Jorge Trabulo Marques - Jornalista, fotojornalista, investigador e coordenador dos eventos, desde 2002
Equinócio do Outono 23-09-2023- A celebrar nos Templos-do-sol, em Chãs, de Foz Côa, às 08 horas em cujos amplos e purificadores espaços, Fernando Assis Pacheco - Poeta e Jornalista - abriu seus braços um mês antes de partir para eternidade.
Foi em Outubro de 1995. Estava-se em plena polémica das gravuras. Encontrei-o a meio da tarde desse dia, em Foz Côa, e já de regresso do Vale do Côa, para onde fora destacado, em reportagem, pela revista Visão.
Embora visivelmente cansado da jornada, saudou-me com um ar de muita satisfação e alegria, parecendo não dar por perdido o esforço da sua missão, cujo contentamento acentuou ainda mais quando me perguntou se eu era daqui. Respondi-lhe que era natural de uma aldeia que também tinha bonitas gravuras, no seu termo, as da Quinta da Barca, junto ao Côa, e uma fragas muito curiosas, nas proximidades, que gostaria que visitasse.
-Mais tarde, em 2001, quando ali descobri os alinhamentos solares com o nascer e pôr-do-sol, no ciclo das estações do ano, batizei a dita pedra de Pedra dos Poetas, elegendo o caprichoso altar como um local de peregrinação e evocação poética, tendo passado ali a ler poemas alusivos ao sol e às estações do ano ou ao espírito sensível dos inspirados pela Natureza ou pelas Musas
Fernando Assis Pacheco nasceu em Coimbra, 1 de fevereiro de 1937, cidade onde se licenciou em Filologia Germânica e onde viveu até iniciar o serviço militar, em 1961. Na juventude, foi ator de teatro
A celebração principal vai decorrer no santuário rupestre da Pedra da Cabeleira - Espelho solar de Hórus - A lembrar o antigo símbolo da mitologia egípcia, que a lenda cristã batizou de Pedra da Cabeleira de Nª Sra, como tendo ali deixado os cabelos gravados, na gravura escura existentes, quando ali se abrigou na sua fuga para o Egito
A próxima celebração do Equinócio do Outono, é dia 23, com momentos poéticos e evocação à memória do Dr José Azeredo Perdigão, 37 anos na presidência da Fundação Gulbenkian, bem como de sua esposa Madalena Maria Madalena de Azeredo Perdigão, outro rosto, Criativo, Dinamizador, Tutelar e Mítico da Gulbenkian - Uma das maiores e mais importantes fundações da Europa e do mundo
A voz de José Azeredo Perdigão - Tributo à sua memória do jornalista que o entrevistou e o que vai recordar na celebração do equinócio do Outono, dia 23 do corrente, às 08 horas, num dos alinhamentos sagrados dos templos-do-sol, em chãs, de V. N. de foz Côa. quatro dias depois de passarem 130 anos do seu nascimento
Fundação Gulbenkian - Azeredo Perdigão – 1896-1993 Recordando a voz e o homem na 1ª pessoa –“Administração da Fundação Gulbenkian, absorve-me toda a minha atividade... Hoje a minha vida é esta cadeira, onde estou sentado” - “Eu não sou velho, sou antigo!... Que é uma coisa diferente.
Associe-se à maravilha do Olho de Hórus no Equin
CASTRO DO CURRAL DA PEDRA - Que se ergue nas proximidades, poderá ter-se chamado a povoação de Izeda - Nome porventura derivado de Ísis (ou Isidis, na sua forma latina) tida originalmente como a deusa da maternidade, da magia, da cura e da proteção.
É recordado por Joaquim Trabulo, filho do irmão de minha mãe, Acácio Trabulo, no seu livro"Por Veredas do Vale do Côa - Roteiros de Chãs, acerca da origem da chamada Pedra da Cabeira de Nª Sra, cuja gruta em forma de semiarco é atravessada pelos raios solares do nascer do sol no 1º dia dos Equinócios do Outono e da Primavera, " que o lugar do santuário rupestre parece conter uma certa magia e um certo segredo! (...)
"Sabemos que no antigo Egipto do concelho de Longroiva, que abrangia esta zona até ao Côa, existiu uma povoação chamada Izeda. Nas inquirições de D. Dinis, a descrição do julgado de Longroiva diz o seguinte: "Dizem as testemunhas de Longronha e Muxagata e Izeda e outros lugares que o herdamento do Temple tragem tudo por honra" (...) Ora, Pinho Leal, no seu dicionário Corográfico, diz que "Ized"a (...) também pode ser derivada de Isidis e cujo culto se propagou por quase todo o mundo, sendo também adoptado pelos Suevos"
Isis chegou a ser considerada no mundo romano a imagem da deusa universal; e em sua honra celebraram-se mistérios iniciáticos e grandes festas públicas. Para os egípcios era a deusa da fertilidade e os gregos compararam-na a Frodite, a protetora do amor. Isis casou com Osiris, seu irmã, tendo resultado desse casamento um filho - Hórus, o terceiro membro da trindade egípcia."

| Castro do Curral da Pedra |
| Pedro Daniel - filho de Manuel Daniel |
Mas nós não o esquecemos de, uma vez mais, ali lermos, com muito gosto, versos de sua autoria, justamente no pequeno altar dos poetas, onde, no solstício de Junho de 2011, ali ergueu a sua voz para se associar à evocação do poeta Fernando Assis Pacheco

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