Jorge Trabulo Marques
CANOASDOMAR
segunda-feira, 2 de fevereiro de 2026
Vitória do Sporting 2-1 ao CD Nacional da Madeira. Jogo em noite de temporal termina em rejubilosa têmpera leonina ao minuto final.
sábado, 31 de janeiro de 2026
Livro ANTES QUE SEJA TARDE de Manuel Araújo.Tributo ao Jornalista e Escritor Uma vida plural (cita minhas aventuras) transformada em palavras: não é livro para ler de uma sentada. É para abrir, fechar, voltar. Como a vida.
Jorge Trabulo Marques - Jornalista e investigador
Livro ANTES QUE SEJA TARDE de Manuel Araújo.Tributo ao Jornalista e Escritor Uma vida plural (cita minhas aventuras) transformada em palavras: não é livro para ler de uma sentada. É para abrir, fechar, voltar. Como a vida.

-Os meus parabéns e o meu sincero agradecimento pelo envio autografado desta sua tão interessante obra, que já tive oportunidade e o prazer de ler, bem como do artigo que publicou na Revista Lusitano de Zurique, do Centro Lusitano de Zurique, a mais antiga da comunidade portuguesa na Suíça., em Janeiro de 2025 a respeito de algumas das minhas experiências e andanças da vida, designadamente da minha carreira jornalística e das minhas aventuras em pirogas no Golfo da Guiné, através de um contacto telefónico, que tivemos o prazer de estabelecer
JORGE TRABULO MARQUES- O Fuzilado - Titulo de um capitulos do livro
O caso de Jorge é idêntico a outros. Nunca lhe apertei a mão, nem tomámos café juntos. Mas parece que que esteve sempre por perto, ali ao lado. O Jorge carrega história sobre resistência, verdade e força de espírito humano que merece ser reconhecida. Um homem que sobreviveu ao próprio fuzilamento , enfrentou tubarões 38 dias no mar e descobriu evidências que questionam a história oficial de São Tomé.
Jorge Trabulo Marques, nascido em Foz Côa, encontrou um punhal árabe e uma espada e uma espada antiga em São Tomé. Provas de civilizações anteriores à chegada Portuguesa. Dois anos depois naufragou , foi condenado à morte por espionagem. Salvo por telefonema presidencial a caminho do fuzilamento. Á deriva no Golfo da Guiné por 38 dia, lutou contra tubarões com uma catana, bebeu água do mar e comeu peixe voadores capturados com as mãos
- Se não tivesse combatido, não estaria aqui hoje – afirma sobre os predadores que cercavam a sua frágil piroga.
Hoje, das águas-furtadas em Lisboa, prepara um livro sobre as suas experiências no blogue”canoasdomar”. Mais que sobrevivente, é guardião de verdades que a história oficial prefere esquecer.
MINHA SINGELA HOMENAGEM NUM DOS TEMPOS DO SOL - Na celebração do Solstício do Inverno, no passado dia 21 de Dezembro 2025
Esta a razão pela qual não quis deixar de lhe prestar a minha singela homenage, num dos momentos da celebraação do Solsticio do Inverno, no passado dia 21 de Dezembro, num dos calendários pré-históricos, alinhados com o primeiro dia das quatro estação do ano, existentes no Maciço dos Tambores, aldeia de Chãs, freguesia de V. n de Foz Côa.
ANTES QUE SEJA TARDE
Este livro reúne textos diversos – memórias, crónicas, reflexões políticas e sociais, textos de opinião e crítica. Não é uma narrativa contínua, mas uma miscelânea de peças autónomas, todas unidas pelo mesmo fio condutor: memória, observação crítica e um humor mordaz que recusa abdicar do pensamento próprio.
Muitas histórias ficaram de fora – por prudência , por lealdade ou simplesmente por não caberem nas páginas – e outras foram condensadas ou adaptadas. Aqui encontrará apenas fragmentos de que gostaria de contar, mas creio que o essencial da viagem está preservado. A leitura, é acima de tudo, um convite acompanhar-me neste percurso pelos tempos, pelos lugares e pelas pessoas que marcaram a minha vida. Diz Manuel Araújo
Aqui encontrará:
A infância marcada por um professor violento e uma professora luminosa.
A guerra na Guiné, onde a fome era tão real quanto o perigo.
Vinte anos na Suíça, entre hospitalidade e solidão de emigrante.
Jornalismo honesto que custou sustos, pneus cortados e ameaças de morte.
Histórias de bruxas, OVNIs, exorcismos falsos — e a dúvida que fica.
Manuel Araújo não escreve para agradar. Escreve porque ainda há verdades por dizer. E porque o silêncio protege os poderosos, enquanto a palavra liberta os que ousam usá-la
Quem vestiu farda por obrigação, em África, sabe distingui-la do camuflado eleitoral, do saudosista ditador que quer ser Presidente da República e do mercenarismo moderno.
O resto é teatro — e mau. Estejamos atentos.
Manuel Araújo nasceu em Caldelas, a 16 de Abril de 1952. Trabalhou na indústria Hoteleira, foi militar ns Guerra Colonial, emigrou para a Suíça onde viveu 2º anos , fundou um jornal, denunciou poluição de fontes e rios, enfrentou ameaças por fizer o que via.
Radioamador, fotógrafo, jornalista – sempre incómodo, sempre frontal. Casado com Joana desde 1980, pai e avô, vivi hoje entre Coimbra e as memórias de uma vida que não cabe numa única categoria
PREFÁCIO De Aragonez Marques - Também autor de várias obras
Uma das minhas filhas, quando era pequena, tinha uma amiga invisível que se se chamava Glória. Algumas vezes. Eu e a minha mãe ficávamos apreensivos, quando colocava mais uma cadeira na mesa e dizia que trouxéssemos mais um prato, pois a Glória, tinha vindo almoçar com ela.
Nunca eu pensei, tantos anos depois que, viria a ter, com os anos que tenho, um amigo invisível chamado Manuel Araújo.
Chamo-lhe invisível porque nunca o vi, não nos conhecemos pessoalmente mas, temos como base uma amizade que ano após ano se tem reforçado.
Raro é o dia em que não falamos por telefone, que não partilhamos as nossas vidas, que não trocamos os nossos segredos, angústias e alegrias
Liga-nos a Revista Lusitano de Zurique a que estamos ligados mensalmente e pretexto para falarmos todos os dias.
Quando me pediu que fizesse o prefácio deste livro decidi-me logo a fazê-lo, pois também tinha ele feito o prefácio do meu último livro
O que tem nas mãos é um conjunto de textos que refletem o seu rico passado de vivências, com histórias mirabolantes mas curtas, que nos remetem para um passado que no fundo é comum a toda uma geração mas, nos mostram o homem que fala disso na primeira pessoa.
Disse-me ser um “saco de gatos” a que acrescento “solta numa exposição canina”.
Entre neste livro e recorde muitas situações do nosso passado que a memória vai apagando.
Obrigado ao autor pela oportunidade de ser o primeiro a fazê-lo
Um dia faço com a minha família e entro na sua casa como ela fazia entrar Glória na minha, pedindo o prato à mãe que a cadeira já lá estava.
Reserve-me uma cadeira, o prato, levo-o eu.
RAÍZES – A Geografia da Alma
SOBRE MIM
Nasci em 1952, sete anos depois da guerra. Portugal do Estado Novo. A maioria trabalhava a terra. poucos sabiam ler. Um país atrasado, sim, mas chio de vida.
Desde cedo quis traçar o meu próprio caminho. Comecei a trabalhar na hotelaria aos 17 anos, perto de casa, contrariando os sonhos dos meus pais que gostariam de ver com um diploma. A minha vida profissional tornou-se um mosaico : da hotelaria à farmácia, do jornalismo à fotografia, do radio-amadorismo à web, sempre com uma vontade insaciável de aprender.
Em 1980 casei-me com Joana e, no mesmo ano, emigrei para a Suíça. Por lá vivi vinte anos, tendo trabalhado em diferentes funções e aprendendo línguas, técnicas e ofícios que moldaram a minha experiência . A paixão pela fotografia e pela rádio acompanhou-me em cada etapa, criando memórias que guardo com carinho.
Regressei a Portugal em 2000, para gerir a redação da Gazeta Lusófona em Caldelas e continuar a escrever, reportar e fotografar para a comunidade portuguesa. Hoje, como avô, olho para trás e vejo uma vida construída com retalhos do Minho e do mundo. E Caldelas está sempre no coração.
Este sou eu: Manuel Araújo Silvestre da Mota Araújo- um homem de experiências múltiplas, aprendiz constante e observador do mundo, pronto a partilhar histórias e lições de uma vida plena
DESAFIOS - De Jorge Trabulo Marques

NO Golfo da Guiné, onde Jorge sobreviveu por 38 dias numa piroga improvisada, é palco de algumas das suas histórias mais impressionantes. Ele enfrentou tubarões, tempestades e a fome numa batalha contra os elementos que moldou não apenas a sua vida, mas também a sua visão do mundo. "Não há palavras para descrever o que é a fome no mar”, escrevia ele no seu blogue, canoasdomar.
SOBREVIVÊNCIA
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Apesar das tribulações em terra, foi no mar que Jorge enfrentou as mais duras provas de resistência. Em travessias solitárias, a bordo de uma canoa esculpida em tronco de árvore, desafiou as forças da natureza. Numa das viagens mais extenuantes, enfrentou fome e sede que testaram os limites do corpo e da mente. Os dias no oceano eram longos, as noites intermináveis. Quando a chuva não caía, Jorge era obrigado a improvisar: "Cheguei a beber água do mar. Eu sabia que era perigoso, mas era isso ou esperar pela chuva que podia não vir. Naquele momento, cada gota contava como vida”. Quando chovia, recolhia água em bidões improvisados. Lutava para manter a canoa estável no meio às ondas traiçoeiras.
A fome era um tormento constante. Quando os mantimentos acabaram, recorria a estratégias de sobrevivência quase sobre-humanas: mascava pedaços de madeira para enganar O estômago vazio e capturava peixes voadores à mão, agarrando-os no ar quando saltavam-sobre a embarcação. "O mar é belo, mas também cruel”, dizia Jorge. "Ele não perdoa fraquezas.”
Os tubarões eram presença constante. Enormes e ameaçadores, rodeavam a canoa e, por vezes, tentavam virá-la. Com uma mistura de coragem e instinto de sobrevivência, enfrentava-os com uma catana: "Eu tinha que os afastar de noite. Era terrível. Ou eu os combatia, ou não estaria aqui hoje.”
A ameaça dos tubarões parecia interminável, mas o pior foi uma tempestade inesperada. O vento castigava, e as ondas altas invadiam a canoa. Em meio ao desespero, usou um bidão vazio como âncora flutuante para estabilizar a embarcação. "O mar não me queria ali, mas eu tinha que continuar. Agarrei-me aos mastros e lutei. Nesses momentos, descobri forças que nem sabia que tinha.” https://canoasdomar.blogspot.com/.../perdido-no-golfo-27...
sexta-feira, 30 de janeiro de 2026
Tempestade Kristin outro rasto da sociedade de consumo, de sinais de fenómenos meteorológicos anormais a suceder. Invernos mais gélidos, verões mais secos e tórridos. Incêndios devastadores - Chuvas diluvianas. com enormes inundações e quedas de neves! Verões mais secos e tórridos. Incêndios devastadores
Jorge Trabulo Marques - Jornalista
A depressão Kristin deixou um rasto de destruição em Portugal continental. Lisboa, Leiria, Coimbra, Castelo Branco, Portalegre, Santarém, Setúbal e Guarda foram os distritos mais afetados, segundo informou o IPMA. A tempestade entrou em território nacional pela zona de Leiria e daí progrediu para o interior do país.
Alertas que tenderão agravar-se " Chuvas que
devastaram a China podem estar relacionadas às mudanças climáticas - Os
cientistas vêm alertando há anos que a crise climática amplificaria o clima
extremo, tornando-o mais mortal e as catástrofes mais frequentes Enquanto ondas de calor recordes atingiam o oeste da América do Norte e enchentes mortais varriam a Alemanha, os riscos crescentes associados às mudanças climáticas ganharam as manchetes e geraram discussões generalizadas no Ocidente. Impactos das
alterações climáticas na agricultura01/05/2020
Os eventos
climáticos extremos têm tendência a ser cada vez mais frequentes e intensos e
os fenómenos de seca, precipitação forte e fogos florestais contribuirão para
provocar graves prejuízos para a economia e para setores mais sensíveis e
vulneráveis como a Agricultura
As alterações climáticas têm vindo a
exacerbar a intensidade de eventos extremos, como as ondas de calor, seca
precipitação intensa, tempestades, ou fogos florestais que se tornarão cada vez
mais frequentes. O ano de 2019 foi considerado o segundo mais quente no planeta
desde que há registos de temperaturas, e a década passada foi a mais quente de
sempre. Na Europa, o ano de 2019 foi o mais quente desde que há registo.
No final do mês de Outubro do ano passado,
36% do Sul de Portugal continental encontrava-se em situação de seca severa e
extrema. De acordo com o Instituto Português do Mar e da Atmosfera, a
percentagem de água no solo era inferior a 20% em certas áreas do vale do Tejo,
bem como nas regiões do Alentejo e Algarve. Em 2020, e apesar do Norte e Centro
do país terem recuperado em termos de precipitação, o Sul ainda se encontrava
em seca.
Filipe Duarte Santos, especialista em
alterações climáticas e presidente do Conselho Nacional do Ambiente e do
Desenvolvimento Sustentável, refere que desde 1960 o país vem observando um
declínio no volume de precipitação anual, com os períodos de secas a serem mais
intensos. O Sul da Europa está a ser afectado pelo clima do Norte de África.
Até ao final do século estima-se que irá ocorrer uma diminuição ate´ 30% na
pluviosidade média anual na região do Alentejo.
Carlos Tito Santo https://www.abolsamia.pt/pt/noticia/impactos-das-alteracoes-climaticas-na-agricultura
Pesticidas e agrotóxicos: Ameaça nos corpos d’água
costeiros - Com o advento da agricultura em larga
escala, surgiu a necessidade de exterminar as pragas que assolam até hoje as
plantações. O desenvolvimento da química orgânica durante a Segunda Guerra e a
consolidação do padrão tecnológico da agricultura, possibilitou o início do uso
dos pesticidas como o principal meio de controle dessas pragas (SPADOTTO, 2006)
. Porém, as mesmas substâncias usadas a fim de melhorar a produção agrícola, trazem também danos colaterais irreversíveis à natureza e consequentemente a nós, seres humanos, devido a sua toxicidade e persistência no meio natural. https://olharoceanografico.com/pesticidas-e-agrotoxicos-ameaca-nos-corpos-dagua-costeiros/

PORTUGAL QUEIMADO, VENDIDO A SALDO E AGORA ENXARCADO “A limpeza junto às habitações é obrigatória - Há coimas de 200 euros – Cumpram-se as leis - O que esperam os donos das casas que nem sequer limpam o mato em redor das suas casas? – Que sejam os bombeiros a ocuparem-se dessa elementar obrigação?.... Portugal dominado pelo caciquismo parasita, tem mais semelhanças com a negligência dos países africanos ou do terceiro mundo, que com o resto da Europa DA SOCIEDADE DE CONSUMO - O QUE ESPERAR SENÃO O AGRAVAR?
Já lá vão os dias das leituras de livros e jornais nos transportes públicos: agora, lê-se menos e olha-se mais para o desfilar de imagens nos telemóveis. O que conta é o efeito visual.
Refere a FNAC que "Portugal já era um dos países na Europa que menos lia e a FNAC há já vários anos que abraça a causa da promoção da leitura, com diferentes iniciativas tais como a oferta de livros no Dia Mundial do Livro. Mas, pelos vistos, nem por isso o panorama tem melhorado.
Virgílio Castelo, autor do livro "Guerra e Paz", lançou, nesta quarta-feira, dia 28, na FNAC, em Lisboa "CONSUMO OBRIGATÓRIO", com apresentação de Afonso Pimentel e Filipa Martins
Pelo que pude depreender, trata-se de uma sátira ao desenfreado consumismo, que vem provocando, mais alterações negativas na Terra de que contribuir para o seu equilíbrio - E os transtornos saltamà vista
É referido tratar-se do "escândalo e a ternura da autobiografia de Virgílio Castelo ao som das guitarras eléctricas, com muitas peças de teatro, filmes, séries e telenovelas a ilustrá-la. A trilogia «sexo, drogas e rock ‘n’ roll», divisa panfletária dos anos 60, chegou a Portugal com dez anos de atraso, mas os jovens da geração de 70 rapidamente se deixaram embalar no pop e no rock e depressa caíram nos mesmos paraísos e nos mesmos infernos que se tinham ouvido e vivido naquele período...
No atual contexto pandémico, o setor dos livros foi um dos mais afetados com uma quebra superior a 60% nos meses de confinamento. Portugal já era um dos países na Europa que menos lia e a FNAC há já vários anos que abraça a causa da promoção da leitura, com diferentes iniciativas tais como a oferta de livros no Dia Mundial do Livro. Durante este período, houve a expectativa que os portugueses aproveitariam o tempo para ler mais, o que não aconteceu.
Costa da Caparica há 11 anos - Invadida por forte tempestade - António Ramos, conhecido como "Barbas" ou "Barbas do Benfica",, testemunhou também esse fenómeno meteorológico - O afamado adepto e dono do restaurante de peixe e marisco "O Barbas" na Costa de Caparica, foi. então, bastante afetado pelas alterosas vagas do mar . O seu espaço é conhecido por acolher jantares de equipas e exibir milhares de quadros do clube, sendo uma figura icónica ligada ao clube
A lei determina que os proprietários de terrenos florestais devem manter limpa uma área de 50 metros em redor de qualquer construção, mas, apesar da multa mínima ser de 200 euros, ainda é difícil convencer muita gente a cumprir.Estes casos típicos ocorrem um pouco por todo o país e, segundo cartas que nos chegam, muitos, largas centenas, senão milhares, possuem casas rodeada de árvores por todos os lados e debatem-se com a indiferença dos vizinhos. Multa para quem não limpar os terrenos florestais :: quarta-feira, 28 de janeiro de 2026
Aniversário do Escritor Vergílio Ferreira, nasceu há 110 anos Em memória de um grande escritor e de um bom amigo
VERGÍLIO FERREIRA - EM MEMÓRIA DO ESCRITOR: “EM NOME DA TERRA” E “PARA SEMPRE” Em nome da Terra, dos Céu e do Mar- Para Sempre Bom Amigo

179 - Ir ver o mar. Vê-lo de vez em quando e sempre com a mesma fascinação. Que é que vem dele para assim nos fascinar? A sua força imensa diante da nossa pequenez. O seu mistério visível e inquietante porque é o invisível da sua visibilidade. O irrisório da sua absurda convulsão e o aceno indistinto que vem de trás do horizonte e não sabemos o que é. O aroma a espaço, uma memória confusa de aventura, o sinal presente da sua infinitude ausente, a dilatação de nós a um poder intenso, um certo conluio com Deus – Do Livro “Pensar"Este homem reuniu em si diversas facetas, a de filósofo e a de escritor, a de ensaísta, a de romancista e a de professor. Contudo, foi na escrita que mais se destacou, sendo dos intelectuais contemporâneos mais representativos. Toda a sua obra está impregnada de uma profunda preocupação ensaística. Vergílio Ferreira
«Vergílio ferreira, autor de mais de meia centena livros (romance, contos, ensaio e diários) Nasceu em Melo, no concelho de Gouveia, em Janeiro de 1916, filho de António Augusto Ferreira e de Josefa Ferreira. A ausência dos pais, emigrados nos Estados Unidos, marcou toda a sua infância e juventude. Após uma peregrinação a Lourdes, e por sugestão dos familiares, frequenta o Seminário do Fundão durante seis anos. Daí sai para completar o Curso Liceal na cidade da Guarda. Ingressa em 1935 na Faculdade de Letras a Universidade de Coimbra, onde concluirá o Curso de Filologia Clássica em 1940. Dois anos depois, terminado o estágio no liceu D. João III, nesta mesma cidade, parte para Faro onde iniciará uma prolongada carreira como docente, que o levará a pontos tão distantes como Bragança, Évora ou Lisboa.Este homem reuniu em si diversas facetas, a de filósofo e a de escritor, a de ensaísta, a de romancista e a de professor. Contudo, foi na escrita que mais se destacou, sendo dos intelectuais contemporâneos mais representativos. Toda a sua obra está impregnada de uma profunda preocupação ensaística.
Vergílio foi também um existencialista por natureza. A sua produção literária reflecte uma séria preocupação com a vida e a cultura – Excerto de Vergílio Ferreira: Biog
Foi justamente a sua paixão pelo mar que fez com que, entre o escritor e o jornalista, se estabelecesse o elo de um amistoso e respeitável relacionamento, desde meados dos anos 80 até escassos dias da sua morte - Tal como o tenho feito em anos anteriores, também neste dia o não podia deixar de lembrar

179 - Ir ver o mar. Vê-lo de vez em quando e sempre com a mesma fascinação. Que é que vem dele para assim nos fascinar? A sua força imensa diante da nossa pequenez. O seu mistério visível e inquietante porque é o invisível da sua visibilidade. O irrisório da sua absurda convulsão e o aceno indistinto que vem de trás do horizonte e não sabemos o que é. O aroma a espaço, uma memória confusa de aventura, o sinal presente da sua infinitude ausente, a dilatação de nós a um poder intenso, um certo conluio com Deus – Do Livro “Pensar



