Guiné Equatorial Organizou
em Malabo a semana cultural da Língua Portuguesa - A cerimónia de encerramento está
prevista para hoje no Parque Nacional de Malabo com o Festival de Música dos
Países de Língua Portuguesa, com atuações ao vivo.
Há
14 anos a Comunidade dos Países de Língua Portuguesa instituiu oficialmente o
dia 5 de maio como o Dia Mundial da Língua Portuguesa, reunindo todos os povos
que têm esta língua como alicerce de identidade, para celebrar sua cultura e
língua.
A semana cultural da
Língua Portuguesa realiza-se pela primeira vez na Guiné Equatorial, após a sua
integração na CPLP. – De 1 a 6 de Maio. - Composta pelos Representantes de
alguns Países que integram a CPLP (Comunidade dos Países de Língua Portuguesa),
chefiada pelo Embaixador da mesma Comunidade na Guiné Equatorial, Mateo Silas,
fez um tour pelo Parque Nacional de Malabo; um dos locais marcantes, temáticos
e de lazer que o País possui e o local escolhido pelo Governo para realizar as
atividades correspondentes a esta celebração
A
iniciativa é do Ministério da Cultura, Turismo e Promoção do Artesanato, departamento
responsável pela organização de todas as atividades, pelo que entre os seus
objetivos está promover a cultura da Guiné Equatorial e descobrir áreas de
investimento para fomentar a economia nacional.
Queremos
um intercâmbio, seja a nível de música, gastronomia, literatura, já que estamos
a falar de turismo na Guiné Equatorial.Vamos
organizar um concurso gastronómico, temos previstas feiras literárias,
festivais de música, alguns músicos dos países da CPLP virão à Guiné
Equatorial”, indicou Luis Federico Mbomio Ona, director de Belas-Artes.Este intercâmbio cultural estará aberto ao público todas as
manhãs, das nove às dez da noite.As
diferentes delegações estão programadas para começar a chegar à Guiné
Equatorial em 28 de abril.
Embaixador Tito Mba Ada e esposa,
Em entrevista ao Diretor
Geral da CPLP, Armindo Brito Fernándes, e ao Diretor Executivo do Instituto
Nacional da Língua Portuguesa, João Laurentino Neves; Ambos concordaram que a
Guiné Equatorial está no bom caminho e o seu processo pode ser visto na sua
plena integração na CPLP.
Por outro lado, o
Comissário Equatoguinense acreditado em Portugal, Tito Mba Ada, afirmou que:
"o nosso País vai aprendendo dia a dia as vantagens de pertencer à
Comunidade Lusófona, e que esta festa na Nação tem por objectivo promover e
difundir a língua portuguesa entre os equatoguinenses".
Hoje, dia 05 de maio, é comemorado o dia Mundial da Língua Portuguesa, com o objetivo de consagrar um autor da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa – CPLP, partilhada por mais de 260 milhões de falantes espalhados pelo mundo
A distinção foi atribuída pela comissão dos representantes do Brasil, de Portugal, à escritora moçambicana galardoada em 2021 pelo prêmio Camões, Paulina Chiziane, recebeu em Portugal o diploma referente ao Prêmio Camões.
O diploma foi entregue na tarde desta quinta-feira, no Antigo Picadeiro Real, em Lisboa, pelas mãos do primeiro ministro e do embaixador do Brasil.
A entrega do galardão acontece 10 dias depois da cerimónia de entrega do Prémio Camões a Chico Buarque, vencedor em 2019, que decorreu no Palácio Nacional de Queluz, em Sintra.
O atraso ficou a dever-se inicialmente à recusa do então presidente do Brasil, Jair Bolsonaro, em assinar o diploma do prémio do escritor e músico brasileiro, e depois à pandemia, que, consequentemente, deixou bloqueadas as entregas de prémios que se sucederam: o escritor e ensaísta português Vítor Manuel de Aguiar e Silva (2020), que viria a morrer em 2022 sem o receber, e o poeta e romancista brasileiro Silviano Santiago (2022).
Para o ministro da Cultura, Pedro Adão e Silva, “a entrega do Prémio Camões à escritora moçambicana Paulina Chiziane é um momento de enorme significado e enorme simbolismo para a cultura em português. É a primeira mulher negra a receber aquele que é o prémio de maior prestígio da língua portuguesa”.
Recordando Jorge Amado, um dos os mais famosos e traduzidos escritores brasileiros de todos os tempos, o autor mais adaptado ao cinema, teatro e televisão Nesta data especial, aproveito a oportunidade para aqui recordar duas das entrevistas que me concedeu - Elogio ao cineasta, Glauber Rocha, dias antes da sua morte – A um dos cineastas mais notáveis do chamado Cinema Novo Brasileiro: os “Os seus filmes são um elogio do Homem, do ser humano” ; O lançamento da bomba atómica em Hiroxima - "Eu me recordo perfeitamente. Foi durante a guerra! No momento em que já não havia absolutamente necessidade de que a bomba atómica fosse lançada, a guerra estava ganha pelos aliados, foi um crime! - Outra parte da entrevista reporta-se ao seu livro Sumiço de Santa: uma história de feitiçaria, que só podia ocorrer na Baía, com personagens portuguesas;
BOMBA ATÓMICA EM HIROXIMA -"Eu me recordo perfeitamente. Foi durante a guerra; foi lançada sobre o Japão! No momento em que já não havia absolutamente necessidade de que a bomba atómica fosse lançada, a guerra estava ganha pelos aliados, foi um crime! Um crime terrível não só para a população japonesa mas contra a Humanidade!... Não havia absolutamente nenhuma necessidade de lançar a bomba atómica naquele momento sobre o Japão: o Japão já estava vencido."
GLAUBER ROCHA - UM IRMÃO PARA JORGE AMADO
Jorge Amado: “nós somos baianos, brasileiros ambos, escritores, intelectuais, pois que, Glauber é um grande escritor! Um admirável escritor! … Eu conheço-o, quase desde menino!... Eu vi quando ele começou o seu trabalho de cineasta, sei quanto o cinema brasileiro lhe deve: grande figura do nosso cinema! “ - Declarou-me Jorge Amado, há 42 anos
Depois do 25 de Abril. Jorge Amado, deslocou-se várias vezes a Portugal: vindo, nomeadamente, de Paris, onde passava algumas temporadas, sobretudo na década de 80, numa fase, literariamente, ainda muito ativa – Não era que gostasse mais de viver na Europa de que no Brasil; o motivo não era esse mas a falta de privacidade e o necessário isolamento, que não conseguia encontrar na sua cidade natal, onde era constantemente solicitado - Nascido em Tabuna, a 10 de Agosto de 1912, Estado da Baía, e, em cujas terras, havia também de falecer: Em Salvador, 6 de Agosto de 2001
Confessou-me que adorava o nosso país: deliciar-se com a sua gastronomia, admirava o artesanato do Minho (nomeadamente o da cerâmica), as belezas naturais, o nosso sol, nosso clima, a simpatia das nossas gentes, onde contava com bons amigos, alguns dos quais, fonte de inspiração, como personagens nas suas obras: é o caso, por exemplo, de Nuno Lima de Carvalho, diretor da Galeria de Arte do casino Estoril
Tanto ele, como Zélia Gattai, sua esposa, deram-me o prazer de me concederem várias entrevistas, que aguardo no meu arquivo. Uma das quais feita por ocasião do Congresso de Escritores Portugueses, em 1988 (creio que o 2º), ou seja, dois anos antes da assinatura do então já polémico acordo ortográfico – Obviamente, que o tema não deixou de vir à baila, gerando acaloradas discussões, tal como, de resto, ainda hoje continua a suscitar, -
Jorge Amado –O maior best-seller da literatura brasileira, recordista de traduções, ex-deputado, figura emblemática da cultura popular baiana – de São Salvador da Bahia – cidade onde nasceu, que amou e divulgou como ninguém, desde que ali veio ao mundo, no dia 12 de Agosto de 1912, mas que seria chamado para o pouso eterno dos justos, a 6 de Agosto de 2001, aos 89 anos, ou seja, precisamente, 20 anos depois do dia em que me concedeu a entrevista, que aqui passo a recordar - Mais tarde, outras me daria ainda a honra e o prazer de me conceder, assim como sua esposa, a escritora, Zélia Gattai, , – porém, a entrevista, que aqui recordo, assume um significado especial: não só pela estranha coincidência dessa data, sim, longe de imaginar, que, duas décadas depois deste tão amável diálogo, ele partiria para a eternidade, mas também pelo facto de, naquela já distante data de 6 de Agosto de 1981, ele ter elogiado o seu grande amigo Glauber Rocha, um dos cineastas mais notáveis do chamado Cinema Novo Brasileiro, iniciado no começo dos anos 60, que faleceria menos de duas semanas depois, a 22 desse mesmo mês
A entrevista. concedia no dia em que se completavam 36 anos sobre o lançamento da bomba atómica sobre Hiroxima, assunto que também é colocado ao escritor Jorge Amado, foi transmitida na então Rádio Comercial – RDP e escutada por Glauber, então enfermo no Hospital da CUF, a quem telefonei, dando-lhe conhecimento, a pedido de Fernando Namora, com o fim de lhe dar ânimo.
General João Seria”, vocalista principal do conjunto África Negra e o seu Amor à vida, que agora o abandona – 04-05-2023 -aos 74 anos por causa desconhecida - Declarado Luto nacional o dia do seu funeral
O anúncio da morte acontece sete dias depois do General João Seria ter brilhado num grande show musical na Ilha do Príncipe, por ocasião do 28º aniversário da autonomia regional, numa festa marcada pela presença do Presidente da República, Carlos Vila Nova, com quem trocou opiniões sobre o seu grande sonho de abrir uma escola de música
África Negra - Em defesa das tartarugas ameaçadas de extinção
Video gravado com o tema"TODO O MUNDO TEM UM AMOR NA VIDA e por ele tudo é capaz” - Com imagens de uma largada de tartarugas e de uma exibição, há uns anos, numa discoteca lisboeta
Um verdadeiro general de talento de voz e de empatia com o público, envergando boina e a farda militar nos concertos, aceitou o desafio, que lhe fora proposto pelos Pesquisadores da Universidade de Oxford e do Programa Tatô, de através de um video gravado no cenário Idílico de algumas das maravilhosas praias, com letras cantadas em três línguas locais, como forma de sensibilizar e cativar a opinião pública – sobretudo as comunidades das praias piscatórias - de forma a abster-se do consumo da carne e dos ovos de tartaruga - hábito enraizado na gastronomia local - , que vão desovar nas areias
O músico Gabriel João, mais conhecido por General João Seria, um dos mais emblemáticos cantores são-tomenses e “astro” do conjunto África Negra, morreu ontem, dia 4 de Maio, na sua residência, em Santana, Distrito de Cantagalo, soube-se de fontes familiares
De acordo com uma das filhas, diz o Telá Nón, o cantor de 74 anos de idade, foi
encontrado sem vida, na casa onde vivia. A filha assegura que o cantor não
estava doente, mas, que, no entanto, padecia de problemas de tensão.
O Presidente da República, Carlos Vila Nova, o Governo, liderado pelo
primeiro-ministro, Patrice Trovoada, são dentre outras várias entidades
públicas que manifestaram profundo pesar pela morte do cantor João Seria.
Tal como já tive ocasião de sublinhar, num post que editei, em 2014, no meu
blogue canoasdomar, na sequência de uma atuação na Discoteca B.Leza, este
espaço foi pequena demais para tanto entusiasmo e tanta gente assistir ao
caloroso espetáculo do histórico Conjunto África Negra e de alguns dos seus
ídolos mais antigos. como seja o lendário General João Seria
Espantosa exibição que entusiasmou e levou ao rubro, quer os santomenses da
diáspora e outros africanos dos PALOP, quer os Portugueses e de outras
nacionalidades, que não quiseram perder tão rara como extraordinária
oportunidade! - E, antes mesmo de ser espetáculo, já o era na expetativa que se
gerava à porta da conhecida casa de diversão lisboeta
General João Seria – Um autêntico general da música santomense. Vê-se que o
homem tem cabelo brancos mas a genica e energia que manifesta no palco, o seu
timbre de voz - num genial talento de vocalista e de comunicador com o público
- não dá a menor pista para se lhe decifrar a idade.
É um dos tais generais que parece não conhecer período de reforma ou tempo de
pausa para depor as sua artilharia musical. - tanto mais que até trouxe alguns
CDs para, a dada altura, os puxar pelos bolsos das calças e os distribuir ao
acaso pelos muitos braços que se erguiam à frente do palco. Penso que, a sua
atuação, foi espontânea, que não fazia parte do reportório do programa. Foi
pelo menos a ilação que pude extrair quando, o repórter de televisão de S.
Tomé, Alcibiades Pequeno, subiu ao palco para anunciar a grande surpresa da
noite
O Conjunto África Negra é uma legenda como " grande embaixador da música
de São Tomé depois da independência. Nasceu em 1974, a tocar nos “fundões”,
bailes ao ar livre onde se juntavam as diferentes comunidades de pescadores e
trabalhadores das plantações de café e cacau da ilha. Ao longo dos anos, com
apogeu na década de 80, maturou um estilo de rumba específico são-tomense,
influenciado pelo soukous e pelo highlife. Regressam agora a Portugal, depois
de mais de duas décadas de ausência e atividade intermitente. Do sexteto que
veremos em Sines, dois membros integraram a formação original, o vocalista João
Seria e o guitarrista Leonildo Barros.
João Seria iniciou a carreira nos ano 60 no agrupamento musical “Cabana”, na
ilha do Príncipe, passou por algum tempo no conjunto Sangasuza, para depois
chegar e manter até à data, praticamente, da sua “extinção”, no conjunto Africa
Negra, onde brilhou e atingiu o apogeu nos anos 80, não só a nivel nacional
como em Angola, Cabo-Verde, Gabão, Camarões e, ultimamente, na América Latina,
nos shows no Brasil e no festival da Colombia.
Além da voz sonante, o General João Seria brilhou também com a sua presença em
palco, nos “fundões ou terraços”, através dos gestos e danças com que
acompanhava o ritmo.
Intérprete de várias músicas amplamente conhecidas, como “Aninha”, “Carambola
Nova Moca”, “Pedlêlo” e outras, o General João Seria foi por várias vezes
homenageado pelo Governo de São Tomé e Príncipe pela sua estimável contribuição
no engrandecimento da cultura nacional, sobretudo no campo musical.
- Fernando José Salgueiro, nasceu em Castelo de Vide, no dia 1 de julho de 1944, completaria hoje 79 anos, se fosse vivo – Faleceu no dia 4 de Abril de 1992 – Tinha então a patente de tenente Coronel – Foi um dos um dos capitães do Exército Português que liderou as forças revolucionárias da Revolução de 25 de Abril de 1974, que marcou o final da ditadura
.
A sua morte, aos 50 anos, foi então muito sentida, tanto por camaradas de armas, que o haviam acompanhado na madrugada daquela histórica data, como por várias personalidades, e também pelos portugueses, em geral, que compreenderam a importância do 25 Abril, como caminho aberto à liberdade, ao fim da guerra colonial e aos ideais democráticos
O seu corpo esteve em câmara ardente na capela da Academia militar, junto à qual registei para a então Rádio Comercial-RDP, breves declarações, de várias personalidades, militares e civis, acerca da sua memória, incluindo um general, cujo nome, já não me ocorre, assim como do Almirante Rosa Coutinho, de Mário Soares, Hermínio Martinho, do então PRD e António Roque Gameiro.
DEPOIMENTOS ACERCA DE UM HOMEM CORAJOSO, HONRADO E HONESTO – UM DOS SÍMBOLOS DA REVOLUÇÃO DO 25 DE ABRIL
“Um dos homens responsáveis pela democracia em Portugal e um do símbolos dos capitães de Abril – Um dos militares que arriscou a própria vida e nunca se arrependeu dessa sua ação meritória
Um homem honrado honesto, com brio, um apatriota e é com muita mágoa que se vê perder uma camarada que ainda estava na flor da vida “ – Palavras de um general, cujo nome me não ocorre
Rosa Coutinho - Todos nós que fizemos a Revolução de Abril, consideramos Salgueiro Maia, um dos nossos, vemos, portanto, o seu falecimento como uma perda significativa. É evidente que os capitães de Abril irão morrendo: é pena que, no caso de Salgueiro Maia, e de outros, tenha sido tão cedo. Mas recordá-lo-emos sempre, como um homem muito digno! Um homem de grande coragem moral e física! Um homem de isenção exemplar. Um homem que nunca procurou honrarias, que nunca procurou benefícios pessoais e, cuja atitude, como Capitão de Abril, perdoará para a história: um homem com grande capacidade de sacrifício, não apreciando a Ribalta nem militar nem política
Mário Soares – Senti imenso a morte do Tenente-Coronel, Salgueiro Maia: além de tudo o mais era um amigo dele mas fui sempre um admirador: foi um militar íntegro! Foi um herói do 25 de Abril! Participou no 25 de Novembro! Foi um combatente da liberdade. Devemos-lhe muito! Portugal, hoje, democrático e pluralista, deve muito à ação pessoal de Salgueiro Maia e, por isso, todos nós portugueses, se devem inclinar sobre a sua morte, que representa uma grande perda para o país foi, digamos, um Campeão da Liberdade
Herminio Martino - Salgueiro Maia era um amigo especial e uma amigo particular: pela sua postura na vida, pela sua integridade, pela grande dignidade, com que se comportava e conduzia toda a sua vida, eu penso que ele é merecedor do maior respeito e admiração dos portugueses: pela coragem e determinação, com que conduziu a sua vida, penso que lhe devem muito: não só os portugueses, em geral, como o regime democrático, em que hoje felizmente vivemos
António Roque Gameiro - Não era pessoa de criar o mais pequeno conflito, fosse com quem fosse; em cada um com quem se relacionava, era uma amigo Era uma honestidade muito grande e não se aproveitou de nada
Salgueiro Maia condecorado em gesto de "reparação histórica"
EXPRESSO - Se fosse vivo, o capitão de Abril Fernando Salgueiro Maia, faria 72 anos esta sexta-feira. Por causa de uma deslocação oficial, o Presidente da República antecipou a condecoração a título póstumo e a Grã-Cruz da Ordem do Infante foi entregue ontem à viúva do rosto mais conhecido da Revolução dos Cravos
Marcelo diz que este é um gesto de “reconhecimento da pátria portuguesa”, porque nunca é tarde para uma “reparação histórica”. A condecoração foi entregue a Natércia Salgueiro Maia, viúva do capitão de Abril, que se sentiu “reconfortada” com o gesto do PR.
Natércia recordou que o marido viveu momentos de “mágoa e tristeza pela forma como era tratado. Algumas vezes ouvi-o desabafar: Tratam-me como se eu fosse um traidor à Pátria, então, que me julguem. Infelizmente, o meu marido já não está entre nós. Por ele, sinto-me reconfortada pela decisão do senhor Presidente em lhe atribuir esta condecoração”. Agradeceu o gesto do PR considerando-o extensivo a todos os “implicados no 25 de Abril”, expressão que o marido gostava de utilizar.Marcelo condecora Salgueiro Maia
Biografia
Fernando José Salgueiro, natural de Castelo de Vide, 1 de julho de 1944, tendo falécio em Lisboa, 4 de abril de 1992), foi um dos capitães do Exército Português que liderou as forças revolucionárias durante a Revolução de 25 de Abril de 1974, que marcou o final da ditadura.
Filho de um ferroviário, Francisco da Luz Maia, e de sua mulher, Francisca Silvéria Salgueiro, frequentou a Escola Primária em São Torcato, Coruche, fixando-se subsequentemente em Tomar; concluiu o ensino secundário no Liceu Nacional de Leiria (hoje Escola Secundária Francisco Rodrigues Lobo), ingressando, em outubro de 1964, na Academia Militar, em Lisboa. Acabado o curso, Salgueiro Maia foi colocado na Escola Prática de Cavalaria (EPC), em Santarém, para frequentar o tirocínio. Na mesma instituição, ascendeu a comandante de instrução e integrou uma companhia dos comandos na Guerra Colonial. Depois da revolução, viria a licenciar-se em Ciências Políticas e Sociais, no Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas, em Lisboa
Em 1973 iniciam-se as reuniões clandestinas do Movimento das Forças Armadas e, Salgueiro Maia, como Delegado de Cavalaria, integra a Comissão Coordenadora do Movimento. Depois do 16 de Março de 1974 e do Levantamento das Caldas, foi Salgueiro Maia, a 25 de Abril desse ano, quem comandou a coluna de blindados que, vinda de Santarém, montou cerco aos ministérios do Terreiro do Paço forçando, já no final da tarde, a rendição de Marcelo Caetano, no Quartel do Carmo, que entregou a pasta do governo a António de Spínola. Salgueiro Maia escoltou Marcelo Caetano ao avião que o transportaria para o exílio no Brasil. Na madrugada de 25 de Abril de 74, durante a parada da Escola Prática de Cavalaria (EPC), em Santarém, proferiu o célebre discurso: Meus senhores, como todos sabem, há diversas modalidades de Estado. Os estados socialistas, os estados capitalistas e o estado a que chegámos. Ora, nesta noite solene, vamos acabar com o estado a que chegámos! De maneira que, quem quiser vir comigo, vamos para Lisboa e acabamos com isto. Quem for voluntário, sai e forma. Quem não quiser sair, fica aqui! Todos os 240 homens que ouviram estas palavras, ditas de forma serena mas firme, tão característica de Salgueiro Maia, formaram de imediato à sua frente. Depois seguiram para Lisboa e marcharam sobre a ditadura.[1] [2] A 25 de Novembro de 1975 sai da EPC, comandando um grupo de carros às ordens do Presidente da República. Será transferido para os Açores, só voltando a Santarém em 1979, onde ficou a comandar o Presídio Militar de Santarém. Em 1984 regressa à EPC. Excertos de Salgueiro Maia – Outros elementos também em Biografia de Salgueiro Maia (
Causou sentida consternação o falecimento, num hospital, em Lisboa, do Engº
Aguinaldo Salvaterra na passada noite do dia 30.04.2023, cujo funeral está previsto para as 10.30 de
Sábado, no Cemitério de Benfica
O Governo Regional do Príncipe, não quis deixar de manifestar “a sua consternação pela notícia da perda deste grande filho da terra que tantas obras sociais, humanitárias e empresariais realizou em prol dos seus concidadãos e do País.
Conhecido por todos como Engenheiro Guiná, teve um marcante percurso profissional e empresarial, e, entre muitas outras obras realizadas, destacamos a visão revolucionária na matéria informática, tendo sido um dos pioneiros no lançamento da informática e internet no País.
Com a sua empresa Bahnhof, deu contributos memoráveis para o País e para o
Príncipe em particular, com o projeto Internet 4 All (Internet Para Todos), e
mais recentemente foi parceiro na assistência técnica ao Projeto Aprendizagem
Digital na Região Autónoma do Príncipe.
Nas redes sociais, foi também expressado o sentimento de pesar – Um dos seu
amigos recorda que “desde que nos conhecemos em 2008, no
projeto “INTERNET4ALL”, sempre admirei a sua paixão pelas novas tecnologias e
telecomunicações, e o seu trabalho como um verdadeiro precursor da inclusão
digital em São Tomé e Príncipe.
Meu abraço amigo aos jornalistas de S. Tomé e Principe - Das maravilhosas ilhas verdes do equador, onde dei os meus primeiros passos, mas, que, após o 25 de Abril, me haveriam de custar graves dissabores por alguns colonos que se opunham aos novos ventos da liberdade.
A Declaração Universal dos Direitos Humanos diz: “todos os homens são livres e iguais – Mas a liberdade de expressão, mesmo nos denominados regimes democráticos, onde os principais órgãos da comunicação social estão sob a alçada do poder económico, não passa senão de uma grande ilusão: - De um descarado colete de forças a permitir um enorme buzinão de uma nota só, sem direito ao contra-ponto ou oposta argumentação.
Em 2012, em Portugal, houve um assessor politico que escreveu estas palavras, num artigo de opinião publicado no primeiro número da versão brasileira da revista Campaigns & Elections sobre "a importância da agenda", dizendo que "Uma informação não domesticada constitui uma ameaça com a qual nem sempre se sabe lidar" https://www.publico.pt/2012/01/05/jornal/uma-informacao-nao-domesticada-constitui-uma-ameaca-23730323
Nas ilhas pacificas do Equador, não se matam jornalistas, como tem sucedido em várias partes do nundo, mas os salários são demasiado magros para estimular a profissão, a compensa justa ao seu trabalho e dignificação.
Em diversas regiões do mundo, todos os anos vários jornalistas são capturados, assassinados ou mantidos prisioneiros, com destaque para os países onde vigoram regimes ditatoriais.
O Dia Internacional da Liberdade de Imprensa tem como objetivos: promover os princípios fundamentais da liberdade de imprensa; combater os ataques feitos aos media e impedir as violações à liberdade de imprensa; lembrar os jornalistas que são vítimas de ataques, capturados, torturados ou a quem são impostas limitações no exercer da sua profissão; prestar homenagem a todos os profissionais que faleceram vítimas de ataques terroristas ou que foram assassinados por organizações terroristas
Após o 25 de Abril de 1974, umas centenas de colonos das roças, deixaram aquelas propriedades e foram-se manifestar ao Governador Pires Veloso - Ao abandonarem o Palácio, contra a independência do arquipélago, vendo-me junto à esplanada do Restaurante Palmar, desataram correr atrás de mim, munidos dos seus machins.
.. SE ME APANHASSEM, TERIA SIDO DEGOLADO E DESFEITO!...
Mesmo assim, quando corria à sua frente, ainda levei com uma pedra na cabeça e e outra nas costas -
TIVE QUE ME REFUGIAR, EM CASA DE UM SANTOMENSE: dos pais do Constantino Bragança, que, tendo assistido à perseguição, se deslocou à noite ao local para me colher no seu modesto casebre, algures no mato: Sr. Jorge! Pode descer, que os brancos foram todos para o quartel da Polícia Militar e do Cinema Império e venha para a minha casa"
Constantino Bragança - Recorda neste video o que então se passou e como me acolheu em sua casa
Como não me apanharam lá no seu interior, deixaram-me à porta o laço da prometida forca de corda. Pelos vistos, em qualquer parte do mundo, os jornalistas são sempre as primeiras vítimas. É neles que descarregam todos as iras e ódios. Ainda hoje, ao escrever estas linhas, se me toldam os olhos, tal os maus momentos por que passei. Ao meu modesto carro, por duas vezes, lhe furaram os pneus à navalhada.- Não me importo de ser confrontado com os elementos da natureza mais hostil, mas ser atingido pelo ódio humano é mil vezes pior!...Não é medo é um sentimento de profunda tristeza e revolta.Os jornalistas são sempre as primeiras vítimas, os bodes-expiatórios da ira popular, das guerras e conflitos -
O
Primeiro-Ministro são-tomense, Patrice Emery Trovoada, que, recentemente, visitou a Guiné Equatorial, acompanhado de
uma delegação de alto nível do seu país, recebeu do
Presidente Obiang Nguema Mbasogo, a mais alta condecoração do
Estado, na sexta-feira passada, após no palácio presidencial
É também noticiado pela imprensa da Guiné Equatorial, que, no encontro com o Presidente da Guiné Equatorial, Patrice Trovoada aproveitou para felicitar o
Governo e o povo da Guiné Equatorial pelo exercício do Secretariado Executivo
da Comissão do Golfo da Guiné, cuja cimeira acaba de ser organizada no Gana.
E também para felicitar H.E.Obiang
Nguema Mbasogo, pela sua brilhante reeleição nas eleições presidenciais,
legislativas e autárquicas de 20 de novembro de 2022, para continuar a guiar os
destinos históricos da nação nos sete anos seguintes.
Durante
a audiência, que contou com a presença dos Ministros dos Negócios Estrangeiros,
Cooperação Internacional e Diáspora e outros membros das duas delegações- os
dois políticos passaram em revista as excelentes e tradicionais relações
diplomáticas entre as duas administrações.
O
Chefe do Governo são-tomense fez ainda saber ao Chefe de Estado
equato-guineense que o seu país acolhe este ano a Cimeira de Chefes de Estado e
de Governo dos países da CPLP, e que o nosso país vai participar.
Ambos os líderes confirmaram também a firme vontade de manter um
diálogo constante sobre os desafios globais e os principais temas que compõem a
agenda continental, para trabalhar juntos na implementação dos programas
contidos na União Africana.
Após
o almoço partilhado, o Primeiro-Ministro de São Tomé e Príncipe assinou o livro
de visitas, marcando assim a sua presença no Palácio do Povo em Malabo.As duas repúblicas testemunham uma história e cultura comuns.Partilham
fronteiras marítimas nas suas zonas económicas exclusivas e são membros das
comunidades da Comissão do Golfo da Guiné, dos Estados da África Central, dos
Estados de Língua Portuguesa.
Além
disso, assinaram vários acordos-quadro de cooperação em áreas como educação,
cultura e turismo, pecuária, minas e hidrocarbonetos e finanças.Informações.
Domingo, último dia de Abril,
em jogo da 30ª jornada, com 29.443 entusiásticos
espetadores, a equipa dirigida por Rúben Amorim, com este resultado,
soma 64 pontos, a sete do 3ª classificado, a 9 do FC do Porto, tendo ainda pela
frente mais 4 jogos para disputar 12
pontos. Eleva a série de 10 jogos consecutivos sem perder, mantendo em aberto o sonho à liga dos Campões Europeus -
Sporting entrou
galvanizado e melhor de que a equipa visitante, tendo inaugurado o marcador
logo aos 18 minutos pelo japonês
Hidemasa Morita.
Na segunda parte, Ricardo
Esgaio, em jogo de estreia, ampliou a contagem, aos 60. Só que, 9 minutos
depois, um autogolo do capitão leonino
Sebastián Coates, num deslize infeliz para quem teve um extraordinário desempenho
ao longo da partida, veio reduzir a diferença e a dar ao adversário algum
alento na procura do empate, o que não sucedeu, ao 78’, graças
a uma grande defesa de Adan ao seu reduto, num remate de Cádiz.