Cacau de Tomé e Príncipe –“Ilhas do Chocolate” ‘’prestes a conquistar a Indicação Geográfica Protegida para o Ouro castanho’ - batizado ‘alimento dos deuses’ , onde esta cultura chegou a ser o maior produtor mundial no final do século XIX e início do século XX. Tendo o arquipélago conquistado o famoso apelido de "Ilhas do Chocolate" ou "Reino do Cacau" graças ao solo vulcânico rico e ao clima perfeito.
O registo internacional poderá ser atribuído ainda este ano, tornando o país o primeiro em África a beneficiar deste reconhecimento.- Refere a imprensa local
“Com essa indicação geográfica, os transformadores de cacau em chocolate terão de garantir uma quantidade mínima de cacau de São Tomé e Príncipe nas suas composições”, afirmou Cristino Fonseca, Coordenador do Projeto Transição Verde.
“Hoje, um chocolateiro pode comprar cacau da Costa do Marfim ou do Brasil e afirmar que o seu chocolate foi produzido com cacau de São Tomé e Príncipe. Com esta indicação, isso deixará de ser possível, pois terá de provar a origem. Assim estaremos a proteger o que é nosso”, sublinhou Cristino Fonseca.
A Indicação Geográfica é um instrumento de grande relevância no domínio da propriedade intelectual.
Desde o início de 2024 que o mercado internacional registou uma valorização do preço do cacau que atingiu 131,90%, equivalentes a 5455 dólares por tonelada. É considerada a maior subida do preço das matérias-primas, «incluindo as categorias de energias e metais», explica o a matéria-prima com maior aumento de preço desde início do ano, a larga distância das variações para outras commodities agrícolas (como algodão, café e sumo de laranja) ou da energia (gasolina reformulada e barris de petróleo das variedades norte-americana e europeia).º
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