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terça-feira, 10 de outubro de 2023

Prémios Lusofonia - Ilha do Príncipe - Presidente do GR Filipe Nascimento, duplamente de parabéns! - Depois do jornal Le Monde, ter eleito a Ilha do Príncipe, do arquipélago de STP, no 8º ranking dos 20 destinos turísticas do Mundo 2023, distinguido na última sexta-feira, no Casino do Estoril, na 7ª edição da gala do prémio da lusofonia, com o “Prémio Lusofonia Mérito Lusófono 2023”

Reportagem de Jorge Trabulo Marques    - Com video 





O PRÉMIO LUSOFONIA – MÉRITO LUSÓFONO 2023 da 7ª edição da gala do prémio da lusofonia que homenageia, anualmente, personalidades que contribuíram para a promoção da língua e cultura portuguesas em todo o mundo, foi atribuído  a Filipe Nascimento


Por todo este trabalho esclarecido e qualificado de cidadania, ao serviço de São Tomé e Príncipe, de Portugal e da lusofonia em geral, foi decidido atribuir ao Dr. Filipe Nascimento o Prémio Lusofonia Mérito Lusófono 2023”, lê-se na nota do corpo de jurados.



E, de facto, é o reconhecimento de uma justíssima atribuição: isto, porque, o prestigiado jornal francês Le Monde, considerou a Ilha do Príncipe, como “Destination n° 8 du palmarès voyage « Le Monde » 2023

Distinção atribuída na sequência de uma reportagem  a esta ilha do arquipélago de S. Tomé e Principe, destacando, que, a antiga “ilha do chocolate”, situada no Golfo da Guiné,  quer agora desenvolver o ecoturismo. O seu isolamento geográfico preservou o fundo do mar e a floresta primária, a tal ponto que a UNESCO a classificou como “reserva da biosfera”.

A entrega dos prémios, que teve apresentação de Raquel Flores e de Gabriel Niva e algumas intervenções musicais, contemplou, Joaquim Chissano (Ex. Presidente da República de Moçambique); Manuela Ramalho Eanes (Fundadora e Presidente Honorária do Instituto de Apoio à Criança); António Saraiva (Presidente da Cruz Vermelha em Portugal); Fátima Lopes (Apresentadora e escritora); Alice Vieira (escritora e jornalista) e Instituto Camões.

Saio daqui mais inspirado! Motivado!.

Filipe Nascimento, que recebeu o prémio da mão do embaixador de São Tomé e Príncipe em Portugal,  António Quintas, considerou o momento uma subida honra, de alegria e emoção. Felicitou a organização por iniciativa em prol da lusofonia, agradeceu ao prestígio e responsabilidade que lhe deram, tendo destacado que “servir na política é um ato de nobreza, mas de coragem”.

Filipe Nascimento, no seu discurso de agradecimento, citou o exemplo de vida e dedicação do ex-presidente de Moçambique,  Joaquim Chissano, um dos laureados, afirmando  ter acompanhado, desde pequeno a sua luta,  pelas causas de África e da lusofonia – Sublinhando, de seguida, referindo-se  S. Tomé e Príncipe, que “o nosso Presidente continua a precisar de nó!...E nós cada vez mais unidos!... Considerando que esta é também “uma corrida de estafeta, e que” estamos aqui para continuar o seu trabalho!

Saio daqui mais inspirado! Motivado!... E com mais energia para continuar  a servir a população do Príncipe! Aos santomenses! Aos africanos! E a lusofonia em geral… O meu muito obrigado!... Viva a lusofonia!

“Este prémio é dedicado a toda população da Ilha do Príncipe e de modo em geral a todos os são-tomenses. Quero neste momento agradecer a Deus, ao meu pai, à minha mãe, á minha esposa, filhos irmãos, todos familiares, aos amigos e colegas desta caminhada, companheiros de trabalho e de luta, aos meus professores e a todos aqueles que são braços e pernas  quando abraçamos uma causa colectiva”, sublinhou

O Prémio Mérito Lusófono é uma iniciativa da Universidade de Coimbra que visa premiar personalidades e instituições que se destacam na promoção e difusão da língua portuguesa e da cultura dos países de língua oficial portuguesa, na área de música, literatura, comunicação social, artes plásticas, teatro, educação, moda e de entre outras.

Filipe Nascimento é o actual presidente do Governo Regional da Ilha do Príncipe, licenciado em Direito, prometeu em 2020 aquando da sua investidura, a continuidade da transformação e modernização da ilha do Príncipe e melhoria progressiva da qualidade de vida da sua população.

Natural da Ilha do príncipe - . Durante a sua infância e adolescência, trabalhou sempre com o seu pai na agricultura e pecuária. Frequentou o ensino primário, básico e secundário nas escolas da Nova Estrela, do Padrão e do Santo António II, respetivamente. Durante a sua infância, adolescência e juventude no Príncipe, foi sempre muito dinâmico no exercício da cidadania.

Licenciado em Direito pela Faculdade de Direito da Universidade Clássica de Lisboa. Nesta mesma Faculdade, frequentou pós-graduação em Direito Bancário, pelo CIDP | FDUL – Centro de Investigação de Direito Privado; bem como frequentou pós-graduações em Direito das Sociedades, em Ciência da Legislação e Legística.

É Advogado pela Ordem dos Advogados Portugueses. Foi Adjunto e Assessor do Vice-Presidente da Câmara Municipal de Oeiras, Mestre Francisco Rocha Gonçalves, sob a Presidência da Câmara do Dr. Isaltino Morais; é Membro do Conselho Consultivo do IPDAL – Instituto para a Promoção da América Latina e Caraíbas; é Jurista e Técnico Superior da Câmara Municipal de Oeiras.

Em Portugal, foi Deputado Autárquico na Assembleia de Carnaxide e Queijas e líder da Bancada na Assembleia de Carnaxide e Queijas. De 16 de novembro de 2019, até ao presente, é Presidente da UMPP – União para Mudança e Progresso do Príncipe. Atualmente é Presidente do Governo Regional do Príncipe – STP (desde 18 de agosto de 2020).

Por todo este trabalho, esclarecido e qualificado, de cidadania ao serviço de S. Tomé e Príncipe, de Portugal e da lusofonia em geral, foi decidido atribuir ao FILIPE NASCIMENTO o PRÉMIO LUSOFONIA – MÉRITO LUSÓFONO 2023


 

segunda-feira, 9 de outubro de 2023

Sporting vence em Alvalade o Arouca por 2-1, num jogo polvilhado de cartões amarelados e dois avermelhados - E continua isolado na 8º jornada do campeonato, que decorreu neste último domingo à noite –

Jorge Trabulo Marques - Jonalista e fotojornalista


O primeiro golo dos leões foi marcado aos 31’ por Viktor Gyökeres, que surgiu isolado nas costas da defesa adversária na sequência de um grande cruzamento de. Edwards

  Os leões foram para o intervalo com sabor a vitória mas com um travo azedo na boca desagradados com a arbitragem por via da expulsão de Diomande, aos 42´ por acumulação do 2º cartão amarelo que reduziria a equipa leonina a 10 em campo.

   
O mesmo viria também a suceder à equipa visitante com a expulsão do jogador Rafael Fernandes, igualmente por duplo amarelo 

O golo do Arouca foi marcado por Mujica, num cabeceamento isolado, traindo Adán.  A equipa liderada por Rúben Amorim nunca se deu por vencida, tal como o apoio das claques nas bancadas, que esteve sempre num ambiente caloroso, muito confiante, e, aos 68 minutos, Pedro Gonçalves, num passe de perfeita mestria dá a Morita a oportunidade de colocar novamente o Sporting em vantagem.


sábado, 7 de outubro de 2023

Dia Nacional dos Castelos - José Saramago no Castelo de Marialva Mêda, em 22 de Maio de 1999

                                Jorge Trabulo Marques - Jornalista, fotojornalista e investigador

CASTELO DE MARIALVA - MÊDA - AOS OLHOS DE JOSÉ SARAMAGO –Neste Dia Nacional dos Castelos - Onde passou por três vezes – Esta uma das várias imagens que tive o prazer de registar em 1999 e o texto do que escreveu, em Viagens a Portugal, publicado em 1981 após uma longa viagem de quase um ano feita pelo autor, entre outubro de 1979 e julho de 1980, quando ele percorreu as terras portuguesas de Norte a Sul e de Leste a Oeste a convite da editora Círculo de Leitores.

José Saramago, no dia 22 de Maio de 1999, foi calorosamente recebido e homenageado, pelo município de Mêda, liderado por João Mourato, pela atribuição do prémio Nobel da Literatura, onde foi brindado por um saborosíssimo banquete, com os melhores vinhos, aperitivos e pratos tradicionais do concelho, após ter visitado o Castelo de Marialva, onde foi descerrada uma lápide a uma citação do seu livro

Na já distante década de dos finais de 70, Saramago estava ainda longe do reconhecimento público de que viria a gozar anos mais tarde, em 8 de Outubro de 1998, com a atribuição do Prémio Nobel da Literatura- Estivera longos meses desempregado, na sequência do 25 de Novembro de 1975, e aplicara toda a sua férrea força de vontade na escrita, de que resultaria, além do livro Levantar do Chão, o de Viagem a Portugal

Nessa Viagem a Portugal descrita por Saramago, o autor se diz um viajante e não um simples turista. E é ele próprio que explica o que distingue um termo do outro: “Há grande diferença. Viajar é descobrir, o resto é simples encontrar” E é nessa busca por descobrir Portugal que o viajante Saramago nos apresenta um país muito especial


O QUE DISSE DA VISITA A MARIALVA

Vai o viajante continuar para norte, pela estrada a nascente da ribeira de Teja(...). Passa em Pai Penela, e, dando a volta por Mêda e Longroiva (...), apanha a estrada que vem de Vila Nova de Foz Côa e torna para sul. O caminho agora é planície, ou, com rigor maior, de planalto, os olhos podem alongar-se à vontade, e mais se alongarão lá de cima, de Marialva, a velha, que esta fundeira não tem motivos de luzimento que excedam os legítimos de qualquer terra habitada e de trabalho(...)

Marialva foi chamada, em tempos antigos, Malva. Antes de o saber, o viajante julgou que seria contração de um nome composto, Maria Alva, nome de mulher. E ainda agora não se resigna a aceitar que o primeiro batismo venha do rei Leão, Fernando Magno, como dizem certos autores. Sua Mercê não veio, evidentemente, de Leão aqui para ver se esta montanha quadrava bem o nome de Malva. Curou por informações, algum frade que por cá passou e tendo visto malvas julgou que era a terra delas, sem reparar, em seu recato de frade preceituado, que naquela casa hoje arruinada vivia a mais bela rapariga do monte, precisamente chamada Maria Alva, como ao viajante convém para justificar e defender a sua tese. (...)

De indiferente e calado se não pode acusar o castelo. Nem a vila velha, as ruas trepam a encosta, nem quem aqui mora. O viajante sobe e dão-lhe as boas-tardes com tranquila voz. Estão mulheres costurando às portas, brincam algumas crianças. O sol está deste lado do monte, bate nas muralhas com clara luz. A tarde vai em meio, não há vento. O viajante entra no castelo, daqui a pouco virá o velho Brígida dizer onde está a arca da pólvora, mas agora é um solitário que vai à descoberta do que, a partir deste dia, ficará sendo, no seu espírito, o castelo da atmosfera perfeita, o mais habitado de invisíveis presenças, o lugar bruxo, para dizer tudo em duas palavras.

Neste largo onde está a cisterna, onde o pelourinho está, dividido entre a luz e a sombra, adeja um silêncio sussurrante. Há restos de casas, a alcáçova, o tribunal, a cadeia, outros não se distinguem já, e é este conjunto de edificações em ruínas, o elo misterioso que as liga, a memória presente dos que viveram aqui, que subitamente comove o viajante, lhe aperta a garganta e faz subir lágrimas aos olhos. Não se diga daí que o viajante é romântico, diga-se antes que é homem com muita sorte: ter vindo neste dia, nesta hora, sozinho entrar e sozinho estar e ser dotado de sensibilidade capaz de captar e reter esta presença do passado, da história, dos homens e das mulheres que neste castelo viveram, amaram, trabalharam, sofreram, morreram.

O viajante sente o Castelo de Marialva uma grande
responsabilidade. Por um minuto, e tão intensamente que chegou a tornar-se insuportável, viu-se como ponto mediano entre o que passou e o que virá.

O viajante vai até o ponto mais alto das muralhas e se pergunta: “Que gente viveu dentro desse castelo? Que homens e que mulheres, suportaram o peso das muralhas, que palavras foram gritadas de uma torre a outra torre, que outras murmuradas nestes degraus ou à boca da cisterna? Aqui andou Gualdim Pais, com os seus pés de ferro e o seu orgulho de mestre dos Templários. Aqui humilde gente segurou, com os braços e o peito sangrando, as pedras assaltadas. O viajante quer entender razões e encontra perguntas: por que foi?, para que foi?, terá sido apenas para que eu, viajante, aqui estivesse hoje?, têm as coisas esse tão pouco sentido?, ou será esse o único sentido que as coisas podem ter?"

sexta-feira, 6 de outubro de 2023

SNS - Em risco - Greves no SNS anularam-me dois exames seguidos na mesma semana. Fui COBAIA VOLUNTÁRIO DE ESTUDO MÉDICO em 1999, assumindo riscos desconhecidos. Agora tenho que levar com estas sucessivas greves em cima


                                          Jorge Trabulo Marques - Jornalista e utente do SNS

Fui cobaia da medicina, assumi riscos  mas não estou arrependido - O medicamento salvou-me a vida

Esperei vários meses para nada. Quem lucra é o Hospital privado, onde raro há greves. Quem o fizer, já sabe o que o espera... Este tipo de greves não respeita a vida dos utentes - Estive ontem e hoje em regime de dieta rigorosa para um exame no Hospital dos Capuchos às 13.30 – De nada valeu o sacrifício.

Desloquei-me ontem para um convívio de antigos alunos à Escola Agrícola de Santo Tirso, privei-me do almoço e à noite do jantar. Hoje, ainda em jejum, e depois de ter injetado um ENEMA FLETE a conselho do prescrito para o exame, mas, quando me dirigi aquele hospital, encontro o serviço trancado.

No oficio que recebi do Processo Nº 3001114, era-me dito: “Caso não lhe seja possível comparecer na data marcada, por favor contacte-nos através do email balcaounicoz@chc.min-saude.pt – Mas não tiveram a gentileza de me informar que o serviço ia estar encerrado por via da greve.

A NOTÍCIA DESTAS MANCHETES NÃO NOS PARECEU A MELHOR SOLUÇÃO E TAMBÉM NÃO SE DESEJA QUE VOLTE ACONTECER


Na segunda feira passada, dia 2 às 11 horas tinha uma ecografia marcada naquele mesmo hospital – Estava a sair de casa quando sou informado de que a médica tinha faltado e já não devia ir

O exame ficou adiado – Espero que não seja a mesma médica que, há cerca de um ano, me fez esperar deitado na marquesa, mais de meia hora, para convencer uma colega aderir a uma greve.

Por este caminho, a vida do SNS não parece que vá muito longe – Uma boa parte dos utentes, vêm do estrangeiro para se utilizarem unicamente da sua generosidade; nunca descontaram e nem sequer falam português. Uma coisa são os nossos irmãos dos PALOP, com os quais nos identificamos. Outra, são aqueles que têm vindo a fazer da nossa hospitalidade, uma oportunística plataforma de obscuros interesses . Este devia ser um cuidado prioritário de qualquer governo, por forma a favorecer as condições salariais dos seus servidores.


Devo a vida ao Serviço Nacional de Saúde, designadamente a dois excelentes médicos da gastro: que até sacrificam as suas férias para tratarem os seus doentes - A dois médicos : um do Hospital dos Capuchos e outro do Hospital de Santa Maria - O deste hospital, onde o iniciei o tratamento, sugeriu-me que participasse num estudo de um certo medicamento (cobaia) que ia ser iniciado no H. dos Capuchos em 20 de janeiro de 1999 – Aceitei todos os riscos - Que mais não fosse em prol da ciência médica. Não estou arrependido, porque me livrei de um desfecho que poderia ser fatal.

Pessoalmente, não tenho tido razão de queixa dos profissionais de saúde que me têm atendido: quer quando vou à minha aldeia e preciso de ser atendido no posto médico do meu concelho, em V. N. de Foz Côa, quer noutros serviços públicos e privados: já sem falar dos médicos da Casa da Imprensa, de que sou associado - Além dos serviços prestados na estomatologia e urologia no Hospital de S. José

O mesmo não posso dizer do posto médico da Alameda D. Afonso Henriques, onde, no período em que foram entregues 25 hospitais às misericórdias, nem único médico ali ficou.



Compreendo que os profissionais de saúde, defendam os seus legítimos interesses - E é uma profissão de risco e não tão bem renumerada, por exemplo, como a dos políticos e outras atividades - Mas façam-no de modo a não prejudicar a saúde das pessoas, que são a razão da sua presença

Os trabalhadores rurais ou da construção civil que andam de espinha vergada, nas 8 horas de trabalho, não fazem greves. Em democracia, ninguém é obrigado a seguir esta ou aquela profissão.

A lei permite-lhe fazer as suas reivindicações e lutar por melhores salários. Mas manifestem-se de modo a não prejudicar a vida de terceiros. Por isso, quem não se sente bem, se acha que não ganha o suficiente, que procure outro emprego ou então mude de patrão.
Eu nunca fiz greves na minha vida e comecei aos 12 anos a trabalhar como menino escravo, nas velhas mercearias de lisboa, o marçano que tinha de carregar as compras dos clientes e levá-las a suas residência, subindo as íngremes escadas em caracol, visto lhe ser vedado usar o elevador ou as escadas da porta principal

Claro que a vida hoje também não é fácil. Sobretudo em termos de habitação e de alimentação.

No salazarismo - e sem com isto querer dizer que tenho saudades desses tempos - ao menos havia preços tabelados e rendas de casa fixadas para toda a vida, com a entrada do liberalismo selvagem, disfarçado das vestes de democrata, afinal, por este caminho, também não vamos bem.

Há que procurar outras vias, elegendo pessoas e não partidos, visto os atuais regimes, tanto as ditaduras, como as democracias liberais, não oferecerem a melhor qualidade de vida à maioria dos cidadãos, salvo as elites privilegiadas.

Ilha do Príncipe Região Autónoma de STP acolhe o 4º Fórum de Cooperação Municipalista da Lusofonia

Jorge Trabulo Marques - Jornalista 


A Região Autónoma do Príncipe  acolhe o 4º Fórum de Cooperação Municipalista da Lusofonia, a realizar-se entre os dias 23,24, 25 e 26 deste Outubro na cidade de  Santo António - Refere a STP-Press  

De acordo com um comunicado enviado a STP-Press, sob o tema “Governança local para o desenvolvimento sustentável”, este evento resulta de uma parceira entre o Governo Regional do Príncipe e o Fundo Galego de Cooperação e Solidariedade e a Rede de Autoridades Locais pelos ODS.

Além da União de Cidades Capitais de Língua Portuguesa, UCCLA, integram ainda a rede, o governo regional de Cacheu (Guiné-Bissau), a Frente Nacional de Prefeitos (Brasil), a Rede Internacional de Cooperação e Desenvolvimento (Portugal) e a Associação Nacional dos Municípios Cabo- Verdianos.

Fazem ainda parte da rede, a Associação Nacional dos Municípios de Moçambique, a Camara Municipal de Santa-Cruz ( Cabo-Verde), a Câmara municipal de Tarrafal ( Cabo-Verde) e o Fundo Galego de Cooperação e Solidariedade.

A realização deste evento contou ainda com  contactos feitos pelo Presidente do Governo Regional, Filipe Nascimento a quando a sua visita a alguns Conselhos da Comunidade da Galiza.


 

quarta-feira, 4 de outubro de 2023

São Tomé e Príncipe – Música típica, seus belos rostos e suas maravilhas – "São Tomé tem nome santo! E muito cacau!... Não tem só café! Tem lindas sanguês! Tem lindas mulheres! E sempre verão!

Jorge Trabulo Marques - Jornalista


Imagens de 2014-2015

Ouvir tocar e cantar a música santomense é sentir instintivamente o corpo a gingar ou a dançar! O trecho musical, que aqui lhe oferecemos, em 1973, era um dos temas mais populares !– Não perca – Fui recuperá-lo de uma cassete ao meu arquivo – As imagens foram registadas em (Out/Nov. 2014 e Julho/Agos. 20159) 39 e 40 anos depois de eu ter deixado, em viagem de canoa, esta maravilhosa ilha, mas o som, as vozes, ainda são mais antigas

De facto, a música santomense é inigualável, na sonoridade, no ritmo, na melodia, nas letras, na musicalidade dos instrumentos e da própria voz, da língua . - Ouvir tocar e cantar a música santomense, é sentir a tentação, o apelo inevitável do corpo gingar ou a dançar instintiva e espontaneamente - Nas ilhas há (e houve) excelentes músicos e grupos musicais – Pena, ainda não terem atingido a fama de um Bana ou de uma Cesária Évora, mas cremos que lá chegará o dia da sua universalidade; que, à fama da beleza ímpar das ilhas, se possa também juntar a da sua dança e a da sua inigualável música – Referimo-nos, naturalmente, à genuína, à que transmite o verdadeiro sentir do seu povo, a doce musicalidade da sua língua, alegria e amabilidade das suas gentes, que ainda vai resistindo à globalização dos estereótipos que tudo massificam, numa corrente desligada das raízes, das origens e da identidade de quem a canta


Segundo a entrevista realizada com um dos músicos mais famosos do nosso país, Kalú Mendes, os nossos músicos enfrentam muitas dificuldades económicas para conseguirem realizar o seu trabalho, por vezes conseguem arranjar um patrocinador, para gravar o álbum, mas a divulgação e marketing do álbum torn-se muito difícil. A divulgação passa pela televisão, rádio e jornais de modo a promover e sobretudo vender o seu trabalho, e isto tudo exige um custo monetário que é difícil de se encontrar, uma vez já conseguido o patrocínio para agravação. A criação de um álbum passa desde o processo de gravação até a divulgação do álbum, Por isso os músicos em S.Tomé e Príncipe só o são por vontade própria e porque gostam daquilo que fazem, isto porque, não há nenhum incentivo aos músicos por parte do governo, no entanto o público que tem sido muito simpático e estes sim são o seu melhor incentivo.

No entanto, também um dos elementos do grupo Tempo, Guilherme Carvalho dá o seu ponto de vista, dizendo que, «as dificuldades que alguns dos músicos nacionais têm é falta de conhecimento ao nível da música além do pouco contributo económico-financeiro, por parte do governo santomense. “O estado está a esquecer-se da nossa cultura, nomeadamente no que diz respeito a música nacional mas mesmo assim sobrevivemos”


Contudo, cabe a nós os santomenses o dever de preservar a nossa cultura (música) e procurar divulga-la cada vez mais além fronteiras, isso porque ela também virá a contribuir para o desenvolvimento do nosso turismo bem como do nosso país.
- See more at: http://stomepatrimonio.blogspot.pt/2008/07/msica-actual-em-s-tom.html#sthash.w5CXa27p.dpuf 

A SÓS À FLOR DO MAR -Navegar sozinho, sem outros meios náuticos de navegação, com o destino completamente à mercê de um errático acaso

Jorge Trabulo Marques..

A sós e ao sabor do imprevisto e do filtro do instinto,
como que perdido entre o vento, o olvido
e as espáduas do esquecimento,
oh! não é temeridade alguma,
não é vã e inútil solidão
mas o desejo ardente em decifrar
os calmos e febris prodígios do desconhecido,
a busca incessante de oiros incandescentes
dos silêncios visíveis e dos sons inocentes,
as vozes que soem e repercutam ecos
de invulgar pureza e libertação!
Munido apenas de uma vulgar bússola,
- sim, tal foi o meu caso -
orientado como que pelo instinto das aves.
Não beneficiei da mesma facilidade
daqueles que usam o compasso,
as tábuas astronómicas, o satélite e a cartografia náutica,
que a qualquer hora o informam do rumo que tomam,
o ponto onde estão e a exata direção da sua rota.
Contudo, quem assim não procede,
nem por isso tem motivos para o desfalecimento,
para que deixe de trilhar o seu caminho,
soçobre e caia num apagado e funesto silêncio,
provocando a rutura à vagabunda dança
impossibilitado de poder desfrutar de um horizonte
aberto ao tangível, à transcendente e etérea imobilidade.
Ir sozinho pelo mar a fora, é partir
em demanda dos mais ténues rumores e labirintos sagrados!
Saciar a fome da floração silenciosa de um sopro íntegro
de fulgor furtivo de sabedoria e pureza.
É fazer-se ao mar e navegar sem contrapartidas seguras à partida
e não ter qualquer certeza de paisagens imaginárias ou reais à chegada!..
É a transparente e claríssima sede de nostalgia dos mais puros céus!
É viajar na senda dos séculos passados, eras volvidas
ou dos que ainda hão-vir por vontade de Deus.
Vidência! Deslumbramento! Itinerário transfigurado.
Trocar o certo pelo incerto
- Sem todavia saber que futuro o aguarda,
a que portos poderá arribar,
que enseadas de ilhas frondosas o esperam,
que recortes de orlas vai contemplar,
que escolhos vai ter pelo caminho,
que perigos e ameaças
lhe poderão interromper a viagem.
Oh!, como é fantasmagórica a imagem,
ímpia e devastadora a visão do mar e do céu!
Quando, após vários pontapés dados a esmo à solidão e à sorte,
após se deixarem para trás noites cerradas da cor da fuligem e do breu,
vigílias infindáveis de medos e de angustiosa incerteza e assombração,
vogando ao deus dará à flor de turbulentas e enegrecidas águas,
ou tendo fruído de claros e brilhantes dias
à superfície do mesmo ondulante carrossel sucessivo,
fitando continuamente os perfis
e os contornos da mesma infinda abstração circular,
em vez do acolhedor e esperançoso porto de abrigo,
em vez da tão desejada tranquila praia fundo transparente
e de areia fina, espelhada de sol e de coral,
rodeada de verdejante e formoso arvoredo,
se lhe depara - Oh triste ventura! -
a escarpada encosta, o promontório
ou o íngreme do rochedo!
Oh, sim! - Mas tudo isso não supera a fome
de poder sentir a alma rubra
e ser alheio aos segredos dos insondáveis abismos,
aos perigos que por toda a parte
rondam e cobrem a vasta superfície,
a sombra aziaga de ter sempre por companhia
a menos de um palmo ou da grossura de uma tábua,
a cova funda e horrível da mais funesta e imensa sepultura!...

Jorge Trabulo Marques - Excertos do poema A Sós à Flor do Mar


segunda-feira, 2 de outubro de 2023

Dia do Anjo da Guarda – 2 de Outubro – Cada um tem o seu anjo desde que nasceu – Eu penso que também sempre tive o meu – Que me salvou de ser afogado à flor das vagas de um imenso mar e sob o teto de um infinito céu.

Jorge Trabulo Marques - Antigo navegador solitário no Golfo da Guine  1975

Hoje, 2 de Outubro, celebra-se o Dia do Anjo da Guarda. Cada um desde que nasceu, tem o seu anjo da guarda . Eu penso que também sempre tive o meu - Me acompanhou e salvou no mar dos tornados e tubarões a bordo de uma frágil piroga, naqueles meus tormentosos 38 longos e dramáticos dias.

De todo submetido ao sol a pino e calor abrasador do Equador!

Ou envolvo pelo tumultuar das trevas mais densas e escurecidas!

Ó luminosos, divinos e protetores anjos dos céus!
Depois de tantos combates no mar dos tornados e tubarões
Oh Deus Meu!.. Ó Deus dos céus! Queridos Anjos dos Céus!
Mesmo assim, embora de fome e sede muito ressequido!
Torturado por mil angustias e infindas incertezas e ansiedades!
Abandonado ao sabor de alterosas vagas e brutais tempestades!
Vós, ó meu anjo dos Céus! Talvez nas alturas meio adormecido
por tantas infinitas horas de sentinelas à Terra e aos Céus
mas sempre atento, silencioso, protetor e vigilante
creio que em instante algum me abandonastes!
Nunca me olvidastes à vida! - À luta e a sempre resistido!
A água do mar ainda permaneceu esverdeada de um azul retinto
Porém, meus olhos, embora vertessem lágrimas de maresia e sal
Em momento algum, se cansaram ou deixaram se se arregalar!
De, em todo aquele vasto e imenso perímetro de céu e mar"
De escorrer e de orar sucessivos rosários de sentidas orações!



Irradiai, pois, sobre mim, ó bem-aventurada luz dos céus,
para que eu, puro como vós, liberto de toda a mácula,
possa celebrar, em uníssono, o meu e o vosso canto!
Ó rutilantes sementeiras de estrelas,
labaredas e labaredas de constelações,
miríades e miríades de pequeníssimos pontos
de sois e de planetas,
esquecidos e perdidos
no imenso firmamento!
Escutai as minhas preces,
tal como eu escuto o vosso silêncio!
Sondai o meu pensamento,
tal como eu perscruto, no caos longínquo,
os ténues rumores,
os débeis ecos
trazidos pelos ventos
que, embora soltos há muitas eras,
e já fora do espaço e do tempo,
creio que ainda, há momentos,
em que se ouvem e sopram!

Ó fonte clara de luz,
astral sublime e luminosa voz!
Belo é o teu manto estrelado, e ditosa e bela
é também a minha terra materna, onde vos canto!

Sim, creio, que, sem a minha determinada força de vontade
e a minha fé que representa a divina luz dos anjos dos céus

dificilmente teria sobrevivido, Ó Deus das alturas! Ó Deus





 

São Tomé e Príncipe – Turismo em alta – As maravilhosas Ilhas Verdes do Equador atraem cada vez mais visitantes fascinados pelas suas belezas naturais e pela natureza pacífica do seu povo, alegre e acolhedor

                                       Jorge Trabulo Marques - Jornalista e investigador


São Tomé e Príncipe – Turismo em alta – As maravilhosas Ilhas Verdes do Equador e a tranquilidade pacífica do seu povo, com as suas lindas praias de areias finas, banhadas por águas quentes e azulinas, rodeadas por frondosos e luxuriantes mantos de coqueirais, sim, e a par dos tão variadíssimos e deliciosos frutos tropicais que abundam ao longo de todo o ano, bem como da sua tão singular e apetecível gastronomia, atraem cada vez mais visitantes – De Janeiro à Junho deste ano, o lendário arquipélago, que se ergue no Golfo da Guiné, já recebeu cerca de 20 mil turistas, de acordo com dados divulgados pela Diretora do Desenvolvimento Turístico, Magda Lopes.

São Tomé e Príncipe é um país turístico. O clima tropical, a beleza natural das praias de água quente e vegetação luxuriante a perder de vista, bem como o povo calmo, alegre e acolhedor, tornam este país um local paradisíaco e uma excelente escolha de viagem.

As duas ilhas estão a 140km uma da outra. Outros países próximos são a Guiné Equatorial e os Camarões.


O clima de São Tomé e Príncipe é um clima equatorial, quente e húmido, com valores de humidade que rondam os 80% e podem chegar aos 100% no alto das montanhas. A temperatura média oscila entre os 22º e os 30º ao longo do ano. Os meses mais quentes e, em que chove mais, são de outubro a maio, sendo os restantes meses, mais secos e com temperaturas mais amenas

Reserva da Biosfera – Uma Reserva da Biosfera da UNESCO, abrange toda a área emersa da ilha do Príncipe, os seus ilhéus Bom Bom, Boné do Jóquei, Mosteiros e Pedra da Galé, e as ilhas Pedras Tinhosas, assim como os habitats marinhos circundantes.

O emblemático Pico Cão Grande – que eu e a minha equipa terminámos de escalar em meados de Outubro de 1975, não passa despercebido a qualquer pessoa, seja da ilha ou visitante, que se dirija para sul de S. Tomé, na zona do Caué  - É uma das mais belas e singulares agulhas vulcânicas da Terra,  que se ergue majestosamente no coração do Parque Natural Ôbo. Eleva-se acima de 300 m de altura em relação ao solo, sendo que o cume está a 663 m acima do nível do mar. 

Seja de que ângulo for, de perto ou mais afastado, o Cão Grande é único no seu género: não há conhecimento de  semelhanças no Planeta. https://canoasdomar.blogspot.com/2012/02/cao-grande-em-sao-tome-grande-escalada.html



Daí o fascínio que exerce aos olhos de quem o contempla. Mas, sobretudo, o permanente desafio que se revela aos amantes da escalada vertical -  Pessoalmente, pude  viver tais emoções, sentir o grande prazer  – misto de glória, apreensão e receio – de, com o Cosme Pires dos Santos (mas também graças ao apoio do Constantino Bragança e dos meus guias, do Sebastião e do Chico),  desfraldarmos, no topo do seu cume,  a Bandeira Nacional de São Tomé e Príncipe, depois de nas sucessivas escaladas, antes da Independência, termos erguido a Bandeira Portuguesa, trepando  as suas vertiginosas faces, que se erguem aprumo no mais denso manto da selva verde. De sermos os primeiros seres humanos  - pois  há aves que lá nidificam – a pisar as rochas da sua monumental crista!

Escrevia eu neste blogue, em Fevereiro de 1912: Já lá vão quarenta anos, todavia as memórias, permanecem ainda hoje tão vivas, tão vibrantes, como se o tivesse acabado de  escalar – O que parecia  custar aceitar era o não reencontro, a não  partilha dessas mesmas emoções,  com o valoroso Pires dos Santos – Mas, felizmente quis o destino que, finalmente, na tarde de 5 de Agosto, 2015, nos reencontrássemos, num abraço fraternal e amigo, tal como o testemunha  o vídeo, gravado junto de sua casa, na companhia da sua mulher, e dois dos seus irmãos e do jornalista Adilson Castro.  


domingo, 1 de outubro de 2023

Benfica vence FC Porto 1- 0 - Vídeo do desfile artístico do Bailinho Corridinho entre Águias e Dragões – Roger Schmidt quebra o enguiço dos últimos anos e transforma o Estádio da Luz no maior espetáculo da temporada

Jorge Trabulo Marques - Footballdream



No clássico futebolístico mais aguardado, em noite de casa cheia e de sexta-feira, com uma assistência acima dos 62 mil adeptos e visitantes, a equipa da Luz bateu a da capital da cidade invicta por uma bola sem resposta, arrancada com um golo de Di María, aos 68’, somando a 6.ª vitória seguida na prova, averbando 18 pontos , mais dois do que "dragões"

Era o desafio mais aguardado da sétima jornada: a equipa portista ficou reduzida a dez jogadores antes dos 20 minutos da 1º parte, mas nunca se deu por vencida e bateu-se até aos últimos minutos de cabeça erguida mas pontaria  desafinada .

 Ambas as equipas defrontavam-se com o objetivo de não se afastarem do outro rival, o Sporting, no topo da tabela classificativa – Que, afinal, continua a manter a liderança depois de vencer, no Algarve, o SC Farense, por 3-2   




De menino se torce o pepino - Tive oportunidade de trocar um breve diálogo com um grupo de crianças, amáveis e muito sorridentes das Escolas de Futebol do SL Benfica, a quem relatei a minha experiência de sobrevivência do mar -  Sobre a qual se mostraram muito curiosas, pelo que lhe deixo aqui um link para a conhecerem melhor - Pois, como lhes disse, é com esforço que se superam dificuldades e se aprimora o talento e se vence na vida. http://canoasdomar.blogspot.com/2019/11/34-dia-perdido-no-golfo-da-guine-nao.html

Assim como é de cedo que se torce o pepino, também é trabalhando a criança que se consegue boa safra de adultos. - E é assim que no dia de amanhã poderão vir a ser grandes craques do seu clube de eleição.

Aqui deixo, pois, uma bonita  imagem com os seus mestres e admiradores  que tive o prazer de registar num dos jogos anteriores  no Estádio da Luz  - As que lhe fiz no corredor com o seu mestre, conto oferece-las pessoalmente  quando ali se voltar - Se me derem essa oportunidade