras incontornáveis da Fundação Gulbenkian - a homenagear na tradicional celebração, que se aproxima., além da já prestada a Natália Correia e outras figuras da cultura portuguesa.

Jorge Trabulo Marques - Jornalista e dinamizador cultural


Natália Correia nasceu há 103 anos -Vídeos das suas  memórias a dez dias do Equinócio do Outono 23-09-26 nos Templos-do-Sol - Chãs- Foz Côa - E de José Azeredo Perdigão e sua esposa Madalena  Maria Madalena de Azeredo Perdigão,  de reportagens do dinamizador destes eventos - Jorge Trabulo Marques  - Figuras incontornáveis  da Fundação Gulbenkian - a homenagear na tradicional celebração, que se aproxima., além da já prestada a Natália Correia e outras figuras da cultura portuguesa

próxima celebração do Equinócio do Outono, é dia 23, com  momentos poéticos e evocação à memória do Dr José Azeredo Perdigão, 37 anos na presidência da Fundação Gulbenkian, bem como de sua esposa Madalena Maria Madalena de Azeredo Perdigão, outro rosto, Criativo, Dinamizador, Tutelar e Mítico da Gulbenkian - Uma das maiores e mais importantes fundações da Europa e do mundo

O Dia dos Milagres” Nos Templos do Sol – de Francisco Moita Flores - Solstício do Verão 2016

Natália Correia (1923–1993) foi uma das mais marcantes escritoras e poetas portuguesas do século XX, destacando-se também como uma figura central da intervenção cívica, cultural e política em Portugal. “Quando estou a escrever um poema é um ato de comunhão com o Universo!!... um ato cósmico!... “ Os meus livros são profundamente espiritualistas" –– Diz a autora do poema “Creio nos Anjos que andam pelo Mundo”

Natália Correia. Nasceu há 103 anos. Recordações de entrevistas e cantares de poesia no Botequim da Liberdade- e da homenagem prestada nos Templos do sol-Chãs-Foz Côa. com a leitura dos seus belos versos -

                 Natália Correia Escritora e Poeta. Voz lendária em Portugal e Botequim da Liberdade             

Recordando apontamentos e entrevistas nas noites de caloroso convivo e de boémia do Botequim da Natália Correia, no Largo da Graça, Lisboa, anos 80 – Naquele espaço, as surpresas da noite já faziam parte do cardápio da casa, do habitual convívio e diversão

Entrevistei, por várias vezes, a Natália Correia, tal como muitas outras figuras públicas - até mesmo Amália Rodrigues - Aqui recordo alguns desses apontamentos que fiz para a RDP-Rádio Comercial, antes de Cavaco Silva a ter oferecido, a preço de saldo aos da sua confiança politica: ao grupo liderado por Carlos Barbosa (ligado ao Correio da Manhã

Fundação Gulbenkian - Instituição privada de utilidade pública, criada em 1956 por disposição testamentária do magnata arménio Calouste Sarkis Gulbenkian. Com sede em Lisboa e delegações em Paris e Londres, reconhecida como uma das maiores e mais importantes fundações da Europa e do mundo

FALEI COM ELA NA NOITE EM QUE FALECEU

Natália Correia, mais que uma figura inigualável, continua a ser  uma lenda viva – Quem é que, tendo-a conhecido, hoje esquecerá essa figura? Estive à frente dela na noite em que acabaria por falecer. Aliás, era geralmente junto da sua mesa e do Dórido Guimarães, seu fiel amigo e companheiro de todas as horas, que geralmente me sentava

Vendo com ar tão pálido e algo atormentada, enquanto comia uma pequena refeição,  um arroz-bife, perguntei-lhe o que se passava consigo. Respondeu-me, com uma das mãos no peito, que se sentia algo afrontada - Pelo que já não esperou pelo fecho do   botequim

De um momento para o outro, e depois de ter-se levantado e ido aos anexos do bar, vejo sair amparada  a abandonar o Botequim, ante o espanto das pessoas que ali se encontravam.  Vou à rua ver o que se passa. Fiquei com a impressão de que teria ido num táxi para sua casa onde acabaria por falecer. Sim,  na madrugada de 16 de Março de 1993, acometida por súbito ataque cardíaco, em

À minha pergunta se acreditava na vida para além da morte, na sequência de um inquérito  radiofónico, que estava a fazer, respondeu- me  com estes seus versos de  

                      Natália Correia – Poema “O livro dos Mortos” – Declamando e Cantando  

Fundação Gulbenkian - ACARTE  Entrevista  a Maria Madalena de Azeredo Perdigão 1923 – 89  Memória e Voz  de um  Rosto, Criativo,  Dinamizador, Tutelar  e Mítico da Fundação Gulbenkian: Decisivo a nível da sua expansão e do meio artístico português e internacional  (Figueira da Foz, 28 de Abril de 1923 – Lisboa, 5 de Dezembro de 1989) “Tenho uma grande satisfação do trabalho que faço!...Dá-me uma grande alegria e é com o maior entusiasmo, que eu o realizo!.. – Declarou-me, um ano antes da sua morte, a propósito da 3ª edição dos ENCONTROS ACARTE - 

        Maria Madalena de Azeredo Perdigão  Voz de um Rosto, Criativo e Mítico da Gulbenkian

Vai também ser recordada, tal como  com o seu marido, José de Azeredo Perdigão, na celebração do equinócio do Outono, dia 23, às 08 horas, no alinhamento sagrado, no Maciço dos Tambores, aldeia de Chãs- de V. N. de Foz Côa

A voz de José Azeredo Perdigão - Tributo à sua memória do jornalista que o entrevistou e o que vai recordar na celebração do equinócio do Outono, dia 23 do corrente, às 08 horas, num dos alinhamentos sagrados dos templos-do-sol, em chãs, de V. N. de foz Côa.  quatro dias depois de passarem 130 anos do seu nascimento

Fundação Gulbenkian - Azeredo Perdigão – 1896-1993 Recordando a voz e o homem na 1ª pessoa –“Administração da Fundação Gulbenkian, absorve-me toda a minha atividade... Hoje a minha vida é esta cadeira, onde estou sentado” - “Eu não sou velho, sou antigo!... Que é uma coisa diferente. 

Este é o único registo sonoro do Dr. Azeredo Perdigão, na entrevista concedida em Agosto de 1991 e que o vai homenagear na  celebração do equinócio do Outono, dia 23 do corrente, num dos alinhamentos sagrados dos templos-do-sol, em chãs, de V. N. de foz Côa. ou sejam: quatro dias depois de passarem 130 anos do seu nascimento . A entrevista, que me deu a honra e o prazer de me conceder,  ficou a dever-se ao excelente relacionamento que mantinha com o Arquiteto Sommer Ribeiro, que, além de Diretor do Centro de Arte Moderna da Fundação Gulbenkian, ali desempenhava importantes funções.– E porquê este raro privilégio? – Nomeadamente, pelo meu papel na divulgação das atividades culturais

José Henrique de Azeredo Perdigão , nascido a 19 de Setembro de 1896,  na Casa do Miradouro, em Viseu – Faleceu  em Lisboa, 10 de Setembro de 1993 – O homem que conduziu os destinos da mais importante fundação portuguesa, o advogado e o  braço direito do milionário Calouste Gulbenkian, desde que escolheu Portugal para seu retiro, devido à guerra que grassava além dos Pirenéus.

Azeredo Perdigão, exemplo de dedicação e de generosidade:  uma vida simples, discreta, mas muito intensa e trabalhosa, longe da comunicação social e também um respeitoso distanciamento dos sucessivos governos que conheceu.

Um homem culto, afável e comunicativo. Aliás, as grandes figuras são generosas e despidas de vaidade. Ele era um desses extraordinários exemplos. 

O seu diálogo infundia um prazer especial. É justamente a impressão que ainda hoje tenho, sempre que ouço a  entrevista que me deu a hora e o prazer de conceder,  parecendo-me que ainda  o estou a rever  atrás da sua enorme secretária, pejada de dossiers e de papéis. Com uma transbordante jovialidade, rara para a sua idade. Já lá vão uns bons anos. 

 

Jorge Trabulo Marques - Jornalista - Antigo repórter da RDP - Rádio Comercial 

Entrevistei-a, no Centro de Arte Moderna, nos finais de Julho ou princípios de Agosto, de 1988, a poucos dias da estreia dos ENCONTROS ACARTE –  A entrevista, que conservo nos meu vasto arquivo de memórias de um repórter, destinava-se à 24ª Hora da ex-RDP-Rádio Comercial: - Já lá vão quase três décadas, mas é-me difícil esquecer-me desse honroso e gratificante momento, nomeadamente do seu rosto: pois, ao copiar a cassete de um gravador para a digitalizar em vídeo (sim, e  tenho pena da parte que se perdeu), até me parece que esse diálogo, foi registado ontem: revejo a sua espontaneidade, a naturalidade dos seus  sorrisos, a força interior do seu ânimo e  afabilidade, a prontidão e sinceridade nas suas respostas  e até o ambiente das vozes que havia em redor.

"Madalena Perdigão desenvolveu um diversificado trabalho em prol da cultura portuguesa durante o período do Estado Novo e de entrada na democracia e na Comunidade Económica Europeia, tendo sido criadora e Directora do Serviço de Música da Fundação Calouste Gulbenkian durante 17 anos (entre 1958 e 1974), local onde fundou a Orquestra, o Coro e o Ballet Gulbenkian, bem como os prestigiados Festivais Gulbenkian de Música. Ao seu currículo juntam-se a presidência da Comissão Orientadora da Reforma do Conservatório Nacional, entre 1971 e 1974, a direcção do Gabinete Coordenador do Ensino Artístico do Ministério da Educação, de 1978 a 1984, a criação e direcção do Serviço ACARTE, de 1984 a 1989, e a criação do Centro Artístico Infantil da Fundação Gulbenkian, entre outros projectos de relevo.  https://run.unl.pt/handle/10362/14576

A SINGULARIDADE  E A PAIXÃO DE UM PRESIDENTE -

José Henrique de Azeredo Perdigão , nascido a 19 de Setembro de 1896,  na Casa do Miradouro, em Viseu – Faleceu  em Lisboa, 10 de Setembro de 1993 – O homem que conduziu os destinos da mais importante fundação portuguesa, o advogado e o  braço direito do milionário Calouste Gulbenkian, desde que escolheu Portugal para seu retiro, devido à guerra que grassava além dos Pirenéus.

Azeredo Perdigão, exemplo de dedicação e de generosidade:  uma vida simples, discreta, mas muito intensa e trabalhosa, longe da comunicação social e também um respeitoso distanciamento dos sucessivos governos que conheceu.

Um homem culto, afável e comunicativo. Aliás, as grandes figuras são generosas e despidas de vaidade. Ele era um desses extraordinários exemplos. 

O seu diálogo infundia um prazer especial. É justamente a impressão que ainda hoje tenho, sempre que ouço a  entrevista que me deu a hora e o prazer de conceder,  parecendo-me que ainda  o estou a rever  atrás da sua enorme secretária, pejada de dossiers e de papéis. Com uma transbordante jovialidade, rara para a sua idade. Já lá vão uns bons anos. 


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