Um outro monumento importante no concelho é o castelo de xisto de Castelo Melhor, de construção leonesa que remonta aos inícios do século XIII, integrado na região de Riba Côa, o qual passou para as mãos da coroa portuguesa em 1297 pelo Tratado de Alcanizes.[4] Nas suas raízes, Vila Nova de Foz Côa encontra o homem paleolítico que, com modestos artefactos, vincou na dureza do xisto ambições e projetos do seu universo espiritual e material, fazendo deste santuário o maior museu de arte rupestre ao ar livre, hoje Património da Humanidade
segunda-feira, 30 de dezembro de 2024
Boas entradas e feliz Ano Novo, com um brinde do generoso de V. Nova de Foz Côa e das suas 17 freguesias, terras do Vinho Fino - Apelidado de Vinho do Porto, nas adegas onde vai desagoar o Douro,
Um outro monumento importante no concelho é o castelo de xisto de Castelo Melhor, de construção leonesa que remonta aos inícios do século XIII, integrado na região de Riba Côa, o qual passou para as mãos da coroa portuguesa em 1297 pelo Tratado de Alcanizes.[4] Nas suas raízes, Vila Nova de Foz Côa encontra o homem paleolítico que, com modestos artefactos, vincou na dureza do xisto ambições e projetos do seu universo espiritual e material, fazendo deste santuário o maior museu de arte rupestre ao ar livre, hoje Património da Humanidade
Sporting vence Benfica 1- 0 em Alvalade e recupera a liderança em fim do ano com golo de Geny Catamo Registo do meu arquivo
Jorge Trabulo Marques - Jornalista e repórter fotográfico
Sporting vence Benfica 1- 0 em Alvalade e recupera a liderança em fim do ano com golo de Geny Catamo Registo do meu arquivo - - Leões somam os mesmos 40 pontos que o F. C. Porto, segundo classificado e o Benfica cai para o terceiro lugar, com 38 pontos- - Desta vez, não pude estar em Alvalade, mas aqui deixo o meu tributo à matriz da boa raiz africana.
sexta-feira, 27 de dezembro de 2024
V: N. de Foz Côa- Natal de Imigrantes de S. Tomé, um dia quase igual - Com diversões municipais à população local mas, de corações cheios de saudades da sua ilha, familiares e pais -
Jorge Trabulo Marques - Jornalista
V. N. de Foz Côa- Natal de imigrantes de S. Tomé - Um
dia quase igual - Com diversões municipais à população local mas, de corações
cheios de saudades da sua ilha, familiares e pais - Cerca de 50 jovens
santomenses a trabalhar na agricultura - Num dos concelhos mais envelhecidos da
região, com uma área de 398,15 km2, 6 304 habitantes em 2021 , quase metade da
superfície de S. Tomé, sendo a maior ilha, com uma área de 859 km² e 204 454
habitantes, estimativa de 2018
Dados os profundos laços que me ligam a S. Tomé, para onde emigrei em Nov. de 1963, para fazer um estágio numa roça do meu curso de técnico agrícola, de agente rural da Escola Agrícola Conde S. Bento, em Santo Tirso, e onde permanci, cerca de 12 anos, pois, encontrando-me por uns dias na minha aldeia, que pertence a este mesmo concelho, não quis perder a oportunidade de nas véspera de Natal, conviver com alguns jovens santomenses, que se encontram aqui a trabalhar na agricultura e noutros serviços
Fenómeno de Emigração em São Tomé e Príncipe por melhores condições de vida, na Europa.
A falta de oportunidade em São Tomé e Príncipe tem levado muitos santomenses a optarem pela emigração.. Fenómeno que afeta principalmente a juventude que abandona o país em massa e vai a procura de melhores condições de vida, na Europa.
Informações oficiais do Instituto Nacional de Estatística de São Tomé e Príncipe indicam que no espaço de dois anos, saíram deste pequeno país, mais de 50 mil cidadãos, numa média de 500 pessoas por semana.
As consequências deste fenómeno já são bem visíveis, com implicações económicas e sociais, que vão desde a desagregação nos núcleos familiares, fuga de profissionais, até a redução do consumo interno.
É sede do município de Vila Nova de Foz Côa, tendo uma área total de e uma densidade populacional de 16 habitantes por km2, subdividido em 14 freguesias O município é limitado a norte pelos municípios de Carrazeda de Ansiães e Torre de Moncorvo, a nordeste por Freixo de Espada à Cinta, a sudeste por Figueira de Castelo Rodrigo e Pinhel, a sul por Mêda e a oeste por Penedono e São João da Pesqueira.
| Quinta da Ervamoira |
domingo, 22 de dezembro de 2024
CELEBRAÇAO DO SOLSTÍCIO DO INVERNO 21-12-2024 envolvida por frio e nevoeiro em vários altares pré-históricos dos Templos do Sol - Chãs - Foz Côa - Sob o lema A Humanidade Deseja Paz, Amor e Liberdade - Meus votos de que o inverno lhe seja mais alegre e caloroso de que frio. E o dia de Natal um dia de Alegria Especial
Jorge Trabulo Marques – Organizador dos eventos, desde 2002 - nos calendários pré-históricos do Maciço dos Tambores e Mancheia -

Este é outrdos maravilhosos calendários solares, ancestrais, alinhados com o primeiro dia das quatro estações do ano, existentes no maciço dos “Tambores”, aldeia de Chãs - Lugar já conhecido por Templos do Sol ou Stonehenge Português.
Celebração Poética. Mística e Histórica -Sob o lema A Humanidade Deseja Paz, Amor e Liberdade - Que, desta vez, prestei na intimidade espiritual de alguns dos meus sagrados altares e dos templos do sol. Que se erguem nos arredores da a minha aldeia, no Maciços dos Tambores e Mancheia, em Chãs, freguesia de Foz Côa - Em manhã fria e coberta de intensa neblina O sol só depois do meio-dia nos brindou. Mesmo assim, o regresso a casa foi mais de coração rejubilado, e corpo mais purificado, de que a lembrar o geada que cobria as ervas e os arbustos.
Além de lido um poema de minha autoria, foi também um belo poema do saudoso poeta Manuel Pires Daniel, natural do vizinho Concelho de Mêda, mas com uma grande parte da sua vida, ao serviço da causa pública, em Foz Côa, que nos honrou, várias vezes, com a sua presença, cujos versos já fazem parte. Dos nossos tradicionais momentos poéticos. além da preciosa colaboração de seu filho, o Pedro Daniel e seus filhos-
Desta vez, atendendo às condições de instabilidade do tempo e das baixas temperaturas, nomeadamente no período da noite e da manhã, verificadas nos últimos dias, embora tivesse anunciado o evento em dois meus blogues, não cheguei a dirigir convites a ninguém, nem sequer aos nossos habituais colaboradores. .
A temperatura, quando saí de minha casa. às sete da manhã, , era de Iº negativo, com o céu e o espaço envolvente, encoberto por um denso manto de nevoeiro, que, depois, a meio da manhã, se foi dissipando.
No entanto, ao regressar, depois de ter peregrinado por vários altares, já era mais Primaveril de que invernal. Sim, porque, em todo o concelho de Foz Côa, o período mais frio do dia, é sobretudo durante a noite e nas primeiras horas da manhã. Tanto assim, que, nalguns sítios do Maciços dos Tambores e Mancheia, já se descobriam giestas floridas e alguns espargos., além dos curiosos cogumelos, que despontam por esta altura do ano
.
HUMANIDADE DESEJA A PAZ E A LIBERDADE.
Vem, ó Deus Imortal! Vem lá do Alto , ó Celestial!
Descei aos escombros flagelados, `s
sinistras cinzas e ruínas!
Há olhos cansados e lacrimosos , que
suspiram mil ais pela paz!
Devastados nos estrondos dos portadores das
vis tempestades!
Rostos desfazendo-se em lágrimas, inocentes
vidas e vítimas!
Faz com que as flores da Primavera, não vem
a ser tão mirradas!
Desabrochem coloridas nas suas pétalas,
brilhem imaculadas!
Vem ó Deus Imortal! Vem oh consolação da Humanidade!
Há milhões de corações angustiados, que só
imploram a paz!
Oh Amada Liberdade1 Os clarões do
despotismo, são navalhas!
Ouve os seus lamentos do fragor das armas!
Dá-lhes tranquilidade!
Atende minha súplica e desfaz o grilhão de
tão iníqua adversidade

Este é outro dos maravilhosos calendários solares, ancestrais, alinhados com o primeiro dia das quatro estações do ano, existentes no maciço dos “Tambores”, aldeia de Chãs - Lugar já conhecido por Templos do Sol ou Stonehenge Português.
Este é o quarto alinhamento dos Templos do Sol - que tomou o nome de "Phallus Impudicus" em homenagem ao fantásticos cogumelos Stinkhorn Phallus Impoudicus" que nesse dia pude descobrir nalguns sítios do Monte dos Tambores-Mancheia

Pedra do Sete Estrelo, com sete fossetes (petróglifos) formando a Ursa Maior, que despertou a atenção de Tom Graves, em Outubro de 2008 quando visitou os Templos do Sol e os alinhamentos sagrados. Aliás, fui eu que o encaminhei a esta pedra, que já há muito me intrigava. Fizeram-se vários conjunturas mas nenhuma nos levou a tal possibilidade. Agora é que me dei conta de que as enigmáticas covinhas, formam a Ursa maior - É uma rocha muito estranha com duas configurações completamente diferentes, que indica os quatro pontos cardeais. E é sabido que, o sete estrelo, em todos os tempos, foi uma das constelações com maior simbolismo.

sexta-feira, 20 de dezembro de 2024
Ilha de S. Tomé - Descoberta em 21 de Dezembro de 1470 - Véspera de um dia duplamente histórico - E do Governo de Transição após o 25 de Abril - Decoberta por João de Santarém - No ano seguinte, em 17 de Janeiro - Pero Escobar acostaria à Ilha do Principe, a que dariam o nome Santo Antão






| Algures 38 dias no Golfo da Guiné Nov de 1975 |
Do alto das velhas muralhas do Fortim de São Jerónimo, onde tantas vezes olhava a espuma que ali ia rebentar nas rochas negras e contemplava o mar ao largo, sim, muitas vezes ali me envolvi em prolongadas cogitações.
Só via o mar... O vasto mar a perder-se pelo vasto horizonte infinto!... Só pensava, obsessivamente, nas distâncias e nas entranhas do mar.!.. Olhava-o com pasmo e respeito, mas queria sentir-me também parte dele! Ser mais um elemento do mítico e misterioso oceano! Ir por ali a fora numa das frágeis pirogas.! Desvendar segredos esquecidos no tempo!.. De temeridades e navegações de outrora!....
No dia em que tive a visita de um gigantesco tubarão
| Algures 38 dias no Golfo da Guiné Nov de 1975 |


Oh!... Quantas vezes ali mesmo, não experimentei as estreitíssimas cascas de noz, navegando em frente ou embicando na areia da pequena praia ao lado, naqueles meus habituais treinos, ao Domingo, vindo da Praia Lagarto (ao fundo da descida a caminho do aeroporto), passando em frente da Baía Ana Chaves, Fortaleza de São Sebastião, costa da marginal, Praia Pequena e ponta do Forte de São Jerónimo -e, por vezes, ainda um pouco mais a sul, à Praia do Pantufo.
São Jerónimo era geralmente a baliza de chegada e de retorno ... E, também, muitas vezes ao fim da tarde e pela noite adentro, era o meu local preferido (até por ficar um pouco isolado e retirado da cidade) para me familiarizar profundamente com o mar. Lembrava-me das façanhas dos pescadores são-tomenses, dos seus antepassados que demandaram as ilhas, dos barcos negreiros que ali aportaram e também dos nossos marinheiros (antes desse vil mercado) que por aquelas águas navegaram; imaginava quantos naufrágios e sofrimentos aqueles mares, já não teriam causado. |
A descoberta da Ilha de S. Tomé, ocrreu em 21 Dez. 1470,, dia do apóstolo que lhe deu o nome - “É preciso ver para crer”- É também uma efeméride muito especial - A tomada de posse, em 21 de dezembro de 1974, do Governo de Transição, liderado por Leonel Mário d´Alva, até à proclamação da independência a 12 de Julho de 1975 - E da festa Católica Romana do dia de São Tomé
Jorge Trabulo Marques - Jornalista - E antigo navegador solitário em pirogas no Golfo da Guiné
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| Viagem de S. Tomé ao Principe - 3 dias |
Estive neste local, em 21 de Dezembro de 1970, a prestar a minha singela homenagem aos corajosos navegadores portugueses, após ligação de canoa da baía de Ana Chaves àquele local e ali ter pernoitado – Erguendo a bandeira portuguesa.
Não tanto pela colonização posterior mas orgulho-me dos feitos dos bravos marinheiros portugueses, que, em frágeis caravelas, partindo de um pequeno país, que não ultrapassava um milhão de habitantes, demandaram por mares desconhecidos, deram a conhecer ao mundo novas terras, navegaram por todos os oceanos, mais deles perdendo a vida em dramáticos naufrágios
Sim, dirigi-me ali de canoa, sozinho, desde a Baía Ana de Chaves - a primeira das minhas aventuras de canoa - depois seguir-se-iam mais três: de S. Tomé ao Principe, 3 dias; de S. Tomé à Nigéria 13 dias e, por fim, de Ano Bom - a Bioko - antiga ilha de Fernão do Pó, 38 dias
Voltei a este mesmo local, em Novembro de 2014, mas agora com as duas bandeiras: a de S. Tomé e Príncipe e a de Portugal. Sim, depois de ter vivido uma longa e dramática experiência de náufrago, ao longo de 38 dias, após o que acostei na Ilha de Bioko
É TAMBÉM UMA EFEMÉRIDE MUITO ESPECIAL PARA O POVO DE STP
Esta data é também reconhecida pelos santomenses, com um triplo significado: - Assinala a chegada dos Portugueses, em 21 de Dezembro de 1470, à costa de São Tomé, pelos navegadores portugueses, João de Santarém e Pero Escobar; a festa Católica Romana do dia de São Tomé - Nome que viria a ser dado a esta maravilhosa ilha verde do equador.
E a tomada de posse, em 21 de dezembro de 1974, do Governo de Transição, liderado por Leonel Mário d´Alva, até à proclamação da independência a 12 de Julho de 1975.
O Movimento de Libertação de S. Tomé e Príncipe e o Governo Português acordam em que a independência de S. Tomé e Príncipe seja proclamada em 12 de julho de 1975 e o ato da declaração oficial da independência do Estado de S. Tomé e Príncipe coincidirá com o da investidura dos representantes eleitos do povo de S. Tomé e Príncipe e terá lugar na cidade de S. Tomé, com a presença ou a representação do Presidente da República Portuguesa, para o efeito da assinatura do instrumento solene da transferência total e definitiva da soberania...
O facto mereceu relevo na imprensa local, o mesmo não sucedeu quando, um mês depois parti de canoa clandestinamente de S. Tomé ao Príncipe, tendo sido espancado e preso pela PIDE -

Cinco anos depois da travessia de São Tomé ao Príncipe, numa piroga um pouco maior, fiz a ligação de São Tomé à Nigéria. Uma vez mais parti sem dar a conhecer os meus propósitos, ao começo da noite, servindo-me apenas de uma simples bússola. Ao cabo de 13 dias chegava a uma praia ao sul deste país africano, tendo sido detido durante 17 dias por suspeita de espionagem, após o que fui repatriado para Portugal. Os jornais nigerianos destacaram em primeira página o feito
Em 27 de Dezembro de 1975, após 38 longos e dramáticos dias, de desde a Ilha de Ano Bom, atingiria Bioko - Depois de pisar areia macia, do recanto uma discreta praia, neste mesmo dia sou depois conduzido algemado para um escuro calabouço e, no dia seguinte, a uma sinistra cela do reino de terror de Francisco Macias Nguema
Não há certezas quanto à data exata da descoberta das ilhas do Golfo da Guiné - Admite-se, no entanto, que, a Ilha de S. Tomé, teria sido descoberta em 21 de Dezembro de 1470, dia do apóstolo S. Tomé, e , em 17 de Janeiro do ano seguinte, a Ilha do Príncipe, por João de Santarém e Pêro Escobar
A Ilha de Ano Bom, a 565 km a sudoeste da parte continental da Guiné Equatorial e a cerca de 200 km a sul de São Tomé, foi descoberta por volta de 1475, no 1º de janeiro, de dia de ano-bom - A Ilha de Fernando do Pó, atual Bioko, foi descoberta pelo navegador do mesmo nome; admite-se que tenha sido em 1472 - Estas duas Ilhas, foram possessão portuguesa entre 1474 e 1778, ano em passaram para a Coroa Espanhola, pelo Tratado de El Pardo em troca de terras espanholas na América do Sul, que seriam posteriormente anexadas ao Brasil
Descobrimentos de S. Tomé e Príncipe – “Não se sabe ao certo quem foram os descobridores nem a data da descoberta” A resposta poderá estar numa antiga inscrição gravada numa rocha, situada na orla marítima “Bien Faire” (Bem Fazer) a famosa divisa do Infante D. Henrique
"Quando os primeiros navegadores portugueses chegavam a uma terra até então desconhecida costumavam gravar nalguma grande árvore ou pedra «este motto do Infante, Talent de Bien Faire» diz o historiador Armando Cortesão

Ministério da Educação, Cultura e Ciência,mostrou-se, então, interessado em estudar o achado - Tendo ali estado presente o Diretor Geral da Cultura, Nelson Campos, que me acompanhou ao local para conhecer o achado e proceder às diligências, que forem necessárias, para o preservar e estudar mais detalhadamente - Mas não só não foram feitas quaisquer diligências, como a pedra viria a ser vandalizda e destruída -

A descoberta de antiga inscrição numa pedra, na orla marítima, poderá ter sido gravada por navegadores portugueses das caravelas, atendendo às excelentes condições de aportagem do local - Outros achados em pedra poderão também relançar a origem do povoamento ancestral da Ilha através de canoas ou por outras embarcações – “Angolares” os temários do mar, vindos nas suas canoas do sul do Reino do Congo? A pedra foi encontrada por mim e pelo santomense Cosme Pires dos Santos, em Agosto, do ano passado. 2015, num dia em que, ambos, percorremos, várias áreas da orla marítima, com o objetivo de encontramos eventuais vestígios arqueológicos – Tanto anteriores à colonização, como a partir desse período.

| Com o Cosme Pires dos Santos |
Como é reconhecido, a tendência do homem deixar sinais da sua presença, através de gravuras ou outro tipo de inscrições, é tão velha, como a natureza humana - Os animais (cães e lobos) urinam junto das árvores ou pedras para ali marcarem o seu território – No fundo, é uma tendência dir-se-ia instintiva da preservação da espécie
| Ermelinda de Jesus Lima,Coronel Vitor Monteiro e Alexandre Sousa |
De sublinhar que, uns dias antes, na mesma pedra, pousaria Evaristo Carvalho, antes de ser eleito Presidente da República de STP, durante um agradável passeio que por ali fazemos, com o propósito de lhe revelar a descoberta - E o mesmo sucedera, com o meu amigo Teodoro Ela Ngui, Secretário da Embaixada da Guiné Equatorial, em STP, que também mostrara curiosidade em ir conhecer a pedra, de que lhe falara, num dos encontros numa conhecida esplanada da cidade
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| Evaristo Carvalho Março 2016 - Atal PR de STP -Agosto 2016 |
A inscrição, denota ser muito antiga, tal como o comprovam as observações das pessoas às quais foi mostrada a pedra - Embora lhe faltem algumas letras, mas as que existem denotam configurar a lendária expressão TALANT DE BIEN FAIRE desejo ou vontade de bem fazer, exortando a um esforço pessoal e coletivo de perfeição. Esta frase está inscrita no túmulo do Infante D. Henrique, que era o seu lema e que hoje serve de divisa à Escola Naval
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| 38 dias nesta canoa |
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| Dezembro de 1969 |
“O descobrimento das ilhas do Golfo da Guiné está mal referenciado na documentação antiga e tem-se sugerido que ocorreu no contexto da exploração realizada por João de Santarém e Pêro de Escobar no golfo da Guiné, durante a qual se destacou a já referida descoberta da costa da Mina em Janeiro de 1471. Perante as dificuldades em ajustar a cronologia do descobrimento das três ilhas aqui em causa afigura-se-nos mais credível a aceitação da hipótese de os descobrimentos das ilhas de São Tomé e Príncipe terem ocorrido respectivamente em 21 de l Dezembro de 1478 e 17 de Janeiro de 1479, Tendo esta última ilha sido denominada inicialmente por a Santo António (Abade) ou Santo Antão, dia deste santo, passando depois a ser designada por «Príncipe», visto ter sido descoberta sob a égide do então príncipe D. João e futuro rei D. João II (desde 1481), pois desde Maio de 1474 era ele quem estava encarregado dos Descobrimentos. A fundamentar a verosimilhança da proposta destas datas, que foi avançada por Viriato Campos, está a circunstância de tais ilhas terem sido por certo aquelas que são mencionadas no Tratado de Alcáçovas assinado entre Portugal e Castela em 4 de Setembro de 1479. Neste documento tais ilhas estarão referidas, sem menção dos seus nomes"
Ao longo da costa africana, já haviam navegado fenícios e árabes e o Infante D. Henrique, estava bem informado. A história nem sempre é um relato fidedigno dos factos. "Se o Infante D. Henrique e os dirigentes portugueses que se lhe seguiram proibiram a venda de caravelas ao estrangeiro, mandava a lógica que se opusessem igualmente à saída de capitães, pilotos, cosmógrafos(...) e com eles dos roteiros para as novas terras, das cartas de marear e de tudo que ensinasse a nova ciência da posição e da direcção do navio e, mais que tudo, da do sol ao meio dia." - In "DÚVIDAS E CERTEZAS NA HISTÓRIA DOS DESCOBRIMENTOS PORTUGUESES" Luís de Albuquerque| Teodoro Ela Ngui,- Secretário da Emb. Guiné Equatorial |
A palavra francesa “talent”, que se traduz em português por talento, tem origem numa expressão grega (tálantom) que indica “prato da balança”, peso ou valor. Assumiu a versão em latim de talentum, com sentido semelhante, e passou para o português para designar valores ou méritos intrínsecos de alguém. “Talant”, por outro lado, é uma palavra que existiu no dialeto provençal com um sentido de “desejo” ou “vontade”. Entrou na língua francesa e confundiu-se durante alguns séculos com “talent” (usado com duplo sentido), mas perdeu o significado provençal a partir do século XVII e desapareceu do uso corrente ( Èmile Littré).
"A História das Navegações Portuguesas tem pecado por ter sido escrita, por vezes, por quem desconhecia Arte Náutica - dizia Sacadura Cabral (…) por estranhos às «coisas do mar» como eram quase sempre, cronistas e historiadores . Incapazes de se imaginarem a navegando dentro dos navios antigos. Eles fiavam-se nas versões que corriam, contadas por mareantes românticos, que acrescentavam um «ponto» ao seu «conto».

(...) "o tope comercial dos descobrimentos, em 1466, era a Serra Leoa. Comercial. E não de forma alguma geográfico (...) Da Serra Leoa por diante e até ao Rio Lago, da actual Nigéria, os aspectos da geografia humana mudavam inteiramente. Entre o Senegal e a Serra Leoa dominava o urbanismo flúvio-marítimo. Dali por diante, ao contrário, a população encontrava-se disseminada ao largo do litoral em pequenas aldeias; depois do Cabo das Palmas e por toda a Costa do Ouro era muito densa, mas fraccionada em unidades mínimas, que não obedeciam a qualquer organização política, como a dos mandigas. Enquanto aquele império se desenvolvera numa zona de estepes e savanas, propícia ao deslocamento de grupos humanos, ao contrário, desde a Serra Leoa por diante e ao largo de quase todo o Golfo da Guiné a grande floresta tropical bordava as costas, impondo a disseminação dos homens, cortando-lhes os movimentos em terra e impelindo-os para o mar" - Diz o historiador Jaime Cortesão Volume II - In "Os Descobrimentos Portugueses r" - Diz o historiador Jaime Cortesão Volume II - In "Os Descobrimentos Portugueses
CANOAS FAZIAM GRANDES TRAVESSIAS EM OCÁ . ENTRE S. TOMÉ E O PRINCIPE E O GABÃO – Diz investigador português - Ocá – Eriodendron anfractuosum -Colosso. Lá no alto, nos seus frutos, dá-nos a lã d’óca, boa para almofadas e colchões. A madeira é utilizada na construção de gamelas. Chegam a medir15X2x1x1,50 metros - Era nestas embarcações, leves de d’ocá, que, ainda em 1860, se viajava de S. Tomé para o Príncipe e para o Gabão – Eng. Egydio Inso - 1922
As viagens marítimas são talvez tão antigas como os mares.Os fenícios, entre 1200 a 600 a.c., foram os maiores marinheiros do mediterrâneo - Mas não só: transpondo as Colunas de Hércules, entraram no Atlântico e navegaram para sul. - O Periplus Hannonis - É disso um extraordinário exemplo e talvez o primeiro massacre das Ilhas do Golfo da GuinéQuando os europeus demandaram a costa de África, já os africanos, há muito mais tempo, haviam sulcado o litoral marítimo, subido e descido os rios e ligado as ilhas limítrofes com as suas pirogas talhadas em enormes troncos de árvores - Pessoalmente pude demonstrar, essa possibilidade, através das várias ligações solitárias, que efetuei: o teste desde a cidade de S. Tomé a Anambô, 1970, onde se encontra o Padrão dos descobrimentos - Depois, as travessias, ente S. Tomé e Principie (3 dias); S. Tomé-Nigéria 12 e, mais tarde, de Ano Bom a Fernando Pó (mais à deriva que a navegar, devido à falta de equipamento (remos) que perdera por ação de um violento tornado, ao pretender regressar a S. Tomé, por não ter sido largado na corrente equatorial que me arrastaria, inevitavelmente, para oeste. Claro que qualquer destas viagens, se fosse feita acompanhado, não teria levado tantos dias



















