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sexta-feira, 10 de maio de 2013

"Invenção dos Mares" na História Trágico Marítima por Carmo Pólvora, na Galerie Thullier, em Paris - Exposição de 10 a 23 de Maio 2013 - A arte de celebrar os enigmas do absoluto, do encantamento, o instante da revelação - Só os céus e os mares, nos oferecem o mistério e a grandeza dessa dimensão.

Se tiver dificuldade em aceder à primeira postagem deste mês, pode fazê-lo através deste linke ODISSEIA BIZARRA 


La galerie Thuillier présent - Carmo Pólvora. 
Vernissage le Mardi 14 Mai 2013 de 18h à 21h - Exposition du 10 au 23 Mai 2013
13 rue de Thorigny 750003 Paris


Carmo Pólvora expõe hoje um conjunto das suas obras numa galeria, em Paris,  subordinadas ao tema genérico a "Invenção dos Mares", tendo  por fonte de inspiração "a narrativa  real e simbólica da História Trágico-Marítima". Tema que também me é particularmente caro, daí achar oportuno, de, ao mesmo tempo ter  o prazer de aqui  fazer a sua divulgação,  homenagear uma grande artista e uma boa amiga, de longa data, neste meu site, dedicado especialmente a temática marítima e às minhas aventuras nos mares do Golfo da Guiné.





Não é a primeira vez que os seus quadros são expostos na grande cidade da luz, do amor e da moda. Em outras cidades de França, Bélgica, Alemanha, Espanha, Macau, Brasil, entre outros países. Nos seus 38 anos de atividade artística, contam-se por inúmeras as exposições, individuais e coletivas, nas mais prestigiadas  galerias nacionais e internacionais, com representação permanente em vários museus e instituições. Trata-se, com efeito, de uma das artistas portuguesas de nome consagrado nas artes plásticas

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Sou amigo de Carmo, desde meados dos anos 80. Tenho pela sua obra e pela sua personalidade um especial carinho e admiração. De vez em quando, mais por obra do caso, lá nos encontramos pela FNAC  do Chiado ou nalguma exposição. Sucedeu neste último Sábado. Estava ela e a Marisa Dias. Foi então que fiquei a saber que ia expor em França para onde ia partir no dia seguinte. Por isso mesmo, e, como já há algum tempo, não nos víamos, fomos tomar um cafezinho à Pastelaria Bernard - Momentos agradáveis e  espirituosos, como acontece quando se convive com a Carmo. Entre nós, há, pois,  um mútuo sentimento de   amizade e de respeito, duradouro,  que emana, desde que nos conhecemos (quando a entrevistei para a Rádio Comercial) e de  um elemento comum,   a enorme paixão pelo mar. Ela nasceu em Leiria. Além disso, é do signo caranguejo, cujo elemento é a água. Teve o seu primeiro batismo na Praia da Figueira da Foz, aos 4 anos. Eu só o teria aos 12 anos na Praia de Algés, mas tendo nascido bem mais longe da costa marítima, do que ela. - Por certo, já em criança, também quantas vezes deslumbrada pela maravilhosa paisagem do verde mar do mítico Pinhal de Leiria, mandado  plantar por D. Dinis, o Lavrador, cujas madeiras  viriam a ter um papel determinante na construção das caravelas  da epopeia  dos descobrimentos marítimos portugueses - Daí esse apego aos temas marinhos, porventura ainda mais reforçado, devido à herança de um certo subconsciente ancestral ou simplesmente fruto dessa vivência tão íntima com um arvoredo que, só por si, se estende por planícies e colinas como um autêntico oceano de verdura.


Imagem regista pela C.M de Loures, aquando  do lançamento do livro“Viva a República- Loures 1915″ do jornalista António Valdemar ..



Vou passar de imediato a palavra  ao meu camarada e grande amigo António Valdemar , escritor e um verdadeiro mestre do jornalismo, brilhante orador e conferencista, um prestigiado investigador, sócio  efetivo da Academia das Ciências de Lisboa e da Academia Nacional de Belas Artes. Natural de S. Miguel, Açores,  foi jornalista no Diário de Lisboa, Diário de Notícias, Capital, O Primeiro de Janeiro. Autor de vários livros, nomeadamente: "Ser ou Não Ser pelo Partido Ùnico"; "Garrett, vida e obra"; "Chiado: o peso e a Obra"; "Nemésio, sem limites de idade"; "Viva a República - 1915". Organizou dezenas de exposições de escultores, pintores   e ceramistas. Laureado com a medalha de honra da Sociedade Portuguesa de Autores. Ele que é também um profundo conhecedor e admirador da obra de Carmo Pólvora







REENCONTRO SIMBÓLICO DE CARMO PÓLVORA


A obra de Carmo Pólvora pretende, fundamentalmente, cantar o amor, celebrar a vida e interrogar o mundo visível e invisível que a rodeia e nos envolve: a fatalidade da crise, a amplitude das atrocidades e a dimensão da tragédia que estamos condenados a suportar.
Ao concluir, em 2013, 40 anos de carreira profissional, expondo regularmente, nas principais cidades portuguesas e em espaços artísticos de prestígio internacional, de Paris, Bruxelas, Tóquio, Osaka, Berlim, Frankfurt, Carmo Pólvora apresenta, desta vez na Galeria Thuller, em Paris, um conjunto de pinturas subordinado ao título genérico ‘Invenção dos Mares’.
Predomina nesta série de óleos sobre tela a narrativa real e simbólica da História Trágico-Marítima que é, tal como Os Lusíadas, de Luis de Camões, e a Peregrinação, de Fernão Mendes Pinto, uma das referências emblemáticas da cultura portuguesa.
Os Lusíadas refletem, num discurso épico, os grandes problemas do tempo de Camões e as grandes questões dos tempos que o antecederam, a História de Portugal desde a fundação da nacionalidade até à descoberta do caminho marítimo para a Índia.

Despojada da epopeia, a Peregrinação confronta-nos com as proezas e desventuras do andarilho e do marinheiro português. Recupera as torrentes da memória: a evidência da condição humana na sua interminável diversidade. Veio acrescentar, sem papas na língua, à saga dos heróis que ressurgem n’ Os Lusíadas, a velhacaria dos traficantes portugueses, as rábulas, as manhas, a astúcia, os roubos e o ecletismo sexual dos «cães malditos do cabo do mundo».
Obra coletiva de cronistas, poetas e escritores, a História Trágico – Marítima conduz-nos a verificar nos seus relatos a coragem dos que arrostaram «a fatalidade dos perigos», «arriscando vida e fazendas», «dando nome com as viagens e sepulturas a países incógnitos e bárbaros». Mas a leitura da História Trágico – Marítima também deve ser entendida como «escola de cautelas», em face da «ira dos mares ou o descuido dos pilotos». O universo textual não se circunscreve, porém e apenas, à anarquia da organização das armadas, à impreparação dos pilotos, às deficiências na construção das naus, ao excesso de cargas no regresso.
Livro negro de Portugal nos mares, a História Trágico - Marítima ultrapassa a cólera das ventos e das vagas alterosas, a ausência de formação humana e profissional, a falta de um projeto mais amplo do que a mera exigência de precauções a adotar, em matéria de navegação e de transporte. Leva-nos a olhar para dentro de Portugal. Faz-nos sentir, página a página, esta verdade nua e crua: cada naufrágio, é o próprio País que também naufraga. Sempre e cada vez mais.
 A génese da exposição de Carmo Pólvora, na Galeria Thuller, em Paris, tem raízes no conhecimento da História Trágico - Marítima que nos explica a ruína do império e a progressiva decadência de Portugal. Resulta, sem margem para equívocos, de condicionalismos e vicissitudes ancestrais: dos descarados e repetidos atos de corrupção, dos interesses inconfessáveis, do improviso, dum sistema de educação e ensino obsoletos; da implacável dependência da Inquisição (das varias Inquisições que nos amordaçaram e amordaçam em diversas conjunturas), do desperdiçar de energias, das ruturas e desvios na continuidade de um plano nacional de ação política, desinserido de um modelo de sociedade voltado para as necessidades do presente e os imperativos do futuro.
A série ‘Invenção dos Mares’, que denuncia a criatividade e o domínio do ofício de Carmo Pólvora, comprovados em quatro décadas de atividade profissional, integra obras como ‘Invenção da Água’, ‘Caligrafia dos Mares’, ‘Mar Habitado’ e ‘Tempestade Azul’, que estabelecem entre a pintura e o pintor, um diálogo de situações de tensão e forte dramatismo. Mas sem excluir o intenso cromatismo do azul da utopia possível e impossível e dos sinais da esperança, mesmo exígua, que desponta no horizonte longínquo ou próximo, quando as ameaças se tornam mais inquietantes. Por tudo isto, e em face desta exposição de Carmo Pólvora, nos sentimos, quer queiramos, quer não queiramos, participantes ativos e cúmplices obrigatórios.
              
Antonio Valdemar
Presidente da Academia Nacional de Belas Artes
Abril de 2013

NOUVELLE RENCONTRE SYMBOLIQUE
DE CARMO PÓLVORA

L’œuvre de Carmo Pólvora veut, fondamentalement, chanter l’amour, célébrer la vie et interroger le monde visible et invisible qui l’entoure et nous implique: la fatalité de la crise, l’ampleur des atrocités et la dimension de la tragédie que nous sommes condamnés à supporter.
En complétant, en 2013, 40 ans de carrière professionnelle, exposant régulièrement dans les principales villes portugaises et en des locaux artistiques de prestige international, de Paris, Bruxelles, Tokyo, Osaka, Berlin, Frankfurt, Carmo Pólvora présente, cette fois-ci à la Galerie Thuillier, à Paris, un ensemble de peintures subordonné au titre générique « Invention des Mers».
Dans cette série d’huiles sur toile prédomine la narrative réelle et symbolique l’Histoire du Voyage Tragique-Maritime qui est, tel que Les Lusiades de Luiz de Camoens, et le Pèlerinage de Fernão Mendes Pinto, une des références nucléaires de la culture portugaise.
Les Lusiades reflètent dans un discours épique, les grands problèmes du temps de Camoens et les grandes questions des temps qui l’ont précédé, l’Histoire de Portugal depuis la fondation de la nationalité jusqu’au voyage du chemin maritime pour l’Inde.
Dépouillée de l’épopée, le Pèlerinage nous confronte avec les prouesses et mésaventures du coureur et du marin portugais. Récupère les torrents de la mémoire : évidence de la condition humaine dans son interminable diversité. Il a ajouté sans avoir la pépie, à la saga des héros qui résurgent dans Les Lusiades, la vacherie des trafiquants portugais, les pannes, les ruses, l’astuce, les vols et l’éclectisme sexuel des « chiens maudits du cap du monde ».

Œuvre collective de chroniqueurs, poètes et écrivains, l’Histoire Tragique-Maritime nous conduit à vérifier dans ses compte-rendu le courage de ceux qui ont affronté « la fatalité des dangers », « en risquant vie et domaines », « nommant avec les voyages et les sépultures des pays incognitos et barbares » Mais la lecture de l’Histoire Tragique-Maritime aussi désignée comme « école de prévoyances », face à la « rage des mers ou à la négligence des pilotes ». L’univers textuel ne se circonscrit pas, cependant et seulement, à l’anarchie de l’organisation des armées, à l’impréparation des pilotes, aux défaillances dans la construction des vaisseaux, aux chargements excessifs au retour.
Livre noir de Portugal dans les mers, l’Histoire Tragique-Maritime dépasse la colère des vents et des vagues altières, l’absence de formation humaine et professionnelle, le manque d’un projet beaucoup plus ample que la simple existence d’une « école de prévoyances » à adopter, en matière de navigation et de transport. Il nous amène à regarder au sein de Portugal. Il nous fait sentir, page à page, cette vérité nue et crue : à chaque naufrage, c’est le Pays même qui naufrage également chaque fois plus.

La genèse de l’exposition de Carmo Pólvora réalisée maintenant à la Galerie Thuillier, à Paris, a ses racines dans la connaissance de l’Histoire Tragique-Maritime qui nous explique la ruine de l’empire et la progressive décadence de Portugal. Cela a été le résultat, sans aucune marge d’erreur, de contraintes et de vicissitudes ancestrales : des sans vergogne et répétés actes de corruption, des intérêts non avoués, de l’improviste, d’un système d’éducation et d’enseignement obsolètes ; de l’implacable dépendance de l’Inquisition, (des Inquisitions diverses et variées qui nous ont bâillonné en plusieurs conjonctures), du gâchis d’énergie, des ruptures et des déviations dans la continuité d’un plan national d’action politique, sans un modèle de société tourné vers les nécessités du présent et les impératifs du futur.
La série «Invention des Mers », qui dénonce la créativité et le domaine du métier de Carmo Pólvora, prouvés en quatre décennies d’activité professionnelle, intègre des œuvres tels que « Invention de l’eau », Calligraphie des Mers », « Mer Habitée » et « Tempête Bleu », qu’établissent entre la peinture et le peintre un dialogue de situations de tension, de fort dramatisme. Mais sans exclure l’intense chromatisme du bleu de l’utopie possible et impossible et des signes de l’espoir même exigu qui commence à paraître à l’horizon lointain ou proche, quand les menaces deviennent plus inquiétantes. Pour tout cela, et face à cette exposition de Carmo Pólvora, nous nous sentons, que l’on veuille ou on ne le veuille pas, des participants actifs et des complices obligatoires.  
    
Antonio Valdemar
Président de l’Académie National des Beaux Arts
Avril 2013






Nota biográfica

Nasce em Leiria, radica-se em Lisboa, onde vive e trabalha como professora e artista plástica.
É licenciada em pintura, com especialização em gravura artística de metal, pela Faculdade de Belas Artes da Universidade Clássica de Lisboa. Gradua-se em ciências pedagógicas e, no curso de psicologia e psicanálise – Universidade Clássica de Lisboa -, realiza algumas cadeiras, como contributo para a investigação nas artes.
No Instituto de Artes e Ofícios da Fundação Ricardo Espírito Santo desenvolve projectos como professora de desenho e tecnologia de pintura.
Em 1985 constitui o ‘Grupumus’ (de arte). É membro efectivo da Cooperativa de Gravura Portuguesa e da Sociedade Nacional de Belas Artes. É cofundadora da oficina de gravura Grafil/Diferença.  

Expõe com regularidade desde 1973/74 em galerias e museus, portugueses e internacionais, entre os quais Fundação Calouste Gulbenkian - Lisboa, Galeria Arte e Manifesto - Porto, Jeunne Pinture Portuguese - Centre Georges Pompidou - Paris, Fundação Calouste Gulbenkian - Paris e Galerie Thuillier - Paris, Galeria Dedobox - Nice, Galerie La Forge e Embaixada Portuguesa na Bélgica - Bruxelas, International Biennal Print Exhibit - Tóquio e Osaka, Fundação Oriente - Macau, Bienal Den Europaischen Grafik e Galeria Hiedelberg - Berlim, Galeria Rotterstr - Mannhein, Bienal Internacional de Gravura-Cracóvia, Museu de Arte Brasileira F.A.A.P. - São Paulo e MAC - Museu de Arte Contemporânea - Rio de Janeiro, entre outras.
Em 2010 realiza a exposição comemorativa dos 35 anos de actividade artística ‘Invenção da Água’ - Museu da Água, Lisboa e Leiria.
Está representada em museus, colecções e edições de arte. A sua obra é premiada em Portugal (Museu de Setúbal e Cidades Congéneres, Cooperativa de Gravura Portuguesa e Edição/Aquisição Banco do Fomento Nacional), no Brasil (S.E.S.C. Tijuca - Rio de Janeiro), em Espanha (Máximo Ramos - La Corunha).

5/Maio/2013


quarta-feira, 8 de maio de 2013

ODISSEIA BIZARRA – Do português que quis armar-se em bombista – Colocado em termo de identidade e de residência em S. Tomé – Depois da pirataria marítima, só lhe faltavam os piratas da aviação - Ministro de Solidariedade é que lucrou com a visibilidade da graçola.

(post atualizado) À CUSTA DO ESTADO PORTUGUÊS, ASSIM VALE A PENA SER “TERRORISTA” FINGIDO – O brincalhão foi julgado e absolvido num abrir e fechar de olhos – E transportado pela TAP - Noutro pais, certamente, não teria tido a mesma sorte



COM ESTADIA À CUSTA DA EMBAIXADA PORTUGUESA  NO HOTEL MAIS CARO DA CIDADE E COM TRATAMENTO VIP –  Numa das unidades hoteleiras da empresa  que "paga salários de 40 euros, mensais,   Trabalhadores paralisam hotéis do Grupo

Não é por culpa de zelo e do esforço dos seus funcionários  - "Os funcionários são simpáticos e muito prestáveis. O ponto menos bom são os preços completamente desenquadrados por serem muito altos, uma garrafa de água 0,33 no mini bar custa 4 euros. Sérgio. C “ – “25 euros por refeição, fora as bebidas é um pouco caro. De resto, São Tomé é uma terra abençoada que dá tudo. É difícil uma pessoa não se apaixonar por esta terra. Júlio Coelho


QUEM SE RESPONSABILIZA PELOS TRANSTORNOS PROVOCADOS  PELO ATRASO DO AVIÃO E VAI PAGAR A FATURA? - OS IMPOSTOS DOS QUE LEVAM A VIDA LIXADA E NÃO TEM DIREITO A FÉRIAS EM LUXUOS HOTÉIS TROPICAIS?!..           (imagem ao lado extraída da Net)


Era o que faltava! - Uma ofensa à esmagadora maioria dos cidadãos santomensese e cidadãos portugueses que não têm dinheiro para fazer face ao dia à dia, quanto mais para desfrutarem de férias tropicais em hotéis de luxo!

Sendo certo e sabido que a 
media salarial é o equivalente a 15 euros mensais - 
Turismo em S. Tomé não é p'ra pé descalço. Quem lá vai ou anda aforrar o ano inteiro ou tem conta gorda na banca  - Por isso, o mais sensato seria que o  graçolas assumisse as despesas e as consequências - Senão qualquer dia, lá temos outro chico-esperto a imitar a facécia. E já não é caso único.

ABSOLVIDO DA BRINCADEIRA - Exibindo um grosso colar de ouro para que não fossem pensar que se tratava de algum probetanas - Ambos, felizes e contentes por terem visitado uma terra que até tolera as piadas de mau gosto. Imagem extraída de Manuel Ferreira julgado esta quinta-feira em processo sumário



Julgado numa penada de modo a que pudesse passar as férias prolongadas mais à vontade e a custo zero. O anedótico turista assumiu que foi brincadeira de mau gosto, em todo o caso, quem se ficou a rir  foi ele. 

Segundo pudemos apurar, junto de santomenses, pediu à hospedeira para lhe colocar a mala que trazia na mão no porta-bagens, acima do lugar onde ia sentar-se, tendo dito que "pesava como bomba" - Não se compreende a que propósito foi usar o raio do termo bomba. O que significa que a dita afirmação só poderia ser tomada  como intencional, por quem a ouviu, conquanto ele a  tivesse encarado como  brincadeira de  mau gosto", tal como  viria a reconhecer.  


NO FUNDO,O QUE VELHOTE TERÁ QUERIDO DIZER À HOSPEDEIRA É QUE LHE DESSE DOIS DEDOS DE CONVERSA - "SE NÃO ME LIGAS, ASSUSTO-TE; OU SE NÃO ME PASSAS CARTÃO, PONHO-TE FORA DO AVIÃO



Em todo o caso, devia saber que no interior dos aviões não se brinca e ser responsabilizado pelo seu ato. Pois quem presta serviço nos aviões, sabe que a sua vida está em risco em cada voo e não está ali  para brincar com os passageiros. 


TALVEZ QUISESE DIZER QUE A BOMBA NÃO ERA O PESO DA MALA MAS A  CARA-METADE QUE ESTAVA SENTADA A SEU LADO?


Manuel Ferreira  alegou que tudo não passou de uma "brincadeira de mau gosto"– Por seu turno, o seu advogado,  André Aragão, declarou aos  jornalistas que o incidente “não passa de um mal-entendido” .– Um mal entendido de alguém que parece ter querido dar nas vistas e já promete escrever um livro, brincando com a hospedeira, a quem terá querido dizer  que  a bomba, talvez fosse a que se setava a seu lado e desejasse que lhe lhe fosse  prestada um pouco mais de atenção - O que não estaria à espera é que o profissionalismo num avião é tomado à letra e as palavras valem o que são.Como se já não bastasse: “Pirataria marítima inquieta autoridades de São Tomé e Príncipe “  -

GRAÇOLAS SEM GRAÇA NENHUMA  - NÃO É O PRIMEIRO CASO






Este tipo de brincadeiras devia ser punido exemplarmente. É assim que fazem nos EUA e nos países onde o terrorismo ou as ações fingidas são severamente punidas – Tudo para evitar que o surto de querer ficar famoso do pé para a mão, não descambe num mero ataque de tosse.

Carlos Balsas, 41 anos, foi detido após ter dito que levava explosivos ao entrar num monumento histórico de Filadélfia. Nada tinha nas malas, mas continua preso por ameaça de terrorismo. Este é um dos temas do DN de hoje Nada tinha na mochila mas continuou preso por se ter recusado a pagar 250 mil euros. Professor português detido há 2 meses por ameaça terrorista -


AFINAL, O TRIBUNAL ATÉ APRENDEU MAIS ALGUMA COISA

Segundo diz o advogado de defesa,  a absolvição do Tribunal esteve bem e aprendeu a lição de que vale a pena brincar-se às bombas - Na América não se safava (tal como não se safou um outro brincalhão)  mas estava em S. Tomé, e, ali, o povo é bastante pacífico e tolerante


Reza a última notícia que "O Julgamento sumário de Manuel Ferreira, cidadão português de 79 anos de idade, resultou em absolvição. Na última terça – feira, o cidadão português que viajava para Portugal no voo da STP-Airways, ao entrar no aparelho, considerou que a sua mala estava pesada como se fosse uma bomba.



Uma frase que provocou alarido no avião, com a população a pedir intervenção de segurança. Manuel Ferreira, ficou sob a custódia da polícia, encaminhado para o ministério público, que avançou com um processo-crime. Hoje após a absolvição do arguido, o advogado André Aureliano Aragão, considerou a decisão do Tribunal como importante, até mesmo para ensinar o Ministério Público a fazer acusações consistentes. «Tribunal absolveu homem de 79 anos que pronunciou a palavra “BOMBA” no voo da STP-Airways



QUEM PERDEU?  - Perdeu o bom senso e a justiça que foi permissiva e o absolveu - Não lhe aplicou qualquer tipo de multa, corretivo  ou condenação. Perdeu a companhia aérea que foi forçada a chamar a polícia e a prolongar o tempo de espera na pista. Perderam os passageiros que foram forçados a esperar e a desesperar - E, certamente, a ser afetados com alguns compromissos no seu regresso a Portugal - Pois, quatro horas de espera, pode alterar muita coisa.




  QUEM GANHOU? Principalmente o advogado de defesa - Não é todos os dias que podem aparecer clientes destes,  suportados por terceiros - Neste caso, tanto quanto foi tornado público,  pelo Estado Português. - Numa população com elevada taxa de pobreza, a vida também não é fácil aos juizes e advogados. 

O que teria sido uma vista ministerial de vários dias sem este incidente?..Praticamente ignorada. Afinal, "lucrou" a Ilha (visto haver pessoas que se vão lembrar que vale a pena ir a S. Tomé e Príncipe, porque lá o terrorismo é feito a brincar  - Lucraram os polícias que foram testados num exercício próximo do real e até o próprio  ministro português, visto vir a ter  mais destaque nas TVS  - E, naturalmente,  o "engraçadinho" (o casal)  que já veio declarar à imprensa quer publicar um livro. Mas. sobretudo, porque pôde assim prolongar as férias num hotel de cinco estrelas - No  Pestana Sao Tome 


SE DISSESSE: VENHA DAÍ UMA "GRANADA" OU  Bomba de Chocolate,  - E HÁ POR LÁ DO MELHOR DO MUNDO - ATÉ LHE AGRADECIAM

Chocolate de São Tomé e Príncipe .......São Tomé e Príncipe com nova rota internacional no Salão do ...

S. Tomé e príncipe foi noticia em todas as televisões e principais jornais portugueses - E, possivelmente, na imprensa estrangeira - Não tanto pelas piores razões mas por uma atitude estúpida de um turista português, que já tinha idade para ter juizo mas resolveu brincar aos piratas dos aviões - Quis dar o dito por não dito mas já era tarde demais. 

Depois da pirataria marítima, vir a pirataria aérea.


Só lhes faltava mais esta: o arquipélago de S. Tomé e príncipe vê-se  a braços com o contrabando a pirataria naval  -Dois petroleiros detidos em São Tomé e Príncipe - SÃO TOMÉ . .. São Tomé pede ajuda contra pirataria e contrabando -


“As ações de pirataria marítima que nos últimos dias têm ocorrido nos mares sob jurisdição dos países membros do Golfo da Guiné inquietam seriamente as autoridades de São Tomé e Príncipe, que defendem um combate cerrado por parte da comunidade internacional".


"Dos casos identificados, no decorrer do ano transacto, constam mais de 90 atos de pirataria e 10 sequestros, o que faz do Golfo da Guiné, e consequentemente de São Tomé e Príncipe, uma das áreas marítimas mais arriscadas do planeta”, informou a ministra Natália Umbelina. Pirataria marítima inquieta autoridades de São Tomé e Príncipe

GRAÇAS DE MAU GOSTO, BEM BASTARAM AS DO  TEMPO COLONIAL. .Brincadeira de mau gosto no voo da STP-Airwsays .


Naqueles tempos, nem Eusébio era poupado. Era pretexto para vários tipos de anedotas - Uma delas deu em definir o prato de tremoços -Uma fresquinha com o camarão do Eusébio -  Ou então outra como esta mais açucarada e achocolatada:. vai uma cabeça de preto aí?



O REFORÇO DA CONFIANÇA CONSTRÓI-SE COM ATITUDES

Ainda não há muito tempo um cidadão de  nacionalidade portuguesa - e o caso era realmente lezivo para este jovem país - foi detido pela polícia de investigação criminal (PIC) de São Tomé e Príncipe por alegado envolvimento numa rede de falsificação de notas, Português detido por falsificação de notas 

É próprio de alguma mentalidade provinciana portuguesa, o exagero à piada brejeira. Compreendo a preocupação das autoridades santomenses, que, isto de se  falar de bombas numa mala a ser transportada num avião ministerial, não é coisa fácil de passar despercebida. Tanto mais que, conquanto em S. Tomé e Príncipe, não tenham caído bombas, durante o colonialismo, foram muitas as que foram transportadas para o Biafra, através de uma mascarada ajuda de solidariedade internacional. Além disso, os telejornais encarregam-se de nos mostrar, diariamente, as suas atrocidades em várias regiões do mundo – Isto, só por si, cria alta fobia em qualquer espírito, por mais avisado e corajoso que seja.


LOGO NUM AVIÃO PARA TRANSPORTAR MINISTROS




O avião, que tinha entre os passageiros a ministra dos Negócios Estrangeiros são-tomense, Natália Umbelina e o ministro português da Solidariedade e Segurança social, Pedro Mota Soares, foi evacuado e inspecionado pela polícia e pela segurança do aeroporto, que concluíram que não existia qualquer explosivo a bordo". Português que fez ameaça de bomba em São Tomé e Príncipe ..

SE TIVESSE DITO: SACO VAZIO NÃO FICA EM PÉ - TODOS OS COMPREENDIAM


Teria sido melhor compreendido se tivesse dito: "saco vazio não fica em pé" – E, no continente africano, há muito "saco vazio" com duas pernas que mal se consegue manter em pé. A fome e a insegurança alimentar em África - Felizmente que, estas ilhas são abençoadas pela Natureza e não deixam ninguém morrer à fome. Ou, então, esta expressão muito comum, em todo o lado: "mas que “bomba de mulher!” – Ou usando a expressão mais proverbial: “Tenha cuidado: minha mala pesa como chumbo!” - Mas foi logo dizer que a sua "mala pesava como bomba" –   O bastante para provocar quatro horas de espera no avião, de modo a que o mesmo fosse passado a pente fino e, o autor da graçola,  ser forçado a umas férias prolongadas.

Confesso que isto  me faz refletir em duas coisas: por um lado, a tal fobia ( a nível mundial) dos ataques suicidas nos aviões (e os exemplos, são de fato arrepiantes)e, por outro lado, a ideia de que as sequelas do colonialismo ainda continuam bem vivas – Ou seja, de que, a memória repressiva dos 500 anos, ainda não foi completamente apagada nos 38 anos de independência. O português ainda é visto com alguma desconfiança. - E, pelo que se depreende, não sem alguma razão. Pese a realidade económica atual, ser deveras preocupante, uma vez S. Tomé depender, substancialmente, da ajuda externa – Sendo, Portugal, um desses países solidários.

BRINCADEIRA DE "PIRATAS"  OU DE "PIRATINHAS"- 

Nos anos 80, houve um jovem português, filho de um taxista e ainda menor que não sabia como tornar-se famoso e vai de meter uma pistola de plástico num pequeno transistor. Às tantas, levantado o voo do avião da TAP, com destino a Faro, ei-lo a entrar pela cabine adentro e toca de ameaçar o piloto de que era um pirata a sério, exigindo ser levado para Madrid.  - Sim,  não foi fácil desarmar o inexperiente pirata, tendo acabado por se render horas depois,  em todo o caso, tal não impediu que fosse bater com os costados nos calabouços da Policia Judiciária. 

De seu nome Rui Manuel Costa Rodrigues, ficou então conhecido como o "Piratinha do ar" - Fui o primeiro jornalista a entrevistá-lo numa visita que fiz com o seu pai - naturalmente que sob o pretexo de amigo da família.  Já o conhecia antes.Trabalhava então na Rádio Comercial - Uns dias atrás, falou comigo, confessando-me que admirava o meu espírito aventureiro (sim, ele tinha ouvido uma das minha entrevistas na Rádio, sobre as minhas aventuras marítimas e queria conhecer-me pessoalmente) tendo afirmado que gostaria de fazer também uma grande aventura para se tornar famoso. "Não faltam portunidades", respondi-lhe. O que não esperava é que fosse daquela maneira. Mais tarde, em conversa com este ousado "caranguejo" (signo) revelou-me que a "experiência" acabaria por lhe trazer fama e algum proveito, tendo arranjado um excelente emprego, na área da publicidade, numa conhecida rádio privada. Espero que tenha tido sucesso. Nunca mais tive notícias do Rui  - Muito simpático e inteligente - E também revelador de um excelente caráter. Mas ele tinha já muita ambição e, entendeu - e bem - que só transpondo o limar da normalidade, lograria ir longe.


PIRATARIA AÉREA: - E, COM SUCESSO, SÓ A DE PALMA  INÁCIO



Palma Inácio foi o único caso, em Portugal, em que o desvio de um avião foi bem sucedido e teve objetivos políticos, visando o  derrube do fascismo – A “Operação Vagô” envolveu o desvio de um avião entre Casablanca e Lisboa, em 1961. Foi a primeira acção do género no Mundo e serviu para distribuir panfletos anti-salazaristas.SEQUESTRO ERA CONNOSCO -  Ele, com o célebre desvio do avião da TAP, logrou a distribuição de 100 000 panfletos contra a ditadura – Tive o prazer de ser seu camarada, depois de ter regressado de S. Tomé. No calor revolucionário, que então se vivia, aderi à LUAR - 25 de Abril tendo participado nalgumas das suas ações  - Apercebi-me da sua existência, visto morar em casa de meu irmão na Rua Penha de França, e a sede desta organização, ficar ali próxima.


A minha experiência nos Comando em Angola, se bem que limitada ao curso, pós curso de sargentos na ex-Nova Lisboa, levara-me a aderir a esta organização de cariz  verdadeiramente revolucionário. Mas foi apenas por alguns meses. Em ações de alojamento de famílias em andares devolutos, cujos senhorios não vendiam nem alugavam.

"Um audacioso golpe"



"A Operação Vagô consistiu no desvio de um Super-Constellation da TAP da carreira Casablanca-Lisboa. Pouco antes do seu início, Palma Inácio recebe o aviso de que a operação  devia ser abandonada. No entanto, com tudo já em andamento, decide prosseguir.



Assim,  a 10 de Novembro de 1961, no aeroporto de Casablanca, um "comando" de seis operacionais portugueses, todos exilados políticos no Brasil, embarca no "Mouzinho de Albuquerque", juntando-se a treze passageiros, dois portugueses e onze de outras nacionalidades. A única mulher entre os assaltantes estava grávida e o seu ventre ainda mais se avulta com cinco pistolas que traz presas por uma cinta. Palma Inácio entra com um revólver escondido numa meia.



Tudo decorre então de acordo com o plano estabelecido. 45 minutos após a descolagem, Palma Inácio irrompe pela cabina de pilotagem e aponta o seu revólver à cabeça do comandante, exigindo-lhe que simule uma aterragem em Lisboa, seguida de um voo rasante sobre a capital, Barreiro, Setúbal, Beja e Faro. Em todos estes pontos seria lançado borda fora um total de 100 000 panfletos impressos em papel de seda que haviam sido introduzidos no aparelho dentro da bagagem de mão dos conspiradores. O texto dos panfletos consistia num manifesto da Frente Antitotalitária dos Portugueses Livres do Estrangeiro denunciando  a falsidade das eleições para a Assembleia Nacional que dois dias depois iriam ter lugar e incitando a uma revolta contra o

governo salazarista. – Excertos de Palma Inácio, revolucionário e aventureiro - PORTUGUESE 


NÃO FORA O INCIDENTE,  A VISITA DO "DIVERTIDO" MINISTRO MOTA SOARES TINHA PASSADO DESPERCEBIDA - E ESTEVE LÁ UMA SEMANA







Imagem de www.telanon.info




A Santa Casa da Misericórdia, graças aos jogos de fortuna e azar, continua de pedra e cal – E, pelos vistos, foi mercê da generosidade desta instituição que, "O Ministro  da Solidariedade e da Segurança Social de Portugal, Pedro Mota Soares botou figura em S. Tomé e Príncipe – Assinando um protocolo de cooperação avaliado em 150 mil euros. São Tomé e Príncipe assegura 20% do valor e Portugal garante os outros 80%.




. “O mundo tem que caminhar mais para a solidariedade. A Santa Casa da Misericórdia, sendo uma instituição vocacionada para a solidariedade, necessita dela para cumprir a sua missão», acrescentou Paulo Neves” É verdade- Mas não é esse o sentido do liberalismo selvagem que impera atualmente no mundo  –E nos partidos que o sustentam.  Bom saber que, dirigentes do MLSTP- PSD (?!...onde foi arquivado o socialismo revolucionário?!...) ainda acreditam na solidariedade das instituições – Será que pensa da mesma maneira, o governante que os visitou ou é só fogo de vista? – A avaliar pelas suas palavras, tem opinião contrária: “Penso, sinceramente, que o Estado não tem vocação para dirigir instituições sociais" – Jornal 15 Dez 2011