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segunda-feira, 29 de junho de 2015

Lisboa vista do ar é mais azul e deixa saudades – “Viajar! É perder países /Ser outro constantemente” – escreveu Fernando Pessoa – Imagens e emoções de um voo da TAP de Lisboa para S. Tomé - Numa manhã de sol e de Verão




De facto, há em Lisboa um azul que outras cidades não têm,  que a  distingue das grandes capitais – Vá-se a Londres e veja-se como a atmosfera, de um modo geral, é húmida e cinzenta. Isto para já não falar da gigante capital da China, onde o ar já mal se respira e é preciso andar de máscara, tais as  névoas de poluição que  toldam e enegrecem  os ares - Felizmente que, em Lisboa, não há e nem nunca houve esse fenómeno atmosférico. Claro que há outros  que a tornam mal cheirosa, quando não se procede à recolha do Lixo ou mesmo na hora em que é descarregado, em que se ouve aquele bater repetitivo e incomodativo  dos caixotes nas traseiras dos camiões, numa espécie de orquestra severa e pestilenta. E nem é preciso estar  na rua para se sentir a presença dessa caótica sinfonia, que fere o silêncio da  noite, para que o cheiro nunca mais seja esquecido do nariz



Por isso mesmo – sempre que for possível - vale a pena viajar e seguir estes versos de Pessoa.

Viajar! Perder países!
Ser outro constantemente,
Por a alma não ter raízes
De viver de ver somente!

Não pertencer nem a mim!
Ir em frente, ir a seguir
A ausência de ter um fim,
E a ânsia de o conseguir!


Excerto de Viajar! Perder países! -

 Eu não diria perder países, porque só se perde o que se tem e não o que se vai descobrir mas poder desfrutar  da reconfortante sensação de não ser de país algum mas pertencer a todo o Mundo. Ou  então sentir-se que, o país onde se nasce, afinal, é fruto de um mero  acaso: de que todos os seres humanos. têm mais a uni-los de que a separá-los, porque unidos  pelo mesmo sentimento de fraternidade Universal

Ao sobrevoar Lisboa, a meio da manhã de ontem  e com destino a S. Tomé, longe de imaginar que poderia abraçar esta cidade, das quatro colinas,  mais o Tejo,   num único olhar, numa única e vasta imagem. 

Confesso que foi das mais belas surpresas, que poderia ter ao deixar a cidade onde habitualmente resido (a que nunca verdadeiramente me afeiçoei) e a caminho dos distantes mares do sul, onde agora me (re)encontro,  numa ilha que, além de ser maravilhosa, se ergue no meio do Mundo.



 Sim, vou começar por falar do azul de Lisboa, que inspira poetas e escritores, que  é  deleite de fadistas e outros cantores " - De um azul que apetece respirar e  parece ter o sabor de  uma tranquila e inexplicável  doce maresia  – Isto porque, Lisboa,  é  também o do azul do Tejo, que é o de um grande estuário  que, antes de se encontrar com o mar. se alarga e espreguiça como que a fundir-se, vagarosamente, na mesma harmonia e maravilhosa simbiose.

Porém, se o azul  é belo quando visto do   alto de uma colina,  agora, veja-se  quando esse azul se olha do alto dos céus: quando essa fusão já se consumou numa perfeitíssima harmonia!  Quando   a voz do silêncio dar  se substitui a todas as palavras. 

E foi a sensação que eu experimentei, limitando-me a não perder a oportunidade de fixar essas imagens em fotografias, na medida que mo permitiam esses fugazes instantes.

E, diga-se, com a rapidez própria de um voo de cruzeiro. Pois, quando mal me descuidava, em vez de estar  a ver o azul do céu de Lisboa, estendido aos pés ou no teto do seu casario, com o azul do Tejo, a servir-lhe de magnifica tela, dava-me conta que, num quase abrir e fechar de olhos, já nem sequer me encontrava nesses amplos espaços mas já na despedia da ponta mais a sul de Portugal, onde o Infante D, Henrique fundou  a Escola de Sagres.  Pois também não tardou, que, velozmente, pudesse perder-me  com renovados  azuis, nalguns casos ainda mais imaculados, que haveriam de acompanhar-me ao longo de toda a viagem.

E, sem quase ter tempo de pensar, Oh Deus!  Transposto que fora o braço do mar que separa a Europa de África, eis-me agora  no alto das labaredas da maior fornalha da terra  - sobre as dunas desse interminável  deserto do Saara, donde irrompia. lá do fundo desse caótico brasio, manchas densas de uma quase impalpável poeira de um amarelo torrado, que, sucessivamente, iam ofuscando todos os azuis que pudessem contemplar-se debaixo dos céus.

São Tomé à vista

Num voo de mais de 800 km hora, tudo surge como que a rapidez cinematográfica própria de  um fantástico caleidoscópio  sobretudo para quem viaja junto das  pequenas janelas do  avião, E. de facto, uma manhã de azulíssimo céu, outros azuis – não menos surpreendentes – e acima dos mares do  oceano, se me haveriam de deparar por entre farrapos ou enormes castelos de nuvens brancas,  que se abriam por  baixo das asas da grande aeronave– Isto para já não falar do azul puríssimo acima do teto nublado,  só possível aos olhos de um viajante  a bordo dos gigantes pássaros, que, em escassas horas, atravessam longínquas distâncias: voam sobre mares, ligam países distantes e  continentes, tornam as ilhas menos solitárias e isoladas . 

E foi realmente a sensação , que eu tive, na manhã de ontem. com o avião a aproximar-se da Ilha de São Tomé, depois de uma curta paragem, em Acra,  capital do Gana – Uma das maiores cidade de África, que se estende por uma vasta planura de ruas  geométricas, onde a cor do barro do chão ainda não foi denegrida pela cor do asfalto ou da fita do  alcatrão.praticamente quase só ladeadas por simples vivendas ou chalés de que pelos incaraterísticos  gigantes  arranha-céus de betão armado nas grandes metrópoles

Uma hora depois estava, finalmente, a aproximar-me  da linda Ilha Verde do Equador, que, àquela hora,  nem era  verde mas de um único perfil negro, como que emergindo de um grosso mar de  alvíssimas névoas, sobre as quais  parecia flutuar, como que saída de um qualquer mundo original  da imensa cúpula dos céus.

E, como é sabido, no Equador, os crepúsculos são muito brevew: logo que o sol se esconde na perpendicular no horizonte a oeste, rapidamente anoitece; - salvo se o luar já começa a levantar-se do lado oposto a leste, – E foi realmente  a sensação que, de novo, voltei a ter depois de receber os carinhosos abraços de vários amigos, quando ainda mal havia descido as escadas do avião da TAP,  E lá tive, com muito gosto, de pegar na máquina fotográfica e  começar a díspar. Por certo, este  o prazer que me espera nos dias que se vão suceder durante a minha estadia -  Obrigado Amigos - Nesta terra, também sou um dos vossos; nunca me senti estrangeiro



sexta-feira, 26 de junho de 2015

Jornalistas e o Jornalismo em S. Tomé e Príncipe – Um dos países de África onde a liberdade de expressão mais se tem afirmado – O Povo é pacifico e gosta de expressar o que lhe vai na alma – Contudo, a imprensa tem-se debatido com problemas de alguma precariedade e instabilidade: também ali, o chuto, não é só no futebol .



Além de uma certa precariedade, que, nestas ilhas afeta o exercício provisional  de jornalista,  claro que o fenómeno dos ordenados baixos é transversal a outras profissões - , tem-se assistido a alguma instabilidade, já que, a mudança de poder, acaba também por interferir, não apenas nos lugares de chefias, como naqueles que estão na primeira linha da noticia ou da reportagem. 

 JORNALISTAS MAL PAGOS E,,  SEMPRE QUE O GOVERNO MUDA, COM O CREDO NA BOCA.



Ordenados, que mal dão para as despesas  do vestuário ou para alimentação, é o equipamento e as condições das redações (especialmente nos sites particulares, onde as dificuldades são ainda maiores, exercendo a atividade praticamente por carolice), sim,  é também  iminência  do chuto que pode suceder quando menos se espera – Infelizmente, há noticias desses exemplos.


De recordar, que , em 3 de Maio de 2012,  com Patrice na Governação, o dia da Liberdade da Imprensa, noticias davam conta de que “os jornalistas são-tomenses e as instituições ligadas a comunicação social, reagiram neste dia “Com um silêncio frio num dia de chuva intensa em São Tomé Príncipe.

A liberdade de imprensa “ - dizia Abel da Veiga, no téla-nón é uma realidade em São Tomé e Príncipe, desde o advento da democracia pluralista em 1991. Nunca um jornalista são-tomense foi agredido no exercício das suas funções. No país até agora calmo, ninguém perdeu a vida por causa do conteúdo de uma reportagem radiofónica ou televisiva, ou por desabafo feito nas redes sociais".

No entanto,  este ano o dia da liberdade de imprensa assinalado 3 de Maio, ficou marcado por um profundo silêncio dos jornalistas.

Na TVS, o Téla Nón contactou pelo menos 5 jornalistas para emitir a sua opinião sobre a liberdade de imprensa em São Tomé, mas todos recusaram. Na “Televisão de Todos Nós”, nenhum profissional ousou falar sobre a liberdade de informar e de ser informado, tanto para o Téla Nón como para outro órgão de comunicação social, presente na estação televisiva para ouvir os profissionais.

(…)Silêncio pesado, a dominar a classe dos jornalistas. A violência física contra os jornalistas não é prática em São Tomé e Príncipe, mas mecanismos de pressão e de represálias foram sempre activos na relação entre o poder e a imprensa.

São de Deus Lima, Jornalista do Semanário Kê Kua, não está amordaçada. «Se comparar São Tomé e Príncipe com determinados países no mundo, dir-se-á que há um grau apreciável de liberdade de imprensa. É verdade que a repressão e o condicionamento são mais discretos», afirmou a jornalista. – Excerto de Jornalistas amordaçados no dia da liberdade de imprensa .

(Conceição Lima - foto da Web)

Curiosamente, este era o título de uma noticia, aparentemente animadora,  divulgada (on lin) pelo Jornal Transparência, uns dois meses antes,(12.03.2015)dando conta que   o actual governo liderado pelo Primeiro-ministro Patrice Trovoada,  está disponível e empenhado em apoiar os problemas da classe dos jornalistas e técnicos da Comunicação Social de São Tomé e Príncipe, face as dificuldades que vêem enfrentando aos longos anos no cumprimento das suas actividades profissionais.

Este empenho foi manifestado esta quarta-feira pelo Primeiro-ministro e Chefe do Governo são-tomense Patrice Emery Trovoada, após um encontro tido com o Sindicato dos Jornalistas e Técnicos da Comunicação Social de Santomense (SJS). Jornal Transparência -  

 JORNALISMO NACIONALISTA SÃO-TOMENSE - UM PASSADO RICO DE  HISTÓRIA 

S. Tomé e Príncipe, pese as grandes limitações impostas pelo colonialismo salazarista, tem uma herança de notáveis homens de letras: no jornalismo  e nos vários géneros da literatura – poesia, romance, contos, ensaios, nomeadamente.

Por exemplo, referindo-me a jornalistas, é Carlos Espírito Santo, que,  no seu livro “O nacionalismo Político São-Tomense, destaca  o papel de São-Tomenses nos jornais que surgiram no período pós instauração da  República: - Recordando, que, “além dos movimentos políticos unitários, diversos jornais protonacionalistas preconizando o  desenvolvimento dos povos nativos de África, foram criados na  capital portuguesa, depois da queda do regime monárquico. Eram bastante lidos sobretudo pelos intelectuais das colónias portuguesas, que de resto colaboravam enviado textos para divulgação, denunciando factos sociopolíticos reputados significativos das suas terras, onde alguns eram correspondentes dos referidos periódicos. Por exemplo, O Negro que foi publicado em Lisboa, a 9 de Março de 1911. Foi com este jornal  que teve inicio o protonacionalismo” 

E, mais adiante - no seguimento das  referências, que,  Carlos Espírito Santo, faz  ao papel deste jornal,  - diz: “atente-se, pois, neste extrato: «Queremos a África propriedade social dos africanos e não retalhada em proveito das nações que a conquistaram e dos indivíduos que a colonizaram roubando e escravizando os seus indígenas.» 

E acrescenta:Analisando o número de correspondentes de O Negro em diversas paragens do mundo, é forçoso sublinhar que São Tomé e Príncipe constituía o território que acolheu mais representantes do jornal. Figuras de prestígio como o advogado Manuel da Graça do Espírito Santo, o poeta Herculano Pimentel Levy e o político Augusto Gamboa, são apenas três exemplos que importa mencionar. Mais, nos três números que são conhecidos de O Negro foi marcante a participação dos indivíduos oriundos de São Tomé e Príncipe. Assim, no seu corpo directivo vemos são-tomenses tais como J. C. Cunha Lisboa (director), Artur Monteiro de Castro (redactor principal) e Aires de Sacramento Menezes (editor). 

No mesmo estudo, o investigador São-Tomense, referindo-se a esse período áureo da liberdade de expressão,  de entre os periódicos que recorda, cita, por exemplo, o jornal “A Mocidade Africana”, explicando que “alguns estudantes negros, maioritariamente de São Tomé Príncipe e pertencentes às diversas faculdades de Lisboa, procurando sensibilizar os seus irmãos de raça para a necessidade de envidarem esforços tendo como finalidade pôr termo ao estado de deterioração  que desde o início da colonização portuguesa dominava a África, acharam conveniente fundar um jornal que designaram  A Mocidade Africana, e cujo número inaugural foi editado dia 1 de Janeiro de 1930. Educar, educar sempre, educar com todas as forças, era o caminho que se propunham seguir, até que vissem concretizadas as suas esperanças, até que vissem alcanças seus objectivos.

Liberdade de Expressão esta que o Estado Novo viria a decepar.: - E que haveria de vir a ser justamente a orientação  seguida  pela  linha editorial do último jornal colonial nestas ilhas: A Voz de São Tomé  - Propriedade da Acção Nacional. Popular , através do qual, desde os tempos do Governador Carlos Gorgulho, houve a preocupação de destruir ou denegrir  a  pequena elite destas ilhas:. Pelo que, quer o seu diretor, quer o redator principal, eram da estrita confiança do regime. Usando as suas páginas para  humilhar e  deferir as mais insidiosas e torpes acusações .

Todavia, a revista Semana Ilustrada, de Luanda,  da qual tive a honra e o prazer
de ser  o seu delegado em S. Tomé, durante quatro anos,  contou com a valiosa colaboração de Cassandra, no Príncipe, e  de João Neto, radicado em Luanda, em cuja cidade  chegou a receber um grupo de santomenses, ali também radicados,  que quiseram homenagear os vários trabalhos publicados em prol destas ilhas.– E não se pense que  eram todos para servir as   agendas institucionais. Tanto antes como depois do 25 Abril, os artigos publicados nesta revista, não envergonham os seus autores – Bem pelo contrário –  Pessoalmente, não tenho problemas de consciência  do que escrevi. E julgo que nem o chefe de redação, Mourão de Campos, que , por várias vezes, se deslocou de Angola a S. Tomé para fazer edições especiais. Julgo que se hoje fosse vivo, também não teria  problemas dessa natureza.
 
Mas, felizmente, longe vão os dias do bisturi da censura e dos cidadãos serem presos, perseguidos ou mal tratados por exprimiram as suas ideias. 

Fui testemunha desses opressivos tempos do fascismo colonial  e dos cortes da própria censura, que, por várias vezes, me não permitiram a publicação de alguns  trabalhos jornalísticos. No pós revolução, com agressões de vária ordem por parte de quem não queria aceitar os novos ventos da história, cujo  comportamento selvagem não é fácil de esquecer

 

ÁFRICA COPIOU A EUROPA MAS OS EXEMPLOS DA EUROPA HÁ MUITO DEIXARAM DE SER EDIFICANTES E EXEMPLOS A SEGUIR

O 25 de Abril, em Portugal, trouxe a democracia e a liberdade de expressão mas também a possibilidade das colónias portuguesas acederem à independência  -E, ,desde então, desde esse histórico acontecimento, 40 anos volvidos, muita coisa aconteceu – Porém, o exercício de  tais análises, cabe à  palavra dos historiadores.. 

Um dado relevante, porém, a sublinhar, é o facto das populações poderem eleger os seus governantes. 

O que não deveria suceder é que, as mesmas figuras se perpetuassem no poder, tal como no tempo de Salazar – Estou a referir-me a outras ex-colónias, 

Criticava-se o botas por não deixar o poleiro  e só o ter deixado quando caiu de velho e enfermo numa cadeira mas a verdade é que, em África, sob a capa da democracia, há dirigentes que já somam  os trintas e tais anos, ininterruptos e de seriedade mais de que duvidosa. Sob bandeiras em que, às tantas, é já difícil distinguir o Poder do Estado do Poder Partidário:  quem não exibe cartão da militância do partido do poder, dificilmente arranjará emprego bem remunerado 

A Europa vai pelo mesmo caminho: o património, mais valioso do Estado, é vendido aos grandes capitalistas, que, por sua vez,  só empregam quem é da sua confiança política ou do seu grupo - Além disso, o controlo dos jornais, rádios e televisões, está todo nas suas mãos 

Por outro lado, nos países onde as eleições têm permitido mudanças de políticos e de politicais, em que as oposições são chamadas a mostrarem o que valem, assiste-se a um autêntico bailado de cadeiras, em que ninguém se estende; em que, as reformas do que sai, são reprovadas ou esquecidas pelo Governo que entra. um sai e entra – É  o que tem acontecido, de algum modo,  em São Tomé e Príncipe, com as eleições de sucessivos  governos – Eleitos por diversos partidos, mais deles a não concluírem os seus mandatos. Em todo o caso, sempre será  preferível a alternância democrática  de   que o poder em maiorias autoritárias e arrogantes ou que um  pais seja  governado com as mesmas caras. Isto porque, a constituição, onde esse fenómeno acontece, nomeadamente em regime presidencialista, não impõe um limite de mandatos: a norma constitucional foi concebida justamente para perpetuar o presidencialismo absoluto, dando ao caudilho e ao partido que o elege, com os poderosos instrumentos mediáticos que tem sob seu controlo,  um autentico poder monárquico. 

Em São Tomé, é certo que houve um período do partido único, mas creio que mais no sentido de uma pré-preparação pluralista e democrática, de  que com o objetivo de  impor um regime ao estilo ditatorial.. Sim, nestas ilhas, pela natureza do seu povo, alegre , expressivo e pacifico, é impensável  que alguma vez que a ditadura vingue, com sucesso, que um caudilho se perpetue no poder sem dar a oportunidade a outro. 

Por isso mesmo, São Tomé e Príncipe  é um dos raros exemplos de África onde  a liberdade de expressão mais se tem imposto e consolidado. Assim o comprova a forma pluralista e democrática, como têm decorrido  os processos eleitorais. Pena que, cada governo, depois de eleito, procure os  seus arranjos nos órgãos  estatizados de Comunicação social – Estes são os pontos negativos do pluralismo santomense.