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terça-feira, 1 de setembro de 2026

Equinócio do Outono é dia 23 -09-2026 . Recordando a presença do Poeta e Bispo emérito de São Tomé e Príncipe, Dom Manuel dos Santos, em Chãs, de Foz Côa, no Equinócio de 23-09-2015 – O seu mais recente livro poético “Poemas escritos com o olhar”, foi apresentado, na Diocese do Algarve, na qual está a colaborar em atividade pastoral

 

Jorge Trabulo Marques - Jornalista e dinamizador Cultural

A estação do Outono é o inicio da despedida do Verão, com os dias em geral ainda amenos, mas trazendo consigo mais frio e chuva, e o cair das folhas amarelas. Em Portugal, o outono termina começa dia 23 de Setembro e termina a 22 de dezembro, às 4h19, dando início ao inverno. dando lugar ao Solstício de Inverno

Equinócio do Outono é dia 23-09-2026 Recordando a presença exemplar, em 23-09-2015, do Poeta e Bispo Emérito de São Tomé e Príncipe, Dom Manuel dos Santos, atualmente a colaborar na diocese do Algarve, onde apresentou a sua mais recente obra intitulada “Poemas escritos com o olhar”

Magnifico exemplo pastoral na sua visita à Pedra da Cabeleira de Nª Srª, onde nos deu o prazer de nos ler e cantar alguns dos seus belos poemas do seu livro -"Aqui onde estou os meus sonhos são verdes", obra apresentada depois no dia 4 de Outubro no Auditório



       NOVO LIVRO -  Intitulada “Poemas escritos com o olhar” -  coletânea de poemas 


 “Poemas escritos com o olhar”, foi apresentado em Tavira,. na igreja de Nossa Senhora do Carmo


A obra poética, que conta com 143 páginas, diz o autor que os  poemas  nasceram do seu modo de “olhar o mundo, de ir ao encontro da vida, do outro, do mundo 

Foi escrito sem pretensões, já que são poemas que vão surgindo, que eu vou escrevendo e vou guardando e depois, de vez em quando, tiro alguns para fora e nasce um livro. 

Dei-lhe o título «Poemas escritos com o olhar» porque acho que, para a poesia, o olhar é o sentido através do qual nos apercebemos da realidade”, explicou D. Manuel dos Santos. 

O autor lembrou que também já escreveu “Ao Sabor da Vida” (2012), “Momentos de Verde e de Mar” (2012), “Poemas de Vida e de Fé” (2013), “Aqui Onde Estou os Sonhos são Verdes” (2015) e “De que cor são as Palavras?” (2017) e “O que é ser católico?” (2023) e explicou ter sido “uma poetisa famosa de São Tomé”, que teve  acesso a alguns dos seus poemas, que “insistiu muito” para que começasse a publicá-los- Pormenores em https://folhadodomingo.pt/foi-apresentado-em-tavira-o-novo-livro-de-d-manuel-dos-santos/

 

A celebração dos Equinócios e dos Solstícios, nos chamados Templos do Sol, no afloramento granítico dos Tambores, arredores da aldeia se Chãs, de Foz Côa, já se impuseram, naturalmente, no calendário das festividades dos ciclos das estações do ano, como uma  redescoberta dos saberes ancestrais esquecidos, num retorno à terra, às mais genuínas tradições do homem com a Natureza, da qual tanto se vai  divorciando,  em favor de uma sociedade apologista do culto individual,  egoísta e mercantilista, movida unicamente por  fúteis exibicionismos  e aparências-

Não se advogam cultos, cada um participa de acordo com os seus credos e sentimentos: para abrilhantar o evento, já ali contámos com a participação de  escolas  de dança e ballet, ( danças e cânticos saudaram primavera chuvosa, por grupos de gaiteiros e de concertinas, duetos de violinistas (tal como agora sucedeu)  - Já realizámos, noutro alinhamento sagrado, um  festival solsticial com a presença de pagãos ibéricos. Já ali saudámos o equinócio da primavera com os hare krishnas -  Agora,  foi a vez de uma celebração muito mais cristã ou católica de que pagã. 

Veja-se, por exemplo, os atuais festejos dos tabuleiros de Tomar,  que, segundo estudiosos, remontam às arcaicas 'festas do imperador', e foram instituídos pelo Rei D. Dinis e pela Rainha Santa Isabel, no quadro do culto do Espírito Santo, que as gentes nabantinas querem perdurar.

Vista do vale - junto ao castro do Curral da Pedra
Com efeito, a identidade cultural de um  povo está intimamente ligada à sua memória ...  Recuperar a sua memória  é dar sentido e significado à sua existência anterior. – A   preservação  das suas raízes ancestrais, da sabedoria popular, dos seus rituais e valores históricos,  impõe-se como uma necessidade vital – Pois  a perda da noção desse património, entendido como memória, quer seja de natureza religiosa, sociológica ou pagã, é também o caminho à descaracterização e  a despersonalização de um povo –  O culto do sagrado é indissociável dos valores temporais. A mente é inseparável do corpo. E, se este para sobrevier, precisa de ser alimentado, o espirito, que é como a sua chama,   não vive à margem do corpo

Os velhos tempos da intolerância religiosa e política, do catolicismo sobre o paganismo e  outras religiões, e destas para com os católicos, salvo certos fundamentalismos,  ainda existentes,  dir-se-ia, que, em boa parte,   já pertencem ao passado. É verdade que persistem, e ainda são preocupantes, nomeadamente no islamismo, mais por fatores externos do que por depuração de crenças, sim, muito por força da  instabilidade  gerada pelo  liberalismo selvagem, que, a pretexto de Primavera árabes, da extorsão das riquezas naturais,  desencadeia gigantescas tragédias, tanto nos países que bombardeia, como nas consequência das populações em fuga, promovendo o ódio, as  revolta e os extremismos.  

Os festejos, que, desde há vários anos, ali são realizados, desde o adro da aldeia ou do chamado fundo do povo, com cortejo alegórico no solstício do Verão, até à Pedra do Sol,  ou  de simples  ação evocativa, nos Equinócios, junto ao altar do Santuário Rupestre da Pedra da Cabeleira de Nº Srª, não  visam a apologia de um qualquer culto de especifico, seja pagão ou religioso, seja que culto for: -  Pretende-se, isso sim, que promovam o reencontro e o convívio humano, que se afirmem como genuínas manifestações populares,  de uma alegre e festiva comunhão   com aquele fantástico cenário natural - E, se possível, de louvor e de fé, imbuído nos mais nobres valores espirituais e lúdicos: sejam no evocar tradições antiquíssimas caídas no esquecimento, seja nos valores de que, cada crença, julga ser seguidora e defensora
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Vista do vale - junto ao castro do Curral da Pedra
HOUVE QUEM PENSASSE QUE, VISITANDO, PEDRAS DESTE GÉNERO, PODIA  INCORRER NALGUM SACRILÉGIO -Pelos vistos, há quem, apenas queira fazer da leitura da bíblia, talvez o seu único livro de cabeceira mas de olhos fechados para  o mundo ou realidade que o rodeia – E, porventura, não se interesse em conhecer ou aprofundar  as tradições e o património do povo, junto do qual foi incumbido, superiormente, ser seu devotado guia e pastor – Tanto no aspeto religioso, como cultural e cívico. Visto desconhecer a existência daquele monumento pré-histórico ou dos mais elementares deveres de cortesia.




D. Manuel António Mendes dos Santos nasceu em São Joaninho, Viseu, no dia 20 de maio de 1960, entrou no Seminário Menor da Diocese de Lamego em 1978, passando mais tarde para o Seminário da Congregação dos Missionários Claretianos em Carvalhos (Vila Nova de Gaia), sendo ordenado presbítero a 13 de julho de 1985. Durante nove anos, foi formador no Seminário dos Carvalhos, diocese do Porto.

Entre 1994 e 1995 partiu para uma experiência missionária em São Tomé, que o levou a especializar-se em Teologia Pastoral na Universitá Pontifícia Salesiana, em Roma. Regressou a Portugal, onde foi pároco de São Sebastião e responsável pela vigararia do Coração de Maria, na Diocese de Setúbal.

Em abril de 2001, foi escolhido como superior provincial da sua congregação, serviço que desempenhou até 1 de dezembro de 2006, quando o Papa Bento XVI o nomeou bispo de São Tomé e Príncipe, serviço que desempenhou até ao pedido da sua renúncia, concedida pelo Papa Francisco a 13 de julho de 2022.

Em 2023, o bispo do Algarve acolheu a disponibilidade de D. Manuel António Santos para servir pastoralmente as paróquias de Tavira