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sexta-feira, 1 de abril de 2016

Em S. Tomé e Príncipe – cães errantes nas ruas poderão ser atentado à saúde pública: - Filipe Bonfim – Professor de Biologia e Ecologia, Médico Veterinário, defende um plano a curto e a médio prazo - E aponta soluções para a defesa da biodiversidade


Filipe Bonfim – Professor de Biologia e Médico Veterinário – é uma das personalidades mais entendidas, nas Ilhas Verdes do Equador, na área da biologia e do meio-ambiente: conhece o nome de todas as aves , diz  que todas elas são endémicas mas que há algumas, como a galinhola,  que estão em vias de extinção, pelo que sugere que, politicas públicas, ligadas ao ambiente,  defendam a sua preservação. O mesmo sugere quanto à preservação das tartarugas marinhas, nomeadamente às espécies mais ameaçadas, defendo que, a par de uma sensibilização, se criem condições às pessoas que têm vivido da sua captura. 
  
Filipe Bonfim, é, de facto, um atento e profundo estudioso, um grande apaixonado da fauna e da flora, que existe nestas maravilhosas ilhas - : Além de sua atividade docente, na universidade pública, dispõe  também de uma clínica para tratamento veterinário de animas e aves domésticas.

Questionado, na entrevista que nos concedeu  - aquando da nossa estadia em S. Tomé - , sobre que solução deveria ser dada  para acabar com os cães vadios, que andam  pelas ruas da cidade, respondeu-nos  ser necessário estabelecer um plano a curto e a médio prazo, por forma a eliminar os que sejam portadores de doenças, através de táticas inovadoras, como seja castração de machos” – No entanto, quanto  aos cães saudáveis, defende uma doação, visto haver pessoas que gostam de animais e gostariam de os ter


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ATUAL REALIDADE


Na verdade, há matilhas que vagueiam pelo mato, onde nunca lhes faltam alimentos: comem de tudo: desde frutos, ratos, insetos, peixes do rio ou mesmo do mar – De um modo geral, não são agressivos: afastam-se das pessoas e fazem a sua vida de cão.  

Por sinal, não tão má quanto isso: não assumem o aspeto doentio e escanzelado, como os cães que se alimentam do lixo, nas ruas  da cidade de S. Tomé ou de Santo António, na Ilha do Príncipe: de um modo geral,  mais magros e infestados de carraças e mazelas. É frequente vê-los a chafurdar nos contentores do lixo:

Na verdade, tal como também já foi reconhecido pelas próprias autoridades sanitárias, e até é dito em campanhas televisivas, estes animais constituem uma perigo para a saúde pública – Deveriam, pois, ser capturados  - Pois, mais o santomense, sendo um povo naturalmente pacifico. gosta dos animais e da natureza, da qual depende a sobrevivência do grosso da população, e não tem coragem  de matar nem os cachorros, quando nascem, nem mais tarde, já adultos – E quase toda a gente gosta de ter o seu cão

Segundo uma noticia divulgada, pelo Diário de Noticias, o ano passado, ninguém sabe muito bem quantos cães existem na ilha do Príncipe, em São Tomé. Por cada família - a pequena ilha tem cerca de sete mil habitantes -, estima-se que existam três cães, mas estes são apenas os que têm dono. Depois há todos os outros: os que erram pelas ruas e às vezes atacam as pessoas, sobrevivendo do que encontram, incluindo galinhas ou ovos de tartaruga, bem como os assilvestrados, que se escondem floresta adentro e que concorrem pelas mesmas galinhas e ovos de tartaruga..
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Mas se o seu número total é uma incógnita, uma certeza existe: estes cães podem transmitir doenças, desde a sarna a parasitas de vários tipos, e constituem um risco sério para a saúde pública. O projeto Educa-Cão, coordenado pela investigadora em comunicação de saúde pública Isabel de Santiago, em colaboração com a Faculdade de Medicina Veterinária da Universidade de Lisboa, os Veterinários sem Fronteiras-Portugal e as autoridades locais, já foi para o terreno e fez o diagnóstico da situação. O próximo passo é intervir, o que significa vacinar e controlar a população de cães, fase do projeto que se inicia no dia 26 de janeiro. São Tomé E Príncipe - Portugueses controlam cães na ilh



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