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quinta-feira, 17 de dezembro de 2015

Fáfa de Belém e Juca Chaves, Anos 80, em Portugal no carnaval – A música e o humor que encantou! Fáfá de Belém - Nós vivemos hoje no Brasil um momento muito romântico da música muito romântica – E o chamado povão – a massa! – chegou aos FMs! -“No Brasil morre um ladrão e nascem dois” dizia Juca Chaves – há cerca de 30 anos - No dia em que, eles vieram animar três dias de carnaval no Casino Estoril




Fáfa de Belém e Juca Chaves, Anos 80, em Portugal  no carnaval – A música e o humor que encantou! Fáfá de Belém - Nós vivemos hoje no Brasil um momento muito romântico da música muito romântica – E o chamado povão – a massa! – chegou aos FMs!  -“No Brasil morre um ladrão e nascem dois” dizia Juca Chaves – há cerca de 30 anos  - No dia em que, eles vieram animar três dias de carnaval no Casino Estoril - 
Na conferência de imprensa, que então deram fizeram espetáculo – Do momento muito romântico da música brasileira, à corrupçãozona – Eu, então repórter da Rádio Comercial, nesse dia, estive lá – Ouça o registo que, foi passado na 24ª da Rádio Comercial, com apresentação de Aníbal Cabrita – E que guardo no arquivo das minhas memórias da Rádio.



“Fafá de Belém, nascida Maria de Fátima Palha de Figueiredo (Belém, 9 de agosto de 1956), uma das vozes mais populares da música brasileira, que começou sua carreira musical fazendo pequenas apresentações em eventos. Fafá ganhou reconhecimento nacional quando, em 1975, teve o primeiro grande momento de sucesso com a canção Filho da Bahia (Walter Queiroz), que estourou nas rádios. A música, gravada exclusivamente para a trilha sonora da novela global Gabriela, também originou um clipe no programa Fantástico, da mesma emissora. Na mesma época lançou o primeiro compacto, que continha as músicas Naturalmente (de Caetano Veloso e João Donato) e Emoriô (de Gilberto Gil e João Donato). Fafá de Belém –

12/01/2013 “Proveniente de uma família de portugueses, Fafá de Belém tem uma paixão tão forte pelo nosso país, onde passa grandes temporadas há mais de 26 anos, e foi aqui que decidiu celebrar o primeiro aniversário da neta, Laura, juntamente com a filha, Mariana Belém, e o genro. "A minha ligação com este país é tão forte que decidi celebrar cá o primeiro aniversário da minha neta. Acho que isso diz tudo. Comemorámos o aniversário dela os quatro, na suíte de hotel, e brindámos a este país, que nos recebe de braços abertos. Desde que ela nasceu passei a ser a vovó de Belém", contou emocionada, durante a apresentação da programação do Ano do Brasil em Portugal.

Orgulhosa, Fafá contou ainda que decidiu pedir dupla nacionalidade, já que em Portugal se sente em casa: "Tenho cá queridos amigos, uma vida e inclusivamente número de contribuinte [risos]. Acabei de receber o passaporte português, já tenho dupla nacionalidade e estou muito feliz. Circulo neste país muito à vontade e gosto da vida de cá. Portugal é o meu porto de tranquilidade e reflexão. Aqui fui e sou acolhida em todos os momentos mais importantes da minha vida."
Fafá de Belém pediu nacionalidade portuguesa - Caras



Juca Chaves – Humorista mais popular no Brasil: toca, canta e conta anedotas – Sem reportório definido; qualquer pretexto lhe serve para parodiar – E foi justamente o que aconteceu na conferência de imprensa, em resposta a algumas perguntas colocadas pelos jornalistas

"Com formação em música erudita, começou a compor ainda na infância. Iniciou sua carreira no fim da década de 1950, tocando modinhas e trovas num estilo suave.


Nos anos 60, montou um circo nas proximidades da Lagoa Rodrigo de Freitas, do Corte de Cantagalo. Ali apresentou seu show Menestrel Maldito. Muitas de suas piadas ficaram famosas, marcando época. Juca Chaves –

Dizia então: “Mandar o Juca  Chaves, a Portugal, acho que é uma vingança do povo brasileiro a vocês, que a culpa toda começou com Cabral, que descobriu o Brasil, do lado debaixo do equador. Podia ser do lado de cima; podia ser do lado de cima. Confundiu a palavra Brasil, com a palavra Brasil-viu. Acho que foi esse o grande engano capital: nossa moeda, hoje podia ser o dólar e é o cruzado!... É trágico!... Sabe quando é que está agora o dólar no Brasil?!... Seiscentos cruzados o quilo!.. Nós não temos mais a noção do nosso dinheiro: está muito ruim!...

Está tão ruim, que o brasileiro, anda na sua pior crise!!... Não somente económica mas, inclusive, de alegria!... Nós não estamos passando um momento muito alegre!...  Atravessamos um momento, sem grandes expectativas!... Esperando sempre aquele dia da amanhã!...  Mas nós somos otimistas!... A gente sempre espera!...

Dizem que Deus é Brasileiro!... Só que anda viajando muito, ultimamente!... Assim, como os nossos governantes!... Eles não vão muito à Amazónia!... Eles vão aos países mais gostosos!... Por isso, eu sou candidato!... Talvez já nas próximas eleições!... Vou ser candidato a vice-presidente da república!... Que é ótimo!!... Porque você nunca sabe onde é que está o vice-presidente, em qualquer país do Mundo!... Mas, comigo saberão!... Eu estarei sempre em Paris!... E até tenho um slogan feito: “Pelo Povo! Para o Povo! Com o Povo! – Mas Nunca Junto do Povo!..

domingo, 13 de dezembro de 2015

Alpinismo em Portugal – Conquista da Via Alampa, 1974-79 – A mais arrojada escalada dos anos 70 - Foi pioneira e fez história - Tema de palestra na Casa de Gruta da Associação Desnível, em Cascais


Jorge Trabulo Marques - Jornalista (e alpinista nos anos 70)



Top do Alpinismo  em Portugal, Arrábida anos 70 – Recordado na Associação Desnível, em Cascais




Foi tema de uma interessante palestra por Paulo Alves,  o ideólogo  e coordenador da primeira “big wall” portuguesa,  batizada Via Alampa, situada    por cima do Fojo dos Morcegos - Mas também pretexto de um caloroso convívio, com os amantes da mais nobre, arrojada e difícil modalidade desportiva, que responderam ao convite lançado pela   Associação Desnível, na Casa da Gruta, em Cascais – Trata-se, sem dúvida,  de um feito notável, nos pergaminhos da história do alpinismo em Portugal. Muitos fins de semana de investimento -  Em que a técnica mais avançada que havia na Europa, começava da dar os seus passos em  Portugal.

A conquista  da via Alampa da Arrábida, nome pela qual passou a ser conhecida pelos seus escaladores Al ( de Al)exandre Lugtenburg de Garcia); am (de  Am)orim – José Amorim); pa (de Pa)ulo Alves), sim, estes os heróicos alpinistas portugueses, que lograram escalar uma vereda de 200 metros, de grau de dificuldade elevadíssimo, ao cabo de sucessivas tentativas, que  se arrastaram, entre maio de 1974 e junho de 1979, num tempo em que, o equipamento técnico, longe ainda de atingir o avanço dos dias de hoje – E, então, ainda muito aquém dos recursos técnicos que existiam nos países da Europa, onde esta prática desportiva, já havia partido à descoberta do cume do Evereste e de outros gigantes dos Himalaias 
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ESCALADA, UMA LOUCURA CALCULADA

“Uma comunhão com os nossos parceiros e com a Natureza”;  “o espírito de aventura, o contacto com a Natureza, a camaradagem – E sobretudo a aventura! – Feita de pequenas progressões, de várias tentativas,  refere José Amorim  - Mas de uma loucura calculada, diz Paulo Alves -

Geólogo, desde 1972, alpinista e monitor de escalada desde 1972, membro da direção da ADA Desníve, o orador da palestra, que, ao longo de mais de uma hora, foi recordando, não apenas a escalada da famosa Vila Alampa, na Arrábidas, como também outros arrojados desafios, tanto em Portugal, como no estrangeiro – Além das palavras, muitas imagens a documentar momentos, verdadeiramente épicos e  empolgantes

Primeiro começou por ser conduzido pela sedução “daquele mar fantástico”, junto à vertigem das arribas, depois veio o  apelo ao desafio, a tentação de escalar as  íngremes veredas . "Desde 71  que ficou aquele bichinho…" Impressionado  pelas façanhas e pela  "história daquela malta lá fora...ficou aquela ideia de um hipotético projeto” – De tal modo ambicioso para os meios disponíveis na época que a abertura da via, com mais de 200 metros, se arrastou entre maio de 1974 e junho de 1979.

Paulo Alves, viajou para o estrangeiro, de comboio, através dos bilhetes económicos, que eram proporcionados  naquela altura,  em viagens por vários países, participou em cursos de alpinismo, com bons mestres e “passou a saber como é que são as coisas lá fora”, juntamente com equipas  nas grandes escaladas.

E não se pense que é nas mais altas montanhas da terra, que residem  as maiores dificuldades da escalada – Mas nas grandes paredes vertais, com os seus tetos, que mais lembram palas fantásticas, que exigem muita agilidade, perícia e muita coragem, nervos de aço  e uma serenidade, a toda a prova, dos praticantes da modalidade – Quantas  vezes, em desafios solitários ou em pequenas equipas, num verdadeiro taco a taco, com as adversidades impostas pela Natureza, mas, precisamente por isso, porque, quanto mais esta lhes dificulta a  escalada ao seu cume, a  ascensão, ao trono dos deuses, maior é o entusiasmo, a persistência e a paixão  pela conquista da íngreme vereda, da vertiginosa agulha  ou do afilado cume da mais perigosa e inacessível montanha.




Neste vídeo, gravado já quase sobre os cumprimentos de despedida,  além de outros registos circunstanciais, incisivamente de Paulo Alves,  José Amorim, apresentamos as as declarações de Rogério Paulo, Presidente da  Associação de Desportos de Aventura Desnível,  que sublinha a importância desta palestra, tal como a anterior, no passado dia 25, sobre a conquista do Cão Grande,  e outras que ainda se projetam realizar, como oportunidade para  o registo do acervo histórico das escaladas que marcaram um período áureo dos alpinistas portugueses.


AS PRINCIPAIS VIAS DE ESCALADAS, EM PORTUGAL

“O Penedo da Amizade, assim denominado por se encontrar dentro dos terrenos de uma antiga quinta com o mesmo nome, é uma enorme parede de granito que sobressai da paisagem verdejante, ponteada por blocos rochosos, quando se olha para o Castelo dos Mouros, da Vila Velha de Sintra.

Este local, bem conhecido dos amantes da escalada, proporciona uma excepcional vista sobre a Vila Velha e os seus monumentos, a encosta Norte da serra e o Atlântico.” Penedo da Amizade [Sintra] –

“Na região Norte do país destacam-se os picos de granito do Parque Nacional da Peneda-Gerês, um local de referência para qualquer alpinista. No entanto, há mais
  As falésias de xisto em Nossa Senhora do Salto, a leste do Porto;     O afloramento de granito de Cántaro Magro (500 m) na Serra da Estrela;     Penhascos de calcário de Reguengo do Fetal, perto de Fátima;     Paredes de rocha de Penedo da Amizade,  perto do Castelo dos Mouros de Sintra; Rocha da Pena no Algarve.” Alpinismo e escalada em Portugal

Alpinismo

"O termo "montanhismo" – diz a Federação de Campismo e Montanismo de Portugal, é utilizado para designar a actividade que consiste na escalada/ascensão de montanhas. O acto de subir montanhas remonta às origens do Homem mas é usual considerar que o montanhismo começa a ser praticado com as primeiras ascensões sistemáticas nos Alpes (séc. XVIII) confundindo-se com a própria origem do alpinismo. Apesar dos termos montanhismo e alpinismo, na verdade, significarem exactamente o mesmo, podemos considerar que esses termos se referem a actividades com motivações semelhantes mas praticadas em ambientes algo distintos. Desta forma, considerar-se-á que o montanhismo se pratica em meios de baixa e média montanha e que o alpinismo se restringe a regiões de alta montanha. Para sermos mais exactos, podemos referir que o alpinismo se pratica em ambientes que exijam aclimatação (portanto em alta montanha) e/ou onde existam glaciares (em alta montanha ou em altas latitudes). A actividade de escalar e/ou ascender altas montanhas ou efectuar travessias em áreas de alta montanha (ou altas latitudes) é, no contexto explanado, frequentemente designada por "alpinismo".

A conquista dos mais altos cumes desenvolveu-se paralelamente nos Pirenéus (originando o pireneismo) e, posteriormente, estendeu-se aos Himalaias (dando origem ao himalaismo), aos Andes (criando o andinismo) e às mais altas montanhas dos diversos continentes.

O objectivo do alpinismo (e do montanhismo) centra-se, pois, no cume. Atingir o ponto culminante de uma determinada montanha ou o topo de uma parede (ou falésia). Para tal, é frequente recorrer a técnicas de escalada, daí confundir-se intimamente com essa actividade que não é mais do que uma das suas disciplinas base, a par da marcha, esqui ou campismo/bivaque de montanha. O montanhismo (e o alpinismo por maioria de razões) diferencia-se do pedestrianismo pela sua dificuldade acrescida e diferença notória de objectivos. Ao contrário do pedestrianismo, o alpinismo (tal como o montanhismo) pode-se praticar fora de trilhos ou caminhos e em ambientes verticais onde é necessário utilizar técnicas e equipamentos de escalada. E, como já foi expresso, o montanhismo poder-se-á diferenciar do alpinismo, que implica geralmente maiores dificuldades, por estar associado a alta montanha, ou seja, terrenos glaciares e/ou altitudes que obriguem a aclimatação. Alpinismo - FCMP -