Jorge Trabulo Marques - Jornalista
Exemplar Presidência Aberta de Mário Soares na salvaguarda das Gravuras do Côa- 1-02-1995 - Soares também acha que as gravuras não sabem nadar. Mário Soares vai a Foz Côa e solidariza-se com a campanha dos estudantes da Escola Secundária, com slogan As gravuras não sabem nadar.
A decisão governamental de não construir a barragem do Baixo Côa, em 1995, e a classificação dos sítios rupestres como Património Mundial da Unesco, em finais de 1998, mudaram o rumo não só de Vila Nova de Foz Côa, no norte do distrito da Guarda, mas de todo o vale do rio.
ANTÓNIO GUTERRES – O primeiro Passo na defesa deste património m EmJaneiro de 1996, o recém-eleito Governo, chefiado por António Guterres, suspende os trabalhos de construção da barragem de Foz Côa, empreendimento que iria submergir o maior núcleo de arte rupestre paleolítica de ar livre conhecido até então.A medida visava, em primeiro lugar, esclarecer a dimensão e importância científica e patrimonial dos painéis rupestres identificados até à data — “num quadro de serenidade e rigor científico” — para fundamentar uma decisão definitiva sobre o destino a dar... ou à barragem ou às gravuras rupestres, cuja coexistência se afigurava, desde o início, incompatível
Recordo o meu encontro com o saudoso Presidente Jorge Sampaio e Ferro Rodrigues no Vale do Côa, em sua defesa, contra a vontade dos que hoje ocupam o poder - Sim, de uma herança ancestral que viria a ser classificada de Património Mundial da UNESCO desde dezembro de 1998, sendo o mais importante conjunto de arte paleolítica ao ar livre do mundo. As gravuras, datadas de cerca de 25.000 anos atrás, estão situadas nas margens do rio Côa e representam animais como cavalos e bovídeos, com técnicas de incisão, picotagem, abrasão e raspagem


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