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sábado, 15 de outubro de 2022

São Tomé - Sum Alvarinho – “Awa wê” –Partiu para o reino da invisibilidade o artista que deu a voz e sons às lágrimas das vítimas do Massacre do Batepá de Fevereiro 1953 ” – Mas agora há um livro, depois da “Crónica de Uma Guerra Inventada” de Sum Marky, que fala de “As Pessoas Invisíveis” de autoria de José Carlos Barros, que faz a viagem ficcionada a esse trágico passado, retomando elos de memória que poderiam passar ao esquecimento

 Jorge Trabulo Marques - Jornalista 

A notícia, que começou por ser conhecida através das redes sociais, não adianta pormenores das circunstâncias do seu falecimento. Recorda o “passado  e a herança coletiva um reportório variado, no qual se destacam a elegíaca canção ”53 ni San Tomé” e ”Cacau é ouro, é prata e diamante”. Fundador e líder, nos anos 60, do conjunto Maracujá, enveredaria depois por uma carreira a solo marcada por temas de intervenção. ‘Sun Américo” é uma das suas criações mais populares. Estamos mais pobres, mas as canções perduram. RIP, Sun Alvarinho” – Diz o Téla Nõn.


O romance intitulado “As Pessoas Invisíveis”, de José Carlos Costa Barros,  vencedor do Prémio Leya 2021,  narra uma viagem por vários tempos da História recente de Portugal, desde a década de 40 do século XX   –– das movimentações na raia transmontana durante a Guerra Civil de Espanha à morte de Francisco Sá Carneiro –  E um desses períodos, passa justamente pela narrativa de um “episódio de terror e violência colonial que resultará na morte de centenas de são-tomenses, na sequência de protestos e da recusa do trabalho compelido nas roças, mostrando como o fim legal da escravatura precedeu, em muitas dezenas de anos, a sua efetiva abolição. Entre realismo e magia, Poder e invisibilidade, ignomínia e sobressalto, o presente romance, de uma maturidade literária exemplar” – Diz o júri que o distinguiu


CURIOSA COINCIDÊNCIA -  Depois da “Crónica de Uma Guerra Inventada” de Sum Marky, pseudónimo do luso-santomense, José Ferreira Marques (1923-2003), nascido em S. Tomé, que denuncia as arbitrariedades de que foram vítimas da ignomínia colonial salazarenta, os povos autóctones naqueles trágicos dias de Fevereiro de 1953, enquanto o espírito do cantor  Sum Alvarinho, passa a viajar pelo reino da invisibilidade, eis que surge o livro do escritor José Carlos Barros, a dar-nos conta de “As Pessoas Invisíveis”, que, por um certos dotes mágicos, embora já não fazendo parte do mundo dos vivos, ainda  nos podem falar do seu passado, que  faz a viagem ficcionada a esse trágico passado, retomando elos de memória que poderiam passar ao esquecimento

Não será naturalmente com  Sum Alvarinho que o leitor irá  confrontar-se. No entanto, se ouvir cantar “Awa wê” - “53 ni San Tomé”, como documento no vídeo que lhe ofereço, com o registo da sua voz, não deixará de compreender  ainda melhor o sofrimento de que foram alvo as massacradas vitimas e outros enredos.

Sim, paz à  alma  de um dos mais genuínos artistas da música das Ilhas Verdes do Equador – De quem tanto amou as maravilhosas ilhas verdes do equador e as poetizou -E, como só ele, logrou cantar de forma profundamente sentida as centenas de  vitimas dos fatídicos massacres do  Batepá,  nomeadamente em Fernão Dias,  - local onde se situava   um autêntico campo de tortura e extermínio, sob o comando de um verdugo, conhecido por "José Mulato, recrutado das celas da prisão por vários crimes de violência doméstica e homicídio. 



“Estamos mais pobres, mas as canções perduram” diz a poetiza e escritora Conceição Lima, ao prestar o seu tributo à memória do seu compatriota Sun Alvarinho, referindo que foi o fundador e líder, nos anos 60, do conjunto Maracujá, que enveredaria depois por uma carreira a solo marcada por temas de intervenção. ''Sun Américo'' é uma das suas criações mais populares"

Por sua vez, diz a poetiza Olinda Beja, citando o tema Cacau é Ouro, é Prata, é o Nosso Diamante Também" - uma outra canção que meu querido primo Alvarinho eternizou dando assim coragem e esperança num produto que deveria continuar a ser a aposta do futuro. Na Expo98 eu e o meu grupo "Bô Tendê" (27 bailarinos) apresentamos a canção do Alvarinho em bailado que foi aplaudido de pé! Foi uma maravilha! No final Alvarinho que fazia parte do grupo musical (e que não sabia da surpresa) ficou feliz até às lágrimas... Mas a Cultura (lá como cá) tudo esquece!!! DEP Alvarinho. A minha gratidão!"

Esperemos que não caia no esquecimento, ele que delega à posteridade um reportório único e variado, no qual se destacam, entre outros,  Dédo, Lagaia, Legadu, Menguana, Ielca, Meu Coração Está de Luto; Pixe Podê; Quem é o Culpado, e, muito especialmente, a elegíaca canção ''53 ni San Tomé'', também conhecida por Awa wê –


Hino, este, verdadeiramente sentido e comovedor, expressando o sofrimento das vítimas do Betepá, que haveria de ser a maior nódoa da colonização portuguesa em África, provocada por um governador e seus acólitos, que, depois dos dois primeiros anos de uma governação, aparentemente calma e até de o distinguirem como uma espada, pressionado pelos grandes roceiros, se lhe meteu na cabeça de que haveria de aumentar a exploração económica com produção de cacau e de café nas roças e de ser o maior artífice das obras públicas – E, de facto, a ele se ficariam a dever muitas das principais construções que ainda hoje perduram. Só que à custa de um elevado sofrimento e despotismo.

Tal como já tive oportunidade de escrever, em canoasdomar, em 3 de Fev de 2016, https://canoasdomar.blogspot.com/2016/02/s-tome-e-principe-homenageou-hoje-os.html o governador mandou o ajudante de campo armado em soldado nazi a comandar um grupo de milícias para ordenar o trabalho obrigatório, até que, numa remota aldeia perdida no mato, algures pela Vila da Trindade, alguém se encheu de coragem e reagiu sobre o fogoso e arrogante oficial, que teve a reação popular à altura da leviandade e do desprezo como olhava a população e impunha a sua vontade .


A partir daí o Governador Gorgulho - para salvar a face dos seus desmandos e prepotências, e, como os grandes erros, nunca vêm sós, para justificar uns cometia outros, cada vez mais graves. passou acusar os "rebeldes" de comunistas, através da imprensa e da rádio. E não tardou que os colonos - incentivados ao ódio à dita "hidra comunista", respondessem ao apelo dos muitos boatos propalados”

(Mas foi assim que a noticia se espalhou)

Lêem-se no início de um dos capítulos, estas palavras” O Governador temia perder o controlo  da situação . Porque no início parecia que tudo podia ir correr mais ou menos a bem. Um despacho contra a vadiagem e outro a proibir a produção de aguardente e a comercialização de aguardente de cana. Fragilizá-los . Umas rusgas comandadas por Mané Angola a espalhar o terror. Caçar um nativo de vez em quando e levá-lo à cadeia. Um hoje. Quatro amanhã. E apertar o fundo do funil dos empregos de batina branca. E esperar que viessem comer  à mão administrativa. A vergarem e assinalarem finalmente os contratos. A engrossarem as fileiras do trabalho braçal. Nas roças. Nas obras públicas.

E afinal começava a perder-se o pé” – remata o autor

Sim, e quem era senão o Governador Carlos Gorgulho

E o Mané Angola, senão o Zé Mulato, natural de Angola, um corpulento criminoso, que foram buscar à prisão para chefiar as brigadas, que me declarara, quando o questionei, depois do 25 de Abril,  sobre as prepotências e os crimes de que era acusado, respondeu-me:  Em Fernão Dias eu era o capataz  e fui uma máquina bruta a matar!!...Era eu quem mandava. Cumpria ordens!...O que querem agora que eu faça?!..Querem que eu me mate?!..

Sim, confessava-me ele num certo dia e com  palavras  de arrepiar, numa entrevista que depois não chegou a sair na Semana Ilustrada 

Disseram-me de Luanda que era muito chocante e não podia ser publicada: Em Fernão Dias eu era o capataz  e fui uma máquina bruta a matar!!... Era eu quem mandava. Cumpria ordens!... O que querem agora que eu faça?!.. Querem que eu me mate  ou querem que eu me deixe  matar por eles?!... Agora andam para aí a rondar-me a porta:  o primeiro que aqui entrar,  deixo-o aqui degolado, não sai daqui inteiro nem vivo!... Querem que lhes dê o  mesmo trato?!...  A uns matava-os a soco, outros a tiro, à paulada ou à machinada!  Alinhava-os ao longo da vala para não me darem muito trabalho. Alguns ainda gritavam lá dentro, mas calava-os imediatamente, com umas quantas pazadas de terra.  Nem era eu que as deitava, mas a outra "empreitada" que vinha logo  a seguir.

Sobre as causas da tragédia do Batepá, já se escreveram vários textos,   apontando para a desmedida ambição do Governador  Gorgulho, que “se lançou num vasto programa de construções e melhoramentos públicos  recorrendo indiscriminadamente a rusgas constantes nas povoações nativas  por forma a angariar mão-de-obra barata ou gratuita. - Conforme diz Sum Marquky, em Crónica de Uma Guerra Inventada”, o primeiro autor a debruçar-se sobre as ignóbeis ocorrências, ( sim,  mas quem  faria a  divulgação das primeiras fotos daqueles factos, 20 anos depois a par de testemunhos a sobreviventes,  seria a  revista angolana Semana Ilustrada, de que era correspondente em S. Tomé e Príncipe dos testemunhos de alguns dos sobreviventes,  O leitor, aí tem, pois, uma extraordinária obra, que vem reforçar o que já se disse.

AS PESSOAS INVISÍVEIS”  - De José Carlos Barros, é pois um excelente romance que nos oferece uma  história que “começa na Berlim de 1980, onde é encontrado um caderno que relata a descoberta, em terras portuguesas, de uma jazida de ouro, segredo que leva a narrativa de volta aos anos da Segunda Guerra Mundial, à exploração de volfrâmio e à improvável amizade de um engenheiro alemão com o jovem Xavier Sarmiento, que descobre ter o dom de curar e se fascina com a ideia de Poder”.

É a sua história, de curandeiro e mágico a temido chefe das milícias, que o leitor acompanha ao longo do romance, assistindo às suas curas e milagres, bem como aos amores clandestinos e à fuga intempestiva para África.”

Tem, pois, o leitor à sua disposição, em “AS PESSOAS INISÍVEIS” mais uma extraordinária  obra, que também lhe fala de "um episódio de terror e violência colonial que resultará na morte de centenas de são-tomenses, na sequência de protestos e da recusa do trabalho compelido nas roças".

Em que, segundo “o leitor é convocado para preencher com a sua imaginação o não dito, os silêncios, o invisível", acrescentou.

Outro aspeto salientado na escolha desta obra de autoria de José Carlos Barradas, “foi o trabalho de linguagem, o domínio de uma "oralidade telúrica a contrastar com a riqueza de vocabulário e de referências histórico-sociais".

“ E não foi a primeira vez que José Carlos Barros concorreu ao Prémio Leya, já que em 2012 foi finalista com o romance "Um Amigo para o Inverno", editado no ano seguinte pela chancela Casa das Letras.

Autor de vasta obra poética, a sua estreia na prosa aconteceu com "O Prazer e o Tédio", romance que o cineasta André Graça Gomes adaptou ao grande ecrã, em 2012, sem financiamento e com atores amadores. A longa-metragem foi rodada em Boticas, onde o escritor nasceu, em 1963, e aborda a angústia do mundo rural.

Licenciado em Arquitetura Paisagista pela Universidade de Évora, José Carlos Barros vive em Vila Nova de Cacela, no concelho de Vila Real de Santo António, no Algarve.

Tem exercido atividade profissional no âmbito do ordenamento do território e da conservação da natureza, e foi diretor do Parque Natural da Ria Formosa. Foi também técnico superior do Parque Natural do Sudoeste Alentejano e Costa Vicentina e da Direção Regional do Ambiente do Algarve.

Antigo deputado do PSD, José Carlos Barros foi vice-presidente da Câmara Municipal de Vila Real de Santo António e presidente da Assembleia Municipal da mesma cidade. É vereador, sem pelouro, naquela câmara.

Entre os vários livros de poesia que escreveu destacam-se "uma abstração inútil", "Todos os náufragos", "Teoria do esquecimento", "Pequenas depressões" (com Otília Monteiro Fernandes) e "As leis do povoamento" (editado também em castelhano).

Com "Sete epígonos de Tebas" venceu o Prémio Nacional de Poesia Sebastião da Gama 2009.

Os seus livros de poesia mais recentes são "O uso dos venenos", "A educação das crianças", "Estação - Os poemas do DN Jovem", e "Penélope escreve a Ulisses".

O Prémio LeYa tem um valor de 50 mil euros e é o maior prémio literário para romances inéditos de todo o mundo de língua portuguesa.

Atribuído por prova cega, a autoria dos romances é desconhecida ao longo de todo o processo de leitura e avaliação.

 

 

S. Tomé - Eleições legislativas 2022 -PM Jorge Bom Jesus, disponível para entregar o poder e liderar uma oposição construtiva

 

Jorge Trabulo Marques - Jornalista

Jorge Bom Jesus,  primeiro-ministro cessante e líder do MLSTP/PSD, que, após a divulgação dos resultados pelo Tribunal Constitucional, além de ter felicitado o partido vencedor, o ADI, e o seu líder, deixando a promessa de continuar a exercer uma oposição construtiva, para o bem de São Tomé e Príncipe e para o desenvolvimento do país”, entretanto,  também já veio afirmar a sua disponibilidade para entregar o poder. 

Refere a imprensa santomense  que  Assembleia Nacional marcou para 8 de Novembro, a tomada de posse dos novos deputados eleitos, e a inauguração da nova legislatura. O consenso entre os partidos políticos prevaleceu sobre a polémica instalada nos últimos dias.

Entretanto, diz a STP-Press, que   "o primeiro-ministro são-tomense, Jorge Bom Jesus, líder do MLSTP-PSD,  declarou hoje que “nós estamos disponíveis para entregar o poder”, face aos resultados das últimas legislativas, tendo sublinhado que “enquanto não houver o novo governo, nós vamos continuar a cuidar do Estado, a cuidar das instituições”.


O Chefe do Executivo disse que “este governo está preparado para qualquer momento”, sustentando que “por isso, nós estamos a cuidar em termos de ações e actos que são do Estado, o funcionamento das instituições até que o novo poder instituído chegue”,

Bom Jesus explicou que “este governo está na plenitude das suas funções no quadro constitucional e legal e eu já havia afirmado que iria trabalhar até o ultimo dia porque o Estado não falece, o Estado não para e há continuidade do Estado”.

O Jorge Bom Jesus, fez estas declarações quando visitava uma obra pública, hoje, dia em que  a Comissão Permanente do Parlamento fixou a posse de novos deputados para o dia 08 de Novembro na sequência das legislativas de 25 de setembro, nas quais o seu partido MLSTP-PSD ficou na segunda posição com 18 deputados, enquanto ADI de Patrice Trovoada foi o vencedor com uma maioria absoluta de 30 dos 55 deputados que compõem Parlamento.

quarta-feira, 12 de outubro de 2022

Guiné Equatorial de Parabéns – Celebra hoje o 54º aniversário da sua independência, já com a pena de morte abolida – Proclamada em 12 de outubro de 1968, como nação livre, pelo Governo da ditadura franquista – Colónia Portuguesa de 1471 a 1778 - Cedida a Espanha pelo tratado de San Ildefonso – País membro da CPLP; desde de 2014

 Jorge Trabulo Marques - Jornalista 

“É mais um ano em que nos sentimos cheios de alegria e orgulho, porque esta Independência Nacional que desfrutamos hoje não foi um presente dos colonialistas, mas representa a dura luta, resistência nacional e sacrifício de muitos equatoguinenses que nos precederam e que deram suas vidas para o nascimento desta Nação. Um heroísmo que levaria à concessão da Independência Nacional da Guiné Equatorial pela metrópole espanhola, em 12 de outubro de 1968. - Palavras do Presidente Obiang Nguema Mbasogo, divulgadas na página oficial do Governo da Guiné Equatorial,  na véspera das comemorações do 12 de Outubro de 1968

Ou seja, menos de um mês depois de Teodorín Obiang, vice-presidente equato-guineense, ter anunciado a abolição da pena de morte,  considerando a decisão como um passo "histórico" para o seu país, cujo artigo 26.º do capítulo I, 

Lisboa - Julho 2022

relativo às penas em geral, determina que, “na aplicação das penas, fica totalmente abolida a pena de morte na Guiné Equatorial”. A medida foi divulgada a cerca de dois meses das eleições legislativas e presidenciais, mas já era esperada desde 2014, ano em que a Guiné Equatorial aderiu à Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP).



Com o Emb. Tito Mba Ada -Num 12 de Outubro

Várias foram várias as personalidades, internacionais e nacionais que, entretanto, já  enviaram mensagens de felicitações ao Presidente da República, H.E. Obiang Nguema Mbasogo, por ocasião da celebração em 12 de outubro do Dia da Independência Nacional.

Tendo sublinhado, no discurso já divulgado, que, nessa luta, a Comunidade Internacional foi nossa aliada e com a declaração das Nações Unidas sobre a concessão de independência aos países e povos colonizados em 1960, que foi o fim dessa fase desagradável de colonização estrangeira, descrita como um Crime de Dói humanidade.


Em recente gala dos prémios Lusofonia

É por isso que devemos celebrar este acontecimento com alegria, porque a República da Guiné Equatorial completa cinquenta e quatro anos, e devemos olhar para o nosso futuro com otimismo, porque apesar de sermos uma Nação jovem, estamos a dar passos e avanços gigantescos para o nosso futuro brilhante."

A Guiné Equatorial foi admitida, e com inteira justiça,  a 23 de julho de 2014 como membro da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), na X cimeira de chefes de Estado e de Governo da organização, em Díli, concluindo um processo de dez ano

Lisboa - -Presidente Obiang com o Presidente Marcelo


De referir  que os primeiros europeus a explorar as quatro ilhas do  golfo da Guiné, (1470-71-72) S: Tomé e Participe, Ano Bom e Fernando Pó, foram os navegadores portugueses, co
mandados por João de Santarém, Pero Escobar e Fernando Pó
 nome pela qual passaria a ser conhecida a atual Ilha de Bioko, depois de ter sido inicialmente batizada por Ilha Formosa, talvez  devido  à  formosura luxuriante  da sua vegetação, tal como, de resto,  ainda hoje se apresenta aos olhos maravilhados dos visitantes 
Lisboa . Julho 2022

Associo-me e congratulo-me, com muito gosto, às várias felicitações dirigidas ao Presidente Obiang Nguema Mbasogo, pela comemoração  desta tão importante e símbólica  efeméride, do 54º Aniversário da Independência Nacional, no dia 12 de outubro, com os meus votos de que Deus o proteja e que nunca lhe falte a saúde para continuar a liderar os  destinos do seu país, em prol do seu progresso e bem-estar das suas populações. 

Bem-haja por me ter dado a honrosa e gratificante oportunidade de lhe agradecer pessoalmente a nobreza e o humanismo do seu gesto, na receção que me concedeu, em Lisboa, durante a sua estadia na participação da conferência das Nações Unidas sobre os Oceanos

Estive em Malabo e em Bata, em Julho de 2017, no Congresso VI Congresso do Partido Democrático da Guiné Equatorial, para lhe testemunhar publicamente a minha gratidão, mas, agora, pude fazê-lo com um caloroso aperto de mãos

Embaixador Tito Mba Ada
Obrigado, uma vez mais, também à cortesia do diplomataTito Mba Ada,  Embaixador Extraordinário e Plenipotenciário da Guiné Equatorial em Portugal, a quem fico a dever a cortesia daquela viagem ao seu maravilhoso país, em 2017

Sim, de modo algum  posso esquecer o gesto magnânimo e humanista, do então jovem Tenente-Coronel, que, quatro anos antes libertar o seu país do despotismo de seu tio, Francisco Macias, me mandou libertar da cadeia e do caminho para a execução, por alegada suspeição de espionagem, quando ali aportei numa frágil piroga, após 38 dias de tormentoso calvário

A Guiné Equatorial, foi liderada por Francisco Macías Nguema, de 1968 a 1979, que ficou conhecido por ter elogiado publicamente a figura de Adolf Hitler. - O número de mortos sob a ditadura de Macías, estima-se entre 50.000 e 80.000, ou, dito de outro modo, entre 1/6 e 1/4 de uma população de umas 300.000 pessoas - A 3 de agosto de 1979, seu sobrinho Teodoro Obiang Nguema Mbasogo organizou, com a ajuda de parte do exército, um golpe de estado que derrubou


Após ter acostado num recanto de uma pequena praia de Bococo, encaminhei-me por trilho da floresta, amparado a um tosco pau, indo dar a uma finca de cacau, onde fui bem acolhido – Mas depois as autoridades, ao terem conhecimento, levaram-me para a esquadra de Bococo, onde me enfiaram num horrível calabouço subterrâneo, juntamente com dois casais de trabalhadores nigerianos e as suas crianças


Graças a Deus estou vivo e o devo ao humanismo e à compreensão do então Comandante Obiang, atual Presidente, que, no dia em que ia ser executado, me chamou ao seu gabinete, quando, pouco depois de sair acorrentado da minha estreita e nauseabunda cela, um inesperado telefonema, soando no corredor, ordenou ao Comissário da cadeia, que seguia a liderar a minha execução com dois guardas, fosse levado à sua presença.

"Fernando Pó, o navegador português que, em 1471/2, aportou à ilha, agora chamada de Bioko, verificou que já era habitada. No entanto, como a desenhou nos mapas de navegação, esta ficou com o seu nome durante séculos. (…) As ilhas que constituem a actual Guiné Equatorial não tiveram alteração desde que Espanha tomou posse delas. Mas, no referente à parte continental, chamada de Rio Muni ou Mbini, só em 1900 ficou definida, pelo convénio Franco Espanhol dessa data.
Inicialmente, em 1777, pelo Tratado de San Ildefonso, Portugal cedia a Espanha no Golfo da Guiné as ilhas já mencionadas, e a exploração do litoral continental entre os Cabos Formoso e o Lopez. Este acordo foi ratificado pelo Tratado d’El Pardo, de 1778, o qual constituiu a base jurídica da presença espanhola no continente africano, nas latitudes da Guiné equatorial. encontra-se a capital Malabo, antigamente chamada de Santa Isabel, pelos espanhóis.- Excerto de https://www.revistamilitar.pt/artigo/1073

Palavras do Embaixador Tito Mba Ada - há dois anos, em Bata 


Jorge Marques  com o Embaixador Tito Mba Ada

Tendo declarado que “Portugal é um dos países que beneficiou da integração da Guiné Equatorial na CPLP, em termos de negócios”. “Temos muitas ligações antigas com Portugal, e a Comunidade é uma prioridade para a Guiné Equatorial, e queremos que todos os dias venham portugueses conhecer este belo país” 

“Cremos que muitos portugueses não conhecem a Guiné Equatorial. Têm que vir conhecer a Guiné Equatorial, investir na Guiné Equatorial, conhecer os guineenses, e trabalhar juntos, porque juntos somos mais fortes e competitivos” – Declarou-me,  o Embaixador Tito Mba Ada, numa honrosa e interessante entrevista, que me concedeu  no Centro de Conferências de Ngolo, em Bata, no encerramento do VI Congresso Ordinário do Partido Nacional Democrático da Guiné Equatorial, que decorreu, na primeira semana de julho, em ambiente de calorosa e significativa participação,  com transmissões diretas da televisão nacional e   das várias cadeias estrangeiras,   sob o Lema A Renovação Continuidade

Tito Mba Ada, que é também representante da missão permanente da Guiné Equatorial junto da Comunidade de Países de Língua Portuguesa (CPLP), reside em Portugal, pais pelo qual se confessa apaixonado:

E, na verdade, nos dias em que ali estive, senti-me tranquilo e feliz – Quer em Malabo, quer em Bata, Cidade portuária da Guiné Equatorial, capital da Província continental, Mbini (antiga colónia espanhola de Río Muñi)l e  segunda maior cidade do país.- Naquela que é também classificada como a “suíça africana”  - Pelo rasgo e criatividade arquitetónica dos seus edifícios, das suas largas e belas  avenidas marginais, praias de areia fina a perderem-se de vista, a curta distância por excelentes estradas – Creio que mais  livre e mais segura que a generalidade das capitais europeias  – Sim, nos dias em que ali estive, senti-me tranquilo e feliz – Naquela que é também classificada como a “suíça africana”  - Pelo rasgo e criatividade arquitetónica dos seus edifícios, das suas largas e belas  avenidas marginais, praias de areia fina a perderem-se de vista, a curta distância por excelentes estradas – Cremos que mais  livre e mais segura que a generalidade das capitais europeias



Foram navegadores portugueses os primeiros europeus a explorar o golfo da Guiné, em 1471. Fernão do Pó situou a ilha de Bioco nos mapas europeus nesse ano, ao procurar uma rota para a Índia: ele baptizou a ilha Formosa (no entanto, foi no início conhecida pelo nome de seu descobridor).As ilhas permaneceram em mãos portuguesas até Março de 1778.

Depois do Tratado de Santo Ildefonso (1777) e do Tratado de El Pardo (1778), as ilhas foram cedidas a Espanha, juntamente com os direitos de livre-comércio num sector da costa do Golfo da Guiné entre os rios Níger e Ogoué. Em troca, Portugal recebia garantias de paz em diversas zonas de influência da América do Sul, como a retirada espanhola da Ilha de Santa Catarina e a demarcação de fronteiras no Brasil, mas renunciava à Colônia do Sacramento e aos direitos sobre as Ilhas Marianas e Filipinas. Em 1909, as colónias espanholas de Elobey, Ano Bom, Corisco, Fernando Pó e Guinea Continental Española foram unidas sob uma administração única, formando os Territorios Españoles del Golfo de Guinea ou Guinea Española. Em 1935, a colónia foi subdividida em dois distritos: Fernando Pó (a ilha de Ano Bom, com a capital Santa Isabel) e Guinea Continental (com a capital Bata, e as pequenas ilhas de Corisco e Elobey). Em 1960, os dois distritos tornaram-se províncias ultramarinas de Espanha e designadas Fernando Póo e Rio Muni. Em 1963, as províncias foram combinadas na região autónoma da Guinea Ecuatorial e, finalmente, em 12 de outubro de 1968, tornaram-se num país independente.


 

segunda-feira, 10 de outubro de 2022

Faleceu José da Graça Diogo, antigo Presidente da Assembleia Nacional de São Tomé e Príncipe, 2014-2018- Minhas sentidas condolências pela perda de uma distinta personalidade, com quem tive o prazer de partilhar calorosos momentos no ano em que tomou posse.


Jorge Trabulo Marques - Jornalista

Segundo noticia  da agência STP-Press,  que cita fontes hospitalares, José da Graça Diogo, alto dirigente do partido ADI, que recentemente ganhou as eleições,  morreu, neste último domingo,  vitima de doença prolongada

No seio familiar conhecido pelo “BALUBA", família Malembé, com quem nos solidarizamos nestes dias de pesar e de luto.

Engenheiro de formação, José da Graça Diogo foi também quadro superior da Companhia Santomense de Telecomunicações e trabalhou no sector privado..


Além do cargo de  presidente do parlamento de 2014 à 2018 na Xª legislatura parlamentar são-tomense, José da Graça Diogo foi Ministro dos Recursos Naturais e Ambiente, deputado em outras ocasiões pelo partido ADI, Aliança Democrática Independente,  bem como vários cargos superiores na direção do partido.

O falecimento de José Diogo acontece duas semanas depois do seu partido, ADI ter vencido com maioria absoluta as eleições legislativas são-tomenses de 25 de Setembro, permitindo o regresso desta força política ao poder depois dos últimos quatro anos na oposição.

 COMO ME ENCONTREI COM JOSÉ DA GRAÇA DIOGO

Foi em  Nov de 2014 ao lado de Agostinho Fernandes, ex-ministro do 14º Governo constitucional, uma das figuras ministeriáveis do  Governo de Patrice Trovoada, que iria sair das recentes eleições, vencidas pela Acção Democrática Independente (ADI), ),  que conquistou 33 dos 55 assentos parlamentares- 

http://canoasdomar.blogspot.com/2014/11/sao-tome-39-anos-depois-agostinho.html

Quem me proporcionou o caloroso diálogo, numa das aprazíveis esplanadas do complexo turístico, situada na Praia Emília, que decorreu de forma simpática e cordial, foi o coronel Victor Monteiro, então assessor do Gabiente do Presidente Manuel Pinto da Costa

Na véspera do meu regresso a Portugal, na impossibilidade de apresentar os meus cumprimentos ao Secretário-Geral do ADI e ao  líder fundador  do seu partido, o ex-primeiro-ministro Patrice Trovoada, tive o prazer e a honra de ser recebido, em  audiência informal, por  Agostinho Fernandes, a quem dei conhecimento de um projeto desportivo,  a que me refiro em http://canoasdomar.blogspot.com/2013/08/regata-remos-e-vela-gabao-s-tome.html


Como já tive ocasião de sublinhar, não vim a São Tomé, 39 anos depois,  com o propósito de me envolver nas questões políticas internas mas tão somente para matar saudades da maravilhosa Ilha Verde, do imenso mar azul que a envolve, coroando-a  de marulhos de alva espuma e  por um infindo  azul marinho, só possível à  luz dos trópicos, de tal modo tão sedutor e atraente que me fez ir ao seu encontro por três vezes, nas frágeis pirogas dos pescadores, sim, e também rever velhos amigos, relembrar memórias – E muitas são essas memórias, desde que desembarquei na Baía Ana Chaves, a bordo do paquete Uíge, num já distante dia de Novembro de 1963 - a Out de 1975 – Porém, conquanto, não fosse minha intenção inicial ir além da condição do simples peregrino, a verdade é que, ao ser reconhecido por vários amigos, era difícil passar despercebido e não corresponder aos amáveis afetos, aos muitos gestos de amizade e cortesia, que se estenderam desde o cidadão anónimo, a dirigentes históricos do MLSTP , incluindo o seu fundador, Manuel Pinto da Costa, além de outros ocasionais encontros com diversas personalidades.

 


quinta-feira, 6 de outubro de 2022

VI Edição da Gala Prémios da Lusofonia – Entregues no 1ºde Outubro no Auditório do Casino Estoril – A 15 Personalidades Lusófonas - Com momentos abrilhantados de especial glamour, cultura, beleza, humanismo e simpatia.

 Jorge Trabulo Marques - Jornalista  -No video a seguir poderá ver mais imagens do evento.

Decorreu no passado sábado, à noite, a VI Edição da Gala Prémios da Lusofonia, que distinguiu 15 personalidades de reconhecido mérito em diversas atividades em prol do prestigio da língua portuguesa: desde a vida artística, artes plásticas e letras, educação, teatro e cinema, moda e estilismo, ao humanismo e associativismo, vida empresarial, entre outras áreas.

Tivemos o prazer de assistir e de fotografar este prestigiado evento, do qual lhe vimos mostrar alguns desses calorosos momentos, num vídeo onde reunimos variadíssimas imagens, bem como algumas passagens registadas em filme.


Depois de uma passagem de animado convívio no vasto hall do casino Estoril, ocasião aproveitada para registos de reportagens, aos premiados e convidados, pela CS e mesmo para cada um poder fazer livremente os seus registos fotográficos ou vídeos, seguiu-se, então, a cerimónia da entrega dos diplomas e troféus aos vários premiados, apresentada por Gabriel Niva Castro e Raquel Flores.

Isabel Leitão e Mário Máximo e do Diretor geral da CPLP, embaixador  Armindo Brito Fernandes, deram as boas vindas aos distinguidos e premiados, com largos aplausos de toda assistência, pelas suas calorosas e apreciadas palavras

Dois momentos musicais, marcantes abrilhantaram e assinalaram então a emblemática gala e que igualmente mereceram fortes aplausos – Sensivelmente, a meio da entrega dos prémios, um de sons e vozes líricas de música clássica pelos artistas, Laura Alves e Filipe Gaio Pereira, outro, pelo artista santomense, conhecido pelo Príncipe de S. Tomé, que, ao som da sua viola, ritmo frenético e interpretação musical das maravilhosas Ilhas Verdes do Equador, pôs todo o auditório em jeito de passos de dança, culminando, assim, com uma autêntica noite de grande entusiasmo, beleza, alegria e convívio


O prémio é atribuído anualmente a cidadãos e cidadãs da lusofonia, nos países de expressão portuguesam que se distinguiram por obra e carreira nas mais diversas atividades e áreas – Foi criado em 2017 por Isabel Leitão (mentora e fundadora), ao qual viriam juntar-se outras generosas colaborações, tais como, Mário Máximo (Coordenador da Administração), Lauro Moreira, Paulo Pisco, Hélder de Oliveira e António Soares Lopes Júnior, entre outras vontades de abnegada dedicação e voluntarismo. – E tem contado com a parceria da CPLP, entre outros patrocinadores

PRÉMIOS E SEUS LUAREADOS  - Irmã Guilhermina Marçal  de Canossian, uma freira católica de Timor-Leste  que recebeu o Prêmio Direitos Humanos pelo seu papel na luta da nação pela independência e pelo seu trabalho para acabar com a violência contra mulheres e crianças e outros grupos marginalizados.

Prémio Ação Empresarial Higest – Empresa avícola moçambicana, constituída em em 1993, que se tem destacado pela produção dos seus produtos para todas as províncias deste país lusófono


Prémio Artes Plásticas – Atribuído a Moisés Yama, artista plástico da Guiné Equatorial, que, por inesperado motivo de saúde, teve de receber assistência à sua chegada ao aeroporto de lisboa, tendo a distinção sido entregue nas mãos do Embaixador Tito, que teceu palavras elogiosas à iniciativa e ao artista, bem como por parte de outro seu compatriota, que ali foi recordar a carreira do seu prestigiado concidadão..

Ator Murilo Rosa, distinguido pelo prémio, teatro e cinema – Natural de Brasília – Artista, de reconhecida craveira e de notório percurso profissional, em variadíssimos papéis e personagens, tanto na televisão, como no cinema, em dezoito filmes, como no teatro onde soma catorze peças, que mereceram rasgados elogios pela critica da especialidade

Prémio Associativismo Lusófono – Afectos com Letras – É uma ONGD. fundada em 2009, ONGD cujo foco recai sobre a Guiné-Bissau, sobretudo na promoção de construção de escolas e criação de bibliotecas neste país irmão. Tendo como base de funcionamento o voluntariado integral. Joana Benzinho Santos, lidera uma equipa que torna realidade toda uma ação integrada de serviço às comunidades.

Prémio Música – a Zé Manuel Fortes - Um dos fundadores dos Super Mama Djombo, grupo que nos anos setenta do século passado ajudou a despertar a consciência nacional, interpretando canções em crioulo, mandinga e balanta
Prémio Moda e Estilismo – A Rose Palhares - Natural de Luanda. Cresceu em Portugal e estudou no Brasil, encontrando-se unida de forma íntima a três países que partilham a língua portuguesa.

Prémio Lusófono - A Ivone Sanção Bila Ivone – Natural de Pemba, província de Cabo Delgado, Moçambique - Foi a primeira Secretária da OMM – Organização da Mulher Moçambicana em Portugal, cargo que exerceu de 2003 a 2020. Atualmente, é Deputada da Assembleia da República de Moçambique para o Círculo da Europa e Resto do Mundo

Prémio Autarca do Ano – A Francisco Carvalho - Natural de Cabo Verde – Entre outros cargos nacionais e internacionais, foi técnico especialista, Nível I, do Ministério dos Negócios Estrangeiro e das Comunidades, deputado municipal pelo Município da Praia e deputado nacional pelo círculo eleitoral da Praia. É atualmente Presidente da Câmara Municipal da Praia, desde Outubro de 2020.


Prémio Comunicação Social .- A Conceição Queiroz - Natural de Moçambique. Trabalhou na Rádio Clube Português, no grupo Semanário e foi diretora de Informação da Televisão de Cabo Verde. É atualmente Pivô e Repórter na TVI e na CNN. Realizou ao longo do seu percurso reportagens em Angola, Moçambique, na África do Sul, no Reino Unido, no Quénia e no Uganda. - Conceição Queiroz é autora de várias obras de sucesso

Prémio Músico do Ano – A Rui Veloso, que agradeceu a distinção através de um vídeo gravado, onde justificou a sua ausência – Figura bem conhecida do meio musical português. Reconhece a organização do PRÉMIO LUSOFONIA 20222, que esta distinção é um ato de inteira justiça perante um dos mais notáveis embaixadores da música portuguesa, que engrandece a arte e a cultura da cidadania de Língua Portuguesa e da Lusófona

Prémio Especial Lusofonia – A Maria das Neves – Natural de S. Tomé - Foi Primeira-Ministra do VIII Governo Constitucional. Exerceu funções ministeriais nas áreas da Economia, da Agricultura, Pescas, Comércio, Indústria e Turismo  - Atualmente, é Deputada no Grupo Parlamentar do MLSTP/PSD

Prémio Diplomacia Lusófona – A Balbina da Silva . Natural do Lobito, Angola – Tem assumidos vários cargos importantes do seu país - Entre os quais a liderança da Direção América do Ministério das Relações Exteriores, de 2003 a 2011. No ano subsequente, tornou-se Embaixadora da República de Angola, na Zâmbia.


Prémio Literário a José Luís Peixoto – Outra grande figura das letras de expressão portuguesa, detentor de vários prémios e distinções. Natural de Galveias, Ponte de Sor - considerado um verdadeiro caso de estudo da literatura portuguesa, são só pela multiplicidade dos géneros literários cultivados com mestria, nomeadamente Poesia, Ficção e Dramaturgia, como pela universalidade e interculturalidade das suas incursões estéticas, sempre estruturadas numa ótica de humanismo.

Prémio Cidadania – A José Leitão - Tido como um verdadeiro caso de estudo, no quadro da entrega à causa pública, aos direitos essenciais e progressivos, à integração de minorias étnicas e à inclusividade, num contexto de humanismo avançado onde a língua portuguesa e, no seu sentido mais lato, a lusofonia, assumiram, reiteradamente, papel central.
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