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quarta-feira, 16 de setembro de 2026

Equinócio do Outono 23-09-2023- A celebrar nos Templos-do-sol, em Chãs, de Foz Côa, às 08 horas em cujos amplos e purificadores espaços, Fernando Assis Pacheco - Poeta e Jornalista - abriu seus braços, nestes amplos e belos espaços, um mês antes de partir para eternidade




Jorge Trabulo Marques - Jornalista, fotojornalista, investigador e coordenador dos eventos, desde 2002



Equinócio do Outono  23-09-2023- A celebrar nos Templos-do-sol, em Chãs, de Foz Côa, às 08 horas  em cujos amplos e purificadores espaços,  Fernando Assis Pacheco - Poeta e Jornalista - abriu seus braços um mês antes de partir para eternidade.


Foi em Outubro de 1995. Estava-se em plena polémica das gravuras. Encontrei-o a meio da tarde desse dia, em Foz Côa, e já de regresso do Vale do Côa, para onde fora destacado, em reportagem, pela revista Visão. 

Embora visivelmente cansado da jornada, saudou-me com um ar de muita satisfação e alegria, parecendo não dar por perdido o esforço da sua missão, cujo contentamento acentuou ainda mais quando me perguntou se eu era daqui. Respondi-lhe que era natural de uma aldeia que também tinha bonitas gravuras, no seu termo, as da Quinta da Barca, junto ao Côa, e uma fragas muito curiosas, nas proximidades, que gostaria que visitasse. 

-Mais tarde, em 2001, quando ali descobri os alinhamentos solares com o nascer e pôr-do-sol, no ciclo das estações do ano, batizei a dita pedra de Pedra dos Poetas, elegendo o caprichoso altar como um local de peregrinação e evocação poética, tendo passado ali a ler poemas alusivos ao sol e às estações do ano ou ao espírito sensível dos inspirados pela Natureza ou pelas Musas

Fernando Assis Pacheco nasceu em Coimbra,  1 de fevereiro de 1937, cidade onde se licenciou em Filologia Germânica e onde viveu até iniciar o serviço militar, em 1961. Na juventude, foi ator de teatro 


A celebração principal vai decorrer no  santuário rupestre da Pedra da Cabeleira - Espelho solar de Hórus - A lembrar o antigo símbolo da  mitologia egípcia, que a lenda cristã batizou de Pedra da Cabeleira de Nª Sra,  como tendo ali deixado os cabelos gravados, na gravura escura existentes, quando ali se abrigou na sua fuga para o Egito  

A próxima celebração do Equinócio do Outono, é dia 23, com  momentos poéticos e evocação à memória do Dr José Azeredo Perdigão, 37 anos na presidência da Fundação Gulbenkian, bem como de sua esposa Madalena Maria Madalena de Azeredo Perdigão, outro rosto, Criativo, Dinamizador, Tutelar e Mítico da Gulbenkian - Uma das maiores e mais importantes fundações da Europa e do mundo

A voz de José Azeredo Perdigão - Tributo à sua memória do jornalista que o entrevistou e o que vai recordar na celebração do equinócio do Outono, dia 23 do corrente, às 08 horas, num dos alinhamentos sagrados dos templos-do-sol, em chãs, de V. N. de foz Côa.  quatro dias depois de passarem 130 anos do seu nascimento

Fundação Gulbenkian - Azeredo Perdigão – 1896-1993 Recordando a voz e o homem na 1ª pessoa –“Administração da Fundação Gulbenkian, absorve-me toda a minha atividade... Hoje a minha vida é esta cadeira, onde estou sentado” - “Eu não sou velho, sou antigo!... Que é uma coisa diferente. 


Associe-se à maravilha do Olho de Hórus no Equin



CASTRO DO CURRAL DA PEDRA  - Que se ergue nas proximidades, poderá ter-se chamado a povoação de Izeda - Nome porventura derivado de Ísis (ou Isidis, na sua forma latina) tida originalmente como a deusa da maternidade, da magia, da cura e da proteção.


É recordado por Joaquim Trabulo, filho do irmão de minha mãe, Acácio Trabulo, no seu livro"Por Veredas do Vale do Côa - Roteiros de Chãs, acerca da origem da chamada Pedra da Cabeira de Nª Sra, cuja gruta em forma de semiarco é atravessada pelos raios solares do nascer do sol no 1º dia dos Equinócios do Outono e da Primavera, " que o lugar do santuário rupestre parece conter uma certa magia e um certo segredo! (...)




"Sabemos que no antigo Egipto do concelho de Longroiva, que abrangia esta zona até ao Côa, existiu uma povoação chamada Izeda. Nas inquirições de D. Dinis, a descrição do julgado de Longroiva diz o seguinte: "Dizem as testemunhas de Longronha e Muxagata e Izeda e outros lugares que o herdamento do Temple tragem tudo por honra" (...) Ora, Pinho Leal, no seu dicionário Corográfico, diz que "Ized"a (...) também pode ser derivada de Isidis e cujo culto se propagou por quase todo o mundo, sendo também adoptado pelos Suevos"

Isis chegou a ser considerada no mundo romano a imagem da deusa universal; e em sua honra celebraram-se mistérios iniciáticos e grandes festas públicas. Para os egípcios era a deusa da fertilidade e os gregos compararam-na a Frodite, a protetora do amor. Isis casou com Osiris, seu irmã, tendo resultado desse casamento um filho - Hórus, o terceiro membro da trindade egípcia."

  

O maciço dos Tambores, a curta distância da aldeia de Chãs, de Vila Nova de Foz Côa,  uma vez mais vai ser o cenário evocativo para assinalar a celebração do Equinócio do Outono Em cerimónia simples, mas de expressivo simbolismo, pendor místico e histórico, frente ao portal do antigo altar sacrificial do santuário rupestre, conhecido por Pedra da Cabeleira de Nossa Senhora, com belos momentos de poesia, bem-dizendo e festejando os dias da estação mais nostálgica do ano.  Justamente, no dia em que, a luz se reparte com a das trevas, em que o dia e noite, tem aproximadamente a mesma duração de 12 horas, o que só sucede, e durante todo o ano, na linha do Equador



Esta é a  estação marcada por migrações de animais e pelas colheitas e o cair da folha de muitas árvores, recebemo-la hoje no recinto amuralhado do Santuário Sacrificial da Pedra da Cabeleira, localizado numa zona castreja em Chãs, concelho de Vila Nova de Foz Côa.

O enorme penedo está orientado no sentido nascente-poente e possui uma gruta em forma de semi-arco, com cerca da 4,5 metros de comprimento, que é iluminada no seu eixo no momento em que o Sol se ergue no horizonte, proporcionando uma imagem invulgar

Castro do Curral da Pedra
Está situado no lugar de Quebradas-Tambores, num rochoso planalto sobre o Vale da Ribeira de Piscos, em cujo curso se situam alguns dos principais núcleos de gravuras rupestres classificados como Património da Humanidade. Mas o fenómeno poderá começar a ser visto de véspera, a 21, Domingo – Oportunidade excelente para principiar bem um santo dia. Num local agreste mas encantador - Longe do habitual bulício urbano, em perfeita comunhão com a Natureza e com os olhos postos numa das mais belas imagens solares!!

Alcandorado na vertente do afloramento granítico, e num ponto predominante, existe ainda um outro calendário pré-histórico, conhecido pela Pedra do Sol, apontado ao pôr-do-sol do dia maior do ano. onde decorrem as celebrações do Solstício do Verão, já consideradas como o Stonehenge português.
A primeira referência ao Santuário Rupestre da Pedra da Cabeleira de Nossa Senhora. foi feita por Adriano Vasco Rodrigues, no seu estudo publicado em 1982, sobre a História Remota de Meda., que o classificou como local de culto ou de sacrifícios.

O MAR DA MINHA TERRA É DE GRANITO” – Diz o poeta, escritor, dramaturgo, jornalista e advogado,  Manuel Daniel, natural de Meda, mas que , depois de ter peregrinado por várias partes do pais, dedicado à causa pública, em Pombal, S. João da Pesqueira, Reguengos de Monsaraz, Guarda, nas tesourarias e repartições de Finanças,   acabaria por  se fixar em Vila Nova de Foz Côa, a cuja cidade se entregaria com grande amor e paixão, como se fosse terra sua, tendo aqui exercido, a par do trabalho da advocacia e do jornalismo e  de um intenso gosto pela literatura, que desde bem cedo cultivou, com vários livros publicados nos diferentes géneros literários.

Pedro Daniel  - filho de Manuel Daniel 
MANUEL DANIEL - HOJE OS OLHOS DO POETA JÁ NÃO PODEM CONTEMPLAR A LUZ DO DIA  - ESTÁ COMPLETAMENTE CEG  - 

Mas nós não o esquecemos de, uma vez mais, ali lermos, com muito gosto,  versos de sua autoria, justamente  no pequeno altar dos poetas, onde, no solstício de Junho de  2011, ali ergueu a sua voz para se associar  à evocação   do poeta Fernando Assis Pacheco

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