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sábado, 31 de janeiro de 2026

Livro ANTES QUE SEJA TARDE de Manuel Araújo.Tributo ao Jornalista e Escritor Uma vida plural (cita minhas aventuras) transformada em palavras: não é livro para ler de uma sentada. É para abrir, fechar, voltar. Como a vida.

 Jorge Trabulo Marques - Jornalista e investigador

Livro ANTES QUE SEJA TARDE de Manuel Araújo.Tributo ao Jornalista e Escritor Uma vida plural  (cita minhas aventuras)  transformada em palavras: não é livro para ler de uma sentada. É para abrir, fechar, voltar. Como a vida.

-Os meus parabéns e o meu sincero agradecimento pelo envio autografado desta sua tão interessante obra, que já tive oportunidade e o prazer de ler,  bem como do artigo que publicou na Revista Lusitano de Zurique, do Centro Lusitano de Zurique, a mais antiga da comunidade portuguesa na Suíça., em Janeiro de 2025  a respeito de algumas das minhas experiências e andanças da vida, designadamente da minha carreira jornalística e das minhas aventuras em pirogas no Golfo da Guiné, através de um contacto telefónico, que tivemos o prazer de estabelecer

JORGE TRABULO MARQUES- O Fuzilado - Titulo de um capitulos do livro

O caso de Jorge é idêntico a outros. Nunca lhe apertei a mão, nem tomámos café juntos. Mas parece que  que esteve sempre por perto, ali ao lado. O Jorge carrega história sobre resistência, verdade e força de espírito humano que merece ser reconhecida. Um homem que sobreviveu ao próprio fuzilamento , enfrentou  tubarões 38 dias no mar e descobriu evidências  que questionam  a história oficial de São Tomé.

Jorge Trabulo Marques, nascido em Foz Côa, encontrou um punhal árabe e uma espada e uma espada antiga em São Tomé. Provas de civilizações anteriores à chegada Portuguesa. Dois anos depois naufragou , foi condenado à morte por espionagem. Salvo por telefonema presidencial a caminho do fuzilamento. Á deriva no Golfo da Guiné por 38 dia, lutou contra tubarões com uma catana, bebeu água do mar e comeu peixe voadores capturados com as mãos



- Se não tivesse combatido, não estaria aqui hoje – afirma sobre os predadores que cercavam a sua frágil piroga.

Hoje, das águas-furtadas em Lisboa, prepara um livro  sobre as suas experiências no blogue”canoasdomar”. Mais que sobrevivente, é guardião de verdades que a história oficial prefere esquecer.

 MINHA SINGELA HOMENAGEM NUM DOS TEMPOS DO SOL - Na celebração do Solstício do Inverno, no passado dia 21 de Dezembro 2025

Esta a razão pela qual não quis deixar de lhe prestar a minha singela homenage, num dos momentos da celebraação do Solsticio do Inverno, no passado dia 21 de Dezembro, num dos calendários pré-históricos, alinhados com o primeiro dia das quatro estação do ano,  existentes no Maciço dos Tambores, aldeia de Chãs, freguesia de V. n de Foz Côa. 

ANTES QUE SEJA TARDE 

Este livro  reúne  textos diversos – memórias, crónicas, reflexões políticas  e sociais, textos de opinião e crítica. Não é uma narrativa contínua, mas uma miscelânea de peças autónomas, todas unidas pelo mesmo fio condutor: memória, observação crítica e um humor mordaz que recusa abdicar do pensamento próprio.

Muitas histórias ficaram de fora – por prudência , por lealdade ou simplesmente por não caberem  nas páginas – e outras foram condensadas ou adaptadas. Aqui encontrará apenas fragmentos de que gostaria de contar, mas creio que o essencial  da viagem está preservado. A leitura, é acima de tudo, um convite acompanhar-me neste percurso pelos tempos, pelos lugares e pelas pessoas que marcaram a minha vida. Diz Manuel Araújo

Aqui encontrará:
A infância marcada por um professor violento e uma professora luminosa.
A guerra na Guiné, onde a fome era tão real quanto o perigo.
Vinte anos na Suíça, entre hospitalidade e solidão de emigrante.
Jornalismo honesto que custou sustos, pneus cortados e ameaças de morte.
Histórias de bruxas, OVNIs, exorcismos falsos — e a dúvida que fica.
Manuel Araújo não escreve para agradar. Escreve porque ainda há verdades por dizer. E porque o silêncio protege os poderosos, enquanto a palavra liberta os que ousam usá-la


Quem vestiu farda por obrigação, em África, sabe distingui-la do camuflado eleitoral, do saudosista ditador que quer ser Presidente da República e do mercenarismo moderno.

O resto é teatro — e mau. Estejamos atentos.

Manuel Araújo nasceu em Caldelas, a 16 de Abril de 1952. Trabalhou na indústria Hoteleira, foi militar ns  Guerra Colonial, emigrou para a Suíça onde viveu 2º anos , fundou um jornal, denunciou  poluição de fontes e rios, enfrentou ameaças por fizer o que via.

Radioamador, fotógrafo, jornalista – sempre incómodo, sempre frontal. Casado com Joana desde 1980, pai e avô, vivi hoje entre Coimbra e as memórias de uma vida que não cabe numa única categoria

PREFÁCIO De  Aragonez Marques - Também autor de várias obras 

Uma das minhas filhas, quando era pequena, tinha uma amiga invisível que se se chamava Glória. Algumas vezes. Eu e a minha mãe ficávamos apreensivos, quando colocava mais uma cadeira na mesa  e dizia que trouxéssemos mais um prato, pois a Glória, tinha vindo almoçar com ela.

Nunca eu pensei, tantos anos depois que, viria a ter, com os anos que tenho, um amigo invisível chamado Manuel Araújo.

Chamo-lhe invisível porque nunca o vi, não nos conhecemos pessoalmente mas, temos como base uma amizade que ano após ano se tem reforçado.  

Raro é o dia  em que não falamos por telefone, que não  partilhamos as nossas vidas, que não trocamos os nossos segredos, angústias e alegrias

Liga-nos  a Revista Lusitano de Zurique a que estamos ligados mensalmente e pretexto  para falarmos todos os dias.

Quando me pediu que fizesse o prefácio deste livro decidi-me logo a fazê-lo, pois também tinha ele feito  o prefácio do meu último livro

O que tem nas mãos é um conjunto de textos que refletem o seu rico passado de vivências, com histórias mirabolantes  mas curtas, que  nos remetem para um passado que no fundo é comum a toda uma geração mas, nos mostram o homem  que fala disso na primeira pessoa.

Disse-me ser um “saco de gatos” a que acrescento “solta numa exposição canina”.

Entre neste livro e recorde muitas situações do nosso passado que a memória vai apagando.

Obrigado ao autor pela oportunidade de ser o primeiro a fazê-lo

Um dia faço com a minha família e entro na sua casa como ela fazia entrar Glória na minha, pedindo o prato à mãe que a  cadeira já lá estava.

Reserve-me uma cadeira, o prato, levo-o eu.

RAÍZES – A Geografia da Alma

SOBRE MIM

Nasci em 1952, sete anos depois da guerra. Portugal do Estado Novo. A maioria trabalhava a terra. poucos sabiam ler. Um país atrasado, sim, mas chio de vida.

Desde cedo quis traçar o meu próprio caminho. Comecei a trabalhar na hotelaria aos 17 anos, perto de casa, contrariando os sonhos dos meus pais que gostariam de ver com um diploma. A minha vida profissional tornou-se um mosaico : da hotelaria à farmácia, do jornalismo à fotografia, do radio-amadorismo  à web, sempre com uma vontade insaciável de aprender.

Em 1980 casei-me com Joana e,  no mesmo ano, emigrei para a Suíça. Por lá vivi vinte anos, tendo trabalhado em diferentes funções e aprendendo línguas, técnicas e ofícios  que moldaram a minha experiência . A paixão pela fotografia e pela rádio acompanhou-me em cada etapa, criando memórias que guardo com carinho.

Regressei a Portugal em 2000, para gerir a redação da Gazeta Lusófona  em Caldelas e continuar a escrever, reportar e fotografar para a comunidade  portuguesa. Hoje, como avô, olho para trás e vejo uma vida construída com retalhos do Minho e do mundo. E Caldelas está sempre no coração.

Este sou eu: Manuel Araújo Silvestre da Mota Araújo- um homem de experiências múltiplas, aprendiz constante  e observador do mundo, pronto a partilhar histórias e lições de uma vida plena

      DESAFIOS - De Jorge Trabulo Marques


NO Golfo da Guiné, onde Jorge sobreviveu por 38 dias numa piroga improvisada, é palco de algumas das suas histórias mais impressionantes. Ele enfrentou tubarões, tempestades e a fome numa batalha contra os elementos que moldou não apenas a sua vida, mas também a sua visão do mundo. "Não há palavras para descrever o que é a fome no mar”, escrevia ele no seu blogue, canoasdomar.

SOBREVIVÊNCIA


Apesar das tribulações em terra, foi no mar que Jorge enfrentou as mais duras provas de resistência. Em travessias solitárias, a bordo de uma canoa esculpida em tronco de árvore, desafiou as forças da natureza. Numa das viagens mais extenuantes, enfrentou fome e sede que testaram os limites do corpo e da mente. Os dias no oceano eram longos, as noites intermináveis. Quando a chuva não caía, Jorge era obrigado a improvisar: "Cheguei a beber água do mar. Eu sabia que era perigoso, mas era isso ou esperar pela chuva que podia não vir. Naquele momento, cada gota contava como vida”. Quando chovia, recolhia água em bidões improvisados. Lutava para manter a canoa estável no meio às ondas traiçoeiras.




A fome era um tormento constante. Quando os mantimentos acabaram, recorria a estratégias de sobrevivência quase sobre-humanas: mascava pedaços de madeira para enganar O estômago vazio e capturava peixes voadores à mão, agarrando-os no ar quando saltavam-sobre a embarcação. "O mar é belo, mas também cruel”, dizia Jorge. "Ele não perdoa fraquezas.”

Os tubarões eram presença constante. Enormes e ameaçadores, rodeavam a canoa e, por vezes, tentavam virá-la. Com uma mistura de coragem e instinto de sobrevivência, enfrentava-os com uma catana: "Eu tinha que os afastar de noite. Era terrível. Ou eu os combatia, ou não estaria aqui hoje.”

A ameaça dos tubarões parecia interminável, mas o pior foi uma tempestade inesperada. O vento castigava, e as ondas altas invadiam a canoa. Em meio ao desespero, usou um bidão vazio como âncora flutuante para estabilizar a embarcação. "O mar não me queria ali, mas eu tinha que continuar. Agarrei-me aos mastros e lutei. Nesses momentos, descobri forças que nem sabia que tinha.” https://canoasdomar.blogspot.com/.../perdido-no-golfo-27...

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