António José Seguro-Novo Presidente de Portugal A Vitória do Piloto de Navegação Segura de Portugal: “Precisamos de uma País preparado e não surpreendido.“O medo paralisa; é a esperança que constrói” Ganhou em todos os distritos e nas duas regiões autónomas.
António José Seguro: A Vitória do Piloto de Navegação Segura de Portugal: “Precisamos de uma País preparado e não surpreendido.“O medo paralisa; é a esperança que constrói” Ganhou em todos os distritos e nas duas regiões autónomas.
Neste video, alguns dos momentos do seu calororo e expressivo discurso, proferido nas Caldas da Raínha, a terra onde tem residido com sua esposa e filhos.
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O candidato do Partido Socialista, António José Seguro, venceu com ampla vantagem as eleições presidenciais domingo, sai 8, e será o próximo presidente de Portugal. Com mais de 96% dos votos apurado...
Que o nosso país esteja sempre à frente do leme e não naufrague e esteja mais preparado para os incêndios e tempestades - E também para que a gula de uns poucos, não devore o país: que já se apoderaram das barragens, da água e eletricidade, das principais empresas públicas, acumulando fortunas e à custa de salários baixos e até de fugas aos impostos. .
António José Seguro tornou-se o Presidente da República eleito com o maior número de votos expressos em 50 anos de democracia, ao superar os 3.459.521 de Mário Soares no sufrágio de 1991. António José Seguro tornou-se hoje no Presidente da República eleito com o maior número de votos expressos em 50 anos de democracia, ao superar os 3.459.521 de Mário Soares no sufrágio de 1991.
Na segunda volta das eleições presidenciais, o antigo secretário-geral do Partido Socialista chegou aos 3.477.717 de votos quando ainda faltavam apurar 21 freguesias e oito consulados, de acordo com os dados da Secretaria-Geral do Ministério da Administração Interna.
António José Martins Seguro, nasceu a 11 de março de 1962, em Penamacor, município português da região da Beira Baixa, distrito de Castelo Branco, conhecido pelo seu rico património histórico (castelo medieval, centro histórico) e natural (Reserva Natural da Serra da Malcata), limitando a leste com Espanha e oferecendo atrativos como a Praia Fluvial da Meimoa e os seus trilhos, sendo os seus habitantes chamados Penamacorenses.
Foi Ministro do XIV Governo, Europutado e Secretário-geral do Partido Socialista..Na sua carreira académica, foi professor universitário da Universidade Autónoma de Lisboa e no Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas. É o atual Presidente eleito da República Portuguesa, na sequência dos resultados das eleições presidenciais de 2026.
Inaugurada a Exposição. “Por este Côa Acima”, átrio da Faculdade de Letras de Lisboa com a presença inesperada de António José Seguro, sem televisões e repórteres, excetuando a minha presença, que não quis deixar de manifestar a sua satisfação por este evento, tendo lembrado, quando foi candidato pelo PS da Guarda, e que, António Guterres, lhe perguntara a sua opinião sobre as gravuras, a que respondeu: São Importantes! São para salvar
A inauguração ocorreu pelas 16 h 30, dia 5 de Fevereiro no átrio da Faculdade de Letras de Lisboa, onde vai estar presente até ao dia 26, depois de ter estado no Museu Arqueológico do Carmo, de novembro de 2024 a março de 2025
Além da presença do Presidente da Fundação Côa Parque, João Paulo Sousa, Diretor da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, Professor Doutor Hermenegildo Fernandes, da diretora do Centro de Arqueologia da Universidade de Lisboa Prof.ª Doutora Mariana Diniz. que fizeram abertura da exposição, preferindo palavras muito esclarecedoras sobre a importância deste património arqueológico, classificado Património da Humanidade contou também com o arqueólogo, Thierry Aubry, Coordenador Técnico-Científico do Parque Arqueológico do Vale do Côa, que proferiu uma interessante e pormenorizada conferência sobre o referido património arqueológico, num dos auditórios desta faculdade, da qual reprodizimos, igualmente, um breve excerto no video que compusemos .
De registar, entre outras presenças, a do arqueólogo João Zilhão responsável científico pela criação do Parque Arqueológico do Côa e sua classificação como Património Mundial, cuja colaboração foi importantíssima em busca e classificação das gravuras e dos mais diversos achados paleolíticos.
Devido às condições atmosféricas, o tempo não era o mais propício e convidativo para atrair a curiosidade exterior. Mas o seu objetivo é mais de carácter didático, académico, informativo e pela sua continuada perservação, pois, tal como sublinhou o Dr joão Paulo Sousa, "as gravuras continuam a não saber nadar", pelo que não deixará de merecer as atenções de alunos e professores desta faculdade ou até mesmo de outras pessoas quando os dias melhorarem.
E, de facto, tendo meu pai nascido no Vale do Côa, na Quinta de Santa Maria, atual Ervamoira, não podia também deixar de me associar a esta importante iniciativa e de .a registar para a posteridade., que felicito vivamente, dado empenho que sempre manifestei pela sua defesa e preservação, designadamente nas páginas do jornal ÉCOA, além de milhares fotografias, tanto às gravuras e suas investigações, como nas várias freguesia e concelhos do então plano do Pró-Côa
Patrice Trovoada - Político e
empresário? Essa promiscuidade gera
instabilidade - P.R. Carlos Vila Nova e P.M Américo Ramos, em acordo com a nova
maioria parlamentar que lhe vai contrariar o jogo no Tribunal Constitucional
O Presidente são-tomense, Carlos Vila
Nova, que marcou as eleições
presidenciais para 19 de julho, e as legislativas, regional e autárquicas para
27 de setembro, posiciona-se perante nova maioria parlamentar, assim como o PM
Américo Ramos
A
maioria parlamentar – pelos vistos. rejeita o pedido de regresso de Patrice
Trovoada, que o inesperado acórdão do Tribunal Constitucional, lhe iria
permitir ao declarar inconstitucional adecisão do PR demitir o 18.º Governo Constitucional, então liderado por
Patrice Trovoada, em janeiro do ano passado, “com a “incapacidade em aportar
soluções atendíveis e comportáveis com o grau de problemas existentes no país”
e as frequentes e prolongadas ausências de Trovoada.
Finalmente, um grupo de deputados, dos
diferentes partidos, tomam a decisão mais acertada, em unir esforços para que o pais não volte a ao desastroso comando de Patrice Trovoada
Patrice Trovoada, nem ausente
deixa de colocar as pedras no tabuleiro e gerar conflitualidade
A crise no parlamento são-tomense começou na
terça-feira, levando à suspensão da sessão pela presidente do
parlamento, após discussões acesas entre parlamentares pró e contra uma moção
de censura apresentada por uma parte de deputados da ADI, contra o Governo do
primeiro-ministro, Américo Ramos, mas que acabou por ser retirada no dia seguinte., por via de um
acordo
NA POLTICA COMO PLATAFORMA DE NEGÓCIOS PRIVADOS
Patrice Émery Trovoada,. devia ter seguido unicamente a atividade empresarial, que é para onde têm convergindo as suas principais atenções, Em 2015 , só esteve 75 dias no país - Viagens que custaram 1 milhão e 800 mil euros –Denúncia da bancada do MLSTP, maior partido da oposição
Sim, fora do pais, que o adotou, visto ter nascido, em Libreville no Gabão, 18 de março de 1962, onde seu pai se fixou antes da independência e também onde estabeleceu ligações próximas com a elite gabonesa, incluindo a família Bongo
Miguel Trovada, o segundo Presidente da República de São Tomé e Príncipe (1991-2001 depois que o Presidente Manuel Pinto da Costa e líder do MLSTP decidiu abrir-se ao pluralismo democrático – o 1ª país africano a fazê-lo - foi, então, que o pai de Patrice Trovoada, -resolve fundar em 1994 o chamado partido ADI ~Aliança Democrática Independente
Mas, bom era que a fundação de um partido não fosse com o intuito de fazer dele uma plataforma de negócios ou de monarquia familiar. E o primeiro sinal foi logo dado por Patrice Trovoada, nos polémicos negócios do petróleo
Mas “paralelamente ao trabalho na política, enveredou pelo campo empresarial. Sabe-se que tem investimentos em países como o Gabão, Guiné Equatorial ou Estados Unidos, mas o tipo de negócios a que se dedica não é do conhecimento público” -Referia o DN em 07/08/2010,
E também no Texas, cujos contatos coloca aos dispor na Internet - Contact Info (联系信息) Contact Person (联系人): PATRICE EMERY TROVOADA Address (地址): 7100 REGENCY SQUARE SUITE 102,HOUSTON,TEXAS 77036 Postcode (邮编): 77036 Telephone (电话): 001 713 7808627 Fax (传真): 001 713 7802155 Email (邮箱): PTROVOADA@AOL.COM Website (网址): United States
Não esquecer - Esta posição: São-Tomé, 05 Jun ( STP-Press ) – O novo líder do partido ADI na oposição, Agostinho Fernandes em entrevista terça-feira ao programa “Cartas na Mesa” da Televisão são-tomense, TVS, declarou que “ a política entrou na justiça e os políticos só querem que juízes ditam justiça a favor dos seus interesses”.
São Tomé vive dias de agitação política. Que o Massacre do Batepá:03-02-1953. não se repita. Fui o 1º jornalista a divulgar imagens, entrevistar sobreviventes.Ia-me custando a vida de represálias de colonos. Não se repita! Foi das páginas mais brutais da colonização portuguesa do século XX
Sim, fui o 1º jornalista a divulgar imagens e entrevistas - 20 anos depois. do horrendo crime, que me ia custando a vida por alguns colonos e militares– Puseram-me uma forca à porta de minha casa e espancaram-me, furaram-me os pneus do meu carro à navalhada.
Tive de fugir de canoa para a Nigéria, ao longo de 13 dias .O Zé Mulato, carrasco do Campo de Concentração de Fernão Dias , com raízes angolanas e portuguesas, confessou-me que foi uma máquina bruta a matar. Regressei a S. Tomé, 39 anos depois, tendo aproveitado para fazer outras entrevistas e registos, bem como nos anos seguintes, em que ali voltei
No Portugal de Salazar e de Marcelo Caetano, não só houve o Batepá, em S. Tomé: - também houve o massacre da aldeia do Colmeal - Um dos episódios mais negros da História de Portugal-
"FUI UMA MÁQUINA BRUTA A MATAR" - A uns matava-os a soco, outros a tiro, à paulada ou à machinada! Alinhava-os ao longo da vala para não me darem muito trabalho.Alguns ainda gritavam lá dentro, mas calava-os imediatamente, com umas quantas pazadas de terra. Nem era eu que as deitava, mas a outra "empreitada" que vinha logo a seguir. - ...Fui duro!... Bem sei... Tinha de ser...E não me pergunte se estou arrependido,não senhor! Não estou!!.. - Outros amarrava-os à cadeira dos choques eléctricos!... "até pulavam!...Até gritavam!...
O que se passou tem de ser interpretado à luz da ignorância e das trevas da época - em que apenas uma reduzida elite, parasita e corrupta, vivendo à sombra do regime colonial e ditatorial, tirava proveito e fazia o que bem lhe apetecia - Há que não ignorar esse passado mas olhar em frente, sem remorsos e com os olhos confiantes num futuro melhor: Portugal e S. Tomé falam a mesma língua - e ambos os povos foram vítimas do ignominioso e longo período colonial fascista. .E, afinal, muitos de nós cresceram e viveram à sombra da mesma bandeira -Porém, a história não pode ser nem apagada nem esquecida: faz parte dos dois países
Os Massacres do Batepá, começaram num remoto lugarejo, com o mesmo nome, perdido no mato e que depois se estenderam a várias aldeias, vilas e aos habitantes da cidade, lamentavelmente não é caso único, que só o 25 de Abril lograria terminar. É também o da mártir aldeia do Colmeal situada algures numa escondida encosta da Serra da Marofa, Figueira de Castelo Rodrigo, que prefiguraria , igualmente, uma das páginas mais negras da História da Lusitânia moderna sob jugo e ocupação portuguesa. -
Entrevistei sobreviventes e publiquei fotografias que me valeram - por duas vezes todos os pneus do meu carro à navalhada,- isto já depois de uma tentativa de ser abalroado na estrada, posta uma forca de corda pendurada por colonos à porta de minha casa, ainda voltei a ser alvo de muitas cenas de ódio
e afrontosas patifarias! - Uma ocasião invadiram o Palácio, e, quando me viram, eram milhares de colonos à pedrada atrás de mim:
Salvou-me o facto de ver uma porta aberta e subir pelas escadas e me esconder no telhado - Felizmente houve quem assistisse à perseguição e visse o meu esconderijo: um santomense, pela calada da noite, chamou-me e levou-me para o seu humilde casebre,algures fora da cidade, onde me tratou dos ferimentos e, durante duas semanas, me acolheu generosamente. Quando voltei à minha modesta casa - um simples quarto alugado num edifício de escritórios, o seu estado era irreconhecível:
partiram-me tudo - roupa rasgada, máquina de escrever destruída, de inteiro não ficara nada..
Falei com o "Homem Cristo", o único sobrevivente que, entre três dezenas de aprisionados,
numa cela de polícia, irrespirável, minúscula e apertada, logrou resistir e pôde escapar-se a uma saraivada de balas!
Pois, de manhã, o carcereiro ao abrir a porta munido de uma arma, vendo-o a fugir, apresou-se a carregar sobre ele toda a metralha crivando-o, quase completamente, com dezenas de disparos.
Mostrou-me, em sua casa, as calças completamente esburacadas por onde cada bala fizera a sua perfuração, desde os pés, às pernas e quase à cintura, fora os disparos que o atingiram noutras partes do corpo.
Confesso que fiquei incrédulo: nem queria acreditar no mistério assombroso que teria estado na sua salvação. Mas a verdade é que ele estava vivo e estava ali à minha frente.
Era de carne e osso como eu.Era um ser humano. Não se sentia nem inferior nem superior a nada.Nem era nenhum espírito de outro mundo, duende ou fantasma.
Interrogava-me de como teria sido possível resistir ao despejar de carregadores de balas, suportar tanta metralha e ficar vivo?!...- Oh, sim.. Pobre homem!... Foi um milagre! Estou a imaginar o sofrimento e a enorme aflição por que passou na sua atormentada mas tão espetacular fuga!
- Claro que foi um homem de sorte!... Apesar de fortemente baleado,
Vitória do Sporting 2-1 ao CD Nacional da Madeira. Jogo em noite de temporal termina em rejubilosa têmpera leonina ao minuto final.
O Sporting venceu o CD Nacional por 2-1 na 20.ª jornada da Primeira Liga,mesmo no minuto final, aos 96’ do prolongamento da partida pelo colombiano Luís Soárez, depois do paraguaio Alan Nuñez ‘anular’, aos 76, a primeira vantagem dos visitantes com um golo de Pedro Gonçalves, aos 72.em encontro da 20.ª jornada
Esta foi a terceira vitória consecutiva dos bicampeões nacionais nos descontos, que lograram aproximar-se a quatro pontos do líder FC Porto, que só joga na segunda-feira.
Na classificação, os ‘leões’, que na próxima ronda visitam o Dragão, passaram a somar 51 pontos, contra 55 do FC Porto, que defronta na segunda-feira o Casa Pia, em Rio Maior, enquanto o Nacional manteve-se com 20, no quarteto que partilha o 11.º posto
Livro ANTES QUE SEJA TARDE de Manuel Araújo.Tributo ao Jornalista e Escritor Uma vida plural (cita minhas aventuras) transformada em palavras: não é livro para ler de uma sentada. É para abrir, fechar, voltar. Como a vida.
-Os meus parabéns e o meu sincero agradecimento pelo envio autografado desta sua tão interessante obra, que já tive oportunidade e o prazer de ler, bem como do artigo que publicou na Revista Lusitano de Zurique, do Centro Lusitano de Zurique, a mais antiga da comunidade portuguesa na Suíça., em Janeiro de 2025 a respeito de algumas das minhas experiências e andanças da vida, designadamente da minha carreira jornalística e das minhas aventuras em pirogas no Golfo da Guiné, através de um contacto telefónico, que tivemos o prazer de estabelecer
JORGE TRABULO MARQUES- O Fuzilado - Titulo de um capitulos do livro
O caso de Jorge é idêntico a outros. Nunca lhe apertei a mão, nem tomámos café juntos. Mas parece que que esteve sempre por perto, ali ao lado. O Jorge carrega história sobre resistência, verdade e força de espírito humano que merece ser reconhecida. Um homem que sobreviveu ao próprio fuzilamento , enfrentou tubarões 38 dias no mar e descobriu evidências que questionam a história oficial de São Tomé.
Jorge Trabulo Marques, nascido em Foz Côa, encontrou um punhal árabe e uma espada e uma espada antiga em São Tomé. Provas de civilizações anteriores à chegada Portuguesa. Dois anos depois naufragou , foi condenado à morte por espionagem. Salvo por telefonema presidencial a caminho do fuzilamento. Á deriva no Golfo da Guiné por 38 dia, lutou contra tubarões com uma catana, bebeu água do mar e comeu peixe voadores capturados com as mãos
- Se não tivesse combatido, não estaria aqui hoje – afirma sobre os predadores que cercavam a sua frágil piroga.
Hoje, das águas-furtadas em Lisboa, prepara um livro sobre as suas experiências no blogue”canoasdomar”. Mais que sobrevivente, é guardião de verdades que a história oficial prefere esquecer.
MINHA SINGELA HOMENAGEM NUM DOS TEMPOS DO SOL - Na celebração do Solstício do Inverno, no passado dia 21 de Dezembro 2025
Esta a razão pela qual não quis deixar de lhe prestar a minha singela homenage, num dos momentos da celebraação do Solsticio do Inverno, no passado dia 21 de Dezembro, num dos calendários pré-históricos, alinhados com o primeiro dia das quatro estação do ano, existentes no Maciço dos Tambores, aldeia de Chãs, freguesia de V. n de Foz Côa.
ANTES QUE SEJA TARDE
Este livro reúne textos diversos – memórias, crónicas, reflexões políticas e sociais, textos de opinião e crítica. Não é uma narrativa contínua, mas uma miscelânea de peças autónomas, todas unidas pelo mesmo fio condutor: memória, observação crítica e um humor mordaz que recusa abdicar do pensamento próprio.
Muitas histórias ficaram de fora – por prudência , por lealdade ou simplesmente por não caberem nas páginas – e outras foram condensadas ou adaptadas. Aqui encontrará apenas fragmentos de que gostaria de contar, mas creio que o essencial da viagem está preservado. A leitura, é acima de tudo, um convite acompanhar-me neste percurso pelos tempos, pelos lugares e pelas pessoas que marcaram a minha vida. Diz Manuel Araújo
Aqui encontrará: A infância marcada por um professor violento e uma professora luminosa. A guerra na Guiné, onde a fome era tão real quanto o perigo. Vinte anos na Suíça, entre hospitalidade e solidão de emigrante. Jornalismo honesto que custou sustos, pneus cortados e ameaças de morte. Histórias de bruxas, OVNIs, exorcismos falsos — e a dúvida que fica. Manuel Araújo não escreve para agradar. Escreve porque ainda há verdades por dizer. E porque o silêncio protege os poderosos, enquanto a palavra liberta os que ousam usá-la
Quem vestiu farda por obrigação, em África, sabe distingui-la do camuflado eleitoral, do saudosista ditador que quer ser Presidente da República e do mercenarismo moderno.
O resto é teatro — e mau. Estejamos atentos.
Manuel Araújo nasceu em Caldelas, a 16 de Abril de 1952. Trabalhou na indústria Hoteleira, foi militar nsGuerra Colonial, emigrou para a Suíça onde viveu 2º anos , fundou um jornal, denuncioupoluição de fontes e rios, enfrentou ameaças por fizer o que via.
Radioamador, fotógrafo, jornalista – sempre incómodo, sempre frontal. Casado com Joana desde 1980, pai e avô, vivi hoje entre Coimbra e as memórias de uma vida que não cabe numa única categoria
PREFÁCIO De Aragonez Marques - Também autor de várias obras
Uma das minhas filhas, quando era pequena, tinha uma amiga invisível que se se chamava Glória. Algumas vezes. Eu e a minha mãe ficávamos apreensivos, quando colocava mais uma cadeira na mesae dizia que trouxéssemos mais um prato, pois a Glória, tinha vindo almoçar com ela.
Nunca eu pensei, tantos anos depois que, viria a ter, com os anos que tenho, um amigo invisível chamado Manuel Araújo.
Chamo-lhe invisível porque nunca o vi, não nos conhecemos pessoalmente mas, temos como base uma amizade que ano após ano se tem reforçado.
Raro é o dia em que não falamos por telefone, que nãopartilhamos as nossas vidas, que não trocamos os nossos segredos, angústias e alegrias
Liga-nos a Revista Lusitano de Zurique a que estamos ligados mensalmente e pretextopara falarmos todos os dias.
Quando me pediu que fizesse o prefácio deste livro decidi-me logo a fazê-lo, pois também tinha ele feitoo prefácio do meu último livro
O que tem nas mãos é um conjunto de textos que refletem o seu rico passado de vivências, com histórias mirabolantesmas curtas, que nos remetem para um passado que no fundo é comum a toda uma geração mas, nos mostram o homemque fala disso na primeira pessoa.
Disse-me ser um “saco de gatos” a que acrescento “solta numa exposição canina”.
Entre neste livro e recorde muitas situações do nosso passado que a memória vai apagando.
Obrigado ao autor pela oportunidade de ser o primeiro a fazê-lo
Um dia faço com a minha família e entro na sua casa como ela fazia entrar Glória na minha, pedindo o prato à mãe que acadeira já lá estava.
Reserve-me uma cadeira, o prato, levo-o eu.
RAÍZES – A Geografia da Alma
SOBRE MIM
Nasci em 1952, sete anos depois da guerra. Portugal do Estado Novo. A maioria trabalhava a terra. poucos sabiam ler. Um país atrasado, sim, mas chio de vida.
Desde cedo quis traçar o meu próprio caminho. Comecei a trabalhar na hotelaria aos 17 anos, perto de casa, contrariando os sonhos dos meus pais que gostariam de ver com um diploma. A minha vida profissional tornou-se um mosaico : da hotelaria à farmácia, do jornalismo à fotografia, do radio-amadorismo à web, sempre com uma vontade insaciável de aprender.
Em 1980 casei-me com Joana e,no mesmo ano, emigrei para a Suíça. Por lá vivi vinte anos, tendo trabalhado em diferentes funções e aprendendo línguas, técnicas e ofícios que moldaram a minha experiência . A paixão pela fotografia e pela rádio acompanhou-me em cada etapa, criando memórias que guardo com carinho.
Regressei a Portugal em 2000, para gerir a redação da Gazeta Lusófonaem Caldelas e continuar a escrever, reportar e fotografar para a comunidadeportuguesa. Hoje, como avô, olho para trás e vejo uma vida construída com retalhos do Minho e do mundo. E Caldelas está sempre no coração.
Este sou eu: Manuel Araújo Silvestre da Mota Araújo- um homem de experiências múltiplas, aprendiz constantee observador do mundo, pronto a partilhar histórias e lições de uma vida plena
DESAFIOS - De Jorge Trabulo Marques
NO Golfo da Guiné, onde Jorge sobreviveu por 38 dias numa piroga improvisada, é palco de algumas das suas histórias mais impressionantes. Ele enfrentou tubarões, tempestades e a fome numa batalha contra os elementos que moldou não apenas a sua vida, mas também a sua visão do mundo. "Não há palavras para descrever o que é a fome no mar”, escrevia ele no seu blogue, canoasdomar.
SOBREVIVÊNCIA
Apesar das tribulações em terra, foi no mar que Jorge enfrentou as mais duras provas de resistência. Em travessias solitárias, a bordo de uma canoa esculpida em tronco de árvore, desafiou as forças da natureza. Numa das viagens mais extenuantes, enfrentou fome e sede que testaram os limites do corpo e da mente. Os dias no oceano eram longos, as noites intermináveis. Quando a chuva não caía, Jorge era obrigado a improvisar: "Cheguei a beber água do mar. Eu sabia que era perigoso, mas era isso ou esperar pela chuva que podia não vir. Naquele momento, cada gota contava como vida”. Quando chovia, recolhia água em bidões improvisados. Lutava para manter a canoa estável no meio às ondas traiçoeiras.
A fome era um tormento constante. Quando os mantimentos acabaram, recorria a estratégias de sobrevivência quase sobre-humanas: mascava pedaços de madeira para enganar O estômago vazio e capturava peixes voadores à mão, agarrando-os no ar quando saltavam-sobre a embarcação. "O mar é belo, mas também cruel”, dizia Jorge. "Ele não perdoa fraquezas.”
Os tubarões eram presença constante. Enormes e ameaçadores, rodeavam a canoa e, por vezes, tentavam virá-la. Com uma mistura de coragem e instinto de sobrevivência, enfrentava-os com uma catana: "Eu tinha que os afastar de noite. Era terrível. Ou eu os combatia, ou não estaria aqui hoje.”
A ameaça dos tubarões parecia interminável, mas o pior foi uma tempestade inesperada. O vento castigava, e as ondas altas invadiam a canoa. Em meio ao desespero, usou um bidão vazio como âncora flutuante para estabilizar a embarcação. "O mar não me queria ali, mas eu tinha que continuar. Agarrei-me aos mastros e lutei. Nesses momentos, descobri forças que nem sabia que tinha.” https://canoasdomar.blogspot.com/.../perdido-no-golfo-27...