Jorge
Às 11 horas da manhã de 11 de Novembro de 1918, foi assinado o Armistício de Compiègne, documento que oficializou a rendição alemã e pôs fim à Grande Guerra. A quatro anos de trincheiras, de lama, de horror, de gás, nos dois campos de batalha. Tirou a vida de 9 milhões de soldados e deixou 21 milhões de feridos, entre os quais, 6 milhões de mutilados.
O armistício não era percebido como o fim apenas daquela guerra, mas como o fim definitivo das guerras.Mas eis que a Alemanha se rende ainda que não tenha sido vencida militarmente. E o Tratado de Versalhes viria a lhe impor modalidades de paz excessivamente duras para fazer com que rancores e desejos de vingança fincassem raízes
A fome, as doenças e as epidemias provocadas pela guerra mataram outras milhões de pessoas em todo mundo. Os dois países mais afetados foram Alemanha e França, cada um enviou para os campos de batalha cerca de 80% de sua população do sexo masculino, com idades entre 15 e 49 anos.
No quadro a baixo é possível ver a existência total dos Boletins Individuais dos Militares por Distritos: Aveiro, Beja, Braga, Bragança, Castelo Branco, Coimbra, Évora, Faro, Guarda, Leiria, Lisboa, Portalegre, Porto, Santarém, Setúbal, Viana do Castelo, Vila Real e Viseu e as regiões dos Açores e da Madeira. https://torresvedrasantiga.wordpress.com/2018/05/17/portugueses-que-participaram-na-1a-guerra-mundial/
A Iª Guerra Mundial divestor a Europa como nenhuma outra guerra até então. Tirou a vida de 9 milhões de soldados e deixou 21 milhões de feridos, entre os quais, 6 milhões de mutilados. A fome, as doenças e as epidemias provocadas pela guerra mataram outras milhões de pessoas em todo mundo. Os dois países mais afetados foram Alemanha e França, cada um enviou para os campos de batalha cerca de 80% de sua população do sexo masculino, com idades entre 15 e 49 anos. Obrigado por compartilhar. Lembre-se de citar a fonte: https://ensinarhistoria.com.br/linha-do-tempo/armisticio-de-compiegne-fim-da-i-guerra-mundial/ Joelza Ester Domingues
Portugal e a Grande Guerra: a memória de Vila Nova de Foz Côa
A Primeira Guerra Mundial (1914-1918) marcou profundamente o século XX. Foi um conflito de dimensão global, travado entre as grandes potências da época, e que provocou milhões de mortos e feridos. A guerra começou após o assassinato do arquiduque Francisco Fernando, estendendo-se rapidamente por toda a Europa. Durante quatro longos anos, as trincheiras tornaram-se o símbolo de um sofrimento coletivo, até ao armistício de 11 de novembro de 1918, que pôs fim aos combates.
Embora o palco principal se situasse longe de Portugal, o impacto da guerra chegou também às aldeias do interior. Portugal , inicialmente neutro, acabou por ser arrastado para o conflito em 1916, motivado pela antiga aliança com o Reino Unido, pela defesa das suas colónias africanas e pelo desejo de afirmar a jovem República portuguesa no cenário internacional.
O Prof. Olímpio Sobral, recorda a trágica guerra e o corpo expedicionário do concelho de V. N. de Foz Côa, ao qual ambos pertencemos, nascidos na mesma aldeia de Chãs.
que “esses soldados, provenientes de todos os cantos de Portugal, combateram lado a lado com os Aliados, enfrentando condições extremamente difíceis: frio, lama, bombardeamentos incessantes e escassez de mantimentos.
O episódio mais dramático da participação portuguesa foi a Batalha de La Lys, a 9 de abril de 1918. Mal preparados e exaustos, os portugueses foram surpreendidos por uma ofensiva alemã de grande escala. O CEP sofreu enormes baixas: milhares de mortos, feridos e prisioneiros. Ainda assim, o seu sacrifício e coragem foram reconhecidos pelos Aliados e permanecem como um símbolo de bravura.
Também o concelho de Vila Nova de Foz Côa deu o seu contributo. Vários jovens locais foram mobilizados para o esforço de guerra, deixando para trás famílias e terras.
Esses homens simples, vindos de um concelho rural, viveram a dureza do campo de batalha e o peso da distância. Alguns não regressaram. Os que voltaram trouxeram consigo as marcas físicas e emocionais da guerra
Como escreveu um contemporâneo, em palavras que atravessam o tempo:
— O nosso giniral! Aí vem o nosso giniral!

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