Lisboa.1º de Maio 2026. –Milhares contrariaram a tese da minoria montenegrista, em Melgaço, contra o pacote liberalista. A manifestação convocada pela CGTP-IN percorreu a Avenida Almirante Reis, entre o Martim Moniz e a Alameda D. Afonso Henriques, entre o Martim Moniz e a Alameda D. Afonso Henriques, empunhando tarjas, bandeiras e cartazes e gritam a uma só voz palavras de ordem como: "Não vamos desistir, o pacote é para cair", "Só interessa ao capital, o pacote laboral", "O pacote laboral é retrocesso social" e "O povo está na rua, a luta continua". Uma tarde que foi ao mesmo tempo motivo de convívio, de fraternal e calorosa confraternização
As origens do Dia Internacional dos Trabalhadores - Por Olimpio Sobral
As comemorações do 1.º de Maio têm origem num acontecimento trágico ocorrido em 1886 na cidade de Chicago, nos Estados Unidos. Apesar de hoje ser amplamente celebrado em Portugal e noutros países europeus, este dia não nasceu na Europa, mas sim da luta dos trabalhadores norte-americanos.
No final do século XIX, os operários enfrentavam condições muito duras: jornadas de trabalho de 10 a 12 horas diárias, seis ou até sete dias por semana. Em 1884, sindicatos norte-americanos começaram a exigir a redução do horário para 8 horas diárias, estabelecendo como prazo o dia 1 de maio de 1886
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Quando chegou essa data, muitas empresas aceitaram a reivindicação, mas outras recusaram. Isso levou a greves e manifestações por todo o país, especialmente em Chicago. A 3 de maio de 1886, durante um protesto, a polícia abriu fogo sobre os manifestantes, matando vários trabalhadores.
No dia seguinte, durante um novo protesto na praça de Haymarket Square, uma bomba foi lançada, provocando várias mortes entre a polícia. A repressão que se seguiu foi severa: vários trabalhadores foram condenados sem provas claras, e alguns acabaram executados. Este episódio ficou conhecido como o “Massacre de Haymarket” e tornou-se um símbolo da luta operária.
Em 1889, durante o congresso da Segunda Internacional, realizado no contexto do centenário da Revolução Francesa, foi decidido instituir o 1.º de Maio como um dia internacional de luta dos trabalhadores, em homenagem aos acontecimentos de Chicago e à reivindicação da jornada de 8 horas.
Historicamente, pode até ter sido uma das primeiras vezes que uma ideia progressista vinda dos Estados Unidos inspirou os europeus. No entanto, apesar disso, os próprios americanos não celebram o trabalho e os trabalhadores no dia 1 de maio:
De forma surpreendente, os americanos não adotaram a reivindicação do 1.º de Maio. Os Estados Unidos são um dos poucos países do mundo que não celebram o trabalho ou os trabalhadores nessa data. Isto deve-se, em parte, ao facto de os sindicatos americanos não se identificarem com a orientação mais marxista que o movimento operário europeu acabou por assumir.
Em Portugal, o 1.º de Maio ganhou especial relevância após a Revolução dos Cravos, que pôs fim à ditadura do Estado Novo. Antes disso, as manifestações eram reprimidas e o movimento sindical tinha pouca liberdade.
Após 1974, o Dia do Trabalhador passou a ser celebrado livremente, com manifestações, desfiles e reivindicações por melhores condições de trabalho, salários dignos e direitos sociais. Tornou-se também um símbolo da democracia e da participação cívica.
Hoje, o 1.º de Maio é feriado nacional em Portugal e continua a ser um momento importante de reflexão sobre as condições laborais, num contexto em que persistem desafios como a precariedade, os baixos salários e as desigualdades sociais. (A Central sindical continua a exigir retirada do pacote laboral após nove meses de negociações).
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