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sábado, 21 de fevereiro de 2026

Travessia de Canoa de São Tomé ao Príncipe - Tornado à vista e a contas com a PIDE-DGS

 
Jorge Trabulo Marques


Naquela 3ª noite, antes do tornado, adormeci e virei-me com a canoa: “Pronto! Chegou a minha hora! Acabou-se!” Pensei que ia morrer: quando, uma massa de água, se ergueu, como uma vasta muralha e se abateu repentina e pesadamente sobre mim, enrolando-me com a minha canoa, em sucessivas voltas, aturdindo-me o cérebro, enchendo-me de zumbidos e atravessando-me o corpo de arrepios que pareciam farpas


Ao mesmo tempo que uma espécie de surdo clamor, um misto de marulhar de água, um soar de vento, me ecoava e vibrava pelos ouvidos, ferindo-me quase os tímpanos, seguido por um ecoar ainda mais forte e intenso: uma espécie de grito estridente e agudo que parecia querer furar-lhe a fina membrana, rebentar de violência o canal auditivo, como um aviso fatal, um sinal impregnado de extortor e morte, enquanto, por outro lado, um sabor acre a maresia me entupia as narinas, me irritava a garganta e me provocava uma tosse convulsa e sufocadora, e de novo meu cérebro regurgitava de imagens, com uma sequência ainda mais nítida e vigorosa que a anterior

Entretanto, depois que me senti desembaraçado dos envolventes remoinhos das vagas e, ao relançar o olhar para todos os lados, não vi , pela primeira vez, sinais da minha a canoa, mais se me acentuou a certeza de que ia morrer

Contudo, e mau grado a tragédia que tão claramente se me desenhava, posso dizer que não me apavorei nem cruzei os braços ; pelo contrário, nunca, como naqueles momentos, me senti tão forte, profundamente calmo e sereno.

Nada me atemorizava: nem o mar selvagem e deserto em que nadava, se mostrava já bárbaro e cruel; nem a abóbada pesada e sombria que se erguia por cima da minha cabeça – qual cúpula imensa de uma sepultura eterna! – voltava a parecer-me que iria desabar sobre mim e fechar-me no mais completo abandono para que imediatamente me sepultasse.

Nem a imagem purpurina e desmaiada da própria morte, que antes já tivera a impressão de ver figurada no meio daquele cenário catastrófico e aterrador, me assombrava e apavorava.

Nem tão pouco os vultos fosforescentes do plâncton e de outros fantasmas marinhos, que por ali luziam e relampejavam, sinais tenebrosos de uma outra vida que não se compadecia de mim ou desejaria facilitar-me a coexistência. Paradoxalmente, nada disso me dava agora uma visão de medo ou de destruição.

Tudo girando como que à volta do mesmo eixo, era ao mesmo tempo, como que feérico e sombrio, ruidosamente suave e uniformemente compacto e vazio.

Dir-se-ia que a nítida comunhão com o perigo, ao invés de me fazer desesperar, me colocava de certa maneira fora de mim e longe dali.

Como tal, dispus-me aceitá-lo, desafiando-o, assim como se apresentava, com a gravidade e a importância de todos os riscos e receios que se me opusessem, nadando a parte incerta, nadando por entre demoníacas vagas e os espectrais fantasmas da noite.

Mas, maldito gozo! Terrível Gozo disfarçado de luto cintilante!
Ainda bem que não o desfrutei por muito tempo!

Da experimentação do gozo far-me-ia, certamente, passar ao delírio e, posto que me conduzisse a esse ponto, oferecer-me-ia, inevitavelmente a atração irresistível da magia do abismo, o qual, por seu turno, não me perdoaria a ousadia , como que por efeito de centrípeta sucção, naturalmente que depressa me arrastaria no meio da mais asfixiante e vertiginosa agonia para o momento derradeiro e crucial do fim da minha vida.

Mais uma vez a sorte estivera ao meu lado ou ou a minha boa estrelinha, fiel condutora naquelas horas de tão escuro abandono, ao despontar talvez por entre uma súbita abertura daquela massa de nuvens me faz, chamar com o seu brilho à realidade e alterou o curso da minha vida para o seu verdadeiro destino: um destino que, estaria escrito, não podia findar-se ingloriamente por ali
Depressa me liberto dessa espécie de torpor em que parecia deixar-me envolver e recupero o movimento e a vida!

Sim, uma coisa e outra, pois era o final do caminho para a morte em que acabava de sair e escapar

Felizmente, tudo aconteceria também muito rápido. Se tivesse que relembrar, nesse preciso instante, os pensamentos e as imagens que me acudiram igualmente, ao cérebro, durante aquele tumulto que ficava para trás, talvez tivesse tido a impressão de que tudo se passara na sequência de um único impacto.

Sim, de um momento para o outro, como que num súbito despertar, volto a ver-me agarrado à canoa, abraçando-me de seguida ao casco, pronto a retomar fôlego e prosseguir a minha luta.

Felizmente, lá consegui voltar a encavalitar-me nela e continuar a minha aventura noite fora , graças a um segundo remo que tinha como suplente, amarrado à borda do casco da frágil canoa, até poder acostar à praia da Roça Sundy na Ilha do Príncipe-

O meu regresso foi de avião para São Tomé, mas com a PIDE-DGS, a repressora policia fascista à minha espera e a enviar-me para o escuro calabouço, onde fui barbaramente espancado por julgarem que eu me havia metido na canoa para me ir juntar aos MLSTP, sediado no Gabão"

Com esta afronta e justificação: És amigos dos pretos! Seu cabrão! Ias-te juntar aos terroristas no Gabão!!! .

Felizmente, graças a intervenção de pessoa amiga, lá me libertaram ao fim de duas semanas, tendo ainda como prémio uma pesada coima da capitania dos portos por ter feito a travessia sem a sua autorização.

Estes alguns pormenores do meu relato, que vim a poder descrever em cinco edições da revista angolana Semana Ilustrada, visto o chefe de redação se encontrar nessa altura em S. Tomé, quando fui libertado dos calabouços da PIDE-DGS, o que me possibilitou, a partir daí, também ficar seu correspondente, iniciar a carreira jornalística, graças aos textos desta minha aventura, a que viriam a seguir-se mais duas, em 1975: uma de S. Tomé à Nigéria, 13 dias e outra depois, de Ano Bom a Bioko 38 dias, na Guiné Equatorial.

Relato esse, que, anos mais tarde, também pude vir a recordar, em cinco edições do suplemento do vespertino Diário Popular e no jornal Ecôa. Além da revista Século Ilustrado e do jornal O Tempo.

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sexta-feira, 20 de fevereiro de 2026

Travessia de Canoa de S. Tomé à ilha do Príncioe -Interrogo as trevas e o silêncio: só vejo, sombras e mar revolto! - Fev. 1970



Navegar em frágil canoa em noite equatorial onde "Os Lusíadas: Canto V" se inspirou e cantou: "Sempre enfim para o Austro a aguda proa. No grandíssimo gólfão nos metemos, Deixando a serra aspérrima Leoa, Co'o cabo a quem das Palmas nome demos

Interrogo as trevas e o silêncio: só vejo, sombras e mar revolto!
Sonâmbulo abandono o meu: minha estranha forma de vida!
Noite e mar sombrio! Num contínuo movimento incessante!
De imparável delírio e mobilidade! Estridulas ressonâncias!
Mas, sinal de vida, só na aparência se mostra apagada!
Sim, porque, à superfície deste manto ondulante e denegrido,
que, continuamente me arrasta e me evolve, pela noite a fora
não cessam de ecoar murmúrios infindos, o constante ressoar
- tumultuoso e vibrante, que, de forma agora mais disfarçada -
terá dentro de si e até ao mais fundo do maior e invisível abismo,
o gérmen da fecundidade, vibrátil de permanência efervescente!



De uma vida marinha ou fantasmagórica! – Que à minha volta
não cessa de se manifestar e sob as mais diversas formas:
pois a presença de tubarões ou de baleias, é vital semente
tanto sob a luminosa perpendicularidade do astro solar
como em noite cerrada, se manifesta constantemente
em vultos de um ondular monstruoso e luminescente!
Além do espetacular plâncton luminoso, ou bioluminescente,
e até das espécies voadoras que na piroga veem cair ou pousar

Ergo minha fronte ao alto. Soergo-me! Gesticulo e respiro
a calmaria ou a ventania que sopra do insondável espaço!
Curvo-me e debruço-me, sentado sobre o frágil tronco escavado,
em que navego! - Descendo e subindo a vertente de cada vaga!
Aspirando! Respirando, todo este sabor agridoce da maresia
que tão depressa me acalma, como me oprime e agonia!
Ao mesmo tempo, que gesticulo e grito!

Sozinho e do mais fundo do meu peito e do meu coração! -
Num momento curto mas com instantes de alívio!
Num enorme grito não de revolta mas de explosão!
Para quebrar, pelo menos, por um único momento
o profundo mutismo em que o sono me oprime e ameaça
Mais do que a ondulação do tapete negro do mar!
Por força de me agarrar a tão constante silêncio
poder adormecer e juntamente me voltar e arrastar!

Aliás, este, meu presságio, viria mesmo a se confirmar
- em plena noite escura de mar equatorial-
Porém, tão sufocante e dramático, foi esse tormento
que ensombrou os meus pulmões e a minha mente
que agora nem o quero recordar.


Por isso, o importante era nunca desesperar.
Buscando, em cada esticão da corda ou remada
o sôfrego temperamento de um maior fôlego de energia!
Em demanda da infinita vitalidade que só o mar sabe dar!
Que tanto pode tranquilizar como martirizar- E me permita
transpor qualquer barreira do assombroso e espesso manto
escuro que até mim vem ressoando num continuo derramar
de augúrios e presságios: infinidade ecos irreconhecíveis,
que, umas vezes, dão sinais de serenidade
outras de me ameaçam aterrorizar!

Buscando ainda maior fôlego que me permita
transpor o invisível infinito do horizonte!
Sim, abro meus braços, corda da escota da vela, numa das mãos
E vela na outra e aspiro, sôfrego, a vitalidade da noite e do mar!
Um cheiro a maresia, de frescura e transcendente suavidade!
Invade-me o peito , faz-me sentir e rejubilar
um profundo sentimento de serenidade!
No entanto, o vento não cessa de uivar!
Perpassa-me e ecoa pelos meus ouvidos
com finos e vibráteis acordes do seu soluçar!

Sim, escura é a noite e, também, sombrios os caminhos
Que se me abrem à minha volta pela indefinida toalha líquida
E também escuros os caminhos que me conduzirão a Deus”
Mesmo assim, vou indo a navegar! Com o soar do mar!
Com o mar que brame, com o imparável vozear do mar!...
Sou o cavaleiro desconhecido, cavalgando e sonhando acordado!
Debaixo do teto de uma abóboda celestial infinita, escuríssima!
Remando e velejando à superfície de ondulante noite equatorial

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2026

Travessia de Canoa - São Tomé - Principe - há 56 anos . A noite foi longa, espessa de trevas e tormentosa, escuríssima!


 A noite foi longa, espessa de trevas e tormentosa, escuríssima!

Completamente à mercê da vontade Deus, de incerto destino.
Vagueando à flor do tumultuoso abismo, como alma perdida
Sem vislumbrar qualquer sinal de existência humana ou vida!
E, agora, que já raiou um novo dia , pergunto: afinal, aonde vou?
Para onde me levará o vento fantasmal que me envolve e assola?
Mas vivo! Tenho sobejas provas de existir e continuar vivo!
E isto nem é grave, nem ilusório: é tão somente a verdade real!
O que é preciso é continuar a deslizar na vaga e saber esperar
Vagueando a bordo desta tão frágil e balançante fragilidade
Sim, reconheço os muitos perigos que me assolam, que eu corro!
De todo o mundo completamente abandonado e esquecido
Sei bem, que, se precisasse, ninguém aqui me prestaria socorro
Só as vagas, e atrás das vagas, outras vagas se vão erguendo
Em meu redor, o vento soluça e geme. Perpasse-me os ouvidos
Meus ouvidos são tocados pelo seu gemido e continuo soluçar
Mas a minha canoa cá vai deslizando, cá vai indo à flor do mar!...

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2026

Viagem Clandestina de São Tomé ao Príncipe, em 18/06/1970 172 Km - Depois de 3 dias a contas com a PIDE-DGS - 1º Episódio



Jorge Trabulo Marques


Numa canoa: de São Tomé ao Príncipe, em 18/02/1970 172 Km – Parti à meia-noite da Baía Ana Chaves, disfarçado de pescador: depois de ter realizado uma viagem costeira, desde a Baía Ana de Chaves (onde se situa a cidade), até à praia onde se encontra o padrão que assinala a chegada dos primeiros navegadores portugueses, precisamente na véspera do dia em se iniciavam as comemorações dos 500 anos da descoberta das ilhas (experiência que serviria também de teste para outras viagens mais arrojadas), parti então para a primeira aventura, que foi a travessia de São Tomé ao Príncipe.

Larguei à meia-noite, clandestinamente, pois sabia que, se pedisse autorização, me seria recusada, dada a perigosidade da viagem, levando comigo apenas uma rudimentar bússola para me orientar. Fui preso pela PIDE, por suspeita de me querer ir juntar ao movimento de Libertação de São Tomé e Príncipe, no Gabão, o que não era o caso. Levei três dias e enfrentei dois tornados. À segunda noite adormeci e voltei-me com a canoa em pleno alto mar. Esta era minúscula e vivi um verdadeiro drama para me salvar, debatendo-me como extrema dificuldade no meio daquele denegrido sorvedouro das águas

Foi numa minúscula embarcação à vela e a remos - uma canoa muito fragil e tosca, esburacada, de onde em onde pela traca e a proa com uma enorme racha, que durante 58 horas consecutivas,- e algumas que longas horas: - em pleno mar alto do Golfo da Guine, sob o sol escaldante do Equador, muito longe de qualquer rumor humano, num percurso de mais de 170 milhas (300 km) e, que numa luta constante com a tempestade, a euforia de volumosas vagas, a solidão, e finalmente, a sede, a fadiga, o domínio do sono e o náufrago, que vivi os momentos mais-difíceis, mais dramáticos, senão também ,embora não pareça, alguns dos mais aliciantes de toda a minha vida:

Este o texto que editei em cinco edições da revista Angolana Semana Ilustrada
O NOSSO REPÓRTER DIZ QUEM É!


Sou um jovem, natural da freguesia de Chãs, Concelho de Vila Nova de Foz Côa, nascido e criado no campo até à idade dos 14 anos, altura que iniciei a frequência do meu curso de Agente Rural, na simpática Vila de Santo Tirso, portanto, como a maior parte da minha infância vivida no apego da terra, entre rudes montes, e bem longe do contacto ou influência das gentes do mar e do imenso e misterioso Oceano.- Excepto, quando, aos 12 anos, trabalhei como marçano em Lisboa.

Porém, talvez por isso mesmo, aqui esteja a razão que marcou no meu espírito uma enorme ânsia, uma indomável paixão pelo desconhecido, a que o mar e tão extraordinariamente propicio.
Não somos nos, portugueses, um Povo de Marinheiros e de um passado histo- rico tão repleto de gloriosas tradições na epopeia marítima que, sabe-se la, não poderá ser também esta teima aventureira uma herança dos nossos antanhos?

COMEÇA AVENTURA

Sim, lá parti, de facto, no dia previsto, sem ninguém dar por minha conta, como se de um vulgar passeio se tratasse, alheio a todas as contingências do tempo e do espaço, do ignoto ou do incerto. em suma: a merce dum destino imprevisível.

E evidente, que não fui com aquela certeza, que é habitual, se bem que nutrindo sempre todas as probabilidades de êxito; quando se tem de fazer uma viagem num grande barco - transatlântico - ou sequer, num avião, onde tanta gente ainda tem medo, ou noutro qualquer transporte adequado, mesmo por mais longa e perigada ou inverosímil que nos pareça a viagem mas, desde que para o efeito, ela reúna ou pelo menos nos mostre aquela garantia mínima indispensável de comodidade, de segura.nça, de conforto e de confiança, as coisas tornam-se vulgares.

Mas o que e que se poderia imaginar, o que e que se poderia vaticinar ou exigir da fragilidade de uma canoa? Um tronco de árvore escavado, com o fundo abaulado, e a forma concavo- -convexa, a favorecer um desequilíbrio permanente na sua deslocação tomboleante, com as dimensões de:



Comprimento 4,5 m; de boca 70 cm; de pontal 40 cm; da linha de obras vivas a altura da borda 30 cm Era assim, tal e qual desse tamanho, o habitaculozinho que, levantou cara ao mar, que, mesmo depois de singrado e vencido, gente houve que não acreditou logo no meu sucesso, achando-o impossível.

Foi, pois, num elemento estreitíssimo que transpus um grande braço desse portentoso oceano, esse mar equatorial repleto de lendas, de ameaças e de perigos, infestadíssimo de enformes tubarões, de frequentes e de inesperadas tempestades de caracter ciclónico - os tornados -, exposto por completo à chuva, a um sol abrasador, ao arrefecimento da noite, desprovido sequer, ao menos do ínfimo indispensável de quaisquer condições de repouso, de segurança, e, vá lá de orientação; enquanto a canoa não se voltou e não me deixou praticamente sem nada, vali- -me ainda duma pequeníssima bússola de algibeira adquirida na véspera, numa casa comercial em S. Tome, pelo modico preço de 30$00, mas até mesmo isso, que tanto jeito me fizera, havia de me falhar mais tarde numa grande parte do percurso.

Quem pois, nestas circunstâncias era capaz de premeditar um êxito certo?
TODOS ME METIAM MEDO

Dos pescadores da terra, tão exímios neste primitivo e rudimentar meio de locomoção marítimo, nunca se ouviu dizer, ou pelo menos se conste que, voluntariamente tenham ido tao longe.

Não obstante, coitados, que tal houvesse acontecido quando o tornado os arrasta até lá

E isso quando acontece, é já ter muita sorte, porque às vezes, quando a correnteza das águas ou a fúria impiedosa de algumas tempestades os leva de frente, e mais vulgar dizer-se o seguinte: era uma vez um pescador que saiu da praia para o mar, e até hoje, nunca mais apareceu.

Sim! Eles têm razão em dizerem o seguinte:

Gente não vai ao Príncipe não senhor. La fora tem muito calema e muito tornado. Se canoa vira , vem logo gandu grande (tubarão) que engole inteirinho perna de gente. Isso pescador que vai lá parar é tornado que o levou a ele e é gente de feitiço , porque outro pessoa , não pode mesmo senhor. Morre no caminho. Você experimenta,"

Contudo, os pescadores destas duas ilhas não temem o mar. Olham-no com, respeito. É muito diferente. Pois, eles , vão até onde o alcance da sua vista os não deixa evadir por completo da terra, o que, mesmo assim, em condições climatéricas favoráveis , representa uma distância considerável de milhas.

Mas para quê? Qual a necessidade de ir tao longe?
A sua vida, já é de si tão dura e perigada, é mais do que uma constante aventura: é um desafio permanente à natureza quando esta nem sempre é prodiga ou benevolente.

Conheço-os de perto. Tenho mantido com eles, amiudadas vezes, interessantes diálogos. É uma gente muito franca e muito devotada ao seu laborioso trabalho.

Estes bravos e humildes pescadores são donos de uma experiencia _tao vasta e de uma noção tao exacta, tao perfeita, embora empírica, claro está, de muitos dos segredos do mar e previsões do tempo, que as mais das vezes, quando me apercebo da certeza dos seus conhecimentos ou dos seus cálculos, mais me lembram adivinhos do que simples homens do mar.

MAS CHEGUEI!
E descritas estas breves linhas, quase ao de fora da pergunta atrás formulada, direi ainda:
De facto, nem eu, nem ninguém poderia predizer um êxito certo.

Não sou um crente fervoroso ou um religioso praticante; e as minhas contas com Ele de há que tempos não andavam seriamente atrasadas!

Porém, havia sempre uma réstia de fé, mas agora mais do que nunca, me convenço de que: sem a Sua Divina proteção, as coisas nem sempre tomam o melhor caminho, e, que Ele é o Pai da infinita bondade, e Ele é o pai, que continua a ter piedade de nos, seus filhos, mesmo quando nos lhe voltamos de todo as costas.
Sinceramente!

Desde há muito tempo que havia cá dentro de mim qualquer coisa, uma espécie de vazio, que não me deixava ficar absolutamente tranquilo. Não sei se, talvez, por estar longe da família, há já alguns anos, certamente, também por isso, mas a verdade é que quando tentava rebuscar qualquer alivio espiritual, não tinha coragem e desistia.

QUANDO ME SURGIU A IDEIA

Então, em 20 de dezembro do ano transato, pus começo aos meus intentos insólitos.

Foi na véspera de um dia grande em S. Tome. O dia da inauguração do ano comemorativo do meio milénio da sua descoberta.
Decidi, norteado simultaneamente, pelo desejo da aventura e de reflexão espiritual, associar-me também a tão momentoso e significativo acto inaugural.

Como? Circunavegar de canoa a Ilha de S. Tome, e, de na passagem pela Esprainha, la colocar a Bandeira Nacional, junto ao padrão que naquele lugar foi erigido como monumento aos intrépidos Marinheiros Portugueses que, há cinco séculos, em 21 de Dezembro de 1470, ali desembarcaram pela primeira vez com a Bandeira das Quinas de Cristo
.
E a viagem, pelo menos até la e regresso, fez-se (40 milhas - 70 Km). A ida foi um tanto mais custosa: a remos, exclusivamente! Tive vento forte pela proa e mar encapelado.

Em certa altura do percurso ainda se beberam alguns "pirolitos" à pressão. Porém, a meu lado, la no fundo, o aspeto encantador da Ilha, e a orla negra e espumosa a emergir sinuosamente entre o seio do mar e a policromia da exuberante vegetação; a meu redor, a água cristalina a enrugar-se copiosamente em anéis de oiro e de luz; a minha frente, bem direitinha ao peito, a brisa fresca da vaga; lá de cima, das alturas infinitas, o céu límpido, magnifico e claro, e o sol quente, mas radiante, a tostar-me como um pimentão, extasiavam-me sobremaneira e tornavam esquecidos alguns momentos inoportunos.

ALGO BEM DIFICIL

E porque não circum-navegar a Ilha de S. Tome?
Na noite do dia anterior caiu chuva la de cima, forte, abrupta, aos cântaros, muito fria, o que me impedia ir mais longe.
Resta-me apenas, essa lembrança efémera:

Capitão dos Portos, disse: “Não! Não Senhor! Só devidamente acompanhado. Peça apo macoco que vá consigo coma traineira e depois venha falar comigo.

- Mas… eu responsabilizo-me!
- Não Senhor! .. Acontece-lhe alguma coisa , vem daí p seu pai e toda a sua família a incomodarem-me! E eu é que tenho a culpa porque o autorizei e lá tenho que mandar a vedeta à sua procura!
- Eu não tenho cá ninguém Sr. Comandante. Tomo a responsabilidade do que me acontecer… Creia que não me acontecerá nada.

- Já disse! Não insista maís. Então vá! Vá lá esta noite e suicide-se. Mas que eu não saiba. Que não me digam nada, senão mando imediatamente vedeta atrás de si e mando-o....
Devia ter graça! Uma traineira ao lado duma canoa! Um gigante ao lado dum anãozinho! Um assopro e zás - trás, aferrolhava-me logo. Era pois quanto bastava.

E uma vedeta com canhões e tudo apontar. Apanhava tamanho susto!

Era de facto, um dilema bicudo. Eu não pretendia acarretar problemas de qualquer espécie a ninguém. Confiava nas minhas possibilidades e desejava, unicamente, dar conhecimento da minha formalidade intenção e respeitar uma da Lei, já que o caso tinha aceitação de outras entidades oficiais.

E mesmo até, para a efetuação da pequena viagem à Esprainha, não foi tão fácil como, talvez se calcule.Pois tive ainda que escorregar com alguns tostões da algibeira, em papel à risca, e selos e nem assim, cumpri todas as exigências, quando não valia mais ir a pé ou de automóvel, que efeito era o mesmo.
Valeu a pena a maçada!...

Não satisfez por completo, é certo, mas ainda assim, viveram-se momentos muito agradáveis.

DE S. TOME AO PRINCIPE EM CANOA

Entretanto, dias sucederam uns após Outros, ideias surgiram e objetivos vieram ao decima.

Porém, a interdita viagem em torno a Ilha, interpunha-se: queria ficar sempre em primeiro plano. Mas não: Era desobediência craca.. Então, o quê?
Onde?
E esse onde a repercutir a passo, e a cada instante
Príncipe! - Lembrei-me um certo um cero dia
- Nunca la fui entredisse -. Dizem que é um encanto; autêntico Paraíso!

- Ora bem. De_canoa, propositadamente, nunca ninguém la foi.
Há! Sim. Há quem diga que alguns pescadores já lá foram parar, empurrados pelo tornado. Então, é possível, com um pouco de vontade ir-se la.

E, logo nessa ocasião me apercebi das inúmeras dificuldades que havia lá ir, mas convenci-me, imediatamente, que, com bastante treino, eu conseguia lá ir.
Por isso, não se julgue, que viagem clandestina ao Paraíso, foi motivada por um desejo cego ,ou inconsciente, tendo por rótulo - a sorte ou siciídio.

Não! Porque se o fosse, era fracasso absoluto. Teria sido o mesmo que ir rogar às Deusas que me passassem um visto lá para cima, que eu caá na terra, sempre triste, estava farto de viver. Preparei-me muito.

Benfica 0 Real Madrid 1 - Com golo de Vinícius. A Equipa madrilena vence ª mão do play-off de acesso aos oitavos de final da Liga dos Campeões - José Moutinho afastado nos minutos finais

 Jorge Trabulo Marques - Jornalista e Fotojornalista

Benfica 0  Real Madrid 1 - Com golo de Vinícius em jogo de emoções e polémica arbitragem A Equipa espanhola vence o jogo da ida dos playoffs de oitavas de final da liga dos Champions, nesta terça-feira (17) - José Moutinho afastado nos minutos finais

José Mourinho. Mais calma e menos palavras: nestes jogos, não percas de vista o amuleto que te ofereci, em 16 de Nov de 2003, na inauguração do Estádio do Dragão, com o Barcelona. A noite no Estádio da Luz não lhe foi de brilho mas não o ofuscou - Expulso no Benfica x Real Madrid. Aos 85 minutos pelos protestos com a equipa de arbitragem, por uma falta não assinalada sobre Lukaku, e viu o cartão

José Mourinho não vai poder estar no banco na 2.ª mão frente ao Real Madrid, após ter sido expulso. O treinador encarnado falou sobre o momento e sublinha que apenas «disse a verdade». 


Não estive no Estádio da Luz, mas a noticia foi amplamente divulgada pela televisão - 
 "Mourinho não poderá sentar-se no banco do Santiago Bernabéu na próxima semana, na noite em que regressa a Madrid e é decidido quem segue para os oitavos de final da Liga dos Campeões". 
"Vinícius Júnior seria expulso uma vez que, depois do golo marcado, já havia visto a cartolina amarela. José Mourinho protestou veemente um segundo amarelo e acabou por ser o próprio treinador quem viu dois amarelos


Estive no interior do relvado na inauguração oficial do Estádio do Dragão, em 16 de Novembro de 2003 - Fiz fotografias e ofereci-lhe uma pedrinha - muito especial - Foi antes de começar o jogo com o Barcelona - E, ao passar junto à cabine, instantes antes do desafio começar - Disse-lhe: pegue lá esta recordação e guarde-a bem guardada - Boa sorte!. “O quê?!…” Responde Mourinho, surpreendido mas sorrindo - Espero que a tenha guardado - É o amuleto da sorte. Apanhada junto a um dos templos sagrados, herança dos antigos povos que habitaram num dos sítios dos arredores da minha aldeia.

CONTROLE AS EMOÇÕES E NÃO PERCA A CONFIANÇA

A Lua Nova perturba um bocado Mourinho. O quarto minguante é mais azarado. A Lua Nova favoreço-o em termos de reflexão mas torna-o ao mesmo tempo vulnerável e demasiado susceptível. Aliás, não apenas a ele mas às pessoas mais sensíveis

Aprendi em África o grito dos homens dos bosques e dos marinheiros nas pirogas usei-o numa difícil escalada na floresta e quando andei à deriva sozinho (num tronco escavado, perto de quarenta dias) numa casca de noz.. Grite e esbraceje mas não fique mudo e estático, como daquela vez... Como disse, não há dois jogos iguais e aquele jogo já lá vai. O importante é que o de manhã seja diferente - E para melhor - Assim esperamos.

De facto, Mourinho é um mago por instinto, mas parece-me que ainda não interiorizou totalmente essa faceta. Quem lha reconhece é quem está de fora. Ainda não prestou a devida atenção aos seus dons mediúnicos. . Mas deve assumi-la mais vezes. Defendo-o das correntes negativas e transmitir energia positiva aos seus jogadores - e também a quem o veja. Confie no seu talento. Lembra-se da pedrinha que lhe ofereci na inauguração do Estádio do Dragão?!.

Tal como escrevi neste blogue, em 2008 José Mourinho é hoje um dos portugueses mais falados e conhecidos na actualidade - É natural de Setúbal. O seu pai foi guarda-redes pelo Belenense, nos tempos áureos deste clube, ganhou vários títulos e alcançou a internacionalização.. O filho ainda quis seguir-lhe os passos, jogou nos Juniores do Belenense e como sénior no Rio Aves, mas desistiu. Pelos vistos, o destino impelia-o a voos mais arrojados no futebol .

José é um lutador! Tem sabedoria e deixa saudades por onde passa - Nasceu em Janeiro - É um aquariano determinado!. Geralmente estes nativos, além de inteligentes, costumam ter a língua sempre afiada. Eu não digo para cortar em casaca alheia ( que também pode dar para isso - e dá) mas para se defenderem das alfinetadas dos adversários. E, creia, nesta fase da sua vida. V. bem precisa: há muito quem queira derrubá-lo ! Há muito mal de inveja pairando à sua volta -


José Mourinho. Mais calma e menos palavras: nestes jogos, não percas de vista o amuleto que te ofereci, em 16 de Nov de 2003, na inauguração do Estádio do Dragão, com o Barcelona. A noite no Estádio da Luz não lhe foi de brilho mas não o ofuscou - Expulso no Benfica x Real Madrid. Aos 85 minutos pelos protestos com a equipa de arbitragem, por uma falta não assinalada sobre Lukaku, e viu o cartão

José Mourinho não vai poder estar no banco na 2.ª mão frente ao Real Madrid, após ter sido expulso. O treinador encarnado falou sobre o momento e sublinha que apenas «disse a verdade». 

Não estive no Estádio da Luz, mas a noticia foi amplamente divulgada pela televisão -  "Mourinho não poderá sentar-se no banco do Santiago Bernabéu na próxima semana, na noite em que regressa a Madrid e é decidido quem segue para os oitavos de final da Liga dos Campeões".

"Vinícius Júnior seria expulso uma vez que, depois do golo marcado, já havia visto a cartolina amarela. José Mourinho protestou veemente um segundo amarelo e acabou por ser o próprio treinador quem viu dois amarelos

OS OLHOS SÃO AS MAIORES ARMAS DOS HIPNOTIZADORES E DOS MAGOS - A HIPNOSE BASEIA-SE NA FORÇA DO PENSAMENTO E NA FIXIDEZ DO OLHAR - ATRAVÉS DO QUAL É TRANSMITIDA A ORDEM, A MENSAGEM


Afinal, o que é um mau Olhado?!... É o mal de inveja, o ódio mais vil consubstanciado e materializado em energia negativa e destrutiva. Os bébés ao colo das mães costumam ser as maiores vítimas. Um lindo bébé ao colo de uma mãe, encarado pelos olhos ciumentos e invejosos de outra mulher, pode atingir essa criança de forma quase fulminante. Fica apática, perde o apetite, recusa a amamentação ou outro tipo de alimentos líquidos ou sólidos, fica debilitada, o médico não consegue descortinar as causas e morre.

Amuleto com 5000 mil anos - Descoberta do autor deste post - Oferecido ao Museu do V. do C.

Ora, num campo de futebol pode acontecer a mesma coisa. O jogador finta que se farta, remata à baliza e as bolas vão à trave: de que se trata: de azar ou de enguiço?... Não é bem a mesma coisa. Não é o jogo jogado, em si, mas o magnetismo que paira à sua volta. Em torno desse rectângulo digladiam-se duas forças antagónicas. Não são os assobios, as reacções de aplauso ou de censura, mas quando os sentimentos do público atingem as raias do ódio - Este é realmente o mais temível adversário dos jogadores. E o pior é que esse magnetismo pode afectar não só o atleta naquele momento, como entranhar-se nele e vir a repercutir-se em jogos futuros. Tudo depende da sua sensibilidade e grau de resistência a essas forças negativas - Isto para já não falar do efeito e do sentimento induzido das derrotas ou das vitórias.

Por mais profissional que seja, não há equipa alguma que não ceda ou seja impelida pelo ambiente das claques. Não é por acaso que o toureiro quando faz a sua faena, desafia com palavras o touro. e olha bem de frente. Ele não as entende mas sente a sua pressão.

Por isso, um mago, que conheça os segredos de dirigir o seu olhar, tanto pode enguiçar como desenguiçar - Ou seja, dispor das artes de saber quebrar a corrente negativa e destroçá-la - É o que acontece a uma câmara de ar de um pneu: basta um simples furo para a esvaziar completamente . Ora aí está a explicação



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terça-feira, 17 de fevereiro de 2026

Sporting vence o Famalicão em Alvalade na ponta final do jogo, retoma as vitórias numa partida bem renhida de ambas as equipas



Sporting vence o Famalicão em Alvalade na ponta final do jogo, retoma as vitórias numa partida bem renhida de ambas as equipas Daniel Bragança o autor do golo do triunfo ...

.Com esta vitória, os leões mantêm-se isolados no segundo lugar, na 22ª jornada da Liga Portugal . Alcançam 55 pontos, menos quatro do que o íder FC Porto e mais três do que o Benfica,



segunda-feira, 16 de fevereiro de 2026

                                                       Jorge Trabulo Marques - Jornalista 


NOTÌCIAS CONTRADITÓRIAS - Fora propalado que se tratava de um cargueiro russo. Mas quem veio responder pelo sucedido, foi um dos membros do Governo Ucraniano 

"O cargueiro russo, com a matrícula UL-CKC, caiu cerca das 11 horas locais (12 horas em Portugal continental) na pista norte do aeroporto de São Tomé, informou fonte da aviação civil são-tomense, adiantando que o avião pertence à empresa Cavok.

O avião sofreu "danos materiais consideráveis". Transportava seis passageiros, dois dos quais tripulantes, tendo cinco ficado feridos - um deles foi submetido a uma intervenção cirúrgica no principal hospital de São-tomense, Ayres de Menezes. - Mais pormenores à frente
A EUROPA NÃO DESISTE DE DAR TIROS NOS PÉS - Desembolsar milhões em vez de se autonomizar e resolver os problemas internos Em 21/06/2023 ... 21,6% da população da UE estava em risco de pobreza ou exclusão social

A Europa ocidental não tem o dever de ser o guardião do mundo, em detrimento da sua população e de se associar a outro império que quis impor a chamada primavera da democracia no Iraque, na Líbia e noutros países árabes e deixou-os num caos, pior do que estavam
Depois de apertos de mão e abraços - Toca de dar largas à invasão "
A invasão à Líbia foi conduzida principalmente pela França, mas também por Inglaterra e Estados Unidos. O regime de Gaddafi apresentava os melhores indicadores de IDH da África e, ainda que tivesse se aproximado consideravelmente das potências ocidentais nos anos 1990 e 2000, mantinha certo grau de soberania"

Basta de gastos inúteis.

Veja-se o exemplo da China: dá-se bem com todos os regimes.Em Portugal são os donos das principais empresas. Não enviem apoios inúteis a regimes sem credibilidade - Tal é o exemplo do governo do PM de S. Tomé e Príncipe, Patrice Trovoada.
PORTUGAL - UM PAIS CADA VEZ MAIS DESERTO E ENVELHECIDO - Todavia, há milhões para enviar armas e alimentar corrupções internas e externas.

O acordo de cooperação e segurança assinado por ocasião da visita de Zelensky a Lisboa prevê o compromisso de Portugal fornecer a Kiev apoio militar de pelo menos 126 milhões de euros este ano, incluindo contribuições financeiras e em espécie.


28-05-2024 - Primeiro-ministro, Patrice Trovoada, depois do encontro com Luís Montenegro:, disse que “As relações com Portugal são boas e vão continuar boas”
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Boas? Com um PM de STP que passa a maior do tempo em passeatas e olha mais aos seus múltiplos negócios e aos cifrões, venham eles donde vierem, de que a libertar o povo da miséria e da dependência externa.
Concluímos que as relações são boas e vão continuar boas”, afirmou Patrice Trovoada, em contacto telefónico com agência de notícias portuguesa, pouco depois de ser recebido no Palácio de São Bento, em Lisboa, esta segunda-feira (27) pelo primeiro-ministro português, Luís Montenegro.

PATRICE TROVOADA SÓ PRECISA DE PORTUGAL PARA LHE ESCORREREM APOIOS DE MILHÕES A FUNDO PERDIDO "Não precisamos de Portugal". Primeiro-ministro de São Tomé atira a Marcelo após acordo com a Rússia O primeiro-ministro são-tomense afirmou esta sexta-feira que o seu executivo não precisa de Portugal para se relacionar com a Europa e avisou que as autoridades portuguesas só conhecerão o acordo militar com a Rússia se for publicado. https://cnnportugal.iol.pt/sao-tome/russia/nao-precisamos-de-portugal-primeiro-ministro-de-sao-tome-atira-a-marcelo-apos-acordo-com-a-russia/20240510/663e68bcd34ebf9bbb3d6763

Patrice Trovoada - O empresário misterioso chega ao poder em São Tomé Filho de um ex-Presidente, passou parte da vida longe de São Tomé. https://www.dn.pt/gente/empresario-misterioso-chega-ao-poder-em-sao-tome-1635952.html/?id=1635952

PATRICE EMERY TROVOADA - UM PM - Empresário afortunado - Em 2015 só esteve em S. Tomé 75 dias - Viagens custaram 1 milhão e 800 mil euros https://www.telanon.info/politica/2016/01/07/20879/patrice-so-ca-esteve-75-dias-em-2015-viagens-custaram-1-milhao-e-800-mil-euros-diz-o-mlstp/

COM EMPRESA NO TEXAS - E não só...

  

                        Este é um dos vários exemplos em outras paragens. Sheet1



Putin e Macron - Dois grandes atores 
Zangam-se as comadres e descobrem-se as verdades... . Putin e Zelensky que se entendam - Cada um puxa pelos seus argumentos. E quem sofre é o povo de ambos os lados.
Uma invasão que começou por ser lenta e terrestre mas - se acicatarem externamente ainda mais - . poderá desembocar em velocidade atómica. Pois há que não esquecer que foi Hitler quem ali deixou as piores memórias.

Que afinidades tem o ocidente com os dois povos da mesma família? - Mais um Iraque e Vietname à vista?... Agora com possíveis consequências, mais desastrosas se se persistir pela ótica do envio do armamento.

São Tomé e o despiste, do Avião ucraniano, Cavok Antonv AN74-100 ao serviço da Rússia e os mistérios por revelar – Que se suspeitara transportar armas para o regime de Patrice Trovoada. Excertos do que então pesquisei e escrevi -

          ACIDENTE NUM DIA EM QUE O AEROPORTO FAZIA DESFILE MILITAR E ECOAR CLARIM



                              

S. Tomé - Delfim Neves, ex-Pres da A.N.- Acusa Patrice Trovoada de ter orquestrado o golpe militar


UM DESPISTE ENVOLTO NALGUMAS NÉVOAS


ACIDENTE PROVOCADO POR AVES? - O mistério é outro: - Num aeroporto pouco movimentado onde, qualquer ave, mal ouve o ronco dos motores, logo se assusta e afasta na quietude da paradisíaca beleza e tranquilidade - Entretanto, também soube por um leitor que, O SISTEMA DE ESPANTAR OS PÁSSAROS ATÉ JÁ EXISTE EM S.TOMÉ - Que me diz o seguinte: "Devo informar -te que o aeroporto de S. Tomé, não está assim tão atrasado, pois que, já possui um sistema automático de afugentar aves, há mais de 5 anos e está espalhado em vários pontos circundantes da pista, constituído por botijas de gás .


Um Antonov AN-74TK-100 UR-CKC,da Cavok Air estava realizando um voo de São Tomé e Príncipe para um destino desconhecido com 6 tripulantes, estava acelerando para a decolagem da pista, quando o motor da mão direita (D36) absorveu um número de pássaros que levaram a equipe a rejeitar a decolagem. A aeronave ultrapassou o final da pista e desceu em uma inclinação antes de parar.

Poucos detalhes sobre as circunstâncias surgiram, mas o vice-ministro ucraniano da infra-estrutura Yuri Lavrenyuk diz que o acidente ocorreu durante a decolagem, devido a um ataque de pássaros no motor da direita" e que . "todos os membros da equipe estão vivos, mas feridos"

O então Vice-ministro da Infraestrutura da Ucrânia, Yuri Lavrenyuk, apressou-se no mesmo dia a alegar que o acidente se ficou a dever a um bando de pássaros que provou avaria num dos motores - É verdade que este tipo de embates, com aves, tem provocado graves acidentes em vários aeroportos - E há medidas para se evitar esse perigo - Todavia, há questões importantes que vão além destes argumentos, envolvendo as pacificas aves

A NATA DA TECNOLOGIA NA AERONÁUTICA CIVIL - A aeronave estava equipada com rádio comunicação moderna e equipamentos de navegação, permitindo a realização de operações em todas as latitudes geográficas, acima da água e da superfície da terra, nas condições de tempo, de qualquer gravidade, a qualquer hora do dia. Isto pode ser conseguido através de alta precisão de pilotagem automática em vôo. An-74 pode executar no piloto automático pouso em quaisquer condições meteorológicas
Preparada para aterrar e levantar voo em pistas curtas e nas mais adversas temperaturas ou condições metrológicas, pronta para efetuar mais diferentes missões e circunstâncias

Aeronave multiuso Antonov An-74, é uma modificação civil do avião de transporte militar An-72. AN-74, concebido ASTC Antonov, para operação numa ampla gama de temperaturas, desde -60 a 45 graus Celsius, e em diferentes zonas climáticas. .-

A aeronave An-74 é projetada para transportar cargas, Equipamentos e passageiros, realizar SAR, Patrulhas e missões de reconhecimento, e entregar Equipes de mudança em locais de expedição geológica e Campos de gás / petróleo.


A aeronave An-74 pode realizar descolagens curtas e aterrissagens em ângulos íngremes em pistas remotas de baixa qualidade. Os sistemas integrados de navegação de voos e de rádio permitem a operação de todos os dias, durante o dia e a noite. Uma grande escotilha de carga atende aos requisitos de tamanho da maioria das cargas transportadas em contêineres, em paletes e em massa, e acomoda máquinas facilmente auto-propulsionadas e rebocadas. Uma rampa deslizante de escotilha de carga reduz o tempo de carregamento / descarga.

A aeronave equipada com rádio comunicação moderna e equipamentos de navegação, permitindo a realização de operações em todas as latitudes geográficas, acima da água e da superfície da terra, nas condições de tempo, de qualquer gravidade, a qualquer hora do dia. Isto pode ser conseguido através de alta precisão de pilotagem automática em voo. An-74 pode executar no piloto automático pouso quando as condições meteorológicas, o que corresponde à primeira categoria de ICAO.

SÃO TOMÉ NA ROTA DO CRIME ORGANIZADO INTERNACIONAL? – Quem fez esta afirmação já foi demitido e substituído por figuras mais de acordo com o perfil de Patrice Trovoada
PARECE QUE NÃO NOS ENGANÁMOS QUANDO DEMOS ESTE TÍTULO A UM POST DESTE SITE. Não matem este paraíso! - Nos tentáculos da droga e do crime internacional organizado - 

Comandante-Geral da Policia e da Ordem pública, lança o alerta no 41º aniversário da Instituição, afirmando que o país  tem “organizações criminosas a células que atuam em países estrangeiros – Discurso na Presença do Presidente da República, M. Pinto da Costa, mas com o Primeiro-ministro, Patrice Trovoada, ausente  há três semanas no estrangeiro.
MAS QUEM FEZ ESTAS AFIRMAÇÕES JÁ FOI DEMITIDO - GENTE SÉRIA NÃO INTERESSA A  GOVERNOS CORRUPTOS

Comando da Polícia Nacional caiu  - 2017/04/06O governo fez cair o comandante geral da polícia nacional o super-intendente Samuel António e o vice-comandante Kiwakisiki Nascimento.Domingos Nascimento, mais conhecido por Domingos Papa, é o comandante geral interino. Demitidos Comandantes da Polícia de São Tomé | jornaldalusofonia