Jorge Trabulo Marques - Jornalista
51º aniversário de São Tomé e Príncipe De Parabéns! Há 51 anos nascia uma nação e um tempo novo – Meus votos de que este dia seja coroado de algria e possa trazer as melhores prosporidades ao povo pacifico e hospitaleiro das Ilhas Verdes do Equador

Em 12 de julho de 1975, nascia uma nova nação no coração do Golfo da Guiné. Sobre duas pequenas ilhas de origem vulcânica, moldadas pelo Atlântico e cobertas por uma das mais extraordinárias florestas tropicais do planeta, erguia-se um país chamado São Tomé e Príncipe. Depois de séculos de colonização, um povo inteiro via abrir-se, pela primeira vez, a possibilidade de decidir o seu próprio destino.
O Movimento de Libertação de S. Tomé e Príncipe e o Governo Português acordam em que a independência de S. Tomé e Príncipe seja proclamada em 12 de julho de 1975 e o ato da declaração oficial da independência do Estado de S. Tomé e Príncipe coincidirá com o da investidura dos representantes eleitos do povo de S. Tomé e Príncipe e terá lugar na cidade de S. Tomé, com a presença ou a representação do Presidente da República Portuguesa, para o efeito da assinatura do instrumento solene da transferência total e definitiva da soberania UM BRINDE A S. TOMÉ E PRÍNCIPE
Presidente Carlos Vila Nova - Quer pacificar a política no seu país - Prometeu unir mais o povo de que dividi-lo . E, pelos vistos, é o que tem procurado fazer depois de ter demitido, Patrice Trovoada. Um conflituoso PM, nascido no Gabão, apontado como autor de sucessivas encenações golpistas do Estado para mandar derrubar e matar adversários políticos e se perpetuar no poder
Pese algumas contrariedades, desilusões ou erros cometidos pelos seus governantes, a generalidade dos santomenses (naturalmente, que incluindo os habitantes da irmã ilha do Príncipe) continuam a fazer do seu 12 de Julho o dia da Grande Festa - Vivido sem constrangimentos ou hesitações, Vivido da forma mais exuberante, porque, esse mesmo Povo, continua também a acreditar que não há dinheiro algum que pague a liberdade, que é, no fundo, a concretização do sonho libertador do 25 de Abril, transformado em liberdade
– O mesmo sonho que libertou o Povo Português do jugo de uma prolongada ditadura de cariz colonial e fascista . – Permitindo que a democracia fosse instaurada e que as suas antigas colónias – neste caso, duas pequenas ilhas, colonizadas ao longo de 500 anos, pudessem ascender à sua independência e comandar os seus próprios destino
Nas comemorações do dia 12 de Julho, em 2015, tive a honra e o prazer de me associar
Manuel Pinto da Costa, cofundador da nacionalidade santomense, o 1º Presidente de STP, afirmava nas cerimónias da Praça da Independência, -

Uma das distintas figuras, com quem tive a honra e a grata satisfação de dialogar, antes da independência de S. Tomé e Príncipe e de quem, com igual simpatia e cordialidade, me despedi ao deixar esta maravilhosa Ilha para tentar a travessia oceânica, numa frágil piroga, de S. Tomé ao Brasil
Manuel Pinto da Costa -Presidente do seu país, de 1975 até 1991 e de 2011 até 2016. - Licenciado em Economia pela Universidade de Berlim-Leste, onde também se doutorou
O cofundador da Nacionalidade Santomense, continua acreditar nas potencialidades do seu pais - Reconhece que “São Tomé e Principe tem um enorme desafio, de um pais no Golfo da Guiné, potencialmente rico , com muitas possibilidades!... Não tem que ter necessariamente petróleo!..Temos uma situação geográfica invejável no mundo de hoje" - . Palavras da honrosa entrevista que me concedeu, na sua residência. em Maio de 2019
JORNALISMO PROFISSÃO DE ALTO RISCO EM SÃO TOMÉ E PRÍNCIPE - NO SALAZARISMO
Os Jornalistas são os primeiros a exporem-se aos perigos e a sofrerem a ira da intolerância e ódio popular, os bodes-expiatórios das guerras e conflitos . Em S. Tomé, certos colonos, só não me lincharam, talvez por milagre, tendo sido forçado abandonar a Ilha de canoa de S. Tomé para a Nigéria, ao longo de 13 dias - Claro que não foi da população nativa que partiram as agressões e ameaças. Aliás, foi no seio desta que eu fui protegido
Muitos foram os meus artigos censurados, devolvidos ao autor, mesmo tendo em conta as loas que obrigatoriamente tinha de dedicar à propaganda colonial, pois de outro modo era impensável escrever uma linha. Contudo, nem assim logrei captar a confiança do regime ditatorial, ao ponto de me ter sido instaurado um inquérito, que obstou a minha admissão nos quadros do então Emissor Regional de STP, da EN, onde trabalhava como ténico-operador, devido a um artigo por mim publicado na revista Semana Ilustrada.
Tenho ainda o documento dessa iníquia represália. Cheguei a São Tomé, tal como saí: sem nada nos bolsos.Todavia, possuidor de uma experiência de vida, que não há dinheiro algum que ma pague




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