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sexta-feira, 14 de fevereiro de 2025

São Tomé e Príncipe – Carlos Vila Nova -- O 5º Presidente da República apostado em pacificar a política partidária no seu país. Em unir e não dividir - Preocupado em melhorar a imagem do país. Está cumprindo a palavra. –Pois já teve a coragem de correr com o apelidado “Pinta Cabra –

Jorge Trabulo Marques - Jornalista

Carlos Vila Nova. prometeu unir mais o povo de que dividi-lo  . E, pelos vistos, é o que tem procurado fazer depois  de ter demitido, no inicio de Janeiro   Patrice Trovoada. Um conflituoso PM,  nascido no Gabão, apontado como  autor de sucessivas encenações  golpistas  do Estado para mandar derrubar e matar adversários  políticos e se perpetuar no poder

No discurso que proferiu. junto da comunidade santomense em Lisboa, em Nov de 2021, após a sua eleição em 5 de Setembro, num encontro organizado pela Embaixada do seu pais, o Chefe de Estado,  Entre outros aspetos, defendeu que o pais precisa de melhor a sua imagem, de evitar o exercício de usurpações de funções, de revalidar todo o sistema de escrituras com a diplomacia externa, temos que adaptar de modo a que sirva o pais.

Reconhecendo que, seja no sector privado ou público, se não tiver uma imagem digna, não progride: porque as pessoas, depois duvidam! Hesitam!

Não vale a pena. porque, depois, aquilo, não funciona: dá o berro! O outro que vem, já não continua, lembrando os exemplos apontados com as intervenções feitas na sala, Apenas para vos dizer que o trabalho é longo, é muito mas quero vos dizer que nós não vamos ter medo do trabalho! Vamos  fazer esse trabalho!

VEJA AS IMAGENS E OUÇA AS SUAS PALAVRAS E AS DO  DANILO SALVATERRA

Estes os votos que dediquei a Carlos Vila Nova  - Na reportagem que fiz à ecepção que lhe foi  oferecida pela Embaixada de S. Tomé e Principe, em Lisboa , em 16 de Nov de 2021

UM BRINDE AO PRESIDENTE de S. Tomé e Príncipe , que promete PACIFICAÇÃO - Bom era que à LIBERTAÇÃO COLONIAL, não sucedesse OUTRA ESCRAVIDÃO - Bom era que assim fosse - Que 46 anos, depois, as Ilhas Verdes do Equador, conhecessem melhores dias, num pais que continua a depender da ajuda externa, a estender a mão à caridade internacional, pagando salários de pouco mais de 40 euros mensais, com dos governantes,  que passou a maior parte do tempo  em  passeatas.https://canoasdomar.blogspot.com/2021/11/sao-tome-e-principe-o-presidente-carlos.html



 

Danilo Daio – Uma das intervenções escutadas pelo Presidente Carlos Vila Nova , cujas palavras também recordamos, foi o comentador, analista politico, dinamizador da Casa Internacional de São Tomé e Príncipe – CISTP  - Ativo interveniente na condução da vida pública do seu pais, tal como também foi o seu pai, antes e depois do 25 de Abril, Agnelo Salvaterra, casado com Maria do Carmo Neto

 Foi então noticiado pela imprensa santomense, que, uma das principais prioridades de Carlos Vila Nova, na sua primeira declaração à imprensa após a vitória nas eleições presidenciais de 5 de Setembro, é compromisso  da pacificação da sociedade, fortemente dividida e fragmentada.


Diz, Carlos Vila Nova, que «terei pela frente a pacificação da sociedade santomense. Nos últimos anos tivemos uma política de ódio de perseguição e de exclusão, e sempre disse que temos que combater este fenómeno...», afirmou Carlos Vila Nova.

O sucessor do Presidente da República, Evaristo Carvalho,  eleito, com mais de 57% dos votos expressos na segunda volta das eleições presidenciais de 5 de Setembro disse que não tem inimigos na vida política. Segundo Carlos Vila Nova o seu inimigo são o ódio, a perseguição, e outros males que enfermam a sociedade e que, não terão lugar no seu mandato.

Do total de 123.301 eleitores recenseados no país e na diáspora, votaram 80.535. Destes votos, 79.038 foram considerados válidos e houve 344 votos brancos e 1.153 nulos.

UM PRESIDENTE -COM ASCENDÊNCIA TRANSMONTANA

Carlos Manuel Vila Nova,  licenciado em engenharia de telecomunicações, pela universidade de Orã- Argélia, em 1985. nasceu, em , 27 de julho de 1959, em Neves, município de Lembá,  na região litoral do norte da Ilha de S. Tomé

É referido pelo Jornal Téla Nón, que “cultivou experiência na administração do turismo e da hotelaria, no sector público, para depois projectar-se como empreendedor privado na área do Turismo.

Mistral Voyages é o nome da agência de viagens e turismo, que nasceu em 1997 pelas mãos de Carlos Vila Nova. Com as rédeas da Mistral Voyages nas mãos, Vila Nova, dedicou mais de duas décadas a promover Vida Nova para o sector do turismo santomense. Um sector que ano após ano, foi se afirmando como uma das principais fontes de divisas para a economia nacional.- Excerto de https://www.telanon.info/politica/eleicoes-presidenciais/2021/08/26/35041/eu-garanto-mas-quem-e-carlos-vila-nova/

A sua ascendência familiar portuguesa – De Paredes – A aldeia do muncíio da cidade de Bragança

Conheci o Engenheiro Carlos Vila Nova, em 2018, durante a realização dos jogos desportivos da CPLP em São Tomé. – Diz  Lídia Praça – Jurista e Vice-Presidente UHE Portugal

Era ele, então, Ministro das Infraestruturas e Recursos Naturais do governo chefiado por Patrice Trovoada. Foi a minha primeira visita àquela pérola atlântica que emerge no equador e pela qual todos os portugueses sentem um indiscritível fascínio. Foi assim comigo

Cerca de 3 anos depois, em abril de 2021, soube que o Engenheiro Carlos Vila Nova se tinha apresentado às eleições presidenciais, com o apoio da Ação Democrática Independente, e por essa data reencontrei-o em Bragança, onde ele se deslocou numa ação de campanha e creio não me equivocar se disser que foi o primeiro candidato a demonstrar uma séria preocupação com as condições económicas e sociais dos santomenses na diáspora.


Em Trás-os-Montes encheu um auditório com jovens expectantes, ávidos de esperança e sequiosos de mensagens políticas assentes em valores socais, em nome do bem comum e transversais a toda a sociedade. Jovens que exigiam projetos sérios de transformação da sociedade e compromissos com a inclusão social e o abandono de discursos de ódio.

Acompanhei Carlos Vila Nova nessa visita à minha terra e fiquei a conhecer um pouco melhor o homem a quem os santomenses confiaram os seus destinos e que foi eleito no passado domingo Presidente de São Tomé.

É um homem de aparência austera, mas cujo gesto e discurso denuncia de imediato uma singular e extraordinária sensibilidade. Sorriu, de forma idealista e visionária, quando me disse, olhando o horizonte transmontano: “Sabe que este também é o meu chão?”. Ao que eu retorqui: “Sabe que eu em São Tomé também me senti em casa?”.

 Na verdade, este é o grande legado do espaço lusófono e não é apenas mera retórica insistirmos e persistirmos na ideia de povos irmãos. Sim, com efeito, o bom chão transmontano é também terra do novo Presidente de São Tomé e Príncipe. Em Paredes, a poucos quilómetros de Bragança passou ele férias, na infância, em casa da família materna. https://www.canaln.tv/opiniao-a-ascendencia-transmontana-no-novo-presidente-de-sao-tome-e-principe-carlos-vila-nova/

 

Patrice Trovoada no seu estilo Rambo

PATRICE TROVODA NÃO GOSTA DE DAR TIROS NOS PÉS: “Qual seria o objetivo do Governo de dar um golpe de Estado a ele próprio ? – Pergunta Patrice Trovoada, em declarações, que esta quarta-feira fez à CS

"Um governo que tomou posse há 15 dias”, interrogou Patrice Trovoada, sustentando “um governo com maioria absoluta. E, mais que isto ainda, um governo que está a trabalhar com quase todos membros da administração antiga”.

Os mesmos intuitos que o terão movido  a encenar anteriores golpes de Estado ou a promover outros - A reforçar a sua postura autoritária, a que chama de "concentração máxima"  - A  promover a censura e a interferir na independência das instituições 

DESPORTOS DE COMBATE A GRANDE PAIXÃO DE PATRICE TROVOADA - DO BON-VIVANT -Diz na  sua biografia 


Patrice Emery Trovoada, que se diz professo da doutrina de Maomé mas que não dispensa o luxo, a boas comesainas e um bom tintol. "Prefiro não beber vinho para beber de vez em quando um bom vinho, não comer carne, para comer de vez em quando uma boa carne, gosto de saborear a vida, sou um 'bom-vivant'".  
 
“Casado com uma maliana, é pai de sete filhos. Diz que gosta da vida familiar e considera a esposa como "uma das maiores sortes" que já teve."Um bom político precisa de ter uma grande senhora em casa. É meu caso".


ESTA É A REFORMA TRANQUILA DE P.TROVOADA
 Entre as suas paixões, elege os desportos de combate, que pratica desde pequeno, e hoje em dia faz boxe tailandês, (muay thai) seis vezes por semana com o seu "personal trainer".  
 
Muçulmano convicto, converteu-se ao islamismo em Paris em 1984, incentivado pelo amigo Ali Bongo, filho de Omar Bongo, ex-Presidente do Gabão, país onde nasceu e onde passou a adolescência.  


"Tínhamos namoradas nos mesmos círculos. Durante as férias escolares, corríamos a cidade de motos (...) eu ia com o Ali Bongo no seu Maserati...", descreveu, no posfácio da sua biografia autorizada, "Patrice Trovoada - Uma voz africana", de Carlos Oliveira Santos, lançada em Setembro.  
São Tomé e Príncipe/ Perfil: Patrice Trovoada, o 'bon-vivant' -

ESTES GOLPES PALACIANOS ,  NÃO SÃO NOVIDADE  6 juin 2018Coup d’État à São Tomé-et-Prìncipe : les dessous de l’opération « Àguia »

Une tentative de coup d’État armé contre le Premier ministre de l’archipel a été déjouée le 21 juin. Un sergent et un ancien ministre ont été arrêtés. Une opération qui intervient trois mois avant les prochaines élections législatives.  https://www.jeuneafrique.com/583625/politique/coup-detat-a-sao-tome-et-principe-les-dessous-de-loperation-aguia/


Semana Ilustrada -  1974
reacções de colonos aos meus artigos

Como antigo jornalista destas maravilhosas ilhas, ´de 1970 a 1975, na qualidade correspondente da revista angolana Semana Ilustrada, o primeiro a dar voz  às manifestações pró-independência após o 25 de Abril e a divulgar as primeiras imagens do massacre do Batepá,  tendo sido forçado abandonar S. Tomé, em Março de 2015, sozinho numa canoa para a Nigéria,  por via das perseguições e espancamentos movidos por alguns colonos, sim, confesso que não  desejaria voltar à exaustiva tarefa jornalística a que fui foçado a exercer, sobretudo no período conturbado, que foi liderado pelo agora novo PM,  artigos esses, que me ocuparam largas horas de trabalho, dias e noites, muitas canseiras,  e, que, desde algum tempo,  decidi que deixassem de ter visibilidade no meu blogue, pois, gostaria de estar acima de todas as polémicas e politicas e  salvaguardar as muitas memórias e as excelentes relações e provas de amizade, que ali nutro. Mas quem é que pode ficar indiferente a estas barbaridades já divulgadas?


terça-feira, 11 de fevereiro de 2025

Simone de Oliveira, com raizes a S. Tomé e à Roça Gratidão - Completou 87 anos São Tomé - Lugar de Sonho de um Paraíso

´                                           J

                         JORGE TRABULO MARQUES  - JORNALISTA E INVESTIGADOR

Os amores de Simone de Oliveira, da cantora e atriz com origens em S. Tomé, ao mítico Rei dos Angolares e à nobreza portuguesa. Com raízes à Roça Gratidão, a uma das mais belas propriedades coloniais de STP - Meus Parabéns pelos seus 87 anos , que completou nesta terça-feira, dia 11 de Fevereiro de 2025


Neste vídeo, além dos excertos de duas entrevistas, uma sobre o seu relacionamento amoroso com o ator Alberto Varela da Silva, com o qual teve uma relação de 23 anos, depois de sete anos com Henrique Mendes, outra sobre um inquérito que realizei para o programa Hora! Ora! Da RDP-Rádio Comercial nos anos 80 , sobre as recordações das melhores férias,

Recordo também o testemunho de Mário Menezes de Macedo, natural de S. Tomé, ambos com as mesmas afinidade de Simone de Oliveira, ao primeiro e único autoproclamado "Rei dos Angolares", Simão de Sousa,

Simone de Oliveira, a voz encantadora e inconfundível da língua portuguesa, deu-me a oportunidade e o prazer de me conceder várias entrevistas nos anos 80 .Uma das quais em finais de Dezembro de 1981 para o semanário Tal & Qual, sobre “ A primeira vez”, encontros amorosos e sexuais, inserida num conjunto de entrevistas a várias personalidades do meio artístico e politico , entre as quais, Amália Rodrigues, Graça Lobo, Ary dos Santos, Beatriz Costa, Rui Solnado, Afonso Moura Guedes, Raúl Solnado, Victorino de Almeida, Carlos Botelho, entre outras figuras públicas.

A sua estreia em público ocorreu em janeiro de 1958, no primeiro Festival da Canção Portuguesa, realizado no Cinema Império, em Lisboa e que, nos dois anos seguinte, iria vencer.

Desde 2023, passou a viver na casa do Artista, já por duas vezes se debateu com um cancro do peito, em 1988 e 2007, mas a que, felizmente, logrou sobreviver. É viúva do ator Alberto Varela Silva, com o qual teve uma relação de 23 anos

AFINIDADES A S. TOMÉ - Recordadas, por Mário Menezes de Macedo

Um santomense, cioso do seu bisavô, o português João Baptista Marques Macedo e Oliveira (1846-1904), antigo proprietário de 11 roças em S. Tomé, entre as quais a Roça Gratidão e outras roças na zona sul de S. Tomé. Casado com Maria da Trindade de Sousa, irmã de Simão Andreza, Rei dos Angolares, falecida em 1916, de cuja união nasceram, oito filhos, um dos quais é o seu avô; Teófilo Braga de Macedo; outro é Egídio de Macedo de Oliveira, casado com a belga, Jeanette Prado Pulvier, mãe de Maria do Carmo Tavares Lopes da Silva, avó de Simone de Oliveira.

Que viria a ter vários filhos, que se iriam fixar, uns nas duas ilhas, outros tanto em Portugal continental, como noutros países da Europa e noutras antigas colónias portuguesas



A cantora, apresentadora, e atriz portuguesa, Simone de Macedo e Oliveira mais conhecida por Simone de Oliveira, nascida em Lisboa, 11 de fevereiro de 1938 - Filha de Guy de Macedo e Oliveira, falecido em Lisboa em 1970, e de sua mulher Maria do Carmo Tavares Lopes da Silva, nascida em Lisboa e falecida em Lisboa em 1968, neta paterna de Egídio de Macedo e Oliveira, nascido em São Tomé e falecido em Lisboa, filho natural da irmã do primeiro e único autoproclamado "Rei dos Angolares" de São Tomé e Príncipe, Simão de Sousa, Andreza, Membro do Conselho Fiscal da primeira Direcção da Companhia Agrícola Angolares em 1910, de acordo com os Estatutos da Companhia Agrícola Angolares

Mário Macedo tem um maravilhoso sonho, que vem procurando materializar desde algum tempo, transformar a colina onde se situava a antiga Roça Gratidão, uma das onze roças, que chegou a possuir o seu bisavó, num maravilhoso sonho turístico - Com pousada para dormidas, com os caboucos, já bem levantados, sobre as antigas ruinas da Casa Grande e no ponto mais alto da antiga roça. - E,, no antigo hospital, também já em aditada fase de transformação, em bar e restaurante, com a fachada pintada com lindos murais por artistas santomenses.

 Roça Gratidão -  São  Tomé - Lugar de Sonho de um Paraíso - Onde  está sendo levantado pelo santomense, Mário Menezes de Macedo, o projeto turístico da  Pousada do Bom Visual    - Cioso da memória do seu bisavô - 05.07.1846 † Lisboa, 11.02.1904  Um português pioneiro das maiores plantações de cacau - Que viveu  e teve muitos filhos com a irmã do Rei dos Angolares, de cuja origem descende - Tal como a  avó de Simone de Oliveira  









"Oh!... Nunca vi!..." Exclama  o Secretário da Embaixada da Guiné Equatorial  - "Nós os santomenses, somos capazes de realizar bons projetos mas precisamos de ajuda" – É isso o que falta a um projeto turístico, de espantosa singularidade, de cariz agro-ecológico, mas, entretanto, parado por falta de recursos financeiros -  Lamentava-se, em castelhano, fluente e bem pronunciado, Mário Menezes de Macedo, junto de Teodoro Elangui, da Embaixada da Guiné Equatorial, que não escondia o seu espanto por tão maravilhosa paisagem e tão amplo e deslumbrante cenário,  observação feita durante vista  que nos proporcionou a ambos, ao diplomata e ao jornalista, à colina da Roça Gratidão, que, em tempos, pertencera ao seu bisavó, João Baptista Marques de Macedo e Oliveira, natural de Vila Verde, Portugal, 05.07.1846 † Lisboa, 11.02.1904  - local donde se desfruta, uma das mais amplas e belas paisagens sobre a Ilha de São Tomé – abrangendo uma vasta área do litoral e do interior e não muito longe da capital

PELA GRATIDÃO QUE TUDO O QUE ME FIZESTE - VOU PÔR UM NOME DE GRATIDÃO A UMA DAS MINHAS ONZE ROÇAS  - E passou a ser a Roça Gratidão -  Mário Menezes de Macedo, recorda  a irmã do Rei dos Angolares, casada com seu bisavô - um português de Vila Verde  - E bisavô  de Simone de Oliveira



ROÇA GRATIDÃO - Mário Menezes de Macedo – Um santomense, cioso do seu bisavô, o português João Baptista Marques Macedo e Oliveira (1846-1904), casado com Maria da Trindade de Sousa, irmã de Simão Andreza, Rei dos Angolares, falecida em 1916, de cuja união nasceram, oito filhos, um dos quais é o seu avô; Teófilo Braga de Macedo; outro é Egídio de Macedo de Oliveira, casado com a belga, Jeanette Prado Pulvier, mãe de Maria do Carmo Tavares Lopes da Silva, avó de Simone de Oliveira.

Mário Macedo tem, de facto,  um maravilhoso projeto,  que vem procurando materializar desde algum tempo, transformar a colina onde se situava a antiga Roça Gratidão, uma das onze roças do  seu bisavó, num maravilhoso sonho turístico  - Com pousada para dormidas, com os caboucos, já bem levantados, sobre as antigas ruinas da Casa Grande, que se situava no ponto mais alto da antiga roça. – Por seu turno, as  instalações do velho hospital, também já em aditada fase de transformação, vão ser destinadas a um bar e restaurante, com a fachada pintada com lindos murais por artistas santomenses. 

Convirá também esclarecer, que o projeto,  visa ser auto-suficiente, em frutos,  em aves e em muitos alimentos, ali produzidos e  criados.

ROÇAS DE SÃO TOMÉ - NÃO GUARDAM AS MELHORES MEMÓRIAS DE OUTROS TEMPOS  MAS SÃO AINDA HOJE UMA MAIS VALIA RURAL

Enquanto, em Angola, as propriedades dos colonos, eram conhecidas por fazendas, nomeadamente de café, já o termo Roça (também usado nas pequenas parcelas nordestinas  do Brasil), surge naturalmente associado às grandes propriedade coloniais  de São Tomé e Príncipe – A trabalhos de intenso labor nas florestas, desmatando e abrindo clareiras.  Tema e pretexto de vários livros,  de incursões literárias, nos vários géneros, antes e depois da revolução de Abril:  de folhetins radiofónicos no tempo colonial, e de filmes e telenovelas, no pós independência – Porém, as  antigas memórias, sobretudo, para as populações das ilhas, não correspondem, todavia, ao romantismo da luxuriante  paisagem  que as envolve, à edílica ideia que perpassa aos olhos visitante, que  vê nestas propriedades, um misto de exotismo e    de  fertilidade. Há memórias que, por tão fundas e subjugadas pelos séculos, não se apagam, facilmente, do pé para a mão.

LUGAR ÚNICO NUMA ILHA, QUE É JÁ POR SI UM PARAÍSO

Eis como, Mário Menezes de Macedo,  nos descreve, pelo seu punho,  o projeto do "Bom Visual" - «Gratidão foi o nome escolhido para uma pequena roça do antigamente, se encontra na estradada Madalena, localizada a escassos quilómetros da capital do País.

Como a grande maioria das roças, apenas guarda nas suas ruínas a memória dos longínquos tempos da  era do cacau e do café. '

Muitos concorrentes, bastante oferta, o fim do trabalho escravo, a conquista da liberdade, a queda dos preços nos mercados internacionais, a partida dos homens; o êxodo rural, levaram gratidão a quase abandono e esquecimento dos homens da cidade.
Ficaram, no entanto, porque isso ninguém pôde até então ·"levar ou destruir, a beleza e o encanto do lugar.

Gratidão é, sem a menor sombra de dúvida, um lugar único. E só pode lembrar disso, aquele que alguma vez visitou a roça gratidão.

Nos dias de hoje, tanto os mais ricos como os mais pobres; imaginam viver num lugar de sonho. Um lugar onde as pessoas possam efectivamente gozar a vida, longe das multidões citadinas, assoberbadas e dominadas pelas questões existenciais do quotidiano. Um lugar onde o prazer e a tranquilidade se juntam harmoniosamente para que o visitante desfrute o seu charme.
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A natureza está naturalmente integrada. O verde declina-se em todos os tons, a perder de vista, quer se vise para o Interior. Do alto do seu cume, Gratidão contempla pacífica e silenciosamente grande parte da· ilha de S. Tomé, um posto de observação privilegiado. Sem ajuda de binóculos, a vista alcança facilmente toda a planície por onde se estende a capital do país os seus novos e luxuosos bairros.

Olhando para o sul, o horizonte parece não ter limite, ficando à vista o Distrito de Cantagalo. Mas para o centro cruza-se com a roça Vista Alegre, cidade da Trindade, roça Monte Café e roça Vista Alegre. Para o Norte, fica ao alcance dos olhos todo o Aeroporto Internacional de S. Tomé, Micoló, Fernão Dias e Morro Peixe.

Tal como aconteceu as outras roças, Gratidão fora inicialmente nacionalizada. Depois, entregue ao Exército. Finalmente distribuída, para o sossego de todos.

Gratidão ficou ainda mais longe daquilo que foi o período da colonização. As intra-estruturas desapareceram e com elas o trabalho e os homens.

Fora das rotas das grandes roças que atraem cobiças de dentro e fora e pelas quais se cruzam armas, era preciso que alguém afastado daquelas rotas abandonadas ou sem grande interesse, para subir até Gratidão. No acaso de uma visita, ele descobre um lugar particular de onde se vê muitos lugares quase todos conhecidos e outros desconhecidos.

Ficou· enamorado e da visão que oferece, simplesmente excitante, assistiu-se a um grande sentimento, reconstruir para lá viver com a família e partilhar com os amigos nos fins de semana o lazer, pouco a pouco foi descobrindo as reais potencialidades do local e então surge a ideia de melhor aproveitamento do mesmo numa nova visão mais ampla, uma hospedagem para turista, tanto nacional como estrangeiro.

A altitude, arquitetura existente, clima e a distribuição espacial do local, bem como a flora· agrícola são razões suficientes que levam a proporcionar nesse ambiente paradisíaco sem paralelo nas ilhas, a ideia imperiosa de uma perspetiva mais modesta para uma perspetiva mais ambiciosa, dando lugar a um turismo de qualidade inigualável no país.»

TURISMO NAS ROÇAS – CONCILIANDO A INICIATIVA EMPRESARIAL COM A VIDA DAS COMUNIDADES - PORQUE NÃO! – O PROGRESSO TECNOLÓGICO, NÃO É INCOMPATÍVEL COM O  BEM-ESTAR  E A DIGNIDADE HUMANA

Já  lá vai o tempo de, “em sublime holocausto, no clima inóspito das verdejantes ilhas equatoriais”,  se realizar a chamada “grande obra das plantações”, à custa do sofrimento de trabalho escravo. As terras foram devolvidas ao Povo das Ilhas, e o respeito  pelos seus anseios, seus costumes, não deve ser negligenciado e  olhado, estritamente sob o prisma liberal ou neocolonial.

Pois, em boa verdade, só há progresso social e desenvolvimento económico sustentado e duradouro, onde há respeito pelo meio-ambiente, preservação dos recursos naturais  e pelos interesses das populações, das gerações presentes e futuras.A busca pelo progresso, a qualquer preço e de qualquer forma, pode satisfazer as necessidades e interesses de alguns, porém,  podendo afetar e menosprezando de forma negativa as maiorias, agravando as suas carências e submissões

 Há roças onde o chamado turismo rural ou agroecológico   já foi implementado – e com sucesso – nomeadamente, na antiga Roça Bombaím -  Tais iniciativas ou experiências, conquanto bem delineadas, conciliando os interesses empresariais com a vida das comunidades, ali instaladas , não as menosprezando, não esquecendo as suas necessidades e aspirações, naturalmente que há  futuro assegurado para projetos de natureza turística. Um bom exemplo,  foi o lançamento de um concurso internacional para a recuperação das casas das antigas roças, com vista a  transformar este património em alojamentos turísticos, em “desenvolver o turismo rural e ecológico  -Há que prosseguir e dar apoio, não apenas aos que vêm do exterior, como às iniciativas dos próprios santomenses, não menosprezando a prata da casa.  É o caso do projeto de Mário Menezes de Macedo, na Roça Gratidão, que não tem avançado por falta de recursos financeiros, pois espírito empreendedor e determinação, são qualidades de que já deu sobejas provas.

Mário Menezes de Macedo - Promotor do Projeto da Pousada Bom Visual - É Tenente oficial do Exército de São Tomé e Príncipe - Entre outros importantes cargos que desempenhou,  desempenha, atualmente, as funções  de Técnico Superior do Instituto Nacional da Aviação Civil 







Vila Nova de Foz Côa XLIII Festa da Amendoeira Em Flor 2025- De 14 de Fev. a 2 de Março - A Capital de dois Patrimónios da Humanidade

                                                Jorge Trabulo Marques - Jornalista 


 

Vem aí  a tradicional festa da flor da amendoeira , um dos mais concorridos eventos, da região duriense, que antecipa o anúncio da Primavera  - O concelho de Foz Côa, é um caso singular nas chamadas terras quentes do Douro, pelo que,  por esta altura,  já muitas das colinas e ladeiras, se cobrem com as suas maravilhosa manchas brancas e cor-de-rosa, como se manchas de uma neve irreal mas perfumada, se tratasse.  . Deseja-se é que o tempo, que, ultimamente tem andado bastante instável, não venha a perburar a sua floração.

Sim, a tradicional festa da amendoeiras em flor, que antecede a entrada da Primavera, decorre de 14 de fevereiro a 2 de março e é de facto o periodo que geralmente promete fazer esquecer os rigores do inverno e nos anuncia dias floridos primaveris, num dos concelhos do distrito da Guarda, já conhecido pela capital de dois Patrimónios da Humanidade e dos espaços das terras quentes do Côa e do Douro.

O programa do certame, que culmina com o Desfile Etnográfico Alegórico nas principais ruas e avenidas da cidade de V. Nova de Foz Côa, ao som da banda filarmómica de Freixo de Numão, uma das raras bandas da região, com participações das 17 freguesias do concelho. promete apresentar um cartaz cultural diversificado, com as olimpíadas Inter-freguesias da Partida da amêndoa, assim como eventos de animação musical variados.

Durante três fins de semana, V. N. de Foz Côa, vai ser pintada de rosa e branco com mais uma edição da Festa da Amendoeira em Flor.

Detentora de 2 patrimónios da Humanidade,  situada na sub-região do Douro, pertencendo à região do Norte e ao distrito da Guarda, todas as suas  freguesias , que abrangem uma área de 398,2 km2, Amendra, Castelo Melhor, Cedovim, Chãs, Custóias, Freixo de Numão, Horta, Mós, Murça, Muxagata, Numão, Santa Comba, Santo Amaro, Sebadelhe, Seixas, Touça, a Festa da Amendoeira em Flor avançam para a quadragésima segunda edição, juntando o tradicional ao inovador, procurando desta forma captar diferentes públicos.



Foz Côa, que, na quase generalidade dos dias do ano, mais lembra uma pacata vila do interior, sim, onde a desertificação avança inexoravelmente, a passos largos, tal como outros concelhos do interior, sim,  à semelhança do triste fadário  que ameaça o chamado país profundo, dir-se-ia, que, em dias festivos,  particularmente nestes próximos fins-de-semana, faz jus ao estatuto de cidade  - Depois, só lá para o mês de Agosto, é que as ruas poderão voltar  a conhecer  tão desusado movimento e alegria.



O concelho de Vila Nova de Foz Côa, capital da amendoeira em flor,  situa-se numa zona de grande interesse arqueológico, onde já foram descobertos e classificados cerca de 195 sítios de importante valor patrimonial. Tais como castelos, castros, igrejas, capelas, pelourinhos, solares, pontes e estradas romanas, que nos revelam a passagem dos vários povos que aqui habitaram e escreveram a história durante séculos.


















Porque hás-de ser teimosa, amendoeira,

cobrindo-te de flores, de branco e rosa,
se a nada nos conduz tanta canseira?
Vale a pena insistir e ser teimosa?!

Vê bem… O lavrador, desesperado,
não tem compensação para os produtos,
e já não te dá mais o seu cuidado,
nem retira dos ramos os seus frutos.


Pelos vistos, não tens qualquer valia.
P´la amêndoa que nos dás ninguém dá nada.
Se eu fosse a ti, para o ano nem floria…
Ficava muda, queda e ensimesmada…


E só tal não faria , se um sinal
nos desse alguma esperança renascida
que fizesse alegrar o amendoal
e te desse razões para estares florida.

- Extraído do Livro A PORTA DO LABIRINTO
Um livro de “poemas, textos e teatro”
De Manuel Daniel