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quinta-feira, 25 de junho de 2020

São Tomé e Principe vai aproveitar recursos hídricos para exportação, com a marca “Bom Sucesso” - Mas a água mineral ligeiramente gasosa e sulfurosa, comhecida no periodo colonial, Água Flêbê, era muito apreciada interna e externamente – E deixou um legado das melhores linhas de engarrafamento de África que não foi aproveitado


JORGE TRABULO MARQUES - JORNALISTA 

Fábrica Flêbê -  Princípios da década 70 - Durante a visita de um grupo de estudantes de Angola

Neves - 1972
Nos anos 60, e princípios da década de 70, foram desenvolvidos projetos para uma central hidroeléctrica no Rio Contador, bem como a instalação de uma fábrica de engarrafamento  e comercialização da chamada água flêbê, que, posteriormente, acabou por ser anexada à  gestão da fábrica de cervejas CETO 
Finais dos anos 60

-  Pena que, as suas modernas instalações,  consideradas na época, como as mais avançadas de África, viessem a conhecer  - após a independência  - as mais atribuladas  e controversas gestões.  


PALAVRAS DE  João Carrajola  NO FACEBOOK -  Opinião muito pessoal , votos de Bom Sucesso . Não me pronuncio acerca da exploração , pois entendo que São Tomé está assente sobre uma "Mina de Ouro" coberta por uma película fina de terra que não permite ver por baixo . As águas de Bom Sucesso é apenas uma , entre outras enormes qualidades da Ilha , pois existem mais . O Nível de PH das águas em geral em São Tomé retiram qualidade á maioria da Água , alguma dela proveniente do elevado nível pluviométrico existente naquele clima Equatorial . A Flebê era originalmente engarrafada com água do Bom Sucesso com um "pico gasoso" natural que a tornava Única no Mundo . Quando a CETO aceitou a produção de engarrafamento , foi negado o fornecimento de Água de Bom Sucesso , infelizmente por decisão Governamental , não de São Tomé mas da Metrópole , pois a ideia do meu Pai e de Pierre Castell era engarrafar também Àgua de Bom Sucesso á parte , e ia "rebentar" com o Comércio das Àguas Minerais em Portugal Continental e conquistar o Mercado Africano , daí a proibição . Oxalá agora resulte de vez...!!! Belíssimo artigo Jorge Trabulo Marques..

Reconhecem estudos  que "são abundantes os recursos hídricos de STP alimentados por chuvas copiosas e frequentes, avaliados em “cerca de 2 biliões de m³/ano o que representa 12.000 m³ por ano/habitante, mas são aproveitados apenas em 0,045%. Parte destes recursos correspondem às cheias dos rios e são totalmente inexploráveis”

Pela situação geográfica, em que se encontram, as Ilhas de São Tomé e Principe, assim como as demais ilhas e costas do Golfo da Guiné, em plena região equatorial, são caracterizadas por um intensa queda pluviométrica, se bem que, por via de um desmedido desbaste  florestal, sobretudo ao sul de São Tomé, se tenham vindo acentuar  períodos de alguma seca com perturbações climáticas, pois, como é sabido, “ a floresta tem acção preponderante sobre o clima, sobre a temperatura, sobre o grau de humidade e ate sobre a fertilidade da terra. (…) regulariza a queda das chuvas, modera a corrente das torrentes impedindo o efeito desastroso das inundações” – Este o  alerta, que já fora lançado, em 1917,  por Júlio Henriques,  professor da Universidade de Coimbra e director do Jardim Botânico, tendo frisado que,   “Em toda a parte onde as florestas teem sido destruídas as condições da vida teem sido profundamente modificadas” (Henriques, 1917, p.134).

Diz o Téla Nón, que “Finalmente STP vai produzir e exportar “Águas Bom Sucesso” tratamento, engarrafamento e comercialização de água. projecto que começou a ser lançado no país no ano 2009, vom financiamento do governo da Líbia liderado na altura por Muhamar Kadaffi, 

Refere que “o primeiro-ministro Jorge Bom Jesus que visitou a fábrica na quarta feira, detalhou a pressão que foi exercida sobre o grupo líbio.
«Nós ao entrarmos na governação colocamos muita pressão, ao ponto de termos dado um ultimato a empresa no mês de Fevereiro. Trabalharam e hoje 90% da obra está feita», afirmou o Chefe do Governo.
Os responsáveis pela fábrica de água, explicaram ao Governo que tudo está pronto para o início do engarrafamento e comercialização da “Águas Bom Sucesso”.
Com capacidade de produção máxima de 12 mil litros de água por dia, a unidade de tratamento e processamento recebe o líquido precioso de uma distância de cerca de 5 quilómetros.

A água que é processada vem da nascente localizada na zona de Bom Sucesso, onde também se situa  o jardim botânico de São Tomé. Zona montanhosa próxima da Lagoa Amélia, onde se encontra o maior lençol de água pura e natural da ilha de São Tomé.
(...) A comercialização da “Águas Bom Sucesso”, está segundo os operários da fábrica, dependente da certificação e manutenção de alguns equipamentos. Tarefa que está incumbida a um engenheiro de nacionalidade turca, que deverá chegar a São Tomé nos próximos dias.Abel Veiga  https://www.telanon.info/economia/2020/06/25/31977/finalmente-stp-vai-produzir-e-exportar-aguas-bom-sucesso/

Mulheres de São Tomé e Príncipe lutam pela qualidade da água

"Um grupo de mulheres da localidade de Neves, em São Tome e Príncipe, tornou-se um exemplo para todo o país depois de se tornarem ativistas pela conservação do seu rio.
A comunidade de pescadores, no nordeste do país, foi uma das beneficiárias do projeto Water 4 Islands ou Água para as Ilhas, da ONU Ambiente, que ajuda pequenos Estados insulares a lidar com o problema de falta de água causado pelas mudanças climáticas.
Começo
Em 2016, quando o projeto chegou ao país, Neves foi escolhida como um primeiro exemplo. A comunidade é atravessada pelo rio Provaz, e a população, de 4 mil pessoas, depende destas águas para agricultura e pesca.
Uma equipa de especialistas investigou os recursos existentes, a forma como eram geridos, e convidou várias pessoas a integrar o Comitê de Gestão da Bacia do Rio Provaz. O comitê procurou sensibilizar a população para proteger este recurso. Falou em escolas, organizou passeios e, finalmente, uma ação de limpeza do rio.
Depois desta primeira limpeza, um grupo de mulheres decidiu tornar a atividade uma ação regular. Foram formadas várias equipas e, passado algum tempo, o rio estava a ser limpo até três vezes por semana.
A população de 4 mil pessoas depende destas águas para agricultura e pesca.
O grupo criou um lema – “Os nossos recursos, as nossas vidas.” 








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