Finalmente, uma
velha aspiração, um velho sonho que se transformou em iluminada realidade
- O importante é que seja um passo para dar outro e não
para temporariamente os políticos se mostrarem - Que o gerador não avarie (ou lhe falte o
combustível), como por vezes acontece na cidade - Mas isso não é só em S,
Tomé - Veja-se o que se passou com o
Equipamento de ressonância magnética do Hospital da cidade da Guarda
António Monteiro deputado
do MLSTP/PSD pelo distrito de Caué, por sinal elemento influente do partido na
região sul da ilha de São Tomé, juntou-se ao Primeiro-ministro Patrice Trovoada
e ao Governo da ADI, na celebração da conquista de energia para uma das
populações considerada mais pobre do país – Excerto de . Finalmente populações de Porto Alegre e da Vila
Malanza
NUM QUASE FIM DE TARDE - Recordações
de histórias do Pico Cão Grande, de caçadores de porcos e de heroicas provas de
sobrevivência de pescadores
Há quem passe pela estrada a fora, que corta a pequena vila e se limite ao olhar as pessoas, as casas, as canoas da praia, mas talvez sem olhos de ver: tira foto, mesmo de dentro do carro e toca a girar - Com aquele olhar apressado do viajante de carro, que é geralmente dominado pela avidez da descoberta, mas, no fundo no que pensa é desbundar quilómetros, atrás de quilómetros, sem nunca se dar por satisfeito.
VILA MALANZA – DEVE O SEU NOME E FORMAÇÃO AO CONDE
MALANZA
Num país europeu, onde a maioria das
principais cidades têm mais população de que a Ilha de S. Tomé, Malanza
não passava de um simples e modesto aglomerado de casas de madeira - Porém, se
há vila, em S. Tomé, com história, é a Vila de Malanza - nome advém-lhe do
rio, que a atravessa, ao desaguar no mar – E foi o título dado ao Visconde de
Malanza, de seu nome Jacintho Carneiro de Sousa e Almeida, filho do 1º Barão de
Água Izé e Conselheiro, João Maria de Sousa Almeida – Tal como é dito por
Manuel Ferreira Ribeiro, no pequeno livro”1º Barão d’Água Izé e seu filho
Visconde de Malanza, “o título Malanza, refere-se a um dos
lugares mais agradáveis da Fazenda de Porto-Alegre, fundada pelo nobre Visconde
no extremo meridional da Ilha e que representa um valioso serviço por ele feito
a S. Tomé.
(…) Não havia na Ilha de S. Tomé
meios de transportes fáceis e seguros, em volta da ilha, lutando assim os novos
agricultores estabelecidos ao Sul, com grandes embaraços, e então adquiriu
o belo vapor Malanza, oferecendo fácil e rápida viagem aos que se dirigiam às
fazendas, para as quais só podia aproveitar a via marítima.
Na exploração agrícola que iniciou
no sudoeste da Ilha, e à qual chamou tantos europeus, revelou tal tenacidade de
carácter e tão viva fé no trabalho, que poderia invocar-se esse arrojado
empreendimento como uma das suas maiores glórias.
Foi este ousado agricultor quem
lançou as bases da colonização ao sul e Sudoeste da Ilha. E todas as
terras, de floresta seculares, que por ali existiam sem exploração alguma,
foram transformadas em belas plantações, e foi dotada toda esta região
inculta de notáveis fazendas ou lindas quintas agrícolas ou tropicais, que
fazem o encanto de todas aqueles que as têm visitado.
Montou serrarias a vapor, construiu
um caminho de ferro, lançou uma boa ponte sobre o Malanza, preparou uma ampla
piscina – a primeira da ilha de S. Tomé – e abriu um campo de aclimatação,
aonde trouxe as melhores plantas úteis tropicais.
A sua fazenda de Porto-Alegre, é,
sem a menor dúvida, uma das maiores e das mais bem expostas de toda a ilha. E,
por isso mesmo, constituiu uma região cacaueira por excelência.
Foi o nobre Visconde o primeiro
agricultor de S. Tomé que me navio próprio – no Yatche Vá-Inhá - fez a
travessia daquela ilha a Lisboa.
Por muitas vezes, em terra e n mar,
deu provas de grande coragem apresentando-se sempre nos grandes perigos, com o
maior sangue frio.
Nos serviçais e trabalhadores tem
amigos e é sempre dia de grande festa em Porto-Alegre aquele que faz reunir
todas as crianças. Mostra assim o vivo interesse que nel desperta a população
trabalhadora, distinguindo, com singular afecto os que foram seus companheiros
nos rudes trabalhos agrícolas, que primeiros se fizeram nas fazendas de
S. Miguel e Porto Alegre,
Contra a praga dos ratos, que tão
grande prejuízo causa à agricultura, mandou vir do Instituto Pasteur, em
julho de 1895, o veneno que mais se recomenda para o destruir"