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quinta-feira, 25 de junho de 2020

Não há memória de um São João assim no Porto – Mas há boas memórias de um São João festejado cinco dias seguidos em São Tomé pela comunidade “tripeira” da invicta cidade –Envolvendo toda a sociedade santomense, tal como testemunham algumas das imagens que publiquei na revista angolana, Semana Ilustrada”

NO TEMPO EM QUE O SÃO JOÃO ERA FESTEJADO EM S. TOMÉ, CINCO DIAS SEGUIDOS NO PARQUE “SILVA SEBASTIÃO” . – Depois de desfilar com arco e balão pelas ruas da cidade  


Jorge Trabulo Marques  - Jornalista 

Não há memória de um São João assim – “ Diz a imprensa  “Sem concertos, sem fogo de artifício nem marteladas, na tradicional noite mais longa do Porto” – A opção foi a  que se festejasse em casa, em obediência ao apelo do Presidente do Município, Rui Moreira e dos Presidentes das autarquias  dos concelhos vizinhos,  para que,  em tempo de pandemia, as sardinhas da praxe fossem  comidas em família .No entanto, mesmo assim, segundo nos foi relatado, apesar do policiamento reforçado, houve quem não resistisse a sair à rua,  para dar largas a alguma folia . 

Espera-se, pois, que, daqui a um ano, a  tradição possa ser retomada e até com redobrada alegria  - Se bem que, as previsões, a avaliar pelo comunicado da OMS, se preveja ainda um alastramento de milhões por todo o mundo – Mas vamos acreditar que a Ciência, que costuma ser mais silenciosa e recolhida que a buzinadela mediática, possa responder à gravidade  da situação – Até porque, a gripe sazonal,  em 2018-19, também fez milhões de vitimas, fora os que não foram contabilizados  “durante a temporada 2018–2019 incluiu cerca de 35,5 milhões de pessoas doentes com influenza, 16,5 milhões de pessoas que procuraram um médico por sua doença, 490.600 hospitalizações e 34.200 mortes por influenza"


MEMÓRIAS DE UM SÃO JOÃO COM CHEIRO MAIS TROPICAL DE QUE A ALHO PÔRRO 

Apesar  de ser a comunidade, mais pequena,  ida do então  Portugal continental,  que residia em STP, nem por isso, os naturais da cidade  do   Porto e arredores, deixavam  de manifestar, por altura das festas de S. João, o bairrismo das suas tradições, com desfiles de arquinhos e balões, enfeites das famosas pontes, da torre dos clérigos e do lendário barco rebelo, música típica a condizer com o espírito sanjoanino, logrando envolver o entusiasmo dos santomenses e muitos dos portugueses, que ali residiam ou  de gerações que ali já haviam nascido

EM TEMPOS DE NOSTALGIA, AQUI LHE DEIXO ESTES SONS E A VOZ DO POETA E DECLAMADOR, EUCLIDES CAVACO - SOBRE AS CONTROVERSAS ORIGENS DO FADO 




Dizia eu, numa das reportagens, “foram apenas cinco dias de festejos ao S. João. Mesmo assim muito  teríamos que contar. Tanto que, a descrever o que vimos, não teríamos páginas que dessem para o fazermos 
Um punhado  de naturais dos lados do norte da nossa terra lusa -  pois podem contar-se pelos dedos das mãos  - , aqui fixados em São Tomé, da “ mui nobre, sempre leal e invicta” cidade do Porto, animados  pelo seu  tradicional bairrismo, firme querer , vivacidade, carácter alegre  e extrovertido,  se empenharam denodadamente na sua concretização.


São Tomé e Principe vai aproveitar recursos hídricos para exportação, com a marca “Bom Sucesso” - Mas a água mineral ligeiramente gasosa e sulfurosa, comhecida no periodo colonial, Água Flêbê, era muito apreciada interna e externamente – E deixou um legado das melhores linhas de engarrafamento de África que não foi aproveitado


JORGE TRABULO MARQUES - JORNALISTA 

Fábrica Flêbê -  Princípios da década 70 - Durante a visita de um grupo de estudantes de Angola

Neves - 1972
Nos anos 60, e princípios da década de 70, foram desenvolvidos projetos para uma central hidroeléctrica no Rio Contador, bem como a instalação de uma fábrica de engarrafamento  e comercialização da chamada água flêbê, que, posteriormente, acabou por ser anexada à  gestão da fábrica de cervejas CETO 
Finais dos anos 60

-  Pena que, as suas modernas instalações,  consideradas na época, como as mais avançadas de África, viessem a conhecer  - após a independência  - as mais atribuladas  e controversas gestões.  


PALAVRAS DE  João Carrajola  NO FACEBOOK -  Opinião muito pessoal , votos de Bom Sucesso . Não me pronuncio acerca da exploração , pois entendo que São Tomé está assente sobre uma "Mina de Ouro" coberta por uma película fina de terra que não permite ver por baixo . As águas de Bom Sucesso é apenas uma , entre outras enormes qualidades da Ilha , pois existem mais . O Nível de PH das águas em geral em São Tomé retiram qualidade á maioria da Água , alguma dela proveniente do elevado nível pluviométrico existente naquele clima Equatorial . A Flebê era originalmente engarrafada com água do Bom Sucesso com um "pico gasoso" natural que a tornava Única no Mundo . Quando a CETO aceitou a produção de engarrafamento , foi negado o fornecimento de Água de Bom Sucesso , infelizmente por decisão Governamental , não de São Tomé mas da Metrópole , pois a ideia do meu Pai e de Pierre Castell era engarrafar também Àgua de Bom Sucesso á parte , e ia "rebentar" com o Comércio das Àguas Minerais em Portugal Continental e conquistar o Mercado Africano , daí a proibição . Oxalá agora resulte de vez...!!! Belíssimo artigo Jorge Trabulo Marques..

Reconhecem estudos  que "são abundantes os recursos hídricos de STP alimentados por chuvas copiosas e frequentes, avaliados em “cerca de 2 biliões de m³/ano o que representa 12.000 m³ por ano/habitante, mas são aproveitados apenas em 0,045%. Parte destes recursos correspondem às cheias dos rios e são totalmente inexploráveis”

Pela situação geográfica, em que se encontram, as Ilhas de São Tomé e Principe, assim como as demais ilhas e costas do Golfo da Guiné, em plena região equatorial, são caracterizadas por um intensa queda pluviométrica, se bem que, por via de um desmedido desbaste  florestal, sobretudo ao sul de São Tomé, se tenham vindo acentuar  períodos de alguma seca com perturbações climáticas, pois, como é sabido, “ a floresta tem acção preponderante sobre o clima, sobre a temperatura, sobre o grau de humidade e ate sobre a fertilidade da terra. (…) regulariza a queda das chuvas, modera a corrente das torrentes impedindo o efeito desastroso das inundações” – Este o  alerta, que já fora lançado, em 1917,  por Júlio Henriques,  professor da Universidade de Coimbra e director do Jardim Botânico, tendo frisado que,   “Em toda a parte onde as florestas teem sido destruídas as condições da vida teem sido profundamente modificadas” (Henriques, 1917, p.134).

Diz o Téla Nón, que “Finalmente STP vai produzir e exportar “Águas Bom Sucesso” tratamento, engarrafamento e comercialização de água. projecto que começou a ser lançado no país no ano 2009, vom financiamento do governo da Líbia liderado na altura por Muhamar Kadaffi, 

Refere que “o primeiro-ministro Jorge Bom Jesus que visitou a fábrica na quarta feira, detalhou a pressão que foi exercida sobre o grupo líbio.
«Nós ao entrarmos na governação colocamos muita pressão, ao ponto de termos dado um ultimato a empresa no mês de Fevereiro. Trabalharam e hoje 90% da obra está feita», afirmou o Chefe do Governo.
Os responsáveis pela fábrica de água, explicaram ao Governo que tudo está pronto para o início do engarrafamento e comercialização da “Águas Bom Sucesso”.
Com capacidade de produção máxima de 12 mil litros de água por dia, a unidade de tratamento e processamento recebe o líquido precioso de uma distância de cerca de 5 quilómetros.

A água que é processada vem da nascente localizada na zona de Bom Sucesso, onde também se situa  o jardim botânico de São Tomé. Zona montanhosa próxima da Lagoa Amélia, onde se encontra o maior lençol de água pura e natural da ilha de São Tomé.
(...) A comercialização da “Águas Bom Sucesso”, está segundo os operários da fábrica, dependente da certificação e manutenção de alguns equipamentos. Tarefa que está incumbida a um engenheiro de nacionalidade turca, que deverá chegar a São Tomé nos próximos dias.Abel Veiga  https://www.telanon.info/economia/2020/06/25/31977/finalmente-stp-vai-produzir-e-exportar-aguas-bom-sucesso/

Mulheres de São Tomé e Príncipe lutam pela qualidade da água

"Um grupo de mulheres da localidade de Neves, em São Tome e Príncipe, tornou-se um exemplo para todo o país depois de se tornarem ativistas pela conservação do seu rio.
A comunidade de pescadores, no nordeste do país, foi uma das beneficiárias do projeto Water 4 Islands ou Água para as Ilhas, da ONU Ambiente, que ajuda pequenos Estados insulares a lidar com o problema de falta de água causado pelas mudanças climáticas.
Começo
Em 2016, quando o projeto chegou ao país, Neves foi escolhida como um primeiro exemplo. A comunidade é atravessada pelo rio Provaz, e a população, de 4 mil pessoas, depende destas águas para agricultura e pesca.
Uma equipa de especialistas investigou os recursos existentes, a forma como eram geridos, e convidou várias pessoas a integrar o Comitê de Gestão da Bacia do Rio Provaz. O comitê procurou sensibilizar a população para proteger este recurso. Falou em escolas, organizou passeios e, finalmente, uma ação de limpeza do rio.
Depois desta primeira limpeza, um grupo de mulheres decidiu tornar a atividade uma ação regular. Foram formadas várias equipas e, passado algum tempo, o rio estava a ser limpo até três vezes por semana.
A população de 4 mil pessoas depende destas águas para agricultura e pesca.
O grupo criou um lema – “Os nossos recursos, as nossas vidas.” 








São Tomé e Príncipe e as doenças tropicais negligenciadas - Não ficam atrás de outras mais badaladas Covid em STP – 710 casos,13 mortes - Segundo OMS “as doenças tropicais negligenciadas representam um grupo de doenças suscetíveis de prevenção e tratamento, que afetam 1,5 mil milhões de pessoas, das quais 40% vivem em África –

JORGE TRABULO MARQUES - JORNALISTA 

Enquanto a epidemia do COVID-19  se espalha pelo mundo, estimando  OMS  1 milhão de novos casos de Covid-19, por semana,  por outro lado, já reconheceu, que  18 doenças continuam a proliferar, tais  como: dengue, raiva, tracoma, úlcera de Buruli, bouba, hanseníase, doença de Chagas, doença do sono, leishmaniose, teníase/neurocisticercose, dracunculíase, equinococose, trematodíases de origem alimentar, filariose linfática, oncocercose (cegueira dos rios), esquistossomose, helmintíases transmitidas pelo solo e micetoma.

O último comunicado sanitário de STP, aponta para o registo de mais uma morte por Covid-19, no dia em que laboratório PCR entrou em funcionamento com registo de mais 3 casos positivos, subindo para um total de 710 casos por acumulação -, anunciou hoje a porta-voz do ministério da Saúde, Isabel Santos.
De acordo com o boletim epidemiológico, a nova morte devido coronavírus tratou-se de uma mulher de 53 anos do distrito de Mezoche que faleceu no hospital de campanha, subindo de 12 para 13 o número total de morte por Covid-19 já acumulados no País. http://www.stp-press.st/

OUTRAS DOENÇAS DE QUE  QUASE NÃO SE FALA E CONTINUAM  A CAUSAR VITIMAS

As doenças afetam as pessoas mais pobres e vulneráveis que residem em regiões africanas de difícil acesso. São doenças que desfiguram e incapacitam, que impedem as crianças de frequentar a escola e os pais de trabalhar, limitando o seu potencial e deixando as comunidades atoladas na pobreza.

“Se encaramos com seriedade a cobertura universal dos cuidados de saúde, temos de intensificar os nossos esforços para combater as DTN.”
Estas doenças são as seguintes:

PERFIL DE SÃO TOMÉ E PRINCIPE  EM 2016 EM RELAÇÃO ÀS DTN  

 LINFÁTICA ESQUISTOSSOMOSE TRACOMA
0% de cobertura
ONCOCERCOSE HELMINTOS TRANSMITIDOS PELO SOLO
0% de cobertura 0 notificações de pessoas receberam tratamento

Elefantíase -A cobertura do tratamento não foi relatada em 2017 
Em  2018. Vermes intestinais A cobertura do tratamento não foi relatada em 2017 e 89% em 2018.vBilharzia  - A cobertura do tratamento não foi relatada em 2017 e 98% em 2018. https://unitingtocombatntds.org/africa/sao-tome-principe/

quarta-feira, 24 de junho de 2020

“Bairro Cova da Moura nos títulos de imprensa” – Livro de autoria de Jorge Humberto Ramos Fernandes – De origem cabo-verdiana, nascido em Angola, residente em Portugal, desde criança

JORGE TRABULO MARQUES - JORNALISTA

A obra de Jorge Humberto, é baseada  na  tese de mestrado na Universidade Lusófona de Humanidades e Tecnologias, em Lisboa, visando analisar o conteúdo informativo sobre o bairro Alto da Cova da Moura nos títulos de imprensa, na tentativa de procurar compreender-se de que forma o território e os assuntos relacionados com o mesmo são retratados na imprensa.

“Para além de ser um contributo sério como documento de estudo para futuros investigadores, o livro destina-se ao público em geral que tenha o interesse e a curiosidade em conhecer os factos que estão por trás dos títulos de imprensa, e a relevância do bairro da Cova da Moura como fonte de notícias.”

A pesquisa inicial incidiu sobre dois jornais diários (Correio da Manhã e Público) e um jornal semanário (Expresso), referente ao período de Janeiro de 2006 a Dezembro de 2007, quer sejam artigos noticiosos, reportagens ou de opinião. Depois inclui mais dois anos de pesquisa entre Janeiro 2011 e Dezembro 2012 como fator de comparação temporal. Uma análise comparativa entre os três órgãos de informação."

O livro foi lançado em 2016,  tendo encontrado o seu autor e um grupo de amigos, nesse ano, na Feira do Livro de Lisboa  - A obra não é recente mas a sua análise continua atual sobre um dos bairros da preferia de Lisboa, considerado o mais problemático, que pessoalmente conheço, talvez mais de que muitos autores que subscrevem os títulos da imprensa:


Marinho Costa 
Depois da privatização da Rádio Comercial - RDP, tendo ficado desempregado, tal como ficaram muitos dos meus companheiros, que não estavam arregimentados ao poder politico, que fez o saneamento de acordo com o servilismo das suas conveniências, pelo que, foi justamente neste bairro, que ali fui arranjar algumas possibilidades de trabalho,  em diversas colaborações fotográficas com o  saudoso fotógrafo santomense, Marinho Costa, que ali tinha o seu laboratório – E era para ali que regularmente me dirigia para o acompanhar no registo fotográfico  nos casamentos, batismos e  primeiras comunhões, quer no interior do bairro, quer em outros do concelho da Amadora e Sintra -  Pelo que, foi nesse trabalho, que fiquei a conhecer, melhor de qualquer titulo de imprensa, de modo geral, mais baseada no sensacionalismo especulativo dos casos de policia de que propriamente na vivência das comunidades que ali residem.

Refere a biografia de  Jorge Humberto Ramos Fernandes, que o autor da obra,  nasceu em Angola, frisando que  Quis o destino que a mãe, Rosa Pereira Ramos, natural de Chã das Furnas, em Ribeira Grande, Santo Antão, o fosse dar à luz no dia 25 de Dezembro em Angola. Com o marido, Eugénio Fernandes de Andrade, natural de Mosteiros, Fogo, viajam mais tarde para Cabo Verde, onde chegam a 5 de Julho de 1975, dia em que o arquipélago se torna independente.
Dois anos depois, a família ruma a Portugal, e fixa residência na Amadora, onde ainda hoje Jorge Humberto vive e constrói carreira. Um concelho com forte presença da emigração cabo-verdiana e que agora serve de tese de mestrado deste crioulo que se licenciou em Ciências da Comunicação, uma influência do seu irmão Rui Pereira, actualmente administrador da TIVER, na Praia”

Licenciado em Ciências da Comunicação e especialista em Marketing e Relações Públicas, Jorge Humberto tem-se destacado na Amadora como um dos representantes e activistas pela melhoria das condições de vida das comunidades cabo-verdianas nos bairros e pela promoção da formação e emprego para os jovens descendentes do arquipélago, como ele próprio.

Já liderou a Associação de Moradores na Amadora, durante sensivelmente uma década, coordenou o jornal Aliança: Cabo Verde Portugal e também geriu e produziu a carreira da artista internacional Gardénia Benrós.
Jorge Humberto conquistou, igualmente, a admiração e respeito de entidades públicas como o presidente da Câmara da Amadora, e comandantes da Polícia pela sua “incansável luta em prol da comunidade e do bem-estar das populações” e, neste momento, está na forja uma possível candidatura à secção política de um partido, no concelho em que reside.http://agoraescrevoeucom.blogspot.com/2011/11/jorge-humberto-um-cabo-verdiano-de.html







domingo, 21 de junho de 2020

Celebrado o Solstício do Verão 2020 – Ao fim da tarde de ontem, nos Templos do Sol, Chãs, de V.N de Foz Côa - No local onde em tempos ancestrais os homens louvavam o Deus Sol e ofereciam os seus sacrifícios – Um punhado de peregrinos quis lá estar, lendo poemas, evocando antigos rituais e pedindo ao Sol, a Deus, bênçãos para a Humanidade Inteira.






O solstício de verão de 2020,  ocorreu ontem,, dia 20  de junho (sábado) às 22h44min o  em Portugal, marcando oficialmente o início do verão,  ou seja  o início da estação no hemisfério norte (a mais quente apesar da Terra vir a estar o mais longe do sol a 4 de Julho). O sol neste dia de solstício estará o mais alto possível no céu e aquando da sua passagem meridiana atingirá a altura máxima de 75° em Lisboa.



Com a leitura de poemas de Francisco José Tenreiro e Dom Manuel dos santos, Bispo de STP




Um grupo de peregrinos,  seguindo as orientações recomendas pelas autoridades sanitárias, deslocou-se, ao fim da tarde de ontem, ao Santuário Rupestre da Pedra  da Cabeleira de Nº Senhora, à Pedra do Solstício e à Pedra dos Poetas, para, nestes sítios, saudar o dia mais longo do ano, no hemisfério Norte, ler poemas de vários poetas, alusivos à estação do ano e ao momento atual,  dirigindo orações a Deus, ao Pai Sol, para que os seus raios luminosos, fonte da vida pudessem também ser purificadores e erradicadores da pandemia que se abateu sobre a Humanidade, sem distinção de fronteiras, de credos ou raças.




 O momento evocativo do solstício do Verão, ocorreu,   num local onde existe um antigo altar de pedra e um megálito (construção pré-histórica) com três metros de diâmetro que se assemelha a uma enorme réplica da esfera terrestre - Além de outros monumentos pré-históricos alinhados com o nascer do sol e o pôr-do-sol nos Equinócios e nos Solstícios

Às 20, 45, hora em que o disco solar pousava sobre a cordilheira da outra margem da  Ribeira   Centeira,  todos os participantes puderam testemunhar o chamado alinhamento sagrado", altura em que os raios solares incidiam sobre o eixo da Pedra do Solstício,  num acto de grande simbolismo histórico e místico, se bem que num misto de encantamento e  de tristeza por nos vermos,  condicionados a máscaras e não podermos partilhar de mãos dadas ou abraços,  a tradicional celebração, sim, ante a brancura das nossas túnicas,  em lugares tão belos e onde o grande astro solar  há milénios é supostamente celebrado,  - Um grande abraço amigo a todos os que ali estiveram nas cerimónias evocativas e poéticas, incluindo os amigos que ali foram  para fazer a cobertura  fotográfica - O meu Bem-haja pela vossa generosidade, espírito de fraternidade  e solidariedade -

De sublinhar que todas as pessoas foram munidas de máscaras, e até de garrafinhas de desinfectante, e , se nalgumas imagens aparecem sem a máscara,  foi por breves instantes, havendo o cuidado de se distanciarem umas das outras.


Diz o Observatório Astronómico  de Lisboa, que O Verão prolonga-se por 93,66 dias até ao próximo Equinócio, a 22 de Setembro de 2020.: pontos da eclíptica em que o Sol atinge as alturas (distância angular) máxima e mínima em relação ao equador, isto é, pontos em que a declinação solar atinge extremos: máxima no solstício de Verão (+23° 26′) e mínima no solstício de Inverno (-23° 26′). A palavra de origem latina (Solstitium) associa-se ao facto do Sol travar o movimento diário de afastamento ao plano equatorial e “estacionar” ao atingir a sua posição mais alta ou mais baixa no céu local. http://oal.ul.pt/solsticio-de-verao-2020/








quinta-feira, 18 de junho de 2020

São Tomé e Principe “A minha palavra” e “A poesia na vida”, de Ludger Carvalho, questionam o preço da felicidade e almejam o resgate da essência da vida – Destaque da imprensa santomense

JORGE TRABULO MARQUES - JORNALISTA


As maravilhosas Ilhas Verdes do Equador,  continuam a ser um viveiro de poetas – O que é belo deve ser partilhado: é justamente essa a preocupação da nova geração dos poetas de STP – E, pelo que me é possível depreender, esta é também a preocupação de Ludger Carvalho

O RepórterSTP, que, segundo diz o Téla Nón, “ mergulhou nos meandros das duas obras literárias de Ludger Carvalho, para através destas conhecer as motivações e os sentimentos do autor são-tomense, que garante que a sua maior referência é a vida.
São duas obras carregadas de mensagens. De acordo com o autor Ludger Carvalho, os verbos “ser” e “ter” serviram de base motivacionais aquando da escrita, já que é muito importante fazer a sua distinção. Assume que “são com estes dois verbos que começa a sua caminhada”, acrescentando que “hoje em dia dá-se mais importância ao “ter” do que ao “ser”. As pessoas tendem em esquecer da temporalidade das coisas, enquanto que o “ser” é algo intemporal, mesmo quando nos formos deste mundo, continuará por cá aquilo que nós fomos, ao passo que, o “ter” temos hoje, mas podemos deixar de tê-lo em uma fracção de segundos”, explico

Na obra “A minha palavra”, Ludger Carvalho questiona o valor da felicidade. “A felicidade pode estar nas coisas mínimas da nossa vida, pode estar no próximo passo, na porta entre aberta que apenas precise de um empurrão para abrir-se, pode estar nos detalhes, mas nós muitas vezes gananciosos queremos mais do que o necessário”, esmiuçou Ludger Carvalho, aos microfones do RepórterSTP.

Já na “Poesia na Vida”, o escritor reflete sobre a necessidade de se fazer um “resgate da verdadeira essência da vida”. “Como uma rosa a desabrochar eu digo apaixone-se mais uma vez, porque nós estamos a perder a paixão, estamos a perder o amor que temos dentro de nós, estamos a perder a essência da vida, estamos a perder a compaixão. Ao apaixonarmos mais uma vez estaremos a resgatar não só nós mesmos mas também aos que se encontram ao nosso lado”, retratou o poeta.

Ludger Carvalho diz que a sua maior referência literária é a vida. Explica que “a vida tudo nos ensina, basta que para isto saibamos aprender”. No entanto, acompanha também obras de outros autores estrangeiros e são-tomenses, entre os quais destaca, OlindaBeja, Alda do Espírito Santo e Francisco Tenreiro.

Ludger Carvalho, poeta e escritor que, curiosamente, foi inspirado no campo literário pelo famoso Sherlock Holmes de Sir Arthur Conan Doyle, vê por outro lado, com agrado, o elevar do patamar da escrita, da poesia e das publicações contemporâneas em São Tomé e Príncipe. Entretanto, tem plena convicção de que “a poesia não tem teto, não conhece o seu término, porém tem um ponto de partida, esta intemporalidade da poesia é a mesma que temos no nosso ser, a vida vai, mas o que nós fomos para sempre será, (…).https://www.telanon.info/cultura/2020/06/17/31916/a-minha-palavra-e-a-poesia-na-vida-de-ludger-carvalho/



Solstício do Verão 20-06-2020 - Covid-19 – Cancela reunião de solstício de verão em Stonehenge - Nos templos do Sol. em Chãs, V. Nova de Foz Côa, já conhecidos pelo "Stonehenge Português" mantém-se a tradicional evocação mas condicionada a carácter simbólico, sem o tradicional cortejo druida

 Jorge Trabulo marques - jornalista 


É noticias de que   “as celebrações do solstício de verão deste ano em Stonehenge foram canceladas por causa da proibição de reuniões de massa motivada pelo coronavírus.

Tradicionalmente, cerca de 10.000 pessoas se reuniram no monumento neolítico em Wiltshire, em 21 de junho ou por volta, para marcar o solstício de verão.
A English Heritage disse que estava cancelando o evento "pela segurança e bem-estar dos participantes, voluntários e funcionários".
O druida sênior, o rei Arthur Pendragon, disse que foi decepcionante, mas não surpreendente.
O nascer do sol será transmitido ao vivo nas mídias sociais da English Heritage.

O diretor do Stonehenge, Nichola Tasker, disse: "Nós consultamos amplamente se poderíamos prosseguir com segurança e gostaríamos muito de sediar o evento como de costume, mas, infelizmente, no final, sentimos que não temos escolha a não ser cancelar". https://www.bbc.com/news/uk-england-wiltshire-52619549





No maciço dos Tambores, planalto granítico onde termina a meseta ibérica e começa o chamado Douro maravilhoso, existem vários calendários pré-históricos, alinhados com o nascer e o pôr-do-sol do solsticios do Verão e do Inverno, como também com os equinócios da Primavera e do Outono Desde há vários anos, que ali são realizadas cerimónias evocativas com o primeiro dia de casa estação do ano, a partir das 19-00 horas até por volta das 22 horas - Ou seja. nos arredores da aldeia de Chãs, concelho de Vila Nova de Foz Côa. http://www.vida-e-tempos.com/2020/06/celebracao-do-solsticio-do-verao-20-06.html

Observado de véspera
Este ano, por via do covid-16, está prevista apenas uma singela evocação Todavia, os espaços são amplos e, desde que se respeitem as recomendações sanitárias, todos quantos ali queira deslocar-se, serão bem-vindos, naturalmente 
- No entanto, nem por isso deixaremos de saudarmos a entrada da estação mais desejada do ano, com a leitura de recitais de poemas, junto ao altar do majestoso monumento megalítico  


A Pedra do Solstício tem forma arredondada e, no próximo dia 20, sábado, os raios solares "tocam" o seu eixo imaginário, ficando perpendicularmente alinhados "com a crista do monumental megalítico em forma esférica, o circulo evocativo a nascente e o disco luminoso ao esconder-se a poente


Solstício  do Verão   - "Stonehenge  Português  - Sede Bem vindos aos Templos do Sol - 

Vinde, e sede bem-vindos às portas hospitaleiras da minha aldeia,
à amplidão dos grandes espaços,  aos silenciosos caminhos e atalhos,
trilhos milenares, que vos hão-de  levar  ao reino misterioso
das Quebradas e dos Tambores, vasto planalto sulcado
por cerros morros, semeado por negros penedos,
rasgado por rudes penhascos,
ladeado por muralhas de ladeiras escalvadas,
denegridos flancos muito agrestes, muito abruptos,
coroados por esfíngicos bustos, desnudadas fragas,
hercúleos titãs, figuras míticas e trágicas,
há muito divinizadas por  homens de outrora
e pelos olhares sagrados dos seus deuses
que, em rituais bárbaros, os adoravam e invocavam!

Vinde Ver estes antigos sacrários! Vinde Visitá-los!
Tal como diz o imortal poeta, o iluminado!
Vinde comparar os altares erguidos por nossas mãos
com os sagrados lugares da Natureza, que,
unindo a Terra aos Céus,
não limitam, nem os nossos passos,
nem cerceiam a nossa imaginação,
na infindável procura de se encontrarem,
com paixão e amor,
os laços verdadeiros que nos unem a Deus,
em uníssono diálogo e profundo cântico interior
com a Criação, a Sua Altíssima Vontade,

as Maravilhas e Alegria dos Seus Prodígios!