Jorge Trabulo Marques
S. Tomé – Falta de água potável no Hospital Central? Ilha onde a chuva abunda e inunda? E medicamentos! Negligência indesculpável - O Hospital Central Dr. Ayres de Menezes, continua a registar roturas de água e medicamentos - Já não basta o sofrimento das doenças e a má alimentação? Pior que no tempo colonial! - Porque, embora mão-de-obra, fosse escrava, havia pelo menos esta teoria: "saco vazio não aguenta em pé."E só podiam trabalhar de barriga cheia e não vazia ou adoentados
Por isso mesmo, em todas as roças, havia hospitais, senzalas, enfermarias e creches. que, agora estão em ruinas, tal como muitas outras instalações, que eu conheci, quando ali trabalhei como empregado de mato, atualmente desfiguradas
Agora - tal como me desabafava uma mulher na Roça Agostinho Neto - antiga Roça Rio do Ouro: " No tempo da escravatura, tínhamos comida; agora, que somos livres, falta-nos tudo"
AO MENOS SAIBAM APROVEITAR AS ÁGUA DAS CHUVAS E AS OBRAS COLONIAIS
Nas ilhas Verdes do Equador, onde a queda pluviométrica é bastante acentuada, onde as inundações são frequentes, enfrentam uma grave e persistente crise de água potável, afetando tanto a população em áreas como Pantufo, que depende de fontes precárias e polutas, como a própria capital , cidade de São Tomé e arredores
Depois da construção do hospital Central pelo mais polémico Governador colonial, Carlos de Sousa Gorgulho, acusado de ter fomentado o chamado massacre do Batepá, de 3 de Fevereiro de 1953, pelos vistos, nem assim, os 50 anos após a de independência, trouxeram grande progresso e bem-estar às populações.
É notícia de que, o referido Hospital de S. Tomé (atualmente Hospital Dr. Ayres de Menezes) continua a registar roturas de medicamentos, falta de água potável e escassez de recursos humanos especializados, segundo constatou o primeiro-ministro são-tomense, Américo Ramos, durante uma visita realizada esta quinta-feira.
E, então, e só agora é que se dá conta de tão graves carências? ´E dito que “a deslocação coincidiu com o dia em que o Governo completou um ano em funções.
Após percorrer os diferentes serviços da unidade hospitalar, o chefe do Governo afirmou que a falta de medicamentos é uma situação recorrente no sistema nacional de saúde. Segundo Américo Ramos, trata-se de um problema conhecido e persistente, que tem sido atenuado, em grande medida, através do apoio de instituições e países parceiros, responsáveis pelo fornecimento de uma parte significativa dos medicamentos e consumíveis por via de doações.
A visita revelou problemas que vão além da simples falta de recursos: o hospital, com infraestrutura envelhecida, enfrenta uma crescente carência de profissionais especializados. A formação dos enfermeiros passou recentemente de um curso técnico para uma licenciatura de cinco anos, gerando lacunas na disponibilidade de quadros qualificados. Soma-se a isso o impacto da imigração de profissionais de saúde e a necessidade contínua de atualização e especialização.
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