Jorge Trabulo Marques - Aqui na dualidade de Luís de Raziel Pseudónimo de Vidente Vara de Deus
Adepto da magia Wiccaniana e Africana: meu clube não é o futebol mas a pedido de Eusébio estive no antigo Estádio da Luz a tirar enguiço: as bolas batiam na trave e não entravam. Gosto de fotografar, interpretar ou influenciar o seu lado artístico e místico.A José Mourinho ofereci, na inauguração do Estádio do Dragão, um talismã de pedra e outro a Jorge Jesus. - Mais conhecido por amuleto de pedra funciona como catalisador de energias positivas ao absorver, transmutar e elevar as vibrações fluídicas em seu redor
O pentagrama é um dos símbolos mais persistentes e multifacetados da história da humanidade. Ele representa os cinco elementos da natureza: terra, ar, fogo, água e espírito. O pentagrama é utilizado em rituais Wiccanos para honrar os elementos e as direções, simbolizando a unidade e o equilíbrio de todas as forças.
HALLOWEEN - MAIS FOLIA QUE MEMÓRIA -Porque será que por vezes me sinto nas vestes de Cristo, envergando as suas túnicas, sendo levado a imitar os seus gestos, os seus passos; outras a rever-me na pele de bruxo noturno?


Esta é uma estanha dualidade mística que me persegue desde a infância e adolescência: no tempo em que, umas vezes era tentado a isolar-me nos penhascos e a orar junto de imagens religiosas que eu próprio moldava de barro, noutras a acompanhar um ancestral culto das bruxas, para as quais a noite escura estrelada ou iluminada pelo luar era – a certas sextas-feiras – o seu vagueio predileto, o seu templo sagrado - ""Sê integro, sê inteiro! Sê Verdadeiro! Tal como és, tal como vieste à luz do mundo: desde aquele dia primeiro em que te descerraram as pálpebras e passaste a fazer parte do Grande Milagre da Vida - "; Assim tem sido esta a minha sina, o meu misterioso fadário https://templosdosol-chas-fozcoa.blogspot.com/2011/11/halloween-que-maravilhosa-noite-no.html
Nos templos-do-Sol, saudamos os ciclos da Natureza, com momentos de poesia, iluminados pelo esplendor solar e por sons musicais, desde violinos, violas ou gaitas de fole, sempre que nos é possível,
José Mourinho - Estive no interior do relvado na inauguração oficial do Estádio do Dragão, em 16 de Novembro de 2003 - Fiz fotografias e ofereci-lhe uma pedrinha - muito especial - Foi antes de começar o jogo com o Barcelona - E, ao passar junto à cabine, instantes antes do desafio começar - Disse-lhe: pegue lá esta recordação e guarde-a bem guardada - Boa sorte!. “O quê?!…” Responde Mourinho, surpreendido mas sorrindo - Espero que a tenha guardado - É o amuleto da sorte. Apanhada junto a um dos templos sagrados, herança dos antigos povos que habitaram num dos sítios dos arredores da minha aldeia. https://templosdosol-chas-fozcoa.blogspot.com/2026/02/jose-mourinho-mais-calma-e-menos.html
Ocorreu num jantar no Hotel Tivoli, a convite de Fernando Martins: do então Presidente do Benfica, proprietário do Hotel - Estávamos os quatro à mesa: o Presidente, eu o Jornalista Jorge Trabulo Marques, o Eusébio e o treinador Oto Glória.
Ás tantas, o Eusébio diz que se sentia preocupado pelo facto da equipa acertar mais nas traves da baliza de que enfiar lá a bola - Como já lhe tinha falado das minhas sessões de hipnotismo e da magia africana, ele sugeriu-me que fizesse alguma coisa para afastar a enguiçada.
Quis confiar-me o seu diário; hoje sinto pena não o ter aceite, visto ter falecido uns meses depois. Pois, naqueles dias, o que me interessava mais eram as entrevistas para a RDP-Rádio Comercial. E podia entrar em qualquer estádio, sem a menor contrariedade. Não precisava de solicitar credenciais. Bastava mostrar a carteira profissional de jornalista.

Nunca me filiei a clube algum. Gosto da fotografar e de perpetuar o instante real e da magia wiccaniana - Seja num estádio de futebol, seja na vastidão do mar - onde já andei perdido - seja em que circunstância for.
De formação católica, mas a minha principal devoção mística e espiritual volta-se mais para o culto da Mãe Natureza. Para os wiccanos, a Terra não é apenas um lugar onde vivemos, mas sim uma manifestação sagrada do próprio Divino. Que aprendi, em criança, no antigo solar do Vale Cheinho, nos arredores da minha aldeia, a que o povo chamava de feiticeiras
Wiccanianos celebram a mudança das estações e das fases lunares através de rituais capazes de nos conectar com os fluxos e refluxos trazidos para a Terra e consequentemente para nossas vidas em decorrência dessas mudanças naturais.
A natureza é o coração e alma da religião Wicca que ensina que todos os seres, animados e inanimados possuem vida e são merecedores de nosso respeito e consideração. Sendo assim, vemos a natureza como diferentes faces da Deusa capazes de nos suportar, proteger, alimentar e manter vivos. Por esta razão, os Wiccanianos expressam uma grande reverência a natureza e buscam no seu dia a dia formas de se integrarem à ela, procurando viver em harmonia com as leis naturais, levando em consideração formas de se viver ecologicamente, reciclando, reutilizando e reduzindo a exploração dos recursos naturais.Que me perdoem os meus amigos católicos... Se os melindro com esse meu duplo carácter... Mas é um fado que me ficou de criança e de que me sinto incapaz de abandonar...Até já o fiz no mar... Preciso desse isolamento e desse recolhimento, tal como o pão para a boca ...
Ninguém dizia nada a ninguém... O culto era secretíssimo. Nem as moscas podiam saber.... Cada irmã levava o seu rapaz, o seu menino: eram as nossas madrinhas. A do batismo era para esquecer... Diziam-nos que era uma barbaridade deitar água gelada da pia baptismal na cabeça dos bebés... Eram contrárias a essas práticas cristãs....
Ao dançarem em roda, pronunciavam -estas palavras: Viva! Viva Barrabás! Três voltas prá frente! Três voltas pra trás, Viva Viva Sataná!
Era tudo muito em segredo... Quando bebíamos o sangue de galo era precisamente também para nos lembrarmos de que a morte do galo significava calar o pio e que a vida de cada um era a vida de todos... Tinha que haver muitas cautelas!... Não se faziam confissões a quem quer que fosse.... E muito menos aos padres pela quadra da Páscoa.
Daí que as minhas peregrinações aos Templos-do-sol, cujas celebrações organizo, calendários pré-históricos alinhados com os equinócios e solstícios, seja uma espécie de alimento purificador do meu corpo e da minha alma... Faço essas peregrinações desde há vários anos. E então, agora, à medida que os anos passam... Mais tentadora é a atracão por aqueles tão belos rituais da minha adolescência.... Em recuar aos joviais tempos do pé descalço pelos carreiros e caminhos das fragas... nos penhascos e quebradas do maciço planáltico, onde termina o granito e começa o xisto, noutra área diferente dos arredores da minha aldeia. E onde faço um misto de investigação, devaneio e peregrinação espiritual, mas também artística: registos nas pedras (esculpo) e fotografo (fotografo-me) na sítios onde me sinto melhor e mais identificado com o meu passado e as minhas ancestrais raízes.




