Finalmente, as
Ilhas de São Tomé e Príncipe, começam a
ser descobertas - Depois do Canal
Odisseias, a que aqui me refiro, também a CNN, já veio dizer que, “São Tomé e Príncipe é um dos dez “destinos de sonho” para 2014 – “o local ideal
para aperfeiçoar a arte da calma. - Para a CNN, São Tomé e Príncipe é
um dos dez «destinos… PÚBLICO
Canal Odisseia - Em busca do
extraordinário - Acertou em cheio!
O
filme foi transmitido, em Portugal, já por várias vezes no Canal Odisseia - Vi-o recentemente e foi para mim uma belíssima surpresa. - Pelo que tenho muito prazer de aqui salientar a realização desse extraordinário documentário, felicitando o fotógrafo Rui Camilo, ao mesmo tempo que aproveito para fazer dele o roteiro de algumas das minhas recordações. Com fotos ao Cão Grande, na Roça Rio do Ouro e Roça Uba-Budo, onde trabalhei como empregado de mato, bem assim uma imagem parcial da canoa, com que efetuei os três dias da travessia clandestina de São Tomé à ilha do Príncipe (que me havia de custar uns socos no estômago pela PIDE) foto que ainda não havia divulgado. Além da lindissima fotografia de Renato Sena Santos, com que abro este post, as demais foram extraídas do próprio filme, da Internet e do livro "As Roças de São Tomé e Príncipe", de autoria de Duarte Pape, Rodrigo Rebelo de Andrade e Francisco Nogueira, sobre o qual conto aqui debruçar-me.
ESTAS ILHAS HÁ MUITO MERECIAM A DIVULGAÇÃO INTERNACIONAL AO NÍVEL DO CANAL ODISSEIA
Documentário, de quase uma hora, inserido na série, Ilhas Paradisíacas de África, falado em alemão, com legendas em português.. Pois, já lá vai o tempo, em que o Canal História, Civilizações e Odisseias, contratavam as vozes, mais prestigiadas da rádio e televisão, de modo a proporcionarem aos clientes da TV Cabo, a língua dos respetivos países. Assim, legendado, sempre sai mais barato ao produtor. Não penso que a legendagem o valorize mais – Bem, pelo contrário.
ESTAS ILHAS HÁ MUITO MERECIAM A DIVULGAÇÃO INTERNACIONAL AO NÍVEL DO CANAL ODISSEIA
Documentário, de quase uma hora, inserido na série, Ilhas Paradisíacas de África, falado em alemão, com legendas em português.. Pois, já lá vai o tempo, em que o Canal História, Civilizações e Odisseias, contratavam as vozes, mais prestigiadas da rádio e televisão, de modo a proporcionarem aos clientes da TV Cabo, a língua dos respetivos países. Assim, legendado, sempre sai mais barato ao produtor. Não penso que a legendagem o valorize mais – Bem, pelo contrário.
Rui Camilo, apontando a
objetiva da sua máquina fotográfica para o Cão Grande - o pico que eu e a minha
equipa escalámos - Mas o que está abaixo do manto verdejante é bem mais fundo do que parece.

escalada ao pico vertical
Já foi há mais de um mês -
Pouco depois das 17 horas - telefona-me um amigo: “Jorge! Liga o Canal
Odisseia, que está a ser transmitido um programa fantástico! sobre as Ilhas de
São Tomé e Príncipe! Naturalmente, que, ao ser alertado para a exibição do
referido documentário, imediatamente plantei-me frente ao meu
televisor. Não perco muito tempo com a televisão – Não tenho o hábito de pensar
pelo ecrã. Dificilmente vejo um telejornal por inteiro. Gosto de estar
informado mas também não me interessa todo o lixo que é transmitido, a pretexto
de informação ou diversão.
Mas, desta vez, não arredei pé.
E, como não apanhei o programa, desde principio, procurei depois revê-lo
gravado através da box do meu servidor. E, confesso, que foi com alguma emoção
(direi mesmo, por vezes, até com algumas lágrimas nos olhos) que pude rever e
contemplar, paisagens e lugares, que durante mais de 12 anos, me foram
profundamente familiares.
Claro, num misto de emoções,
muito variadas e até contraditórias. Vi a paisagem das ilhas, linda como
sempre! Vi aqueles rostos das crianças, aquelas expressões tão meigas e tão
espontâneas e naturais, e também até dos adultos, com a mesma serenidade,
inocência e doçura, como quando os vi, há mais de três décadas. No aspeto
humano, parece que nada mudou.
RUI CAMILO – O FOTÓGRAFO QUE
FEZ DE GUIA E DE INTÉRPRETE
É na ilha do Príncipe - Estes "pães de açúcar" são verdadeiros monumentos!
No fundo, era o que, o fotógrafo Rui Camilo, estava igualmente a procurar, em Angolares, na Roça de São João, antiga propriedade agrícola colonial, sabiamente transformada em pousada de turismo rural e gastronómico.
FOTÓGRAFO QUE SE PREZE, ADORA
FOTOGRAFAR ROSTOS DE CRIANÇAS, JOVENS E IDOSOS – RUI CAMILO NÃO DESCUROU ESSA
FANTÁSTICA OPORTUNIDADE
AS ILHAS DE SÃO TOMÉ E PRÍNCIPE –
TALVEZ DOS POUCOS PARAÍSOS TERRESTRES NÃO CONSPURCADOS PELA GLOBALIZAÇÃO
MASSIFICADORA E DESTRUIDORA - CONTINUAM A NÃO FAZER PARTE DOS GRANDES
ROTEIROS TURÍSTICOS – Por um lado, é positivo.
Segundo a experiência que me ficou
do carácter, pacifico e carinhoso do povo de São Tomé e Príncipe, eu
creio que as ilhas de São Tomé e Príncipe, ainda conservam muita da sua
ancestral beleza - Constituindo como que os últimos pequenos Édens
Terrestres. Com as suas lindas praias, coroadas por esbeltos e
verdejantes coqueiros, banhadas por águas azuis e transparentes, que brilham e rutilam,
pejadas de puros diamantes, sob o astro luminoso do sol equatorial!
NÃO É POR ACASO QUE O MAR CHAMA PELOS ILHÉUS E ENCANTA QUEM OS VISITA:
QUEM SOMOS?
O mar chama por nós,
somos ilhéus!
Trazemos nas mãos sal e
espuma
cantamos nas canoas
dançamos na bruma
somos
pescadores-marinheiros
de marés vivas onde se
escondeu
a nossa alma ignota
o nosso povo ilhéu
a nossa ilha balouça ao
sabor das vagas
e traz a espraiar-se no
areal da História
a voz do gandu
na nossa memória...
Somos a mestiçagem de um
deus que quis mostrar
ao universo a nossa cor
tisnada
resistimos à voragem do
tempo
aos apelos do nada
continuaremos a plantar
café cacau
e a comer por gosto
fruta-pão
filhos do sol e do mato
arrancados à dor da
escravidão
Olinda Beja
LONGE DO STRESS E
DO BULÍCIO DAS GRANDES CIDADES
STP Airways e a TAP, são as únicas companhias aéreas, que operam uma vez por semana, com voo de Lisboa, pouco depois da meia-noite, para ali chegarem com o sol a despontar do horizonte do oceano. Perante, tão sedutora panorâmica e tão suave e perfumada atmosfera, dificilmente alguém ali desembarca para se enfiar imediatamente num quarto do hotel.
RUI CAMILO – AO ENCONTRO DE UM SONHO
DA INFÂNCIA – DEPOIS DO FILME QUER PUBLICAR AS SUAS FOTOS NUM LIVRO
Rui Manuel De Assis Camilo, nasceu em Lisboa, cidade onde seu avô foi clarinete no Teatro São Carlos. Depois de estudar designer de comunicação, seguiu a sua verdadeira vocação e começou a trabalhar como fotógrafo.na cidade de Wiesbaden – Além do gosto da fotografia, adora passar o tempo com a sua família, ler e viajar – E, naturalmente, a boa comida, - Mais pormenores em Fünf Bücher von Rui Camilo.....Rui Camilo Photography
DOCUMENTÁRIO CLASSIFICADO COMO
AUTÊNTICO CENÁRIO DE UM FILME DE HOLLYWOOD – Mas a grande dúvida de Rui Camilo,
é o que possa suceder com a exploração do petróleo.
O fotógrafo português revelou também o seu
fascínio pelas pessoas que fotografou, nomeadamente pelo curso de fotografia
que ministrou a um grupo de crianças, confessando ser seu desejo de voltar
ao São Tomé e dar a sua colaboração no projeto cultural de João Carlos, famoso
cozinheiro TV, que, em Portugal , podia ganhar um bom dinheiro mas
que preferiu viver em são Tomé e usar seus conhecimentos para o bem comum
O PETRÓLEO É RIQUEZA MAS
NÃO É PARA TODOS
Compreendem-se as preocupações de Rui Camilo –
Pois receia, que, a verificar-se a exploração do petróleo (em águas profundas)
, não só o dinheiro proveniente possa não vir a ter o encaminhamento mais
adequado, como a ter outras consequências. Nomeadamente, o completo
colapso do ecossistema. Pois lembra que “há um grande número de
espécies endêmicas (que só pode ser encontrada nessas ilhas) animais e plantas,
e a população é altamente dependente do oceano. – Leia os pormenores da
entrevista em Interview: Rui
Camilo – Over the Islands of Africa, São
Tomé e Príncipe
AS ROÇAS DE SÃO TOMÉ E PRÍNCIPE O QUE FORAM!... E O
QUE HOJE SÃO!... – OBJECTO DE UM LIVRO, HÁ POUCO TEMPO, INEVITÁVEIS NO FILME:
NÃO SE MOSTROU MUITO PORQUE TAMBÉM NÃO HÁ MUITO PARA MOSTRAR – SENÃO ABANDONO
DEZ ANOS PARA SALVAR AS ROÇAS – É DITO NO LIVRO,
EDITADO PELA “TINTA DA CHINA” - MAS JÁ LÁ VÃO 39 E APENAS SE
DEIXARAM DEGRADAR
O preço não é muito acessível, mas não podia
deixar de fazer um esforço para o comprar, pois, São Tomé, diz-me muito: e a
obra apresenta, de facto, excelentes registos fotográficos,
acompanhados por um estudo muito bem elaborado e fundamentado –
Pelo que depreendi, embora a intenção dos autores, não tenha sido a de mostrar
simplesmente as ruínas, mas de lhe dar um enquadramento espacial e
arquitetónico, mais amplo e até com intuitos de consulta turística, mesmo
assim, que mágoa, os tais vestígios arqueológicos, a que se alude!
É verdade que as administrações das grandes propriedades agrícolas nunca valorizaram a mão-de-obra dos forros, dos filhos da terra. É verdade que nunca foram além de capatazes, excetuando alguns mulatos, filhos dos brancos administradores ou feitores gerais. Mas ao menos que, tais antigas propriedades, fossem minimamente limpas e preservadas. E não é isso que acontece, para prejuízo do povo destas maravilhosas ilhas
Daí que, ao folhear a
obra dos dois arquitetos, confesso que sou mais invadido por um sentimento
de tristeza de que pelo encantamento. Já não me refiro às roças onde não
estive, mas onde trabalhei, - que deceção! Ver as instalações, naquele
estado ruinoso! Onde nem sequer o capim é cortado, e vivem pessoas, é
desleixo em demasia! Sim, pergunto: onde estão aqueles belos edifícios do
Uba Budo, Ribeira Peixe ou do antiga Roça Rio do Ouro, a que foi dado o
nome do herói angolano, Agostinho Neto, com aquele hospital, no topo da
avenida, que quase rivalizava com o hospital da cidade! Em que estado
estão agora, todas aquelas instalações, desde as antigas senzalas,
chalés dos empregados, armazéns de secagem e oficinas?....
Escombros, simplesmente escombros. – E, pelos vistos, o cenário
repete-se na Boa Entrada, Água Izé, e tantas outras roças que conheci -
Face a essas imagens, que poderei eu confessar senão um profundo sentimento
de desencanto e de angústia.
O JORNAL PÚBLICO, AO
REFERIR-SE AO LIVRO, FALA DE UM CENÁRIO APOCALÍPTICO – QUE LEVARÁ 10 ANOS PARA
SE SALVAR
A imagem seguinte, do lado esquerdo, extraída do livro "As
Roças de São Tomé e Príncipe", era um dos mais belos edifícios coloniais
- sede da Roça Uba-Budo - Veja-se o aspeto: e dizem que vivem lá
algumas famílias. Na imagem, mais à frente, estou eu (1964) de costas para a
face esquerda do mesmo edifício, tal como se pode ver pelas colunas - O que era
e como está!... A árvore (do perfume) é que agora está gigante e na altura era pequena. Na outra ao lado, estou na sede da Roça Rio do Ouro, actual Agostinho Neto.


"Temos 10 anos para salvar as roças de São Tomé e Príncipe - Dois arquitectos portugueses inventariaram e estudaram 122 das cerca de 150 explorações de café e cacau de São Tomé e Príncipe. O que resta do antigo império colonial português pode ser um dos eixos estruturantes do futuro deste pequeno país.


Uma
imensa alameda calcetada compõe o eixo a partir do qual este mundo se organizou
então e se organiza ainda hoje: na ponta mais baixa da avenida, a antiga casa
senhorial, na ponta mais alta, a dominar uma colina, o susto de imponência do
antigo hospital, com a enfermaria dos homens de um lado e a das mulheres do
outro, ambas, hoje, ocupadas por famílias, tudo corredores vazios e portas
fechadas, algumas trancadas a cadeado. A maternidade fica por detrás, depois de
um pátio onde a erva nos cresce pela cintura, uma carapaça morta e esvaziada,
só tecto e paredes exteriores. A antiga capela também ainda lá está, a dominar
do alto as sanzalas, o complexo habitacional originalmente destinado aos
trabalhadores comuns” Mais pormenores em Temos 10 anos para salvar as roças de São Tomé e
Príncipe
Que belo momento o da largada de pequenas tartarugas, lançadas de um balde ao areal pelas mãos de um santomense, que se esforça pela sua proteção!...
No tempo colonial, não havia qualquer tipo de restrições à sua captura, desde a pesca submarina à das canoas. - Dos ovos, nas praias, então nem se fala!... - Existiam os populares artesãos tartarugueiros, cujos ensinamentos passavam de pais para filhos e netos. - Entre os quais, o Sr. Veoide Pires dos Santos, residente num modesto casebre de madeira, na Chácara, do lado direito dos escritórios da Fábrica Flebê, quem deixa a cidade e vai para a Trindade . Era um exímio artista. Sempre afável e atencioso. No dia de "São Vapor" ou de "São Avião", lá estava ele com o seu estendal a vender anéis, pulseiras, leques e outras quantas habilidades artesanais.
No tempo colonial, não havia qualquer tipo de restrições à sua captura, desde a pesca submarina à das canoas. - Dos ovos, nas praias, então nem se fala!... - Existiam os populares artesãos tartarugueiros, cujos ensinamentos passavam de pais para filhos e netos. - Entre os quais, o Sr. Veoide Pires dos Santos, residente num modesto casebre de madeira, na Chácara, do lado direito dos escritórios da Fábrica Flebê, quem deixa a cidade e vai para a Trindade . Era um exímio artista. Sempre afável e atencioso. No dia de "São Vapor" ou de "São Avião", lá estava ele com o seu estendal a vender anéis, pulseiras, leques e outras quantas habilidades artesanais.
DE QUE VALEM AS LEIS...
"Massive female Leatherback; unknown photographer, East coast of Sao Tome, 1998, courtesy of Liv Larsson Gulf of Guinea Expeditions | California Academy of Sciences

No mês de Outubro último 44 tartarugas foram abatidas nas praias da ilha de São Tomé. A ONG MARAPA, está a contabilizar a morte das tartarugas dia a dia, na ilha de São Tomé, onde as autoridades governativas não conseguem evitar a previsível tragédia. Desde Agosto último quando a ONG decidiu publicar mensalmente dados sobre a matança abusiva das tartarugas, já foram contabilizados 74 abates. No cartaz mensal em que suplica por socorro às tartarugas marinhas, a MARAPA diz que as tartarugas estão ameaçadas na ilha de Sã Tomé. Suplica por ajuda, para evitar uma tragédia a curto prazo.Téla Nón >> Matança de tartarugas não pára de aumentar
“A
ONG Marapa vocacionada para a preservação das tartarugas marinhas, registou em
4 meses de 2013(Setembro à Dezembro)a morte de 201 tartarugas nas praias da
ilha de São Tomé. Sendo considerado pela CNN como melhor destino de férias para
o ano 2014, a Marapa faz recordar que as tartarugas são uma das principais
atracções turísticas do país. Um artigo da Direcção da Marapa que deve ser lido
com atenção Téla
Nón >> Tartarugas marinhas versus TURISMO
.
ONG Marapa na luta pela conservação
das Tartarugas Ma…..As tartarugas marinhas de São Tomé e
Príncipe on Vimeo….ONG denuncia captura
indiscriminada de tartarugas em S