expr:class='"loading" + data:blog.mobileClass'>

quinta-feira, 14 de maio de 2026

S. Tomé – Pico Cão Grande – É símbolo da série documental “Africanko” da RTP África que a UCCLA vai acolher, no dia 14 de maio, às 17h30 - Foi escalado pela minha equipa em 1975


 Jorge Trabulo Marques -Jornalista -  Contamos assistir e dar mais pormenores do evento neste post

S. Tomé – Pico Cão Grande – É símbolo da série documental “Africanko” da RTP África que a UCCLA vai acolher, no dia 14 de maio, às 17h30 - Foi escalado pela minha equipa em 1975

A série documental “Africanko” da RTP África que a UCCLA vai acolher, no dia 14 de maio, às 17h30, com vista ao público a descobrir a riqueza cultural, turística e humana do arquipélago de São Tomé e Príncipe. Composta por oito documentários, a série revela paisagens, tradições, histórias e o potencial deste país, promovendo uma viagem autêntica pelo património e identidade santomense.

O Pico Cão Grande considerado na Televisão do Brasil como um dos lugares mais visitados em África autêntico dedo gigante desafiando os céus, ergue-se no Parque Natural Obô, ao sul da Ilha de São Tomé,


A conquista do pico mais aprumo da Terra, o emblemático símbolo basáltico de quem visita o sul desta maravilhosa Ilha, o mais atraente ícone do ecoturismo africano. que a minha equipa conquistou, pela primeira vez, em 12 de Outubro de 1975, depois de sucessivas tentativas, ao longo de quase cinco anos.
Já lá vão 50 anos todavia as memórias, permanecem ainda hoje tão vivas, tão vibrantes, como se o tivesse acabado de escalar – O que parecia custar aceitar era o não reencontro, a não partilha dessas mesmas emoções, com o valoroso Pires dos Santos – Mas, felizmente quis o destino que, finalmente, na tarde de 5 de Agosto, 2015, nos reencontrássemos, num abraço fraternal e amigo na companhia da sua mulher, e dois dos seus irmãos e do jornalista Adilson Castro.

- Cão grande não é Pico! É cabeça de bicho, senhor!...Quem subir ele, morre ou então tem poder no seu corpo!... Mais pormenores em

Estas algumas das afirmações que, por várias vezes, ouvi de velhos angolares (autóctones de uma conhecida etnia fixada ao sul de S. Tomé), entre outras histórias de feitiços e de homens gabões; designação dada aos trabalhadores das roças, vindas de outras colónias, em situação de degredo ou sujeitos a contratos miseráveis, que preferiam o refúgio do interior do espesso obó ao regime brutal e de semiescravidão em que prestavam serviços nas grandes propriedades agrícolas, acabando, enfim, por ali viverem no mais completo abandono e isolamento, decididamente arredados de tudo e de todos, já que a própria condição insular do meio não lhes permitia outra alternativa.

Por isso, o Cão Grande, assim como toda aquela vasta área de obó que o circunda, desde a perseverança ao Novo Brasil e Monte Mário, zonas de “capoeira” enorme e cerrada, foram pois lugares que, pela sua singularidade, muitas histórias, mitos e lendas alimentaram ao longo dos tempos da colonização.

Mais pormenores e imagens em https://canoasdomar.blogspot.com/2012/02/cao-grande-em-sao-tome-grande-escalada.html

Nenhum comentário :