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sexta-feira, 31 de julho de 2026

Exposição em S. Tome 29-30-31-07-2015 38 dias à Deriva Numa Piroga. De muitas recordações de quem lutou no mar e pela independência. "Experiência de vida única que é também a demonstração do querer humano sobre as adversidades” “davam um filme” – Palavras de Olinto Daio”, do então Ministro Educação, Cultura e Ciência,

 Jorge Trabulo Marques 


                                                               

 Acontecimento cultural, que contou com a presença do Ministro da Educação, Cultura e Ciência, Olinto Daio, Presidente do Tribunal de Contas José António Monte Cristo, da Ministra da Saúde, Maria dos Santos Trovoada e o Secretário do Gabinete do Sr. Primeiro-Ministro, Mário Gomes Bandeira, do Bispo de S.T.P., Dom António Manuel dos Santos, acompanhado pelo Rev. Padre Fausto, - Presidente da Comissão Eleitoral, Alberto Pereira,  vários membros do Gabinete da Presidência da República, nomeadamente, Coronel Victor Monteiro e  Amaro Pereira de Couto,  Chefe da Casa Civil;  Embaixador do Brasil,  José Carlos de Araújo Leitão; ex-primeiro Ministro Leonel D’Alva;  Adido da Defesa da Embaixada de Portugal, Sr. Coronel Lourenço Saúde; Diretora do Centro Cultural Português, Margarida Mendes; os excelentíssimos representantes das embaixadas da Guiné Equatorial e da Nigéria, respetivamente, Teodoro Elangui e Aburime Kenneth, assim como  da poetiza e escritora, Conceição Lima, o historiador e escritor Albertino Bragança, Maria Alves, Luís Beirão, Ambrósio Quaresma, Ana Ribeiro e Nuno Bruno, Cláudio Coralle, Manuel da Trindade Costa, artistas  da Associação Pica Pau, entre outras personalidades, empresários, muitos santomenses anónimos ou dos mais diversos setores de atividades  (a que conto vir ainda a referir-me) e alguns meus compatriotas, residentes ou em gozo de férias




Nestes últimos três dias, revivi tantas emoções, sim,  ao confrontar-me com as imagens das minhas aventuras, narrando alguns dos episódios, não só às várias personalidades, que me honraram com a sua presença, como também às muitas pessoas anónimas que me distinguiram com as suas palavras amigas, que outra expressão não me ocorre, senão a de começar por expressar  um profundo agradecimentos  a todos.

Passagens  do meu Diário gravado num pequeno gravador que foi preservado com a máquina fotográfica no interior de um caixote do lixo  contentor vulgar de plástico

EXPOSIÇÃO DE VÁRIAS ODISSEIAS NO MAR E EM TERRA, –  EM TUDO NA VIDA,  O MAIS IMPORTANTE NEM  É  TANTO O QUE SE VIVE MAS O EXEMPLO QUE PERDURA E SE TRANSMITE



É um facto, que, uma exposição – seja fotográfica ou pictórica – presta-se sempre às mais diversas interpretações – Sobretudo, se for de  cunho  eminentemente abstrato, subjetivo ou  artístico  – Não era propriamente o caso: nesta minha exposição, além da beleza de algumas imagens, havia abundante informação: tanto na do realismo e  dramatismo, implícito na leitura das próprias imagens, como na documental –  e, como é sabido, uma boa imagem vale por mil palavras  Mas, sobretudo, o exemplo que desta exposição é possível extrair:

Isto, porque “estas fotografias não são apenas o registo mecânico de uma aventura no meio do mar” Mas “ pontos de relevo num mapa de sonhos. (…) Imagens recuperadas dum naufrágio subitamente colocado ao contrário pela rápida transformação duma derrota em vitória,” – dizia o poeta e escritor, José do Carmo Francisco, no catálogo da  exposição, que, em meados de 1994, inaugurara no Padrão dos Descobrimentos.














Na verdade, há momentos que, por tão tormentosos e solitários na vasta imensidão oceânica,  são verdadeiras eternidades – Que o digam todos aqueles que passaram pela dramática e dificílima situação de náufragos. Outros, nunca o terão podido expressar, visto terem ficado sepultados para sempre no silêncio eterno do fundo dos  abismos submarinos. Pessoalmente, quis Deus ou o destino que fosse um dos  sobreviventes, de entre os milhares de vitimas, que, por esta ou por aquela razão,  anualmente, são tragados pela voragem dos oceanos e  pudesse transmitir o testemunho daquilo  que o engenho, a força de vontade e o querer humano, poderão lograr, face às maiores provações.








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