Jorge Trabulo Marques
domingo, 27 de fevereiro de 2022
OS TUBARÕES ATACAM NAS HORAS MAIS FATÍDICAS E MORTAS!...
segunda-feira, 14 de fevereiro de 2022
O Dia de São Valentim, não é só de sorrisos - "Mutilação Genital Feminina - A sombra do empoderamento das mulheres na sociedade do Século XXI de Tito Mba Ada" , que vai ser apresentado em Malabo, dia 17, em versão castelhana
Sorrisos de Bata - Guiné Equatorial |
O livro, intitulado Mutilação Genital Feminina - A Sombra do Empoderamento das Mulheres na Sociedade do Século XXI de Tito Mba Ada" , editado pela Bertrand, em Lisboa, em língua portuguesa, vai ser também apresentado, em versão castelhana, no Escritório do Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF-) e o Fundo de População de A Organização das Nações Unidas (UNDPA, no dia 17 de Fevereiro, Quinta-Feira, no Hotel Colinas em Malabo, às 10 da manhã, com o título Mutilación Genital Femenina: La Sombra do Empoderamiento Femenino em la Sociedad del siglo XXI - Ou seja, no dia em que ali será feita a comemoração do Dia Internacional da Tolerância Zero, habitualmente celebrado no dia 6 de Fevereiro.
Na sessão, depois uma saudação aos convidados pela Dra Pamela Nze, será apresentado um vídeo, sobre o tema da UNICFE e UNFPA, após o qual, o diplomata Dr. Tito Mba Ada, falará da sua obra, a que se seguirão intervenções do Representante da UNICEF, Dr. France Bêgin em nome do UNICEF e UNFPA, bem como do Terceiro Vice-Primeiro Ministro D. Alfonso Hisue Mokuy - A informação, foi-nos revelada pelo diplomata ecuatoguineano
Covid-19 põe 2 milhões de raparigas em risco de
mutilação genital feminina – Alerta lançado pela UNICEF – “O encerramento de
escolas e a interrupção de serviços de saúde básicos causados pela pandemia da
covid-19 colocam mais de 2 milhões de raparigas em risco de virem a sofrer uma
mutilação genital feminina até 2030, aviso feito na véspera do dia 6 de fevereiro,
pela UNICEF, do dia Dia
Internacional da Tolerância Zero para a Mutilação Genital Feminina
Embora a prática esteja concentrada principalmente em 30 países na África e no Oriente Médio, ela ocorre também em alguns lugares da Ásia e da América Latina. E entre populações imigrantes que vivem na Europa Ocidental, América do Norte, Austrália e Nova Zelândia, dizem as Nações Unidas
Sorrisos de S. Tomé e Principe |
O 6 de fevereiro vem sendo o Dia internacional da tolerância zero à mutilação genital feminina (MGF), mas o dia dos namorados, em muitas partes do mundo, não é só de sorrisos ou de namorados felizes
O Dia de São Valentim, comemorado anualmente neste dia, 14 de fevereiro em diversos países do mundo, é o dia escolhido por ser a data em que um bispo da Igreja Católica, chamado Valentim, foi morto em Roma pelo fato de ter desobedecido o imperador realizando casamentos às escondidas
Por isso, não esquecer o sofrimento da mutilação genital feminina, uma realidade, que, segundo a Organização das Nações Unidas, afeta cerca de 200 milhões de meninas e mulheres e Nova Zelândia, dizem as Nações Unidas.
"Mutilação Genital Feminina - A sombra do empoderamento das mulheres na sociedade do Século XXI de Tito Mba Ada"
Livro “A África e o Mundo - circulação, apropriação e cruzamento de conhecimentos -Lançamento na BN ., dia 17 às 18 horas
Jorge Trabulo Mqrques - Jornalista
A nossa sugestão – Se puder, não falte O Lançamento do livro A África e o Mundo: Circulação, apropriação e cruzamento de conhecimentos da autoria da Isabel Castro Henriques, numa edição Caleidoscópio, com apresentação de Miguel Bandeira Jerónimo., no Auditório, Sala de Formação e Átrio do Anfiteatro: apresentação obrigatória de certificado digital COVID da EU válido ou comprovativo de vacinação completa ou comprovativo de teste com resultado negativo.
A obra, que reúne um conjunto de textos
escritos ao longo de quarenta anos, alguns inéditos, outros dispersos em
publicações de natureza diversa, nem sempre de acesso fácil, tem como objetivo
refletir sobre as muitas relações da África com outros mundos através de
propostas, de objetos, de construções, de práticas introduzidas do exterior,
numa pluralidade de situações históricas distintas, entre os séculos XV e XX,
procurando no mesmo movimento sublinhar a natureza falsificadora de uma
panóplia de ideias ocidentais que rotulavam os africanos como passivos,
fechados ao mundo, sem vontade e capacidade de escolha e de mudança social.
O primeiro capítulo visa proceder a uma
releitura das perspetivas historiográficas africanas, sublinhando as
contribuições de formas do pensamento internacional e de inovações
teórico-metodológicas pluridisciplinares, procurando igualmente pôr em
evidência dinâmicas sociais inovadoras africanas, criadoras de uma África da
modernidade emergente, ligada ao mundo atlântico.
Um segundo capítulo privilegia o
documento iconográfico como fonte histórica, sublinhando a sua dimensão
histórica e informativa, mostrando formas plásticas sobretudo portuguesas, que
dão conta da integração de plantas, técnicas, símbolos, sistemas económicos,
comerciais, habitacionais e urbanos, novas formas de organização e construção
do espaço, introduzidos da Europa nos territórios africanos, e refletindo a
criação de novidades sociais e culturais.
O terceiro e último capítulo pretende
pôr em evidência a circulação e cruzamento dos conhecimentos nos séculos XIX e
XX, conhecimentos introduzidos sobretudo no âmbito do facto colonial português,
apropriados e reutilizados pelos africanos nas esferas do comércio, da
habitação e do urbanismo, com o objetivo de renovar problemas historiográficos
longamente abordados numa perspetiva colonial, possibilitando novas leituras,
interpretações e interrogações. Pensar as relações da África com o mundo
permite desmontar conceitos redutores das realidades africanas, mostrar as
dinâmicas africanas de integração das novidades vindas do exterior e a capacidade
das sociedades de aderir à contemporaneidade, procedendo à emergência de novos
espaços, novas realidades sociais, novos sistemas de pensamento, novas formas
culturais, preservando valores seculares da sua identidade, no quadro de uma
africanidade renovada e dinâmica.
sábado, 12 de fevereiro de 2022
António Guterres – Voltou a elogiar S. Tomé e Príncipe - Considerando, o Presidente Carlos Vila Nova, um “exemplo de paz”
Jorge Trabulo Marques - Jornalista
O Secretário-Geral da Organização das
Nações Unidas, António Guterres, que, em 28 de Novembro de 2021, transmitira uma mensagem de elogio a São Tomé e Príncipe pela realização de eleições de forma pacífica, reafirmando
a prontidão das Nações Unidas em apoiar
o país nas reformas e desenvolvimento" reiterando a
disponibilidade da organização de "oferecer bons ofícios" através da
Equipa das Nações Unidas no País e do Representante Especial para a África
Central, François Louncény Fall, voltou agora
a tecer rasgados elogios ao Presidente
de S. Tomé e Príncipe, Carlos Vila Nova,
um “exemplo de paz” e símbolo de nova
geração de políticos do continente africano, na sequência da sua participação
quarta-feira numa reunião videoconferência realizada por este organismo
internacional.
Diz a (Lusa), que, uma nota enviada a esta Agência, refere que, Carlos Vila
Nova e o Presidente da Libéria, George Weah, foram os únicos presidentes
africanos convidados a tomar a palavra no evento “por serem considerados casos
de sucesso no que concerne à prevenção de conflitos e no seu relacionamento com
as Nações Unidas e pelo perfil dos chefes de Estado que simbolizam a nova
geração de políticos do continente africano”.
“É uma grande honra para mim, mas também para o povo de São Tomé e Príncipe, tomar a palavra neste evento. É para nós um importante reconhecimento do nosso compromisso com a paz no nosso próprio país, mas também o nosso compromisso com a paz na nossa região e no mundo”, declarou Carlos Vila Nova, na sua mensagem em inglês, justificada por a língua portuguesa ainda não ser oficial na ONU.
Vila Nova realçou a celebração
dos “75 anos desta experiência multilateral” das Nações Unidas como “um feito
notável” e saudou “a reforma que o secretário-geral [Atónio Guterres] tem vindo
a implementar audaciosamente, com o simples propósito de corrigir o que é
notoriamente mau e melhorar tudo o que já está a funcionar bem” na ONU.
Contudo, o Presidente da
República lamentou que o mundo esteja “a assistir a uma profunda crise do
multilateralismo e à eclosão de conflitos locais que põem em risco a
estabilidade global”.
“Embora São Tomé e Príncipe
seja um país pequeno, somos membros de pleno direito da comunidade
internacional, e vemos com grande preocupação as tentativas de nos afastarmos
dos princípios do multilateralismo. É por isso que saudamos novas ‘formas de
trabalho’ das Nações Unidas, tais como este Programa Conjunto e o Fundo de
Desenvolvimento e o Departamento de Política e Paz”, disse o chefe de Estado
são-tomense
Carlos Vila Nova realçou que
“felizmente, São Tomé e Príncipe não conheceu guerras, nem conflitos violentos”
apesar de ter sofrido “anos de uma colonização severa com décadas de abusos dos
direitos humanos”.
“No entanto, estamos perante
uma das guerras mais difíceis de combater para a humanidade, a pobreza. E,
além disso, temos uma população extremamente jovem a enfrentar o desemprego e
com muitos deles a aperceberem-se tristemente de que só podem ter sonhos se
emigrarem”, assinalou Carlos Vila Nova. – Excerto de https://mundoatual.pt/presidente-de-sao-tome-e-principe-considerado-exemplo-de-paz-pelas-nacoes-unidas/
quinta-feira, 10 de fevereiro de 2022
S. Tomé -Sorrisos das crianças das Ilhas Verdes do Equador para as quais o turista é um amigo - Vistas na Poesia do Bispo da Diocese, Dom Manuel dos Santos
Jorge Trabulo Marques - Jornalista
Então disse Jesus: "Deixem vir a mim as crianças e não as impeçam;
pois o Reino dos céus pertence aos que são semelhantes a elas". – E, as
pacificas crianças de S. Tomé e Príncipe, vêm ao colo e sorriem de quem as
acarinhar, sem que peçam algo em troca,
O TURISTA É UM AMIGO - Mas também para a generalidade da
população - Desde que não abuse da sua hospitalidade, o visitante, aonde quer
que vá, é sempre bem recebido
P.Trovoada não tem esta vida |
S. Tomé e Principe, é talvez dos poucos países onde a pobreza não tem o rosto da fome, que caracteriza a maioria dos
países de África- A terra é fértil e generosa e oferece os melhores frutos. Contudo, nem só de fruta pão (ou de outros frutos), se pode ter uma existência saudável e condigna: há muitas mais carência, nomeadamente a nível de medicamentos, de apoio escolar, vestuário e de outros alimentos, que são imprescindíveis a um crescimento saudável e que não estão ao alcance da maioria da população.

09/04/2018 - É uma pequena ilha, quase perdida no oceano, bem na costa oeste da África, mas incrivelmente bela. O que eu não amo neste lugar?… Nada realmente. A natureza aqui é linda, oceano azul em torno da terra, selvas para explorar, montanhas para caminhadas, cachoeiras quase a cada 10 km. Eu o chamei de "paraíso na terra"
Vistas na Poesia de Dom Manuel dos Santos, Bispo da
Diocese de STP - São pardilhais à sola, em quintais e ruas
Com chilreios mil e olhos admirados,
Rostos que brilham, sorrisos rasgados,
Pedindo “doce”, sonhando aventuras!
Trilham os caminhos do crescer da vida,
Tantas vezes só, sem um pai ao lado,
Entregues à sorte de viver do fado,
Sonhando amanhãs em ilusão sofrida!
Brincam na areia de praias preguiçosas,
Com pedaços toscos de restos do passado!
De canoas leves, em troncos esculpidas!
Desenham seu mundo em cores sem rosas
Mas na espera de um futuro abençoado,
Onde as ilusões sejam conseguidas!
S. Tomé, 28 de Novembro de 2009
Do Livro MOMENTOS DE VERDE MAR
De Dom Manuel
António Mendes dos Santos, Bispo da Diocese de S. Tomé e Príncipe
Nomeado, em de dezembro de 2006 o Papa Bento XVI nomeou-o Bispo Diocesano de São Tomé e Príncipe - Sobre ele em https://canoasdomar.blogspot.com/2019/02/o-reencontro-ha-3-anos-com-um-filho-das.html
Manuel António
Mendes dos Santos, nasceu a 20 de Março de 1960, em São Joaninho, pequena
aldeia do Concelho de Castro Daire, distrito de Viseu, Frequentou os Seminários
da Diocese de Lamego até aos 18 anos. Nessa altura, ingressou na Congregação
dos Missionários claretianos, tendo sido ordenado sacerdote, na sua terra natal,
em 13 de Julho de 1985. Em Dezembro de 1993, teve a primeira experiência de
África, ao desembarcar em Luanda, Angola, a caminho de São Tomé e Príncipe,
país onde desenvolveu a sua ação missionária até Abril de 1995, seguindo, uns
meses depois, para Roma, a fim de continuar estudos de especialização. Regressa
a Portugal, em 1997, assumindo a paróquia de São Sebastião, na cidade de
Setúbal. Em Abril de 2001 é escolhido como Superior Provincial da sua
Congregação, cargo que desempenhou até 1 de Dezembro de 2006, altura em que foi
nomeado Bispo de São Tomé e Príncipe. É neste país de África que tem atualmente
a sua residência, ao serviço de Deus e das pessoas.
quinta-feira, 3 de fevereiro de 2022
São Tomé - Massacres do Batepá - Pandemia deixa 3 de Fevereiro sem tradicional marcha da liberdade em honra dos seus mártires de há 69 anos – Cerimónia comemorativa, restringirá o ato central deste dia, apenas a 60 convidados.
Jorge Trabulo Marques - O primeiro jornalista, vinte anos depois a divulgar as imagens dos ignóbeis crimes, na revista de Luanda Semana Ilustrada, de que era correspondente, em STP, tendo sofrido fortes represálias por colonos: agressões físicas, ao ponto de ter que me escapar numa piroga para a Nigéria, travessia que andava a preparar desde algum tempo mas por outras razões - Pormenores mais à frente
São Tomé e Príncipe comemora esta quinta-feira, 3 de Fevereiro, dia dos heróis da liberdade do histórico massacre de 1953 - O Governo são-tomense prorrogou o estado de calamidade até ao dia 15 de fevereiro devido à pandemia - Com a decisão, o Governo, declarou que não se realizará a tradicional marcha da juventude em alusão ao dia 3 de fevereiro, feriado nacional em memória dos mártires da liberdade do massacre de Batepá, de 1953, e restringirá o ato central deste dia para apenas 60 convidados, a que deverá presidir, o Presidente da República, Carlos Vila Nova, na presença do PM, Jorge Bom Jesus e outras entidades representativas
Foi precisamente há 69 anos mas a lembrança dos ignóbeis acontecimentos, deverá permanecer ainda bem viva na memória dos escassos sobreviventes, mas também não esquecida na memória coletiva de um Povo, que não deixará de, neste dia, se lembrar dos que foram barbaramente espancados ou tombaram para sempre no Campo de Concentração de Fernão Dias
outras postagens sobre os massacres do Batepá
http://canoasdomar.blogspot.com/2015/01/memorias-do-bate-pa-1-auschwitz-em-s.htmlhttp://canoasdomar.blogspot.com/2015/02/s-tome-memorias-do-massacre-do-betepa-2.htmlhttp://canoasdomar.blogspot.com/2015/02/massacres-dos-batepa-3-hoje-s-tome.htmlhttp://canoasdomar.blogspot.com/2015/02/s-tome-e-as-memorias-do-batepa-4-ze.htmlhttp://canoasdomar.blogspot.com/2015/02/s-tome-e-principe-memorias-do-batepa-5.html
BAPETÁ - A PÁGINA MAIS NEGRA DO PERÍODO COLONIAL
Como a morte ceifou por completo uma pequena aldeia e se alastrou por quase toda a Ilha - Vinte anos depois, tive oportunidade de registar as confissões do criminoso José Zé Mulato e do "Homem Cristo" que foi crivado de balas e logrou sobreviver, além de outros sobreviventes


Pena que o comerciante Jorge Coimbra, não me tenha feito a entrega de várias centenas de peliculas, que deixei em casa da minha companheira, quando parti de canoa - Valeu-me o facto de, mais tarde, o Sr. Afonso Henriques, me ter trazido um album de algumas fotos que ele não levara https://canoasdomar.
Quando entrevistei o advogado Victor Pereira, ele confessou-me que desconhecia essas imagens e também o número certo de vitimas - https://canoasdomar.
Entretanto,
eu já havia começado a entrevistar vários dos sobreviventes para a revista
Semana Ilustrada, de Luanda, de que era correspondente, uma das quais
ainda com feridas por sarar numa das pernas, com que fora
acorrentada
Trabalhos jornalísticos esses que me haveriam de custar graves dissabores, violentas reações por parte, de alguns colonos. que me furaram os pneus do meu carro à navalhada, penduraram uma forca na porta de minha casa, depois de arrombarem, sim, de um modesto apartamento no edificio do Lima & Gama e deixado tudo de pantanas - Não satisfeitos, mesmo assim, à noite sairam de um carro, que estacionaram junto ao edificio e fizeram-me uma espera, tendo-me pontapeado e agredido selvaticamente.
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Noutra ocasião, quando umas centenas de colonos das roças invadem o Palácio do Governador e insultam Pires Veloso, ao saírem, mal me vendo sentado na esplanada do Palmar, vêm logo de lá a correr como loucos atrás de mim armados de catanas na mão. Valeu-me ter-me refugiado num telhado, frente à farmácia Cabral, após o que estive uma semana escondido no mato em casa de um santomense, o Constantino Bragança, meu companheiro da escalada ao pico Cão Grande, que, tendo-se apercebido, veio chamar-me à noite para me alojar na sua cubata
SE ME APANHASSEM, TERIA SIDO DEGOLADO E DESFEITO!... - Em toda a parte os jornalistas são sempre as primeiras vitimas da ira popular, da intolerância e do ódio - Em todos as guerras e conflitos - Mas não só.
De tal maneira, me senti inseguro e me moveram tão feroz perseguição, que me vi obrigado a abandonar a Ilha numa canoa para a Nigéria, travessia que eu já andava a planear desde algum tempo para demonstrar que as ilhas poderiam ter sido ligadas por canoas, vindas da costa africana, antes da colonização


J.M. -Por que é que o prenderam?


Acompanhou-nos ao lugar, onde ficava a casa que o chefe da brigada do campo de concentração e de trabalhos Forçados utilizava para pro ceder às torturas, aos interrogatóri0.e: e julgamento das inúmeras pessoas que para ali iam presas.
Maria dos Santos, mais conhecida por Mena, agora com 80 anos, é um dos rostos debilitados, que ainda hoje espelha o testemunho do incomensurável sofrimento, angústia e lágrimas, por que viveu há 62 anos, - É uma das mártires, ainda sobrevivente dos hediondos massacres de Batepá, que tiveram inicio nos horrores da longa e pavorosa noite de 2 para 3 de Fevereiro de 1953 e que iriam prolongar-se nos ignóbeis espancamentos e torturas, até à morte, infligidos a centenas de santomenses, em terríveis interrogatórios, desde brutais choques elétricos, à violenta palmatoada, ao chicote, cacetada e cronhada, a soco e a pontapé, quer no afrontoso cárcere da prisão local, onde os presos, coabitavam exíguos e afrontosos espaços, em deploráveis e nauseabundas condições higiénicas, quer numa das salas da Fortaleza S. Sebastião (a capitania dos Portos), transformada em laboratório ao estilo da Gestapo hitleriana, sob a batuta do famigerado médico Aragão, locais donde partiam para o Campo de Concentração Fernão Dias





Em Fevereiro de 1953, cerca de centena e meia de santomenses, iam ser largados no mar por ordem do Governador Carlos Gorgulho- Tal não aconteceu porque a tripulação, liderada pelo imediato Bernardino Lopes Monteiro, se sublevou - Porém, alguns anos mais tarde, no caso de prisioneiros de guerra guineenses, persistem fortes suspeições, de, que o crime tenha mesmo sido consumado, com uma parte da carga humana, engaiolada nos porões e da qual apenas chegou metade ao seu destino - Quem levanta a questão é um tripulante, que acusa o comandante como uma figura odiada: "Foi ainda a bordo deste mesmo navio que nos deslocámos de Bissau a Cabo Verde (Tarrafal) na Ilha de Santiago) para ali embarcar supostamente 88 ex-prisioneiros de guerra, mas por razões que nunca cheguei a saber apenas 44 voltaram para a Guiné .Era então Comandante do António Carlos o conhecido e odiado pelas gentes da outra banda, o "Herói do Barreiro"... Estou a falar-vos do longínquo ano de 1964. (***). - Pormenores em. Luís Graça & Camaradas da Guiné: Guiné 63/74
sobrevivente |
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