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segunda-feira, 20 de janeiro de 2014

Ilha do Príncipe – Um paraíso da reserva da biodiversidade mundial – , Mas continua de algum modo esquecida - Das poucas ilhas do mundo, que se pode classificar como um verdadeiro paraíso terrestre. - Claro, não propriamente no tocante à vida da maioria da sua população, que continua a deparar-se com imensas dificuldades, mas em termos da sua paisagem natural, da sua biodiversidade.


Praia da Ilha do Principie - (Web)

Ilha do Príncipe, 543 anos de história - De independência, apenas vão a caminho 39, mas, naturalmente, que o passado histórico da vossa linda ilha, é bem mais longínquo. Pois não é crível, que, situada não muito longe da costa africana, estivesse ali apenas à espera que o homem branco a fosse descobrir, sendo certo que as pirogas, nesta região Golfo,  há muito eram donas e senhoras dos mares. Muito antes das caravelas e outras embarcações europeias ou árabes, terem sulcado os mares, já existiam pirogas, que ligavam as ilhas em vários oceanos. De resto, há mapas, anteriores à colonização, que atribuem nomes às duas ilhas

ilhas asben e sanam, povoadas por canoas africanas




Indubitavelmente,  entre as maravilhosas Ilhas do Golfo da Guiné, há uma Ilha, talvez das poucas do mundo, que se pode  classificar como um verdadeiro paraíso terrestre. - Claro, não propriamente no tocante à vida da maioria da sua população, que continua a deparar-se com imensas dificuldades, mas em termos da sua paisagem natural, da sua biodiversidade.  

De seu nome Ilha do Príncipe, com 142 Km2  e uma população estimada, em 2004, de 5400 habitantes, reza a história que foi descoberta pelos navegadores portugueses, no dia 17 de Janeiro de 1741, ou seja, um ano depois de João de Santarém e Pero Escobar, terem aportado na Ilha de São Tomé - Diz a historiografia colonial que ambas as ilhas se encontravam desabitadas - Descrição essa, obviamente, discutível, a que já me referi noutra postagem deste site, pelo que não vou aqui voltar a debruçar-me sobre essa questão. O importante é frisar que, pelos menos , 543 anos de história,  oficialmente, são-lhe reconhecidos. - Se bem que, mesmo ao fim de tantos anos, quer no período colonial, quer pós independência, parece que a tão desejada prosperidade, de todos os seus filhos, ainda não passe de um sonho.



NOTÁVEIS CONTRIBUTOS CIENTÍFICOS DE ISLAND BIODIVERSITY  RACE



Do lado direito um exemplar da Lagosta vermelha  - Scyllarides herklots - Foto de  E. Matilde - Qual sobrevivente do período jurássico.

À esquerda o logotipo para a expedição da Island Biordiversity Racce  - "A famosa Cobra bobo , um anfíbio sem patas encontrado apenas  em São Tomé, tem sido acompanhado por uma cobra endémica do Príncipe, também chamada de Cobra bobo , mas totalmente independentes.  Os desenhos de ambos os animais foram feitos por minha aluna de pós-graduação , Dashiell Harwood, eo layout foi por um membro de nossa Equipe de Educação da Biodiversidade, Michael Murakami ."


Lobo Marinho proveniente do Cabo -   (Sul-Africano) lobo marinho, Arctocephalus pusillus na Praia Sundy, Principe Id. Dezembro de 2012. foto por Jamili 

Por que é digno de nota? É especial, porque embora os indivíduos errantes destas grandes espécies, ocasionalmente, tenham sido vistos até a fronteira sul de Angola, a zona mais próxima da colónia do Cabo ( Sul-Africano) é pouco menos de 2.700 km ao sul do Príncipe, em Cape Cross Namíbia! Isso é quase exatamente a mesma distância entre Príncipe e Kampala, Uganda.

TARTARUGA E  MANTAS GIGANTES -  EM PRAIAS DE S. TOMÉ

Em termos de massa, este é o maior réptil do mundo. A maior feminino no registro era 915 kg (um pouco menos de 1 tonelada, e cerca de 3 metros de comprimento (9,8 pés)! In terms of mass, this is the largest reptile in the world. The largest female on record was 915 kg (just under 1 ton, and close to 3 meters long (9.8 feet)!  --  Mobula, uma grande arraia captada próximos ao aeroporto de Praia San Paolo, São Tomé. Fotógrafo desconhecido. - Considerada uma das  seis espécies de manta diferentes do género Mobula que se encontram nesta parte do Atlântico. – In Island Biodiversity Race

ONG PORTUGUESA, NA ILHA DO PRÍNCIPE – PRODUZ MAGNÍFICO DOCUMENTÁRIO

Depois de 3 meses em São Tomé e Príncipe, estamos de regresso a Portugal.

O balanço do nosso trabalho é bastante positivo e foi conseguido com um enorme sucesso. Para os mais curiosos o trailer do documentário já foi lançado. Desvendar um bocadinho do trabalho que nos deu um grande prazer desenvolver e alguns dos misteriosos encantos de um dos locais mais bonitos do Planeta, foi o nosso objectivo. Esperamos ter sido conseguido!

A data de lançamento do documentário está prevista para Janeiro, sendo que até lá queremos partilhar consigo o que fomos captando ao longo destes meses!

A expedição à Ilha do Príncipe contou com o apoio da HBD através do Bom Bom Island Resort e do Omali Lodge.aidnature.org (www.aidnature.org)

"Há uma ilha que é o lar de algumas das espécies únicas e ameaçadas do planeta. O tempo alterou o curso da evolução da maioria das espécies que habitam este pedaço de terra esquecido. Esconde os seus tesouros abrigados numa geografia impossível e uma floresta impenetrável. No meio do atlântico, esta ilha esquecida, podemos encontrar um jardim intocado, desenhado pelas forças da evolução. Esta é a Ilha do Príncipe - Estas as palavras, com as quais é legendado um belíssimo trailer 



Tomei conhecimento, através de uma amável mensagem, que me foi envida por António Castelo, da sua colaboração num extraordinário filme,  realizado na ilha do Príncipe, em Março de 2012, sobre a sua biodiversidade

Ilha do Príncipe é Reserva da Biosfera mundial – Motivo de orgulho 

 Foi  em Julho de 2012,  quando se comemoravam  os  37 anos de independência de São Tomé e Príncipe, que a UNESCO decidiu reconhecer,  a ilha do Príncipe, como Reserva da Biosfera Mundial.


Presidente do Governo Regional da Ilha do Príncipe, José Cassandra, exibindo o certificado daUNESCO World Biosphere Reserve! - Foto  de Island Biodiversity Race

Sem dúvida, motivo de orgulho para os seus habitantes e seu governador – Referiam, então, as noticias que, José Cassandra, se sentia  “orgulhoso de ver o Príncipe reconhecido pela UNESCO, o governador, José Cassandra explicou à DW África que há várias razões para a aprovação da candidatura “desde o habitat aquático, onde nós temos espécies de tartarugas marinhas; nós temos 59% da ilha do Príncipe reservada a parque natural, com extensão para o mar; a zona das Pedras Tinhosas, onde temos patos aquáticos endémicos; e a nossa fauna, sobretudo no que respeita aos pássaros e à flora endémicos “

Além disso, José Cassandra destaca “o equilíbrio que existe, no Príncipe, entre a conservação e o desenvolvimento, sobretudo a convivência entre o homem e a natureza. Portanto, quer dizer que a grande parte da natureza autóctone ainda existe na ilha”. lha do Príncipe é Reserva da Biosfera mundial | 

O IMPORTANTE É QUE SE APRENDA COM OS ERROS  -  BELA ESPÉCIE DE MACACOS, NA MIRA DE CAÇADORES FURTIVOS - AMEAÇADA DE EXTINÇÃO


Dizem que as roças estão irreconhecíveis e a fauna e a flora, a avaliar pelas imagens que nos chegam, também tem sofrido grande devastação – O ataque aos macacos, é um desses muitos exemplos. Nas minhas caminhadas para escalar o Pico Cão Grande, era um prazer deparar com o alarido dos bandos dos macacos – E agora onde eles estão? – Sim, não é nenhuma mentira, o que é dito pelo Centro de estudos Africanos da Universidade do Porto “Outrora, em São Tomé, era fácil encontrar este macaco na imediação dos locais habitados pelos seres humanos. Agora, porém, os caçadores profissionais são-tomenses, equipados com cães, catanas típicas («machins») e espingardas, vêem-se forçados a penetrar cada vez mais nos matagais das zonas interiores da ilha, para conseguirem abater um mono que se torna cada vez mais raro. É que, como a dieta do símio pode incluir mangas e bananas, os agricultores não hesitam em envenenar as respectivas plantações, como forma de acabar com o macaco, e ainda o esperam, de caçadeira em punho, para o matar. Isto sem falar nos milhares de jovens que vêem no tiro ao mono um meio excelente de ocuparem os tempos livres…


Para os caçadores profissionais, o símio serve não só para consumo próprio mas também para ser vendido aos restaurantes, por um preço que varia entre as 20 mil e as 70 mil dobras (entre 1,5 e 5,5 euros, em câmbios de 2007). Como não se trata de um pitéu de luxo (em 2007, a dose de macaco no prato custava, em média, 12 mil dobras), o mono converteu-se, assim, numa refeição muito procurada pelos clientes de restaurantes, num país onde a maioria dos trabalhadores citadinos não auferia um salário mensal superior a 700 mil dobras, e onde os outros tipos de carne, por serem muito caros para a generalidade dos bolsos, são reservados para os dias festivos. Daí uma ameaça de extermínio a pairar sobre o macaco,  http://www.africanos.eu/ceaup/index.php?p=g&n=102
BIODIVERSIDADE COMPARÁVEL À DOS GALÁPAGOS MAS SOFRE EFEITOS AMEAÇADORES DE DESFLORAÇÃO


São Tomé e Príncipe, tal como outras ilhas do golfo da Guiné como Bioko, Pagalu, é um dos países da costa oeste africana que mais preponderância assume quando a questão em causa é a biodiversidade. Devido a este facto, desde os finais do Séc. XIX, as “Ilhas maravilhosas do Equador” têm despertado um enorme encanto a investigadores internacionais.   As suas florestas foram classificadas pela organização internacional   WWFcomo uma das duzentas mais importantes áreas em termos de biodiversidade no mundo. São o habitat para cerca de 25 espécies de aves endémicas, um número extraordinário e comparável  ao “Arquipélago das Galápagos (22 espécies), com tamanho oito vezes maior que São Tomé e Príncipe e mais do dobro do mesmo índice para as Seychelles (11 espécies), que são dum tamanho ligeiramente inferior a São Tomé e Príncipe”. São Tomé & Príncipe: Desflorestação Ameaça Biodiversidade ...

GOVERNADOR DA ILHA DO PRÍNCIPE - QUEIXA-SE DA FALTA DE APOIOS

Não é minha intenção, através deste site, entrar em questões de índole política de S. Tomé e Príncipe, pois este é um assunto que diz respeito aos políticos destas ilhas. Todavia, ao vir aqui falar da maravilhosa biodiversidade selvagem da Ilha do Príncipe, já classificada pela UNESCO, como Reserva da Biosfera mundial, sim, e ao mesmo tempo que aproveito para felicitar o seu Povo pelos seus 543 anos de história, não quero deixar de aqui abordar as preocupações manifestadas pelo atual governador José Cassandra. Não tive ainda o prazer de o conhecer pessoalmente mas partilho dos seus naturais anseios. Segundo noticia, veiculada pelo telanon , diz

«Estou cá há 7 anos e foi o pior ano de execução orçamental», declaração do Presidente do Governo Regional do Príncipe, no balanço do ano económico de 2013. Segundo José Cassandra o orçamento da Região Autónoma para 2013, definiu o valor de 147 mil milhões de dobras, para investimento público. «Só conseguimos executar cerca de 6 mil milhões de dobras foi a transferência que nos fizeram, cerca de 4%.», frisou.

(…) Por outro lado, “considera também que os parceiros internacionais que financiam projectos de desenvolvimento no país, casos do Banco Mundial, o FMI, o BAD e outros, devem ser convencidos a aplicar os seus fundos directamente na ilha do Príncipe, se passar pelas mãos dos Governo Central. Príncipe recebeu apenas cerca de 4% da verba do investimento...


"A Ilha do Príncipe – Endemismos Improváveis"


Já  agradeci e transmite, a António Castelo,  os meus parabéns  pela sua colaboração numa expedição à ilha, onde foi produzido um excelente documentário acerca da vida selvagem do Príncipe. – Pena que, o seu nome, não tenha sido referido, pelo autor do projeto, conjuntamente com os demais participantes. Por agora, apenas está editado na Internet, o trailer – Espero que, pelo menos, conste no genérico do filme.

Diz na sua página, editada na Internet, que a ilha do Príncipe, é” Uma autêntica ilha oceânica situada bem no meio do Golfo da Guiné, o lar de inúmeros endemismos, entre eles insectos, gastrópodes, plantas e aves, mas também répteis, anfíbios e até mamíferos terrestres. Os segredos escondidos nas florestas do Sul da Ilha são muitos, e conhecidos ainda apenas pela comunidade científica – poucos são os que se aventuraram pelos lugares mais remotos do golfo. O processo de captação de imagens num lugar remoto e ainda muito inexplorado é complexo, tem de ser articulado com a comunidade científica que trabalha na região e com as comunidades locais, mas pode ser tremendamente gratificante e frutífero.


António Castelo é formado em Biologia Evolutiva pelas Universidades de Lisboa e Liverpool e trabalha como investigador, guionista e operador de câmara para a Aidnature.org, ONG que co-fundou e que trabalha para a produção e divulgação de conteúdos audiovisuais relacionados com a vida selvagem e a conservação da natureza. Vive e trabalha sobretudo em Portugal mas segue a Aidnature.org pelos países da CPLP onde esta procura produzir cada vez mais conteúdos. AMBID2013 – 9º EFCO – Orador 8 (PT) | Amigos do Cáster



UM LIVRO OFERECIDO ÀS CRIANÇAS DE SÃO TOMÉ E PRÍNCIPE PELOS CIENTISTAS DA  California Academy of Sciences


Para a maioria dos biólogos que trabalham em partes pouco exploradas do mundo , não há nada como a emoção de encontrar uma planta ou animal que é , sem dúvida, novas para a ciência . Bob Drewes e seus colegas da Academia de Ciências da Califórnia não são excepção a esta regra e até agora eles têm descrito  novas espécies de sapos, lagartos , peixes, musgos e cracas das ilhas de São Tomé e Príncipe. Essas espécies se juntar a uma lista crescente de plantas, animais e fungos que  não são encontrados em nenhum outro lugar na terra, mas depois de mais de uma década de pesquisas de campo extensos e mais de 20 publicações científicas , Bob percebeu que os resultados deste trabalho não estavam atingindo as pessoas que mais precisavam dessa informação : habitantes das ilhas.

How Coloring Books & Playing Cards Can Help Save Rare Speicie

Participações em : Sao Tome/Principe Coloring Book
    • San Francisco
    • March 22, 2012
    • Authors: Jim Boyer, Velma Schnoll, Bob Drewes, Claudia Ruiz, Roberta Ayres, Tom Daniel, Mike Murakami, Cloris Schneider, Sean Vidal Edgerton
    Indigenous animals of the islands done in a slightly whimsical style in line art done in digital format using multiple programs including Illustrator graphics techniques. Worked with scientists and educators in the production process and set copy in Portuguese.

    Jim Boyer | LinkedIn


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