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quinta-feira, 4 de agosto de 2022

São Tomé e Príncipe – Um paraíso natural em vias de conceder abrigo a um paraíso fiscal - “Nova Lei para zonas francas já atraiu investidores estrangeiros” – Diz Notícia – Veja-se no que dera a lavagem dos recursos do mar - . Que o digam os pescadores das canoas

 Jorge Trabulo Marques - Jornalista 

Há muito tempo que São Tomé e Príncipe não tinha uma Lei tão bem feita” – Diz o responsável da Agência de Promoção do Comércio e Investimento (APCI)

Bom era que assim fosse - Que a sua aprovação se constituísse como um bom exemplo estimulador do progresso do país e bem-estar das sacrificadas populações

Na verdade, não faltam zonas francas em toda a parte para aliviar impostos em vez gerar desenvolvimento e criar emprego. 

O que tem faltado, no planeta Terra, não são paraísos fiscais ou zonas económicas especiais, mas uma verdadeira economia azul

"O país tem uma zona económica exclusiva 160 vezes maior que a terra - “Nada será como dantes” com uma nova lei sobre a economia azul. - Declarou Jorge Bom Jesus, em Lisboa, na Conferência dos oceanos

Tanto o PM, Jorge Bom Jesus, como PR Carlos Vila Nova, já reconheceram que a transição para a economia azul poderá proporcionar ao país recursos que "facilitarão a erradicação da pobreza, a eliminação da fome, a promoção de uma boa saúde e bem-estar e educação de qualidade" que de forma natural conduzirá igualmente à igualdade do género.

Há muito tempo que São Tomé e Príncipe não tinha uma Lei tão bem feita” – Diz o responsável da Agência de Promoção do Comércio e Investimento (APCI)  - Numa entrevista à Lusa por telefone, Arzemiro Prazeres, confessou, que, desde que o novo diploma entrou em discussão pela Assembleia Nacional “já existem quatro grandes empresas (…)  disponíveis para investir” -  De “sul-africanos, canadianos, monegascos” e a sociedade promotora da já existente zona franca de Malanza” https://www.stp-press.st/2022/08/04/nova-lei-das-zonas-francas-em-sao-tome-e-principe-ja-atraiu-investidores-estrangeiros/

Imagem de Cell Santos

S. Tomé e Príncipe, 47 anos após a independência, continua a viver à custa de pacotes financiados por ajudas externas, e, em muitos aspetos, em condições que não superam as dos últimos anos do período colonial, a depender de apoios financeiros, que, mais das vezes, não passam do papel,  de intenções de projetos

Reconheceu o PM. Jorge Bom Jesus, que, durante a emergência da Covid-19, cerca de 28% da população ativa dos quais 70% no sector informal especialmente mulheres parou temporariamente de trabalhar.

Compreendo o esforço e o desejo para atraírem investidores e, de facto, ambas as ilhas potenciam enormes recursos naturais e do ponto de vista geográfico – Mas é  bom lembrar – diz quem sabe  - que  um Estado de Direito também se fundamenta no dever de todos os contribuintes pagarem a sua justa parte de impostos, sem facilidades para amigos e poderosos. Não se trata apenas de garantir ao Estado os recursos necessários para os serviços públicos e o bem-estar social. Trata-se de assegurar aos cidadãos que vivemos num país com leis iguais para todos.


As Zonas Francas, também conhecidas por Paraísos Fiscais, é o resultado de um regime especial de tributação, com isenções a quem se instala na região, conquanto contribuam
verdadeiramente para o desenvolvimento da região, gerando emprego e  postos de trabalho – Mas o que sucede, em muitos casos, tem sido mais a criação de plataformas de fuga aos impostos: onde as empresas, em vez de registrar os lucros no país onde ocorre a venda de produtos ou serviços, os registram nesses paraísos. Estima-se que a África perca mais dinheiro com evasão fiscal do que recebe de ajuda internacional.

ECONOMIA AZUL COMPATÍVEL COM PARAÍSO FISCAL?

 O Banco Mundial já alertou para redução de pescado em São Tomé e Príncipe – Frisando que o país não tem controlo das embarcações que pescam na zona económica exclusiva são-tomense, nem das quantidades de peixe que capturam durante a faina.

A mesma coisa acontece com os navios que pescam nas costas do arquipélago ilegalmente”, referiu. https://www.panapress.com/Banco-Mundial-alerta-para-reduca-a_630619505-lang4-free_news.html

De facto, a Economia azul pode criar oportunidades para apoiar o desenvolvimento económico por meio de um oceano saudável e resiliente; reforçar a ciência, a tecnologia, a inovação e a pesquisa multidisciplinar

Nos últimos anos, os oceanos têm sofrido fortes ameaças ambientais. Oceanógrafos  descobriram  que o oceano Pacífico está diminuindo sua capacidade de absorver o gás CO2 da atmosfera, possivelmente por conta da elevação da temperatura média da Terra.

 E o Golfo da Guiné, tem sido uma dessas regiões oceânicas  - Quer através da sua poluição, quer por via do saque dos seus recursos piscatórios – Isto, porque, a chamada  pesca fantasma não movimenta a economia, afeta os estoques pesqueiros muitas vezes já esgotados e ainda permanece como uma isca viva atraindo peixes e outros animais de maior porte para a armadilha, que vêm em busca das presas menores que ficaram enroscadas no emaranhado de fios.

 

 

quarta-feira, 3 de agosto de 2022

Guiné Equatorial comemora hoje, o 43º Aniversário do Golpe da Liberdade, em ambiente de paz e de festa – Obrigado Presidente Obiang por me ter salvado a vida do despotismo de Francisco Macias, há 47 anos, 4 anos antes de ser Chefe de Estado e de ter libertado o seu país do regime de terror de um dos ditadores mais brutais da história


Jorge TrabuloMarques - Jornalista

A efeméride foi assinalada, com um missa solene, na Basílica da Catedral da Imaculada Conceição, presidida pelo Arcebispo Juan Nsue Edjang Maye, Arcebispo de Malabo, com a presença do Presidente Obiang Nguema Mbasogo, acompanhado pela sua esposa, vice-presidente, senadores, membros do parlamento, do corpo diplomático e chefes de organizações internacionais, entre outras individualidades

A data de 3 de Agosto representa na história da Guiné Equatorial um novo período, um despertar de consciência e de responsabilidades nacionais e uma urgência na organização dos assuntos públicos, disse D. Juan Domingo Beka Esono durante a sua homilia.

Lisboa . Julho 2022

Associo-me e congratulo-me, com muito gosto, às várias felicitações dirigidas ao Presidente Obiang Nguema Mbasogo, pela celebração desta tão importante e símbólica  efeméride,  com os meus votos de que Deus o proteja e que nunca lhe falte a saúde para continuar a liderar os  destinos do seu país, em prol do seu progresso e bem-estar das suas populações. 

Bem-haja por me ter dado a honrosa e gratificante oportunidade de lhe agradecer pessoalmente a nobreza e o humanismo do seu gesto, na receção que me concedeu, em Lisboa, durante a sua estadia na participação da conferência das Nações Unidas sobre os Oceanos

Lisboa - Julho 2022
Estive em Malabo e em Bata, em Julho de 2017, no Congresso VI Congresso do Partido Democrático da Guiné Equatorial, para lhe testemunhar publicamente a minha gratidão, mas, agora, pude fazê-lo com um caloroso aperto de mãos

Embaixador Tito Mba Ada
Obrigado, uma vez mais, também à cortesia do diplomataTito Mba Ada,  Embaixador Extraordinário e Plenipotenciário da Guiné Equatorial em Portugal, por ocasião da celebração do 40º Aniversário do Golpe da Liberdade, a quem fico a dever a cortesia deste encontro e da viagem ao seu maravilhoso país, em 2017


Sim, de modo algum  posso esquecer o gesto magnânimo e humanista, do então jovem Tenente-Coronel, que, quatro anos antes libertar o seu país do despotismo de seu tio, Francisco Macias, me mandou libertar da cadeia e do caminho para a execução, por alegada suspeição de espionagem, quando ali aportei numa frágil piroga, após 38 dias de tormentoso calvário

A Guiné Equatorial, foi liderada por Francisco Macías Nguema, de 1968 a 1979, que ficou conhecido por ter elogiado publicamente a figura de Adolf Hitler. - O número de mortos sob a ditadura de Macías, estima-se entre 50.000 e 80.000, ou, dito de outro modo, entre 1/6 e 1/4 de uma população de umas 300.000 pessoas - A 3 de agosto de 1979, seu sobrinho Teodoro Obiang Nguema Mbasogo organizou, com a ajuda de parte do exército, um golpe de estado que derrubou

Após ter acostado num recanto de uma pequena praia de Bococo, encaminhei-me por trilho da floresta, amparado a um tosco pau, indo dar a uma finca de cacau, onde fui bem acolhido – Mas depois as autoridades, ao terem conhecimento, levaram-me para a esquadra de Bococo, onde me enfiaram num horrível calabouço subterrâneo, juntamente com dois casais de trabalhadores nigerianos e as suas crianças


Graças a Deus estou vivo e o devo ao humanismo e à compreensão do então Comandante Obiang, atual Presidente, que, no dia em que ia ser executado, me chamou ao seu gabinete, quando, pouco depois de sair acorrentado da minha estreita e nauseabunda cela, um inesperado telefonema, soando no corredor, ordenou ao Comissário da cadeia, que seguia a liderar a minha execução com dois guardas, fosse levado à sua presença.

Quando a rebelião do Golpe da Liberdade começou, na madrugada de 3 de Agosto de 1979, com a ocupação de pontos estratégicos em Bata, houve alguns confrontos armados. Malabo, por outro lado, estava calma.

A poeta portuguesa Sophia de Mello Breyner Andresen escreveu, a propósito do golpe de 25 de Abril de 1974, em Portugal:
“Esta é a madrugada que eu esperava
O dia inicial inteiro e limpo
Onde emergimos da noite e do silêncio
E livres habitamos a substância do tempo”
Pode-se dizer que, nessa madrugada há 42 anos, a Guiné Equatorial também emergiu, finalmente, da noite e do silêncio.



Guiné Equatorial - 42 anos depois - 1 - País onde me senti tranquilo e feliz

Guiné Equatorial no último dia da minha estadia em Malabo - 42 anos depois de ali ter aportado numa frágil piroga e de seguida sido encarcerado por suspeita de espionagem para ser condenado à forca por Macias Nguema - Devolvido à liberdade e Salvo das garras da terrível asfixia, cujos gritos ouvia todas as noites , graças à intervenção humanista de Teodoro Obiang Nguema Mbasogo (sobrinho), atual Presidente - Em Malabo e em Bata, de belas e prósperas cidades de um país que agora me encantou e me recebeu como um dos seus ilustres filhos, revivendo o dia em que ali aportara 38 dias depois de sofrimentos e angustias inarráveis, sim, na qualidade de um miserável náufrago, depois preso e humilhado no mais hediondo dos cárceres de África mas felizmente libertado graças à generosidade e humanidade do então jovem Teodoro Obiang Nguema Mbasogo – (atual Presidente da Guiné Equatorial), contrariando as ordens do todo poderoso e sanguinário Francisco Macías Nguema –,


28 de Nov de 1975


Fundeado junto a uma praia da região de  Bococo, a sul da Ilha de Bioko - Guiné Equatorial - 
 26 de Novembro de 1975 -  Era já noite e não pude acostar. Na manhã seguinte, descobriria, na mesma orla, algures para oeste, um pequeno areal negro onde pude finalmente desembarcar. As horas magníficas que ali passei durante a manhã, naquela pequena enseda luxuriante -  qual  aspirante a Robinson Crusoe  e depois a caminhada pela floresta que me levaria a uma finca de cacau, a forma amistosa como ali fui bem recebido a contrastar com o comportamento desumano das autoridades que, mesmo extremamente debilitado, nesse dia à noite, me levariam para os calabouços de uma esquadra, sob supeita de espionagem, tendo, no dia seguinte, sido conduzido algemado para a  mais temível cadeia de África - a tenebrosa Blach Becah  -  Quer dizer morte. Quando um prisioneiro chega a esta prisão, sua família começa a preparar o caixão.- Os relatos, dessas vicissitudes por que passei na Guiné Equatorial,  que pude redigir na minha cela, cujos cadernos guardo mas, dada a  sua extensão, conto editá-los em próximas postagens - Junho ou Julho - Para já, veja como foi a minha aproximação a terra, após tão longo e penoso calvário de tormentosos  dias e noites de incerteza.


Muito por culpa do comandante do pesqueiro americano, Hornet, que me tendo prometido, em S.Tomé, que me largaria a sul de Ano Bom, na influência da corrente equatorial que me arrastaria para o Brasil - rota que pretendia seguir - me trocou as voltas, quando fundeou a Norte e ao largo daquela ilha: ou fica a bordo ou canoa ao mar - Optei pelo regresso a S.Tomé  - E, navegar no Golfo, em plena época das chuvas e dos tornados, numa frágil canoa, era opção quase suicida, de vida ou de morte - Apesar de tudo, quis o destino que, mesmo tendo sido atingido por violenta tempestade, logo na primeira noite, que me causaria a perda de quase todos os apetrechos e víveres, fosse um homem de sorte

.

É manhã do 37º dia. Ainda me encontro no mar...Estou partido!...Tenho o estomago metido para dentro. Não tenho nada na barriga... Estou realmente bastante fraco!...Estou mais próximo de terra... mas os ventos não me têm ajudado.



Guiné Equatorial no reinado de Macias Nguema
Em 3 de Agosto de 1979, o então Tenente-coronel Teodoro Obiang,  liderou uma revolta militar , derrubando o regime de terror de seu tio Macias Nguema, cuja revolta ficou conhecida  por o  chamado Golpe da Liberdade , que então contou com a aprovação da Espanha, que em 12 de Outubro de 1968,  declarou a  independência da Guiné Equatorial,  durante o Undécimo Governo de Espanha da ditadura franquista, como parte do processo de descolonização da África apoiado pelas Nações Unidas.
Só que, entretanto, desde que, em meados dos anos 1990, foram descobertas  grandes reservas de petróleo e, a  Guiné Equatorial  passou a ser um dos maiores produtores de petróleo do sub-Saara., sim, desde então  a cobiça liberal, não mais deixou de ter como alvo abater a soberania deste país, através de  sucessivas  tentativas falhadas de golpes de Estado com a cumplicidade de uma oposição sob o seu apoio e alto patrocínio financeiro e mediático.

NEO-COLONISMO NÃO DESARMA 
Segundo noticias, então veiculadas pelo "O Sunday Times de Joannesburgo noticiou (...) a tentativa dum golpe de estado em Guiné Equatorial era só uma parte dum plano maior para tomada de poder neste país, em São Tomé e  Príncipe e Príncipe e no  DR Congo". São Tomé alvo de ataque por Espanha?

Mais uma vez, as potências externas  em vez de  contribuírem para o desenvolvimento do processo democrático dos países africanos, optarem pelos jogos de poder. Foi assim que começou a guerra do Biafra. Muitos dos mercenários, que tomaram parte no fracassado Golpe de Estado, encontram-se ainda detidos na prisão da Praia Negra, conhecida 


"Convém enfatizar que a avaliação  do governo de Obiang não pode ser feita, como pretendem alguns, comparando-os com os 11 anos de governo de seu tio, Francisco Macías Nguema, primeiro presidente do país centro-africano, logo após sua independência da Espanha, em 1968. A sangrenta ditadura de Macías foi de um horror e de uma crueldade indescritíveis"....Guiné Equatorial, apreciada pelo petróleo e criticada pela ditadura 
GUINÉ EQUATORIAL TRÊS SÉCULOS -  COLÓNIA PORTUGUESA 

Guiné Equatorial  - Colónia portuguesa 1472 a 1778  - E colónia espanhola, desde então até 12 de Outubro de 1968. Está localizado na sub-região da África central com uma área de 28,051.46 km2, com continente e outras ilhas formadas pelas ilhas de Bioko, Annobom, Corisco, Elobeyes e ilhotas adjacentes. Com uma população de 1,222,442 habitantes residentes..

QUEM É QUE DIZ QUE A  GUINÉ EQUATORIAL NÃO DEVERIA PERTENCER À CPLP? - UM TERRITÓRIO DESCOBERTO POR PORTUGUESES E NA SUA POSSE MAIS DE TRÊS SÉCULOS? - Não foram os pobres  e humiles negros que quiseram deixar de pertencer à coroa de Portugal, bem pelo contrário, até se opuseram violentamente quando foram confrontados com as imposições régias, mas os arranjos palacianos -  ... "e tendo se celebrado o officio Divino da Missa acabado elle convocando o Capitão Mor da sobredita Ilha, e alguns negros mais principaes, lhe propus as ordens de Sua Mag.de Fidelíssima, para a cessão da mesma, dizendo lhes hera precizo, que juraçem obediencia a El Rey Catholico, como determinava a Nossa Soberana, ao que me responderão  todos, que não, e que elles não conheciao senão a El Rey de Portugal, e que do de Espanha nunca ouvirão falar;


Fernando Pó - 1771
1770/Ju/ho/16, Lisboa - «Quarta instrucção para Vicente Gomes Ferreira sobre a ilha de Fernão do Pó.

(...) a ilha de Fernão do Po foi duscuberta no reinado de El Rey D. Affonço 5°, por hum cavalheiro portuguez, que lhe deu o seu nome; Que a dita ilha foi habitada por portuguezes; E que nella construirão os mesmos portuguezes huma Fortaleza: que ainda hoje vem marcada em algumas cartas geográficas debaixo do nome; de ilha e forte portuguez; Como são as cartas de Guilherme de L'Isle; E que por consequencia havia para ali huma navegação portugueza.



domingo, 31 de julho de 2022

As roças e a saúde em S. Tomé e Príncipe - O Governo vai enviar doentes para tratamento em Israel. Porque não investir na recuperação dos antigos hospitais, mais deles construídos nos mais belos sítios das grandes propriedades agrícolas e fazer os tratamentos no país – O PM já apontou o exemplo de querer reabilitar o hospital de Monte Café para a Covid-19 – Mas há outros!

 Jorge Trabulo Marques - Jornalista 

 

 Noticia a STP-Press, que O Governo de São Tomé e Príncipe vai enviar doentes para tratamento e recuperação em Israel, disse há dias, em São Tomé, a ministra da Saúde, Filomena Monteiro. 

Além de Portugal, o governo justificou que o envio de crianças para “tratamento e recuperação” naquele país se deve a “abertura do Governo de Israel nesse sentido com São Tomé e Príncipe”. Relativamente a Portugal, a governante disse que no ano transato o país enviou mais de 150 doentes e este ano o número já ultrapassou 150 com os custos diversos que isso provoca ao país

E voltou agora também a prestar importante apoio 

"Saúde para Todos” alivia crise de reagentes nas unidades de análises clínicas – Diz noticia do Téla Nõn, dando conta de que "todas as unidades laboratoriais do sistema nacional de saúde, vão receber meios complementares de diagnósticos, ofertados pela cooperação portuguesa.

Estado do antigo Hospital da Roça Rio do Oiro


Quem dera a muitos países africanos, europeus e de outras partes do mundo, disporem de tão maravilhosos cenários ambientais e paisagísticos, tão belos e idílicos  para tratarem dos seus doentes, como é a colina onde se ergue o próprio hospital Central Dr. Ayres Menezes, antigo Hospital Central Dr. Oliveira Salazar, aos maravilhosos espaços onde foi  construída, na maioria das roças, na fase colonial das grandes plantações de cacau, do café e outras culturas tropicais,  uma importante rede de estabelecimentos hospitalares,    enfermarias, farmácias, creches e postos sanitários, que, em cumprimento de disposições legais,  as empresas agrícolas particulares, segundo a sua dimensão,  tinham  à disposição dos seus trabalhadores, com vista a assegurar-lhes a necessária assistência médica, unidades essas consideradas, verdadeiramente modelares no campo da assistência privada, comparativamente ao que se passava no resto de África e até na chamada metrópole, no  Portugal continental.

Pena que ao menos não se soubesse preservar uma herança, que também foi obra do suor de milhares de trabalhadores e de muitos colonos, sobretudo empregados de mato, cuja dureza de vida, em muitos casos,  que só podia gozar a chamada graciosa nas suas terras de origem, de quatro em quatro anos e não ficavam atrás de miseráveis salários pagos aos nativos e contratados, 200$00

Passados 47 anos, é lamentável que pouco ou nada se tenha feito para recuperar esse importante património - Em todo caso, nunca é tarde de mais, conquando se tomem boas iniciativas .
Antigo Hospital da Roça Monte Café

O governo são-tomense, anunciou, em Setembro passado,  que  vai  reabilitar uma parte do Hospital de Monte-Café para internar doentes de Covid-19, prevendo ainda para este ano a reparação de toda a infraestrutura de modo a melhor o sistema de Saúde do País

Bom Jesus explicou, na altura, que, a recuperação do Hospital de Monte Café, inoperante há mais de 15 anos, surge como uma “solução rápida” para internamento de doentes em estado grave por coronavírus, tendo em conta o aumento significativo de casos nos últimos dois meses.

.Em 1964, uma pequena monografia, intitulada S. Tomé e Príncipe, divulgada pela Agência geral do Ultramar, dava conta da seguinte situação de saúde, neste arquipélago:  

O território de S. Tomé e Príncipe está dividido, para efeitos de assistência médica à população, em duas delegacias de saúde cujas áreas correspondem, respetivamente,  à ilha de S. Tomé e à Ilha do Príncipe.

A rede sanitária da província é constituída pelas seguintes formações; Hospital Central Dr. Oliveira Salazar

Laboratório central de Análises Clínicas; Centro  Materno Infantil, incluindo uma consulta pré-natal e um Dispensário de Puericultura.

Delegacia de Saúde, com Posto de Assistência Médica; Dispensário Antituberculoso; Grafaria, Farmácia Central; 3 maternidades – Nove postos sanitários localizados nas vilas de Neves, Guadalupe, Santo Amaro, Nossa Senhora de Fátima, Trindade, Santana, Ribeira Afonso, S. João dos Angolares

Na Ilha do Príncipe

Delegacia de  Saúde do Príncipe; Hospital Regional; Maternidade.

A manutenção e funcionamento dos estabelecimentos sanitários citados esta a cargo de 16 médicos, 1 farmacêutico, 38 enfermeiros e ajudantes, 1 económico e diverso pessoal administrativo.

No intuito de  proporcionar  à população das ilhas uma sólida educação sanitária, foi criado em 1962 um Quadro de Serviço Social, estando prevista a entrada  em funcionamento, num próximo futuro, de um Instituto  e Serviço Social.

sábado, 30 de julho de 2022

Antiga Fortaleza de São Sebastião, em São Tomé, que conta a história do arquipélago - atual Museu Nacional de STP – está sendo reabilitada -

 Jorge Trabulo Marques - Jornalista


Construída a partir de meados do século XVI (cerca de 1566), no extremo sul da Baía de Ana Chaves, tem forma de estrela quadrangular, com três faces voltadas para o mar. Segundo Lopes de Lima, a razão para a sua construção deveu‐se ao conhecimento que o rei tinha relativamente aos ataques provocados pelos corsários franceses e Holandeses nas outras ilhas atlânticas ocupadas pelos portugueses.


As obras de reabilitação do museu nacional, muro de contenção e quebra-mar, encontram-se a bom ritmo, prevendo que esteja concluída dentro de 3 meses, refere o governo santomense 

A constatação foi feita pelo Ministro do Turismo e Cultura, Aérton do Rosário Crisóstomo, numa visita efetuada na manhã da passada terça-feira, 26 de Julho, a este património cultural nacional, na companhia do Diretor Geral da Cultura, Guilherme Carvalho.

HISTÓRIA - Referem documentos: “Tem esta ilha uma Fortaleza. Na qual se acham montadas 26 peças de bronze, e 11 de ferro com duas mil e novecentas e vinte e uma balas com os mais apetrechos de guerra necessários”
Foi o primeiro edifício com carácter defensivo erguido em São Tomé, no qual foi instalado o Museu Nacional a partir da independência e também a albergar, no largo térreo fronteiriço, as estátuas de João de Santarém, Pêro Escobar e João de Paiva, cujos nomes se ligam ao descobrimento do arquipélago.

Em 1866 passou a abrigar um farol, reconstruído em 1928 e restaurado em 1994. Sofreu intervenção de restauro em fins da década de 1950 com projeto assinado pelo arquiteto Luís Benavente, tendo sido escolhido pelo governo português, em 1960, para sede do Comando de Defesa Marítima da Província -

UM BALUARTE CONTRA A USURPAÇÃO DA PIRATARIA - Que não colonizava mas saqueava

Em 1567 os corsários franceses atacaram a ilha de S. Tomé, roubaram -na e devastaram-na, os prejuízos e a perturbação foram grandes, tendo, efeitos perniciosos na mal consolidada ordem, e na precária economia social da província. -Diz Francisco Mantero, referindo, que os holandeses, em menos de 50 anos, fizeram sentir, por duas vezes, e estrondosamente, no desenvolvimento moral e material da província, os efeitos de barbáries investidas, com o objetivos de rapinarem e destruírem .

Em 1600, os marinheiros duma esquadra, comandada por Wanderlen, saquearam e devastaram a cidade; abandonaram-na em seguida, mas as circunstâncias internas tornaram a investida particularmente ruinosa


A segunda vez foi em 1641 ; uma esquadra com bastante gente de desembarque invadiu novamente a ilha e tomou posse da fortaleza de S. Sebastião, que defendia a Bahia de Ana Chaves, por capitulação dos seus mal organizados defensores.

Sob a nefasta influência dos invasores se atrofiou a agricultura e o comércio, durante alguns anos, até que em 1644, em troca de importantes somas em dinheiro, diz-se, ou ante a presença, na baia, de forças vindas de Portugal e do Brasil, os holandeses abandonaram a ilha restabelecendo-se o exercício da autóctone cidade portuguesa.

O século dezoito não foi menos fecundo em atos praticados pelos colonos, pelas autoridades e pelos estrangeiros, favoráveis á agitação e à desordem, em cujo estado é impossível 0 desenvolvimento material e o avanço da civilização.

Os franceses, em 1706, desembarcaram na ilha do Príncipe, retirando-se depois de a terem saqueado; em 1709 obrigaram a fortaleza, que defendia a Baia de Ana de Chaves em S. 1 Tomé, a render-se por capitulação, e saquearam os cofres da província lançando fogo á cidade.